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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Eutanásia
Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
A eutanásia é considerada um assunto controverso, existindo sempre prós e contras – teorias eventualmente mutáveis com o tempo e a evolução da sociedade, tendo sempre em conta o valor de uma vida humana. Sendo eutanásia um conceito muito vasto, distinguem-se aqui os vários tipos e valores intrinsecamente associados: eutanásia, distanásia, ortotanásia, a própria morte e a dignidade humana.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a eutanásia pode ser dividida em dois grupos:
a "eutanásia ativa" e
a "eutanásia passiva"
Embora existam duas "classificações" possíveis, a eutanásia em si consiste no ato de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo estado de doença é crônico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico e psíquico.
A "eutanásia ativa" conta com o traçado de ações que têm por objetivo pôr término à vida, na medida em que é planejada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar a termo o ato.
A "eutanásia passiva" por sua vez, não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. São cessadas todas e quaisquer ações que tenham por fim prolongar a vida. Não há por isso um ato que provoque a morte (tal como na eutanásia activa), mas também não há nenhum que a impeça (como na distanásia).
É relevante distinguir eutanásia de "suicídio assistido", na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.
Etimologicamente, distanásia é o oposto de eutanásia. A distanásia defende que devem ser utilizadas todas as possibilidades para prolongar a vida de um ser humano, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento se torne demasiadamente penoso.
Ortotanásia é o termo utilizado pelos médicos para definir a morte natural, sem interferência da ciência, permitindo ao paciente morte digna, sem sofrimento, deixando a evolução e percurso da doença. Portanto, evitam-se métodos extraordinários de suporte vida, como medicamentos e aparelhos, em pacientes irrecuperáveis e que já foram submetidos a suporte avançado de vida. A persistência terapêutica em paciente irrecuperável pode estar associada a distanásia, considerada morte com sofrimento.
Julgar a aceitação da eutanásia esbarra em questões legais, éticas e morais, além das religiosas. Mas saber o que significa cada termo é interessante e necessário. Por isso, resolvi colocar as definições para lermos.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Excesso de Velocidade em veículos mata!
Na Paulista, Faria Lima e Radial Leste, motorista só poderá trafegar a até 60 km/h; Prefeitura quer padronização para reduzir acidentes.
A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) vai reduzir a velocidade máxima em importantes vias de São Paulo, como as Avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima. A medida faz parte de um programa de padronização dos limites em toda a cidade, que começou a ser implementado no ano passado para aumentar a segurança no trânsito.
O objetivo é fazer com que vias com características semelhantes tenham o mesmo limite de velocidade.
A ideia é que se tenha o menor número de velocidades máximas dentro da cidade. Então, grandes corredores, como as marginais, terão uma determinada velocidade. Corredores de uma segunda categoria, como a 23 de Maio, terão uma segunda velocidade.
Como procurar solução para o caótico trânsito de São Paulo? Reduzindo a velocidade dos veículos? É louvável essa atitude, mas ela precisa ser reforçada por outra muito mais importante: EDUCAÇÃO DO MOTORISTA, DO MOTOCICLISTA E... DO PEDESTRE!
Se não forem efetuadas campanhas para educar todos os níveis de participantes do trânsito, as mortes continuarão. Atropelamentos acontecem em baixas velocidades, próximos de cruzamentos, junto a pontos de ônibus, fora da faixa de pedestre, em lugares de muito movimento - onde não há como correr, enfim, basta um olhar sem muita atenção para perceber que só reduzir velocidade não vai dar totalmente certo. É como tirar motociclista das avenidas de maior movimento: eles são obrigados a trafegar por vias secundárias, onde os riscos, por conta dos obstáculos naturalmente existentes são ainda maiores (cruzamentos, lombadas, PEDESTRES).
Em meu ponto de vista isso é assunto para Saúde Pública, juntamente com Engenharia de Tráfego e outros setores. Mas a Saúde Pública precisa participar da organização do trânsito e da educação do cidadão.
A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) vai reduzir a velocidade máxima em importantes vias de São Paulo, como as Avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima. A medida faz parte de um programa de padronização dos limites em toda a cidade, que começou a ser implementado no ano passado para aumentar a segurança no trânsito.
O objetivo é fazer com que vias com características semelhantes tenham o mesmo limite de velocidade.
A ideia é que se tenha o menor número de velocidades máximas dentro da cidade. Então, grandes corredores, como as marginais, terão uma determinada velocidade. Corredores de uma segunda categoria, como a 23 de Maio, terão uma segunda velocidade.
Como procurar solução para o caótico trânsito de São Paulo? Reduzindo a velocidade dos veículos? É louvável essa atitude, mas ela precisa ser reforçada por outra muito mais importante: EDUCAÇÃO DO MOTORISTA, DO MOTOCICLISTA E... DO PEDESTRE!
Se não forem efetuadas campanhas para educar todos os níveis de participantes do trânsito, as mortes continuarão. Atropelamentos acontecem em baixas velocidades, próximos de cruzamentos, junto a pontos de ônibus, fora da faixa de pedestre, em lugares de muito movimento - onde não há como correr, enfim, basta um olhar sem muita atenção para perceber que só reduzir velocidade não vai dar totalmente certo. É como tirar motociclista das avenidas de maior movimento: eles são obrigados a trafegar por vias secundárias, onde os riscos, por conta dos obstáculos naturalmente existentes são ainda maiores (cruzamentos, lombadas, PEDESTRES).
Em meu ponto de vista isso é assunto para Saúde Pública, juntamente com Engenharia de Tráfego e outros setores. Mas a Saúde Pública precisa participar da organização do trânsito e da educação do cidadão.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Reprodução assistida: novidade!
CFM aprova reprodução assistida para homossexuais e uso de material biológico após a morte!
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou mudanças nas regras de reprodução assistida. Entre os destaques está a permissão para a realização de procedimentos com material biológico criopreservado (conservado sob condições de baixíssimas temperaturas) após a morte e a possibilidade de mais pessoas se beneficiarem com as técnicas, independente do estado civil ou orientação sexual.
A resolução do CFM, aprovada em sessão plenária de dezembro, ponderou que os médicos brasileiros não infringem o Código de Ética Médica ao realizar a reprodução assistida post-mortem, desde que comprovada autorização prévia.
A nova norma também define o número máximo de embriões a serem transferidos. A recomendação dependerá da idade da paciente, não podendo ser superior a quatro. O texto determina que mulheres de até 35 anos podem implantar até dois embriões; de 36 a 39 anos, até três; acima de 40, quatro.
Esses números não são aleatórios e envolvem estudos de potencial e risco para os doadores e para o feto que se formará.
Em caso de gravidez múltipla, o CFM manteve a proibição de utilização de procedimentos que visem a redução embrionária. Claro, é uma norma contra o abortamento!
Permanecem diretrizes éticas como a proibição de que as técnicas de reprodução sejam aplicadas com a intenção de selecionar sexo ou qualquer característica biológica do futuro filho. Por enquanto. Eu duvido que essas diretrizes permaneçam indefinidamente: é muito possível que futuros pais venham a desejar definir o gênero (sexo) de seus futuros filhos em tempo não muito distante.
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou mudanças nas regras de reprodução assistida. Entre os destaques está a permissão para a realização de procedimentos com material biológico criopreservado (conservado sob condições de baixíssimas temperaturas) após a morte e a possibilidade de mais pessoas se beneficiarem com as técnicas, independente do estado civil ou orientação sexual.
A resolução do CFM, aprovada em sessão plenária de dezembro, ponderou que os médicos brasileiros não infringem o Código de Ética Médica ao realizar a reprodução assistida post-mortem, desde que comprovada autorização prévia.
A nova norma também define o número máximo de embriões a serem transferidos. A recomendação dependerá da idade da paciente, não podendo ser superior a quatro. O texto determina que mulheres de até 35 anos podem implantar até dois embriões; de 36 a 39 anos, até três; acima de 40, quatro.
Esses números não são aleatórios e envolvem estudos de potencial e risco para os doadores e para o feto que se formará.
Em caso de gravidez múltipla, o CFM manteve a proibição de utilização de procedimentos que visem a redução embrionária. Claro, é uma norma contra o abortamento!
Permanecem diretrizes éticas como a proibição de que as técnicas de reprodução sejam aplicadas com a intenção de selecionar sexo ou qualquer característica biológica do futuro filho. Por enquanto. Eu duvido que essas diretrizes permaneçam indefinidamente: é muito possível que futuros pais venham a desejar definir o gênero (sexo) de seus futuros filhos em tempo não muito distante.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Suco de beterraba é benéfico para o cérebro dos idosos...
Tomar suco de beterraba pode aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro, ajudando a combater a progressão da demência em idosos, segundo o estudo da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, esse vegetal contém altas concentrações de nitratos, que são convertidos em nitritos por uma bactéria na boca; e esses nitritos ajudam a “abrir” os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue e oxigênio.
Estudos anteriores já vinham demonstrando que os nitritos - também encontrados no aipo, repolho e espinafre - ajudam a alargar os vasos e a reduzir a pressão sanguínea. Entretanto, segundo os autores, a nova pesquisa é a primeira a mostrar esse efeito no cérebro. Há áreas do cérebro que se tornam mal 'perfundidas', isto é, menos irrigadas com sangue, à medida que você envelhece, e acredita-se que isso é associado com a demência e problemas de cognição, destacam os cientistas, explicando a importância da descoberta.
