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sexta-feira, 1 de julho de 2016
Um padrão irregular de alimentação pode colaborar para fatores de risco cardiometabólicos
O estudo dos padrões de refeição está em sintonia com as últimas pesquisas, tanto em relação ao que as pessoas comem, como a quando elas comem. A chamada crononutrição envolve estudar o impacto da nutrição sobre o metabolismo através de padrões circadianos, incluindo três aspectos do tempo: regularidade ou irregularidade, frequência das refeições e horários da alimentação.
O presente trabalho foi publicado online pelo periódico "Proceedings of the Nutrition Society" e teve como objetivo revisar pesquisas sobre padrões irregulares de refeições e suas consequências cardiometabólicas.
Foram identificados apenas alguns estudos transversais e estudos prospectivos de coorte, sendo que a maioria deles sugeriu que comer refeições de forma irregular está associado a um maior risco de síndrome metabólica e fatores de risco cardiometabólicos, incluindo índice de massa corporal (IMC) e pressão arterial.
Isto foi apoiado por dois estudos de intervenção, randomizados e controlados, mostrando que o consumo de refeições regulares por duas semanas versus um padrão irregular, levou a um impacto benéfico sobre fatores de risco cardiometabólicos com menores picos de insulina e colesterol total e LDL-colesterol mais baixos em jejum, tanto em mulheres magras como em obesas.
Em conclusão, as evidências limitadas sobre a regularidade das refeições e suas consequências cardiometabólicas suportam a hipótese de que um padrão irregular de consumo das refeições está negativamente associado a risco cardiometabólico. No entanto, os pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos em grande escala, incluindo a avaliação dietética detalhada para avançar ainda mais na compreensão sobre o impacto da crononutrição em termos de saúde pública.
Fonte: "Proceedings of the Nutrition Society", publicação online, de 22 de junho de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Consumo de bebidas açucaradas pode afetar a calcificação das coronárias
O consumo de bebidas adoçadas e carbonatadas tem sido associado à obesidade, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doença cardíaca coronária clinicamente manifesta (DAC), mas sua associação com doença arterial coronariana subclínica permanece obscura.
Investigou-se a relação entre o consumo deste tipo de bebida e o cálcio das artérias coronárias (CAC) em um grande estudo envolvendo homens e mulheres assintomáticos.
O trabalho foi publicado online pelo periódico American Heart Journal.
Este foi um estudo transversal envolvendo 22.210 homens e mulheres adultos que foram submetidos a um exame de "checkup" abrangente entre 2011 e 2013 (média de idade de 40 anos).
O consumo de bebida carbonatada adoçada com açúcar foi avaliado através de um questionário de frequência alimentar validado e o cálcio nas artérias coronárias (CAC) foi medido por tomografia computadorizada cardíaca.
Após análises estatísticas apropriadas, a prevalência de CAC detectável (pontuação CAC>0) foi de 11,7%.
Após o ajuste para idade, sexo, centro de atendimento, ano do exame de triagem, escolaridade, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, história familiar de doença cardiovascular, histórico de hipertensão, história de hipercolesterolemia, ingestão de calorias totais, frutas, legumes e carnes vermelhas e processadas, apenas a categoria de mais alto consumo de bebida carbonatada adoçada com açúcar foi associado a um aumento da pontuação de CAC em comparação à categoria de consumo mais baixo.
Os resultados sugerem que altos níveis de consumo de bebida carbonatada adoçada com açúcar estão associados a uma maior prevalência e grau de CAC de adultos assintomáticos, sem história de doença cardiovascular, câncer ou diabetes.
Fonte: American Heart Journal, publicação online, de 16 de abril de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
Os antioxidantes de que o seu corpo precisa - e o 'mito' dos suplementos
Antioxidantes são vitaminas, minerais e outras substâncias químicas que ajudam a proteger as células de substâncias prejudiciais produzidas durante seu metabolismo.
Já é comprovado que uma dieta rica em alguns antioxidantes protege contra doenças cardíacas, derrames, alguns tipos de câncer e doenças relacionadas ao envelhecimento.
Podemos então concluir que o melhor é consumir o máximo de antioxidantes possível, incluindo suplementos?
Provavelmente não.
Alguns antioxidantes podem proteger células saudáveis de danos no DNA, mas ainda não compreendemos totalmente todos os efeitos deles para a saúde.
Por um lado, é bom consumir uma grande variedade de alimentos ricos em antioxidantes, mas especialistas afirmam que, para a maioria das pessoas, não há benefício nenhum em tomar suplementos de antioxidantes.
Funcionamento
A oxidação é um processo químico normal em nossos corpos, que resulta em moléculas instáveis chamadas radicais livres.
Em pequenas quantidades, esses radicais livres são úteis para nossa saúde pois têm um papel importante nos processos normais de nossas células.
Mas em grandes quantidades eles podem causar problemas e prejudicar o funcionamento celular - um processo conhecido como "estresse oxidativo".
Nós costumamos ingerir antioxidantes como a vitamina C ou o betacaroteno para evitar o estresse oxidativo e proteger as células do corpo.
Antioxidantes conseguem proteger nossas células neutralizando estes radicais livres.
Pesquisas realizadas nos últimos dez anos mostraram que consumir alimentos ricos em antioxidantes como frutas, verduras, leguminosas e grãos tem um efeito benéfico à saúde.
Mas é importante notar que a quantidade de antioxidantes em alimentos e bebidas varia muito.
Veja abaixo os tipos de antioxidantes e onde encontrá-los.
1) Selênio
O selênio é um mineral encontrado no solo. Ele é importante para manter o funcionamento normal do sistema reprodutivo, sistema imunológico e no uso de iodo pela tireoide.
Entre as fontes de selênio estão carne vermelha, ovos, peixe, mariscos, gérmen de trigo e castanha-do-pará.
2) Vitamina C
A vitamina C é um antioxidante encontrado em muitos alimentos, especialmente frutas cítricas, frutas vermelhas e verduras.
A vitamina é particularmente importante para o funcionamento e os processos de cura dos tecidos, como a formação de colágeno.
Em alguns países, os serviços de saúde até aconselham os fumantes a consumir mais vitamina C.
E a vitamina também ajuda as pessoas a absorverem melhor o ferro.
3) Compostos fenólicos
Os compostos fenólicos são um grande grupo de compostos químicos de plantas com propriedades antioxidantes.
Entre eles estão os flavonoides como a quercetina, que é encontrada na cebola, chá, vinho tinto e chocolate; a curcumina, encontrada na mostarda e açafrão; taninos, encontrados no chá verde e no chá vermelho; isoflavonas, encontradas no leite de soja, tofu e missô e as lignanas, que podem ser encontradas nas sementes de linhaça e outros grãos.
4) Carotenoides
Os carotenoides são compostos vegetais como o betacaroteno, luteína e licopeno, que dão a frutas e verduras a coloração amarela, vermelha e laranja.
Eles ajudam a fortalecer a imunidade do corpo. Quanto mais forte a coloração, maior a concentração.
Entre as boas fontes de carotenoides estão maracujá, manga, tomate, cenouras, batata-doce e damasco.
Os betacarotenos de coloração laranja forte, encontrados na cenoura, por exemplo, também podem ter outros benefícios pois são transformados em vitamina A.
5) Vitamina E
A vitamina é um antioxidante particularmente adequado para a proteção do corpo de reações oxidantes envolvendo gordura.
Todas as células do corpo têm uma camada fina de gordura vulnerável ao ataque de radicais livres. A vitamina E intercepta os radicais livres evitando danos e mantendo a integridade da célula.
Entre as boas fontes desta vitamina estão oleaginosas (como nozes), sementes e óleos vegetais.
Suplementos
A maioria dos testes clínicos já feitos até hoje não encontraram provas de que o consumo de um antioxidante ou de uma combinação deles em forma de suplementos proteja a saúde.
Segundo o professor Tom Sanders, chefe do Departamento de Diabetes e Ciências da Nutrição do King's College de Londres, tomar suplementos de antioxidantes pode até prejudicar a saúde, a dos fumantes.
E o Cochrane Collaboration, um grupo internacional que analisa questões de saúde, também opina que os suplementos de antioxidantes podem fazer mais mal do que bem.
Em 2012, o grupo realizou uma análise de 78 teste clínicos de suplementos de antioxidantes e não identificou provas de que o consumo deles ajudasse a evitar doenças.
Um estudo realizado na década de 1990 com homens finlandeses que fumavam muito descobriu que os que consumiam doses altas de betacaroteno tinham um risco maior de desenvolver câncer de pulmão. A pesquisa de suplementos de antioxidantes com vitamina E também identificou elos entre estes suplementos e um tipo de derrame e, possivelmente, câncer na próstata.
Por sorte a natureza já fornece um pacote equilibrado de antioxidantes e certamente não há provas de que consumir muitas frutas e verduras faça mal à saúde.
Dieta colorida
Catherine Collins, nutricionista-chefe no Hospital St. George, na Grã-Bretanha, recomenda uma dieta com mais frutas, leguminosas e grãos, que são todos ricos em antioxidantes e também boa fonte de fibras.
Segundo a Associação Dietética Britânica, consumir 400 gramas de frutas e verduras por dia pode ajudar a diminuir o risco de problemas de saúde como hipertensão, obesidade e alguns tipos de câncer.
A nutricionista britânica Felicity Lyons, porta-voz da associação, afirmou que cada antioxidante tem seu papel particular no corpo então consumir muito de apenas um tipo não vai ajudar.
O conselho é diminuir o consumo de alimentos industrializados e tentar fazer sua própria comida em casa.
fonte: BBC
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Bebidas energéticas cafeinadas podem estar associadas ao maior risco de diabetes em jovens
Pesquisadores canadenses testaram os efeitos de bebidas energéticas cafeinadas entre adolescentes e sugerem que a cafeína inibe a capacidade do organismo para lidar com uma carga elevada de açúcar. Eles acreditam que isso possa levar à resistência à insulina, situação em que o corpo produz quantidades cada vez maiores de insulina para limpar o açúcar que circula no sangue e nos tecidos.
