Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Dietética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dietética. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 6 de junho de 2017
Se você quer emagrecer, dá uma lida nesse artigo!
Os resultados de um estudo coordenado por Luke K. Burke, da MRC Metabolic Diseases Unit, Metabolic Research Laboratories, da University of Cambridge, sugerem que um grupo de neurônios coordena o apetite e o gasto energético e pode ligar e desligar como se fosse um interruptor para queimar ou poupar calorias, dependendo do que está disponível no ambiente.
"As estratégias da perda de peso são frequentemente ineficazes porque o corpo trabalha como um termostato e acopla a quantidade de calorias que nós queimamos à quantidade de calorias que nós comemos," disse o Dr. Clémence Blouet, também da University of Cambridge. "Quando comemos menos, nosso corpo compensa e queima menos calorias, o que torna a perda de peso mais difícil. Sabemos que o cérebro deve regular este termostato calórico, mas como ele ajusta a queima de calorias para a quantidade de comida que comemos tem sido um mistério".
Em uma pesquisa publicada na revista eLife, uma equipe de pesquisadores identificou um novo mecanismo através do qual o corpo se adapta à baixa ingestão calórica e limita a perda de peso em ratos. Os ratos partilham uma série de importantes semelhanças biológicas e fisiológicas com os seres humanos, sendo um modelo útil para estudar como nossos corpos funcionam.
Os pesquisadores testaram o papel de um grupo de neurônios no hipotálamo. Esses neurônios neuropeptídeos relacionados ao gene agouti (AGRP) são conhecidos por seu papel principal na regulação do apetite: quando ativados, eles nos fazem comer, mas quando totalmente inibidos eles podem levar à anorexia quase completa.
A equipe usou um truque genético para alterar o estado "ligado ou on" e "desligado ou off" dos neurônios AGRP em camundongos para que eles pudessem rápida e reversivelmente manipular a atividade neuronal. Eles estudaram os camundongos em câmaras especiais que podem medir o gasto de energia e implantaram-os com sondas para medir remotamente sua temperatura, um proxy para o gasto energético, em diferentes contextos de disponibilidade de alimentos.
Os pesquisadores demonstraram que os neurônios AGRP são os principais contribuintes do termostato calórico que regula o peso corporal, regulando quantas calorias queimamos. Os resultados sugerem que quando ativados, esses neurônios nos deixam com fome e nos levam a comer - mas quando não há comida disponível, eles agem para poupar energia, limitando o número de calorias que queimamos e, portanto, nossa perda de peso. Assim que os alimentos se tornam disponíveis e começamos a comer, a ação dos neurônios AGRP é interrompida e nosso gasto de energia volta novamente aos níveis normais.
Além disso, os pesquisadores também descrevem um mecanismo através do qual os neurônios AGRP regulam sua atividade, detectando a quantidade de energia que temos a bordo e, em seguida, controlando quantas calorias queimamos.
"Nossos achados sugerem que um grupo de neurônios no cérebro coordena o apetite e o gasto energético, e pode ligar e desligar para queimar ou poupar calorias dependendo do que está disponível no ambiente", diz o Dr. Blouet, que liderou o estudo. "Se há comida disponível, eles nos fazem comer, e se o alimento é escasso, eles colocam nosso corpo em modo de poupança e nos impedem de queimar gordura."
O Dr. Luke Burke acrescenta: "Este estudo poderia ajudar na concepção de terapias novas ou melhoradas no futuro para ajudar a reduzir o excesso de alimentos ingeridos e a obesidade. Até então, a melhor solução para as pessoas perderem peso - pelo menos para aqueles que estão apenas moderadamente acima do peso - é uma combinação de exercícios físicos regulares e uma redução moderada na ingestão calórica.
terça-feira, 30 de maio de 2017
Intolerância à lactose
Não se pode confundir intolerância à lactose com alergia ao leite!
A alergia está sempre associada com alguma proteína. No caso do leite, é ocasionada, normalmente, pela a caseína ou a lactoglobulina.
A intolerância à lactose ocorre quando há uma deficiência total ou parcial da enzima que digere a lactose, chamada lactase, responsável pela quebra da lactose em glicose e galactose.
Quando a lactose não é digerida corretamente pelo nosso organismo, ela chega ao intestino inalterada e sofre fermentação pelas bactérias intestinais causando desconfortos abdominais, cólicas intestinais e formação de gases, podendo causar inclusive, edemas e irritações que podem dificultar a absorção de outros nutrientes como as vitaminas e minerais.
Existem três possíveis causas para o a intolerância à lactose:
- Deficiência congênita: é um problema genético raro, nesse caso, a criança já nasce sem a capacidade para produzir a enzima lactase. Assim, a criança já é acometida pela intolerância logo quando entra em contato com o leite materno, pois este também possui lactose;
- Deficiência primária ou ontogênica: é a mais comum entre a população, e acontece por uma tendência natural a diminuição da produção da enzima lactase pelo nosso organismo, com o passar da idade, já que os mamíferos são programados geneticamente para tomar leite somente quando crianças;
- Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais: é mais comum em crianças durante os primeiros anos de vida e pode ocorrer devido a diarreias que duram por mais tempo. Neste caso, as células intestinais responsáveis pela produção da lactase acabam morrendo por conta da diarreia. No entanto, esta deficiência é temporária, já que a lactase volta a ser produzida normalmente quando as células intestinais são recuperadas.
Os sintomas da intolerância à lactose irão aparecer quando a quantidade de lactose ingerida for maior que a capacidade que o intestino tem de hidrolisá-la (quebra-la em partes menores).
Pessoas intolerantes a lactose podem apresentar diversos sintomas, sendo a dor e inchaço abdominal, náuseas, desconfortos gástricos, diarreia e gases os mais comuns.
Porém, outros sintomas, como dores de cabeça e vertigens, perda de concentração, dificuldade de memória, dores musculares e nas articulações, cansaço, alergias diversas, arritmia cardíaca, etc., também podem ser resultado da intolerância à lactose.
Pelo fato de os sintomas não serem bem definidos, podendo variar de uma pessoa para outra, o mais importante é sempre procurar a orientação de um médico para o correto diagnóstico e tratamento da doença.
O tratamento para intolerância à lactose vai depender do grau da intolerância, já que muitas pessoas, mesmo sendo intolerantes, conseguem consumir uma pequena quantidade de lactose por dia. Caso o grau de intolerância não seja muito severo, os intolerantes à lactose conseguem consumir alimentos como iogurte, queijos maturados, e outros produtos lácteos fermentados em pequenas quantidades.
No entanto, atualmente existem diversos alimentos sem lactose, que são produzidos sem leite, bem como o desenvolvimento de diversas receitas sem lactose, utilizando alternativas vegetais à base de soja, arroz, aveia e quinoa. Também encontramos no supermercado alimentos como leite, queijo e iogurtes sem lactose ou com baixo teor de lactose. Estes alimentos são produzidos com leite de vaca, no entanto, a lactose já está quebrada em glicose e galactose, e por isso, são bem tolerados.
E ainda, uma boa saída para os intolerantes à lactose são os suplementos à base de enzimas digestivas que contém lactase. São suplementos em pó, que podem ser consumidos cerca de 30 minutos antes das refeições contendo leite. Ainda falando de suplementos, os probióticos (bactérias boas) também costumam ser recomendados para o tratamento da intolerância à lactose, isto porque alguns tipos produzem a enzima lactase, além de ajudarem a recuperar a saúde intestinal, que, normalmente, esta debilitada por conta da doença.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Alergia às proteínas do leite de vaca
As alergias às proteínas do leite de vaca ou APLV são as alergias alimentares infantis mais comuns e afetam de 1,9% a 4,9% dos bebês. Elas são uma resposta do sistema imunológico a uma ou ambas as proteínas do leite. As alergias às proteínas do leite de vaca não devem ser confundidas com intolerância à lactose, que é a incapacidade de digerir o açúcar do leite.
As APLVs podem ser divididas em
(1) alergias mediadas pela imunoglobulina E [IgE],
(2) alergias não mediadas pela IgE ou (3) alergias mistas.
A causa não é totalmente conhecida, mas acredita-se-se que elas se devem a um contato com o alergeno alimentar, predisposição genética ou a um excesso de cuidados em relação à higiene pelos quais uma criança pode passar, já que tendo pouco contato com agentes infecciosos, o desenvolvimento do seu sistema imunológico pode ficar alterado.
Embora sejam mais comuns em bebês alimentados com leite de vaca, os sintomas de alergia podem se fazer presentes também em bebês amamentados ao seio.
Existem três áreas principais em que os sintomas se desenvolvem: trato gastrointestinal, vias respiratórias e vias cutâneas (pele).
