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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Férias de verão podem colaborar para o ganho de peso infantil


Com o objetivo de avaliar a importância relativa dos fatores de risco escolares e não-escolares na obesidade infantil, este estudo estimou se a prevalência de sobrepeso e obesidade cresce mais rapidamente durante o ano letivo ou durante as férias de verão, concluindo que a prevalência da obesidade infantil, nos EUA, cresce somente durante as férias de verão.

No Early Childhood Longitudinal Study, uma amostra nacionalmente representativa de 18.170 crianças americanas foi acompanhada desde o jardim de infância em 2010 até a segunda série em 2013. O peso e a altura das crianças foram medidos nas escolas em cada outono e em cada primavera. Um modelo de crescimento multinível foi utilizado para estimar o crescimento do índice de massa corporal (IMC) médio, a prevalência de sobrepeso e a prevalência de obesidade durante cada verão e a cada ano letivo.

Desde o jardim de infância até o segundo ano, a prevalência de obesidade aumentou de 8,9% para 11,5% e a prevalência de sobrepeso aumentou de 23,3% para 28,7%. Todo o aumento da prevalência ocorreu durante as duas férias de verão. Nenhum aumento ocorreu durante nenhum dos três anos escolares.

Concluiu-se que o risco de obesidade é maior quando as crianças estão fora da escola do que quando estão na escola.




Fonte: Obesity, volume 24, número 11, de novembro de 2016

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Gordura Abdominal


Adiposidade abdominal é o acúmulo de gordura na parte da frente do abdome, tornando a pessoa “barriguda”. 

Ela contribui para elevar os níveis de colesterol ruim (LDL) e de triglicerídeos, aumentar a resistência à insulina e reduzir o bom colesterol (HDL). Além disso, é o principal risco para doenças cardíacas.

A gordura abdominal masculina localiza-se atrás do músculo reto abdominal. Esse mesmo tipo de gordura também afeta mulheres depois da menopausa.

Ela não pode ser retirada por lipoaspiração porque está dentro do abdômen e envolve as vísceras do aparelho digestivo; ela aumenta o nível de ácidos graxos na circulação e ocasiona uma maior resistência à insulina, gerando um esgotamento das células de Langerhans, podendo conduzir ao diabetes mellitus.

Esses ácidos também provocam uma disfunção do endotélio das artérias (espécie de capa de revestimento interno das artérias), produzindo dilatação e constrição desses vasos. Essa disfunção pode elevar a pressão arterial e favorecer a obstrução dos vasos.

Dessa forma, esse conjunto de alterações aumenta os riscos de doenças cardiovasculares.

A maior quantidade de adipócitos (células gordurosas) do organismo está localizada no abdômen e por isso ele tem grande tendência a acumular mais gordura que outras partes do corpo. Alguns fatores externos favorecem o acúmulo de gordura abdominal: má alimentação, com excesso de alimentos gordurosos e ausência de frutas, verduras e legumes, falta de atividade física, cigarro e bebidas alcoólicas.

A adiposidade abdominal favorece ou causa problemas de coluna, pressão alta, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e outros problemas cardíacos, câncer nos órgãos afetados pelo excesso de gordura, colesterol aumentado, artrite, diabetes, problemas respiratórios, ronco, riscos com anestésicos em operações e alterações menstruais nas mulheres.

Melhor que “perder a barriga” é não deixá-la formar-se. Para evitá-la, o paciente deve manter-se no peso ideal ou emagrecer caso esteja acima do peso, praticar exercícios físicos periódicos, de preferência os aeróbicos (caminhada, corrida, etc.), comer mais frutas, verduras e legumes, evitando os alimentos gordurosos.

No entanto, se já se formou uma barriga volumosa, a pessoa deve fazer um esforço para perdê-la. Não há como queimar gordura em apenas uma parte do corpo.

A queima de todas as gorduras do corpo eliminará consequentemente a gordura da área desejada, no caso, a barriga. Sempre, a combinação de duas coisas é super importante:

(1) alimentação saudável e balanceada e
(2) exercícios físicos.

De modo geral, a alimentação deve conter menos alimentos ricos em açúcar e em gordura para que assim a pessoa gaste a energia acumulada em forma de gordura corporal.

Algumas estratégias para ajudar a emagrecer e perder barriga, são: acelerar o metabolismo, tomar dois litros de água por dia, queimar gordura por meio de exercícios aeróbicos como caminhada, corrida ou ciclismo, por exemplo, ingerir alimentos sem gordura saturada, trocar o açúcar por adoçantes ou, se possível, eliminá-lo da dieta e comer alimentos ricos em fibras.

Para não voltar a ganhar uma barriga volumosa essas providências devem ser mantidas, de modo a se tornarem um hábito permanente de vida.

A melhor motivação para isso são os bons resultados obtidos quando se segue rigorosamente essas recomendações.

Outras providências são: mastigar bem os alimentos para facilitar a digestão, fazer cinco a seis refeições diárias para não chegar à mesa “morrendo de fome”, evitar comer tudo o quê vê pela frente, tomar consciência do que é fome e do que é apenas vontade de comer, dar preferência a alimentos de mais fácil digestão.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Estilo de vida sedentário em mulheres de meia-idade está associado a sintomas mais severos na menopausa e à obesidade


O objetivo do estudo, divulgado no periódico Menopause, foi avaliar a associação entre sedentarismo e a gravidade dos sintomas da menopausa e a obesidade em mulheres de meia-idade.

Três escalas para avaliação (The Menopause Rating Scale, Goldberg Anxiety and Depression Scale e a Athens Insomnia Scale) foram administradas a 6.079 mulheres latino-americanas, com idades entre 40 a 59 anos. O sedentarismo foi definido como menos de trinta minutos de atividade física, menos de três vezes na semana.

As mulheres sedentárias tiveram sintomas da menopausa mais severos e mais sintomas depressivos (Goldberg), ansiedade (Goldberg) e insônia (Atenas Scale) em comparação com as mulheres não sedentárias.

Elas também tinham maior circunferência média da cintura e uma maior prevalência de obesidade.

A análise de regressão logística mostrou que tanto a obesidade como os sintomas mais graves na menopausa, incluindo insônia e humor depressivo, foram associados positivamente a um estilo de vida sedentário.

Ter um parceiro estável, usar de terapia hormonal e ter um maior nível de escolaridade foram negativamente relacionados ao estilo de vida sedentário.

Neste estudo, houve uma alta prevalência de sedentarismo nesta amostra de mulheres de meia idade latino-americanas, o que foi associado a sintomas mais graves na menopausa e à obesidade.



