O HDL colesterol, conhecido como “colesterol bom” ou lipoproteína de alta densidade, é um tipo de colesterol que ajuda a limpar o excesso de colesterol da parede das vasos sanguíneos. Ele leva esta gordura que está sobrando – a qual pode ser usada para formar as placas de gordura que causam doenças coronarianas – de volta ao fígado para ser processada.
Quando os níveis de HDL de uma pessoa são medidos, está sendo verificado como estão seus vasos sanguíneos e o quanto eles estão livres de colesterol.
Quais são as dosagens ideais de HDL no sangue?
Níveis de HDL abaixo de 40 mg/dL resultam em aumento do risco para doenças coronarianas, mesmo naquelas pessoas com níveis normais de colesterol total e de LDL colesterol (“colesterol ruim”). Dosagens entre 40 e 60 mg/dL são consideradas “normais”. Entretanto, níveis de HDL acima de 60 mg/dL podem proteger contra doenças do coração.
Sabe-se, há vários anos, que quanto maiores os níveis de HDL colesterol, melhor a proteção cardíaca.
Como podemos aumentar nossos níveis de HDL?
• Exercícios aeróbicos. As atividades físicas aeróbicas regulares (como caminhadas, corrida, ciclismo) que aumentam o ritmo cardíaco, realizadas por 20 a 30 minutos por vez, podem ser o caminho mais efetivo para aumentar os níveis de HDL colesterol. Evidências recentes sugerem que a duração dos exercícios, mais do que sua intensidade, é o fator mais importante para aumentar os níveis de HDL. Mas qualquer exercício aeróbico já ajuda.
• Perda de peso corporal. A obesidade resulta não apenas em aumento dos níveis de LDL colesterol, mas também na redução do HDL. Se você está acima do peso ideal, perder peso pode resultar em aumento dos níveis de HDL colesterol. Isto é especialmente importante para aquelas pessoas que têm acúmulo de gordura na região abdominal. A medida da relação cintura-quadril é muito importante para dizer em que lugar você deve concentrar a sua perda de peso.
• Parar de fumar. Se você fuma, abandonar este vício pode resultar no aumento dos níveis de HDL.
• Reduzir as gorduras trans da dieta. A gordura trans está presente em muitos alimentos industrializados. A recomendação é evitar ou mesmo eliminar este tipo de gordura da dieta. Estas gorduras aumentam o colesterol ruim e reduzem o colesterol bom. Retirá-las dos alimentos que você ingere certamente vai elevar seus níveis de HDL.
• Álcool. A American Heart Association não encoraja os médicos a falarem para os seus pacientes sobre as vantagens do álcool para o organismo, pois os benefícios não são tão grandes o suficiente para que seu uso seja recomendado. Mas sabe-se que um ou dois drinks ao dia pode aumentar os níveis de HDL. Quantidades maiores do que estas podem elevar substancialmente o risco de vários problemas de saúde, incluindo a insuficiência cardíaca. Existem pessoas que desenvolverão estes problemas mesmo limitando o consumo de álcool a um ou dois drinks ao dia. Converse com o seu médico sobre o assunto.
• Aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas na dieta. Gorduras monoinsaturadas como óleo de canola, abacate, azeite de oliva extra-virgem e gorduras encontradas em nozes e creme de amendoim podem aumentar o colesterol HDL, sem aumentar o colesterol total.
• Aumentar a ingestão de fibras. Fibras solúveis encontradas em aveia, frutas, vegetais e legumes reduzem o LDL e aumentam o HDL. Para melhores resultados recomenda-se ingerir pelo menos duas porções ao dia destes alimentos ricos em fibras.
Outros alimentos que podem ajudar a aumentar os níveis de HDL são:
• Suco de amora
• Peixes ricos em ômega-3
• Cálcio. Aparentemente a suplementação de cálcio pode aumentar os níveis de HDL (isso foi observado em mulheres na pós-menopausa, mas não em homens ou mulheres na pré-menopausa).
E que tal uma dieta pobre em gorduras?
Limitar a ingestão total de gorduras pode reduzir o colesterol total e ajudar na redução do peso corporal, mas algumas evidências sugerem que uma dieta muito pobre em gorduras pode ser perigosa para o organismo, levando à deficiência de ácidos graxos essenciais para o organismo. Estes ácidos graxos essenciais não são produzidos pelo organismo. Eles precisam ser ingeridos.
