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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Chocolate


Uma substância exclusiva do cacau pode melhorar o fluxo do sangue no cérebro.

Trata-se de um tipo especial de flavonoide.

É o que revela um estudo publicado na revista “Neuropsychiatric Disease and Treatment”.

De acordo com os pesquisadores, o composto pode ter impacto positivo nas funções cognitivas do órgão.

Ele poderia ser usado também em futuros tratamentos de casos de demência e derrames, por exemplo.

Presentes também no vinho tinto e em vários alimentos, os flavonoides são antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares.No entanto, o flavonoide do cacau parece ser único.

O chocolate amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite, contém alto teor de flavonóides.

Porém, antes de uma corrida às lojas, vale lembrar que a maioria dos chocolates vendidos no Brasil tem pouquíssimo cacau, substituído por gordura, açúcar e parafina.

Na pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo voluntários entre 59 e 83 anos, foi descoberto que aqueles que tomaram uma bebida de cacau, rica em flavonoides, de uma determinada marca, tiveram um aumento de 8% no fluxo de sangue no cérebro depois de uma semana e 10% de aumento depois de duas semanas.

Os pesquisadores encontraram benefícios a curto e longo prazo para o cérebro no consumo de flavonoides do cacau, o que pode abrir novas frentes de tratamento para muitos idosos que sofrem de demência.

Uma das causas da doença entre os idosos é exatamente a diminuição progressiva do fluxo de sangue para o cérebro, causando danos estruturais no órgão.

Especula-se que manter ou recuperar esse fluxo poderia retardar o declínio das funções cerebrais.

Esse trabalho reforça o conhecimento que tínhamos sobre as ligações entre os flavonoides do cacau e o melhor fluxo de sangue no cérebro — diz o pesquisador Harod Schmitz, que conduziu os estudos.

Embora seja necessário realizar mais estudos, as novas revelações levantam a possibilidade de se desenvolver produtos à base de cacau, ricos em flavonoides, para ajudar no declínio das funções cerebrais de idosos.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Homocisteína


Aminoácido - Homocisteína (um fator de risco vascular)

Homocisteína é um aminoácido sulfurado intermediário do metabolismo da metionina, que esta presente na corrente sanguínea, sendo que a carne vermelha é rica neste aminoácido.

É um aminoácido (produzido após a digestão de carnes ou laticínios), que em excesso no sangue, provoca aumento do risco de coágulos e entupimento das artérias, além de contribuir para a formação de depósitos de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, aumentando sua rigidez e dando origem à chamada aterosclerose.

Isso, no futuro, poderá provocar infarto do coração e derrame cerebral.

Os valores aumentados de homocisteína no sangue são indicadores de maiores riscos de desenvolvimento de doença cardiovascular.

Ela requer quantidades adequadas de vitaminas do complexo B ( folato, B6 e B12).

Uma modesta deficiência nestas vitaminas pode resultar em hiper-homocisteinemia, sendo que o folato é a vitamina mais deficiente, não produzindo sintomas.

Uma dieta adequada em ácido fólico, vitamina B6 e B12, pode ajudar a assegurar um metabolismo adequado de homocisteína.

A elevação dos níveis plasmáticos de homocisteína, definidos por >12uml/L, tem sido identificada como um fator de risco independente para doença de artéria coronária - ( DAC ) .

Um nível de homocisteína saudável é menor do que 12 mol/L. Um nível maior de 12 µmol/L é considerado alto.

Se você não tem maiores riscos para doença cardiovascular e não tem aterosclerose, não há problemas em ter um nível de homocisteína entre 12 e 15 µmol/L.Porém, enquanto há estudos em andamento sobre o assunto, é melhor ter os níveis de homocisteína dentro dos limites normais, devido ao risco de doenças cardíacas.

Como abaixar os níveis de homocisteína.