Fonte: Menopause - The Journal of The North American Menopause Society, publicação online de 19 de janeiro de 2016

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cirurgia bariátrica em obesos diabéticos parece aumentar a expectativa de vida para pessoas com IMC de até 62 kg/m²


O objetivo do estudo divulgado pelo Annals of Surgery foi criar um modelo de decisão analítica para estimar o equilíbrio entre os riscos e benefícios do tratamento para pacientes severamente obesos com diabetes.

A cirurgia bariátrica leva a muitas mudanças metabólicas desejáveis, mas o impacto em longo prazo da cirurgia bariátrica sobre a expectativa de vida em pacientes com diabetes ainda não foi quantificado.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar e comparar a cirurgia bariátrica versus nenhum tratamento cirúrgico para pacientes diabéticos severamente obesos. O modelo foi formado por dados de três grandes coortes:

1.159.000 pacientes diabéticos severamente obesos (4.185 fizeram uma cirurgia bariátrica) de três locais da HMO Research Network.
2.23.000 indivíduos da amostra Nationwide Inpatient Sample.
3.18.000 indivíduos da National Health Interview Survey ligada ao National Death Index.

Nas principais análises, os pesquisadores descobriram que uma mulher de 45 anos com diabetes e índice de massa corporal (IMC) de 45 kg/m² ganha um adicional de 6,7 anos de expectativa de vida com a cirurgia bariátrica (38,4 anos com cirurgia bariátrica versus 31,7 anos sem cirurgia).

As análises de sensibilidade revelaram que o ganho na expectativa de vida diminui com o aumento do IMC, até que um IMC de 62 kg/m² seja atingido, neste ponto o tratamento não cirúrgico foi associado a uma maior expectativa de vida.

Resultados semelhantes foram observados para homens e mulheres em todas as faixas etárias.

Para a maioria dos pacientes severamente obesos com diabetes, a cirurgia bariátrica parece melhorar a expectativa de vida; no entanto, a cirurgia pode reduzir a expectativa de vida para os obesos graves com IMC maior do que 62 kg/m².

Fonte: Annals of Surgery, volume 261, número 5, de maio de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Desvantagens da barriga grande


Ter barriga avantajada por volta dos 40 anos pode quase triplicar o risco de desenvolver mal de Alzheimer e outros tipos de demência aos 70 anos, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.

Os pesquisadores monitoraram, ao longo de uma média de 36 anos, 6.583 pessoas com idades entre 40 e 45 anos, do norte do Estado da Califórnia, e registraram suas medidas do abdômen.

Ao chegar aos 70 anos, quase 16% dos participantes receberam um diagnóstico de demência.

O estudo constatou que quem tinha um abdômen mais avantajado tinha uma probabilidade quase três vezes maior de desenvolver doenças deste tipo do que os que tinham pouca gordura abdominal.

Ter uma barriga grande aumentou o risco de demência mesmo em casos em que os participantes tinham um peso geral normal.

Pessoas com o peso um pouco acima do considerado normal e com uma barriga avantajada tinham uma probabilidade 2,3 vezes maior de desenvolver demência em relação a pessoas com o peso normal e medida abdominal normal.

Pessoas obesas e barrigudas tinham uma probabilidade 3,6 maior de desenvolver demência em comparação às com peso e barriga considerados de dimensões normais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas acima do peso as pessoas com índice de massa corporal (IMC, uma relação entre o peso e a altura) acima de 25, enquanto aqueles com um índice superior a 30 são consideradas obesas.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Novo medicamento para o controle do peso.


A Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, aprovou hoje o Saxenda (liraglutide injetável) como uma opção de tratamento para o controle crônico do peso corporal, associado a uma dieta reduzida em calorias e à prática de atividade física regular. A medicação foi aprovada para uso em adultos com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou superior (obesidade) ou adultos com IMC de 27 ou superior (acima do peso), que têm pelo menos uma condição relacionada, tal como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, colesterol alto ou dislipidemia.

O índice de massa corporal (IMC), que mede a gordura corporal com base no peso e na altura do indivíduo, é utilizado para definir a obesidade e o excesso de peso em categorias.

Segundo James Smith, vice-diretor da Division of Metabolism and Endocrinology Products in FDA’s Center for Drug Evaluation and Research, o Saxenda, usado responsavelmente em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui uma dieta de baixas calorias e exercícios físicos, oferece uma opção de tratamento adicional para o controle crônico de peso para as pessoas que são obesas ou estão acima do peso e têm pelo menos uma comorbidade relacionada ao aumento do peso corporal associada.

O GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) é um hormônio produzido no intestino, na presença de alimentos. Entre outras funções, ele estimula a produção e a secreção do hormônio insulina pelo pâncreas. Nos pacientes diabéticos tipo 2, a atividade do GLP-1 é insatisfatória, o que reduz as taxas de insulina e aumenta os níveis de açúcar no sangue - as duas principais características do diabetes. O Saxenda é um agonista do receptor GLP-1 e não deve ser utilizado em combinação com qualquer outro fármaco que pertença a esta mesma classe, incluindo o Victoza, usado para o tratamento da diabetes tipo 2. Saxenda e Victoza contêm o mesmo princípio ativo (liraglutide) em diferentes doses (3 mg e 1,8 mg; respectivamente). No entanto, Saxenda não é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2, pois não foram estabelecidas a segurança e a eficácia de Saxenda para o tratamento de diabetes.

A segurança e eficácia do Saxenda foram avaliadas em três ensaios clínicos que incluíram aproximadamente 4.800 pacientes obesos e com excesso de peso com e sem condições significativas relacionadas ao aumento do peso corporal. Todos os pacientes receberam aconselhamento sobre modificações de estilo de vida que consistia em uma dieta de baixas calorias e a prática regular de atividade física.

Os resultados de um ensaio clínico que envolveu pacientes sem diabetes mostraram que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 4,5% da linha de base em relação ao tratamento com placebo (pílula inativa) em um ano. Neste ensaio, 62% dos pacientes tratados com Saxenda perderam, pelo menos, 5% do seu peso corporal, em comparação com 34% dos pacientes tratados com placebo. Os resultados de outro ensaio clínico que envolveu pacientes com diabetes tipo 2 mostrou que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 3,7% da linha de base em relação ao tratamento com placebo em um ano. Neste ensaio, 49% dos pacientes tratados com Saxenda perderam, pelo menos, 5% do seu peso corporal, em comparação com 16% dos pacientes tratados com placebo.

As pessoas que utilizam Saxenda devem ser avaliadas após 16 semanas, para determinar se o tratamento está funcionando. Se um paciente não perdeu pelo menos 4% de peso corporal apresentado no início do estudo, o Saxenda deve ser interrompido, uma vez que é pouco provável que o paciente consiga manter uma perda de peso clinicamente significativa com a manutenção do tratamento.