As alergias mediadas pela IgE aparecem de segundos até duas horas após a ingestão do leite e são assim denominadas pois o organismo produz anticorpos específicos para as proteínas do leite de vaca. São reações mais persistentes e mais graves que as não mediadas pela IgE. Os sintomas gerados são urticárias (placas vermelhas disseminadas, associadas com coceiras), angioedema (inchaço dos lábios e/ou dos olhos), vômitos em jato e/ou diarreia após a ingestão do leite, anafilaxia, chiado no peito e respiração difícil.
As alergias não mediadas pela IgE levam a reações mais tardias, que podem aparecer horas ou dias após a ingestão do leite. Elas são mediadas por células que não produzem anticorpos IgE. Crianças com esse tipo de reação normalmente desenvolvem tolerância ao leite antes que as demais. Os principais sintomas das alergias não mediadas pela IgE são vômitos tardios, diarreia com a presença de muco e sangue, sangue nas fezes, cólicas, intestino preso, baixo ganho de peso e baixo crescimento, inflamação do intestino, assaduras e/ou fissuras perianais.
Nas formas mistas há uma associação das duas condições citadas anteriormente e pode surgir ainda dermatite atópica moderada ou grave, asma, refluxo gastroesofágico, inflamação do esôfago, inflamação do estômago, gastrite, diarreia, dor abdominal, baixo ganho de peso e baixo crescimento.
O diagnóstico médico pode não ser fácil e levar algum tempo para ser definido. O médico precisa ter como base a história clínica do paciente e os sinais e sintomas exibidos pela criança. Em alguns casos, podem ser pesquisados os anticorpos específicos, porém nas alergias não mediadas pela IgE não é possível fazer o diagnóstico a partir dos exames de sangue, uma vez que estes exames identificam apenas os anticorpos IgE.
A alergia alimentar é muito menos comum do que a intolerância alimentar e é a mais grave das duas condições. No entanto, alguns dos sintomas são muito semelhantes. Uma diferença é que a alergia envolve uma reação imune, enquanto a intolerância não envolve o sistema imunológico.
A alergia é causada pelo fato de que uma proteína do leite é reconhecida como uma substância estranha ao organismo e desencadeia uma reação do sistema imunológico ou é uma reação do sistema imune em que a mucosa gastrointestinal luta para paralisar os alergenos no intestino (alergia não mediada por uma resposta IgE).
Uma alergia grave pode surgir em reação a qualquer quantidade de proteína e pode ser fatal. Em alergias muito graves, a reação pode ocorrer simplesmente por estar perto do alergeno, tocar algo que esteve em contato com ele ou pela mera inalação do alergeno, inclusive no processo de cozimento dos alimentos. A alergia é muito mais comum em crianças, especialmente em bebês, e rara em adultos.
Os sintomas podem ser digestivos, cutâneos, respiratórios, reação anafilática, baixo ganho de peso e baixo crescimento. Podem ocorrer em minutos, horas ou dias após a ingestão de leite de vaca ou derivados, de forma persistente ou repetitiva.
A intolerância é mais comum em adultos e idosos do que em crianças. Também pode ser uma consequência, às vezes temporária, em casos de diarreia prolongada ou doenças inflamatórias intestinais. Os sintomas da intolerância são apenas intestinais.
O tratamento indicado para os casos de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é a exclusão do leite de vaca e de seus derivados. Alguns alimentos são indicados para a substituição ao leite de vaca para garantir que a criança consuma os nutrientes presentes neste alimento. Um nutrólogo ou um nutricionista é indicado para orientar esta substituição.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Quinze estratégias para reduzir o sal na dieta e evitar a hipertensão arterial
O excesso de sódio, ingrediente presente no sal de cozinha, é um fator que pode colaborar para o desenvolvimento da hipertensão arterial. Existem várias maneiras de reduzir o consumo de sal, muitas com mudanças mínimas na alimentação. A Harvard School of Public Health preparou algumas dicas do que pode ser feito para melhorar a sua saúde. Aqui estão algumas delas.
1.Reduza as porções de alimentos que você está acostumado a ingerir. Assim você consegue reduzir o sal e as calorias também, o que ajuda na perda de peso.
2.Faça o seu prato colocando primeiro a salada, incluindo frutas, vegetais e grãos integrais. Tente colocar em pelo menos metade do prato estes alimentos. O organismo precisa mais de potássio do que de sódio e muitas frutas e legumes são ricos em potássio.
3.Escolha alimentos não processados e frescos. Evite salsichas, presunto, enlatados, pães embalados, biscoitos industrializados, etc. Prefira verduras, frutas e legumes da época. Assim você pode escolher o quanto de sal irá acrescentar aos alimentos e evitar o exagero dos produtos industrializados.
4.Prefira gorduras e óleos de origem vegetal - como o azeite extra-virgem, óleo de canola, girassol ou soja - aos de origem animal.
5.A maioria das pessoas não consegue detectar ao paladar uma redução de cerca de 25% na quantidade de sal na maioria das comidas e preparações. Pense nisso e coloque menos sal em seus pratos. Vá reduzindo aos poucos, a menos que você experimente e ache que uma mudança maior e imediata não causa grandes dificuldades na percepção do gosto dos alimentos.
6.Você pode aprender a saborear comidas menos salgadas. Faça mudanças graduais e consistentes na sua alimentação por um longo período de tempo ao invés de mudar tudo de uma só vez. É mais fácil adaptar-se a um processo mais lento do que a uma mudança radical.
7.Experimente temperos novos para substituir o sal. Tempere com ervas finas, alho, cebola, cebolinha, salsa, manjericão, folhas de louro, pimenta, alecrim, curry, hortelã, caldos de frutas cítricas, vinagre, azeites temperados com ervas e vários outros sabores interessantes. A comida pode ser preparada com arte e ter um sabor mais agradável do aquele de pratos preparados com o uso exagerado do sal de cozinha. Experimente e divulgue o que aprendeu. Você vai se surpreeender!
8.Leia as etiquetas nutricionais dos alimentos. Procure aqueles com até 300 mg de sódio por porção ou não mais do que um miligrama de sódio para cada caloria do alimento. Atente para o tamanho das porções. Às vezes elas são muito reduzidas nestas etiquetas. Faça uma proporção, quando necessário.
9.Mesmo produtos que não tenham “sal” propriamente dito em seus ingredientes podem ter um alto teor de sódio nas etiquetas nutricionais. Isto é muito comum em produtos industrializados. Há outras formas de sódio usadas no preparo de alimentos processados e todas contribuem para a quantidade total de sódio que você ingere. Alguns exemplos são: glutamato de sódio, citrato de sódio, bicarbonato de sódio e alginato de sódio.
10.Compare produtos de diferentes marcas. O mesmo produto de marcas diferentes pode variar muito o teor de sódio no seu preparo. Escolha aquele com o menor teor deste elemento e que ainda assim tenha sabor agradável. Olhe as etiquetas dos pães embalados, refrigerantes, energéticos, cereais matinais, carnes, queijos, biscoitos, etc.
11.É comum achar sanduíches em lanchonetes especializadas em fast-food que contenham 2.000-2.500 miligramas de sódio por porção – mais do que a recomendação diária de ingestão de sódio em um só lanche. Evite este tipo de alimento.
12.Prefira grãos integrais aos pães ou sanduíches. Como geralmente comemos uma grande quantidade de pães feitos com farinhas brancas, eles colaboram para aumentar a ingestão de sódio na nossa dieta. Mesmo pães enriquecidos com grãos integrais, apesar de serem melhor opção do que os fabricados apenas com farinhas brancas, podem ter uma quantidade considerável de sódio. Dê preferência a frutas com iogurte e granola no café da manhã, ou a uma salada com folhas, legumes, nozes, uma pequena quantidade de queijo, tomate e uma carne branca como frango ou peixe temperados com azeite de oliva extra-virgem e ervas finas no almoço e no jantar para substituir pães, arroz branco, macarrão com molho de tomate ou sanduíches.
13.Prove antes de salgar os alimentos. O uso do saleiro é um hábito que pode ser modificado. Muitas vezes pegamos o saleiro para usar antes mesmo de provar a comida, só porque ele está em cima da mesa. Tente tirar o saleiro da mesa e busque o sal em caso de necessidade. Isto evita salgar o alimento em dose dupla.
14.Durante o preparo dos alimentos, procure acrescentar o sal ao final do processo de cozimento. Os alimentos soltam o seu sabor próprio durante o cozimento.
15.Ao invés de acrescentar sal à salada, prepare em um vidro uma solução de sal diluído em um pouco de água filtrada. Use um spray para temperar suas saladas.
segunda-feira, 27 de março de 2017
Vitamina E e selênio não podem prevenir a doença de Alzheimer
Com o objetivo de determinar se os suplementos antioxidantes (vitamina E ou selênio), utilizados isoladamente ou em combinação, podem prevenir a demência em homens idosos assintomáticos, foi realizado o ensaio The Prevention of Alzheimer’s Disease by Vitamin E and Selenium (PREADViSE).