A melhor recomendação é:
• Reduzir a ingestão de gorduras a 30-35% do total de calorias ingeridas na dieta – mas não menos do que 25% do total de calorias.
• Tentar eliminar as gorduras saturadas e gorduras trans da dieta substituindo-as por gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas. Isso significa eliminar a gordura da carne vermelha e do leite e substituir por gorduras vegetais não processadas. Este tipo de dieta vai evitar os problemas de uma alimentação muito pobre em gorduras e ajudar a aumentar os níveis de HDL.
E o uso de medicamentos para aumentar o HDL? Vale a pena?
O tratamento para aumentar o HDL com o uso de medicamentos não é tão efetivo quando comparado ao uso de drogas para reduzir o LDL colesterol. As estatinas, em particular, não são muito efetivas em aumentar os níveis de HDL.
Das medicações usadas para tratar o colesterol, a niacina parece ser a mais efetiva para elevar os níveis de HDL. A niacina é um tipo de vitamina B, mas a quantidade necessária para aumentar o HDL é muito grande. Somente um médico pode orientar o seu uso para este fim.
Há também referências positivas com relação ao consumo dos chamados fatores ômega, que estão presentes em vários alimentos e que podem ser encontrados em medicamentos variados por prescrição médica.
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sábado, 7 de julho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Quer que seu filho coma bem?
Então não grite com ele!
Muitas famílias já passaram por essa cena: na hora do jantar, a criança se recusa a comer verduras e os pais, sem paciência, gritam e os obrigam a comer. Pois saiba que, segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, essa é a pior forma de fazer uma criança se alimentar bem.
Os pesquisadores criticam, também, a atitude de pais que restringem a ingestão de alguns alimentos pelos filhos enquanto outros os estão comendo. “Os pais devem parar de forçar ou restringir a alimentação de seus filhos”, diz Sharon Hoerr, coordenadora da pesquisa. “O ideal é oferecer um ambiente repleto de alimentos saudáveis, criando um hábito alimentar favorável para toda a família e evitando levar para dentro de casa alimentos não saudáveis”, explica.
Levar as crianças ao supermercado, fazer uma horta com a ajuda delas e permitir que ajudem na preparação dos alimentos são alternativas para criar um hábito alimentar saudável. Os resultados foram publicados no American Journal of Clinical Nutrition.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Concentre-se para comer!
Checar e-mails enquanto almoça? Comer assistindo televisão? Você pode acabar comendo mais do que imagina.
Pesquisadores fizeram com que 22 voluntários comessem uma refeição enquanto jogavam paciência no computador, enquanto outras 22 pessoas comiam a mesma refeição no mesmo período de tempo, mas sem estar distraídos. Eles disseram aos participantes que se tratava de um teste sobre os efeitos da comida na memória, mas na verdade estavam analisando o índice de satisfação das pessoas após uma refeição, quanto elas comiam num "teste de gosto" 30 minutos depois e com que sucesso conseguiam se lembrar exatamente do que comeram. Os resultados foram publicados online no "American Journal of Clinical Nutrition".
As pessoas que comiam distraídas não apenas foram as piores em se lembrar do que tinham consumido, mas também se sentiram significativamente menos satisfeitas depois do almoço, mesmo depois que os pesquisadores controlaram fatores como peso e altura. Nas sessões de teste de gosto, meia hora depois, eles comeram cerca de duas vezes mais biscoitos do que os que tinham almoçado mais concentrados, sem jogar paciência.
Portanto, concentre-se nos momentos de se alimentar, senão, você corre o risco de comer mais do que precisa e vai acabar engordando.
Pesquisadores fizeram com que 22 voluntários comessem uma refeição enquanto jogavam paciência no computador, enquanto outras 22 pessoas comiam a mesma refeição no mesmo período de tempo, mas sem estar distraídos. Eles disseram aos participantes que se tratava de um teste sobre os efeitos da comida na memória, mas na verdade estavam analisando o índice de satisfação das pessoas após uma refeição, quanto elas comiam num "teste de gosto" 30 minutos depois e com que sucesso conseguiam se lembrar exatamente do que comeram. Os resultados foram publicados online no "American Journal of Clinical Nutrition".
As pessoas que comiam distraídas não apenas foram as piores em se lembrar do que tinham consumido, mas também se sentiram significativamente menos satisfeitas depois do almoço, mesmo depois que os pesquisadores controlaram fatores como peso e altura. Nas sessões de teste de gosto, meia hora depois, eles comeram cerca de duas vezes mais biscoitos do que os que tinham almoçado mais concentrados, sem jogar paciência.