Heidi Virtanen, da Universidade de Calgary, líder do estudo, explica que os resultados mostram que o consumo de bebidas energéticas contendo cafeína pode contribuir para um aumento de 20 a 30% nos níveis de insulina e de glicose em resposta a uma carga alta de glicose. Uma vez que a cafeína persiste no organismo durante 4 a 6 horas após o consumo, a resistência à insulina associada a este consumo pode contribuir para o aumento do risco metabólico em indivíduos susceptíveis através da interferência persistente com o metabolismo normal de glicose, principalmente quando consumidas por adolescentes.
Os pesquisadores observam que, apesar da advertência em rótulos de bebidas energéticas cafeinadas dizerem que elas não são adequadas para crianças, o marketing muitas vezes torna-as atraentes para crianças, adolescentes e adultos jovens. Estima-se que, no Canadá, cerca de 30% dos adolescentes bebem regularmente este tipo de bebida, enquanto 50% dos atletas consomem-nas em tempo integral.
O estudo envolveu 10 homens e 10 mulheres com idades entre 13 a 19 anos. Após jejum de 24 horas, abstendo-se de cafeína e sem exercício, os adolescentes foram aleatoriamente designados a tomar ou uma bebida energética com cafeína ou uma sem cafeína. Ambas as bebidas energéticas estavam livres de açúcar, de modo a determinar os efeitos da cafeína na bebida.
As amostras de sangue foram retiradas periodicamente durante um período de 2 horas e um teste de glicose oral padrão foi administrado 40 minutos depois da ingestão da bebida.
Os resultados apresentaram um aumento de 25% nos níveis de glicose no sangue ao longo de um período de 2 horas para aqueles que tomaram a bebida com cafeína em comparação com aqueles que consumiram a versão descafeinada. Elevações da glicose com a bebida energética contendo cafeína foram acompanhadas por um aumento de 26% nos níveis de insulina. Os pesquisadores dizem que, como a meia-vida da cafeína é na faixa de 4 a 6 horas, estes resultados sugerem que o consumo de uma bebida energética contendo cafeína por adolescentes pode afetar a regulação da glicose por horas depois do consumo.
Os resultados, apresentados no Congresso Mundial de Diabetes em Vancouver, devem ser avaliados com cautela, pois eles ainda não foram publicados em um periódico médico e trata-se de um estudo com pequeno número de participantes. Este também é um estudo piloto, por isso, outras pesquisas serão necessárias para confirmar os resultados.
Fonte: International Diabetes Federation (IDF) 2015 World Congress
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Ingestão de frutas e aterosclerose coronariana
A relação entre a ingestão de frutas e produtos hortícolas na idade adulta jovem e a aterosclerose coronariana posteriormente na vida ainda não está bem estabelecida.
Para entender melhor esta relação foi realizado um estudo conhecido como Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA), com uma coorte de jovens, indivíduos pretos e brancos saudáveis no início do estudo (1985-1986). A ingestão de frutas e produtos hortícolas no início do estudo foi avaliada por meio de uma entrevista semi-quantitativa com histórico de dieta e foi medido o cálcio na artéria coronária (CAC) no vigésimo ano de acompanhamento (2005-2006) por tomografia computadorizada. A média (DP) de idade no início do estudo foi de 25,3 anos e 62,7% dos participantes eram do sexo feminino na amostra estudada. Após ajustes para variáveis demográficas e de estilo de vida, a maior ingestão de frutas e produtos hortícolas foi associada a uma menor prevalência de CAC.
As conclusões deste estudo de coorte longitudinal mostram que a maior ingestão de frutas e produtos hortícolas foi associada a uma menor prevalência de CAC após 20 anos de acompanhamento, reforçando a importância de se estabelecer uma elevada ingestão desses alimentos como parte de um padrão alimentar saudável precocemente na vida.
Fonte: Circulation, publicação online, de 26 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Uso de termogênicos
Chama-se de termogênese (=produção de calor) ao processo metabólico que regula a temperatura do corpo. Ela se baseia na queima de gorduras armazenadas para produzir energia e, com isso, gerar calor.
Os termogênicos são suplementos alimentares que aumentam o metabolismo ou micro-organismos que criam calor a partir de resíduos orgânicos. Eles levam a uma maior perda das calorias gastas com a lipólise (queima de gordura).
Atletas ou pessoas que simplesmente desejam perder peso usam os termogênicos para aumentar sua taxa metabólica basal e, assim, aumentar seu gasto energético.
Quando fazemos exercícios, a temperatura do nosso corpo aumenta e nosso metabolismo se acelera. Os termogênicos produzem um aumento da temperatura, mesmo com o corpo em repouso.
Eles estão representados por substâncias como a cafeína e a efedrina, por exemplo, ou contidos em alimentos como chá verde, óleos vegetais e guaraná, dentre outros que aceleram o metabolismo lipídico.
Alguns alimentos são naturalmente termogênicos, como a pimenta vermelha, a mostarda, o vinagre de maçã, o gengibre e o guaraná. Mas nem os alimentos, nem os suplementos dispensam a pessoa de seguir uma dieta saudável e praticar exercícios físicos regulares.
Outros agem diretamente sobre o sistema nervoso central impedindo ou adiando a liberação do hormônio leptina, que favorece a saciedade e inibe a sensação de fome. Em geral, deixam o corpo em estado de alerta.
Os termogênicos agem como queimadores de gordura e inibidores de apetite e, assim, são benéficos para os indivíduos que almejam perder peso e tecido adiposo.
Em geral, estimulam o sistema nervoso central e ativam o estado de alerta e ataque ativo, com aceleração cardíaca, dilatação dos brônquios e glicogenólise (queima do glicogênio) para obter energia.
Com a aceleração cardíaca, mais sangue e nutrientes chegam às células e aos tecidos, melhorando a performance no exercício e a queima de gordura. A broncodilatação permite um maior fluxo de oxigênio e assim melhora o rendimento do indivíduo em exercícios aeróbicos.
A glicogenólise libera energia. Com isso, os indivíduos queimarão mais calorias mesmo durante as tarefas comuns do dia a dia, como andar e trabalhar, por exemplo. Como auxiliares no emagrecimento, os termogênicos não dispensam as dietas, os exercícios regulares, o abandono do sedentarismo e as mudanças no estilo de vida.
Os dois maiores malefícios dos termogênicos são (1) doses excessivas e (2) uso inadequado por pessoas para as quais eles seriam contraindicados, como as que sofrem de hipertensão arterial, arritmias cardíacas, insônia, etc.
O consumo em excesso pode gerar fadiga, dor de cabeça e tontura. Pessoas com problemas de ansiedade devem evitar os termogênicos, que podem levar ao nervosismo e a outros sintomas. Outros estimulantes mais fortes podem gerar quadros de pânico, ansiedade e insônia.
Há ainda os que irritam o cólon, levando a dores abdominais e diarreia. Pessoas que possuem doenças inflamatórias intestinais devem evitar esses suplementos. Ou seja, embora pareçam produtos simples, os termogênicos só devem ser usados por orientação de um nutricionista ou nutrólogo.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Leites Fermentados
Acima: lactobacilos vivos.
Os leites fermentados são atrativos por proporcionarem benefícios à saúde do consumidor, além de promoverem grande sensação de prazer ao serem ingeridos como sobremesa tanto por crianças quanto por adultos. Despertam a atenção do consumidor, por sua cor, sabor e odor, além da facilidade no manuseio da embalagem. Porém, no que diz respeito às informações nutricionais, algumas destas passam despercebidas e outras levam ao questionamento dos que consomem o produto.
Existem diversos subtipos de leites fermentados, entre eles os cultivados, cuja fermentação é realizada por um ou vários dos seguintes cultivos: Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, Bifidobacterium sp, Streptococus salivarius subsp thermophilus e/ou outras bactérias acido-lácticas.
Um dos produtos mais famosos por suas propriedades regulatórias no organismo, o ACTIVIA® da Danone, se enquadra na classificação mencionada anteriormente, pois apresenta em sua composição as bactérias L.Bulgaricus, S. Thermophilus e Bifidobacterium. Estas por sua vez, quando ingeridas em quantidades adequadas, são responsáveis por ajustar a microflora no intestino além de estimular a função imune. Estes microorganismos conseguem resistir ao pH ácido do estômago e dessa forma se aderem à mucosa intestinal, realizando suas funções.
O mais interessante é que o produto citado acima apresenta em sua composição Sorbato de potássio como conservante. Este tem como função inibir o crescimento de diversos micro-organismos, entre os quais, leveduras, mofos e bactérias. No entanto, não desempenham efeitos sobre os micro-organismos responsáveis pela produção do ácido lático, sendo então antimicrobianos ideais na produção de leites fermentados em geral.
De fato, a Instrução Normativa nº 46, de 23 de Outubro de 2007, Ministério Da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que Adota o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Leites Fermentados cita que: “5.1.3. ...No caso particular do agregado de polpa de fruta ou preparado de fruta, ambos de uso industrial, admitir-se-á, além disso, a presença de ácido sórbico e seus sais de sódio, potássio e cálcio em uma concentração máxima de 300 miligramas por quilograma (expressos em ácido sórbico) no produto final.”
Como o ACTIVIA® é um leite fermentado com agregado de polpa de frutas, este produto está mais suscetível à deterioração quando comparados aos leites fermentados exclusivamente lácteos (como no caso do YAKULT® que não possui quaisquer aditivos químicos em sua composição nutricional), e isso justificaria o uso do Sorbato de Potássio em sua formulação.
Dessa forma, o consumidor poderia se sentir seguro já que o Sorbato de Potássio não geraria toxicidade, se utilizado nas concentrações permitidas pela legislação vigente, como também não afetaria a funcionalidade das bactérias responsáveis pela fermentação do leite. Porém, por desempenhar uma função bacteriostática, poderia estar afetando a quantidade de bactérias benéficas que chegam ao trato gastrointestinal, o que prejudicaria a efetivação das ações esperadas em relação à saúde do consumidor.