Saxenda tem na sua bula uma advertência informando que tem sido observado em estudos com roedores a presença de tumores da glândula tireoide (tumores de células-C da tireoide), mas que não se sabe se o Saxenda provoca tumores de células-C da tireoide, incluindo um tipo de câncer de tireoide chamado carcinoma medular da tireoide (CMT), em seres humanos. Saxenda não deve ser utilizado em pacientes com história pessoal ou familiar de CMT ou em pacientes com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (uma doença em que os pacientes têm tumores em mais de uma glândula do corpo e que predispõe ao CMT).

Os efeitos secundários graves relatados em doentes tratados com Saxenda incluem pancreatite, doença da vesícula biliar, insuficiência renal e pensamentos suicidas. Saxenda também pode aumentar a frequência cardíaca e deve ser interrompido em pacientes que apresentem um aumento sustentado na frequência cardíaca de repouso.

A FDA está exigindo os seguintes estudos pós-comercialização para o Saxenda:


•Ensaios clínicos para avaliar a dose, segurança e eficácia em pacientes pediátricos.
•Estudo para avaliar os potenciais efeitos sobre o crescimento, maturação sexual e desenvolvimento e função do sistema nervoso central em ratos imaturos.
•Registro de caso de CMT, de pelo menos 15 anos de duração, para identificar qualquer aumento na incidência CMT relacionado ao Saxenda.
•Avaliação do risco potencial de câncer de mama com o uso de Saxenda em ensaios clínicos em curso.



Além disso, a segurança cardiovascular da liraglutide está sendo investigada em estudos em curso.

O FDA aprovou Saxenda como uma estratégia Risk Evaluation and Mitigation Strategy (REMS), que consiste em um plano de comunicação para informar os profissionais de saúde sobre os riscos graves associados ao uso de Saxenda.

Saxenda é fabricado pela Novo Nordisk S/A, na Dinamarca, e é distribuído pela Novo Nordisk, em Nova Jersey.

Fonte: FDA News Release, de 23 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Contrave, medicamento para controle crônico do peso corporal.


A Food and Drug Administration, dos EUA, aprovou o Contrave (cloridrato de naltrexona e cloridrato de bupropiona, comprimidos de liberação prolongada) como opção de tratamento para o controle crônico de peso corporal, associado a uma dieta reduzida em calorias e atividades físicas regulares.

A medicação é aprovada para uso em adultos com um índice de massa corporal (IMC) de 30 kg/m² ou mais (obesidade) ou adultos com um IMC de 27 kg/m² ou superior (acima do peso), que têm pelo menos uma condição relacionada ao peso, como pressão arterial elevada (hipertensão arterial), diabetes mellitus do tipo 2 ou colesterol elevado (dislipidemia).

O IMC, que mede a gordura corporal, com base no peso do indivíduo e na altura, é utilizado para definir a obesidade e o excesso de peso em categorias. A obesidade é um importante problema de saúde pública, disse Jean-Marc Guettier, da Division of Metabolism and Endocrinology Products no FDA’s Center for Drug Evaluation and Research. Se utilizado em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui uma dieta reduzida em calorias e exercícios físicos regulares, o Contrave oferece outra opção de tratamento para o controle crônico de peso para as pessoas que são obesas ou estão acima do peso e têm pelo menos uma condição de saúde relacionada à alteração no peso corporal.

Contrave é uma combinação de dois fármacos aprovados pela FDA, naltrexona e bupropiona, numa formulação de liberação prolongada. A naltrexona é aprovada para o tratamento da dependência de álcool e de opiáceos. A bupropiona é aprovada para tratar a depressão e o transtorno afetivo sazonal (depressão de inverno) e como uma ajuda para o tratamento para largar o cigarro.

A eficácia do Contrave foi avaliada em vários estudos clínicos que incluíram cerca de 4.500 pacientes obesos e com excesso de peso, com e sem condições de saúde relacionadas ao peso, tratados durante um ano. Todos os pacientes receberam modificação de estilo de vida que consistia em uma dieta reduzida em calorias e atividade física regular.

Os resultados de um ensaio clínico que envolveu pacientes sem diabetes mostraram que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 4,1% em relação ao tratamento com placebo (pílula inativa) em um ano. Neste ensaio, 42% dos pacientes tratados com Contrave perderam pelo menos 5% do seu peso corporal, em comparação com 17% dos pacientes tratados com placebo. Os resultados de outro ensaio clínico que envolveu pacientes com diabetes tipo 2 mostraram que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 2% em relação ao tratamento com placebo em um ano. Neste ensaio, 36% dos pacientes tratados com Contrave perderam pelo menos 5% do seu peso corporal, em comparação com 18% dos pacientes tratados com placebo.

Os doentes que utilizam Contrave na dose de manutenção devem ser avaliados ao fim de 12 semanas para determinar se o tratamento está funcionando. Se um paciente não perdeu pelo menos 5% do peso corporal em relação ao peso inicial, o Contrave deve ser descontinuado, uma vez que é pouco provável que o paciente alcance e mantenha uma perda de peso clinicamente significativa com a continuação do tratamento.

Por conter bupropiona, o Contrave tem uma advertência para alertar os profissionais de saúde e os pacientes para o aumento do risco de pensamentos e comportamentos suicidas associados ao uso de antidepressivos. O aviso também diz que eventos neuropsiquiátricos graves já foram relatados em pacientes que tomavam a bupropiona para a cessação tabágica.

Contrave pode causar convulsões e não deve ser usado em pacientes que têm distúrbios convulsivos. O risco de convulsões é dose-dependente. Contrave deve ser interrompido e não reiniciado em pacientes que tenham sofrido uma convulsão durante o tratamento com Contrave.

Contrave também pode elevar a pressão arterial e frequência cardíaca e não deve ser utilizado em doentes com pressão arterial alta não controlada. O significado clínico dos aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca observados com o tratamento com Contrave não está claro, especialmente para pacientes com problemas cardíacos e doenças cerebrovasculares (disfunção dos vasos sanguíneos que afetam o cérebro), uma vez que pacientes com histórico de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral nos seis meses anteriores, arritmias com risco de vida ou insuficiência cardíaca congestiva foram excluídos dos ensaios clínicos. Pressão arterial e pulso devem ser medidos antes do início da medicação e devem ser monitorados em intervalos regulares, especialmente entre pacientes com a pressão arterial elevada controlada antes do tratamento.

Outros produtos contendo bupropiona não devem ser tomados junto com o Contrave.