Portanto, concentre-se nos momentos de se alimentar, senão, você corre o risco de comer mais do que precisa e vai acabar engordando.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Rótulos de Alimentos
Os produtos industrializados ocupam uma parcela cada vez maior do mercado de alimentos. Eles são bem práticos, pois já vêm prontos ou semi-prontos. O único trabalho é abrir a embalagem, e mesmo as embalagens estão cada vez mais fáceis de abrir. Além da praticidade, os alimentos industrializados também possuem um prazo de validade bem maior do que os produtos "in natura", tornando fácil o armazenamento. Vieram para ficar e representam uma solução para a vida corrida das grandes cidades.
Acontece, porém, que existe uma regra universal, de conhecimento popular, chamada lei das compensações. De acordo com ela, as coisas boas, na maioria das vezes, não são tão boas quanto parecem, assim como as ruins também não são tão ruins quanto possam parecer à primeira vista. Em tudo há uma parte boa e uma parte ruim. Assim, importa analisar os prós e os contras para decidir o que é melhor.
Como não poderia deixar de ser, esta regra se aplica também aos alimentos industrializados. Para conseguir a praticidade e durabilidade dos produtos, os fabricantes se utilizam de milhares de aditivos químicos, que, na grande maioria das vezes, não fazem bem à saúde de quem os consome com freqüência. O uso desses produtos químicos deve ser discriminado nas embalagens dos alimentos. O nome de muitos desses produtos químicos vêm codificados, talvez para que o consumidor não se assuste ao ler estas informações do rótulo. Portanto, é uma questão de escolher entre o aspecto saudável dos alimentos "in natura", e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados.
Os produtos químicos encontrados com maior freqüência nos alimentos industrializados são:
Corantes
Aromatizantes
Conservantes
Antioxidantes
Estabilizantes
Acidulantes
Corantes
A função dos corantes é "colorir" os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor. Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência tem um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor de laranja e com cor de laranjada é muito mais agradável de se beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.
Os corantes são encontrados na grande maioria dos produtos industrializados, como as massas, bolos, margarinas, sorvetes, bebidas, gelatinas, biscoitos, entre outros.
Aromatizantes
Os aromatizantes tem por função dar gosto e cheiro aos alimentos industrializados, realçando o sabor e o aroma. Assim como os corantes, os aromatizantes também fazem com que os alimentos industrializados se pareçam mais com os produtos naturais, pois como já foi dito, isso é essencial na aceitação do produto pelo consumidor.
Informar que um salgadinho artificial de milho tem sabor e cheiro de presunto ou de churrasco faz com que ele seja mais aceitável, já que o consumidor vai reconhecer naquele produto um sabor que ele já conhece, de algum outro produto não industrializado que ele já comeu, causando a falsa impressão de que o produto não é tão artificial assim.
Muitos alimentos não possuem em sua composição as frutas que as embalagens anunciam, mas apenas aromatizantes que lhes imitam o sabor e aroma. São encontrados em sopas, carnes enlatadas, biscoitos, bolos, sorvetes, entre outros.
Conservantes
Ao contrário dos corantes e aromatizantes, os chamados conservantes não possuem função de fazer com que os produtos industrializados pareçam ser o que na realidade não são, ou seja, naturais. Sua meta é evitar a ação dos microorganismos que agem na deterioração dos alimentos, fazendo com que durem mais tempo sem estragar.
É possível reconhecer o uso de conservantes na composição dos produtos a partir da leitura dos rótulos das embalagens. Eles são caracterizados pelos códigos P1 a P10. São encontrados em refrigerantes, concentrados de frutas, chocolates, sucos, queijos fundidos, margarinas, conservas vegetais, carnes, pães, farinhas e em milhares de outros alimentos industrializados.
Antioxidantes
Assim como os conservantes, os antioxidantes procuram manter os alimentos em boas condições de consumo por mais tempo. Eles tem sua principal aplicação em óleos e gorduras, impedindo ou retardando sua deterioração, evitando a formação de "ranço" por algum processo de oxidação.
Podem ser encontrados em sorvetes, leite em pó instantâneo, leite de côco, produtos de cacau, conservas de carne, cerveja, margarina, óleos e gorduras em geral, farinhas, polpa e suco de frutas, refrescos e refrigerantes.
