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domingo, 29 de julho de 2012

Alucinação e delírio


Os sinais e sintomas chamadosa psicóticos, também conhecidos como sintomas positivos da psicose são, principalmente, as Alucinações e os Delírios. Vejamos o que significam:

Delírio
Uma descrição demasiado fácil do delírio seria dizer: o delírio é uma convicção errônea não-corrigível. Mas, seria preciso lembrar que nem toda convicção errônea não-corrigível é um delírio.

Se essa convicção se relacionar com falta de cultura ou erudição, com a falta de conhecimentos ou de inteligência, então não será um delírio, seria mais uma ignorância. Tampouco será delírio aquelas representações errôneas que se originam de sentimentos compreensíveis.

Se o amante, por exemplo, está convicto da perfeição da amada imperfeita não se trata de idéias delirantes. As convicções filosóficas ou religiosas também não são delírios, mesmo que muitas pessoas as considerem errôneas, elas devem ser classificadas como idéias supervalorizadas.

Se desejarmos qualificar o delírio como um erro, é preciso que se trate de um erro não ambíguo, nem justificável, nem circunstancial e nem, muito menos, emocional. Deve tratar-se sim de um erro que está em oposição visível à realidade objetiva dos fatos. No Delírio ocorre alteração do conteúdo do pensamento, mas não da memória e nem da atenção.

Jaspers define o Delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que deve, obrigatoriamente, apresentar três características:
1. Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável com impossibilidade de sujeitar-se às influências de correções quaisquer, seja através da experiência ou da argumentação lógica;
2. Um pensamento de conteúdo Impenetrável e incompreensível psicologicamente para o indivíduo normal e;
3. Uma representação vivencial sem conteúdo de realidade que não se reduz à análise dos acontecimentos vivenciais.
É irremovível e inabalável porque, diante do paciente delirante não se consegue demover o conteúdo de seu pensamento mediante qualquer tipo de argumentação.

Caso o paciente se deixe convencer pela argumentação lógica razoavelmente elaborada, decididamente não estaremos diante de um delírio, mas de um engano ou de uma formação deliróide.

A argumentação racional e lógica não deve afetar a realidade de quem delira, independentemente da capacidade convincente e da perseverança daquele que se empenhar nesta tarefa infrutífera. Para ser delírio a convicção dever ser sempre inabalável e irremovível.

Alucinação
Alucinação é a percepção real de um objeto inexistente, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. Dizemos que a percepção é real, tendo em vista a convicção inabalável que a pessoa manifesta em relação ao objeto alucinado, portanto, será real para a pessoa que está alucinando.

Sendo a percepção da alucinação de origem interna, emancipada de todas variáveis que podem acompanhar os estímulos ambientais (iluminação, acuidade sensorial, etc.), um objeto alucinado muitas vezes é percebido mais nitidamente que os objetos reais de fato.

Tudo que pode ser percebido pode também ser alucinado e isso ocorre, imaginativamente, com maior liberdade de associações de formas e objetos. Na alucinação, por exemplo, um leão pode aparecer de asas, ou um caracol que cavalga um ouriço. O indivíduo que alucina pode ter percebido isoladamente cada umas das formas e, mentalmente, combinado umas com as outras.

As alucinações podem manifestar-se também através de qualquer um dos cinco sentidos, sendo as mais freqüentes as auditivas e visuais. O fenômeno alucinatório tem conotação muito mais mórbida que a Ilusão, sendo normalmente associado à estados psicóticos que ultrapassam a simplicidade de um engano dos sentidos. Na Alucinação o envolvimento psíquico é muito mais contundente que nos estados necessários à Ilusão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que é melhor correr, andar ou pedalar?






Com as Olimpíadas de Londres a tendência é que as pessoas se sintam mais estimuladas para começar a praticar atividades físicas, e muitas optam por exercícios mais simples, como a corrida, a caminhada ou andar de bicicleta. Mas, qual dessas atividades é melhor?

Na verdade, não existe um melhor que o outro. Todos têm suas vantagens e desvantagens, sendo que a escolha vai depender do estilo de vida da pessoa. Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, fizeram uma comparação que pode ajudar na escolha. Veja os resultados:

Caminhada: Caminhar é a atividade que menos exige esforço do organismo, fazendo com que o corpo se canse menos. Contudo, dependendo da distância que se percorre, a caminhada pode oferecer menos benefícios que os outros exercícios. Pesquisas mostram que caminhadas diárias de 30 minutos ajudam a reduzir o risco de várias doenças crônicas. Além disso, ela funciona como uma atividade de entrada, pois melhora a circulação sanguínea e coloca os músculos em movimento. Para quem não tem onde caminhar ao ar livre, a esteira é uma ótima opção.

Ciclismo: Andar de bicicleta é uma atividade que, como a caminhada, não exige muito esforço do corpo, mas requer alguns cuidados. Segundo os pesquisadores da Universidade de Missouri, os ciclistas geralmente apresentam mais sinais de osteopenia (ossos com baixa densidade, o que pode levar à osteoporose) do que os praticantes da caminhada ou da corrida.

Como nessa atividade o quadril e os músculos as pernas são utilizados com maior frequência que os outros, é indicado que o esse seja complementado com exercícios de fortalecimento muscular (musculação). Utilizar bicicletas estacionárias (as famosas bicicletas ergométricas das academias) é uma alternativa para quem deseja fugir do trânsito, vento e variações nas condições climáticas.

Corrida: Das três atividades compradas pelos pesquisadores, a corrida é a mais difícil para o corpo, especialmente para os joelhos. Mas, é também a que oferece mais benefícios. O ideal para quem deseja correr é começar pela caminhada, tornando-a cada vez mais rápida até se conseguir correr. Os especialistas recomendam, também, que se alterne a velocidade da corrida em trechos mais rápidos e mais lentos. Assim como ocorre na caminhada, a corrida pode ser feita em uma esteira.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Consumo exagerado de sal pode diminuir níveis de cálcio no corpo




Dietas ricas em sal podem trazer maiores riscos de desenvolvimento de pedras nos rins e osteoporose. De acordo com pesquisadores canadenses, quando o sódio abandona o organismo, o cálcio faz o mesmo.

Essas substâncias parecem ser reguladas pela mesma molécula, e quando o consumo de sal é muito elevado, ele passa a ser eliminado através da urina, levando o cálcio consigo.

“Quando o corpo tenta se livrar do sal pela urina, nossos resultados mostram que o corpo também se livra do cálcio ao mesmo tempo. Isso é significativo porque nós estamos comendo mais e mais sal em nossas dietas, o que significa que nossos corpos estão se livrando de mais e mais cálcio. Nossos resultados reforçam porque é importante ter uma dieta pobre em sódio e porque é importante ter baixos níveis de sódio em alimentos processados”, explica o pesquisador Todd Alexander, da Universidade de Alberta.

A pesquisa foi publicada no periódico Renal Physiology.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Obesidade em crianças




O aparecimento da obesidade tem sido antecipado em idades mais precoces e sua prevalência tem aumentado dramaticamente em todo o mundo nas últimas décadas. A epidemia de obesidade é atribuída principalmente ao estilo de vida moderno, porém, estudos familiares provam a importância do papel dos genes na predisposição do indivíduo à obesidade. Os avanços das tecnologias de genotipagem têm levantado grande esperança e expectativa de que os testes genéticos irão pavimentar o caminho para a medicina personalizada e que características complexas como a obesidade serão evitadas, mesmo antes do nascimento. Na urgência da oferta dos serviços de testes genéticos, diretamente ao consumidor, pelas empresas privadas para estimar o risco de fenótipos complexos, incluindo a obesidade, a presente revisão oferece aos pediatras uma atualização do estado da arte sobre a genômica da obesidade na infância. Após uma avaliação dos resultados dos estudos de associações do genoma em populações pediátricas, a hipótese de variante rara doença comum, o solo teórico para as técnicas de sequenciamento da próxima geração, é discutido como oposto à hipótese de variante comum doença comum. Técnicas de sequenciamento da próxima geração são esperadas para preencher a lacuna da "herdabilidade perdida" da obesidade, pela identificação de variantes raras associadas com o traço e pelo esclarecimento do papel da epigenética na herdabilidade. A obesidade infantil surge como um fenótipo complexo, modulado por interações únicas gene-ambiente que ocorrem em certos períodos da vida e são "permissivas" para a programação da obesidade no adulto.

Com o advento de técnicas de sequenciamento da próxima geração, ferramentas sensíveis e específicas para prever o risco de obesidade o mais cedo possível é o desafio para a próxima década.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Hipocondria





A hipocondria é um estado psíquico crônico em que a pessoa crê, sem fundamentos, ter uma doença grave, sente um irrazoável medo da morte, é acometida por uma verdadeira obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, mantém uma auto-observação constante do corpo e mostra descrença nos diagnósticos médicos. Trata-se de uma patologia séria que prejudica muito a vida dos pacientes.

Eu arrisco em afirmar que se trata de uma modalidade do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Inconformados com os médicos que afirmam que eles estão em perfeita saúde, muitas dessas pessoas procuram por outro profissional na busca por encontrar um diagnóstico para o mal que supõem acometê-los.

Na melhor das hipóteses pensarão: “quem sabe se a doença não começou depois do último exame?”.

Algumas vezes concentram suas preocupações sobre um determinado órgão ou sistema corporal (o coração ou o sistema digestivo, por exemplo) e outras vezes variam alternativamente suas preocupações, as quais podem atingir vários órgãos ou sistemas.

Muito comum darem atenção para detalhes da pele, dores ocasionais, alterações visuais ou auditivas, na absoluta maioria das vezes sem qualquer fundamento.

Muitos hipocondríacos chegam ao médico trazendo uma pilha de exames que colecionam a longo tempo e demandando outros novos.

Diante da afirmativa de que nada têm, sentem-se incompreendidos pelo médico e pelos familiares “que não acreditam” no que eles dizem e podem ficar ofendidos com a sugestão de que devem consultar um psiquiatra.