Um fato curioso é que o ACTIVIA® comercializado nos Estados Unidos não apresenta na sua formulação quaisquer substâncias antimicrobianas, o que nos leva a pensar se existe ou não a necessidade de empregar estes aditivos na produção deste leite fermentado. O não uso de um conservante em um leite fermentado com agregado de polpa de fruta, promoveria uma deterioração mais rápida, porém, talvez isso poderia ser resolvido através de boas práticas de fabricação (BPF) e um maior controle microbiológico durante o processo de produção deste produto.
Sabe-se que há especulações e projetos em andamento sobre o emprego destes antimicrobianos nestes produtos. Atualmente, a legislação brasileira permite o uso destas substâncias nos leites fermentados com agregados de polpas de frutas, entretanto na literatura não se encontram respostas no que diz respeito sobre a real necessidade do emprego de conservantes nestes produtos e se os mesmos não afetariam a quantidade de bactérias necessárias para realização dos seus efeitos. Assim, esse tema fica aberto a discussão do público.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Prebióticos e Probióticos
Os probióticos (do grego: pró = a favor; βιωτικός adjetivo decorrente de βίος = "vida") são bactérias vivas que habitam normalmente o corpo ou podem ser artificialmente introduzidas nele e que são benéficas para a saúde, especialmente para o sistema digestivo. Atualmente costuma-se chamar de probióticos os alimentos e suplementos que contenham essas bactérias. A Organização Mundial da Saúde define os probióticos como “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro".
Em geral, pensa-se nas bactérias como algo nocivo, que causa doenças. Mas há também as bactérias boas e até necessárias ao bom funcionamento orgânico. Assim, se há bactérias que causam doenças, há também as doenças causadas pela falta de algumas delas. No corpo, sempre convivem os dois tipos: as bactérias com potencial para causar doenças não devem ultrapassar certo nível e as úteis ao organismo não devem ter seu nível muito diminuído.
Habitualmente, os probióticos são classificados como alimentos e não como medicamentos, sendo considerados seguros. Eles podem ser encontrados sob a forma de pó ou em cápsulas a serem adicionados à água, ao leite ou a sucos. Alguns efeitos colaterais leves podem surgir nos primeiros dois dias depois de iniciá-los e incluem dores de estômago, diarreia, gases, inchaço ou reações alérgicas.
As medidas sanitárias atuais mais rigorosas e os modernos produtos de higienização tanto eliminam as bactérias nocivas quanto as “boas” bactérias. Daí que o uso dos probióticos seja cada vez mais necessário. Provavelmente, os primeiros probióticos de um indivíduo são obtidos pelo bebê de forma natural ao atravessar o canal do parto. Durante o seu crescimento, o indivíduo se depara com muitas ameaças para as bactérias benéficas em seu intestino, a partir da água potável clorada, dos alimentos excessivamente processados, etc., as bactérias "boas" só podem sobreviver no trato gastrointestinal se for mantido um equilíbrio adequado de diferentes tipos de bactérias. Isso é muito importante para o sistema imunológico da pessoa, porque 80% dele vive em seu intestino. Os principais benefícios dos probióticos são ajudar o indivíduo na digestão dos alimentos, melhorar a síntese de vitaminas do complexo B e a absorção de cálcio, ajudar a manter um equilíbrio saudável da flora intestinal, promover a saúde vaginal nas mulheres e apoiar o sistema imunitário.
Grande parte dos iogurtes comerciais, por exemplo, não é uma boa fonte de probióticos, porque a pasteurização reduz a maioria das bactérias benéficas, isso acontece mesmo com os iogurtes ditos orgânicos. Alguns iogurtes (particularmente os congelados) não contêm mesmo quaisquer bactérias vivas. Muitas vezes as bactérias úteis, que normalmente habitam o organismo, são eliminadas ou muito diminuídas por efeito secundário de certos procedimentos industriais, mas devem ser repostas para manter o indivíduo saudável. É o que acontece, por exemplo, depois de tomar antibióticos em altas doses ou por longo tempo, os quais podem eliminar as bactérias “más", mas também eliminam as “boas”. Os probióticos, então, ajudam a manter o equilíbrio entre os microrganismos “bons” e “maus” e a manter o corpo funcionando como deveria.
Existem muitos tipos diferentes de bactérias que podem ser classificadas como probióticos, mas as principais pertencem a dois grupos. Os Lactobacillus, o mais comum deles, são encontrados no iogurte e em outros alimentos fermentados e ajudam na diarreia e na digestão da lactose. Os Bifidobacterium também são encontrados em alguns produtos lácteos e podem ajudar nos sintomas da síndrome do intestino irritável.
Os probióticos são usados principalmente em moléstias intestinais como a síndrome do intestino irritável, a doença inflamatória intestinal, a diarreia infecciosa e a diarreia relacionada ao uso de antibiótico. Também atuam em sintomas como os de doenças da pele, no eczema, na saúde bucal, urinária e vaginal e para prevenir alergias e resfriados. Sempre que viajar para países ou regiões que tenham hábitos alimentares diferentes daqueles a que o indivíduo está acostumado, ele deve levar consigo algum prebiótico, porque os alimentos a que não esteja acostumado podem alterar sua flora intestinal.
Os probióticos são diferentes dos prebióticos, pois os probióticos são microrganismos vivos e os prebióticos são fibras que ajudam a alimentar essas bactérias, além de ajudar a regular o intestino e criar um ambiente em que essas bactérias se multipliquem. Os prebióticos são não-digeríveis e funcionam como alimento para as bactérias intestinais benéficas. Os prebióticos não devem, pois, serem absorvidos durante a passagem pelo trato digestivo superior, devem servir como substrato a uma ou mais bactérias intestinais benéficas, alterando a microflora de maneira favorável e devem produzir efeitos benéficos sistêmicos ou na luz do intestino.
Os representantes mais conhecidos dos prebióticos estão concentrados em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel, cerveja, etc. Eles também diminuem o colesterol, ao diminuir a absorção de gorduras, ajudam o sistema imune e a absorção de cálcio e de magnésio pelo organismo. Os benefícios dos alimentos ricos em prebióticos só são notados quando estes são consumidos diariamente, por um longo período. Contudo, o consumo de fibras deve ser feito com moderação porque, em excesso, pode resultar em diarreia ou flatulência.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Alergia ao leite ou intolerância à lactose?
Todos os dias, os mesmos sintomas se repetem: cólica, gases, diarreia e enjoo.
A suspeita é de que a causa seja algum alimento.
Então, você se submete a um teste - às vezes demorado - para descobrir qual é esse alimento: a cada semana, elimina um item da dieta e observa se os sintomas permanecem.
Certo dia, o responsável finalmente é identificado.
Ao eliminar leite e derivados da alimentação, o seu sistema gastrointestinal funciona como nunca.
Problema solucionado? Ainda não. Falta descobrir de você tem alergia ao leite ou intolerância à lactose.
Embora distintos, os problemas ainda causam confusão em grande parte da população que, em vez de buscar ajuda profissional, prefere simplesmente parar de consumir leite e derivados.
Mas, esse alimento é uma das principais fontes de cálcio para o organismo e excluí-lo pode acarretar sérios problemas de saúde, como a perda de massa óssea...
Para início de conversa, vale alguns esclarecimentos básicos.
Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a um corpo considerado estranho pelo organismo.
No caso do leite, os corpos estranhos são as proteínas presentes neste alimento.
A alergia ao leite costuma despontar ainda na infância.
Cerca de 2% das crianças têm o problema, mas, como o sistema imunológico vai sofrendo alterações ao longo do tempo, a alergia costuma desaparecer.
A intolerância à lactose, por sua vez, é uma deficiência caracterizada pela falta de lactase, enzima responsável pela quebra da lactose, que é o açúcar do próprio do leite.
Cerca de 70% dos adultos têm algum nível de intolerância, pois a quantidade de lactase no organismo vai diminuindo naturalmente após os cinco anos de idade.
Embora cada problema compreenda mecanismos completamente diferentes, os sintomas podem ser semelhantes em alguns casos.
A alergia pode causar sintomas cutâneos, como urticárias, inchaço e coceira; respiratórios, como tosse e falta de ar e também gastrointestinais, como diarreia, dor de barriga e gases.
A intolerância, entretanto, resume-se exclusivamente ao trato gastrointestinal.
A reação imunológica do alérgico ao leite não varia de acordo com a quantidade ingerida.
Assim, um pedaço de queijo ou um copo de leite podem desencadear sintomas de intensidade equivalente.
O problema é que essa reação pode ser desde uma alteração leve de pele até um choque anafilático, que pode ser fatal.
Por essa razão, leite e derivados precisam ser completamente excluídos da dieta do alérgico.
No entanto, essa medida resolve apenas parte da questão.
Sem laticínios - uma das principais fontes de cálcio da nossa alimentação -, o alérgico precisa recorrer a outros alimentos para que a deficiência desse nutriente não leve a cãibras, perda de massa óssea e outras complicações.
Recomenda-se consumir soja e vegetais verde-escuros, como a couve e o brócolis, para contornar o problema.
Ainda assim, esse reforço alimentar pode não ser suficiente.
Nosso corpo consegue absorver até 90% de cálcio de alimentos de origem animal, mas apenas 10 ou 20% de cálcio de alimentos de origem vegetal.
Neste caso, um nutricionista poderá recomendar suplementação do nutriente.
Em ambos os casos, há necessidade de mudanças na dieta.
Além disso, o alérgico pode se submeter a um tratamento de dessensibilização das proteínas do leite.
Ele consiste na exposição do paciente a esses componentes que causam alergias e deve ser feito somente por um especialista.
Para o intolerante, também há a opção de um medicamento de enzimas sintéticas de lactase.
A prescrição pode ser feita apenas pelo profissional responsável pelo caso.
Como se pode ver, é necessária a ajuda de profissionais para colaborar na condução do caso e não resolver sozinho, por "conta própria"!
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Chocolate
Uma substância exclusiva do cacau pode melhorar o fluxo do sangue no cérebro.
Trata-se de um tipo especial de flavonoide.
É o que revela um estudo publicado na revista “Neuropsychiatric Disease and Treatment”.