Estabilizantes
São utilizados para manter a aparência dos produtos, tendo como principal função estabilizar as proteínas dos alimentos. É possível identificá-los nos rótulos das embalagens pelos códigos ET1 até ET29.
Acidulantes
São utilizados principalmente nas bebidas com função parecida com a dos aromatizantes.
Os acidulantes podem modificar a doçura do açúcar, além de conseguir imitar o sabor de certas frutas e dar um sabor ácido ou agridoce nas bebidas.
Também aparecem codificados nas embalagens, sendo reconhecidos pela letra H. São encontrados nos sucos de frutas e refrigerantes, entre outros.
Aditivos Alimentares
Os aditivos alimentares são largamente utilizados pela indústria alimentícia. Aqui vale a máxima "é a dose que faz o veneno". Na prática isso significa controlar o consumo de alimentos industrializados, diversificando ao máximo a dieta. Assim, o consumidor elimina o risco de estar acumulando altos níveis de uma determinada substância química no organismo. A dosagem de cada um dos aditivos considerada segura é determinada pela FAC e pela OMS - respectivamente Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Organização Mundial de Saúde. Veja o significado e a indicação dos estranhos nomes nos rótulos dos produtos industrializados:
C: São corantes naturais (Cl) ou artificiais (C2).
F: Indica aromatizantes ou flavorizantes, que têm o papel de realçar, respectivamente, o odor e o sabor dos alimentos. Há naturais e artificiais.
EP: Sinónimo de espessante, cuja função é dar consistência ao alimento. Geralmente, é de origem vegetal.
U: É o umectante. que impede o ressecamento do alimento.
AU: São os anti-umectantes, que evitam a absorção de umidade.
ET: Indica a presença de estabilizantes para impedir que os diferentes ingredientes se separem. Os mais comuns são óleos naturais.
H: Sigla dos acidulantes, responsáveis por acentuar o sabor ácido do alimento industrializado. Alguns estão naturalmente presentes nas frutas.
D: Ou edulcorantes. Usados nos produtos dietéticos em substituição ao açúcar
P: Significa a presença de conservantes.
A: São os anti-oxidantes, que evitam a rancificação de produtos gordurosos.
Acontece, porém, que existe uma regra universal, de conhecimento popular, chamada lei das compensações. De acordo com ela, as coisas boas, na maioria das vezes, não são tão boas quanto parecem, assim como as ruins também não são tão ruins quanto possam parecer à primeira vista. Em tudo há uma parte boa e uma parte ruim. Assim, importa analisar os prós e os contras para decidir o que é melhor.
Como não poderia deixar de ser, esta regra se aplica também aos alimentos industrializados. Para conseguir a praticidade e durabilidade dos produtos, os fabricantes se utilizam de milhares de aditivos químicos, que, na grande maioria das vezes, não fazem bem à saúde de quem os consome com freqüência. O uso desses produtos químicos deve ser discriminado nas embalagens dos alimentos. O nome de muitos desses produtos químicos vêm codificados, talvez para que o consumidor não se assuste ao ler estas informações do rótulo. Portanto, é uma questão de escolher entre o aspecto saudável dos alimentos "in natura", e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados.
Os produtos químicos encontrados com maior freqüência nos alimentos industrializados são:
Corantes
Aromatizantes
Conservantes
Antioxidantes
Estabilizantes
Acidulantes
Corantes
A função dos corantes é "colorir" os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor. Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência tem um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor de laranja e com cor de laranjada é muito mais agradável de se beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.
Os corantes são encontrados na grande maioria dos produtos industrializados, como as massas, bolos, margarinas, sorvetes, bebidas, gelatinas, biscoitos, entre outros.
Aromatizantes
Os aromatizantes tem por função dar gosto e cheiro aos alimentos industrializados, realçando o sabor e o aroma. Assim como os corantes, os aromatizantes também fazem com que os alimentos industrializados se pareçam mais com os produtos naturais, pois como já foi dito, isso é essencial na aceitação do produto pelo consumidor.
Informar que um salgadinho artificial de milho tem sabor e cheiro de presunto ou de churrasco faz com que ele seja mais aceitável, já que o consumidor vai reconhecer naquele produto um sabor que ele já conhece, de algum outro produto não industrializado que ele já comeu, causando a falsa impressão de que o produto não é tão artificial assim.