Na pesquisa, avaliando, com ressonância magnética, 14 pessoas com mais de 70 anos de idade, os pesquisadores notaram que, quando os participantes recebiam cafés da manhã ricos em nitratos, com a inclusão de suco de beterraba, eles apresentavam maior fluxo sanguíneo na substância branca e no lobo frontal - áreas do cérebro associadas com a degeneração que leva à demência e outros problemas cognitivos.
Esses resultados são consistentes e encorajadores - de que uma boa dieta consistindo em muitas frutas e vegetais podem contribuir para boa saúde geral. De acordo com especialistas, isso pode levar a intervenções que poderiam melhorar a saúde funcional cognitiva e física dos idosos.
Por isso, apesar de mais estudos serem necessários para confirmação, cientistas estão investindo no desenvolvimento de um novo suco de beterraba mais nutritivo e saboroso.
Fonte: Nitric Oxide: Biology and Chemistry. Novembro de 2010.
Estudos anteriores já vinham demonstrando que os nitritos - também encontrados no aipo, repolho e espinafre - ajudam a alargar os vasos e a reduzir a pressão sanguínea. Entretanto, segundo os autores, a nova pesquisa é a primeira a mostrar esse efeito no cérebro. Há áreas do cérebro que se tornam mal 'perfundidas', isto é, menos irrigadas com sangue, à medida que você envelhece, e acredita-se que isso é associado com a demência e problemas de cognição, destacam os cientistas, explicando a importância da descoberta.
Na pesquisa, avaliando, com ressonância magnética, 14 pessoas com mais de 70 anos de idade, os pesquisadores notaram que, quando os participantes recebiam cafés da manhã ricos em nitratos, com a inclusão de suco de beterraba, eles apresentavam maior fluxo sanguíneo na substância branca e no lobo frontal - áreas do cérebro associadas com a degeneração que leva à demência e outros problemas cognitivos.
Esses resultados são consistentes e encorajadores - de que uma boa dieta consistindo em muitas frutas e vegetais podem contribuir para boa saúde geral. De acordo com especialistas, isso pode levar a intervenções que poderiam melhorar a saúde funcional cognitiva e física dos idosos.
Por isso, apesar de mais estudos serem necessários para confirmação, cientistas estão investindo no desenvolvimento de um novo suco de beterraba mais nutritivo e saboroso.
Fonte: Nitric Oxide: Biology and Chemistry. Novembro de 2010.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Alimentos de bebês têm sal de mais e ferro de menos.
A partir do sexto mês de vida, crianças nutridas somente com leite materno precisam também passar a se alimentar com alimentos sólidos preparados em casa.
Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.
O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.
O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).
Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.
De acordo com o estudo, apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.
O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal.
Segundo a pesquisa, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. Ela corresponde a uma tese de doutorado defendida em 2009 na Unifesp.
O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.
As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.
As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.
Poucos lipídios
Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.
Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável.
A necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida.
A carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.
O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso.
De acordo com a pesquisa da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.
Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro.
Ao analisar amostras de alimentos de 78 lactentes, entre 6 e 18 meses, um estudo publicado no Jornal de Pediatria indica que eles apresentaram em geral baixo teor de ferro, mas quantidade excessiva de sódio.
O objetivo do estudo, desenvolvido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia e quantidades de sódio e ferro em alimentos preparados em domicílio para lactantes em Belém (PA) em dois grupos de estratos socioeconômicos diferentes.
O estudo apontou que 95% dos chamados alimentos de transição tinham teor inadequado de ferro no grupo socioeconômico mais baixo, contra 65% no estrato mais elevado. Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g).
Por outro lado, o excesso de sódio foi constatado em 89,2% e 31,7%, respectivamente, para a referência que é de 200 mg/100 g.
De acordo com o estudo, apesar de serem raros os estudos de composição química de alimentos para lactentes preparados em domicílio, a pesquisa mostra que o período de transição é realizado frequentemente de maneira imprópria.
O estudo lança um alerta em relação à quantidade de sódio encontrada na comida. O termo ‘papa salgada’, frequentemente usado na orientação para que a mãe introduza comida salgada na dieta infantil, deveria ser abolido. O termo funciona como um incentivo para se adicionar mais sal.
Segundo a pesquisa, o estudo possibilita uma revisão na elaboração de diretrizes metodológicas na área. Ela corresponde a uma tese de doutorado defendida em 2009 na Unifesp.
O estudo em Belém foi realizado entre junho de 2005 e setembro de 2006. Foram analisadas 78 amostras de alimentos de transição preparados em domicílios. As crianças eram sadias e não apresentavam peso ou estatura baixos para a idade.
As amostras foram coletadas de famílias atendidas em dois tipos de serviço de atendimento pediátrico: na Unidade Materno-Infantil da UEPA e em quatro consultórios privados em Belém. A proposta foi comparar crianças de diferentes estratos socioeconômicos.
As porções – refeições servidas no almoço, como feijão, arroz, macarrão, carne e hortaliças – foram coletadas nas casas dos participantes, congeladas e, posteriormente, enviadas por via aérea a São Paulo, onde foram analisadas no Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp.
Poucos lipídios
Os pesquisadores analisaram quimicamente as proteínas, lipídios, hidrato de carbono, ferro, sódio e valor energético total. De acordo com Tania Beninga de Morais, coordenadora do Laboratório de Bromatologia e Microbiologia de Alimentos da Unifesp e co-orientadora do estudo, o teor de ferro foi escolhido porque sua deficiência é a principal carência nutricional nessa faixa etária.
Até o sexto mês de vida, o leite materno é o melhor e mais completo alimento para o lactente. Após essa idade, torna-se necessária a introdução de outros alimentos na dieta. Mas o que temos percebido é que o processo de transição para a dieta da criança se faz de maneira inadequada pela oferta, em quantidade e em qualidade, de alimentos inapropriados. Isso pode ser crítico para a manutenção de um crescimento saudável.
A necessidade de ferro nessa faixa etária é de 11 mg/dia nos menores de 1 ano. Essa taxa é difícil de ser atingida pela alimentação normal, pois as carnes têm teor de ferro relativamente baixo frente à capacidade gástrica reduzida das crianças nessa fase da vida.
A carne bovina, como acém moído e cozido, por exemplo, tem cerca de 3 miligramas de ferro em cada 100 gramas, o equivalente a um bife médio.
O estudo demonstrou também a insuficiência na quantidade de lipídios encontrada nos alimentos. Acredita-se que a recomendação de limitação da ingestão de lipídios na dieta de adultos esteja, possivelmente, influenciando também a preparação de refeições para as crianças. Ressalte-se que os lipídios são essenciais, nessa fase da vida, na maturação do sistema nervoso.
De acordo com a pesquisa da Unifesp, o excesso de sódio pode ser explicado pelo hábito da população brasileira de consumir sal de cozinha em quantidades muito acima do recomendado, o que pode se refletir também na preparação de alimentos destinados às crianças.
Educar o paladar dos lactentes para alimentos com baixo teor de sal é importante, uma vez que sua ingestão excessiva está associada com aumento da pressão arterial no futuro.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Unifesp simplifica teste de déficit de atenção!
Novo método apresenta roteiro mais simples para leitura dos resultados.
Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo finalizaram pesquisa que propõe um método simplificado de diagnóstico clínico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que ajudaria o trabalho clínico de psicólogos, médicos e demais profissionais que lidam com o transtorno.
O novo método consiste de um roteiro mais simples para a leitura dos resultados dos testes de desempenho contínuo, usados para o diagnóstico.
A pesquisa concluiu que é possível resumir os 15 resultados apresentados por avaliação em 5 itens. Não há, efetivamente, proposta para mudar o teste, mas a forma de corrigi-lo e avaliá-lo para diminuir a subjetividade.
A busca por mais precisão no diagnóstico do TDAH é um dos principais desafios para o tratamento adequado da disfunção, que hoje acomete mais de 5% das crianças e dos adolescentes no mundo, estimam os pesquisadores. Hoje, a subjetividade do avaliador é grande. Se o mesmo caso passar por dez psicólogos, cada um pode dizer uma coisa diferente dos outros.
Eu estou na torcida para que esse "novo método" seja efetivo para conduzir melhor o diagnóstico do problema e, particularmente, a prescrição de metilfenidato (Ritalina, Concerta), que tem vários aspectos negativos e exige muitos cuidados.
Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo finalizaram pesquisa que propõe um método simplificado de diagnóstico clínico do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que ajudaria o trabalho clínico de psicólogos, médicos e demais profissionais que lidam com o transtorno.
O novo método consiste de um roteiro mais simples para a leitura dos resultados dos testes de desempenho contínuo, usados para o diagnóstico.
A pesquisa concluiu que é possível resumir os 15 resultados apresentados por avaliação em 5 itens. Não há, efetivamente, proposta para mudar o teste, mas a forma de corrigi-lo e avaliá-lo para diminuir a subjetividade.
A busca por mais precisão no diagnóstico do TDAH é um dos principais desafios para o tratamento adequado da disfunção, que hoje acomete mais de 5% das crianças e dos adolescentes no mundo, estimam os pesquisadores. Hoje, a subjetividade do avaliador é grande. Se o mesmo caso passar por dez psicólogos, cada um pode dizer uma coisa diferente dos outros.
Eu estou na torcida para que esse "novo método" seja efetivo para conduzir melhor o diagnóstico do problema e, particularmente, a prescrição de metilfenidato (Ritalina, Concerta), que tem vários aspectos negativos e exige muitos cuidados.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Uma planta chamada "aninga".