Até o momento, nenhum suplemento está recomendado como agente preventivo para a demência. O estresse oxidativo é uma via de demência estabelecida, mas não se sabe se o uso de suplementos antioxidantes pode prevenir a demência.
Veja mais sobre "Demência" e "Mal de Alzheimer"
O estudo PREADViSE começou como um ensaio clínico duplo-cego randomizado, em maio de 2002, e se transformou em um estudo de coorte de setembro de 2009 a maio de 2015.
O PREADViSE foi complementar ao Selenium and Vitamin E Cancer Prevention Trial (SELECT), um ensaio clínico randomizado com os mesmos suplementos antioxidantes para a prevenção do câncer de próstata, mas que foi encerrado em 2009 devido a conclusões de uma análise de futilidade.
No ensaio PREADViSE, inicialmente 7.540 homens idosos foram expostos aos suplementos antioxidantes com vitamina E e selênio por uma média de 5,4 anos. Um subconjunto de 3.786 homens concordou em ser observado por até 6 anos adicionais. Os participantes tinham pelo menos 60 anos de idade no início do estudo. A incidência de demência (4,4%) não diferiu entre os quatro braços do estudo.
Os participantes foram analisados aleatoriamente para receber vitamina E, selênio, vitamina E e selênio ou placebo. Enquanto tomavam suplementos de estudo, os participantes foram avaliados quanto à demência por um exame em dois estágios.
Durante o estudo de coorte, os homens foram contactados por telefone e avaliados por exame cognitivo em dois estágios aprimorados. Em ambas as fases, os homens foram encorajados a visitar o seu médico se os resultados do exame indicassem possível comprometimento cognitivo.
A avaliação de casos de demência baseou-se numa revisão consensual de exames cognitivos e registros médicos para homens com suspeita de demência que visitaram seu médico para uma avaliação ou para uma revisão de toda a informação disponível, incluindo um exame de avaliação funcional.
A média (DP) da idade de base dos 7.540 participantes foi 67,5 (5,3) anos, com 3.936 (52,2%) relatando uma educação em nível superior, 754 (10,0%) eram da raça negra e 505 (6,7%) de etnia hispânica.
A incidência de demência (325 de 7.338 homens [4,4%]) não foi diferente entre os quatro braços de estudo.
Concluiu-se com este estudo que nenhum dos suplementos preveniu a demência. Este parece ser o primeiro estudo de longo prazo a investigar a associação do uso de suplementos antioxidantes e a incidência de demência entre homens assintomáticos.
Fonte: JAMA Neurology, publicação online, de 20 de março de 2017
sábado, 18 de março de 2017
Dietas mais ricas em glúten foram associadas a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2
Os participantes do estudo que comeram menos glúten tenderam a comer menos fibras de cereais, um fator protetor conhecido para evitar o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Glúten é uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada. Uma pequena porcentagem da população é intolerante ao glúten, devido à doença celíaca ou à sensibilidade não celíaca ao glúten.
As dietas isentas de glúten tornaram-se populares mesmo para pessoas sem essas condições, embora faltem evidências de que a redução do consumo de glúten proporcione benefícios de saúde no longo prazo.
Geng Zong, pesquisador do Departamento de Nutrição da Universidade de Harvard, da University’s T.H. Chan School of Public Health, em Boston, foi o principal autor do estudo.
Segundo ele, sua equipe queria determinar se o consumo de glúten afeta a saúde em pessoas sem razões médicas aparentes para evitar esta proteína. Os resultados do estudo mostram que os alimentos sem glúten muitas vezes têm menos fibras dietéticas e outros micronutrientes (vitaminas e minerais), são menos nutritivos e mais caros.
Ainda segundo o pesquisador, pessoas sem doença celíaca podem reconsiderar a limitação da ingestão de glúten para a prevenção de doenças crônicas, especialmente para o diabetes.
Neste estudo observacional de longo prazo, os pesquisadores descobriram que a maioria dos participantes tinha ingestão de glúten abaixo de 12 gramas/dia, e dentro dessa faixa, aqueles que comeram mais glúten tiveram menor risco de diabetes tipo 2, durante trinta anos de seguimento.
Os participantes do estudo que comeram menos glúten também tenderam a comer menos fibras de cereais, um fator protetor conhecido para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Depois de ter considerado o efeito potencial da fibra de cereais, os indivíduos com os 20% mais altos de consumo de glúten tiveram um risco 13% menor de desenvolver diabetes tipo 2, em comparação com aqueles com menor consumo diário de glúten (aproximadamente menos de 4 gramas).
Os pesquisadores estimaram a ingestão diária de glúten em 199.794 participantes em três estudos de saúde de longo prazo - 69.276 do Nurses 'Health Study (NHS), 88.610 do Nurses' Health Study II (NHSII) e 41.908 do Health Professionals Follow-up Study (HPFS) - a partir de questionários de frequência alimentar preenchidos pelos participantes a cada dois a quatro anos.
A ingestão diária média de glúten em gramas foi de 5,8 g/dia para NHS; 6,8 g/dia para NHSII e 7,1 g/dia para HPFS e as principais fontes dietéticas foram massas, cereais, pizzas, muffins, pretzels e pães.
Ao longo do estudo, que incluiu 4,24 milhões de pessoas-ano de seguimento de 1984-1990 a 2010-2013, 15.947 casos de diabetes tipo 2 foram confirmados.
É importante lembrar que se trata de um estudo observacional, em que o consumo de glúten foi relatado pelos participantes, sendo necessária a confirmação dos resultados encontrados através de outras investigações. Além disso, a maioria dos integrantes participou do estudo antes que as dietas sem glúten tenham se tornado populares, por isso não há dados de abstêmios de glúten nesta pesquisa.
Fonte: American Heart Association Meeting Report Presentation 11, em 9 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Agora são dez porções ao dia de frutas e vegetais para prevenir mais mortes prematuras
A ingestão de frutas e vegetais acima de cinco porções por dia mostra grande benefício na redução do risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, câncer e morte precoce. Esta é a descoberta de uma nova pesquisa, liderada por cientistas do Imperial College London, que analisou 95 estudos sobre a ingestão de frutas e vegetais.
A equipe descobriu que, embora as cinco porções recomendadas de frutas e vegetais por dia reduzissem o risco de doença, o maior benefício vinha de comer 800g por dia (aproximadamente 10 porções de frutas ou vegetais, sendo uma porção definida como 80 gramas).
O estudo, que foi uma meta-análise de todas as pesquisas disponíveis em populações de todo o mundo, incluiu até 2 milhões de pessoas e avaliou até 43.000 casos de doença cardíaca, 47.000 casos de acidente vascular cerebral, 81.000 casos de doenças cardiovasculares, 112.000 casos de câncer e 94.000 mortes.
Na pesquisa, publicada no International Journal of Epidemiology, a equipe estima que cerca de 7,8 milhões de mortes prematuras em todo o mundo poderiam ser potencialmente prevenidas a cada ano se as pessoas comessem 10 porções ou 800 gramas de frutas e legumes por dia.
Os resultados revelaram que mesmo uma ingestão diária de 200g estava associada a um risco reduzido de 16% de doença cardíaca, de 18% de acidente vascular cerebral e um risco reduzido de 13% de doença cardiovascular. Este montante, que equivale a duas porções e meia, também foi associado com 4% de risco reduzido de câncer e 15% de redução no risco de morte prematura.
Outros benefícios foram observados com maiores ingestões. Comer até 800g de frutas e legumes por dia - ou 10 porções - foi associado com:
•Um risco reduzido de 24% de doença cardíaca.
•Um risco reduzido de acidente vascular cerebral de 33%.
•Um risco reduzido de 28% de doença cardiovascular.
•Um risco reduzido de 13% de câncer total.
•E uma redução de 31% na morte prematura.
Este risco foi calculado em comparação com não comer qualquer fruta e legume.
As diretrizes atuais do Reino Unido orientam comer pelo menos cinco porções ou 400g por dia. No entanto, menos de um em cada três adultos do país atingem este objetivo.
A equipe não foi capaz de investigar a ingestão superior a 800 g por dia, uma vez que este foi o extremo superior do intervalo entre os estudos.
Uma porção de 80g de frutas e vegetais é igual a aproximadamente uma banana pequena, maçã ou pera. Três colheres cheias de legumes cozidos, como espinafre, ervilhas, brócolis ou couve-flor contam como uma porção.
Os resultados sugerem que, embora cinco porções de frutas e legumes seja bom, dez por dia é ainda melhor, segundo o Dr. Dagfinn Aune, autor principal do estudo. Os pesquisadores também examinaram os tipos de frutas e legumes que podem reduzir o risco de doenças específicas e descobriram que as seguintes frutas e vegetais podem ajudar a prevenir doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardiovasculares e morte precoce: maçãs e peras, frutas cítricas, saladas e vegetais de folhas verdes, como espinafre, alface e chicória e vegetais crucíferos como brócolis, repolho e couve-flor. Vegetais verdes, como espinafre ou feijão verde, legumes amarelos, como pimentões e cenouras, e vegetais crucíferos podem reduzir o risco de câncer.