Na verdade, essa afirmativa de certa maneira é incorreta porque sentir algo onde tudo está organicamente perfeito não é normal. Os hipocondríacos “têm” alguma coisa; só que essa coisa não é física, mas psíquica. Popularmente, costuma-se denominar a hipocondria de “mania de doença”.

O hipocondríaco é extremamente centrado em si mesmo (narcisista, em termos psicanalíticos) a ponto de não se atentar para a realidade e não se importar com ela. Isso acontece em diferentes graus para cada paciente.

Ele se preocupa exageradamente com a possível presença de doença e geralmente pensa ser portador de sinais e sintomas de várias delas, muitas vezes entrando em pânico por isso.

Às vezes, os hipocondríacos apenas sobrevalorizam num sentido negativo e pessimista certos sinais próprios da fisiologia normal como ruídos orgânicos comuns, dormências posturais, tremores constitucionais, etc., ou são sugestionados pelas divulgações de enfermidades pela mídia.

Em muitos casos se sentem melhor ao tomar remédios, achando assim estar livres das supostas doenças. Outros hipocondríacos “descobrem” métodos alternativos para “curar” as supostas doenças, os quais podem funcionar, já que elas são imaginárias.

A hipocondria grave tem muitos aspectos formais dos estados psicóticos, assim como acontece com o TOC.

O diagnóstico da hipocondria é eminentemente clínico. Deve ser feito pela incongruência dos sintomas e pela história de persistentes queixas sem fundamento. As queixas do hipocondríaco obedecem mais à anatomia e à fisiologia populares que aos conhecimentos científicos.

Não se conhece tratamento específico para a hipocondria, mas a psicoterapia (cognitivo-comportamental) é essencial para que o paciente se sinta melhor.

domingo, 22 de julho de 2012

Novo medicamento para tratamento de obesidade aprovado pelo órgão de controle dos EUA





O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Qsymia (fentermina e topiramato de liberação prolongada), segundo medicamento para perda de peso que recebeu aprovação da agência em menos de um mês de intervalo, ampliando o leque de opções terapêuticas para um terço dos adultos americanos que são obesos.

O medicamento Qsymia ofereceu a maior perda de peso em ensaios clínicos com medicamentos usados para emagrecer, quando comparado aos três remédios que foram considerados pelo FDA nos últimos anos. Em fase final de ensaios clínicos, os pacientes em uso de uma dose intermediária de Qsymia perderam em média 8,4% do seu peso corporal, após um ano de tratamento. Pacientes em uso de Belviq, medicamento aprovado no mês passado, perderam em média 5,8% do seu peso depois de um ano de uso da droga.

No entanto, o novo medicamento também aumenta o risco de defeitos congênitos, quando utilizado por mulheres grávidas e pode causar taquicardia e problemas cognitivos.
Qsymia, anteriormente conhecido como Qnexa, foi desenvolvido pela Vivus Inc. de Mountain View, na Califórnia.

Ele é a segunda droga aprovada para a obesidade em menos de um mês, após a aprovação do Belviq, da Arena Pharmaceuticals. Antes disso, nenhuma nova prescrição de medicamentos para emagrecer havia sido aprovada em 13 anos, após o Xenical da Roche.
Ambas as medicações, Qsymia e Belviq, foram rejeitadas pelo FDA em 2010, mas os fabricantes voltaram este ano com novos dados. Em fevereiro, o Comitê Consultivo do FDA votou a aprovação do Qsymia.

A terceira droga, o Contrave da Orexigen Therapeutics, também foi rejeitada e agora está sendo testada em um novo ensaio clínico.
Qsymia é uma combinação de dois fármacos existentes, um dos quais é a fentermina, um supressor do apetite. O outro é o topiramato, uma droga indicada também para tratar a epilepsia e a enxaqueca.

Alguns especialistas em obesidade já prescrevem cada componente de Qsymia separadamente.
O FDA sugeriu medidas de segurança para reduzir o risco de efeitos colaterais com a medicação. Todos os pacientes devem começar com uma dose média do fármaco e devem considerar uma dose elevada apenas se não perderem 3% do seu peso corporal após 12 semanas. Caso os pacientes não percam 5% do seu peso após 12 semanas de tratamento, com a dose mais elevada, devem interromper a medicação.

A agência também alerta para que os batimentos cardíacos dos pacientes em uso de Qsymia sejam monitorados regularmente. Mulheres em idade fértil devem fazer teste de gravidez antes de iniciar o Qsymia e todos os meses enquanto estiverem em uso da droga, além de usarem um método contraceptivo eficaz.

sábado, 21 de julho de 2012

Ovários Policísticos





Os ovários são dois, localizados um de cada lado do útero, que respondem pelo desenvolvimento e amadurecimento dos óvulos e pela produção dos hormônios sexuais femininos. Os cistos existem normalmente e são pequenas bolsas dentro das quais os óvulos amadurecem e dos quais se liberam (ovulação), após o que são preenchidos por uma massa orgânica amarelada (corpo lúteo) que produz estrógeno. Os cistos anômalos ocorrem em 20% a 30% das mulheres e contêm material líquido em seu interior que podem produzir hormônios androgênicos ou serem inativos.

Como esses cistos são múltiplos e pequenos (usualmente em número superior a 10, medindo de 6 a 10 mm de diâmetro), fala-se em ovários policísticos. Em virtude de produzirem uma quantidade maior de hormônios masculinos, a mulher que os tem pode ter sua ovulação e sua fertilidade afetadas. Ao mesmo tempo, a testosterona aumenta a possibilidade da ocorrência dos cistos e por isso os ovários policísticos são considerados uma enfermidade reprodutiva endócrina e é, de fato, a endocrinopatia mais comum entre as mulheres.

Quando o cisto é único e de tamanho maior, fala-se em cisto de ovário. Normalmente os cistos menores não têm importância fisiológica e são assintomáticos, embora possam estar associados a alguns sintomas.

Não se trata de uma doença, mas de uma síndrome. A causa da síndrome dos ovários policísticos (SOP) ainda não foi cabalmente estabelecida, mas acredita-se que seja determinada por um transtorno da dinâmica hormonal, comandado pelo hipotálamo e que envolve uma incapacidade dos ovários de produzir hormônios nas proporções corretas. Na SOP pode haver uma maior resistência à insulina e a hiperinsulinemia assim causada estimularia a produção excessiva de andrógenos pelos ovários.

Como em toda síndrome, o diagnóstico da SOP se dá pela manifestação de alguns sinais e sintomas.

Os sinais e sintomas dessa síndrome podem variar muito em suas formas. Os principais deles são:

• Irregularidades menstruais.

• Anovulação (ausência de ovulação) e consequente infertilidade.

• Acne.

• Amenorréia (ausência de menstruação).

• Hirsutismo (aparecimento incomum de pelos).

• Obesidade.

• Acantose nigricans.

• Calvície androgênica.

• Hipertensão arterial.

• Maior resistência à insulina.

• Aumento dos ovários, que pode ser detectado no toque vaginal. Isso ocorre somente nos casos mais avançados. Os ovários, que medem normalmente nove centímetros, podem chegar a medir 20 cm.

Uma detalhada história clínica e um exame físico bem feito servem para levantar uma primeira suspeita. Dosagens sanguíneas podem revelar alterações dos níveis hormonais características dos ovários policísticos, mas esses níveis variam consideravelmente de uma mulher para outra. A ultrassonografia pode evidenciar os cistos nos ovários.

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos é feito à base de anticoncepcionais orais, que melhoram sintomas como aparecimento de acnes, irregularidades menstruais, cólicas, etc. Algumas vezes os diuréticos são associados às pílulas anticoncepcionais.

A redução de peso é importante para evitar distúrbios na produção de insulina, ela é auxiliada pela prática de exercícios físicos regulares.

A remoção cirúrgica dos cistos, nos casos em que a medicação não surta efeitos, pode ser necessária.

O uso de hipoglicemiantes orais e de estimulantes da menstruação pode ser recomendado. Caso a paciente deseje engravidar, ela deve fazer uso de clomifeno para reverter a infertilidade.

Todo o tratamento deve ser criteriosamente avaliado por um ginecologista ou por um endocrinologista.

Como não se conhece definitivamente as causas dos ovários policísticos, não são conhecidas as maneiras de evitá-los, nem se isso é possível.

Se não tratada, a síndrome dos ovários policísticos pode chegar à menopausa, sem sintomas ou com poucos sintomas.

Ela parece facilitar o aparecimento de câncer do endométrio (revestimento interno do útero), além de propiciar anovulação crônica durante a idade fértil em algumas mulheres (com consequente dificuldade de engravidar) e maior risco de câncer de mama após a menopausa.

A paciente com ovários policísticos pode engravidar, embora possa ter alguma dificuldade e necessite de ajuda profissional.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que é infertilidade/esterilidade?





Fala-se de infertilidade quando um casal não consegue a gravidez desejada ao fim de um ano (ou dois, na Europa) de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo. A infertilidade resulta de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. A esterilidade, por seu turno, é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (células sexuais: óvulos para a mulher; espermatozoide para os homens) ou zigotos (ou ovos - células que resultam da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.

A diferença entre infertilidade e esterilidade nem sempre é feita com precisão e nem sempre se baseia em critérios idênticos. Daquilo que se depreende do conceito acima, podemos dizer que um casal é infértil se tem apenas uma diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando a capacidade de gerar filhos é nula.

A infertilidade e a esterilidade podem ser femininas, masculinas, femininas e masculinas ou não ter causa aparente. Sempre é melhor falar de casal infértil ou estéril porque uma causa de grande intensidade em um parceiro pode ser ajudada por outra mais branda no outro, e vice-versa.

Quais são as causas da infertilidade/esterilidade?

Algumas síndromes que causam infertilidade/esterilidade têm caráter congênito ou hereditário, como as faltas de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas. Contudo, na maioria das vezes, os fatores de infertilidade/esterilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções; alterações hormonais; sequelas de cirurgias ou traumas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

As principais causas de infertilidade/esterilidade feminina são:

• Distúrbios hormonais que impedem o crescimento e a liberação do óvulo.