Comer mais frutas e vegetais (especialmente os de folhas verdes), pode ajudar a baixar os níveis de homocisteína, aumentando a quantia de folato em sua dieta. As fontes de folato são: vegetais folhosos verde-escuro, grãos integrais, gema de ovo, germe de trigo, suco de frutas cítricas, laranjas, cereais, lentilhas, aspargo, espinafre e a maioria dos feijões. Se o ajuste na sua dieta não está diminuindo o suficiente o nível de homocisteína, o seu médico vai lhe orientar a tomar folato, além de Vitamina B6 e Vitamina B12.

Não se deve esquecer que, para a prevenção das doenças cardiovasculares, todas as medidas geralmente citadas, como praticar exercícios físicos e deixar de fumar, são fundamentais.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Glúten: é realmente necessário parar de ingerir?


FONTE: BBC WORD

É assim que você se livra do glúten na sua vida:

Primeiro, tire todo os pães, farinhas e cereais matinais de trigo do seu café da manhã. Em seguida, jogue fora todos os potes de manteiga ou geleia que estavam abertos, porque pode haver migalhas de pão ou bolacha neles.

Além disso, chame seus amigos para acabar com todas as cervejas que você tenha em casa. Milhões de pessoas estão fazendo isso e muito mais à medida que estão convertendo seus corpos em áreas livres de glúten.

Apenas nos Estados Unidos, cerca de 70 milhões de pessoas – ou 29% da população adulta – garante que está tentando cortar o consumo de glúten, de acordo com um levantamento divulgado pela empresa de pesquisas NDP.

Já no Reino Unido, 60% dos adultos já compraram um produto sem glúten, de acordo com dados do site de pesquisas YouGov, e em 10% dos lares há alguém que acredita que glúten faz mal para a saúde.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, fazendo parte de nossa dieta habitual.

Mas ele é a única das proteínas que não pode ser decomposta totalmente pelo corpo humano e transformada em aminoácidos.

O máximo que conseguimos fazer é dividi-lo em cadeias de ácidos chamados peptídios (uma espécie de "molécula de proteína" em miniatura).

Eles normalmente passam pelo corpo da maioria das pessoas.

No entanto, os sistemas imunológicos de celíacos (pessoas que sofrem do transtorno) são geneticamente predispostos a vê-los como micróbios invasores.

Uma guerra começa e há vários efeitos colaterais: uma redução das vilosidades intestinais, dobras que cobrem o intestino delgado e são responsáveis por absorver os nutrientes e levá-los até o fluxo sanguíneo.

À medida que se atrofiam, sua superfície diminui e não faz seu trabalho como deveria.

A doença celíaca é bem comum.

Ela afeta cerca de 1% das pessoas do mundo desenvolvido, de onde se tem dados.

Mesmo com essa abrangência, isso não explica a crescente popularidade da dieta sem glúten.

Segundo a empresa de análise de mercado Mintel, 7% dos adultos britânicos evitam o glúten por conta de alergia ou intolerância (estritamente falando, a doença celíaca não é nem uma coisa nem outra) e mais de 8% o evitam por conta de um "estilo de vida saudável".

A opinião de que o glúten faz mal não apenas para celíacos mas para todo mundo é apoiada por uma corrente de blogueiros, nutricionistas que vendem "best sellers" e famosos.

Um levantamento da Mintel estima em US$ 9 bilhões o mercado americano de produtos sem glúten.

Uma análise nas buscas online nos últimos anos sugere que o aumento do interesse nas dietas sem glúten tem pouco a ver com uma crescente consciência sobre o celíaco e está muito mais relacionado à popularidade de dietas como a "paleo", que busca um retorno à Idade da Pedra no que se refere a hábitos alimentares.

Mas muitos acabaram se interessando pelo conceito de abrir mão do glúten pela simples razão de acreditarem que isso as fará se sentir melhor, pelo que percebi nas conversas com visitantes de uma feira de alimentação em Londres, a Allergy and Free From Exhibition, dedicada a alimentos que causam alergia e dietas alternativas como vegetariana e vegana.

Muitos dos 35 mil visitantes buscavam informações ou produtos ligados a dietas particulares específicas.