Associações semelhantes foram observadas para vegetais crus e cozidos em relação à morte precoce, no entanto, estudos adicionais são necessários sobre os tipos específicos de frutas e legumes e os métodos de preparação dos alimentos. A equipe diz que o número de estudos foi mais limitado para essas análises e a possibilidade de que outras frutas e vegetais específicos também possam reduzir o risco não pode ser excluída.
O Dr. Aune disse que vários mecanismos potenciais podem explicar porque frutas e legumes têm benefícios tão profundos para a saúde. Frutas e legumes têm demonstrado reduzir os níveis de colesterol, pressão arterial e aumentar a saúde dos vasos sanguíneos e do sistema imunológico, devido à complexa rede de nutrientes que possuem. Por exemplo, eles contêm muitos antioxidantes, que podem reduzir danos ao DNA e levar a uma redução no risco de câncer.
Ele acrescentou que compostos chamados glucosinolatos em vegetais crucíferos, como brócolis, ativam enzimas que podem ajudar a prevenir o câncer. Além disso, frutas e legumes também podem ter um efeito benéfico sobre as bactérias que habitam naturalmente o nosso intestino.
O que fica claro com o presente trabalho é que uma alta ingestão de frutas e legumes detêm enormes benefícios para a saúde, por isso devemos tentar aumentar a sua ingestão em nossa dieta.
Fonte: Imperial College London, em 23 de fevereiro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Vitamina D está na moda!
Conhecida como a vitamina do sol, a vitamina D é produzida pelo corpo em resposta à exposição da pele à luz solar. Ela também ocorre naturalmente em alguns alimentos, como alguns peixes, óleos de fígado de peixe, gemas de ovos, produtos lácteos e cereais fortificados. Não há dúvida de que a vitamina D desempenha um papel vital na saúde e no bem-estar das pessoas e deve-se agir de modo a garantir seus níveis normais.
Em geral, a maioria dos especialistas acha que o nível sanguíneo da vitamina D deva ficar em 30 a 40 ng/mL. Se a pessoa evitar o sol, sofrer de alergias ao leite ou adotar uma dieta vegetariana estrita, poderá ter níveis mais baixos e estar em risco de deficiência da vitamina D.
Como a atuação da vitamina D depende da luz solar, a exposição ao sol é essencial. Por isso, as pessoas que vivem em regiões setentrionais, usam vestes longas ou coberturas na cabeça ou têm uma ocupação que evita a exposição ao sol estão em maiores riscos de sofrerem as consequências da deficiência de vitamina D.
Outra causa pode ser uma dieta vegetariana estrita, em que a pessoa deixa de consumir os níveis recomendados de vitamina D, ao longo do tempo, já que a maioria das fontes naturais é de origem animal. Na pessoa de pele escura, o pigmento de melanina reduz a capacidade de produzir vitamina D em resposta à exposição à luz solar. Por isso, os idosos de pele escura têm um risco mais alto de deficiência dessa vitamina.
Pessoas que tenham má absorção de gordura (por exemplo, a doença de Crohn, doença celíaca, etc.) e as pessoas que fizeram cirurgia bariátrica são frequentemente incapazes de absorver o suficiente da vitamina D, que é solúvel em gordura. Alguns medicamentos podem aumentar a degradação de vitamina D e levar a níveis baixos. As pessoas com doença renal crônica, hiperparatireoidismo, desordens crônicas de formação de granuloma e alguns linfomas também podem ter uma perda de vitamina D. As pessoas com mais de 70 anos têm diminuída a sua capacidade de sintetizar vitamina D a partir da exposição ao sol, mas embora isto possa causar algum impacto, não causa mais deficiência que os outros fatores de risco.
A vitamina D promove a absorção de cálcio no intestino, mantém os níveis de cálcio no sangue para permitir a mineralização normal do osso e previne que os níveis sanguíneos de cálcio fiquem anormalmente baixos, o que pode levar à tetania, entre outras consequências. Ela também é essencial para a síntese do tecido ósseo, porque ajuda o organismo a usar o cálcio da dieta. Por isso, ela é especialmente importante no período de crescimento e, nas mulheres, no período da menopausa, em que o risco de osteoporose está aumentado.
Tradicionalmente, a deficiência de vitamina D tem sido associada ao raquitismo nas crianças e osteomalácia (enfraquecimento dos ossos) nos adultos, mas cada vez mais tem-se revelado a importância dela na proteção contra uma série de problemas de saúde. A vitamina D parece desempenhar um papel importante na prevenção e tratamento de várias condições médicas, incluindo a diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, hipertensão arterial, intolerância à glicose e esclerose múltipla.
Para muitas pessoas, os sintomas são sutis e às vezes passam despercebidos. No entanto, mesmo sintomas leves podem representar riscos importantes para a saúde. Os sintomas mais comuns são dor óssea e fraqueza muscular. Os baixos níveis sanguíneos de vitamina podem causar, além de doenças ósseas, doenças metabólicas, cardiovasculares e autoimunes, câncer, infecções e desordens cognitivas, além de prejuízo cognitivo em idosos e asma grave em crianças.
A deficiência de vitamina pode ser constatada em um exame de sangue simples, que deve ser pedido quando houver situações de risco, mesmo na ausência de sintomas. Comparando os resultados obtidos com os valores de referência, o médico pode diagnosticar a deficiência, se houver.
A vitamina D deve ser suplementada através de correções na dieta e/ou de medicações. Existem dois tipos de vitamina D: D2 e D3. A vitamina D3 é a que melhor corrige os níveis sanguíneos baixos de vitamina D e por isso deve ser a preferida. A quantidade em que ela deve ser tomada depende da gravidade da deficiência. Nos meses de pouco sol devem ser usadas quantidades um pouco maiores do que nos demais meses. Os suplementos de vitamina D devem ser tomados com uma refeição que contenha gordura, porque a vitamina D é lipossolúvel.
A ingestão excessiva de vitamina D, na tentativa de corrigir a deficiência, pode levar a níveis elevados de cálcio no sangue (hipercalcemia), fraqueza, confusão mental, constipação, perda de apetite e desenvolvimento de depósitos dolorosos de cálcio.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Biotina para cabelos e unhas
A biotina, também conhecida como vitamina B7, vitamina H ou coenzima R, é uma vitamina hidrossolúvel essencial, indispensável ao organismo, que funciona como uma coenzima no metabolismo das purinas (um tipo de proteína) e dos carboidratos (açucares e amido) e na formação da pele, unhas e cabelo, bem como na síntese de ácidos graxos.
A biotina deve ser reposta diariamente porque o nosso organismo não consegue armazená-la. Seu excesso é eliminado pela urina.
O organismo humano é incapaz de produzir biotina. Ela é sintetizada por bactérias intestinais e pode ser suplementada através da alimentação. Os alimentos ricos em biotina incluem leite e derivados, aves, peixes, nozes, soja, amendoim, espinafre, couve-flor, arroz integral, banana, morango, melancia, farelo de arroz, sementes de girassol, lentilhas, cevada, ervilha, cenoura, aveia, entre outros.
Ovos e carnes possuem grandes quantidades de biotina, mas nesses produtos ela é pouco biodisponível e pode ser inibida por uma proteína, a avidina. Também é possível encontrar a biotina como preparado farmacológico na forma de pó ou de cápsulas. A ingestão de bebidas alcoólicas reduz em muito a absorção dessa vitamina.
A biotina é necessária para o bom funcionamento de todas as células do corpo. Ela atua na metabolização das gorduras, dos carboidratos e das proteínas, gerando energia e produzindo ácidos que mantém em bom estado a pele, as unhas e os cabelos. No metabolismo, a biotina age como nutriente da pele, deixando-a hidratada e tem relação com a produção da queratina, favorecendo o crescimento e fortalecimento das unhas e do cabelo.
Seus benefícios estéticos para a pele e para os cabelos tornaram a biotina famosa, mas a verdade é que seus benefícios vão muito além disso. Por exemplo, a biotina beneficia quem procura perder peso e ganhar massa muscular. A biotina também atua no sistema nervoso como calmante. Ela ainda tem efeitos redutores sobre os níveis de colesterol e triglicerídeos, ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue e tem papel relevante no metabolismo e no reparo dos tecidos.
A dosagem usual de ingesta de biotina em adultos saudáveis é de 30 mcg por dia. Uma verdadeira deficiência dessa vitamina é bastante rara. Mesmo em casos de pouco aporte, as bactérias intestinais podem produzir quantidades suficientes de biotina. É possível, porém, que problemas genéticos afetem a sua produção, que também pode ser prejudicada pelo consumo de antibióticos, que podem matar as bactérias que a produzem.