• Doenças do ovário.

• Obstrução das trompas.

• Infecções pélvicas.

• Endometriose.

• Alterações do muco cervical.

• Anomalias do útero.

• Doenças que afetam a vagina.

• Doenças sistêmicas (diabetes mellitus, alterações das suprarrenais, alterações da tireoide, obesidade, estresse, bulimia, anorexia, doenças hepáticas que afetam o metabolismo dos estrogênios, etc).

• Intoxicações, como as pelo álcool ou drogas.

A infertilidade/ esterilidade masculina depende de que o homem seja capaz de depositar uma quantidade adequada de espermatozoides sadios na vagina da mulher. Nos homens, pois, a infertilidade/esterilidade pode ser causada pela:

• Insuficiência quantitativa de espermatozoides.

• Ausência, anomalias morfológicas ou distúrbios da motilidade dos espermatozoides.

As causas mais comuns da diminuição dos espermatozoides estão relacionadas a alterações da produção deles (doenças da hipófise, da tireoide ou da suprarrenal, traumas e problemas congênitos dos testículos, problemas causados pelo uso de medicamentos, varicocele, etc.).

Vários outros fatores (às vezes simples) podem também alterar o processo de produção de espermatozoides como, por exemplo, um aumento da temperatura (por uma febre prolongada, criptorquidia - não descida do testículo desde a cavidade abdominal para a bolsa escrotal - ou por uma varicocele, por exemplo). Em homens submetidos à extirpação da próstata (ou, eventualmente, a outra intervenção cirúrgica pélvica) e nos diabéticos o sêmen pode seguir uma direção inversa à habitual e deslocar-se para a bexiga em vez de se deslocar para o pênis, tornando-os, assim, inférteis.

Em geral existem causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja também outras.

Quais são os sinais e sintomas da infertilidade/esterilidade?

A infertilidade é conceituada pela ausência da gravidez após pelo menos um ano (ou dois, na Europa) de tentativa de engravidar espontaneamente (relações sexuais regulares no período fértil - do 12° ao 15° dias do ciclo menstrual - sem o uso de qualquer método contraceptivo). Após um ano de tentativa deve ser procurado um ginecologista, para tentar resolver a situação. Em mulheres acima de 35 anos esse prazo deve cair para seis meses.

A esterilidade se caracteriza pela constatação da incapacidade definitiva para gerar filhos.

Como o médico diagnostica a infertilidade/esterilidade?

O diagnóstico de infertilidade/esterilidade deve ser feito através da “pesquisa básica de fertilidade” e sempre envolver o casal, desde o início. Constitui um erro começar a investigação apenas por um dos membros.

Estatisticamente, a infertilidade decorre em 30% dos casos, da mulher; em 30% dos casos, do homem; em 30% dos casos, de ambos; em 10% dos casos não é possível determinar-se a causa.

Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade/esterilidade:

• Ultrassonografia transvaginal: permite também fazer certos procedimentos da fertilização in vitro.

• Histerossalpingografia: exame radiológico contrastado que avalia uma possível obstrução das tubas uterinas.

• Histeroscopia: exame que permite uma visualização direta da cavidade uterina e complementa a histerossalpingografia e a histerossonografia.

• Espermograma: visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides.

Outros exames a serem usados em casos específicos são: avaliação do muco cervical, biópsia endometrial, culturas cervicais, pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, exames imunológicos e laparoscopia.

Como se trata a infertilidade/esterilidade?

Além do tratamento das causas, a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade: fertilização in vitro, inseminação intrauterina, indução da ovulação.

• O método da fertilização in vitro, ou do chamado ”bebê de proveta", é reservado para a mulher que já tenha tentado outras formas de tratamento. Segundo ele, vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. As mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.

• A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.

• A indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

Como prevenir a infertilidade/esterilidade?

• Evitar excesso de exercícios e desordens alimentares, porque esses fatos parecem diminuir a produção tanto de óvulos quanto de espermatozoides.

• Corrigir doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc.

• Multivitaminas e sais minerais podem ajudar os homens com baixa contagem de espermatozoides.

• Se houver desordens alimentares (bulimia e anorexia) o tratamento delas deve preceder o tratamento da infertilidade.

• Evitar as doenças sexualmente transmissíveis, algumas das quais podem causar infertilidade/esterilidade.

• Quais são as chances de êxito no tratamento da infertilidade?

• Desde que as técnicas descritas sejam usadas adequadamente, as chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores.

• A possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Miopia





Uma visão normal depende, dentre outros fatores, de que as estruturas do olho façam os raios luminosos captados no exterior convergirem exatamente sobre os pontos sensíveis da retina.

A miopia (ou hipometropia) é um dos mais frequentes distúrbios de refração visual. Ela faz com que a imagem dos objetos focalizados seja formada à frente da retina, seja por uma menor distância focal do cristalino, seja por um alongamento anormal do olho ou por uma curvatura anormal da córnea, o que faz com que a pessoa míope veja os objetos distantes como se estivessem embaçados (desfocados), embora os mais próximos possam ser vistos com melhor nitidez.

A pessoa míope enxerga melhor de perto do que de longe. Por isso é comum que ela procure aproximar dos olhos aqueles objetos que deseja visualizar ou contraia os olhos na tentativa de ver com mais clareza. A palavra “miopia” vem do grego e significa "olho fechado", numa alusão a esta atitude das pessoas míopes de apertar os olhos para enxergar melhor à distância.

Ela afeta igualmente homens e mulheres. Alguns especialistas acreditam que as causas mais comuns da miopia são ambientais e, raramente, genéticas, mas há quem discorde. Parece provável que a miopia seja o resultado de uma complementariedade entre esses fatores. Durante o crescimento, os vários fatores que afetam o estado refrativo do olho combinam-se para que o resultado final seja a emetropia (estado do olho que forma as imagens corretamente sobre a retina). Contudo, parece fora de dúvidas que prolongados períodos de leitura e a deficiência de luz solar podem facilitar a ocorrência da miopia. Também há evidências que essa exposição aos raios solares estimula a produção de dopamina que inibe o alongamento da esfera ocular. Duas a três horas diárias ao ar livre seriam o suficiente para prevenir esse efeito.

Outros fatores que têm sido apontados como favorecedores da miopia são:

• Uma dieta rica em hidratos de carbono.

• Má iluminação.

• Estresse.

• Dormir muito.

A miopia em pessoas idosas parecer ser devido a uma alteração do índice de refração do cristalino. Trata-se de um caso de catarata incipiente em que o cristalino ainda se mantém transparente.

A pessoa míope se queixa de má visão ao longe, enquanto que a visão de perto se conserva normal.

Se um indivíduo tem muitos graus de miopia, mesmo para ver bem de perto tem que aproximar-se muito daquilo que deseja ver, um fato que se torna muito incômodo para ele. No ambiente caseiro, aquela dificuldade de enxergar pode aparecer como uma dificuldade para ver televisão, ler ou executar outras tarefas cotidianas. Na escola, muitos alunos podem apresentar baixo rendimento nos estudos devido às suas dificuldades de enxergar bem, antes que sejam diagnosticados como míopes.

Outros sintomas das pessoas míopes, além da visão turva, são o constante pestanejar, dores de cabeça e tensão ocular. O fato de cerrar os olhos para verem ao longe parece melhorar um pouco a acuidade visual delas.

Na maioria dos casos, os olhos com miopia são saudáveis, mas um pequeno número de pessoas com miopia grave pode desenvolver uma forma de degeneração da retina, glaucoma ou catarata.

A princípio, o médico diagnostica a miopia a partir das queixas do paciente e confirma o diagnóstico por meio de um autorrefrator ou de um retinoscópio, que permite uma avaliação objetiva do olho.

Em seguida pode ainda se valer de instrumentos mais sofisticados que, além de constatar a miopia, indicam o seu grau, medido em dioptrias. Isso é necessário para refinar a prescrição de óculos ou lentes de contato que o oftalmologista fará ao paciente.

Na maioria das vezes, o oftalmologista irá prescrever lentes divergentes que joguem mais para frente a formação de imagens, fazendo-as coincidir com a retina. Estas lentes podem vir sob a forma de óculos ou lentes de contato. Alguns casos de miopia podem ser corrigidos por cirurgia, mas isso é mais raro. A cirurgia visa melhorar o foco do olho “reformando” a porção central da córnea.

Outros procedimentos técnicos podem ser utilizados, de acordo com avaliação especializada, mas só devem ser usados em casos específicos porque, de um modo geral, significam abandonar uma técnica simples por outra mais complexa. Defensores de terapias alternativas recomendam exercícios para os olhos e técnicas de relaxamento. Entretanto, a eficácia destas práticas é contestada por cientistas.

Não há como prevenir as miopias relacionadas a fatores genéticos.

Algumas medidas, se não podem prevenir a miopia, podem tornar mais lenta a sua progressão, como reduzir o esforço para focalizar objetos, usar óculos de leitura, relaxar os músculos ciliares, etc.

A luz do dia pode prevenir a miopia, restringindo o crescimento do globo ocular, que é responsável pela miopia.

A Associação Americana de Optometria refere-se a estudos que indicam a eficácia das lentes bifocais como o método de controle da miopia, mas outros estudos não mostraram diferenças significativas na alteração da progressão da miopia com o uso dessas lentes.

Nas correções cirúrgicas, um dos possíveis perigos é a infecção.

Nas correções por lentes de contato, as complicações possíveis são as ulcerações e/ou infecções na córnea.

Em casos raros, as pessoas com miopia grave não tratada podem desenvolver descolamento da retina, glaucoma, catarata ou degeneração macular.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tratamento da doença de Behçet






O tratamento para doença de behçet é feito de acordo com os sintomas apresentados por cada paciente. É possível controlar a doença, mas não curá-la.

Entre os medicamentos utilizados no tratamento, os corticosteróides são os que revelam mais eficácia no controle das inflamações, são utilizados principalmente em crianças com alterações oculares, vasculares e no sistema Nervoso.