O fármaco não deve ser usado em:
•Pessoas com distúrbios alimentares (bulimia ou anorexia nervosa).
•Naqueles que estão utilizando opioides, fazendo tratamento para a dependência de opiáceos ou que estão experimentando a privação aguda de opiáceos.
•Pacientes submetidos a uma interrupção abrupta do álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos e drogas antiepilépticas.
•Mulheres que estão grávidas ou tentando engravidar.
•As reações adversas mais comuns relatadas com Contrave incluem náusea, constipação, dor de cabeça, vômito, tontura, insônia, boca seca e diarreia.

A FDA impôs as seguintes exigências pós-comercialização:
•Ensaios clínicos com resultados de testes cardiovasculares para avaliar o risco cardiovascular associado ao uso de Contrave.
•Dois estudos de eficácia, de segurança e de farmacologia clínica em pacientes pediátricos (um em pacientes de 12 a 17 anos de idade e outro em pacientes de 7 a 11 anos de idade).
•Um estudo não-clínico (animal) de toxicidade juvenil com foco especial no crescimento e no desenvolvimento, bem como no comportamento, aprendizado e memória.
•Um estudo para avaliar o efeito de Contrave sobre a condução cardíaca.
•Ensaios clínicos para avaliar a dosagem em pacientes com insuficiência hepática ou renal.
•Um ensaio clínico para avaliar as potenciais interações entre Contrave e outros medicamentos.

O Contrave é distribuído pela Takeda Pharmaceuticals America Inc. de Deerfield, em Illinois, para a Orexigen Therapeutics Inc., de La Jolla, na Califórnia.

Fonte: FDA News Release, de 10 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Retirada precoce das amígdalas faríngeas pode levar ao aumento de peso na criança


A adenotonsilectomia (retida de amígalas faringeas e de adenóides) para tratar a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) em crianças pode levar ao ganho de peso, levando a efeitos deletérios à saúde quando conduz à obesidade.

No entanto, dados anteriores vieram de estudos não controlados, limitando as inferências.

Este atual estudo, publicado pelo periódico Pediatrics, analisou as modificações antropométricas em um intervalo de sete meses em um estudo controlado de pacientes submetidos à adenotonsilectomia para a SAOS, o ensaio clínico Childhood Adenotonsillectomy Trial.

Um total de 464 crianças que tinham SAOS (índice médio de apneia e hipopneia por hora de sono [IAH/hora] igual ou maior que 5,1/hora), com idades entre 5 a 9,9 anos, foram analisados quando submetidas a Adenotonsilectomia Precoce (ATP) ou Conduta Expectante e Cuidados de Apoio (CECA).

A polissonografia e a antropometria foram realizadas no início e com sete meses de acompanhamento.

O modelo de regressão de multivariáveis (técnica estatística, portanto matemática) foi utilizado para prever a alteração dos índices de peso e de crescimento.

A modelagem estatística mostrou que "a média" do IMC (índice de massa corpórea) aumentou significativamente mais em associação com a ATP depois de considerar as influências do peso inicial e do IAH/hora.

Uma maior proporção de crianças com excesso de peso estudadas para a ATP em comparação com as do grupo da CECA desenvolveu obesidade no intervalo de sete meses.

Raça, gênero e acompanhamento do IAH/hora não foram significativamente associados às mudanças no escore z do IMC.

Os resultados deste estudo mostram que a ATP para tratar a SAOS em crianças resulta em ganho de peso clinicamente significativo maior do que o esperado, mesmo em crianças com sobrepeso no início do estudo.

O aumento da adiposidade em crianças com excesso de peso coloca em maior risco para a SAOS e as consequências adversas da obesidade.

Monitoramento do peso corporal, aconselhamento nutricional e incentivo à atividade física deve ser considerado depois da realização de uma ATP para tratar a SAOS.

Fonte: Pediatrics, publicação online, de 28 de julho de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Medicamento para tirar o apetite...

BRASÍLIA - O Senado aprovou nesta terça-feira, 2, a liberação da produção e da venda de inibidores de apetite no Brasil. Os senadores concluíram a última votação do projeto de decreto legislativo que susta a proibição imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aos medicamentos em 2011.

Esse tipo de projeto, diferentemente das leis, não precisa receber sanção presidencial. Deve só ser promulgado pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), na próxima reunião conjunta da Câmara e do Senado. O projeto já havia sido aprovado pela Câmara em abril. O autor da proposta é o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), que é candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva.

Na justificativa, Albuquerque argumentou que a liberação dos inibidores é importante para o tratamento da obesidade e de doenças correlatas. Para ele, em muitos casos apenas dietas e exercícios não produzem bons resultados no tratamento. “A proibição da produção e comercialização dos medicamentos anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol e a permissão altamente restritiva para o uso da sibutramina causaram grande insatisfação entre a classe médica, constituindo-se em retrocesso ao tratamento dos obesos”, escreveu.

Polêmica. Na sessão, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) saiu em defesa da proposta do colega, assim como a maioria dos senadores. Para Valadares, a Anvisa extrapolou sua competência ao editar a Resolução 52, de outubro de 2011, que proibiu a produção e a venda, mesmo sob prescrição médica, dos inibidores que ajudam no emagrecimento.

Já o senador Humberto Costa (PT-PE), ex-ministro da Saúde, foi contra a aprovação do projeto. “A inibição do apetite não é o centro do tratamento da obesidade, mas sim a dieta, as atividades físicas e, complementarmente para aqueles que têm dificuldade em fazer dieta, um inibidor de apetite que não necessariamente é derivado da anfetamina”, disse. “Eu não me sinto em condições de tomar essa decisão e não acho que os senadores deveriam se sentir na condição de liberar qualquer medicamento que foi objeto de proibição após análise aprofundada”, afirmou Costa.

Em nota, a Anvisa informou que mantém sua posição “de reafirmar que houve extenso debate sobre os riscos das substâncias anorexígenas” e “está segura que tomou a melhor decisão técnica, com base em dados científicos”.