A ciência amazônica está de olho na aninga, planta muito comum no litoral brasileiro e uma das principais espécies aquáticas da Amazônia. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) resolveram investigar suas propriedades químicas e biológicas.
A pesquisa foi motivada pelo amplo uso terapêutico dessa espécie pela população ribeirinha da região. Relatos indicam que a aninga é adotada como cicatrizante de cortes profundos e para tratar picadas de cobra e ferroadas de arraia.
Além disso, a gosma liberada do pecíolo (haste que sustenta o limbo da folha) é aplicada sobre lesões avermelhadas na pele (impingem). Sua raiz é ainda usada por conta de suas supostas propriedades antidiuréticas, e suas folhas, para combater reumatismo e úlceras.
O estudo ainda não foi concluído, mas gerou resultados preliminares, publicados na Revista Científica da UFPA. As conclusões parciais atestam algumas das propriedades terapêuticas da aninga, mas confirmam também a fama que ela tem de ser uma planta venenosa.
A pesquisa foi motivada pelo amplo uso terapêutico dessa espécie pela população ribeirinha da região. Relatos indicam que a aninga é adotada como cicatrizante de cortes profundos e para tratar picadas de cobra e ferroadas de arraia.
Além disso, a gosma liberada do pecíolo (haste que sustenta o limbo da folha) é aplicada sobre lesões avermelhadas na pele (impingem). Sua raiz é ainda usada por conta de suas supostas propriedades antidiuréticas, e suas folhas, para combater reumatismo e úlceras.
O estudo ainda não foi concluído, mas gerou resultados preliminares, publicados na Revista Científica da UFPA. As conclusões parciais atestam algumas das propriedades terapêuticas da aninga, mas confirmam também a fama que ela tem de ser uma planta venenosa.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ortotanásia: Senado aprova lei que exclui de ilicitude a ortotanásia
O Senado Federal encerrou a votação do projeto do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que exclui de ilicitude a ortotanásia. De acordo com o relatório do projeto "Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão".
A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava em tramitação na Casa há nove anos e seguirá, agora, para análise da Câmara dos Deputados. O objetivo é acrescentar dois parágrafos ao artigo 121 do Código Penal (Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), com a seguinte redação:
"Exclusão de ilicitude
§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão.
§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte".
Cabe ressalvar que a ortotanásia distingue-se da eutanásia, pois esta última se caracteriza pelo fato de que a morte do doente terminal advém do cometimento de ato que a provoca, enquanto na ortotanásia não há a prática de um tal ato, resultando a morte da abstenção de procedimentos médicos considerados invasivos.
O Código Penal brasileiro em vigor considera tanto a eutanásia, quanto a ortotanásia como crime. A ortotanásia foi regulamentada no Brasil em 2006 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e suspensa em 2007 por iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) de Brasília.
Fonte consultada: Projeto de Lei do Senado Federal n° 116 de 2000.
A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava em tramitação na Casa há nove anos e seguirá, agora, para análise da Câmara dos Deputados. O objetivo é acrescentar dois parágrafos ao artigo 121 do Código Penal (Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), com a seguinte redação:
"Exclusão de ilicitude
§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão.
§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte".
Cabe ressalvar que a ortotanásia distingue-se da eutanásia, pois esta última se caracteriza pelo fato de que a morte do doente terminal advém do cometimento de ato que a provoca, enquanto na ortotanásia não há a prática de um tal ato, resultando a morte da abstenção de procedimentos médicos considerados invasivos.
O Código Penal brasileiro em vigor considera tanto a eutanásia, quanto a ortotanásia como crime. A ortotanásia foi regulamentada no Brasil em 2006 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e suspensa em 2007 por iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) de Brasília.
Fonte consultada: Projeto de Lei do Senado Federal n° 116 de 2000.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Consumo de café protege o fígado!

O consumo diário de várias xícaras de café retarda a evolução de doenças do fígado, como a hepatite C, revela um estudo de pesquisadores norte-americanos divulgado na quarta-feira (21).
As pessoas que sofrem de hepatite C crônica e de outras enfermidades hepáticas em estado avançado que consomem ao menos três xícaras de café diárias reduzem em 53% o risco de evolução da doença em relação aos que não fazem o mesmo, destaca o estudo realizado pelo do Instituto Nacional do Câncer (NCI)dos Estados Unidos.
A pesquisa analisou 766 pessoas com hepatite C sem resposta a tratamentos com antivirais e que bebiam ou não café.
A cada três meses, durante cerca de quatro anos, estes pacientes foram submetidos a biópsias para determinar a evolução da doença.
Uma das hipóteses sobre o papel do café é que ele reduziria os riscos de diabetes do tipo 2, frequentemente associada a doenças hepáticas ou inflamações.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 3 e 4 milhões de pessoas contraem hepatite C a cada ano, e em 70% dos casos a doença se torna crônica e pode provocar cirrose ou câncer de fígado.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Dor no Peito no Transtorno do Pânico
O Transtorno de Pânico é caracterizado pela ocorrência espontânea e inexplicável de ataques de pânico, que são períodos de intenso medo, podendo variar desde diversos ataques ao dia até poucos no curso de um ano. A expressão desse medo é manifestada por sintomas emocionais e físicos, tais como, taquicardia, sudorese, falta de ar, medo de enlouquecer, perder o controle ou morrer. É também freqüentemente que essas crises de Pânico sejam acompanhadas por agorafobia, que é o temor de se encontrar sozinho em lugares dos quais seja difícil uma saída rápida, no caso da pessoa “passar mal”.
Um dos sintomas físicos responsáveis pelo paciente com Pânico procurar um Pronto Socorro é a dor no peito (dor torácica), reforçando ainda mais a idéia de que ele esteja tendo realmente um problema cardíaco grave, com a vida em risco. Normalmente é essa dor torácica que leva o paciente à busca repetida por inúmeros atendimentos em unidades de urgência, cardiológicas ou outros serviços médicos.
De fato, a principal causa de dor torácica orgânica é de origem miocárdica, e se desenvolve quando o fluxo de sangue nas artérias coronarianas é insuficiente, ou seja, quando á uma Doença Arterial Coronariana. A persistir o problema ocorre o Infarto do Miocárdio. Os autores do artigo supra-referido ilustram a comorbidade (concordância) entre o Transtorno de Pânico com a Doença Arterial Coronariana. Eles alertam para o fato do diagnóstico de Transtorno de Pânico raramente ser feito e das graves conseqüências que podem decorrer disso.
Para confundir ainda o raciocínio clínico, devemos lembrar que 6 dos 13 sintomas básicos do Transtorno de Pânico são também encontrados em doenças do coração, como por exemplo, a dor torácica, as palpitações, sudorese, sensação de asfixia, sufocação e ondas de calor (Fleet et al., 2000). Tendo em vista essa semelhança entre os sintomas cardíacos e de pânico, é claro que a pessoa acometida por ataque de pânico, acreditando estar na iminência de um infarto agudo do miocárdio, busquem avidamente os serviços de emergência.
Curiosa e inversamente, também alguns dos principais sintomas da doença arterial coronariana e do infarto do miocárdio também sugerem estar havendo uma crise de Pânico. Os autores relatam um estudo com pacientes de serviços de emergência com sintoma de dor torácica, avaliados por meio de teste ergométrico ou arteriografia coronariana, e submetidos também a uma entrevista psiquiátrica anterior à entrevista cardiológica. Os dados foram muito significativos.
De 1.364 pacientes com dor torácica, 411 (30%) apresentavam Transtorno de Pânico. Desses 411 com Transtorno do Pânico, 306 (75%) não tinham diagnóstico de Doença Arterial Coronariana. Por outro lado, foi um dado muitíssimo interessante que, dos 1.364 pacientes, apenas 248 (18%) apresentavam Doença Arterial Coronariana sem Transtorno de Pânico.
Algumas conclusões importantes podem ser tiradas desse estudo. Dentre aqueles que chegaram à emergência com dor torácica, 30% apresentavam Transtorno de Pânico e 22% tinham Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Analisando apenas aqueles com Transtorno de Pânico, 75% não apresentavam Doença Arterial Coronariana.
Embora tenha sido encontrada uma grande proporção de pacientes com Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana, ainda assim é muito relevante o achado de que aproximadamente 26% dos pacientes com Transtorno de Pânico também tinha Doença Arterial Coronariana (Lynch e Galbraith, 2003). Isso quer dizer que, de rotina, a dor torácica deve ser sempre investigada com atenção, seja no Transtorno do Pânico ou não, buscando a identificação precoce de riscos orgânicos de ameaça à vida.
Resumindo, são comuns pacientes com ataques de pânico que apresentam concomitantemente dor torácica e palpitação. Por conta disso, anseiam por grande urgência de atendimento. A dor torácica em pacientes portadores de Transtorno de Pânico tem prevalência de 25% a 57% (Carter e cols., 1994; Fleet e cols., 1996). Como procuram emergências clínicas, o sintoma de dor torácica é investigado sob a ótica da Doença Arterial Coronariana.
Sabe-se então que dor torácica é mesmo um sintoma freqüente nos pacientes portadores de Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Mas não se pode, de forma alguma, subestimar a o fato de que outros pacientes portadores de Transtorno de Pânico podem, de fato, apresentar Doença Arterial Coronariana. Alguns autores verificaram uma prevalência de 57% de Transtorno de Pânico em pacientes cardiopatas (Beitman e cols., 1987).