Imunossupressores como azatioprina, ciclosporina A e ciclofosfamida, são utilizados na forma mais grave da doença, assim como anti-agregantes e anti-coagulantes.

O uso desses medicamentos inclui muitos efeitos colaterais como diabetes, diarréia, hipertensão e problemas nos ossos, logo devem ser usados com moderação.

O fato da causa ser desconhecida, complica ainda mais o tratamento da doença de behçet que inclui tanto o paciente como a orientação da família.

Hidrocele


Hidrocele é o acúmulo anormal de fluido no interior da túnica vaginal, a membrana que reveste internamente a bolsa que contém os testículos. A hidrocele pode ser uni ou bilateral (geralmente unilateral), congênita ou adquirida, primária ou secundária e afeta principalmente os bebês recém-nascidos e os adultos acima de 45 anos.

Chama-se primária a hidrocele devido a uma absorção deficiente do fluido e secundária aquela devido a uma inflamação (infecção ou trauma) ou neoplasia do testículo.

Nem sempre é fácil determinar-se a causa da hidrocele.

Normalmente, os testículos são envolvidos por um pequeno volume de líquido que tem como função lubrificá-los A hidrocele ocorre quando há algum desequilíbrio entre a produção e a absorção desse líquido, levando-o a acumular-se.

A hidrocele pode ser causada por processos inflamatórios dos próprios testículos ou de estruturas vizinhas ou por traumatismos, obstruções dos vasos linfáticos ou tumores.

No feto, os testículos são formados na cavidade abdominal e migram posteriormente em direção à bolsa escrotal, por um caminho que em geral se fecha naturalmente. Caso isso não aconteça, líquidos da cavidade abdominal passam para o interior do saco escrotal, acumulando-se ali e resultando na hidrocele dos bebês.

Na hidrocele, a bolsa escrotal apresenta-se cheia de fluido que fica predominantemente na frente de um dos testículos. As hidroceles variam muito em tamanho, podendo ser discretas ou exacerbadas, uni ou bilaterais e podem causar desconforto em razão do seu tamanho, mas geralmente são indolores e não malignas. Diferem de outras massas que podem estar no interior do saco escrotal, como tumores dos testículos, porque estas são mais sólidas.

A hidrocele pode ser diagnosticada por um simples exame clínico corretamente realizado. A ultrassonografia permite a visualização detalhada dos testículos e das estruturas existentes dentro da bolsa escrotal.

O tratamento da hidrocele testicular consiste na remoção do líquido acumulado na bolsa escrotal.

Através de uma cirurgia, pratica-se uma excisão na túnica vaginal e por ela o fluido é drenado e as bordas da túnica são suturadas para prevenir um novo acúmulo.

O fluido da hidrocele também pode ser apenas aspirado, em um procedimento menos invasivo, mas as taxas de recorrência são bem mais altas. A injeção de uma solução esclerosante (escleroterapia), seguida por aspiração do fluido da hidrocele, pode aumentar as taxas de sucesso. Esse procedimento pode ser repetido, se necessário.

Nos bebês deve-se acompanhar o paciente e aguardar o fechamento espontâneo da abertura e, se não houver regressão no prazo de um ano, opta-se pela cirurgia.

Os fatores que aumentam as chances do indivíduo apresentar hidrocele ainda são desconhecidos e por isso não há medidas preventivas a serem adotadas, a não ser evitar processos infecciosos gerais.

Em si mesma a hidrocele não afeta a fertilidade, no entanto, ela pode ser consequência de enfermidades que afetam a fertilidade.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Lipoma





Lipoma é um tumor benigno de tecido gorduroso que surge na região subcutânea, mais comum no adulto. Seu crescimento ocorre de forma progressiva, gerando grande incômodo estético e físico, pois esses tumores podem crescer bastante.

O lipoma é um tumor resultante do acúmulo de células gordurosas (adipócitos), mais frequentes entre os 40 e 60 anos, mas podem acometer crianças. Geralmente eles apresentam pequeno tamanho, mas podem crescer lentamente até adquirirem uma grande dimensão. Quando há lesões múltiplas e, algumas vezes, dolorosas, denomina-se lipomatose, que é uma síndrome familiar adquirida.

Os lipomas podem ser únicos ou múltiplos e o tamanho deles é variável, indo de meio centímetro a vários centímetros. Em sua maioria são tumores pequenos.

Em geral, os lipomas são assintomáticos, mas podem se tornar dolorosos. São lesões percebidas no exame clínico do paciente, através das queixas, da inspeção e da palpação. Os lipomas são tumores de consistência mole, fazem relevo sob a pele, são móveis e palpáveis. Outras lesões subcutâneas podem ser confundidas com lipomas, inclusive lesões malignas, como sarcomas e metástases cutâneas.

O diagnóstico do lipoma é realizado através de exame clínico. Após sua retirada, o material é enviado para análise anatomopatológica para confirmação diagnóstica.

O tratamento do lipoma, usualmente simples, é cirúrgico e na maior parte das vezes pode ser realizado em consultório, através da excisão da lesão. Em alguns casos, pode-se realizar lipoaspiração da lesão. Por vezes, o lipoma se localiza por baixo da fáscia muscular, dentro ou abaixo do músculo, o que dificulta a remoção do tumor pela técnica tradicional e impede também a lipoaspiração.

Até o momento, não há como prevenir este tipo de patologia.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Suplementação de magnésio ajuda a melhorar força muscular respiratória em pacientes com fibrose cística.





O magnésio é um dos mais importantes minerais no corpo. Embora alguns estudos tenham demonstrado que pacientes com fibrose cística têm carência de magnésio, nenhum estudo internacional avaliou a importância da suplementação de magnésio por via oral nesses pacientes.

O estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, investigou de forma prospectiva os efeitos em longo prazo da suplementação de magnésio por via oral sobre a força muscular respiratória usando o escore clínico de Shwachman-Kulczycki (SK) entre crianças e adolescentes com fibrose cística (FC).

Este estudo incluiu 44 pacientes com FC que foram aleatoriamente designados para receber magnésio ou placebo durante 8 semanas com um período de descanso de 4 semanas entre os ensaios.

Todos os pacientes foram submetidos a tratamento convencional da fibrose cística. O protocolo experimental incluiu avaliação clínica, avaliação da concentração urinária de magnésio e medições da pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx). A pressão inspiratória máxima foi o resultado primário.

A concentração urinária de magnésio estava aumentada após a administração de magnésio. Além disso, PImáx e PEmáx melhoraram significativamente somente após a administração de magnésio. A administração de magnésio teve um efeito benéfico sobre as variáveis clínicas avaliadas.

Os resultados mostraram que a suplementação oral de magnésio ajudou a melhorar a pontuação do escore clínico e a força muscular respiratória em pacientes pediátricos com fibrose cística.

sábado, 14 de julho de 2012

Hérnias cerebrais





Hérnias cerebrais são hérnias caracterizadas pelo avanço do tecido encefálico, líquido cefalorraquidiano (ou líquor) e vasos sanguíneos para cavidades cranianas não originais, para o exterior da caixa craniana ou para o forame magno (abertura do osso occipital localizada no centro da fossa posterior do crânio que conecta o cérebro com a medula espinhal).

As hérnias cerebrais, em geral, são um efeito colateral do aumento da pressão intracraniana, mas algumas vezes ocorrem por um defeito congênito da formação do cérebro (encefalocele). A hipertensão intracraniana pode ocorrer por um aumento da massa cerebral (hematomas, hidrocefalia, abscessos, tumores, etc.), sendo agravada pela presença de um edema cerebral associado ou por fatores que atuem de forma difusa, como anóxia e processos inflamatórios.

Os sintomas da hipertensão intracraniana dominam o quadro clínico das hérnias cerebrais. Eles se caracterizam basicamente por cefaleia que envolve toda a cabeça, vômitos em jato e edema de papila. Além dessa tríade clássica, podem ocorrer confusão mental ou coma, crises convulsivas e sinais deficitários localizados, de acordo com a área atingida pela lesão como, por exemplo, hemiplegia, afasia e hemianopsia. Devido a esse aumento da pressão intracraniana, quase sempre o suprimento sanguíneo de parte do cérebro é interrompido, levando à morte.

O diagnóstico de uma hérnia cerebral se baseia tanto na história clínica do paciente, quanto no exame neurológico. Os sintomas de hipertensão endocraniana servem como um indicativo. A pressão intracraniana pode ser medida por meios objetivos. Os exames de imagem, sobretudo a ressonância magnética, ajudam substancialmente no diagnóstico.

Elas são uma emergência médica e, com o fim de neutralizar ou prevenir o efeito delas, o médico deve procurar diminuir a pressão intracraniana e a inflamação no cérebro. Ele procura fazer isso por vários meios, tais como a colocação de dreno para extrair o líquido, se for o caso; uso de corticosteroides, para reduzir o edema; medicamentos para eliminar líquidos do corpo, como manitol ou diuréticos; intubação traqueal e aumento da frequência respiratória para reduzir os níveis de dióxido de carbono no sangue; extração (geralmente cirúrgica) do sangue que esteja elevando a pressão intracraniana.

A evolução das hérnias cerebrais depende da sua natureza e da sua causa, bem como do lugar no cérebro em que a hérnia se apresentou. Muitas vezes, uma hérnia cerebral causa um acidente cerebrovascular grave, podendo haver danos a partes do cérebro que controlam a respiração e o fluxo sanguíneo e levar a problemas neurológicos e ao coma irreversível. Se as hérnias não forem tratadas com urgência, a morte é bastante provável.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Por que nossa pele se regenera e outros órgãos não?





Que a pele se regenera não é novidade, mas por que ela é capaz de se reconstruir continuamente enquanto outros órgãos, quando danificados, não conseguem e acabam por levar a complicações de saúde?

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as células epidermais progenitoras e as células-tronco da pele controlam os fatores de transcrição para evitar uma diferenciação prematura, ou seja, é isso que preserva sua capacidade para produzir novas células da pele ao longo de toda a nossa vida.