Verifica-se ainda uma concentração abaixo da ideal sobretudo em idosos, alcoólatras, pessoas com problemas digestivos, pessoas epilépticas e em atletas. Gestantes e lactantes também podem sofrer frequentemente com a falta dessa vitamina.
Uma deficiência desta vitamina pode se manifestar como queda de cabelo, problemas na pele como dermatites, acne, coceiras e pode provocar conjuntivite e problemas neurológicos sob a forma de letargia, formigamento das extremidades, alucinações e depressão. Deficiências prolongadas, como aquelas causadas por fatores genéticos, podem levar a uma menor eficiência do sistema imunológico.
Outros sintomas possíveis são coceira e erupção cutânea escamosa vermelha ao redor dos olhos, nariz e boca. A carência dessa vitamina pode causar também alterações na visão e audição, retardar o desenvolvimento e causar dermatites. Grandes déficits de biotina causam depressão, apatia, alucinações e formigamento nos braços e pernas. A deficiência dessa vitamina pode ser induzida por um defeito genético ou pelo tabagismo.
A suplementação de biotina quase nunca é necessária para pessoas sem a deficiência hereditária dessa vitamina, mas é absolutamente necessária para os portadores dessa deficiência.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Dieta vegana
A dieta vegana é uma dieta que exclui todo e qualquer alimento de origem animal, como carne, ovos, leite, etc. Uma filosofia associada rejeita a utilização de qualquer produto proveniente de animais. A diferença entre veganos e vegetarianos é que estes últimos não se alimentam de carne, mas consomem outros produtos de origem animal, como ovos e laticínios, por exemplo.
A dieta vegana vem ganhando cada vez mais seguidores no mundo inteiro. Num sentido mais estrito ela não só proíbe ingredientes de origem animal como aqueles que tenham tido qualquer contato com animais durante a sua fabricação. Os seguidores dessa dieta ou filosofia são conhecidos como veganos (vegans).
Na verdade, o veganismo é um movimento que comporta várias categorias:
(1) Veganos dietéticos se abstêm de ingerir produtos de origem animal e de usar roupas que incluem produtos de origem animal, como couro ou lã, por exemplo.
(2) Veganos éticos estendem a filosofia além da dieta a outras áreas de suas vidas e se opõem ao uso de produtos animais para qualquer finalidade.
(3) Veganos ambientais entendem que os produtos de origem animal, desde a sua colheita ou criação industrial, são prejudiciais ao ambiente.
O termo "vegan" foi cunhado na Inglaterra em 1944, por Donald Watson, como uma doutrina de que o homem deveria viver sem explorar os animais.
Adotar um estilo vegano de alimentação é uma escolha pessoal, mas grande parte dos seguidores atribuem essa opção a questões éticas e à preocupação com o meio ambiente. E há também quem cite questões de saúde.
Riscos e benefícios da dieta vegana para a saúde
As dietas veganas normalmente não são apropriadas em todos os períodos da vida. As restrições alimentares impostas pela dieta vegana levam à necessidade de suplementar certos nutrientes que ficam deficientes. Entre eles:
1.Ferro: um ingrediente fundamental para a saúde do sangue, cuja deficiência pode levar à anemia. Para driblar essa falta, os veganos devem recorrer a outras fontes de ferro como o trigo, os cereais, as leguminosas, os vegetais verde-escuros e as frutas secas.
2.Aminoácidos: são compostos que formam as proteínas, necessárias para quase todas as funções do organismo. Como são encontrados sobretudo em carnes e ovos, vetados pelos veganos, eles têm de obtê-los nos cereais, nas castanhas e nas leguminosas, embora nelas a quantidade de aminoácidos seja menor que a encontrada em fontes animais.
3.Os veganos têm níveis relativamente mais baixos de vitamina D no sangue, o que pode provocar raquitismo em crianças ou osteoporose em adultos. A maior parte da vitamina D, contudo, provém da ação do sol na pele, por isso, os veganos devem ser aconselhados a tomar uma suplementação dessa vitamina e a consumir mais alimentos ricos em cálcio nos meses de inverno.
4.Os veganos encontram fontes de vitamina B12 nos alimentos enriquecidos como cereais, extratos de levedura e substitutos de carne. Mesmo assim, os veganos precisam suprir as deficiências dessa vitamina com o uso de suplementos.
5.O ômega 3 é um tipo de gordura fundamental para a saúde, não produzida pelo organismo e, portanto, precisa ser adquirida através dos alimentos. Como as principais fontes dela não estão presentes na dieta vegana, os seguidores dependem de fontes alternativas, como a soja, a linhaça e as nozes.
6.A deficiência de vitamina A tem de ser compensada pelos veganos por meio de frutas como a laranja, vegetais verde-escuros, batata-doce e abóbora que contenham carotenos, que são convertidos nesta vitamina.
Quando uma dieta vegana é bem organizada, ela não traz carências nutricionais importantes para quem a adota, com exceções da vitamina B12 e do cálcio. Normalmente, os veganos têm de buscar algumas suplementações alimentares, seja em alimentos enriquecidos ou em pílulas, por isso um nutricionista ou um nutrólogo pode ajudar no planejamento deste tipo de alimentação.
Dietas especiais devem ser estabelecidas para crianças, idosos, atletas e pessoas alérgicas. Mulheres veganas que estejam grávidas ou amamentando precisam se certificar de que estejam obtendo vitaminas e minerais suficientes para o desenvolvimento saudável da criança.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Ômega 3
Os diversos tipos de gorduras são essenciais ao organismo, que não pode passar sem eles. As gorduras são as mais importantes fontes de energia, conferem sabor aos alimentos e são indispensáveis para a absorção das vitaminas A, D, E e K, que são lipossolúveis. No entanto, algumas delas têm efeitos desfavoráveis sobre a saúde.
O ômega 3 é um tipo de gordura benéfica ao organismo, constituído por ácidos ditos "essenciais", mas não pode ser sintetizado pelo corpo. Como ele é indispensável para o crescimento normal e saúde dos indivíduos, deve ser ingerido na alimentação ou como suplementos especializados.
Podemos encontrar o ômega 3 em peixes como salmão, atum, bacalhau, albacora, truta, sardinha, anchova e cação. Também pode ser encontrado em óleos de soja, de girassol e de milho e ainda em vegetais “verdes” como brócolis, rúcula, couve e espinafre, embora estes sejam menos adequados para este fim, não trazendo todos os benefícios esperados.
A linhaça é uma fonte de ômega 3 ainda melhor que o salmão. As sementes de chia e as nozes também são excelentes fontes vegetais desta gordura. Pode-se encontrar alimentos industrializados enriquecidos com ômega 3, mas em quantidades muito pequenas. Alguns outros alimentos ricos em gorduras mono e/ou poli-insaturadas são, por exemplo, abacate, castanhas, amêndoas, nozes, óleos e sementes vegetais oleaginosas (girassol, gergelim, linhaça, abóbora).
As gorduras saturadas, prejudiciais para a saúde, estão presentes, por exemplo, no bacon, toucinho, queijos amarelos, manteiga, leite integral, cortes gordos de carne vermelha, sorvetes e biscoitos, devendo ser evitadas.
Há gorduras “boas” e gorduras “más”. As gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas são saudáveis; as gorduras saturadas, no entanto, são prejudiciais à saúde. O consumo das gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas (como o ômega-3) ajuda na redução do colesterol ruim (LDL) e protege de doenças cardiovasculares. O ômega 3 também auxilia na diminuição dos níveis de triglicérides, enquanto pode favorecer o aumento do colesterol bom (HDL). Pesquisas mostram que parece haver uma relação menor de risco entre o consumo de ômega 3 e a formação de placas de colesterol no interior das artérias.
Além de trazer inúmeros outros benefícios à saúde, o ômega 3 favorece a pele, para que a mesma fique macia e com um ar rejuvenescido. Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos.
Os níveis da pressão arterial são reduzidos com o consumo do ômega 3. Pessoas com idade acima de 45 anos sentem mais esse efeito do que pessoas mais jovens. O ômega 3 também é benéfico para o coração: o músculo cardíaco passa a demandar menos oxigênio e a frequência cardíaca é melhor controlada.
Quanto ao cérebro, especula-se que o ômega 3 consumido regularmente represente menores riscos para as demências, como o Alzheimer. Porém, ainda não há comprovação científica quanto a isso. Sabe-se que uma dieta rica em ômega 3 reduz os riscos de acidentes vasculares cerebrais.
Uma dieta equilibrada e rica em ômega 3 evita o diabetes e ajuda no combate à osteoporose. Pessoas com problemas de coagulação ou que usam medicamentos anticoagulantes devem consumir com moderação o ômega 3, já que ele reduz a agregação plaquetária. Os supostos efeitos anti-inflamatórios e contrários à depressão do ômega 3 não foram confirmados.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Índice glicêmico
Você, certamente, já escutou a expressão "índice glicêmico" em algum site, em alguma revista sobre saúde ou nutrição, dizendo que certos alimentos têm alto ou baixo índice glicêmico.