De acordo com os pesquisadores, o composto pode ter impacto positivo nas funções cognitivas do órgão.
Ele poderia ser usado também em futuros tratamentos de casos de demência e derrames, por exemplo.
Presentes também no vinho tinto e em vários alimentos, os flavonoides são antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares.No entanto, o flavonoide do cacau parece ser único.
O chocolate amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite, contém alto teor de flavonóides.
Porém, antes de uma corrida às lojas, vale lembrar que a maioria dos chocolates vendidos no Brasil tem pouquíssimo cacau, substituído por gordura, açúcar e parafina.
Na pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo voluntários entre 59 e 83 anos, foi descoberto que aqueles que tomaram uma bebida de cacau, rica em flavonoides, de uma determinada marca, tiveram um aumento de 8% no fluxo de sangue no cérebro depois de uma semana e 10% de aumento depois de duas semanas.
Os pesquisadores encontraram benefícios a curto e longo prazo para o cérebro no consumo de flavonoides do cacau, o que pode abrir novas frentes de tratamento para muitos idosos que sofrem de demência.
Uma das causas da doença entre os idosos é exatamente a diminuição progressiva do fluxo de sangue para o cérebro, causando danos estruturais no órgão.
Especula-se que manter ou recuperar esse fluxo poderia retardar o declínio das funções cerebrais.
Esse trabalho reforça o conhecimento que tínhamos sobre as ligações entre os flavonoides do cacau e o melhor fluxo de sangue no cérebro — diz o pesquisador Harod Schmitz, que conduziu os estudos.
Embora seja necessário realizar mais estudos, as novas revelações levantam a possibilidade de se desenvolver produtos à base de cacau, ricos em flavonoides, para ajudar no declínio das funções cerebrais de idosos.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Glúten: é realmente necessário parar de ingerir?
FONTE: BBC WORD
É assim que você se livra do glúten na sua vida:
Primeiro, tire todo os pães, farinhas e cereais matinais de trigo do seu café da manhã. Em seguida, jogue fora todos os potes de manteiga ou geleia que estavam abertos, porque pode haver migalhas de pão ou bolacha neles.
Além disso, chame seus amigos para acabar com todas as cervejas que você tenha em casa. Milhões de pessoas estão fazendo isso e muito mais à medida que estão convertendo seus corpos em áreas livres de glúten.
Apenas nos Estados Unidos, cerca de 70 milhões de pessoas – ou 29% da população adulta – garante que está tentando cortar o consumo de glúten, de acordo com um levantamento divulgado pela empresa de pesquisas NDP.
Já no Reino Unido, 60% dos adultos já compraram um produto sem glúten, de acordo com dados do site de pesquisas YouGov, e em 10% dos lares há alguém que acredita que glúten faz mal para a saúde.
O glúten é uma proteína encontrada no trigo, fazendo parte de nossa dieta habitual.
Mas ele é a única das proteínas que não pode ser decomposta totalmente pelo corpo humano e transformada em aminoácidos.
O máximo que conseguimos fazer é dividi-lo em cadeias de ácidos chamados peptídios (uma espécie de "molécula de proteína" em miniatura).
Eles normalmente passam pelo corpo da maioria das pessoas.
No entanto, os sistemas imunológicos de celíacos (pessoas que sofrem do transtorno) são geneticamente predispostos a vê-los como micróbios invasores.
Uma guerra começa e há vários efeitos colaterais: uma redução das vilosidades intestinais, dobras que cobrem o intestino delgado e são responsáveis por absorver os nutrientes e levá-los até o fluxo sanguíneo.
À medida que se atrofiam, sua superfície diminui e não faz seu trabalho como deveria.
A doença celíaca é bem comum.
Ela afeta cerca de 1% das pessoas do mundo desenvolvido, de onde se tem dados.
Mesmo com essa abrangência, isso não explica a crescente popularidade da dieta sem glúten.
Segundo a empresa de análise de mercado Mintel, 7% dos adultos britânicos evitam o glúten por conta de alergia ou intolerância (estritamente falando, a doença celíaca não é nem uma coisa nem outra) e mais de 8% o evitam por conta de um "estilo de vida saudável".
A opinião de que o glúten faz mal não apenas para celíacos mas para todo mundo é apoiada por uma corrente de blogueiros, nutricionistas que vendem "best sellers" e famosos.
Um levantamento da Mintel estima em US$ 9 bilhões o mercado americano de produtos sem glúten.
Uma análise nas buscas online nos últimos anos sugere que o aumento do interesse nas dietas sem glúten tem pouco a ver com uma crescente consciência sobre o celíaco e está muito mais relacionado à popularidade de dietas como a "paleo", que busca um retorno à Idade da Pedra no que se refere a hábitos alimentares.
Mas muitos acabaram se interessando pelo conceito de abrir mão do glúten pela simples razão de acreditarem que isso as fará se sentir melhor, pelo que percebi nas conversas com visitantes de uma feira de alimentação em Londres, a Allergy and Free From Exhibition, dedicada a alimentos que causam alergia e dietas alternativas como vegetariana e vegana.
Muitos dos 35 mil visitantes buscavam informações ou produtos ligados a dietas particulares específicas.
Mas, como me disse o diretor do evento, Tom Treverton, é cada vez mais comum achar pessoas "que querem cortar algo de sua dieta por outra razão - não porque são alérgicas, mas porque se sentem melhor quando o fazem, e acreditam que isso seja saudável".
Muitas das pessoas com quem conversei tinham preocupações genuínas com a saúde. Encontrei celíacos que estavam ali em busca de um pão ou uma cerveja (sem glúten) decentes, mas falei com um número ainda maior de pessoas que se descreveram como "intolerantes a glúten".
Elizabeth Jones, por exemplo, me contou que começou a sofrer de intolerância a glúten aos 15 anos. "É muito constrangedor aparecer em um evento social com os lábios ou a cara inchada", disse ela.
Ela cortou glúten e outros alimentos de sua dieta - a lista incluía sementes de uva - o que pareceu ter aliviado os sintomas.
Outra mulher, Debra, de Hertfordshire, costumava sofrer de refluxo gástrico. Ela testou negativo para doença celíaca, mas um nutricionista do hospital recomendou que ela cortasse glúten de sua dieta mesmo assim.
Ela é enfermeira especializada em gastroenterologia pediátrica e me disse que sua situação melhorou; ela disse também que entre seus pacientes havia várias crianças que não apresentavam danos nas vilosidades intestinais - e que, portanto, também não sofriam de doença celíaca - mas que, como ela, tiveram uma melhora em sua condição quando pararam de comer glúten.
Médicos especialistas acreditam que é hora de ampliar o espectro do que são considerados problemas causados pelo glúten, que abarcaria desde a doença celíaca como também a sensibilidade ao glúten.
O médico italiano Alessio Fasano, diretor do Centro de Pesquisas Celíacas nos Estados Unidos, é um grande defensor dessa visão.
Em 1993, ele assumiu o departamento de gastroenterologia pediátrica na Universidade de Medicina de Maryland. Ele era um médico jovem vindo de Nápoles, onde ele atendia ao menos 20 ou 30 crianças por semana com doença celíaca.
Mas nos Estados Unidos, a história era outra: "Passavam-se dias, semanas, meses e eu não atendia nenhum caso sequer." Depois, ele percebeu que o problema era uma questão de diagnóstico mal feito.
Mesmo diante do ceticismo de seus colegas, ele fez um estudo com 13 mil pessoas que o ajudou a mudar os dados: a prevalência de um celíaco para 10 mil pessoas passou de um para cada 133.
Sua clínica agora atende mais de mil pacientes por ano.
Diferentemente de alergia ao trigo, a sensibilidade ao glúten não tem uma série de biomarcadores conhecidos e, por isso, os médicos não podem saber se o paciente sofre desse problema com um simples teste – há um exame de sangue, mas os resultados são imprecisos para muitos pacientes.
Assim, essa doença só pode ser diagnosticada ao se eliminar outros problemas e, em seguida, testar uma dieta sem glúten.
Mas, para Fasano, ainda que o glúten não tenha valor nutricional em si, fazer uma mudança radical no que se come sem a ajuda de um especialista é péssima ideia.
"Deixar de ingerir glúten te priva de muitos elementos-chave em sua dieta, como vitaminas e fibras, fundamentais para uma nutrição equilibrada."
Parte da polêmica em torno do glúten vem da dificuldade de se distinguir os benefícios que qualquer um pode experimentar ao adotar uma dieta sem glúten com efeito placebo (o poder das expectativas do paciente de que o tratamento levará à cura).
Outra parte dessa questão controversa vem do fato de não se saber exatamente quantas pessoas são afetadas.
Fasano calcula que o número pode estar em até 6% da população. Mas com 29% dos americanos adultos tentando evitar glúten, há 22% (ou 53 milhões de pessoas) que não estão no espectro de doenças relacionadas ao glúten, mas ainda sim querem deixar de ingeri-lo.
Apenas em 2013, 200 milhões de pratos sem glúten foram pedidos em restaurantes americanos, segundo a NPD.
"Estamos quebrando a cabeça para entender esse fenômeno social. Começamos essa batalha, por assim dizer, para sensibilizar os americanos sobre os celíacos. Mas nos demos conta que esse pêndulo está descontrolado e agora foi par ao outro extremo", diz Fasano.
Quando questionado se essa dieta ajudar a perder peso, Fasano dá risada.
"Se você começa a comer substitutos como cerveja sem glúten ou massa ou bolacha sem glúten, o que vai acontecer é você engordar. Uma bolacha comum tem 70 calorias. Sem glúten, o mesmo biscoito pode chegar a 210 calorias."
"Você tem que substituir o glúten com algo que faça essa bolacha palatável, então você precisa carregá-la de gordura e açúcar. Tenha em mente isso: um grama de proteína contém quatro calorias. Um grama de gordura, nove."
Mas ele diz ser possível perder peso com um dieta sem glúten ao trocar alimentos processados (como biscoitos) por outros frescos, como verduras, frutas, peixe e carne.