As células troco são capazes de se replicar continuamente, transformando em qualquer outro tipo de célula, em um processo chamado de diferenciação. Já as células progenitoras são mais limitadas, e se diferenciam em um tipo especifico de células e um número limitado de vezes.

Para renovar a pele ao longo da vida, as células-tronco e as células progenitoras produzem células chamadas queratinócitos, que vão “subindo” pelas camadas da pele à medida que esta se desgasta. Todos os queratinócitos serão descartados a seu tempo, e dessa forma, a pele acaba se regenerando.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Enurese





Enurese noturna infantil é a falta de controle da micção noturna em idade em que isto já deveria ter ocorrido, ou seja, por volta dos cinco ou seis anos. Até essa idade, o fato de uma criança, sem querer, molhar a cama no máximo uma vez por semana é aceitável, já que o mecanismo urinário da criança ainda está em amadurecimento. O importante é que não tenham outros sintomas associados; tais como, dor ou urgência para urinar, febre, perdas involuntárias de urina durante o dia, sangue na urina, etc. Após essa idade já se pode falar de uma condição chamada enurese noturna infantil.

Teoricamente, a enurese noturna primária monossintomática pode ser definida como “ato involuntário de molhar a cama duas ou mais vezes por semana, em crianças saudáveis, após os cinco ou seis anos de idade.”

A incidência da enurese noturna é maior no sexo masculino, na proporção de 2:1. Aos cinco anos de idade ocorre em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% delas e em 1% dos adultos acima de 20 anos. Há crianças que já haviam conseguido o controle da bexiga e que o perdem, posteriormente, tornando-se enuréticas.

Também existe uma enurese diurna, mas ela é mais rara. Normalmente ocorre quando a criança segura o xixi para continuar brincando ou tem alguma alteração na bexiga.

Quais são as causas da enurese noturna infantil?

A enurese noturna infantil tem uma incidência familiar. As chances de um filho ser enurético são de 40% se um dos pais também o foi e de 75-80% se ambos os pais o foram.

Outros fatores que podem colaborar são:

• O atraso da maturidade vesical.

• A produção inadequada de hormônio antidiurético durante a noite.

• O sono muito profundo.

• Infecções do trato urinário.

• Lesões obstrutivas do trato urinário.

• Problemas da espinha dorsal.

• Problemas emocionais.

• As crianças diabéticas ou aquelas com anemia perniciosa produzem maiores quantidades de urina e por isso têm mais tendência a fazer xixi na cama à noite. Uma sensibilidade aumentada a certos alimentos também pode causar enurese.

• Dentre as causas emocionais encontram-se, por exemplo, a mudança de casa, o nascimento de um irmão, a separação dos pais, coisas que podem fazer com que a criança regrida a um padrão anterior de comportamento. Essa enurese geralmente é temporária.

• Outra condição necessária para controlar a micção é o desenvolvimento neuromuscular da bexiga.

• Todas essas situações devem ser pesquisadas pelo pediatra do seu filho, para que seja feito um diagnóstico correto e a criança possa ser tratada adequadamente. Sempre que necessário, o pediatra encaminhará a criança para ser avaliada por um especialista (nefrologista pediátrico, urologista pediátrico ou cirurgião pediátrico).

Quais são os sinais e sintomas da enurese noturna infantil?

O principal sintoma da enurese noturna se caracteriza pela emissão noturna e involuntária de urina na cama, de forma inconsciente, embora durante o dia a criança não tenha problema em reter a urina e ir ao banheiro de maneira apropriada. Muitas crianças que sofrem de enurese noturna possuem um sono muito profundo e têm dificuldade para acordar enquanto fazem xixi na cama.

Como o médico diagnostica a enurese noturna infantil?

O diagnóstico mais importante aqui é quanto às causas da enurese noturna. Ele deve ser feito por meio de um exame clínico detalhado, que assegure tratar-se de uma verdadeira enurese noturna e não de outra afecção do sistema urinário.

Como é o tratamento da enurese noturna infantil?

A enurese noturna não é, propriamente falando, uma doença. Melhor seria falar-se em “solução” ao invés de tratamento. Nenhum recurso soluciona 100% dos casos. Há vários tipos deles, com sucesso de 60 a 80% dos casos, tais como terapias medicamentosas e terapias psicológicas.

Há remédios que podem ser úteis. O acetato de desmopressina é usado sob a forma de spray nasal para aumentar a produção do hormônio antidiurético e ajudar o organismo a reabsorver água. A imipramina também é utilizada, mas não é recomendada para crianças com menos de seis anos e não há nenhuma garantia de que a criança se livrará da enurese depois que parar de tomá-la.

A modificação comportamental compreende uma série de técnicas diferentes e cabe ao profissional definir qual a mais conveniente em cada caso.

O que pode ser feito para diminuir a enurese noturna infantil?

• Evitar a consumo de bebidas e água à noite.

• Esvaziar a bexiga antes de deitar.

• Lavar as mãos em água fria, antes de deitar-se, porque isso estimula o ato de urinar.

• Fazer um calendário para assinalar as noites “secas” e “molhadas” da criança. As noites “secas” devem ser elogiadas.

• Evitar dramatizar a situação. As brigas e castigos muitas vezes pioram a situação. A criança não faz xixi na cama por querer, trata-se de um ato involuntário, não devendo ser punida por isso.

• Fazer uso regular de algum remédio que tenha sido receitado.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Matemática causa mais ansiedade em meninas






A matemática é uma matéria que causa medo em um grande número de alunos, mas uma nova pesquisa mostra que ela pode causar mais ansiedade em meninas do queem meninos. Essesentimento pode prejudicar o desempenho das estudantes e evitar que elas escolham seguir carreiras que envolvam habilidades quantitativas.

“Esses resultados sugerem que as meninas podem ter o potencial de ter desempenhos melhores em matemática do que os meninos. Porém, seu desempenho pode ser atenuado por níveis mais altos de ansiedade”, explicam os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Os cientistas têm apenas especulações quanto aos motivos dessa questão. Pode ser que as meninas estejam mais dispostas a admitir seus sentimentos de ansiedade ou sejam mais críticas quanto a si mesmas, já que meninos são mais auto-confiantes.

A pesquisa foi apresentada no periódico Behavioral and Brain Functions.

Depressão no Mundo




A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que nos próximos 20 anos, o problema sairá do quarto para o segundo lugar no ranking de doenças dispendiosas e fatais. Ele deverá perder apenas para as enfermidades do coração.

Os últimos dados revelam que hoje a depressão atinge 15% da população em todo o mundo, em pelo menos um momento de suas vidas. Desses casos, aproximadamente a metade irá ter episódios repetitivos de crise e precisará de tratamento contínuo.

Programa

Devido aos números assustadores sobre o assunto, algumas entidades e empresas estão fazendo trabalhos especiais voltados para a conscientização da população.

Dados

Os últimos dados revelam que a depressão vem alcançando índices preocupantes.

Veja as estatísticas

— Mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão

— O risco de um homem sofrer da doença é de 11%, enquanto que o da mulher pode chegar a 18,6%

— Das pessoas que sofrem de depressão, aproximadamente 15% cometem suicídio

— A falta ou o excesso de sono afeta 90% dos pacientes com o problema

— Indivíduos acima dos 65 anos representam 10% a 15% da população com algum tipo de depressão

— 37% das pessoas com a doença sofrem de problemas sexuais

— Estima-se que 80% dos deprimidos apresentam sintomas como ansiedade ou agitação

— Aproximadamente 20% da população passará por pelo menos um episódio de depressão ao longo da vida

terça-feira, 10 de julho de 2012

Essa é boa: Comportamento adolescente pode ser causado por crescimento repentino do cérebro!






A adolescência é um momento difícil para os jovens, mas também para quem precisa conviver com eles. A puberdade faz com que os jovens se tornem dramáticos e irracionais, exigindo mais independência ao mesmo tempo em que querem cuidados e carinhos da família.

Uma nova pesquisa pode mostrar a causa dessas mudanças. Assim como na infância, a adolescência é um momento de crescimento repentino do cérebro. “O cérebro continua a mudar ao longo da vida, mas acontecem grandes saltos de desenvolvimento durante a adolescência”, explica a pesquisadora Sara Johnson, da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

Até que o adolescente consiga lidar com todas as mudanças ocorrendo em sua vida, suas reações podem ser realmente exageradas e trazer conflitos para a vida familiar. A pesquisadora acredita que seja parte do papel dos pais ajudarem os filhos a explorar as questões pelas quais eles estão passando e dar apoio e compreensão.

Corticóides





Corticoides são um grupo de hormônios esteroides produzidos pelas glândulas suprarrenais.

A descoberta dos corticoides, também chamados de corticosteroides, constitui um dos maiores progressos da farmacologia moderna. Eles são sintetizados a partir do cortisol (que por sua vez deriva do colesterol), um hormônio normalmente fabricado pela glândula suprarrenal.

O cortisol e seus derivados naturais cumprem importantes funções no organismo, como assimilação das proteínas, hidratos de carbono, açúcar, gorduras e minerais, além de terem ações anti-inflamatórias e imunossupressoras e exercerem estimulação cerebral. Quando, por qualquer razão, não são naturalmente providos pelo organismo nas quantidades necessárias, devem ser supridos artificialmente. Por outro lado, o excesso deles acarreta importantes (e às vezes graves) reações.

Quais são os tipos de corticoides existentes?

Há, basicamente, três famílias de corticoides: os glicocorticoides, os mineralocorticoides e os andrógenos.

• Glicocorticoides: controlam o metabolismo dos carboidratos, das gorduras e das proteínas e são anti-inflamatórios.

• Mineralocorticoides: controlam os níveis de eletrólitos e de água.

• Andrógenos: controlam as funções sexuais masculinas.

O que acontece quando os corticoides são usados por longos períodos de tempo?

Quando tomados por períodos prolongados, os corticoides podem causar efeitos colaterais importantes, mas a sua descontinuação deve ser feita gradativamente, uma vez que o organismo reagirá à sua retirada ou poderá ocasionar o retorno das enfermidades que tratavam. Além disso, a suprarrenal inibida pelos corticoides pode demorar a voltar a produzir os hormônios necessários ao organismo.