Mais danos. De acordo com a agência, esses dados mostram que os riscos da utilização das substâncias superam os seus benefícios e os inibidores de apetite “podem causar mais danos do que a doença que pretendem tratar”. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Obesidade em crianças




O aparecimento da obesidade tem sido antecipado em idades mais precoces e sua prevalência tem aumentado dramaticamente em todo o mundo nas últimas décadas. A epidemia de obesidade é atribuída principalmente ao estilo de vida moderno, porém, estudos familiares provam a importância do papel dos genes na predisposição do indivíduo à obesidade. Os avanços das tecnologias de genotipagem têm levantado grande esperança e expectativa de que os testes genéticos irão pavimentar o caminho para a medicina personalizada e que características complexas como a obesidade serão evitadas, mesmo antes do nascimento. Na urgência da oferta dos serviços de testes genéticos, diretamente ao consumidor, pelas empresas privadas para estimar o risco de fenótipos complexos, incluindo a obesidade, a presente revisão oferece aos pediatras uma atualização do estado da arte sobre a genômica da obesidade na infância. Após uma avaliação dos resultados dos estudos de associações do genoma em populações pediátricas, a hipótese de variante rara doença comum, o solo teórico para as técnicas de sequenciamento da próxima geração, é discutido como oposto à hipótese de variante comum doença comum. Técnicas de sequenciamento da próxima geração são esperadas para preencher a lacuna da "herdabilidade perdida" da obesidade, pela identificação de variantes raras associadas com o traço e pelo esclarecimento do papel da epigenética na herdabilidade. A obesidade infantil surge como um fenótipo complexo, modulado por interações únicas gene-ambiente que ocorrem em certos períodos da vida e são "permissivas" para a programação da obesidade no adulto.

Com o advento de técnicas de sequenciamento da próxima geração, ferramentas sensíveis e específicas para prever o risco de obesidade o mais cedo possível é o desafio para a próxima década.

segunda-feira, 5 de março de 2012

11 dicas para reduzir o peso...





1. Adicione, não subtraia

Tente adicionar alimentos à sua dieta ao invés de subtrai-los.
Adicione alimentos saudáveis que você gosta, como cerejas, uvas suculentas, sanduíches naturais ou os legumes da sua preferência. Coloque suas frutas favoritas no seu café da manhã, coma com cereais matinais e adicione legumes em sopas, ensopados e molhos.

Acrescentar realmente funciona, tirar nunca é bom. Lembre-se apenas de manter a atenção nas calorias totais. E não se esqueça de acrescentar alguma atividade física. Não precisa exagerar, atividades como fazer alguns movimentos de dança antes do jantar, fazer uma caminhada rápida à pé, sair para passear com o cachorro e andar de patins já ajudam muito. E eles podem ser feitos em apenas dez minutos.

2. Esqueça a ideia de "ir à academia"

Se a palavra "academia" a aborrece, então você pode evitá-la. Talvez o truque para desfrutar de um treino pode ser nunca chamá-lo de "ir à academia".

Queimar calorias e fortalecer os músculos podem ser alcançados andando de bicicleta, cuidando do jardim, fazendo caminhadas, lavando o carro, jogando frisbee, perseguindo o cão ao redor do quintal, brincando com as crianças, correndo, dançando etc.

Existem várias modalidades de exercícios. Experimente uma, mude para outra, troque outra vez e quantas vezes forem necessárias até encontrar a que lhe dá prazer. As tentativas já contam como atividade física e dificilmente você não encontrará uma que lhe agrade. Talvez você ainda não tenha experimentado o suficiente.

3. Caminhadas

Uma caminhada de dez minutos ainda é uma caminhada. Colocar uma música mais agitada enquanto caminha ajuda a acelerar o passo, até mesmo sem perceber que está fazendo um exercício mais puxado. Tente contar sua frequência cardíaca antes de iniciar a caminhada e logo após o término.

Se você fizer três caminhadas de 10 minutos por dia, no final do dia são trinta minutos de exercícios.

4. Trocar alimentos calóricos pelas versões menos calóricas

Um picolé preparado com leite, por exemplo, tem mais calorias que um picolé de frutas sem leite.

Uma pizza sabor quatro queijos tem mais calorias que uma pizza de rúcula com tomate seco e queijo branco. Usar azeite extra-virgem em vez de catchup ou molhos para saladas é uma boa alternativa.

Alimentos com mais fibras também ajudam a absorver menos gordura. A fibra faz você se sentir satisfeita por mais tempo, por isso, quando você preparar uma pizza para a família, adicione uma xícara de farinha de trigo integral na sua massa no lugar da farinha branca.

Tente não beber líquidos durante as refeições. Se não conseguir, ao menos dê preferência aos produtos diet ou light.

5. Beba água!

Um pouco de água antes de uma refeição (30 minutos a uma hora antes) e você não vai se sentir tão faminta.

6. Divida o prato com alguém em um restaurante

Peça um prato e divida com o seu companheiro, com uma amiga ou uma colega de trabalho. Se ficarem com fome, aí sim peça uma segunda opção. Muitas vezes, você vai ver que até o segundo prato chegar a fome já foi embora. Aí, da próxima vez, será mais fácil ficar só com o primeiro pedido.

Dividir a sobremesa também corta metade das calorias ingeridas!

7. Tonifique os músculos

A maioria das pessoas gosta de assistir televisão. Então, porque não conciliar este hábito com alguns exercícios?

Pedale em uma bicicleta ergométrica ou faça uns minutos de esteira enquanto vê televisão. Tente dançar uma música quando você sintonizar no seu programa de música favorito. Coloque um DVD de exercícios, você pode se sentir motivada a fazer alguma atividade física vendo os professores na tela.

Não importa exatamente o que você faz, o que interessa é ficar mais ativo. O ideal é fazer pelo menos 15 minutos sem intervalos, mas se você ficar realmente absorto, pode até durar mais tempo se exercitando.

8. O tamanho interessa

Servir as refeições em pratos grandes faz você acreditar que está se privando de alimentos. Por outro lado, servir a mesma porção em um prato pequeno dá a ideia oposta.

Comer menos sem se sentir privada de um prazer faz toda a diferença na perda de peso.

Tente usar pratos, tigelas, xícaras e colheres menores. Por exemplo, tente saborear uma taça de sorvete com uma colher de bebê. Não só o prazer dura mais tempo, como também o seu corpo tem tempo para registrar a comida que você comeu, aumentando a sensação de saciedade.

9. Comemos mais quando estamos entediadas ou prestando atenção em outra coisa enquanto mastigamos

Mantenha-se ocupada com coisas que nada têm a ver com comida. Se você pensou em comer agora, tente fazer alguma coisa antes. Pode ser qualquer coisa não relacionada à comida. Algo que prenda a sua atenção é melhor ainda.

A mesa é o local recomendado para comer, enquanto a TV funciona como distração. Quando sentamos à mesa, tornamo-nos mais conscientes de que estamos comendo.

10. Perca hoje, mantenha amanhã

Seja paciente. Perder peso leva tempo, porque mudar hábitos não é algo simples. Só assim você vai conseguir manter por mais tempo o peso que perdeu.

Trabalhe a sua auto-confiança, cultive a paciência e a cooperação. Atividades físicas como ioga, pilates e tai chi chuan ajudam no reequilíbrio interno. O trabalho da respiração associado à prática de uma atividade física ajuda a equilibrar as emoções. Pessoas centradas conseguem manter o peso que perderam por mais tempo.