Muitos alimentos não possuem em sua composição as frutas que as embalagens anunciam, mas apenas aromatizantes que lhes imitam o sabor e aroma. São encontrados em sopas, carnes enlatadas, biscoitos, bolos, sorvetes, entre outros.
Conservantes
Ao contrário dos corantes e aromatizantes, os chamados conservantes não possuem função de fazer com que os produtos industrializados pareçam ser o que na realidade não são, ou seja, naturais. Sua meta é evitar a ação dos microorganismos que agem na deterioração dos alimentos, fazendo com que durem mais tempo sem estragar.
É possível reconhecer o uso de conservantes na composição dos produtos a partir da leitura dos rótulos das embalagens. Eles são caracterizados pelos códigos P1 a P10. São encontrados em refrigerantes, concentrados de frutas, chocolates, sucos, queijos fundidos, margarinas, conservas vegetais, carnes, pães, farinhas e em milhares de outros alimentos industrializados.
Antioxidantes
Assim como os conservantes, os antioxidantes procuram manter os alimentos em boas condições de consumo por mais tempo. Eles tem sua principal aplicação em óleos e gorduras, impedindo ou retardando sua deterioração, evitando a formação de "ranço" por algum processo de oxidação.
Podem ser encontrados em sorvetes, leite em pó instantâneo, leite de côco, produtos de cacau, conservas de carne, cerveja, margarina, óleos e gorduras em geral, farinhas, polpa e suco de frutas, refrescos e refrigerantes.
Estabilizantes
São utilizados para manter a aparência dos produtos, tendo como principal função estabilizar as proteínas dos alimentos. É possível identificá-los nos rótulos das embalagens pelos códigos ET1 até ET29.
Acidulantes
São utilizados principalmente nas bebidas com função parecida com a dos aromatizantes.
Os acidulantes podem modificar a doçura do açúcar, além de conseguir imitar o sabor de certas frutas e dar um sabor ácido ou agridoce nas bebidas.
Também aparecem codificados nas embalagens, sendo reconhecidos pela letra H. São encontrados nos sucos de frutas e refrigerantes, entre outros.
Aditivos Alimentares
Os aditivos alimentares são largamente utilizados pela indústria alimentícia. Aqui vale a máxima "é a dose que faz o veneno". Na prática isso significa controlar o consumo de alimentos industrializados, diversificando ao máximo a dieta. Assim, o consumidor elimina o risco de estar acumulando altos níveis de uma determinada substância química no organismo. A dosagem de cada um dos aditivos considerada segura é determinada pela FAC e pela OMS - respectivamente Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Organização Mundial de Saúde. Veja o significado e a indicação dos estranhos nomes nos rótulos dos produtos industrializados:
C: São corantes naturais (Cl) ou artificiais (C2).
F: Indica aromatizantes ou flavorizantes, que têm o papel de realçar, respectivamente, o odor e o sabor dos alimentos. Há naturais e artificiais.
EP: Sinónimo de espessante, cuja função é dar consistência ao alimento. Geralmente, é de origem vegetal.
U: É o umectante. que impede o ressecamento do alimento.
AU: São os anti-umectantes, que evitam a absorção de umidade.
ET: Indica a presença de estabilizantes para impedir que os diferentes ingredientes se separem. Os mais comuns são óleos naturais.
H: Sigla dos acidulantes, responsáveis por acentuar o sabor ácido do alimento industrializado. Alguns estão naturalmente presentes nas frutas.
D: Ou edulcorantes. Usados nos produtos dietéticos em substituição ao açúcar
P: Significa a presença de conservantes.
A: São os anti-oxidantes, que evitam a rancificação de produtos gordurosos.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Açúcares (glicídeos)
Os Glícidos também são conhecidos por hidratos de carbono. São a maior fonte de energia para o ser humano. Os hidratos de carbono fornecem cerca de 60% da energia necessária para o nosso organismo. Os Glícidos ajudam no metabolismo dos lípidos (degradação do glicerol), fazem poupança de proteínas (estas não irão ser gastas desnecessariamente para produzir energia) e são ricos em fibra. As principais funções dos Glícidos são: a Ribose e Desoxiribose (Ácidos Nucleicos), Estrutura (receptores) e Energia.