Como são usados os corticoides?

Hoje em dia, há um grande número de corticoides sintéticos (cortisona, hidrocortisona, betametasona, dexametasona, prednisona, prednisolona, metilpredinisolona, triancinolona, por exemplo) sob a forma dos mais variados preparados farmacológicos (cremes, pomadas, drágeas, comprimidos, colírios, preparados injetáveis e para inalação, etc) para serem usados pelas mais diferentes vias (tópica, oral, inalatória, intramuscular, endovenosa).

Seu emprego terapêutico abarca um grande número de condições, sendo as anti-inflamatórias, as antialérgicas e as imunossupressoras as mais visadas usualmente.

Cada um deles tem melhores efeitos quando aplicados a um quadro clínico específico e o seu uso deve sempre ser orientado por um médico.

Quais os efeitos colaterais mais comuns dos corticoides?

Os corticoides apresentam efeitos colaterais potencialmente diferentes e às vezes sérios, tais como:

• Insuficiência da glândula suprarrenal.

• Síndrome de Cushing. (falo amanhã sobre ela)

• Osteoporose.

• Catarata.

• Trombose.

• Úlceras.

• Hipertensão arterial (pressão alta) e ocular (glaucoma).

• Hiperglicemia (aumento dos níveis de glicose no sangue).

• Psicopatias.

• Distúrbios do humor.

Por isso, só devem ser administrados por um médico experiente. Além disso, nem todas as pessoas podem tomar corticoides. Estes medicamentos devem ser evitados ou usados com muita cautela nos indivíduos com descompensações cardíacas, doenças psíquicas, hipertensão arterial, embolia, úlcera gastroduodenal, tuberculose e deficiências nutritivas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estabilizadores do humor





Estabilizadores do Humor são substâncias utilizadas para a manutenção da estabilidade do humor, não sendo essencialmente antidepressivas nem sedativas. Internacionalmente reconhecem-se três substâncias capazes de desempenhar tal papel: o Lítio, a Carbamazepina e o Ácido Valpróico, mais recentemente o Divalproato de Sódio.

Alguns outros anticonvulsivantes estão merecendo estudos sobre sua eficácia como Estabilizadoras do Humor, como é o caso da Lamorigina e da Gabapentina.

CARBAMAZEPINA Carbamazepina, Tegretard, Tegretol
CARBONATO DE LITIO Carbolim, Carbolitium, Litiocar, Neurolithiun
ÁCIDO VALPRÓICO Depakene, Valpakine
DIVALPROATO DE SÓDIO Depakote
LAMOTRIGINA Lamictal, Neurim
GABAPENTINA Neurotontin, Progresse

A indicação exclusiva para Estabilizadores do Humor são os Transtornos Afetivos Bipolares e os Episódios de Mania (Euforia) ou de Hipomania.

O tratamento do Transtorno Afetivo Bipolar sem estes Estabilizadores do Humor se complica devido ao fato dos antidepressivos estarem sujeitos à desencadear crises de euforia, assim como os sedativos terem probabilidade de desencadear a depressão.

Desta forma, tanto o Carbonato de Lítio, quanto a Carbamazepina são utilizados sempre como coadjuvantes quase indispensáveis do tratamento.

sábado, 7 de julho de 2012

HDL Colesterol

O HDL colesterol, conhecido como “colesterol bom” ou lipoproteína de alta densidade, é um tipo de colesterol que ajuda a limpar o excesso de colesterol da parede das vasos sanguíneos. Ele leva esta gordura que está sobrando – a qual pode ser usada para formar as placas de gordura que causam doenças coronarianas – de volta ao fígado para ser processada.

Quando os níveis de HDL de uma pessoa são medidos, está sendo verificado como estão seus vasos sanguíneos e o quanto eles estão livres de colesterol.

Quais são as dosagens ideais de HDL no sangue?

Níveis de HDL abaixo de 40 mg/dL resultam em aumento do risco para doenças coronarianas, mesmo naquelas pessoas com níveis normais de colesterol total e de LDL colesterol (“colesterol ruim”). Dosagens entre 40 e 60 mg/dL são consideradas “normais”. Entretanto, níveis de HDL acima de 60 mg/dL podem proteger contra doenças do coração.

Sabe-se, há vários anos, que quanto maiores os níveis de HDL colesterol, melhor a proteção cardíaca.

Como podemos aumentar nossos níveis de HDL?

• Exercícios aeróbicos. As atividades físicas aeróbicas regulares (como caminhadas, corrida, ciclismo) que aumentam o ritmo cardíaco, realizadas por 20 a 30 minutos por vez, podem ser o caminho mais efetivo para aumentar os níveis de HDL colesterol. Evidências recentes sugerem que a duração dos exercícios, mais do que sua intensidade, é o fator mais importante para aumentar os níveis de HDL. Mas qualquer exercício aeróbico já ajuda.

• Perda de peso corporal. A obesidade resulta não apenas em aumento dos níveis de LDL colesterol, mas também na redução do HDL. Se você está acima do peso ideal, perder peso pode resultar em aumento dos níveis de HDL colesterol. Isto é especialmente importante para aquelas pessoas que têm acúmulo de gordura na região abdominal. A medida da relação cintura-quadril é muito importante para dizer em que lugar você deve concentrar a sua perda de peso.

• Parar de fumar. Se você fuma, abandonar este vício pode resultar no aumento dos níveis de HDL.

• Reduzir as gorduras trans da dieta. A gordura trans está presente em muitos alimentos industrializados. A recomendação é evitar ou mesmo eliminar este tipo de gordura da dieta. Estas gorduras aumentam o colesterol ruim e reduzem o colesterol bom. Retirá-las dos alimentos que você ingere certamente vai elevar seus níveis de HDL.

• Álcool. A American Heart Association não encoraja os médicos a falarem para os seus pacientes sobre as vantagens do álcool para o organismo, pois os benefícios não são tão grandes o suficiente para que seu uso seja recomendado. Mas sabe-se que um ou dois drinks ao dia pode aumentar os níveis de HDL. Quantidades maiores do que estas podem elevar substancialmente o risco de vários problemas de saúde, incluindo a insuficiência cardíaca. Existem pessoas que desenvolverão estes problemas mesmo limitando o consumo de álcool a um ou dois drinks ao dia. Converse com o seu médico sobre o assunto.

• Aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas na dieta. Gorduras monoinsaturadas como óleo de canola, abacate, azeite de oliva extra-virgem e gorduras encontradas em nozes e creme de amendoim podem aumentar o colesterol HDL, sem aumentar o colesterol total.

• Aumentar a ingestão de fibras. Fibras solúveis encontradas em aveia, frutas, vegetais e legumes reduzem o LDL e aumentam o HDL. Para melhores resultados recomenda-se ingerir pelo menos duas porções ao dia destes alimentos ricos em fibras.

Outros alimentos que podem ajudar a aumentar os níveis de HDL são:

• Suco de amora

• Peixes ricos em ômega-3

• Cálcio. Aparentemente a suplementação de cálcio pode aumentar os níveis de HDL (isso foi observado em mulheres na pós-menopausa, mas não em homens ou mulheres na pré-menopausa).

E que tal uma dieta pobre em gorduras?

Limitar a ingestão total de gorduras pode reduzir o colesterol total e ajudar na redução do peso corporal, mas algumas evidências sugerem que uma dieta muito pobre em gorduras pode ser perigosa para o organismo, levando à deficiência de ácidos graxos essenciais para o organismo. Estes ácidos graxos essenciais não são produzidos pelo organismo. Eles precisam ser ingeridos.

A melhor recomendação é:

• Reduzir a ingestão de gorduras a 30-35% do total de calorias ingeridas na dieta – mas não menos do que 25% do total de calorias.

• Tentar eliminar as gorduras saturadas e gorduras trans da dieta substituindo-as por gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas. Isso significa eliminar a gordura da carne vermelha e do leite e substituir por gorduras vegetais não processadas. Este tipo de dieta vai evitar os problemas de uma alimentação muito pobre em gorduras e ajudar a aumentar os níveis de HDL.

E o uso de medicamentos para aumentar o HDL? Vale a pena?

O tratamento para aumentar o HDL com o uso de medicamentos não é tão efetivo quando comparado ao uso de drogas para reduzir o LDL colesterol. As estatinas, em particular, não são muito efetivas em aumentar os níveis de HDL.

Das medicações usadas para tratar o colesterol, a niacina parece ser a mais efetiva para elevar os níveis de HDL. A niacina é um tipo de vitamina B, mas a quantidade necessária para aumentar o HDL é muito grande. Somente um médico pode orientar o seu uso para este fim.

Há também referências positivas com relação ao consumo dos chamados fatores ômega, que estão presentes em vários alimentos e que podem ser encontrados em medicamentos variados por prescrição médica.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Alergias





Alergias são respostas exageradas do sistema imunológico a substâncias estranhas ao organismo e que geram uma hipersensibilidade a um estímulo externo específico (alergenos). Elas também podem acontecer pelo contato da pele com determinados objetos, como pulseiras de plástico, metal ou couro, óculos, botões de metal, elásticos e esmalte.

As substâncias geralmente são inaladas, ingeridas, injetadas ou colocadas em contato com a pele.

Pode haver também hipersensibilidade congênita ou hereditária. Quando o organismo apresenta uma reação de hipersensibilidade, diz-se que ele está sensibilizado. As reações alérgicas são bastante específicas a um determinado estímulo e o organismo sensibilizado só reage a ele ou a outros de estrutura muito semelhante.

Uma substância que cause alergia em determinada pessoa, não necessariamente causa alergia em outra.

Quando os alergenos entram em contato com o organismo, as células produtoras de anticorpos são ativadas e determinam a liberação de mediadores potentes, principalmente histamina, que acabam por provocar os sintomas alérgicos.