Uma avaliação médica restrita apenas à área cardíaca, embora traga conveniente conforto ao médico assistente, pode desencadear no paciente um incômodo processo de angústia investigativa de seu diagnóstico. Não é raro que o médico do serviço de emergência sentencie solenemente “... – você não tem nada... procure um psiquiatra”, sugerindo assim subestimar a queixa do paciente, duvidar de seu sintoma e atribuir à psiquiatria a função de ‘tratar’ de quem não tem nada.
Parece que a crença habitual dos clínicos desses serviços de emergência é que basta a informação dada ao paciente, de que seus sintomas não se devem a um evento cardíaco agudo, seja suficiente para gerar alívio dos sintomas e interrupção dos ataques de pânico. Este é um raciocínio linear e absolutamente simplório. O paciente é, sobretudo, um ser emocional que não se conduz predominantemente pela razão. Ou não estaria achando que pode perder o controle e morrer de repente.
Existem trabalhos demonstrando que apenas os resultados negativos de exames cardíacos como, por exemplo, a avaliação clínica (Mayou e cols., 1994) ou teste ergométrico (Channer e cols., 1987), são absolutamente insuficientes para o paciente convencer-se e suprimir automaticamente os sintomas do pânico e a crença de que está enfartando. Segundo ainda Gastão Soares Filho e cols. (2007), nem mesmo quando os pacientes são submetidos a exames mais invasivos (e perigosos), como a coronariografia, os resultados normais são insuficientes para gerar tranqüilidade e ausência de sintomas.
Outro mau hábito dos serviços de emergência é quando os médicos assistentes deduzem, precipitadamente, que o paciente com dor torácica, palpitação, sudorese e ansiedade é portador apenas de Transtorno do Pânico, principalmente quando vem com antecedentes dessas crises, negligenciando assim a concomitância de Doença Arterial Coronariana.
A “cegueira” diagnóstica e de tratamento do Transtorno de Pânico para o paciente que busca repetidamente atendimento em serviços de emergência, quando da ocorrência de ataques de pânico com dor torácica, faz com que eles passem a ter uma vida significativamente limitada, sem alívio dos sintomas e do medo e da ansiedade (Lynch e Galbraith, 2003). A abordagem inadequada do Transtorno de Pânico presente nos casos de dor torácica invariavelmente produz a cronificação dos sintomas, limitação das atividades e redução da qualidade de vida, além de uso excessivo e inadequado de exames clínicos e recursos médicos.
A precariedade no diagnóstico de Transtorno de Pânico em serviços de emergência é bem demonstrada no trabalho de Fleet e cols. (1998), em pacientes com dor torácica. Observou-se que entre os pacientes que apresentavam critérios diagnósticos para Transtorno de Pânico, apenas 2% tiveram o diagnóstico correto no momento da chegada.
A atitude, como se diz, de “empurrar com a barriga” esses casos na expectativa de que os sintomas desaparecerão com o tempo também é uma falsa crença clínica. Bass e cols. (1983) acompanharam por um ano pacientes com dor torácica e coronariografia normal. Quase metade deles (41%) continuava com a queixa de dor torácica, e 63% ainda se consultava com médicos não psiquiatras. Potts e Bass (1995) acompanharam pacientes sem adequada abordagem psiquiátrica e condições de dor semelhantes por 11 anos, constatando-se que 74% deles continuava se queixando de dor torácica.
Um dos sintomas físicos responsáveis pelo paciente com Pânico procurar um Pronto Socorro é a dor no peito (dor torácica), reforçando ainda mais a idéia de que ele esteja tendo realmente um problema cardíaco grave, com a vida em risco. Normalmente é essa dor torácica que leva o paciente à busca repetida por inúmeros atendimentos em unidades de urgência, cardiológicas ou outros serviços médicos.
De fato, a principal causa de dor torácica orgânica é de origem miocárdica, e se desenvolve quando o fluxo de sangue nas artérias coronarianas é insuficiente, ou seja, quando á uma Doença Arterial Coronariana. A persistir o problema ocorre o Infarto do Miocárdio. Os autores do artigo supra-referido ilustram a comorbidade (concordância) entre o Transtorno de Pânico com a Doença Arterial Coronariana. Eles alertam para o fato do diagnóstico de Transtorno de Pânico raramente ser feito e das graves conseqüências que podem decorrer disso.
Para confundir ainda o raciocínio clínico, devemos lembrar que 6 dos 13 sintomas básicos do Transtorno de Pânico são também encontrados em doenças do coração, como por exemplo, a dor torácica, as palpitações, sudorese, sensação de asfixia, sufocação e ondas de calor (Fleet et al., 2000). Tendo em vista essa semelhança entre os sintomas cardíacos e de pânico, é claro que a pessoa acometida por ataque de pânico, acreditando estar na iminência de um infarto agudo do miocárdio, busquem avidamente os serviços de emergência.
Curiosa e inversamente, também alguns dos principais sintomas da doença arterial coronariana e do infarto do miocárdio também sugerem estar havendo uma crise de Pânico. Os autores relatam um estudo com pacientes de serviços de emergência com sintoma de dor torácica, avaliados por meio de teste ergométrico ou arteriografia coronariana, e submetidos também a uma entrevista psiquiátrica anterior à entrevista cardiológica. Os dados foram muito significativos.
De 1.364 pacientes com dor torácica, 411 (30%) apresentavam Transtorno de Pânico. Desses 411 com Transtorno do Pânico, 306 (75%) não tinham diagnóstico de Doença Arterial Coronariana. Por outro lado, foi um dado muitíssimo interessante que, dos 1.364 pacientes, apenas 248 (18%) apresentavam Doença Arterial Coronariana sem Transtorno de Pânico.
Algumas conclusões importantes podem ser tiradas desse estudo. Dentre aqueles que chegaram à emergência com dor torácica, 30% apresentavam Transtorno de Pânico e 22% tinham Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Analisando apenas aqueles com Transtorno de Pânico, 75% não apresentavam Doença Arterial Coronariana.
Embora tenha sido encontrada uma grande proporção de pacientes com Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana, ainda assim é muito relevante o achado de que aproximadamente 26% dos pacientes com Transtorno de Pânico também tinha Doença Arterial Coronariana (Lynch e Galbraith, 2003). Isso quer dizer que, de rotina, a dor torácica deve ser sempre investigada com atenção, seja no Transtorno do Pânico ou não, buscando a identificação precoce de riscos orgânicos de ameaça à vida.
Resumindo, são comuns pacientes com ataques de pânico que apresentam concomitantemente dor torácica e palpitação. Por conta disso, anseiam por grande urgência de atendimento. A dor torácica em pacientes portadores de Transtorno de Pânico tem prevalência de 25% a 57% (Carter e cols., 1994; Fleet e cols., 1996). Como procuram emergências clínicas, o sintoma de dor torácica é investigado sob a ótica da Doença Arterial Coronariana.
Sabe-se então que dor torácica é mesmo um sintoma freqüente nos pacientes portadores de Transtorno de Pânico sem Doença Arterial Coronariana. Mas não se pode, de forma alguma, subestimar a o fato de que outros pacientes portadores de Transtorno de Pânico podem, de fato, apresentar Doença Arterial Coronariana. Alguns autores verificaram uma prevalência de 57% de Transtorno de Pânico em pacientes cardiopatas (Beitman e cols., 1987).
Uma avaliação médica restrita apenas à área cardíaca, embora traga conveniente conforto ao médico assistente, pode desencadear no paciente um incômodo processo de angústia investigativa de seu diagnóstico. Não é raro que o médico do serviço de emergência sentencie solenemente “... – você não tem nada... procure um psiquiatra”, sugerindo assim subestimar a queixa do paciente, duvidar de seu sintoma e atribuir à psiquiatria a função de ‘tratar’ de quem não tem nada.
Parece que a crença habitual dos clínicos desses serviços de emergência é que basta a informação dada ao paciente, de que seus sintomas não se devem a um evento cardíaco agudo, seja suficiente para gerar alívio dos sintomas e interrupção dos ataques de pânico. Este é um raciocínio linear e absolutamente simplório. O paciente é, sobretudo, um ser emocional que não se conduz predominantemente pela razão. Ou não estaria achando que pode perder o controle e morrer de repente.
Existem trabalhos demonstrando que apenas os resultados negativos de exames cardíacos como, por exemplo, a avaliação clínica (Mayou e cols., 1994) ou teste ergométrico (Channer e cols., 1987), são absolutamente insuficientes para o paciente convencer-se e suprimir automaticamente os sintomas do pânico e a crença de que está enfartando. Segundo ainda Gastão Soares Filho e cols. (2007), nem mesmo quando os pacientes são submetidos a exames mais invasivos (e perigosos), como a coronariografia, os resultados normais são insuficientes para gerar tranqüilidade e ausência de sintomas.
Outro mau hábito dos serviços de emergência é quando os médicos assistentes deduzem, precipitadamente, que o paciente com dor torácica, palpitação, sudorese e ansiedade é portador apenas de Transtorno do Pânico, principalmente quando vem com antecedentes dessas crises, negligenciando assim a concomitância de Doença Arterial Coronariana.