Mas, como me disse o diretor do evento, Tom Treverton, é cada vez mais comum achar pessoas "que querem cortar algo de sua dieta por outra razão - não porque são alérgicas, mas porque se sentem melhor quando o fazem, e acreditam que isso seja saudável".

Muitas das pessoas com quem conversei tinham preocupações genuínas com a saúde. Encontrei celíacos que estavam ali em busca de um pão ou uma cerveja (sem glúten) decentes, mas falei com um número ainda maior de pessoas que se descreveram como "intolerantes a glúten".
Elizabeth Jones, por exemplo, me contou que começou a sofrer de intolerância a glúten aos 15 anos. "É muito constrangedor aparecer em um evento social com os lábios ou a cara inchada", disse ela.

Ela cortou glúten e outros alimentos de sua dieta - a lista incluía sementes de uva - o que pareceu ter aliviado os sintomas.

Outra mulher, Debra, de Hertfordshire, costumava sofrer de refluxo gástrico. Ela testou negativo para doença celíaca, mas um nutricionista do hospital recomendou que ela cortasse glúten de sua dieta mesmo assim.

Ela é enfermeira especializada em gastroenterologia pediátrica e me disse que sua situação melhorou; ela disse também que entre seus pacientes havia várias crianças que não apresentavam danos nas vilosidades intestinais - e que, portanto, também não sofriam de doença celíaca - mas que, como ela, tiveram uma melhora em sua condição quando pararam de comer glúten.

Médicos especialistas acreditam que é hora de ampliar o espectro do que são considerados problemas causados pelo glúten, que abarcaria desde a doença celíaca como também a sensibilidade ao glúten.

O médico italiano Alessio Fasano, diretor do Centro de Pesquisas Celíacas nos Estados Unidos, é um grande defensor dessa visão.

Em 1993, ele assumiu o departamento de gastroenterologia pediátrica na Universidade de Medicina de Maryland. Ele era um médico jovem vindo de Nápoles, onde ele atendia ao menos 20 ou 30 crianças por semana com doença celíaca.

Mas nos Estados Unidos, a história era outra: "Passavam-se dias, semanas, meses e eu não atendia nenhum caso sequer." Depois, ele percebeu que o problema era uma questão de diagnóstico mal feito.

Mesmo diante do ceticismo de seus colegas, ele fez um estudo com 13 mil pessoas que o ajudou a mudar os dados: a prevalência de um celíaco para 10 mil pessoas passou de um para cada 133.

Sua clínica agora atende mais de mil pacientes por ano.

Diferentemente de alergia ao trigo, a sensibilidade ao glúten não tem uma série de biomarcadores conhecidos e, por isso, os médicos não podem saber se o paciente sofre desse problema com um simples teste – há um exame de sangue, mas os resultados são imprecisos para muitos pacientes.

Assim, essa doença só pode ser diagnosticada ao se eliminar outros problemas e, em seguida, testar uma dieta sem glúten.
Mas, para Fasano, ainda que o glúten não tenha valor nutricional em si, fazer uma mudança radical no que se come sem a ajuda de um especialista é péssima ideia.

"Deixar de ingerir glúten te priva de muitos elementos-chave em sua dieta, como vitaminas e fibras, fundamentais para uma nutrição equilibrada."

Parte da polêmica em torno do glúten vem da dificuldade de se distinguir os benefícios que qualquer um pode experimentar ao adotar uma dieta sem glúten com efeito placebo (o poder das expectativas do paciente de que o tratamento levará à cura).

Outra parte dessa questão controversa vem do fato de não se saber exatamente quantas pessoas são afetadas.

Fasano calcula que o número pode estar em até 6% da população. Mas com 29% dos americanos adultos tentando evitar glúten, há 22% (ou 53 milhões de pessoas) que não estão no espectro de doenças relacionadas ao glúten, mas ainda sim querem deixar de ingeri-lo.