Essa expressão é usada com certa frequência, mas a maioria das pessoas não sabe exatamente o que significa.
Ele representa a taxa de liberação de açúcar de um alimento.
Imaginemos que você tenha um copo de suco de laranja e um copo de laranja cortada em fatias. Ambos terão cerca de 23 g de açúcar, mas o índice glicêmico (IG) do suco de laranja é mais elevado do que as fatias de laranja, pois o corpo converterá o açúcar do suco de laranja em açúcar na corrente sanguínea muito mais rapidamente do que o faz com as fatias de laranja, pois as fibras das fatias de laranja desaceleram o processo de aproveitamento dos açúcares, retardando o tempo utilizado para sua absorção.
O grande problema dos alimentos com alto IG, como no caso do suco de laranja, é que são convertidos rapidamente demais no sangue. Quando o corpo recebe muito açúcar de uma só vez, quer dizer, mais do que pode aproveitar a energia e armazenar nos músculos para quando necessitar de energia, ele passa a transformar o açúcar excessivo em gordura.
Então, se o objetivo da pessoa é emagrecer, é necessário reduzir a ingestão de alimentos com alto índice glicêmico!
Boas refeições!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Tudo em excesso faz mal: cenouras..
Fórmulas mágicas existem aos montes na internet. Incrível a quantidade de propostas ingênuas e até mesmo arriscadas para a saúde.
E o pior é que tem gente que acredita!
Ainda que alguma alimento, por exemplo, possa ser útil, extremamente útil para a saúde, os excessos são sempre perigosos. Sempre!
Alem disso, o que pode ser benéfico pra alguns pode ser maléfico para outros confira agora os possíveis problemas quando se ingere excessivamente a Cenoura, por exemplo, que é cantada em verso e prosa por alguns sites "especialistas em saúde":
Elas são crocantes e incluído em muitas saladas ou simplesmente comidos cruas, como um lanche. Elas são geralmente de cor laranja, mas existe Cenouras vermelhas, roxas, amarelas e brancas disponíveis!
As cenouras contêm altos níveis de betacaroteno, que é convertido em vitamina A no organismo. Comer duas Cenouras por dia pode contribuir cerca de 300% da quantidade diária de vitamina A.
As cenouras são boas fontes de vitamina K, vitamina A, vitamina C, manganês e potássio. Eles também contêm vitamina E, em pequenas quantidades, bem como vitamina do complexo B. Um copo de suco de cenoura contribui cerca de 80 calorias e é ideal para vigilantes do peso.
A cenoura é uma excelente vegetal e definitivamente é uma parte de sua dieta regular, mas quando comido em excesso, elas podem causar alguns problemas para sua saúde...
É importante alimentar bebês jovens apenas com pequenas porções de cenoura, pois os bebês acumulam muito facilmente os chamados betacarotenos. E isso é visível nas plantas dos pés e nas palmas das mãos. Basta olhar à luz do dia se o seu bebê está amarelado...
Alguns indivíduos são hipersensíveis à cenoura e essas pessoas podem apresentar erupções cutâneas, diarreia, reações anafiláticas, urticária e edema. Essas alergias são causadas devido ao alógeno presente no pólen da cenoura. Alógenos presentes na cenoura são semelhantes aos contidas no morango, batata, nozes e mostarda. Os indivíduos, que são alérgicas a esses produtos hortícolas, também deve ser cauteloso no consumo da cenoura.
Consumir cenouras não é uma boa opção para pessoas diabéticas. Elas têm alto teor de açúcar com um índice glicêmico de 97. O açúcar é convertido em glicose e aumenta os níveis de açúcar no corpo rapidamente. É melhor para as pessoas com diabetes consumir cenoura no vapor em pequenas quantidades.
Ela muda o sabor do leite materno. Assim, as mulheres em amamentação devem evitar beber suco de cenoura em excesso, para não alterar as características naturais do leite...
As cenouras contêm 12 gramas de hidratos de carbono e 4 gramas de fibra. Quando a fibra e hidratos de carbono não são digerido no intestino, tornam-se fermentados no intestino grosso, resultando na formação de gases nos intestinos, o que leva a cãibras abdominais, flatulência e armadilha de gás...
Geralmente a fibra da cenoura interfere na absorção de zinco, ferro, magnésio e outros nutrientes no corpo. Ingerir cenouras em grande quantidade pode resultar em deficiência desses nutrientes vitais, que são essenciais para o corpo.
Tem mais, mas acredito que estas informações já são suficientes para que você evite os excessos deste alimento.
Até a próxima
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Noções básicas sobre a leptina
A leptina é um hormônio que promove o armazenamento de gordura branca e costuma ser estimulada pela produção de células de gordura, criando um círculo vicioso de produção de gordura.
Ela bloqueia os receptores dos hormônios sexuais, incluindo o estrógeno, a progesterona e a testosterona.
Quando isso acontece, o corpo começa a armazenar hormônios em vez de usá-los como deveria, o que estimula o armazenamento de gordura.
Quando o organismo armazena estrógeno a mulher pode reter líquidos e aumentar de peso, por exemplo.
O estresse, a falta do café da manhã e as flutuações hormonais que ocorrem durante a gestação, o climatério e até mesmo a "andropausa", são causas mais comuns para a elevação na produção da leptina.
Estas circunstâncias fogem absolutamente ao nosso controle e, em razão disso, é necessário fazer de tudo o que esteja ao nosso alcance para que os hormônios sejam mantidos em harmonia pela hipófise, adequadamente metabolizados pelo fígado e prontamente disponíveis para auxiliar na formação de músculos e não para o armazenamento de gorduras.
Também é necessário "acalmar" as suprarrenais utilizando os alimentos como combustível adequadamente.
Para isso, uma dieta correta é fundamental, pois é o que está sob nosso controle, já que os outros fatores, como o envelhecimento, não tem como fugir.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Férias de verão podem colaborar para o ganho de peso infantil
Com o objetivo de avaliar a importância relativa dos fatores de risco escolares e não-escolares na obesidade infantil, este estudo estimou se a prevalência de sobrepeso e obesidade cresce mais rapidamente durante o ano letivo ou durante as férias de verão, concluindo que a prevalência da obesidade infantil, nos EUA, cresce somente durante as férias de verão.
No Early Childhood Longitudinal Study, uma amostra nacionalmente representativa de 18.170 crianças americanas foi acompanhada desde o jardim de infância em 2010 até a segunda série em 2013. O peso e a altura das crianças foram medidos nas escolas em cada outono e em cada primavera. Um modelo de crescimento multinível foi utilizado para estimar o crescimento do índice de massa corporal (IMC) médio, a prevalência de sobrepeso e a prevalência de obesidade durante cada verão e a cada ano letivo.
Desde o jardim de infância até o segundo ano, a prevalência de obesidade aumentou de 8,9% para 11,5% e a prevalência de sobrepeso aumentou de 23,3% para 28,7%. Todo o aumento da prevalência ocorreu durante as duas férias de verão. Nenhum aumento ocorreu durante nenhum dos três anos escolares.
Concluiu-se que o risco de obesidade é maior quando as crianças estão fora da escola do que quando estão na escola.
Fonte: Obesity, volume 24, número 11, de novembro de 2016
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Higienização de vegetais para a alimentação
Comer uma variedade de frutas e vegetais frescos é a chave para manter uma dieta e um estilo de vida saudável.
Entretanto, o crescente número de surtos de origem alimentar relacionados a tais alimentos e a crescente preocupação com o uso de pesticidas neles tornaram a segurança alimentar um tema importante nos últimos anos.
Lavar as suas frutas e legumes continua sendo uma das melhores maneiras de proteger a sua família e a si mesmo de doenças e da contaminação química.
Aqui estão alguns detalhes de como higienizar suas frutas e legumes efetivamente antes de cozinhá-los.
Prepare os alimentos para a lavagem. Remova as frutas e os vegetais de todas as embalagens.
O método de lavagem com água é eficaz para todas as frutas e legumes. No entanto, alguns tipos de vegetais, incluindo brócolis, folhas de alface ou espinafre, muitas vezes exigem uma maior atenção e limpeza.
Se o alimento vier com alguma etiqueta indicando que já foi lavado, não precisa lavar novamente.
Para frutas e legumes que têm casca, a FDA, agência norte-americana que regula medicamentos e alimentos, recomenda que você os lave antes de descascá-los.
Remova as etiquetas dos alimentos. Algumas etiquetas de frutas são feitas de papel comestível, mas é melhor removê-las antes de lavar. Caso contrário, a parte debaixo da etiqueta não será limpa.
Lave as mãos. Use água morna com sabão para certificar-se de que suas mãos estejam limpas antes de manusear qualquer alimento fresco. Lave pelo menos 20 segundos.
Corte quaisquer áreas danificadas ou machucadas do alimento. Machucados e cortes podem permitir que agentes patogênicos entrem na fruta ou vegetal.