11. Dicas de Bônus

Se as 10 dicas para perder peso não foram suficientes, que tal experimentar algumas dessas ideias:

• Coma nos mesmos horários todos os dias (incluindo lanches rápidos). Claro que você não pode fazer isso o tempo todo, mas saber a hora de esperar a próxima refeição ou lanche torna muito menos provável o "beliscar". Nosso corpo gosta de ritmos, então porque não lhe dar o que ele anseia?

• Fazer apenas uma refeição para toda a família: em vez de fazer algo calórico para a família e de baixa caloria para você, busque uma alimentação saudável para todos. A perda de peso e a manutenção são mais fáceis quando todos ao seu redor estão envolvidos. Além disso, não acontece aquela tentação de provar o que os outros estão comendo.

Lembre-se que as pequenas coisas se somam. Portanto, comer uma fruta aqui, alguns legumes lá e fazer dez minutos de caminhada nos intervalos colaboram para acelerar a perda de peso.

• Determinação: você consegue fazer o que está realmente determinada a fazer. Tenha objetivos claros na sua mente. É melhor estabelecer metas alcançáveis, chegar até elas e criar outras novas. Programe-se para perder dois quilos a cada mês, por exemplo, ao invés de pensar em perder 24 quilos em um ano.

A perda de peso é uma jornada que funciona baseada nas suas necessidades, então observe o que funciona para você e faça isso!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Obesidade e seus incovenientes





É comum ter o conhecimento de que a obesidade coloca as pessoas em risco para doenças cardíacas, diabetes mellitus e acidentes vasculares cerebrais, mas o excesso de peso (definido como um aumento de pelo menos 20% do peso corporal considerado normal) pode danificar a saúde de um modo que pode surpreender.

Estimativas mostram que os Estados Unidos terão mais 65 milhões de obesos em 2030, em relação aos obesos de hoje em dia. Este fato leva a 6 milhões ou mais casos de doenças cardíacas, derrame e outros oito milhões de casos de diabetes mellitus tipo 2. Muitos médicos já começaram a ver famílias em que os avôs são mais saudáveis e vivem por mais tempo do que seus filhos e netos.

A epidemia de obesidade aumenta os custos com a saúde da população. As pesquisas já confirmaram que o excesso de peso pode influenciar o bem estar mental (exacerbando tanto a depressão, quanto a doença de Alzheimer), a saúde reprodutiva, a vida sexual e a qualidade de vida – especialmente à medida que envelhecemos. Cientistas acreditam que 25% de vários tipos de câncer – incluindo câncer de cólon, rim e esôfago – são desencadeados pelo aumento da obesidade e da inatividade física.

Uma das consequências da obesidade é a formação de gordura visceral, a qual circunda os órgãos internamente e é mais prejudicial à saúde do que a gordura subcutânea, a qual fica abaixo da pele.

Por exemplo, a gordura visceral que fica próxima aos pulmões pode limitar a respiração por pressionar o diafragma.

Em 2005, um estudo com 450 indivíduos mostrou que adultos obesos são 2,5 vezes mais propensos a apresentar azia/má digestão do que aqueles de peso normal. Uma das hipóteses é que a gordura visceral empurra o estômago em direção ao tórax, causando esta sensação.

O excesso de gordura sobrecarrega os joelhos, causando dor na articulação.

Estudos sugeriram que a obesidade pode ser uma importante causa de depressão, possivelmente por uma combinação de fatores fisiológicos e estigmas sociais.

Substâncias químicas inflamatórias liberadas pelas células de gordura podem danificar raízes nervosas no pênis e atacar vasos sanguíneos no clitóris dificultando o orgasmo.

Mas as pesquisas são frias e distantes do ser humano que as fazem. Não podemos esquecer de modo algum que há pessoas que são gordinhas. Desde pequenas, por conta de questões genéticas. E pronto!

Não dá para ficar fazendo mágicas para emagrecer alguém que não irá emagrecer. Nem para enfiar na cabeça das pessoas um estereótipo de "magreza-saudável", como se faz absurdamente na época atual.

Há gordinhos cruzando a barreira dos oitenta anos de idade e há magrinhos "partindo" aos quarenta!

Não dá para dizer que só se tem beleza com a magreza. De modo algum! Não dá para afirmar categoricamente que a saúde está totalmente atrelada à aparência esbelta. De modo algum!

Há necessidade de considerar muito mais coisas do que os dados estatísticos analisados neste trabalho, como questões de ordem emocional e psicológica!

Sou contra a opressão à obesidade. Canso de ver pacientes magros e com problemas de colesterol e coronárias.

Respeito a estatística. Mas respeito ainda mais o ser humano.

sábado, 8 de outubro de 2011

Balão Gástrico ajuda para emagrecer?




Com a proibição de inibidores de apetite derivados de anfetaminas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o controle maior sobre a sibutramina, outras alternativas para emagrecer devem ganhar destaque de agora em diante.

Uma delas, em potencial, é o balão intragástrico que acaba de ser lançado pela empresa Allergan, o primeiro aprovado não só para obesos, mas também para quem está com sobrepeso (IMC - Índice de Massa Corporal a partir de 27).

O procedimento sozinho não opera milagres. O balão é um facilitador. Para que o tratamento dê certo a longo prazo é necessário ter acompanhamento de nutricionista, preparador físico e psicólogo!

O tratamento multidisciplinar completo pode ter custo superior, mas os resultados são duradouros.

A estimativa é de que o custo chegue a até R$ 10 mil.

Não é indicado o procedimento sem o tratamento completo para ninguém, pois o acompanhamento dos outros profissionais fazem a diferença no resultado final!

As sessões com os profissionais devem ser realizadas assim que a decisão de colocar o balão é tomada, para se ter consciência das mudanças que virão depois do procedimento. É preciso modificar hábitos, ou a perda de peso fica limitada ao período em que o balão está no estômago - após seis meses é preciso retirá-lo. O indicado são duas consultas prévias com uma nutricionista e até três com uma psicóloga, mas cada caso é particular.

A verdade é que o paciente precisa mudar o "pensamento gordo", quer dizer, aproveitar o tratamento com o balão para alterar sua maneira de enfrentar a própria postura diante de suas expectativas diante da obesidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Medicamento para tratar diabetes é contraindicado para emagrecer!




Riscos à saúde da liraglutida vão de hipoglicemia e cefaleia a tontura e infecção do trato respiratório.