Os glícidos são, basicamente compostos por açúcares. Porém, este termo aplica-se a muitos outros alimentos além dos alimentos açucarados. Existem dois tipos de açúcar: açúcar de absorção rápida e açúcar de absorção lenta. A sacarose ou a glicose pertencem ao grupo de açucares de absorção rápida. Este tipo de açucares são os mais consumidos. Depois existem os açucares de absorção lenta como o amido e a celulose que são encontrados nos alimentos feculentos como o pão. Fazem parte deste grupo os alimentos como os cereais e as leguminosas secas. Ou seja as fontes de glícidos mais comuns são o pão, a batata, o arroz, as massas, as leguminosas, os vegetais, os frutos e o açúcar. Os glícidos podem ainda encontrar-se sobre as seguintes formas: Adoçantes, Gelificantes, Espessantes, Estabilizadores, Precursores de compostos que dão cor e aroma.
O índice Glicémico e os alimentos
Este índice classifica os glícidos consoante a quantidade de açúcar que estes libertam no sangue. Este índice depende do tipo de glícido (simples/complexo), do processamento deste e da presença de gordura ou fibra.
Os glícidos são, basicamente compostos por açúcares. Porém, este termo aplica-se a muitos outros alimentos além dos alimentos açucarados. Existem dois tipos de açúcar: açúcar de absorção rápida e açúcar de absorção lenta. A sacarose ou a glicose pertencem ao grupo de açucares de absorção rápida. Este tipo de açucares são os mais consumidos. Depois existem os açucares de absorção lenta como o amido e a celulose que são encontrados nos alimentos feculentos como o pão. Fazem parte deste grupo os alimentos como os cereais e as leguminosas secas. Ou seja as fontes de glícidos mais comuns são o pão, a batata, o arroz, as massas, as leguminosas, os vegetais, os frutos e o açúcar. Os glícidos podem ainda encontrar-se sobre as seguintes formas: Adoçantes, Gelificantes, Espessantes, Estabilizadores, Precursores de compostos que dão cor e aroma.
O índice Glicémico e os alimentos
Este índice classifica os glícidos consoante a quantidade de açúcar que estes libertam no sangue. Este índice depende do tipo de glícido (simples/complexo), do processamento deste e da presença de gordura ou fibra.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Coquetel de aminoácidos pode ajudar a viver mais...
Um estudo realizado por cientistas na Itália revelou que camundongos que beberam um coquetel com três tipos de aminoácido tiveram um aumento de 12% de suas expectativas de vida em comparação com cobaias que não passaram pelo tratamento.
Além de viver mais, os camundongos que tomaram os aminoácidos também mostraram uma melhora na forma física e na coordenação, revertendo problemas associados à idade avançada.
Nos experimentos, descritos em um artigo na publicação científica Cell Metabolism, as cobaias saudáveis, de meia idade, receberam água contendo os aminoácidos leucina, isoleucina e valina.
Estudos anteriores haviam comprovado que estes três aminoácidos aumentam a expectativa de vida das leveduras.
Os aminoácidos são moléculas que formam as proteínas. Eles são comercializados na forma de suplementos para fisiculturistas, pois ajudam a cultivar a massa muscular.
A equipe de pesquisadores, liderada por Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, disse que o estudo oferece uma análise do papel dos aminoácidos na prevenção e no controle de doenças relacionadas à idade em humanos.
No entanto, lembram que ainda é preciso fazer mais testes para conhecer ao certo o grau de eficiência do tratamento em humanos.
Além de viver mais, os camundongos que tomaram os aminoácidos também mostraram uma melhora na forma física e na coordenação, revertendo problemas associados à idade avançada.
Nos experimentos, descritos em um artigo na publicação científica Cell Metabolism, as cobaias saudáveis, de meia idade, receberam água contendo os aminoácidos leucina, isoleucina e valina.
Estudos anteriores haviam comprovado que estes três aminoácidos aumentam a expectativa de vida das leveduras.
Os aminoácidos são moléculas que formam as proteínas. Eles são comercializados na forma de suplementos para fisiculturistas, pois ajudam a cultivar a massa muscular.
A equipe de pesquisadores, liderada por Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, disse que o estudo oferece uma análise do papel dos aminoácidos na prevenção e no controle de doenças relacionadas à idade em humanos.
No entanto, lembram que ainda é preciso fazer mais testes para conhecer ao certo o grau de eficiência do tratamento em humanos.
sábado, 9 de outubro de 2010
Constipação intestinal: qual dieta seguir?
O tratamento da obstipação intestinal começa pela dieta. É bem certo, que suas causas são geralmente multifatoriais, mas quando nos dispomos a seguir um plano nutricional já é um bom caminho andado.