Limpe sua bancada, tábuas e utensílios de cozinha. Depois de preparar cada alimento, lave as superfícies e utensílios da cozinha com água quente e sabão.
Manter seu espaço de trabalho limpo é especialmente importante se você descascou seu produto sem lavá-lo. Bactérias da parte externa do alimento cru podem ser transferidas para o interior quando ele é cortado ou descascado.
Enxágue o alimento com água fresca ou fria. Você deve verificar se a água é potável, ou seja, segura para beber.
Você pode usar água morna, mas é melhor usá-la apenas se você pretende cozinhar as frutas e vegetais após a lavagem.
Coloque um coador na pia para agilizar o processo de lavagem do alimento. Como você pode lavar mais de uma coisa de uma vez, um coador é especialmente útil se você estiver limpando frutas e legumes soltos, tais como feijões ou ervilhas frescas.
Seja delicado com alimentos frágeis. Algumas frutas e legumes, como a framboesa, que são esmagados facilmente e ficam moles quando absorvem muita água, não devem ser lavados vigorosamente. Em vez disso, coloque alimentos delicados em uma peneira e borrife suavemente a água.
Cogumelos precisam ser limpos de forma diferente de outros vegetais. Se você enxaguá-los demais ou mergulhá-los na água, eles ficarão borrachudos.
Se você precisar lavá-los, faça isso levemente, com apenas uma borrifada de água. Seque imediatamente e cuidadosamente com papel toalha. A melhor maneira de limpar cogumelos é usando um pano limpo e úmido ou toalha de papel.
Esfregue qualquer alimento com casca grossa. Use uma escova de vegetais para esfregar alimentos como batatas e cenouras, que são cultivados no solo, ou pepinos e melões. Escová-los ajuda a tirar micróbios difíceis de remover; só tome cuidado para que a escova não seja muito dura, pois ela pode danificar o alimento.
Inspecione o alimento. Certifique-se de que não haja partículas de sujeira ou quaisquer insetos minúsculos nas suas frutas e vegetais. Se você encontrar algum, lave novamente o alimento.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Emagrecimento involuntário
Se você está perdendo peso intencionalmente porque está fazendo uma dieta, se dedicando a mais exercícios físicos ou até mesmo tomando remédios com esta finalidade, a resposta é óbvia.
Se, por outro lado, a perda de peso é involuntária e de causa desconhecida, ela merece ser investigada.
A princípio você pode nem notar que está perdendo peso e a observação inicial pode partir de outras pessoas.
Mas pode ser que você mesmo esteja percebendo o fato, seja porque suas roupas estejam ficando mais folgadas, seja porque o espelho ou a balança estejam lhe mostrando evidências desse emagrecimento.
A perda involuntária de peso pode ocorrer após uma perda de apetite devido a causas emocionais ou físicas ou mesmo se você está consumindo a mesma quantidade de calorias que de costume. Seja como for, ela deve ser motivo de preocupação e investigação.
Por que será?
A perda de peso involuntária pode ser extremamente perturbadora, especialmente quando você perde uma quantidade significativa de peso, sem saber o porquê.
No entanto, mesmo podendo ser um sinal de doença grave, ela também pode ser algo bem simples, como a diminuição do apetite em resposta a uma situação estressante.
A perda de peso não intencional é mais prevalente em pessoas com condições médicas pré-existentes. Frequentemente ela é o resultado de uma condição médica crônica subjacente.
Algumas pessoas que mostram este sintoma sofrem de doenças crônicas, chamadas às vezes de doenças consumptivas, incluindo, entre outras, o câncer, a AIDS e a depressão. No entanto, doenças de curto prazo, como a gripe ou o resfriado comum também podem levar à diminuição do peso.
As causas mais simples e mais comuns de perda de peso não intencional incluem depressão, diarreia, úlceras orais e infecções virais. Outras causas mais sérias e menos comuns incluem o câncer, o hipertireoidismo, infecções abdominais, gastroenterite, demência, doença celíaca e AIDS.
A perda de peso também pode ser o resultado de um transtorno alimentar, como a anorexia mental ou bulimia, por exemplo.
As consequências da perda de peso variam muito, dependendo do que a causou. Você pode notar que as roupas estão mais folgadas em seu corpo ou notar alguma mudança em sua aparência ou na forma de seu rosto. Algumas pessoas não se dão conta de estarem perdendo peso até que subam em uma balança.
As perdas de peso devidas a uma doença subjacente ocorrem juntamente com outros sinas e sintomas, como febre, perda de apetite, desconforto ou dor abdominal, diarreia ou constipação intestinal.
Certos medicamentos podem causar perda de peso, alguns tendo isso por objetivo, outros como efeito colateral indesejado. Quando a perda de peso se deve a um estresse emocional, a pessoa retorna ao peso normal quando o tenha ultrapassado. Aconselhamento e apoio psicológicos podem ser necessários para ajudar a chegar a esta fase de reequilíbrio.
Quando devida a uma doença, a recuperação ou não do peso depende da evolução da causa e das medidas adotadas no tratamento.
Algumas pessoas perdem peso com muita celeridade; outras, mais lentamente. Isso se deve, em parte, à natureza das condições subjacentes e ao metabolismo de cada indivíduo.
A perda de peso por períodos muito prolongados pode levar à desnutrição, quando não se está consumindo uma quantidade adequada de nutrientes. Geralmente ela se faz acompanhar de anemia, com deficiência de ferro e de vitamina B. Em casos graves, como na anorexia mental, a perda de peso pode ter repercussões fisiológicas intensas e mesmo letais.
Quando a perda de peso é conseguida voluntariamente, em esforços para emagrecer, ela é recebida com comemoração e euforia.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Dietas vegetariana e vegana: posição da Academia de Nutrição e Dietética Americana
A posição da Academia de Nutrição e Dietética sobre o uso de dietas vegetarianas adequadamente planejadas, incluindo a dieta vegana, foi publicada pelo Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.
Os principais pontos de que tratam os especialistas dizem respeito a:
•Dietas vegetarianas e veganas são dietas saudáveis, nutricionalmente adequadas e que podem proporcionar benefícios de saúde para a prevenção e para o tratamento de certas doenças.
•Essas dietas são apropriadas para todos os estágios do ciclo de vida, incluindo gravidez, lactação, infância precoce e infância tardia, adolescência, idade adulta, terceira idade e também para atletas.
•Dietas baseadas em plantas são mais ambientalmente sustentáveis do que dietas ricas em produtos animais, porque elas usam menos recursos naturais e estão associadas a muito menos danos ambientais.
•Vegetarianos e veganos estão em risco reduzido para certas condições de saúde, incluindo doença cardíaca isquêmica, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, obesidade e certos tipos de câncer.
•A baixa ingestão de gorduras saturadas e altas ingestões de vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, produtos de soja, nozes e sementes (todos ricos em fibras e fitoquímicos) são características de dietas vegetarianas e veganas, as quais produzem menores níveis de colesterol total e do colesterol de baixa densidade (LDL colesterol ou colesterol ruim) e também melhor controle da glicose no organismo. Estes fatores contribuem para a redução de doenças crônicas.
•É importante lembrar que os veganos precisam utilizar fontes confiáveis de vitamina B 12, como alimentos fortificados ou suplementos.
•Para vegetarianos mais jovens e veganos em particular, é importante planejar refeições que incluem ferro, zinco, vitamina B 12, e para alguns, cálcio e vitamina D. Por esses motivos, esse tipo de dieta precisa ser planejado de forma adequada e balanceada.
•Segundo os autores, as pessoas que adotam uma dieta vegana reduzem o risco de diabetes em 62%, o risco de câncer de próstata em 35%, a chance de serem hospitalizados por um ataque cardíaco em 33%, o risco de doença cardíaca em 29% e o risco de todas as formas de câncer em 18%.
•As pessoas que adotam dietas vegetarianas têm um menor índice de massa corporal (IMC), melhor controle da pressão arterial e da glicose no sangue, menos inflamação no organismo e níveis mais baixos de colesterol em comparação com os não vegetarianos.
•Só porque uma dieta é vegetariana ou vegana, no entanto, não significa necessariamente que seja saudável. Uma dieta saudável é rica em alimentos minimamente processados, especialmente derivados de plantas, mas também podem vir de animais. O que não entra em uma dieta vegana, por exemplo.
Alguns especialistas não envolvidos nesta recomendação da Academia de Nutrição e Dietética recomendam como uma dieta saudável, por exemplo, uma dieta de alto teor de gordura ao estilo mediterrâneo, rica em frutas, legumes não amiláceos, nozes, feijão, peixe, grãos integrais e óleos vegetais e incluindo iogurte, queijo, aves e ocasionalmente carne vermelha fresca e não processada.
Fonte: Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, volume 116, número 12, de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Vitamina D não precisa ser usada por todos?