A “cegueira” diagnóstica e de tratamento do Transtorno de Pânico para o paciente que busca repetidamente atendimento em serviços de emergência, quando da ocorrência de ataques de pânico com dor torácica, faz com que eles passem a ter uma vida significativamente limitada, sem alívio dos sintomas e do medo e da ansiedade (Lynch e Galbraith, 2003). A abordagem inadequada do Transtorno de Pânico presente nos casos de dor torácica invariavelmente produz a cronificação dos sintomas, limitação das atividades e redução da qualidade de vida, além de uso excessivo e inadequado de exames clínicos e recursos médicos.
A precariedade no diagnóstico de Transtorno de Pânico em serviços de emergência é bem demonstrada no trabalho de Fleet e cols. (1998), em pacientes com dor torácica. Observou-se que entre os pacientes que apresentavam critérios diagnósticos para Transtorno de Pânico, apenas 2% tiveram o diagnóstico correto no momento da chegada.
A atitude, como se diz, de “empurrar com a barriga” esses casos na expectativa de que os sintomas desaparecerão com o tempo também é uma falsa crença clínica. Bass e cols. (1983) acompanharam por um ano pacientes com dor torácica e coronariografia normal. Quase metade deles (41%) continuava com a queixa de dor torácica, e 63% ainda se consultava com médicos não psiquiatras. Potts e Bass (1995) acompanharam pacientes sem adequada abordagem psiquiátrica e condições de dor semelhantes por 11 anos, constatando-se que 74% deles continuava se queixando de dor torácica.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Mensagens subliminares negativas são mais efetivas, diz estudo...
As pessoas são capazes de perceber mensagens subliminares, particularmente se seu teor é negativo, diz um estudo britânico.
Em três experimentos realizados por pesquisadores da University College London, de Londres, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.
As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.
No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.
Os autores do estudo, publicado na revista científica "Emotion", disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.
Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie, da University College, mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador.
Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo - tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.
As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).
Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.
Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.
Em três experimentos realizados por pesquisadores da University College London, de Londres, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.
As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.
No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.
Os autores do estudo, publicado na revista científica "Emotion", disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.
Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie, da University College, mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador.
Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo - tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.
As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).
Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.
Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.
sábado, 26 de setembro de 2009
Xingar alivia a dor, sugere estudo de psicólogo britânico...
Ai, se a moda pega!
De vez em quando, vale a pena esquecer o que os pais e as aulas de boas maneiras ensinaram: em momentos de dor, xingar pode ajudar, e muito.
A descoberta partiu de um estudo coordenado pelo psicólogo Richard Stephens, da Universidade Keele, na Inglaterra.
Intrigado com o uso automático de palavrões como reação imediata ao sofrimento físico, Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor.
Fez um experimento com 67 estudantes: mergulhou a mão deles em um recipiente com água extremamente gelada e deixou que proferissem todos os xingamentos que quisessem. Em um segundo momento, repetiu a experiência, mas não foi permitido que falassem palavrões. Quando xingaram, resistiram por 30 segundos a mais à baixa temperatura.
O estudo constatou que dizer palavrões aumenta os batimentos cardíacos e diminui a percepção da dor. Tais efeitos podem ocorrer porque praguejar induziria no corpo a anulação do vínculo entre medo e percepção da dor. Uma ressalva: recorrer a palavrões não amenizaria os padecimentos de homens acostumados a usar essa linguagem. Para se beneficiar da "boca suja", é necessário utilizá-la com moderação.
Antes de mergulhar no território do baixo calão, Richard Stephens, 41, já investigou os efeitos cognitivos da ressaca, das repetitivas cabeçadas realizadas por jogadores de futebol e até do hábito de mascar chicletes.
De vez em quando, vale a pena esquecer o que os pais e as aulas de boas maneiras ensinaram: em momentos de dor, xingar pode ajudar, e muito.
A descoberta partiu de um estudo coordenado pelo psicólogo Richard Stephens, da Universidade Keele, na Inglaterra.
Intrigado com o uso automático de palavrões como reação imediata ao sofrimento físico, Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor.
Fez um experimento com 67 estudantes: mergulhou a mão deles em um recipiente com água extremamente gelada e deixou que proferissem todos os xingamentos que quisessem. Em um segundo momento, repetiu a experiência, mas não foi permitido que falassem palavrões. Quando xingaram, resistiram por 30 segundos a mais à baixa temperatura.
O estudo constatou que dizer palavrões aumenta os batimentos cardíacos e diminui a percepção da dor. Tais efeitos podem ocorrer porque praguejar induziria no corpo a anulação do vínculo entre medo e percepção da dor. Uma ressalva: recorrer a palavrões não amenizaria os padecimentos de homens acostumados a usar essa linguagem. Para se beneficiar da "boca suja", é necessário utilizá-la com moderação.
Antes de mergulhar no território do baixo calão, Richard Stephens, 41, já investigou os efeitos cognitivos da ressaca, das repetitivas cabeçadas realizadas por jogadores de futebol e até do hábito de mascar chicletes.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Número de partos em adolescentes cai 30% em dez anos...
O número de partos em adolescentes atendidos pela rede pública de saúde caiu 30,6% no Brasil entre 1998 e 2008. A informação é de um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (22), que mostra que os 699.718 partos registrados em 1998 diminuíram e chegaram a 485.639 no ano passado.
Segundo o ministério, as principais causas desta redução são o acesso a políticas de prevenção à gravidez não planejada e a orientação sobre saúde sexual.
Quase todos os Estados brasileiros tiveram queda nos números de partos em adolescentes atendidos. A exceção foi o Amapá, que viu o índice crescer 39,26% no período, saltando de 2.379 partos em meninas de 10 a 19 anos para 3.313 em 2008.
Rondônia teve a maior redução proporcional: 51,67%. Se em 1998 foram feitos 8.217 partos pela rede pública, em 2008 o SUS (Sistema Único de Saúde) auxiliou em 3.971 nascimentos.
A maior redução absoluta foi verificada em São Paulo. De 108.393 partos, o número foi para 73.876, uma queda de 31,84% - acima da média brasileira.
Segundo o ministério, as principais causas desta redução são o acesso a políticas de prevenção à gravidez não planejada e a orientação sobre saúde sexual.
Quase todos os Estados brasileiros tiveram queda nos números de partos em adolescentes atendidos. A exceção foi o Amapá, que viu o índice crescer 39,26% no período, saltando de 2.379 partos em meninas de 10 a 19 anos para 3.313 em 2008.
Rondônia teve a maior redução proporcional: 51,67%. Se em 1998 foram feitos 8.217 partos pela rede pública, em 2008 o SUS (Sistema Único de Saúde) auxiliou em 3.971 nascimentos.
A maior redução absoluta foi verificada em São Paulo. De 108.393 partos, o número foi para 73.876, uma queda de 31,84% - acima da média brasileira.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Governadores de 16 estados deixam de investir R$ 3,6 bilhões em saúde.

Um relatório do Ministério da Saúde revela que ao menos R$ 3,6 bilhões deixaram de ser investidos no sistema público de saúde em 2007. O dinheiro foi utilizado em áreas que não têm vínculo direto com a saúde. Os governadores de 16 estados aproveitaram uma brecha na lei, que apesar de determinar que os estados invistam 12% da receita em saúde, não especifica quais devem ser os investimentos.
Fico pensando até quando um País aguenta ser relegado a segundo plano nos dois setores mais importantes na estrutura social: Saúde e Educação. Dói ver o descaso de responsáveis pelo Executivo, no Brsil, com relação a estes dois setores. Dói, por conta de ver a população sofrendo, ignorante, adoecendo sem ter perspectivas em médio prazo para seus males. Quando falo ignorante, certamente quero falar no sentido de que o povo não é esclarecido, não é educado, é ignorado (perdão pelo trocadilho)!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Bulas de remédios terão letras maiores para facilitar leitura.
As dificuldades para ler a bula do remédio que o médico receitou podem acabar em breve. Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que todos os laboratórios terão de fornecer bulas com letras maiores do que o tamanho atual nas caixas dos medicamentos. As novas regras foram publicadas nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União e já começaram a valer hoje.
O objetivo da resolução é facilitar a leitura dos pacientes e obrigar as empresas a darem informações mais claras sobre quantidade, características, composição e apresentação dos medicamentos. As bulas também devem explicar qual deve ser a idade mínima do paciente para tomar o medicamento com segurança. Além disso, versões das bulas em Braille e em áudio terão de ser fornecidas para pessoas que têm deficiência visual.
A indústria farmacêutica tem até janeiro de 2011 para se adequar. O fabricante que não estiver de acordo com as regras até esta data será autuado por infração sanitária. A empresa poderá ser notificada ou interditada, e condenada a pagar multa de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, de acordo com a Anvisa.
Essas mudanças não bastam: é preciso reavaliar o texto, o objetivo e o teor das informações nas inúmeras bulas impressas no País. Há muitas informações desnecessariamente incluídas e que precisariam ser discutidas, para verificar se é o caso de ser mantidas ou não.
O objetivo da resolução é facilitar a leitura dos pacientes e obrigar as empresas a darem informações mais claras sobre quantidade, características, composição e apresentação dos medicamentos. As bulas também devem explicar qual deve ser a idade mínima do paciente para tomar o medicamento com segurança. Além disso, versões das bulas em Braille e em áudio terão de ser fornecidas para pessoas que têm deficiência visual.
A indústria farmacêutica tem até janeiro de 2011 para se adequar. O fabricante que não estiver de acordo com as regras até esta data será autuado por infração sanitária. A empresa poderá ser notificada ou interditada, e condenada a pagar multa de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, de acordo com a Anvisa.