A primeira medida a ser adotada é fazer com que a ingestão de líquidos seja adequada. Precisamos ingerir cerca de 6 a 8 copos de água ou 1500ml/dia. Inicialmente isso pode parecer muito chato e impraticável, mas com boa vontade essa medida é bem possível e facilmente incorporada à nossa vida. Após ultrapassada a fase de resistência, nós podemos observar que melhorar o nível de hidratação nos deixa mais toleráveis ao trabalho e ao desgaste físico do dia a dia. Medidas simples como deixar a garrafa de água ao nosso alcance é muito eficiente em nos lembrar da necessidade, mesmo durante a correria.
Posteriormente, devemos adequar a ingestão de fibras substituindo, pelo menos em parte, os alimentos refinados por suas versões integrais, como pães e cereais. Além disso, ingerir 3 a 4 porções diárias de frutas, verduras e legumes e substituir parte das carnes por fontes protéicas vegetais representadas pelas leguminosas (feijão, grão de bico, lentilhas).
Os dois passos, água e fibras, são interdependentes. Ingerir fibras sem uma boa hidratação pode inclusive agravar a prisão de ventre. As fibras da dieta, principalmente aquelas insolúveis, são capazes de absorver e reter água, melhorando a hidratação das fezes e facilitando a sua eliminação. Além disso, fezes pesadas estimulam os movimentos peristálticos intestinais e ajudam a regularizar o ritmo intestinal
Ainda há polêmica sobre o papel das gorduras nas dietas e sua capacidade de melhorar o hábito intestinal. Apesar disso, dietas balanceadas são sempre metas a serem buscadas e não há vantagem em retirar as gorduras das mesmas. Elas são fundamentais à saúde em geral e inclusive ao ritmo intestinal normal.
A primeira medida a ser adotada é fazer com que a ingestão de líquidos seja adequada. Precisamos ingerir cerca de 6 a 8 copos de água ou 1500ml/dia. Inicialmente isso pode parecer muito chato e impraticável, mas com boa vontade essa medida é bem possível e facilmente incorporada à nossa vida. Após ultrapassada a fase de resistência, nós podemos observar que melhorar o nível de hidratação nos deixa mais toleráveis ao trabalho e ao desgaste físico do dia a dia. Medidas simples como deixar a garrafa de água ao nosso alcance é muito eficiente em nos lembrar da necessidade, mesmo durante a correria.
Posteriormente, devemos adequar a ingestão de fibras substituindo, pelo menos em parte, os alimentos refinados por suas versões integrais, como pães e cereais. Além disso, ingerir 3 a 4 porções diárias de frutas, verduras e legumes e substituir parte das carnes por fontes protéicas vegetais representadas pelas leguminosas (feijão, grão de bico, lentilhas).
Os dois passos, água e fibras, são interdependentes. Ingerir fibras sem uma boa hidratação pode inclusive agravar a prisão de ventre. As fibras da dieta, principalmente aquelas insolúveis, são capazes de absorver e reter água, melhorando a hidratação das fezes e facilitando a sua eliminação. Além disso, fezes pesadas estimulam os movimentos peristálticos intestinais e ajudam a regularizar o ritmo intestinal
Ainda há polêmica sobre o papel das gorduras nas dietas e sua capacidade de melhorar o hábito intestinal. Apesar disso, dietas balanceadas são sempre metas a serem buscadas e não há vantagem em retirar as gorduras das mesmas. Elas são fundamentais à saúde em geral e inclusive ao ritmo intestinal normal.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Alimentos de bebês têm sal de mais e ferro de menos.
A partir do sexto mês de vida, crianças nutridas somente com leite materno precisam também passar a se alimentar com alimentos sólidos preparados em casa.
Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.
O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.
O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).
Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.
De acordo com o estudo, apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.
O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal.
Segundo a pesquisa, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. Ela corresponde a uma tese de doutorado defendida em 2009 na Unifesp.
O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.
As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.
As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.
Poucos lipídios
Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.
Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável.
A necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida.
A carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.
O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso.
De acordo com a pesquisa da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.
Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro.
Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.
O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.
O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).
Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.
De acordo com o estudo, apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.
O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal.
Segundo a pesquisa, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. Ela corresponde a uma tese de doutorado defendida em 2009 na Unifesp.
O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.
As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.
As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.