Dois livros muito populares, Barriga de Trigo, de William Davis, e Grain Brain (Mente de Grãos, em tradução livre) de David Perlmutter, têm sido especialmente importante para alertar os americanos sobre os "perigos" do glúten.
Ambos fazem referências à pesquisa de Fasano, mas o especialista diz que os dois livros estão cheios de exageros e generalizações. "O glúten e os carboidratos estão destruindo seus cérebros", se lê na obra de Perlmutter.
Frustrado com a cobertura sensacionalista, Fasano publicou seu próprio livro no ano passado Gluten Freedom (não lançado em português), co-escrito com Susie Flaherty.
Ele diz que comer glúten não oferece risco a pessoas fora do espectro dos transtornos ligados ao glúten - e a maior parte dos especialistas concorda com ele.
Outro livro pulicado sobre o tema é The Gluten Lie (A Mentira do Glúten, em tradução livre), de Alan Levinovitz. É estranho pensar que Levinovitz tenha entrado nesse debate, visto que ele é um especialista em religião e literatura.
Mas ele diz que vê essa moda contra o glúten como uma combinação entre os poderosos mitos de um paraíso passado com uma atitude anticorporativa contra a indústria alimentícia.
Levinovitz diz que não é a primeira vez que um tratamento para celíacos entra na moda. Já ocorreu nas décadas de 1920 e 1930, quando médicos - que ainda não sabiam do papel do glúten na doença - receitavam uma dieta de banana e leite, suplementada com caldos, gelatina e quantidades pequenas de carne.
Muitos dos famosos que abandonaram o glúten, como Gwyneth Paltrow, Miley Cyrus e Victoria Beckham, dizem que eliminar a proteína de suas dietas não foi algo feito por diversão, mas que têm intolerância.
"Os principais defensores dessa dieta fazem isso porque ela genuinamente funcionou para eles", diz Levinovitz. "Então talvez haja algumas pessoas que não tenham sido diagnosticadas como celíacas ou alguém que não seja celíaco mas tenha sensibilidade ao glúten. Mas essas histórias viraram uma boa de neve e abarcaram toda uma comunidade de pessoas que pensam "ah, se funcionou para o meu amigo, também vou tentar".
"E tem o efeito placebo (psicolóogico), combinado com o fato de que você não está mais bebendo cinco cervejas toda a noite, e por isso se sente melhor, e acha que tem a ver com o glúten."
Em seu livro, Levinovitz também fala do efeito "nocebo": a ideia de que se você acredita que algo pode te fazer mal, isso pode realmente te causar efeitos negativos.
Pode ser que grande parte dos americanos estejam sob o que médicos chamam de "doença sociogênica em massa" quando se trata de glúten?
Bom, o que se pode dizer é que as pessoas não gostam que lhes digam que a doença está na cabeça delas.
E Levinovitz sabia que seria bastante criticado por seu livro. Mas não esperava a quantidade de e-mails de ódio que recebeu.
"Se alguém diz: 'Olha, acabaram de descobrir que Plutão não é um planeta', ninguém se ofende, apenas dizem: 'Ah, não? Genial!'". Mas ele diz que falar para as pessoas sobre mitos da comida é como atacar a identidade delas.
E, para ele, a moda da dieta sem glúten não é uma dieta sem perigos.
Muitos pacientes que sofrem de distúrbios alimentares contam que começaram a ter problemas justamente com as dietas que excluíam algum alimento.
Há provas que sugerem que uma ansiedade extrema sobre o que comemos pode levar a sintomas que não são tão diferentes daqueles da sensibilidade ao glúten.
Mas ao menos agora a doença celíaca não é mais um tabu nem algo totalmente desconhecido.
À medida que cresce, meu filho vai se beneficiar de uma quantidade jamais vista de produtos alimentícios para os celíacos.
E também é fantástico entrar em um restaurante e as pessoas saberem do que você está falando quando explica que seu filho é celíaco.
Mas se por um lado eu nunca recebo olhares tortos, eu às vezes pego uma troca de olhares sarcásticos entre funcionários.
Quando minha mulher explicou a doença de Sam para um chef, ele disse: "Oh, então ele não pode mesmo comer glúten. A maioria das pessoas muda de ideia quando eu mostro as opções para alérgicos e acaba pedindo algo do cardápio normal".
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Guaraná
O guaraná é um produto elaborado a partir das sementes de Paullinia Cupana, planta originária do Amazonas, cujas propriedades já são bastante conhecidas pelos indígenas brasileiros como afrodisíaco, tônico e estimulante geral.
É a planta com a maior concentração de cafeína, acima de 4%.
As principais ações do guaraná no organismo devem-se às metilxantinas, especialmente a trimetilxantina ou cafeína, as quais conferem propriedades cardiotônicas e estimulantes do sistema nervoso central (SNC), devido a ação pronunciada destas substâncias sobre o metabolismo celular.
O guaraná, devido ao seu elevado teor de cafeína, que estimula a SNC, aumenta sobremaneira o poder de concentração, por isto é bastante utilizado por estudantes.
É também ideal como estimulante nos casos de cansaço, fraquezas em geral, indisposições, estresse físico e mental, prisão de ventre, eliminação de gases digestivos, problemas geriátricos e como preventivo do envelhecimento precoce. Entretanto, pessoas cardíacas ou hipertensas somente devem usá-lo sob supervisão médica.
Também não é recomendado para indivíduos com úlcera péptica ativa.
Atua sobre a circulação promovendo uma vasodilatação por ação direta sobre a musculatura vascular, pela presença das xantinas; as metil-xantinas têm um efeito pronunciado sobre o metabolismo celular, estimulando os processos químicos associados a musculatura e ao sistema nervoso central.
A cafeína tem ação sobre o músculo estriado, promovendo maior produção de ácido láctico e aumentando o consumo de oxigênio.
Esses efeitos são associados a uma liberação espontânea e prolongada de calor, que dura até depois do músculo ter relaxado. O tanino tem ação sobre a secreção intestinal, ajudando a normalizar funções gástricas. Trata-se de um tônico eficaz, que por suas propriedades, ajuda a recuperar o organismo.
Como fitoterápico é indicado para esgotamento, astenia, depressão nervosa, perturbações gastro-intestinais (flatulência, fermentações anormais, diarréia).
Auxilia nos envenamentos por depressores, combate a enxaqueca e favorece a atividade intelectual.
Pode causar irritação gástrica, hipertensão e diarréia.
Em pacientes susceptíveis pode causar úlcera péptica. Indivíduos sensíveis a cafeína só devem ingerir guaraná junto com alimentos.
Portadores de problemas cardíacos e hipertensos só devem usá-la com orientação médica. Não há referência a gestação e lactação na literatura consultada.
Deve ser armazenado em recipiente hermético, ao abrigo do calor, umidade e luz solar direta.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Bromelina
Bromelina é uma enzima digestiva natural extraído de abacaxi. O nutriente que rapidamente tomou o seu lugar de lado muitos dos poderosos agentes naturais na guerra contra o câncer e outras doenças crônicas.
Mais a maior virtude dessa fruta está na quantidade de bromelina, extraída do talo do abacaxi, enzima capaz de degradar materiais albuminóides (proteínas solúveis em água) em proteases ou peptonas, dissolver gorduras, principalmente as das carnes, sendo empregada também para amaciá-las, para clarificar cerveja e como droga antiinflamatória.
A bromelina é encontrada no fruto, no miolo do abacaxi, onde se concentra a maior quantidade de bromelina, ou mesmo na parte central da fatia (parte dura), que muita gente retira na hora de saborear a fruta.
A enzima bromelina age em nosso organismo desempenhando três funções:
- tem ação mucolítica, dissolvendo o muco ou catarro dos pulmões, favorecendo uma limpeza geral, como se fosse passada uma esponja, facilitando a expectoração, além de ajudar no trânsito intestinal;
- é antiinflamatória, ajudando a desobstruir a circulação, principalmente se houver edema provocado por batida em algum acidente;
- é digestiva, sua principal virtude. Age no estômago, pois a bromelina é a enzima que desdobra as proteínas alimentares, facilitando o melhor aproveitamento dos nutrientes, favorecendo e acelerando a digestão pesada.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Nutrigenômica ou Dieta do DNA
Com as descobertas do Projeto Genoma foi possível interpretar as informações contidas no DNA e com isso os cientistas iniciaram novas pesquisas para compreender melhor como os genes interagem com cada nutriente consumido através da alimentação. Destes estudos surgiu a ciência denominada nutrigênomica.
A Dieta do DNA nada mais é do que uma promessa da nutrigenômica que afirma que em breve será possível, aos nutricionistas, elaborar um cardápio personalizado voltado para o emagrecimento ou para a prevenção de doenças que atenda às necessidades de cada indivíduo segundo seu perfil genético.
Estudos apontam que alguns nutrientes podem afetar, inibindo ou estimulando, a expressão dos genes podendo influenciar no desenvolvimento de algumas doenças.
A Nutrigenômica ou Genômica Nutricional representa o estudo das interações entre a nutrição (dieta) e o genoma, ou seja, é o termo utilizado para se referir à maneira como a alimentação regula a expressão ou função dos genes contidos no interior de cada uma de nossas células.
Dieta → Expressão Gênica
A nutrigenômica pode ser melhor explicada considerando-se 5 pontos:
1 - Sob certas circunstâncias e em alguns indivíduos, a dieta pode ser um sério fator de risco para um número razoável de doenças;
2 - Compostos alimentares podem atuar sobre o genoma, seja direta ou indiretamente, para alterar a expressão ou a estrutura dos genes;
3- O grau com que a alimentação influencia o equilíbrio entre os estados de saúde e doença podem depender das características genéticas de cada pessoa;
4- Alguns genes regulados pela dieta podem influenciar o início, a progressão e, ou severidade das doenças crônicas;
5- A intervenção alimentar baseada no conhecimento das necessidades nutricionais, estado nutricional e conjunto de genes do indivíduo, por meio da nutrição personalizada, podem ser usados na prevenção, atenuação e, em um futuro próximo, na cura doenças crônicas instaladas.