A imunoglobulina é uma proteína normalmente circulante no sangue. Quando ela identifica algum agente invasor estranho ao organismo ela reage imediatamente, fixa-se a ele e libera histamina, que é a substância que determina os sintomas alérgicos.

Deve-se diferenciar entre alergia e intolerância. Alergia ocorre quando o sistema imunológico “acredita” que uma substância inofensiva seja perigosa e reage a ela com sintomas típicos. Na intolerância ocorrem reações adversas que não envolvem o sistema de defesa. Essas reações acontecem, sobretudo, na esfera alimentar.

Os tipos mais comuns de alergias são: alergias alimentares (leite de vaca, ovos, amendoim, soja, peixes e frutos do mar, nozes); alergias da pele (lesões dermatológicas com prurido intenso); alergias nasais (conhecida como rinite alérgica); alergias respiratórias (devido a alergenos e irritantes das vias aéreas, infecções, exercícios físicos inadequados, refluxo gastroesofágico, medicações e alimentos, causas emocionais); alergias oculares, das quais a conjuntivite alérgica é a mais comum.

Existem também alergias mais incomuns e até mesmo bizarras, como a perfumes, ao sêmen, à agua, ao sol, à madeira, ao contato com o filho recém-nascido, etc.

As causas da alergia são principalmente constitucionais.

As crises alérgicas são desencadeadas por certos elementos disparadores, sendo os principais: poeira; ácaros e baratas; mofo (fungos); pele e pelos de animais (gatos e cães); esporos de fungos e pólens de flores; picadas de insetos; alimentos e medicamentos.

Alergia não tem “cura”, mas tem como manter sob controle.

Entre os sinais mais comuns de alergia, contam-se: inchaço da mucosa nasal (rinite alérgica); olhos vermelhos e coceira da conjuntiva (conjuntivite alérgica); respiração difícil e dispneia (asma, alergia respiratória); erupções como eczema, urticária e dermatite de contato (alergia de pele).

As manifestações clínicas da alergia variam muito, desde um simples lacrimejamento ou coceiras, até doenças autoimunes graves (lúpus eritematoso, asma brônquica, etc.). Na pele, as alergias podem se manifestar como urticárias, dermatites ou eczemas. Nas vias aéreas podemos ter rinite alérgica, coceiras no nariz, surtos de espirros, coriza e congestionamento da mucosa nasal. A alergia pode acometer ainda o sistema digestivo, causando náuseas, cólicas, vômitos e diarreias.

Enfim, o fenômeno alérgico pode afetar qualquer órgão humano.

Alguns sintomas alérgicos são potencialmente graves e até mortais como, por exemplo, o edema de glote (que pode obstruir a respiração). A resposta alérgica sistêmica é chamada de anafilaxia e dependendo da severidade ela pode causar reações graves e, inclusive a morte.

O tratamento das alergias visa aliviar os sintomas, afastar o paciente do alergeno (substância causadora da alergia) e, em casos selecionados, induzir tolerância a ele.

Na fase aguda, o tratamento é feito com antihistamínicos e corticoides por via intramuscular ou endovenosa. Nas alergias respiratórias pode se fazer também nebulização com substâncias que dilatam os brônquios. Outros medicamentos apenas sintomáticos podem e devem ser prescritos conforme a necessidade de cada pessoa.

Na fase crônica, o tratamento consiste na imunoterapia específica ou dessensibilização, que é uma forma terapêutica em que o paciente de início recebe doses mínimas do alergeno, que vão aumentando gradualmente, visando dessensibilizar o organismo a ele.

A imunoterapia específica é o único tratamento capaz de modificar o curso natural da doença.

A melhor atitude com relação às alergias é a prevenção. Um ambiente limpo e bem arejado é um bom começo para prevenir esta condição. De um modo geral, deve-se evitar contato com os alergenos.

As alergias respiratórias podem ser agravadas pela má qualidade do ar que respiramos e por isso é importante procurar evitar os locais com grande índice de poluição aérea.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Rugas? Ai, ai, ai!





O que são rugas?

As rugas são consequência do fenômeno fisiológico evolutivo e irreversível do envelhecimento cutâneo. Elas constituem um pregueamento da superfície da pele devido à degeneração e diminuição de seus tecidos elásticos e de sustentação. Constituem uma mostra da idade biológica do indivíduo, que nem sempre corresponde à sua idade cronológica. Na verdade, o envelhecimento celular da pele também tem a colaboração de fatores externos, entre os quais a exposição ao sol parece ser o principal.

Quais são as camadas da pele?

A pele é constituída de três camadas que, de fora para dentro, são:

• Epiderme: camada mais superficial da pele, constituída de células produzidas na sua camada germinativa mais interna e que sofrem um processo de queratinização, o qual confere a impermeabilização da pele à medida que ascendem à superfície. As células mais superficiais sofrem uma descamação e substituição contínuas. Embora esse processo se enfraqueça com o passar do tempo, a epiderme vai se adelgaçando em razão da diminuição do número e volume das células.

• Derme: camada localizada entre a epiderme e a hipoderme, constituída de fibras elásticas e de colágeno, responsável pela resistência e elasticidade da pele. No processo de envelhecimento essa camada sofre atrofia em virtude da destruição de suas fibras.

• Hipoderme: camada mais profunda da pele, formada de tecido conjuntivo frouxo que a une de maneira pouco firme ao interior, permitindo o deslizamento da pele sobre os órgãos subjacentes. De acordo com o estado nutricional do indivíduo pode haver uma maior ou menor quantidade de células adiposas.

Quais são as causas das rugas?

Quando uma pessoa envelhece, o suor e as glândulas gordurosas da pele sofrem uma diminuição.

Isto faz com que a pele perca sua umidade natural e as fibras elásticas que a sustentam fiquem mais enfraquecidas. As rugas são decorrentes desse processo de envelhecimento da pele, porém fatores ambientais e de estilo de vida podem acelerar seu desenvolvimento.

Os principais agentes que contribuem para o desenvolvimento de rugas são:

• Fumo.

• Estresse.

• Alterações do hormônio feminino (estrogênio).

• Vento.

• Calor e, sobretudo, uma grande exposição aos raios do sol.

Quais as diferenças entre envelhecimento natural da pele e aquele causado pela exposição exagerada ao sol?

• Existem muitas e significativas diferenças entre o envelhecimento natural e o envelhecimento decorrente de fatores ambientais como, por exemplo, o fotoenvelhecimento (envelhecimento da pele devido a uma grande exposição aos raios do sol).

• No envelhecimento natural, pelo avançar da idade, embora haja atrofia da epiderme e da derme, a pele fica lisa, com discreta formação de rugas. No fotoenvelhecimento, por exemplo, a superfície da pele torna-se áspera, nodular e espessada, com rugas profundas e demarcadas. A pele envelhecida tem menor quantidade de elastina, colágeno e vascularização. Na pele actínica (que sofreu ação do sol) as fibras de colágeno têm maior desorganização e as elásticas transformam-se em massas amorfas, enquanto os vasos têm parede duplicada e infiltrado linfohistiocitário ao seu redor, caracterizando a heliodermatite (dermatite causada pela ação do sol).

• As rugas de expressão, por seu turno, são decorrentes da contração muscular repetida ao longo dos anos e são mais comuns ao redor dos olhos, testa e lábios.

Quais são os sinais e sintomas das rugas?

• As rugas conferem à pele um aspecto de pregueamento semelhante às pregas de um tecido ou a um papel amassado. Elas são aleatórias e não obedecem a nenhum padrão regular sendo, contudo, mais comuns no rosto, no pescoço e nas mãos.

Como o médico diagnostica as rugas?

O diagnóstico das rugas é feito pela simples observação clínica da pele.

Como é o tratamento das rugas?

O tratamento clínico antirrugas inclui aplicações de cremes, peeling (descamação da pele), dermoabrasivos (que “lixam” a pele) e implantes de colágeno e ácido hialurônico.

A toxina botulínica atua causando uma paralisia da musculatura que produz as rugas, mas também paralisa os movimentos de expressão, conferindo à pele uma certa imobilidade. Tal procedimento apenas parece ter resultado nas rugas de expressão, ocasionadas pela contração muscular como os pés de galinha, rugas da testa ou entre as sobrancelhas. Há também tratamentos cirúrgicos como aplicação de laser, lifting facial e blefaroplastia (cirurgia plástica das pálpebras).

Como prevenir as rugas?

• Alimente-se de forma equilibrada, com grãos, frutas e vegetais frescos.

• Pratique atividade física diariamente.

• Reduza o estresse.

• Não fume ou, se já fuma, deixe de fumar.

• Abrigue-se contra o sol, use protetor solar diariamente.

• Mantenha a pele sempre hidratada.

• Utilize cremes de rejuvenescimento ao redor dos olhos.

• Evite usar cera quente.

• Peles fotoenvelhecidas (pela exposição continuada ao sol) e com manchas podem ser rejuvenescidas pela técnica do peeling. Converse com um dermatologista sobre qual é o mais indicado para o seu tipo de pele.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Toxoplasmose




Toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes dos gatos e outros felinos. Homens e outros animais também podem hospedar o parasita.

A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de alimentos contaminados — em especial carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, e vegetais que abriguem os cistos do Toxoplasma, por terem tido contato com as fezes de animais hospedeiros ou material contaminado por elas mesmas.

A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra.

Seu diagnóstico é feito levando em conta exames clínicos e exames laboratoriais de sangue.

A toxoplasmose pode ser uma doença absolutamente assintomática ou provocar quadros graves no miocárdio, fígado e músculos, encefalite e exantema máculo-papular (vermelhidão pelo corpo em forma de pequenas manchas e pápulas).

No caso de haver sinais ou sintomas, merecem destaque:

* Febre;

* Manchas pelo corpo;

* Cansaço;

* Dores no corpo;

* Linfadenopatia, ou seja, ínguas espalhadas pelo corpo;

* Dificuldade para enxergar que pode evoluir para cegueira;

* Lesões na retina.