Apenas em 2013, 200 milhões de pratos sem glúten foram pedidos em restaurantes americanos, segundo a NPD.
"Estamos quebrando a cabeça para entender esse fenômeno social. Começamos essa batalha, por assim dizer, para sensibilizar os americanos sobre os celíacos. Mas nos demos conta que esse pêndulo está descontrolado e agora foi par ao outro extremo", diz Fasano.

Quando questionado se essa dieta ajudar a perder peso, Fasano dá risada.

"Se você começa a comer substitutos como cerveja sem glúten ou massa ou bolacha sem glúten, o que vai acontecer é você engordar. Uma bolacha comum tem 70 calorias. Sem glúten, o mesmo biscoito pode chegar a 210 calorias."

"Você tem que substituir o glúten com algo que faça essa bolacha palatável, então você precisa carregá-la de gordura e açúcar. Tenha em mente isso: um grama de proteína contém quatro calorias. Um grama de gordura, nove."

Mas ele diz ser possível perder peso com um dieta sem glúten ao trocar alimentos processados (como biscoitos) por outros frescos, como verduras, frutas, peixe e carne.

Dois livros muito populares, Barriga de Trigo, de William Davis, e Grain Brain (Mente de Grãos, em tradução livre) de David Perlmutter, têm sido especialmente importante para alertar os americanos sobre os "perigos" do glúten.

Ambos fazem referências à pesquisa de Fasano, mas o especialista diz que os dois livros estão cheios de exageros e generalizações. "O glúten e os carboidratos estão destruindo seus cérebros", se lê na obra de Perlmutter.

Frustrado com a cobertura sensacionalista, Fasano publicou seu próprio livro no ano passado Gluten Freedom (não lançado em português), co-escrito com Susie Flaherty.

Ele diz que comer glúten não oferece risco a pessoas fora do espectro dos transtornos ligados ao glúten - e a maior parte dos especialistas concorda com ele.

Outro livro pulicado sobre o tema é The Gluten Lie (A Mentira do Glúten, em tradução livre), de Alan Levinovitz. É estranho pensar que Levinovitz tenha entrado nesse debate, visto que ele é um especialista em religião e literatura.

Mas ele diz que vê essa moda contra o glúten como uma combinação entre os poderosos mitos de um paraíso passado com uma atitude anticorporativa contra a indústria alimentícia.

Levinovitz diz que não é a primeira vez que um tratamento para celíacos entra na moda. Já ocorreu nas décadas de 1920 e 1930, quando médicos - que ainda não sabiam do papel do glúten na doença - receitavam uma dieta de banana e leite, suplementada com caldos, gelatina e quantidades pequenas de carne.

Muitos dos famosos que abandonaram o glúten, como Gwyneth Paltrow, Miley Cyrus e Victoria Beckham, dizem que eliminar a proteína de suas dietas não foi algo feito por diversão, mas que têm intolerância.

"Os principais defensores dessa dieta fazem isso porque ela genuinamente funcionou para eles", diz Levinovitz. "Então talvez haja algumas pessoas que não tenham sido diagnosticadas como celíacas ou alguém que não seja celíaco mas tenha sensibilidade ao glúten. Mas essas histórias viraram uma boa de neve e abarcaram toda uma comunidade de pessoas que pensam "ah, se funcionou para o meu amigo, também vou tentar".

"E tem o efeito placebo (psicolóogico), combinado com o fato de que você não está mais bebendo cinco cervejas toda a noite, e por isso se sente melhor, e acha que tem a ver com o glúten."

Em seu livro, Levinovitz também fala do efeito "nocebo": a ideia de que se você acredita que algo pode te fazer mal, isso pode realmente te causar efeitos negativos.

Pode ser que grande parte dos americanos estejam sob o que médicos chamam de "doença sociogênica em massa" quando se trata de glúten?

Bom, o que se pode dizer é que as pessoas não gostam que lhes digam que a doença está na cabeça delas.

E Levinovitz sabia que seria bastante criticado por seu livro. Mas não esperava a quantidade de e-mails de ódio que recebeu.