Os estudos nesta área da ciência, que procuram elucidar como os alimentos estimulam ou inibem expressão dos genes, são de fundamental importância já que cada indivíduo é diferente, e cada um expressão um padrão de genes. Tais pesquisas permitem conhecer o mecanismo de ação dos nutrientes e de compostos biologicamente ativos, contidos nos alimentos, e seus efeitos benéficos para a saúde e as causas alimentares que podem levar às doenças, principalmente as crônicas. Com isso, a nutrigenômica fornece ferramentas para prevenir e tratar doenças por meio da alimentação.
Vale ressaltar que devido as diferenças individuais, não existe uma dieta única ou um único programa de exercícios que funcione para todas as pessoas .
Cada indivíduo deve encontrar o programa mais eficiente para seu organismo.
Aproximadamente 40 micronutrientes são necessarios para a saúde humana.
A ingestão deficiente de alguns nutrientes específicos tem sido associados ao desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares (DCV) (vitaminas do complexo B, vitamina E e carotenóides), câncer (folate, carotenoids), defeitos do tubo neural (folate), e osteoporose (vitamin D).A ingestão de gorduras saturadas é correlacionada com o aumento da LDL (colesterol ruim), o principal alvo tratado para a redução do risco de DCV. Além disso,
as gorduras saturadas podem contribuir para a obesidade e diabetes, uma vez que estas doenças também são caraterizadas por alteração dos níveis lipídios do sangue.Simples ou complexos os carboidratos são degradados em diferentes taxas e, por esta razão, têm diferentes efeitos sobre as concentrações de glicose do sangue.
Os carboidratos presentes em alimentos, como por exemplo, na batata ou no tomate são degradados mais lentamente, enquanto que os encontrados no açúcar refinado são degradados mais rapidamente a glicose, aumentando sua concentração no sangue e consequentemente a demanda de insulina.
Quanto à proteína, os processos de cocção tais como fritar, cozinhar, assar e grelhar podem alterar a composição química da carne e de outros alimentos e, em alguns casos, pode ocorrer a produção agentes que levam ao câncer.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Banana?
Considerada uma das culturas mais antigas do mundo, o plantio de bananas teria se originado no Sudoeste Asiático. Atualmente o Brasil produz aproximadamente seis milhões de toneladas por ano de banana, sendo a fruta de maior aceitação e consumo, tendo em média o consumo de 35 kg/habitante/ano.
A banana é uma excelente opção de fruto a ser consumido diariamente, uma vez que é rica em carboidratos, macronutriente responsável pela função energética, fornecendo glicose às células. Além disso a banana é rica em fibras e minerais, importantes para saúde intestinal e metabólica.
A banana ainda possui a vantagem de ser prática e conveniente para o consumo, a casca da banana constitui-se em uma embalagem individual, de fácil remoção e higiênica.
Abaixo alguns tipos de banana e suas características nutricionais:
Banana nanica: Esta variedade de banana possui casca fina e cor amarelo esverdeada. A banana Nanica possui sabor doce, textura macia, e tamanho inferior à 12 cm. Cultivada na América Latina.
Banana prata: É considerada um pouco menos doce, mais consistente e um pouco maior do que a banana Nanica, possuindo até 15 cm de comprimento. Possui casca com cinco facetas de cor amarelo esverdeada.
Banana da terra: Muito utilizada para a fritura e consumida no Norte e Nordeste brasileiros a banana da terra é rica em amido, este tipo de banana apresenta o maior tamanho dentre todas as variedades, podendo chegar a medir 30 cm e pesar 500 gramas. Sua casca é amarela escura e quando madura, apresenta manchas pretas.
Banana maçã: Mais consumida no centro-sul brasileiro a banana maçã é pequena (até 15 cm), de casca fina, amarelo clara. Tem sabor adocicado e pode ser acompanhada de aveia ou farinhas integrais.
Banana ouro: Produzida e consumida no litoral paulista. Dentre as bananas é a que possui menor tamanho, máximo 10 cm. Possui forma cilíndrica, polpa doce e casca fina na cor amarelo ouro.
Banana verde: A banana ainda verde é considerada um alimento funcional uma vez que apresenta um alto conteúdo de amido resistente. Este amido tem ação similar as fibras alimentares. Além disso a banana verde pode ser utilizada para controle de glicemia uma vez que o amido resistente aumenta o tempo de digestão dos carboidratos ingeridos, liberando menores quantidades de glicose na corrente sanguínea.
Com relação ao consumo de banana e seu impacto na saúde intestinal, estudos recentes tem verificado que o consumo da biomassa de banana verde por conter amido resistente, que não é digerido e nem absorvido no intestino delgado podendo trazer benefícios para o indivíduo. O amido resistente é fermentado no intestino grosso produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, regulando assim tanto casos de constipação quanto de diarreia.
Sabe-se por mitos populares que o consumo de banana maçã teria o efeito de constipação intestinal, enquanto outras bananas como prata, ouro, nanica seriam neutras, porém ainda não existem estudos científicos que comprovem este efeito.
Ainda ressaltando qualidades nutricionais das bananas em geral como dissermos anteriormente são excelente fonte de minerais. O consumo de 2 bananas ao dia nos dá 50% da quantidade necessária de manganês. Este mineral está relacionado com a diminuição de radicais livres, prevenindo o envelhecimento das células e doenças cardiovasculares.
As bananas são famosas ainda por conter potássio, em média 100g de banana possui 350mg de potássio, sendo a recomendação diária de 4700 mg. O potássio é responsável pelo equilíbrio de água e sódio no corpo, regulação neuromuscular e crescimento das células. É essencial para praticantes de atividade física uma vez que o potássio está presente nas reações musculares e sua carência pode levar a câimbras e lesões.
A banana ainda é considerada uma excelente fonte de vitaminas como a vitamina B6 (em 100 gramas temos 0,7 mg), importante para a normalização de hormônios esteroides. Também apresenta uma quantidade mediana de vitamina B9 (em 100 gramas temos 36 mcg de ácido fólico), importante para evitar quadros de anemia, complicações gestacionais, má formação fetal entre outros benefícios.
A banana ainda pode ser uma excelente aliada na modulação do estresse e da ansiedade, uma vez que contém triptofano um aminoácido essencial, ou seja, nosso corpo não é capaz de produzir e precisamos ingerir pela alimentação. Este aminoácido quando ingerido é levado para o sistema nervoso central (SNC) onde será convertido em serotonina, neurotransmissor que leva a sensação de bem-estar.
Com relação a recomendação da quantidade de bananas ao dia, não existe uma determinação, mas segundo a Organização Mundial da Saúde deveríamos consumir 5 frutas diariamente e de preferência diferentes a fim de obter nutrientes diversificados. Portanto, consumir de 1 a 2 bananas ao dia seria o ideal. Ela pode ser ingerida no café da manhã ou pré-treino acompanhada de um cereal integral como a aveia ou linhaça ou semente de chia ou servir como um lanche intermediário da manhã ou da tarde acompanhada de um iogurte ou batida com leite desnatado, a fim de quebrar o jejum e fornecer glicose principalmente para o cérebro.
Por fim, vale ressaltar que muitas pessoas associam o consumo de banana ao ganho de peso. O acúmulo de gordura localizada só pode ser associado a uma má alimentação, desequilíbrio entre gasto energético e ingestão calórica ou desequilíbrio hormonal, sendo assim, o consumo de banana quando moderado, máximo 2 bananas ao dia, não pode ser associado ao ganho de peso e pode ser ingerido por quem está de dieta.
Patrícia Bertolucci - Nutricionista
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Para ajudar do tratamento da Hipertensão Arterial
Aveia
A aveia faz parte do grupo dos carboidratos e é uma excelente fonte de fibras, vitaminas e minerais. O alimento auxilia no processo de emagrecimento por retardar o esvaziamento gástrico, o que prolonga a sensação de saciedade.
Desse modo, ele auxilia no controle da glicose sanguínea, sendo uma importante ferramenta para hipertensos. Além disso, a aveia contém magnésio que, em união com o cálcio, ajuda no relaxamento da musculatura, diminuindo o inchaço do corpo.
Amêndoa e noz
Por serem boas fontes de magnésio, amêndoas e nozes atuam como vasodilatadores, ou seja, ampliadores dos vasos sanguíneos, o que auxilia no controle da pressão arterial. Esses alimentos também são ricos em vitamina E, um dos principais antioxidantes naturais existentes, que ajudam a retardar o envelhecimento e diversas complicações cardíacas.
Alimentos ricos em ômega 3
Presente em alimentos como sardinha, salmão, atum, linhaça e azeite, os ácidos graxos ômega 3 devem ser consumidos por pessoas com hipertensão em uma dose acima do valor diário recomendado normalmente, aponta a nutricionista Cátia Medeiros. Estudos comprovam que a ingestão dessa substância está intimamente relacionada à diminuição da vasoconstrição e ao aumento da vasodilatação. Em outras palavras, o ômega 3 não só dificulta a síntese responsável por contrair os vasos sanguíneos como ainda facilita a síntese que promove a sua abertura.
Ervas
O que a salsa, a cebolinha, o coentro, o alecrim, a sálvia, o manjericão, o louro e o tomilho têm em comum? Todos são ótimos temperos naturais e, por isso, podem substituir como nenhum outro alimento o uso do sal. Reduzindo o sal, também há diminuição da ingestão de sódio, um dos principais vilões dos hipertensos. O sódio favorece a retenção de líquidos no organismo, aumentando a pressão arterial e elevando o risco de doenças renais e cardiovasculares.
Cereais integrais
Eles reduzem as chances de diabetes, previnem o câncer, ajudam a manter o peso e ainda são grandes combatentes da hipertensão. Motivos não faltam para incluir cereais integrais, como farelo de aveia e gérmen de trigo, na sua dieta. O grande mérito desses alimentos é a concentração de magnésio, que estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo, por tabela, o inchaço típico de pessoas que retêm líquidos.