A “poção” da vez atende pelo nome de liraglutida (cujo nome comercial é Victoza), um medicamento para o tratamento do diabetes tipo 2, que virou objeto de desejo para quem sonha perder quatro, seis, oito, 10 quilos sem fazer força.

Vale esclarecer que a droga usada para o tratamento do diabetes tipo 2 é eficiente. Funciona assim: no paciente diabético, a insulina produzida pelas células do pâncreas não é suficiente ou não age de modo adequado no organismo, provocando o aumento da quantidade de açúcar no sangue.

O remédio, além de auxiliar o controle glicêmico, proporciona outros benefícios combinados como perda de peso, redução na pressão arterial sistólica e melhora da função das células beta, responsáveis por sintetizar e secretar a insulina.

A liraglutida promove a perda de peso (média de 3 kg ao mês) pelo fato de retardar o esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade após as refeições.

Liraglutida é um análogo de GLP-1, hormônio natural produzido pelo intestino que colabora para o metabolismo normal da glicose como outros hormônios pancreáticos e gastrointestinais como a insulina, o glucagon, a amilina. O medicamento, indicado na bula para pacientes diabéticos do tipo 2, age no pâncreas estimulando a liberação de insulina apenas quando os níveis de açúcar no sangue estão altos.

Aplicada uma vez ao dia, por meio de uma caneta de injeção subcutânea, no horário mais conveniente para o paciente, proporciona comodidade ao paciente diabético, estimulando a adesão ao tratamento.

Todo tratamento visando perda de peso envolve dieta e exercícios. Trabalhamos a adesão a hábitos saudáveis. Qualquer coisa além disso é acessório. Milagres não existem!

Todo remédio pode apresentar efeitos colaterais, mesmo para pacientes aos quais ele é indicado. Entre as reações que o liraglutida pode provocar, estão a prisão de ventre, hipoglicemia, cefaleia, tontura, infecção do trato aéreo respiratório (rinite, sinusite), infecção do trato urinário, dor nas costas, dor de estômago e inchaço ou vermelhidão no local da injeção.

Bom, eu não acredito em milagres, portanto... Minhas barbas estão de molho!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cada um com seus objetivos...





Como diz um ditado que ouvi certa vez: "gosto é como nariz - cada um tem o seu"...

Então: veja bem a foto acima e imagine que você quer alcançar um objetivo. Esse é o dessa moça! Qual é o seu?

Susanne Eman, uma Americana de 32 anos do Arizona nos EUA tem uma meta: se tornar a mulher mais gorda do mundo. Para isso, ela que hoje pesa 330 kg quer chegar aos 730 kg comendo mais de 20 mil calorias por dia. As informações são do tabloide Daily Mail.

'Eu adoraria descobrir se é humanamente possível para chegar a uma tonelada”, disse ao jornal. “A recordista anterior tinha 730 kg, então eu tenho que pesar pelo menos isso”.

"Minha próxima meta é chegar a 362 kg até o final do ano. No meu ritmo atual de crescimento, devo chegar aos 730 kg aos 41 ou 42 anos”, diz.

Susanne diz que quanto maior ela fica, melhor ela se sente. "Eu me sinto mais confiante e sexy. Por que não ir até o limite e ver quão gorda eu consigo ficar e ainda ser saudável?", questiona. Segundo ela, conforme foi engordando ela começou a atrair mais homens, "e isso fez eu me sentir bem", conta.

Sua missão começou depois de perder a briga com a balança mais uma vez e não conseguir parar de engordar. "Há dois anos eu cheguei aos 222 kg"

Ela está atualmente desempregada (não consegue trabalhar por causa do peso) e passa oito horas, um dia por mês no supermercado para encher seis carrinhos, junto a seus filhos Grabriel, 16, e Brendin, 12.

De acordo com ela, seus sinais vitais, pressão arterial e níveis de açúcar no sangue são medidos periodicamente. "Ainda não estou próxima às zonas de perigo. Se eu estivesse pra ficar doente, teria arrumado para minha irmã cuidar dos meus filhos", diz.

Entretanto, o médico que trata a americana diz que ela está fazendo uma roleta-russa com sua vida. Ela diz que quer quebrar o estigma de que ser gordo é ruim.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fumantes e Gordinhos que se cuidem!

A gestão de custos nas empresas se tornou uma obsessão. Executivos passaram a examinar as despesas de saúde com maior rigor. Gordinhos e fumantes entraram no radar deles.

Há uma estatística com a qual as seguradoras de saúde e previdência trabalham que mostra que 20% dos empregados de uma companhia consomem 80% do orçamento para a saúde.

Nesse grupo dos gastões estão justamente os que fumam e os obesos. Ambos estão mais propensos a desenvolver doenças crônicas, cardíacas e pulmonares.

Por isso, há quem acredite que as empresas vão ficar mais criteriosas no processo de seleção quando depararem com candidatos acima do peso ou fumantes contumazes.

Calcula-se que o Brasil possa chegar aos níveis americanos de obesidade em dez anos e isso trará impactos enormes na produtividade e nos custos com saúde das organizações.

Em 2009, três em cada dez americanos adultos eram considerados obesos. No Brasil, atualmente, um em cada dez adultos está acima do peso. Algumas empresas já sentem no caixa o alívio trazido pelos investimentos feitos na redução da obesidade e do tabagismo.

Não se fala em preconceito, mas em trabalho de prevenção.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Epidemia de Obesidade

Pesquisadores da Imperial College (Inglaterra) e de Harvard (EUA) estudaram dados mundiais de índice de massa corporal (IMC), colesterol e pressão alta de 1980 a 2008. O IMC é obtido ao dividir o peso de uma pessoa pela altura ao quadrado. Os resultados mostraram que enquanto as taxas de colesterol e de pressão alta diminuíram ao redor do mundo, a obesidade aumentou de forma geral. Em 2008, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres no mundo eram obesos, sendo que em 1980 os números eram 4,8% para mulheres e 7,9% para homens.

As nações das Ilhas do Pacífico tem, de acordo com o estudo, o maior IMC do mundo, de 34-35kg/m2. Esse número é 70% mais alto que o de alguns países no sudeste da Ásia e na África subsaariana. Isso está de acordo com outro cenário apontado pelo estudo: o IMC aumentou mais em países desenvolvidos e ricos. Mas alguns países do leste europeu conseguiram manter um índice saudável de massa corporal. Praticamente não houve aumento na Bélgica, Finlândia, França, Itália e Suíça. Os níveis de pressão alta foram mais altos nos Bálcãs e em países do leste e oeste da África.

O Dr. Mike Knapton, diretor da Associação Britânica do Coração (British Heart Foundation) vê os resultados do estudo como positivos. “Nós vimos progresso marcante em reduções de pressão sanguínea e colesterol no mundo desenvolvido, provando que intervenções no estilo de vida e médicas podem funcionar”.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Obesidade: mais algumas histórias...