Embora o US Preventive Services Task Force recomende que mulheres saudáveis pós-menopausa não tomem suplementos de cálcio e vitamina D para prevenir fraturas, outros grupos continuam a recomendar suplementos de vitamina D, com ou sem cálcio, para evitar quedas ou fraturas.
O United Kingdom's Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN), por exemplo, sugeriu recentemente que adultos deveriam considerar o uso de um suplemento de vitamina D de baixa dose no outono e no inverno.
No entanto, em um artigo recentemente publicado online pelo BMJ, o pesquisador da Universidade de Auckland, Mark J Bolland, e colaboradores examinaram a literatura atual e descobriram que "não há evidência consistente de que a suplementação com vitamina D ou o aumento dos níveis de 25-hidroxivitaminaD melhore os resultados músculo-esqueléticos".
Eles concordam que as pessoas que estão em alto risco de deficiência de vitamina D -- aqueles que estão confinados dentro de casa, têm exposição à luz solar muito limitada ou têm síndromes de má absorção -- devem receber aconselhamento sobre a exposição à luz solar e sobre uma dieta saudável e que o uso de suplementos de vitamina D em baixa dose (400-800 UI/dia [10-20 μg]) pode ser considerado individualmente. Mas para os demais, as conclusões dos pesquisadores mostra que a evidência atual não apoia o uso de suplementação de vitamina D para prevenir doença.
O tópico ainda é controverso: Louis Levy, gerente de equipe de conselhos de nutrição da Public Health England, no Reino Unido, ainda recomenda que pessoas saudáveis devem tomar suplementos de vitamina D nos meses de inverno, conforme indicação da SACN, enquanto que Tim D Spector, professor de epidemiologia genética do King's College London, Reino Unido, assume a posição oposta.
Pessoas saudáveis devem tomar pílulas de vitamina D no inverno
Levy escreve que a SACN revisou a evidência para os resultados da saúde músculo-esquelética com a vitamina D e "estimou que 10 μg/dia é a quantidade de vitamina D necessária para 97,5% da população manter as concentrações sanguíneas acima ou igual a 25 nmol/L (nível que é necessário para proteger a saúde musculoesquelética) quando a exposição ao sol é mínima.
A vitamina D é encontrada no óleo de peixe, carne vermelha, fígado, gema de ovo e alguns cereais e produtos lácteos fortificados, e é absorvida pela pele quando exposta à luz solar, mas muitas pessoas podem exigir um suplemento para atender às recomendações de ingestão.
A SACN recomenda que aqueles que não recebem muita exposição ao sol ou têm a pele mais escura devem considerar tomar um suplemento de vitamina D de 10 μg/dia durante todo o ano e todos devem considerar tomar este tipo de suplemento no outono e inverno.
No entanto, as pessoas devem evitar tomar muita vitamina D, uma vez que isso pode resultar em hipercalcemia, desmineralização do osso, calcificação dos tecidos moles e danos renais, adverte o Sr. Levy.
Pessoas saudáveis não devem tomar pílulas de vitamina D no inverno
O Dr. Spector concorda que "o tratamento com vitamina D ainda tem um papel comprovado em pessoas com deficiência ou em grupos de alto risco, como pessoas idosas doentes ou em bebês em risco".
No entanto, ele é veemente contra o uso por outras pessoas que não estejam nestas condições. Ao invés disso, o foco deve ser ter um estilo de vida saudável, expor-se à luz do sol e a alimentos variados.
De acordo com o Dr. Spector, infelizmente criamos uma outra "pseudo-doença" que é incentivada por empresas de vitaminas, grupos de pacientes, fabricantes de alimentos e instituições de caridade.
"As pessoas saudáveis devem obter vitamina D a partir de pequenas doses de sol todos os dias, além de fontes alimentares e ter confiança de que milênios de evolução terão lidado bem com o fato de que nos climas do norte naturalmente o nosso nível de vitamina D cai no inverno sem que nós quebremos nossos membros", conclui.
Benefícios pouco claros dos suplementos de vitamina D
Não obstante, em uma revisão da literatura do Dr. Bolland e colegas é relatado que mais de 50 meta-análises consideram que há pouco ou nenhum benefício em tomar suplementos de vitamina D para prevenir quedas ou fraturas; alguns dos estudos revisados relataram até mesmo aumento do risco de quedas e fraturas com o uso intermitente de altas doses de vitamina D.
A combinação de vitamina D e cálcio evitou fraturas em dois ensaios de mulheres idosas frágeis severamente deficientes em vitamina D em cuidados residenciais, mas não em sete ensaios de pessoas que moravam na comunidade.
Algumas meta-análises relataram efeitos não-esqueléticos positivos de suplementos de vitamina D, mas a evidência foi fraca.
Do mesmo modo, o Dr. Spector escreve que a maioria das meta-análises e estudos de randomização mendelianos não demonstraram que a vitamina D previne a doença cardiovascular em seres humanos, e o mesmo é provavelmente verdadeiro para a osteoporose.
"Infelizmente", uma revisão recente na Cochrane não encontrou efeito global da suplementação de vitamina D em fraturas, e "mais preocupante, os estudos em idosos não mostram benefícios claros sobre a força muscular ou mobilidade", acrescenta.
Dr Bolland e colegas também conjecturaram que pelo menos sete grandes ensaios randomizados em andamento sobre o uso de suplementos de vitamina D para resultados não-esqueléticos "são improváveis de alterarem as conclusões a partir das atuais revisões sistemáticas", uma vez que os ensaios não estão recrutando pessoas com graves deficiências de vitamina D.
Fonte: BMJ, em 23 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Alimentos laxativos e constipantes
Alimentos laxativos ou constipantes são aqueles que têm a propriedade de “soltar” ou “prender” o intestino, respectivamente. Isto é, de aumentar ou diminuir a frequência das evacuações.
A constipação intestinal, mais conhecida como prisão de ventre, é caracterizada pelo número de evacuações inferior a três por semana, pela diminuição do número de evacuações considerado usual nos últimos meses ou por dificuldades para evacuar normalmente. Por outro lado, o intestino solto corresponde às diarreias, cuja frequência das evacuações é extremamente variável, indo de umas poucas até várias em cada dia.
Quando o intestino é preso, as fezes se acumulam no reto e se apresentam endurecidas, muitas vezes gerando dificuldades e dores ao evacuar e, eventualmente, ferindo o reto ou o ânus, provocando sangramentos. Isso acontece porque devido a uma maior permanência das fezes no intestino, há uma maior absorção de água.
A constipação intestinal pode ser um sintoma de doença gastrointestinal ou somente consequência de uma alimentação pobre em fibras. Também uma idade mais avançada, o sexo feminino e indivíduos sedentários influenciam favoravelmente na eclosão do problema. Descartada a doença, a solução mais eficaz é a suplementação de fibras naturais através dos alimentos. O uso de medicamentos laxativos deve ser abolido e visto como prejudicial.
A constipação intestinal causa transtornos consideráveis ao organismo: de início, inchaço e dor abdominal e mais tarde, mal humor, irritabilidade, cansaço, pele oleosa, gases e hemorroidas. A mais longo prazo ainda, podem aparecer apendicite, câncer de cólon, obesidade e diabetes.
De uma maneira geral, para evitar a constipação intestinal deve-se dar preferência aos alimentos laxativos e evitar os constipantes, como rotina alimentar. São laxativos, por exemplo: verduras, aveia, abacate, azeitona, ameixa, abóbora, óleos vegetais, abacaxi, cebola, feijões, lentilha, repolho, creme de leite, pepino, tomate, chocolate, iogurte, quiabo, grão de bico, manteiga, sorvete, mamão, laranja, castanhas, manga, limão e pêra.
Nas diarreias, as fezes são de consistência mais mole ou inteiramente liquefeitas e podem ou não exibir mal cheiro, de acordo com a causa da diarreia. Pode haver várias evacuações no mesmo dia.
Nesses casos, deve-se dar preferência aos alimentos constipantes, que prendem o intestino, que são: arroz, chá preto ou mate, batata, chuchu, cará, inhame, ovo cozido, pães, caju, goiaba, maçã, bolachas, cenoura cozida, mandioca, amido de milho, banana, biscoito cream cracker, biscoito de polvilho, cará, cevada, creme de arroz e maisena. Além disso, pães e biscoitos de farinha de trigo integral. Devem ser evitados alimentos crus, doces e gorduras.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
A cirurgia anti-refluxo pode ser convencional ou laparoscópica, ambas operações de fundoplicatura, que é uma técnica que modifica a regiã...
-
O Cymbalta (duloxetina) é um novo antidepressivo, fabricado pelo laboratório norte-americano Eli Lilly. Pertence a uma classe de drogas conh...
-
A Arginina parece ter algum efeito na redução da memória e capacidade de concentração, dificuldade de aprendizagem, fadiga, na astenia fí...



