Essas mudanças não bastam: é preciso reavaliar o texto, o objetivo e o teor das informações nas inúmeras bulas impressas no País. Há muitas informações desnecessariamente incluídas e que precisariam ser discutidas, para verificar se é o caso de ser mantidas ou não.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
IBGE constata que cesarianas são quase metade dos partos no país
O número de cesarianas no Brasil representa 43% dos partos no país, índice considerado alto e distante do ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta o parto normal como opção mais saudável para a mãe e o bebê.
De acordo com a OMS, as cesarianas deveriam se limitar a situações de risco.
O dado foi apresentado dia 2 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consta da publicação Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil.
Segundo o documento, nas regiões Sul e Sudeste foram realizados, percentualmente, o maior número de cesarianas, em 2006. Na Região Norte, foi registrado o menor percentual.
Embora mais arriscado para a saúde da mulher e da criança, segundo os médicos, os partos cesáreos são mais comuns entre as mulheres mais instruídas, alcançando 70% entre as mães com mais de 12 anos de estudo e 80% dos partos feitos pelos planos de saúde.
No sistema público de saúde, as cesáreas são 26% dos partos, ainda acima da recomendação da Organização Mundial de Saúde, que defende o percentual de 15% para este procedimento entre o total de partos.
Segundo a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, os dois tipos de parto apresentam vantagens e desvantagens e a opção por um determinado procedimento deve ser da gestante.
Eu discordo: a gestante opta pelo caminho aparentemente menos traumático: a cesárea. É exatamente por isso que há grande número de cesáreas nas regiões sul e sudeste. O obstetra DEVE conscientizar a parturiente de que o parto normal é o mais indicado, menos arriscado e de mais fácil recuperação para ambos, o bebê e a mãe. Se deixar por conta das mamães...
De acordo com a OMS, as cesarianas deveriam se limitar a situações de risco.
O dado foi apresentado dia 2 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consta da publicação Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil.
Segundo o documento, nas regiões Sul e Sudeste foram realizados, percentualmente, o maior número de cesarianas, em 2006. Na Região Norte, foi registrado o menor percentual.
Embora mais arriscado para a saúde da mulher e da criança, segundo os médicos, os partos cesáreos são mais comuns entre as mulheres mais instruídas, alcançando 70% entre as mães com mais de 12 anos de estudo e 80% dos partos feitos pelos planos de saúde.
No sistema público de saúde, as cesáreas são 26% dos partos, ainda acima da recomendação da Organização Mundial de Saúde, que defende o percentual de 15% para este procedimento entre o total de partos.
Segundo a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, os dois tipos de parto apresentam vantagens e desvantagens e a opção por um determinado procedimento deve ser da gestante.
Eu discordo: a gestante opta pelo caminho aparentemente menos traumático: a cesárea. É exatamente por isso que há grande número de cesáreas nas regiões sul e sudeste. O obstetra DEVE conscientizar a parturiente de que o parto normal é o mais indicado, menos arriscado e de mais fácil recuperação para ambos, o bebê e a mãe. Se deixar por conta das mamães...
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Minimizando...
Gripe comum
No dia de julho de 2009, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, minimizou a situação da transmissão da gripe suína no Brasil. "Tem muita gente que pensa 'a doença tem nome diferente' e então pensa que é diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum", disse.
Temporão ressaltou que a gripe comum preocupa muito mais o ministério devido ao número de mortes que causa.
"Em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de mortes do que essa nova gripe que começou agora. Mas, como é uma doença nova, tudo pode acontecer, nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade", disse o ministro.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
No dia de julho de 2009, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, minimizou a situação da transmissão da gripe suína no Brasil. "Tem muita gente que pensa 'a doença tem nome diferente' e então pensa que é diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum", disse.
Temporão ressaltou que a gripe comum preocupa muito mais o ministério devido ao número de mortes que causa.
"Em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de mortes do que essa nova gripe que começou agora. Mas, como é uma doença nova, tudo pode acontecer, nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade", disse o ministro.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Emoções Primárias
São assim chamadas por serem inatas e por estarem diretamente ligadas à vida instintiva, à sobrevivência. Entre elas temos a Emoção de Choque - é a chamada reação catastrófica de Goldstein, caracterizada por espanto ou susto e desencadeadas por situações que representam ameaça evidente.
Haverá grande participação física, como por exemplo, a concomitante contração generalizada dos músculos flexores, sendo possível adotar-se uma atitude regressiva fetal, vasoconstrição periférica, palidez da face e esfriamento das extremidades, brevíssima parada dos movimentos respiratórios e batimentos cardíacos, logo seguida de acele-ração compensadora.
Pode haver atitude de pânico, ora com tendência à fuga desatinada, ora com imobilidade.Temos ainda, entre as primárias, a Emoção Colérica. Acontece como uma atitude dirigida à anulação de um objeto representado como incômodo, contrário à nossa inclinação natural ao prazer. Há, neste caso, reação agressiva contra o estímulo externo responsável pelo desconforto ou contrariedade.Finalmente temos a Emoção Afetuosa.
Trata-se de uma expressão de tranqüilidade e bem-estar, com tendência à lassidão, seguida de ampliação dos movimentos respiratórios e redução numérica dos batimentos cardíacos, desencadeada em reação ao apreço para com algum objeto ou situação que representa o prazer. É uma inclinação de fusão do eu com o mundo, ou no mundo.
Essas são três primárias, integrantes do patrimônio afetivo básico ou original. As duas primeiras se acham a serviço da sobrevivência individual e, portanto, ligadas ao instinto de conservação, ao passo que a última relaciona-se com a inclinação ao prazer.
Como deduz-se, essas Emoções Primárias têm uma íntima relação com a modalidade material de valorizar a realidade. São primitivas e denotam uma surpreendente vulnerabilidade do sujeito aos objetos.
Na interação interpessoal, tomando-se por base o ditado já citado e segundo o qual "quem está bem consigo não se deixa incomodar pelos demais", percebemos que as Emoções Primárias podem refletir algum desconforto da pessoa em relação à si mesmo.
Excluindo-se a Emoção Afetuosa e não havendo provas irrefutáveis de ameaça à sobrevivência, as Emoções Primárias normalmente dizem respeito à baixa auto-estima, insegurança, algum complexo íntimo...
Há quem diga que "atacar é a melhor defesa", entretanto, a questão que se coloca aqui é a avaliação se, de fato, está havendo um ataque ou se, pelo contrário, é a pessoa que se sente atacada. Normalmente as pessoas mais inseguras são aquelas que mais se sentem atacadas, humilhadas, ofendidas... sentir-se assim costuma ser uma postura do sujeito que representa sua realidade dessa forma. Muitas vezes o defeito está nele e não na realidade.
Haverá grande participação física, como por exemplo, a concomitante contração generalizada dos músculos flexores, sendo possível adotar-se uma atitude regressiva fetal, vasoconstrição periférica, palidez da face e esfriamento das extremidades, brevíssima parada dos movimentos respiratórios e batimentos cardíacos, logo seguida de acele-ração compensadora.
Pode haver atitude de pânico, ora com tendência à fuga desatinada, ora com imobilidade.Temos ainda, entre as primárias, a Emoção Colérica. Acontece como uma atitude dirigida à anulação de um objeto representado como incômodo, contrário à nossa inclinação natural ao prazer. Há, neste caso, reação agressiva contra o estímulo externo responsável pelo desconforto ou contrariedade.Finalmente temos a Emoção Afetuosa.
Trata-se de uma expressão de tranqüilidade e bem-estar, com tendência à lassidão, seguida de ampliação dos movimentos respiratórios e redução numérica dos batimentos cardíacos, desencadeada em reação ao apreço para com algum objeto ou situação que representa o prazer. É uma inclinação de fusão do eu com o mundo, ou no mundo.
Essas são três primárias, integrantes do patrimônio afetivo básico ou original. As duas primeiras se acham a serviço da sobrevivência individual e, portanto, ligadas ao instinto de conservação, ao passo que a última relaciona-se com a inclinação ao prazer.
Como deduz-se, essas Emoções Primárias têm uma íntima relação com a modalidade material de valorizar a realidade. São primitivas e denotam uma surpreendente vulnerabilidade do sujeito aos objetos.
Na interação interpessoal, tomando-se por base o ditado já citado e segundo o qual "quem está bem consigo não se deixa incomodar pelos demais", percebemos que as Emoções Primárias podem refletir algum desconforto da pessoa em relação à si mesmo.
Excluindo-se a Emoção Afetuosa e não havendo provas irrefutáveis de ameaça à sobrevivência, as Emoções Primárias normalmente dizem respeito à baixa auto-estima, insegurança, algum complexo íntimo...
Há quem diga que "atacar é a melhor defesa", entretanto, a questão que se coloca aqui é a avaliação se, de fato, está havendo um ataque ou se, pelo contrário, é a pessoa que se sente atacada. Normalmente as pessoas mais inseguras são aquelas que mais se sentem atacadas, humilhadas, ofendidas... sentir-se assim costuma ser uma postura do sujeito que representa sua realidade dessa forma. Muitas vezes o defeito está nele e não na realidade.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
TOC
TOC é abreviação de transtorno obsessivo-compulsivo (quem não sabe? dããã!!).
Mais propriamente falando:
As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são obsessões ou compulsões recorrentes e suficientemente graves para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado à pessoa. Leigamente diz-se que a pessoa tem várias "manias" e que é esquisito ou estranho mas, normalmente, o portador de TOC sabe que suas "manias", obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.
Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los. São experimentados como intrusivos, inapropriados ou estranhos pelo paciente em algum momento, ao longo do transtorno, causando ansiedade ou desconforto acentuados. A pessoa tenta resistir a eles, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, reconhecendo-os, no entanto, como produtos de sua mente e não como originados de fora. Não são simplesmente medos exagerados relacionados com problemas reais.
Compulsões são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações), ou atos mentais (rezar,contar, repetir palavras ou frases) que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os comportamentos ou atos mentais são destinados a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, prevenir algum evento ou situação temidos e em geral não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou são claramente excessivos.
Uma variedade de anormalidades biológicas têm sido associadas ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo na tentativa de estudar-se as causas desse transtorno. Nascimentos traumáticos sugerindo papel importante de um sofrimento cerebral precoce comumente fazem parte da história de tais pacientes. Há também, por outro lado, uma concordância significativa entre a ocorrência de sintomas obsessivo-compulsivos e a epilepsia do lobo temporal, bem como o aumento de atividade metabólica no giro orbital esquerdo, constatado pela tomografia por emissão de pósitrons nos pacientes diagnosticados como Obsessivo-Compulsivo.
A Ciência deixa de lado, entretanto, as questões de cunho espiritual, como agente acusal do TOC, por julgar algo por demais imponderável para levar em consideração, ou ainda, por acreditar não haver seriedade nas subjetivas questões "toquianas", quando se reflete a respeito de "intromissões" do pensamento que impõem, através do medo, o culto a comportamentos equivocados e intensamente repetitivos, sem qualquer tipo de objetivo prático, exceto "proteger" algo ou alguém de uma perda ou agressão.
Recentemente as pesquisas genéticas têm apontado também para uma alteração cromossômica envolvida nessa questão. A observação de que em algumas alterações neurológicas, como por exemplo a epilepsia do lobo temporal, coréia de Sydenhan, Parkinson pós-encefalites, Síndrome de Giles de la Tourette, com muita freqüência ocorrem obsessões e compulsões, bem como os avanços na neurofarmacologia, através da boa resposta do TOC a antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina, tem levado a se pesquisar cada vez mais as bases biológicas deste transtorno.
Certamente, um dia, a Ciência abrirá os olhos para as questões de ordem espiritual, pois irá perceber que o fundamento dos problemas orgânicos nascem das questões de causa-e-efeito na Vida Plena do Ser Espiritual que habita transitoriamente o corpo em uma de suas experiências na carne. Isto, levará a Ciência e ver o Ser Humano como alguém integral, inter-Vidas, que nasce e renasce com dificuldades inerentes ao seu comportamento, às suas aquisições de muitas experiências experimentadas não somente em um único momento como uma passagem, mas nas sucessõe de várias delas, em muitas reencarnações.
Numerosas pesquisas sugerem fortemente um envolvimento da serotonina, um neurotransmissor, na fisiologia do TOC. Esses estudos se baseiam nas respostas terapêuticas de 40 a 60% dos pacientes tratados com antidepressivos que proporcionam a recaptação de serotonina (5HT), tais como a Comipramina, a Fluoxetina, a Fluvoxamina, a Sertralina (veja em tratamentos e em farmacologia). Por outro lado, tricíclicos menos serotonérgicos, como a desipramina, são ineficazes.
Isto, que é hoje chamado de causa para o TOC, será chamado de efeito, pois não passa disso, já que é resultado do mapeamento genético implantado nas células germinativas, quando da fecundação, por conta da carga magnética, energética e espiritual do Ser reencarnante. Podemos ler sobre isto na Obra de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier, de nome "Missionários da Luz".
A intromissão indesejável de um pensamento no campo da consciência de maneira insistente e repetitiva, reconhecido pelo indivíduo como um fenômeno incômodo e absurdo, é denominado de Pensamento Obsessivo. Portanto, para que seja Obsessão é necessário o aspecto involuntário das idéias, bem como, o reconhecimento de sua conotação ilógica pelo próprio paciente, ou seja, ele deve ter crítica sobre o aspecto irreal e absurdo desta idéia indesejável.
Como se pode crer que, simplificadamente, o cérebro seja o causador de uma série de pensamentos contrários aos pensamentos da pessoa portadora de uma patologia como esta, graças a reações neuro-químicas e intercâmbio neuronais? Como materializar questões tão simples, devidas a inteligências alheias ao doente, que impulsionam-no a tomar atitudes, a ter gestos opostos à sua vontade? Deverá ser possível, no futuro, que a Ciência reconheça que se trata de um ser a parte, que aborda o doente, contrangendo-o, por causa de uma desavença, de uma predisposição entre ambos, e reconhecendo a existência de Vida após a Vida, de Seres Espirituais desprovidos de corpo físico que se expressam "intra-mente", através das ondas mentais, para gerar o desequilíbrio manifesto pelo TOC.
As Obsessões estão tão enraizadas na consciência que não podem ser removidas simplesmente por um aconselhamento razoável, nem por livre decisão do paciente. Elas parecem ter existência emancipada da vontade e, por não comprometerem o juízo crítico, os pacientes têm a exata noção do absurdo de seu conteúdo mental.
Assim, a Ciência reconhece que há "algo" que interfere no livre arbítrio do paciente, mas não infere em abordar efetivamente a existência de seres invisíveis para seus olhos, materializando o evento, como sendo resultado de reações químicas cerebrais. Curioso...
Em maior ou menor grau, as Idéias Obsessivas ocorrem em todas as pessoas, notadamente quando crianças.
As idéias obsessivas podem aparecer, por exemplo, como uma musiqueta conhecida que "não sai da cabeça", ou a idéia de que pode haver um bicho debaixo da cama, ou que o gás pode estar aberto apesar da lógica sugerir estar fechado. Em crianças aparecem como um certo impedimento em pisar nos riscos da calçada, uma obrigatoriedade em contar as árvores da rua ou os carros que passam, etc. Estas idéias obrigatórias, quando exageradas e promovedoras de significativa ansiedade ou sofrimento, constituem quadro patológico.
A temática das Idéias Obsessivas pode ser extremamente variável, entretanto, em grande número de vezes diz respeito à higiene, contaminação, transmissão de doenças, bactérias, vírus, organização ou coisas assim.
É muito freqüente também a existência de Idéias Obsessivas sobre um eventual impulso suicida, como por exemplo saltar da janela de edifícios, ou em ser acometido subitamente por impulsos de agressão e ferir pessoas, principalmente os filhos.
Neste último caso a obsessão está justamente em acreditar que, diante de um mal estar súbito, a pessoa venha a perder o controle e executar, impulsivamente, aquilo que sugere tais idéias.
São muitos os exemplos de pessoas que adotam uma conduta excêntrica motivadas pela obsessão da contaminação ou pelo medo continuado de contágio diante de qualquer coisa que lhes pareça suspeita. Há ainda, casos de pessoas que se sentem extremamente desconfortáveis quando próximas de objetos pontiagudos, facas, foices, etc, devido a idéia indesejável de que podem, repentinamente e misteriosamente, perder o controle e matar uma pessoa querida.
Desta feita, a Obsessão é um processo mental que tem caráter forçado, uma idéia associada a um sentimento penoso que se apresenta ao espírito de modo repetido e incoercível. São idéias impostas ao psiquismo, incômodas e sentidas como involuntárias, as quais entram na mente contra uma resistência consciente.
E as Fobias? (Medos)
A similaridade entre Obsessões e Fobias foi observada já em 1878 por Westphal, criador do termo Fobias Obsessivas. Seriam medos que dominam a consciência, apesar da vontade do paciente que não consegue suprimi-los, embora reconheça-os como anormais.
Aliás , vê-se muito bem, nos exemplos práticos, o componente de medo que normalmente acompanha as idéias Obsessivas. A Obsessão de doença e contaminação pode ser entendida como uma Fobia de doença, uma ruminação mental sem fim em torno da possibilidade de sofrer qualquer tipo de doença.
Ainda que o fenômeno obsessivo seja distinto do fenômeno fóbico, é sempre bom ter em mente que ambos podem ser faces distintas de uma mesma moeda ou, o que mais provavelmente poderia ser, a fobia originando obsessão e vice-versa.
E o tratamento?
Há uma necessidade iminente de se dar melhores condições orgânicas para que o paciente possa estruturar melhor seus pensamentos e suas idéias. Os medicamentos habitualmente usados são aqueles citados anteriormente, como a Fluoxetina ou a Sertralina em suas variadas apresentações comerciais.
Entretanto, tenho observado, na prática clínica um resultado interessante, em alguns casos, quando prescrito um neuroléptico (os antipsicóticos ou neurolépticos são medicamentos inibidores das funções psicomotoras, como é o caso da excitação e da agitação. Paralelamente eles atenuam também os distúrbios neuropsíquicos ditos psicóticos, tais como os delírios e as alucinações. São substâncias químicas sintéticas, capazes de atuar seletivamente em células nervosas que regulam os processos no homem e a conduta em animais)que atua sobre o foco psicótico do quadro, por que, convenhamos, o comportamento do TOC é claramente psicótico - fuga da realidade. Mas não se pode prescindir dos tratamentos espiritual e psicoterápico, de modo algum, pois formam o tripé que poderá levar o indivíduo à melhora e, talvez, à cura.