Em caso de pacientes soropositivos, o tratamento é indispensável, pois a forma disseminada da doença pode envolver retina, pulmões, cérebro, pele, músculos, fígado e coração. Pacientes com Aids requerem tratamento e atenção especial para controlar a progressão da depressão imunológica associada à doença.

Recomendações

* Evite contato com fezes de animais, especialmente de gatos ou outros felinos;

* Tenha cuidado com a higiene das mãos e dos utensílios de cozinha quando estiver lidando com alimentos;

* Não coma carne mal passada nem vegetais mal lavados;

* Não se descuide do acompanhamento pré-natal, se você estiver grávida. Toxoplasmose é uma enfermidade grave durante a gestação;

* Gestantes precisam estar atentas, principalmente se tiverem contato com gatos. Medidas especiais de higiene são fundamentais nesses casos.

Humanos infectados por parasitas de gatos correm mais riscos de cometer suicídio

O parasita Toxoplasma gondii é um protozoário que normalmente infecta gatos, mas que, podendo se alojar em qualquer animal de sangue quente, pode acabar infectando humanos.

Um novo estudo mostra que pessoas que carregam o parasita correm maiores riscos de tentarem o suicídio do que pessoas não infectadas. Existem estudos que ligam o Toxoplasma gondii a diversas doenças mentais e problemas cerebrais, como a esquizofrenia, neurose e câncer de cérebro. Porém, pesquisadores não sabem dizer se o parasita contribuiria algo para essas condições ou seria um efeito colateral, já que pacientes mentais frequentemente têm dificuldades de manterem boas condições de higiene, aumentando riscos de infecção.

As pessoas podem se contaminar através de fezes de gatos ou ao comerem alimentos mal cozidos ou sujos. O parasita se aloja nos tecidos do cérebro e músculos, onde fica protegido do sistema imunológico por cistos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Menopausa





A menopausa não é uma doença, mas um estágio normal na vida da mulher. Tecnicamente, chama-se menopausa a última menstruação da mulher, que marca o encerramento dos ciclos menstruais e da ovulação. Essa cessação não acontece abruptamente, na maioria das vezes. Ao aproximar-se a menopausa, os ciclos menstruais tornam-se mais irregulares e escassos e o espaçamento entre eles vai ficando maior. Por isso, considera-se que uma mulher esteja efetivamente na plena menopausa depois que ela deixou de menstruar há mais de um ano.

Chama-se climatério a fase, de limites imprecisos, que assina a transição dos períodos fértil para o não mais fértil da mulher. O uso popular nem sempre faz distinção entre menopausa e climatério e consagrou para ambos o uso do termo menopausa. Em termos cronológicos, a menopausa acontece entre os 45 e 55 anos. Daí em diante, a mulher se torna incapaz de gerar filhos.

Ao nascer, a menina já traz em seus ovários a totalidade dos folículos que se transformarão em óvulos durante a sua vida (e que produzirão estrógenos) e gastará todo esse “estoque” entre a primeira e a última menstruações. Assim que eles terminam, sobrevém a menopausa.

A menopausa fisiológica é um processo normal do envelhecimento e acontece quando os ovários cessam a produção de estrógenos (principalmente estradiol). Fala-se em menopausa precoce quando os ovários param de funcionar antes dos 40 anos. As causas dela ainda são desconhecidas, mas algumas dessas mulheres precisarão fazer reposição hormonal com a orientação de um ginecologista ou de um endocrinologista.

Uma menopausa cirúrgica pode ocorrer em qualquer idade se, por qualquer motivo, for necessária a remoção cirúrgica de ambos os ovários.

Há mulheres que chegam à menopausa sem nada sentir, principalmente as que se exercitam e têm uma alimentação balanceada. Para outras, a falta do estrogênio causa ondas de calor (que costumam ser o sintoma predominante), palpitações, suores noturnos, diminuição do brilho da pele, distribuição de gordura de forma mais masculina, irregularidades menstruais, secura vaginal, diminuição do desejo sexual, desequilíbrio entre as gorduras e colesterol do sangue, chances maiores de ataques cardíacos, doenças cardiovasculares, insônia, irritabilidade e depressão.

O estrogênio também é responsável pela fixação do cálcio nos ossos e por isso a sua falta pode levar as mulheres à osteoporose, doença responsável pelo maior número de fraturas ósseas a partir da terceira idade, em mulheres.

Como tratar os sintomas principais da menopausa?

Não se trata propriamente de “tratar”, no sentido habitual da palavra, já que a menopausa não é uma doença, mas de aliviar os sintomas.

Uma das providências possíveis consiste na reposição de um ou mais estrogênios (que os ovários deixaram de produzir), usualmente em combinação com progesterona (e algumas vezes com testosterona). Essa reposição, contudo, deve ser feita sob supervisão médica estrita, porque alguns estudos indicam que ela aumenta o risco de ataques cardíacos, de trombos vasculares, de acidentes vasculares cerebrais e de câncer de mama. Além disso, em algumas pessoas pode ocorrer um sangramento vaginal semelhante às menstruações (sem ovulação), no início da reposição hormonal.

Algumas medicações fitoterápicas e mudanças dietéticas podem ter efeito positivo no alívio das ondas de calor, como evitar o consumo de cafeína, bebidas quentes, chocolate, comidas apimentadas e álcool. Ainda faltam comprovações científicas.

Medicações sintomáticas aliviam algumas manifestações, como antidepressivos, ansiolíticos, cremes vaginais, etc.

A ocorrência de gravidez nesse período é muito improvável, mas pode ocorrer. Para uma segurança completa os métodos anticoncepcionais devem continuar sendo usados até um ano depois da menopausa.

Como evoluem os sintomas da menopausa?

Os sintomas da menopausa tendem a desaparecer ou diminuir muito dentro de dois ou três anos.

A principal consequência da menopausa, em longo prazo, talvez seja a fragilidade dos ossos causada pela osteoporose.

As ondas de calor, um dos sintomas mais típicos e incômodos da menopausa, diminuem ou desaparecem dentro de, no máximo, dois anos depois da última menstruação.

A partir da menopausa, sobretudo quando se faz reposição hormonal, é ainda mais importante fazer os exames preventivos para o câncer da mama e do útero e de doenças cardiovasculares.

Como prevenir os sintomas da menopausa?

• Os sintomas da menopausa podem ser reduzidos imediatamente após o início da prática de exercícios aeróbicos.

• Mulheres de sociedades que fazem alto consumo de soja têm menos ondas de calor durante a menopausa.

• As mulheres sedentárias parecem ser mais propensas a ter ondas de calor que as que se exercitam.

• O fato de fumar parece estar muito relacionado à acentuação das ondas de calor em mulheres que estão passando pela menopausa.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hérnia de Hiato





O músculo diafragma (Diafragma: 1. Na anatomia geral, é um feixe muscular e tendinoso que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. 2. Qualquer membrana ou placa que divide duas cavidades ou duas partes da mesma cavidade. 3. Em engenharia mecânica, em um veículo automotor, é uma membrana da bomba injetora de combustível. 4. Na física, é qualquer anteparo com um orifício ou fenda, ajustável ou não, que regule o fluxo de uma substância ou de um feixe de radiação. 5. Em ginecologia, é um método contraceptivo formado por uma membrana de material elástico que envolve um anel flexível, usado no fundo da vagina de modo a obstruir o colo do útero. 6. Em um sistema óptico, é uma abertura que controla a seção reta de um feixe luminoso que passa através desta, com a finalidade de regular a intensidade luminosa, reduzir a aberração ou aumentar a profundidade focal) localizado na transição entre o tórax e o abdome, separa as duas cavidades corporais. Neste músculo existe um orifício, conhecido por hiato esofágico, por onde o esôfago penetra na cavidade abdominal e se liga ao estômago. A hérnia de hiato caracteriza-se por um enfraquecimento do diafragma e alargamento do orifício nele contido, pelo qual uma parte do estômago desliza em direção ao esôfago.

Não é fácil determinar-se a causa específica da hérnia de hiato, mas sabe-se que além dos problemas genéticos alguns outros fatores facilitam as hérnias em geral: idade avançada; excesso de peso; ingerir grandes quantidades de alimentos antes de se deitar; ingerir líquidos em excesso durante as refeições (principalmente gasosos); traumas abdominais e a prática de esportes que forcem a musculatura abdominal, como musculação e halterofilismo (levantamento de pesos).

Na ligação do esôfago com o estômago existe um músculo (músculo do esfíncter esofágico inferior) que se abre para permitir a passagem dos alimentos para o estômago e se fecha para impedir que os ácidos estomacais subam para o esôfago. Qualquer alteração nesse mecanismo pode provocar refluxo esofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago) e a maior parte dos sintomas das hérnias de hiato decorre desse defeito, uma vez que, como a mucosa do esôfago não está preparada para receber o conteúdo ácido do estômago, ocorre uma inflamação do esôfago (esofagite).

Os principais sintomas da hérnia de hiato são: azia, eructações (arrotos) e refluxo dos ácidos estomacais que podem alcançar a garganta e provocar tosse ou sensação de vômito. A azia crônica pode causar úlceras e esofagite.

O diagnóstico de suspeita da hérnia de hiato é feito pela história clínica. O diagnóstico de certeza é feito de forma segura pela endoscopia digestiva alta. A endoscopia é um exame rápido, cômodo e pode ser feito com o paciente dormindo, com o uso das medicações modernas.

O tratamento da hérnia de hiato pode ser clínico ou cirúrgico, na dependência do tamanho da hérnia e da intensidade do refluxo esofágico. A hérnia de hiato costuma responder bem ao tratamento clínico. Alguns casos necessitam de tratamento cirúrgico, o qual pode ser feito por laparoscopia.

Para aliviar a azia o médico pode prescrever antiácidos.

Normalmente as hérnias de hiato são facilmente tratáveis. A principal complicação que pode advir do refluxo esofágico é o esôfago de Barrett, uma doença na qual há uma metaplasia das células (alteração benigna) da parte inferior do esôfago, causada por uma exposição prolongada ao conteúdo ácido do estômago. Essa lesão metaplásica pode evoluir para displasia celular (lesão pré-maligna).