Poucos lipídios
Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.
Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável.
A necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida.
A carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.
O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso.
De acordo com a pesquisa da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.
Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Festas Juninas: conte as calorias!

Agradecendo à nossa amiga Carolina, vamos nos distrair um pouco com as calorias dos alimentos que temos em abundância nas festas juninas:
Amendoim torrado com sal = 319 Kcal (pacote pequeno 50 gramas)
Arroz doce = 169.33 kcal (por 100 gramas)
Bolo de fubá fatia pequena = 130 kcal (por 50 gramas)
Canjica = 105,16 Kcal (por 100 gramas)
Churrasco (pão com carne) = Pão francês = 130 kcal (por 50 gramas)
Bife de carne = 175.18 kcal (por 100 gramas)
Cocada = 370 kcal (por 100 gramas)
Curau = 116,27 kcal (por 100 gramas unidade média)
Cuscuz = 184 kcal (por 100 gramas)
Doce de abóbora com coco = 83 kcal (1 colher de sopa - 40 gramas)
Doce de banana em calda = 40 kcal (1 colher de sopa-50 gramas)
Milho cozido = 108 kcal (por 100 gramas)
Paçoca = 146 Kcal (30 gramas)
Pé de moleque = 88 Kcal ( 1 unidade de 20 gramas)
Pinhão cozido = 127 Kcal (15 unidades aproximadamente)
Pudim de leite com calda = 236 Kcal (1 fatia média)
Pipoca doce = 94 Kcal (1 saco médio de 20 gramas)
Pipoca salgada = 89 Kcal (1 são médio de gramas)
Pudim de leite com calda = 236 Kcal (1 fatia média)
O amendoim e os alimentos compostos por ele, como o pé de moleque e a paçoca, são ricos em vitamina C, potássio, magnésio, ferro, cálcio, zinco e fibras. Por serem muito calóricos, devem ser consumidos com moderação por quem não deseja engordar. São muito ricos em lipídeos (gorduras).
A batata-doce é um carboidrato e, como todo carboidrato, fornece energia. Além disso, ela é rica em betacaroteno, auxiliando na prevenção de alguns tipos de câncer. A vitamina A é indispensável à vista, conserva a saúde da pele, auxilia o crescimento e evita infecções. As vitaminas do Complexo B (B1 e B5) evitam problemas de pele e ajudam na regularização do sistema nervoso e do aparelho digestivo. Os minerais, por sua vez, contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue.
O pinhão é uma semente rica em proteínas, minerais, vitaminas, ácidos graxos essenciais, cálcio e magnésio, auxiliando no aumento de anticorpos no organismo, deixando-nos menos susceptíveis a doenças.
O arroz-doce também é um carboidrato com alto valor energético, deve ser consumido moderadamente, e os diabéticos devem consumir somente os que são feitos com adoçantes.
O milho e os alimentos derivados dele, como a canjica, o bolo de fubá e a pipoca, têm alto teor de vitaminas, A, C, folato, tiamina, potássio, ferro e fibras, além de ter atividade anticancerígena e antiviral. O milho apresenta função energética, por ser um alimento fonte de carboidrato.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Fibras na alimentação
Os últimos estudos sobre alimentação entre brasileiros demonstram que não temos uma dieta adequada em termos de fibras.
Deveríamos consumir 25 g de fibras ao dia, mas consumimos apenas 15, em média. Um detalhe é que as mulheres são as mais displicentes - depois reclamam dos intestinos...
Para alcançar a médica necessária, tente comer um prato de sobremesa de salada no almoço e no jantar, além de legumes cozidos e pelo menos duas frutas ao dia, todo dia, sem exceção.
Mas sem exageros, pois o excesso leva nutrientes embora, como o cálcio, o ferro e o zinco, além de causar desconforto abdominal.
Como sempre, nem demais nem de menos, certo?
Deveríamos consumir 25 g de fibras ao dia, mas consumimos apenas 15, em média. Um detalhe é que as mulheres são as mais displicentes - depois reclamam dos intestinos...
Para alcançar a médica necessária, tente comer um prato de sobremesa de salada no almoço e no jantar, além de legumes cozidos e pelo menos duas frutas ao dia, todo dia, sem exceção.
Mas sem exageros, pois o excesso leva nutrientes embora, como o cálcio, o ferro e o zinco, além de causar desconforto abdominal.
Como sempre, nem demais nem de menos, certo?
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