Alimentos ricos em potássio
Se, por um lado, o sódio estimula a retenção de líquidos no organismo, aumentando a circulação sanguínea e, consequentemente, a pressão arterial, o potássio age como um natriurético, estimulando a eliminação do sódio presente no corpo. Assim, alimentos ricos nesse elemento são muito recomendados para hipertensos. O potássio está presente no inhame, no feijão preto, na abóbora, na cenoura, no espinafre, no maracujá, na laranja, na banana e em diversos outros alimentos.
Leite e derivados
Importantes fontes de cálcio, leite e derivados não podem ficar de fora da dieta de pessoas com hipertensão. O cálcio funciona como hipotensor, ou seja, atua na diminuição da pressão sanguínea, uma vez que estimula a eliminação de sódio. A grande vantagem desses alimentos é o fato de pequenas porções apresentarem grande concentração do mineral. Há, ainda, recomendação para que sejam consumidas as versões desnatadas e com baixo teor de gordura, como o queijo branco.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Dieta da sopa
A dieta da sopa é aconselhável para quem quer ou precisa perder peso rapidamente (cerca de sete quilos em uma semana).
Ela sugere a substituição das refeições diárias por sopas caseiras, durante uma semana e não é feita só por motivos estéticos, mas costuma ser recomendada por médicos para os pacientes que passaram por uma cirurgia cardíaca ou para aqueles que têm problemas sérios de coração.
O emagrecimento pode ainda ser mais acentuado se o paciente fizer também algum exercício físico como caminhadas, por exemplo.
A dieta da sopa foi desenvolvida por alunos da Universidade de São Paulo (USP), especialmente para o Hospital do Coração, mas sua fama logo se estendeu para as demais pessoas que desejavam perder peso.
O Hospital do Coração da USP sugere, para pacientes cardiopatas que precisam emagrecer rapidamente, a seguinte dieta:
•1º dia: a sopa deve ser tomada pelo menos duas vezes. Com exceção da banana e abacate, todas as frutas são permitidas. Beba bastante água, chás, suco de uva.
•2º dia: a sopa pode ser tomada sempre que o paciente desejar. Legumes e verduras são permitidos, assim como uma batata grande cozida com manteiga.
•3º dia: sopa pelo menos duas vezes ao dia. Frutas e legumes à vontade, exceto batata.
•4º dia: sopa pelo menos duas vezes ao dia. Até oito bananas. Leite desnatado à vontade.
•5º dia: sopa pelo menos duas vezes ao dia, 280 a 400 gramas de carne vermelha ou branca grelhada, tomates frescos temperados com sal, limão e azeite de oliva. Beba entre seis a dez copos de água.
•6º dia: sopa pelo menos duas vezes ao dia, até três bifes grandes grelhados de carne vermelha ou branca acompanhados de legumes cozidos, exceto batata. Beba água, café, chá e sucos sem açúcar à vontade.
•7º dia: sopa pelo menos duas vezes ao dia, arroz integral, legumes cozidos ou crus à vontade. Beba água, café, chás e sucos sem açúcar à vontade.
As sopas podem ser feitas com louro, berinjela, nabos, cheiro verde, agrião, pimentões, repolho, tomates, aipo, cenouras, vagem, caldo Knorr, alho e jilós. A sopa não deve ser batida no liquidificador e os legumes e verduras devem ser picados em pedaços maiores para assim promover a mastigação. Como forma de melhorar o sabor, é permitido utilizar carne, frango, atum, ovos batidos, purê de batatas, aveia ou queijos.
A dieta da sopa deve ser realizada por uma semana, após a qual deve ser feita uma pausa de alguns dias, para recomeçar um novo processo, se necessário.
A principal vantagem da dieta da sopa é que ela pode proporcionar um emagrecimento significativo em prazo curto, o que para cardíacos é muito importante. Outras vantagens:
•É simples e qualquer pessoa pode prepará-la, de acordo com a receita.
•Os alimentos do cardápio são comuns e facilmente encontráveis.
•Legumes e verduras são ricos em vitaminas e minerais e ajudam no bom funcionamento do organismo.
Já o lado negativo fica por conta da baixa ingestão de calorias, que não atende às necessidades energéticas diárias. Seguir essa dieta por um tempo maior que o recomendado resulta em sérias carências e ocasiona fraquezas, cansaço e tonturas.
Outro fator desvantajoso é que esta dieta não promove uma reeducação alimentar e não promove uma mudança de hábitos alimentares, o que compromete o controle permanente do peso.
O paciente pode tomar essa sopa a qualquer momento do dia porque ela queima calorias e quanto mais se ingere dela, mais se perde peso.
A monotonia que a dieta representa também pode ser apontada como outra desvantagem. Para quebrar o sabor monótono das sopas pode-se acrescentar a elas pimenta do reino ou outro tempero.
Essa dieta não deve ser feita por mais de duas semanas, para não gerar fraquezas e estados carenciais.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Proteínas para atletas
As proteínas são uma parte essencial da alimentação diária de muitos Atletas Livres – não importa se o propósito deles é queimar gordura, construir músculos ou melhorar a performance. Como Atleta Livre, você tem uma necessidade alta de proteínas, já que seu corpo está submetido a altos níveis de estresse por causa do seu treinamento. Mas a alimentação de um Atleta Livre não depende apenas de selecionar alimentos a partir dos seus ingredientes. É também sobre ganhar um entendimento sólido sobre a sua alimentação diária e desenvolver discernimento e um cuidado com relação aos alimentos. Por essa razão, nós gostaríamos de te fornecer algumas informações sobre a estrutura e função das proteínas.
A proteína é um dos macronutrientes pois fornece energia como gorduras e carboidratos e é ingerida na alimentação. Sua função de fornecimento de energia é de importância secundária. Essa tarefa é cumprida na maior parte das vezes – mas não exclusivamente – pelos carboidratos e ácidos graxos.
A proteína é mais conhecida por construir tecido muscular, mas também repara, protege e melhora todos os tipos de tecido. Outras funções envolvem transporte de substâncias, catalização de reações do organismo, regulação de processos, sinalização celular e combate a patógenos.
Basicamente, as proteínas são formadas por uma série de aminoácidos – componentes orgânicos que, como gordura e carboidratos – são à base de carbono. Existem inúmeros aminoácidos na natureza e no nosso organismo mas, no entanto, nosso organismo só consegue sintetizar proteínas e peptídeos a partir de 20 deles. Daqui em diante, quando nos referirmos a aminoácidos, estaremos falando somente desses aminoácidos preteinogenicos.
Cadeias com menos de 50 aminoácidos são chamadas de peptídeos – mini-proteínas, por assim dizer. A distinção entre peptídeos e proteínas não está totalmente esclarecida, embora alguns falam de proteína quando se referem a cadeias com mais de 100 aminoácidos. Da mesma forma, existem compostos com mais de 100 aminoácidos que são chamados de peptídeos. Os peptídeos também desempenham uma grande quantidade de funções no organismo. Na maior parte, os peptídeos são componentes de hormônios ou enzimas, ou compõe proteínas.
A proteína proveniente da dieta é quebrada em aminoácidos pelas enzimas e são absorvidos pela parede intestinal. Esses aminoácidos serão, então, combinados para formar as proteínas que o organismo necessitar. Imagine que você ganhou uma casa construída a partir de muitos tijolos coloridos. A casa em si não é exatamente o que você imaginava, mas os tijolos combinam perfeitamente com o que você já tem. Então você desfaz a casa, separa os tijolos para construir novas casas, aumentar ou arrumar casas existentes. Outros tijolos são utilizados para construir ferramentas e meios de transporte.
Enquanto o nosso organismo produz a maior parte dos aminoácidos a partir de outras substâncias, existem 9 aminoácidos que o nosso organismo não pode produzir. Estes são chamados “aminoácidos essenciais” e precisam ser obtidos a partir da alimentação.
Para poder desempenhar sua função, as cadeias de aminoácidos precisam primeiro estar em uma estrutura específica. A organização dos aminoácidos na sequência correta é só o primeiro passo. Imagine um cordão multicolorido com faixas horizontais que cai no chão, formando um novelo. Uma coisa semelhante acontece no caso dos aminoácidos se eles precisarem formar uma proteína funcional – exceto pelo fato de que aqui a síntese não acontece ao acaso; eles são arranjados numa estrutura tridimensional, como um novelo de barbante suspenso no ar. No entanto, algumas proteínas ainda não são funcionais nesse estágio e precisam ser combinadas a outros novelos ou partes de novelos, de uma maneira pré-determinada, para que ela seja capaz de desempenhar suas funções. Esse processo é chamado de enovelamento de proteínas.
Se uma proteína perde a sua conformação não é capaz de desempenhar a sua função. Esse processo se chama denaturação. Os aminoácidos, é claro, ainda estão presentes e podem ser usados, mas a proteína é incapaz de funcionar. Normalmente, a denaturação não pode ser revertida, especialmente no caso de grandes proteínas. É igual ao barbante: ele não vai se enovelar de novo da mesma forma, mas a combinação e a sequência das cores continua a mesma.
Uma maneira de denaturar proteínas é expondo-as ao calor. Isso acontece no nosso organismo numa doença, por exemplo, que se manifesta com febre a fim de combater possíveis patógenos proteicos – que geralmente não são resistentes ao calor – enquanto que proteínas com uma maior resistência ao calor fazem parte dos nossos anticorpos. Outro exemplo de denaturação proteica é cozinhar um ovo ou coagular um queijo. Uma vez feito, não pode ser revertido.
Sempre deve haver um equilíbrio entre os diferentes aminoácidos no organismo. Se houver uma escassez de aminoácidos, a maioria das combinações de proteína não vai mais ser feita, o que significa que nem os aminoácidos disponíveis vão poder ser usados de maneira efetiva. Para criar esse balanço, você deve incorporar essa variedade quando seleciona e prepara seus alimentos.
Muitas pessoas focam a atenção em alimentos ricos em proteínas como carnes, peixes e laticínios – principalmente quando querer construir músculos. No entanto, nozes, grãos e vários tipos de vegetais também contém altos níveis de proteína, assim como outros valiosos micronutrientes, sem os quais a proteína não pode ser utilizadas otimamente.