Mais propriamente falando:
As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são obsessões ou compulsões recorrentes e suficientemente graves para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado à pessoa. Leigamente diz-se que a pessoa tem várias "manias" e que é esquisito ou estranho mas, normalmente, o portador de TOC sabe que suas "manias", obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.
Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los. São experimentados como intrusivos, inapropriados ou estranhos pelo paciente em algum momento, ao longo do transtorno, causando ansiedade ou desconforto acentuados. A pessoa tenta resistir a eles, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, reconhecendo-os, no entanto, como produtos de sua mente e não como originados de fora. Não são simplesmente medos exagerados relacionados com problemas reais.
Compulsões são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações), ou atos mentais (rezar,contar, repetir palavras ou frases) que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os comportamentos ou atos mentais são destinados a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, prevenir algum evento ou situação temidos e em geral não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou são claramente excessivos.
Uma variedade de anormalidades biológicas têm sido associadas ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo na tentativa de estudar-se as causas desse transtorno. Nascimentos traumáticos sugerindo papel importante de um sofrimento cerebral precoce comumente fazem parte da história de tais pacientes. Há também, por outro lado, uma concordância significativa entre a ocorrência de sintomas obsessivo-compulsivos e a epilepsia do lobo temporal, bem como o aumento de atividade metabólica no giro orbital esquerdo, constatado pela tomografia por emissão de pósitrons nos pacientes diagnosticados como Obsessivo-Compulsivo.
A Ciência deixa de lado, entretanto, as questões de cunho espiritual, como agente acusal do TOC, por julgar algo por demais imponderável para levar em consideração, ou ainda, por acreditar não haver seriedade nas subjetivas questões "toquianas", quando se reflete a respeito de "intromissões" do pensamento que impõem, através do medo, o culto a comportamentos equivocados e intensamente repetitivos, sem qualquer tipo de objetivo prático, exceto "proteger" algo ou alguém de uma perda ou agressão.
Recentemente as pesquisas genéticas têm apontado também para uma alteração cromossômica envolvida nessa questão. A observação de que em algumas alterações neurológicas, como por exemplo a epilepsia do lobo temporal, coréia de Sydenhan, Parkinson pós-encefalites, Síndrome de Giles de la Tourette, com muita freqüência ocorrem obsessões e compulsões, bem como os avanços na neurofarmacologia, através da boa resposta do TOC a antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina, tem levado a se pesquisar cada vez mais as bases biológicas deste transtorno.
Certamente, um dia, a Ciência abrirá os olhos para as questões de ordem espiritual, pois irá perceber que o fundamento dos problemas orgânicos nascem das questões de causa-e-efeito na Vida Plena do Ser Espiritual que habita transitoriamente o corpo em uma de suas experiências na carne. Isto, levará a Ciência e ver o Ser Humano como alguém integral, inter-Vidas, que nasce e renasce com dificuldades inerentes ao seu comportamento, às suas aquisições de muitas experiências experimentadas não somente em um único momento como uma passagem, mas nas sucessõe de várias delas, em muitas reencarnações.
Numerosas pesquisas sugerem fortemente um envolvimento da serotonina, um neurotransmissor, na fisiologia do TOC. Esses estudos se baseiam nas respostas terapêuticas de 40 a 60% dos pacientes tratados com antidepressivos que proporcionam a recaptação de serotonina (5HT), tais como a Comipramina, a Fluoxetina, a Fluvoxamina, a Sertralina (veja em tratamentos e em farmacologia). Por outro lado, tricíclicos menos serotonérgicos, como a desipramina, são ineficazes.
Isto, que é hoje chamado de causa para o TOC, será chamado de efeito, pois não passa disso, já que é resultado do mapeamento genético implantado nas células germinativas, quando da fecundação, por conta da carga magnética, energética e espiritual do Ser reencarnante. Podemos ler sobre isto na Obra de André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier, de nome "Missionários da Luz".
A intromissão indesejável de um pensamento no campo da consciência de maneira insistente e repetitiva, reconhecido pelo indivíduo como um fenômeno incômodo e absurdo, é denominado de Pensamento Obsessivo. Portanto, para que seja Obsessão é necessário o aspecto involuntário das idéias, bem como, o reconhecimento de sua conotação ilógica pelo próprio paciente, ou seja, ele deve ter crítica sobre o aspecto irreal e absurdo desta idéia indesejável.
Como se pode crer que, simplificadamente, o cérebro seja o causador de uma série de pensamentos contrários aos pensamentos da pessoa portadora de uma patologia como esta, graças a reações neuro-químicas e intercâmbio neuronais? Como materializar questões tão simples, devidas a inteligências alheias ao doente, que impulsionam-no a tomar atitudes, a ter gestos opostos à sua vontade? Deverá ser possível, no futuro, que a Ciência reconheça que se trata de um ser a parte, que aborda o doente, contrangendo-o, por causa de uma desavença, de uma predisposição entre ambos, e reconhecendo a existência de Vida após a Vida, de Seres Espirituais desprovidos de corpo físico que se expressam "intra-mente", através das ondas mentais, para gerar o desequilíbrio manifesto pelo TOC.
As Obsessões estão tão enraizadas na consciência que não podem ser removidas simplesmente por um aconselhamento razoável, nem por livre decisão do paciente. Elas parecem ter existência emancipada da vontade e, por não comprometerem o juízo crítico, os pacientes têm a exata noção do absurdo de seu conteúdo mental.
Assim, a Ciência reconhece que há "algo" que interfere no livre arbítrio do paciente, mas não infere em abordar efetivamente a existência de seres invisíveis para seus olhos, materializando o evento, como sendo resultado de reações químicas cerebrais. Curioso...
Em maior ou menor grau, as Idéias Obsessivas ocorrem em todas as pessoas, notadamente quando crianças.
As idéias obsessivas podem aparecer, por exemplo, como uma musiqueta conhecida que "não sai da cabeça", ou a idéia de que pode haver um bicho debaixo da cama, ou que o gás pode estar aberto apesar da lógica sugerir estar fechado. Em crianças aparecem como um certo impedimento em pisar nos riscos da calçada, uma obrigatoriedade em contar as árvores da rua ou os carros que passam, etc. Estas idéias obrigatórias, quando exageradas e promovedoras de significativa ansiedade ou sofrimento, constituem quadro patológico.
A temática das Idéias Obsessivas pode ser extremamente variável, entretanto, em grande número de vezes diz respeito à higiene, contaminação, transmissão de doenças, bactérias, vírus, organização ou coisas assim.
É muito freqüente também a existência de Idéias Obsessivas sobre um eventual impulso suicida, como por exemplo saltar da janela de edifícios, ou em ser acometido subitamente por impulsos de agressão e ferir pessoas, principalmente os filhos.
Neste último caso a obsessão está justamente em acreditar que, diante de um mal estar súbito, a pessoa venha a perder o controle e executar, impulsivamente, aquilo que sugere tais idéias.
São muitos os exemplos de pessoas que adotam uma conduta excêntrica motivadas pela obsessão da contaminação ou pelo medo continuado de contágio diante de qualquer coisa que lhes pareça suspeita. Há ainda, casos de pessoas que se sentem extremamente desconfortáveis quando próximas de objetos pontiagudos, facas, foices, etc, devido a idéia indesejável de que podem, repentinamente e misteriosamente, perder o controle e matar uma pessoa querida.
Desta feita, a Obsessão é um processo mental que tem caráter forçado, uma idéia associada a um sentimento penoso que se apresenta ao espírito de modo repetido e incoercível. São idéias impostas ao psiquismo, incômodas e sentidas como involuntárias, as quais entram na mente contra uma resistência consciente.
E as Fobias? (Medos)
A similaridade entre Obsessões e Fobias foi observada já em 1878 por Westphal, criador do termo Fobias Obsessivas. Seriam medos que dominam a consciência, apesar da vontade do paciente que não consegue suprimi-los, embora reconheça-os como anormais.
Aliás , vê-se muito bem, nos exemplos práticos, o componente de medo que normalmente acompanha as idéias Obsessivas. A Obsessão de doença e contaminação pode ser entendida como uma Fobia de doença, uma ruminação mental sem fim em torno da possibilidade de sofrer qualquer tipo de doença.
Ainda que o fenômeno obsessivo seja distinto do fenômeno fóbico, é sempre bom ter em mente que ambos podem ser faces distintas de uma mesma moeda ou, o que mais provavelmente poderia ser, a fobia originando obsessão e vice-versa.
E o tratamento?
Há uma necessidade iminente de se dar melhores condições orgânicas para que o paciente possa estruturar melhor seus pensamentos e suas idéias. Os medicamentos habitualmente usados são aqueles citados anteriormente, como a Fluoxetina ou a Sertralina em suas variadas apresentações comerciais.
Entretanto, tenho observado, na prática clínica um resultado interessante, em alguns casos, quando prescrito um neuroléptico (os antipsicóticos ou neurolépticos são medicamentos inibidores das funções psicomotoras, como é o caso da excitação e da agitação. Paralelamente eles atenuam também os distúrbios neuropsíquicos ditos psicóticos, tais como os delírios e as alucinações. São substâncias químicas sintéticas, capazes de atuar seletivamente em células nervosas que regulam os processos no homem e a conduta em animais)que atua sobre o foco psicótico do quadro, por que, convenhamos, o comportamento do TOC é claramente psicótico - fuga da realidade. Mas não se pode prescindir dos tratamentos espiritual e psicoterápico, de modo algum, pois formam o tripé que poderá levar o indivíduo à melhora e, talvez, à cura.
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