Uma descoberta pode ajudar a explicar por que a obesidade aumenta o risco de problemas crônicos, como doenças cardiovasculares e diabete.

O estudo, publicado na revista BMC Medicine, pode contribuir no futuro para identificar pessoas em risco e reduzi-lo, de acordo com a dra. Wang Xiaoling, epidemiologista genética no Instituto de Prevenção da Faculdade de Medicina da Geórgia (EUA).

Perder gordura é muito difícil. Sabemos também que ela causa muitas doenças, por isso busca-se identificar o que ocorre no organismo e focar nisso para reduzir as enfermidades.

A gordura costumava ser vista essencialmente como uma fonte de preenchimento corporal e de energia pronta, mas os cientistas estão aprendendo que ela funciona mais como uma fábrica de produtos químicos e compostos como hormônios e proteínas. Pesquisas que compararam grupos de adolescentes obesos e magros encontraram níveis mais elevados de uma alteração química chamada de metilação em uma parte do gene UBASH3A e níveis mais baixos em parte do gene TRIM3.

Ambos são conhecidos por seus papéis na regulação do sistema imunológico, que é muitas vezes desequilibrado em indivíduos obesos. Esse mau funcionamento pode resultar em um nível de inflamação crônica que contribui para doenças cardiovasculares, diabete e câncer. A metilação afeta a função imunológica ao atingir os níveis de expressão dos genes, o que em última análise impacta as atribuições das proteínas produzidas por eles.

É preciso conhecer os caminhos da doença para encontrar novos medicamentos. Em geral, sabe-se que as pessoas obesas têm uma desregulação da função imune, mas era conhecido o lugar específico.

O trabalho inicial era amplo: uma tela com o genoma de sete adolescentes obesos e sete magros, o que permitiu identificar os genes mais diferentes entre os dois grupos. Foram classificadas as modificações e, em um estudo maior, com 46 obesos e 46 magros, foram focados os mesmos locais de seis genes principais e encontrado novamente um padrão de metilação distinto no UBASH3A e no TRIM3.

Procura-se, agora esclarecer se a gordura causa as mudanças no DNA ou vice-versa, e confirmar se essas alterações contribuem para a disfunção imunológica associada à obesidade.

Tem sido observado que a obesidade não necessariamente leva a doenças relacionadas, mas é importante ter uma maneira não só de intervir, como também de identificar aqueles com maior risco. Fatores como exercícios, forma física e ambiente provavelmente também influenciam no aparecimento de doenças.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Após ser recusado pelo FDA, novo remédio para obesidade ajudaria diabéticos a perder peso.

Novo estudo da Arena Pharmaceuticals mostrou que seu medicamento Lorcaserin ajuda obesos diabéticos a perder peso. Em outubro, a droga não foi aprovada para o tratamento da obesidade pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos, por dúvidas sobre sua eficiência, além de potencial risco de desenvolver câncer.

A agência pediu que a farmacêutica mostrasse o resultado de seu último teste com 604 obesos diabéticos. Após 1 ano, 37,5% dos pacientes que tomaram 10 mg da droga duas vezes por dia perderam pelo menos 5% de seu peso corporal, comparado com 16,1% dos que estavam tomando placebo. Com o uso do remédio, os pacientes perderam em média 4,5% de seu peso, ou 4,7 quilos contra 1,5% ou 1,6 kg do grupo de controle.

A empresa afirmou que o remédio ajuda a melhorar os níveis de glicose, colesterol e triglicérides e tem como efeitos colaterais dores de cabeça, infecções respiratórias e dor nas costas.

O remédio

Lorcaserin é um ativador da serotonina como a fenfluramina, uma das drogas que formavam o coquetel fen-phen, que já foi usada para tratar a obesidade. Segundo a empresa, seu composto é mais seletivo nos receptores e por isso evita problemas cardíacos (um dos motivos para que remédios fen-phen não serem mais comercializados). O número de pessoas no teste que desenvolveu problemas nas válvulas do coração foi insignificante para fazer análises.

A droga da Arena é uma das três novas que buscam aprovação do FDA para o tratamento da obesidade. Também em outubro, a agência negou a aprovação para o Qnexa da Vivus. Em dezembro, deve ser analisado o Contrave, da Orexigen Therapeutics.

sábado, 6 de novembro de 2010

Metade das pessoas não se casaria com obeso...

Um levantamento realizado pelo Hospital do Coração (Hcor) nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro com 600 pessoas mostra que 81% dos entrevistados acreditam que a obesidade interfere na ascensão profissional e 78%, no casamento.

Desenvolvida em parceria com o Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN), a pesquisa, feita em abril, avaliou a opinião de pessoas entre 18 e 60 anos sobre o perfil do obeso no Brasil. Foram analisados quesitos como classe social, estado civil, nível de instrução, sexo e faixa etária dos participantes.

Entre os que acham que o excesso de peso prejudica o sucesso profissional, predomina a classe C (83%), seguida das classes B (80%) e A (60%). Essa porcentagem é relativa ao número de pessoas que representam cada classe social na pesquisa.

De acordo com o coordenador do trabalho, o médico Daniel Magnoni, outro fator preponderante é a opinião dos entrevistados sobre o casamento com um obeso. Do total, 78% acreditam que o excesso de peso interfere nas relações matrimoniais.

O estudo apontou que 50% das pessoas entrevistadas não se casariam com um obeso. Já 54% dos homens disseram não ter interesse em construir uma relação com pessoas acima do peso, enquanto para o sexo feminino essa conclusão é um pouco menor (46%). No que diz respeito às classes sociais, o número é maior - 66% da classe A não assumiriam a união, contra 44% da B e 51% da C.

Além das barreiras físicas que comprometem a vida social, profissional e afetiva dos obesos, há aquelas ligadas à mobilidade e à locomoção, como é o caso da escolha de um transporte público que atenda às necessidades dessa população, de roteiros de viagens e da prática de atividades físicas diferenciadas.

Já sobre tratamento e prevenção, os métodos convencionais mais conhecidos e usados foram os mais citados pela amostra. Como melhor forma de conhecer e buscar tratamento para obesidade, 40% dos entrevistados afirmaram buscar um nutricionista. Médicos somaram 31% e veículos de comunicação, 24%. Para perder peso, o exercício físico saiu na frente, com 58%, contra 41% de tratamentos à base de dietas, medicação e cirurgias.

Entre os alimentos que contribuem para o excesso de peso, foram mais citados frituras (33%), massas, pães e bolos (27%) e açúcar (23%).