Portanto, a princípio, os shakes de proteína (ou proteína em pó) não são necessários dada a grande gama de alimentos disponíveis atualmente.
Dentro do contexto de uma dieta completa e balanceada, pode ser, no entanto, válido fazer uso dos shakes quando você estiver sem tempo, para oferecer uma solução prática para a ingestão do macronutriente. No entanto, não pode representar uma substituição a uma dieta balanceada, nem pode compensar uma dieta de mão única.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Alimentos bons para a saúde 4
Malaguetas / Chili Peppers
As malaguetas estimulam o metabolismo, tornando o sangue menos espesso e ajudando a libertar endorfinas. Para além disso são uma excelente maneira de adicionar sabor à comida sem acréscimo de calorias. As chili peppers são também ricas em beta-carotina, que se transforma em vitamina A no sangue, combatendo infecções, assim como em capsaicina que inibe neuropeptídeos, produtos químicos causadores de inflamações. Um estudo recente revelou que as malaguetas têm ainda propriedades anti cancro da próstata. Tudo o isto apenas com metade de um chili pepper por dia.
Gengibre
Contrariamente às crenças populares o gengibre, tão utilizado na comida asiática, não é uma raiz, mas sim um tronco o que significa que contem componentes vivos que melhoram sua saúde. O componente mais importante é gingerol, um supressor do cancro que estudos demonstram ser particularmente eficaz contra o do colon. Sempre que possa, corte o gengibre em fatias ou moa-o fresco e adicione-o a peixe ou frango marinando em soja. Quanto mais aguentar, melhor.
Canela
Conhecida por tornar doces as sobremesas e complexa a comida Indiana, a canela é rica em antioxidantes que inibem a coagulação de sangue e o desenvolvimento bacteriano (que inclui o mau hálito). Estudos também sugerem que a canela ajuda a estabilizar o açúcar do sangue, reduzindo o risco de diabetes tipo 2. Mais ainda: ajuda a reduzir o mau colesterol Tente metade de um colher de chá por dia num iogurte ou com cereais.
Ovos
Aqueles que comem ovos no café da manhã perdem 65% mais peso do que aqueles que não comem. Coma a gema também. Estudos recentes mostram que a gordura da parte amarela do ovo é importante para o manter satisfeito e que os benefícios de seus minerais e nutrientes compensam o efeito no colesterol.
Figos
Cheia de potássio, manganês e antioxidantes, esta fruta também ajuda a manter controlados os níveis de pH no corpo, dificultando a invasão de agentes patogénicos. A fibra nos figos pode baixar níveis de insulina e de açúcar no sangue, reduzindo o risco de diabetes e de síndrome metabólica. Escolha figos com pele escura (contêm mais nutrientes) e coma-os sozinhos ou com frutos secos.
Carne de bovina não confinada ( a que como pastagem)
Nada se compara à proteína pura quando se pretende reforçar o sistema muscular. O problema é que a maior parte da carne que se vende em lojas vem de gado alimentado a grão, provocando um ratio relativamente elevado de omega-6 comparando com os ácidos gordos omega-3, contribuindo para inflamações. Os ácidos gordos em carne de vaca de pastagem tendem para a variedade omega-3. Esta carne também contem o ácido linoleico (CLA), que estudos mostraram que ajuda a reduzir a gordura da barriga e favorece o músculo magro.
Cogumelos
Deliciosos quando adicionados ao arroz integral, os cogumelos reishi, shiitake e maitake são ricos em antioxidante ergotionina que protegem as células de crescimento e réplica anormais. Em suma, reduzem o risco de cancro. Tente comer o equivalente a meia chávena uma ou duas vezes por semana. Cozinhá-los em vinho tinto, que contem resveratrol, amplifica o seu efeito fortalecedor do sistema imunológico.
Ananás e abacaxi
Com seu mix poderoso de vitaminas, antioxidantes e enzimas, em particular, a bromelina, o ananás ou o abacaxi é um cocktail anti-inflamatório para todo o corpo. Igualmente protege do cancro do cólon, da artrite e da degeneração macular. (Era bom que a parte “colada” da equação fosse tão saudável) Tome o equivalente a meia chávena duas ou três vezes por semana.
Sumo de fruta ou de vegetais
Erga um copo de algo bom. Pessoas que tomaram três ou mais copos de 100 ml de sumo de fruta ou de vegetais por semana tem 76 por cento menos chances de desenvolver a doença de Alzheimer do que as que beberam menos. Os altos níveis dos polifenóis e antioxidantes que existem nos frutos e vegetais podem proteger as células do cérebro dos danos causados pela doença.
Cerejas
Comer cerca de 35 cerejas por dia pode baixar o risco de tendinite, de bursite, de artrite, e de gota. As cerejas reduzem também o risco de doenças crónicas e de síndrome metabólica.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Alimentos bons para a saúde 2
Atum
O seu sanduíche preferido tem um pequeno segredo: Selenium. Este nutriente ajuda a conservar a elastina, uma proteína que mantém a sua pele lisa e firme. O antioxidante é também um protetor contra o sol. Evita que os radicais livres criados pela exposição aos raios UV danifiquem as células. O atum é também uma grande fonte de proteínas, não contém gordura trans e uma porção de 10 gramas contém 11 mg de niacina que tem provado ajudar a diminuir o colesterol e o processo de gordura corporal. A niacina aumenta o colesterol HDL (o bom) e diminui triglicéridos mais eficazmente do que a maior parte das estatinas.
Cenouras
Pense na cenoura como uma varinha mágica boa para os olhos e para limpar o organismo. Nada de magia, porém, apenas muita vitamina A que impede a produção de células na camada exterior da pele. Isto significa menos células mortas que combinam com sebosidade na pele e obstrução de poros. A cenoura é também enriquecida com carotenóides, compostos solúveis em gordura, que estão associados à redução de vários tipos de cancros, bem como à diminuição do risco e gravidade de inflamações como a asma e a artrite reumatóide.
Ameixas secas
As ameixas são ricas em cobre e em boro, substancias que podem ajudar a prevenir a osteoporose. Contêm também uma fibra chamada inulina, a qual, quando processada pelas bactérias intestinais, contribui para um ambiente mais ácido no trato digestivo que, por sua vez, facilita a absorção do cálcio.
Cereais Integrais
Cereais Integrais, tais como farinha de aveia, de trigo, cevada e arroz integral são ricos em fibras, as quais acalmam os tecidos quando inflamados, mantendo o coração forte, o cólon saudável e o cérebro irrigado. Cereais integrais estão cheios de hidratos de carbono, contudo a libertação destes açúcares é desacelerada pela fibra, bem como, dadas as proteínas, oferecem energia boa para o sistema muscular. Atenção que nem todos os pães e biscoitos anunciados como " integral" são verdadeiros. Leia os rótulos. Os que não são integrais podem ser ricos em gordura, o que aumenta o risco de inflamações.
Vinho Tinto
Nadando em resveratrol, um composto natural que diminui o LDL, aumenta o HDL, prevenindo os coágulos de sangue, o vinho tinto pode realmente ser um salva-vidas. Resveratrol pode prevenir ou retardar o aparecimento de doenças crónicas. Mas não devemos consumir mais de duas doses por dia, uma vez que você têm 97 por cento chances de chegar aos 85 anos se mantiver o consumo de álcool a menos de três bebidas por dia. Vin rouge é também uma excelente fonte de flavonóides, antioxidantes que ajudam a proteger o revestimento dos vasos sanguíneos no coração e, como tal, ajudam a diminuir drasticamente a possibilidade de morrer de doenças cardiovasculares.
Iogurte
Várias culturas reivindicam a invenção do iogurte, no entanto os benefícios deste alimento com 2 mil anos são consensuais. A fermentação gera centenas de milhões de organismos probióticos, que reforçam os batalhões de bactérias benéficas no seu corpo, mantendo o aparelho digestivo saudável, o sistema imunológico em boa forma e fornecem proteção contra o cancro. Nem todos os iogurtes são probióticos por isso certifique-se que o rótulo diz "culturas vivas e ativas".
Abacate
Fruto cheio de gorduras monoinsaturadas, o abacate consegue combater o colesterol LDL (tipo mau)..O abacate é também rico em ácido fólico, uma vitamina B solúvel em água que ajuda a diminuir os níveis de homocisteína, um aminoácido que pode dificultar o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos. Coma apenas ¼ de uma chávena 2 vezes por semana.
Nozes
Mais ricas em ômega-3 que o salmão, com mais polifenóides anti-inflamatórios que o vinho tinto e contendo cerca de metade da proteína do frango. No entanto, nem todos os tipos de frutos secos da família das nozes combinam todas estas características, apenas parte. Cerca de 30 gramas, ou sete nozes, é benéfico a qualquer hora mas especialmente como snack para recuperação após exercício físico.
Açafrão
Curcumina, o polifenol que dá a tonalidade amarela ao açafrão, tem propriedades anticancerígenas e efeitos anti-inflamatórios. O açafrão ajuda a deter a acumulação de placas amilóides no cérebro, bloqueios minúsculos que podem causar a doença de Alzheimer. A prevalência do açafrão da Índia pode ajudar a explicar porque tão poucos idosos na India sofrem da doença de Alzheimer, enquanto que as estatísticas apontam para 13% de incidência nos Estados Unidos, de acordo com a Alzheimer’s Association.
Uma dica: Combine o açafrão com pimenta quando fizer pratos de caril. Combinado com pimenta, o açafrão da India aumenta em 1000 vezes a biodisponibilidade da curcumina, devido à propriedade quente da pimenta preta chamada piperina
Feijão Preto
Pessoas que comem diariamente uma dose de 100 gramas de feijão preto reduzem o risco de ataque cardíaco em 38 por cento. Enquanto outros feijões também são bons para o coração, nenhum pode aumentar a capacidade cerebral do ser humano como o feijão preto. Isto porque estão cheios de antocianinas, compostos antioxidantes que contribuem para melhorar a função cerebral. O feijão preto é também composto por nutrientes “topo de gama” tais como proteínas, gorduras saudáveis, folato, magnésio, vitaminas B, potássio e fibras.
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