"Se alguém diz: 'Olha, acabaram de descobrir que Plutão não é um planeta', ninguém se ofende, apenas dizem: 'Ah, não? Genial!'". Mas ele diz que falar para as pessoas sobre mitos da comida é como atacar a identidade delas.

E, para ele, a moda da dieta sem glúten não é uma dieta sem perigos.

Muitos pacientes que sofrem de distúrbios alimentares contam que começaram a ter problemas justamente com as dietas que excluíam algum alimento.

Há provas que sugerem que uma ansiedade extrema sobre o que comemos pode levar a sintomas que não são tão diferentes daqueles da sensibilidade ao glúten.

Mas ao menos agora a doença celíaca não é mais um tabu nem algo totalmente desconhecido.

À medida que cresce, meu filho vai se beneficiar de uma quantidade jamais vista de produtos alimentícios para os celíacos.

E também é fantástico entrar em um restaurante e as pessoas saberem do que você está falando quando explica que seu filho é celíaco.

Mas se por um lado eu nunca recebo olhares tortos, eu às vezes pego uma troca de olhares sarcásticos entre funcionários.

Quando minha mulher explicou a doença de Sam para um chef, ele disse: "Oh, então ele não pode mesmo comer glúten. A maioria das pessoas muda de ideia quando eu mostro as opções para alérgicos e acaba pedindo algo do cardápio normal".

terça-feira, 28 de julho de 2015

Tonturas


O termo tontura pode ser usado para definir duas situações diferentes.

Pode ser a sensação de que você está prestes a desmaiar ou perder a consciência, sem necessariamente sentir que os objetos a sua volta estão rodando ou se movendo.

No entanto, a tontura também pode definir o que se sente durante a vertigem, que é a sensação de que o entorno está girando ou você está se movendo, quando na realidade não está.

Dessa forma, a tontura pode ser mais especificamente descrita como uma dos seguintes sensações:

Falsa sensação de movimento ou de rotação (vertigem)
Sensação de desmaio
Perda de equilíbrio ou instabilidade
Outras sensações como flutuar ou nadar

A tontura pode vir acompanhada de perda de equilíbrio, náuseas ou vômito. Você pode ter dificuldade para andar ou manter a postura ereta, bem como sentir sonolência.

O sintoma muitas vezes desaparece ou melhora ao se deitar.

Apesar de a tontura ocorrer em pessoas de qualquer idade, é mais comum entre os adultos mais velhos.

Geralmente a tontura é causada por uma queda momentânea da pressão arterial e fluxo sanguíneo para a cabeça, que ocorre quando você se levanta demasiado rapidamente de uma posição sentada ou deitada.

Se essa sensação for constante, o ideal é ser avaliado em consulta médica.

As causas de tontura relacionada à vertigem podem incluir:

Vertigem posicional paroxística benigna
Inflamação no ouvido interno
Doença de Ménière
Enxaqueca
Neuroma acústico.

Raramente, a tontura com vertigem pode ser sintoma de um problema neurológico mais grave, tal como um AVC, hemorragia cerebral ou esclerose múltipla.

Nesses casos, outros sintomas neurológicos estão normalmente presentes, como visão dupla, fala enrolada, fraqueza facial ou dormência, falta de coordenação dos membros ou severos problemas de equilíbrio.

As causas de tontura relacionada à sensação de desmaio e perda de equilíbrio podem incluir:

Queda da pressão arterial
Condições que comprometem o fluxo de sangue do coração, como miocardiopatia ou arritmias
Síndrome vasovagal
Anormalidades no ouvido interno
Distúrbios sensoriais
Problemas articulares e musculares
Condições neurológicas
Efeito colateral de alguns medicamentos, tais como anticonvulsivos, sedativos e tranquilizantes.

Outras formas de tontura, como a sensação de flutuar ou nadar, podem ser causadas por:

Efeito colateral de medicamentos
Distúrbios do ouvido interno
Transtornos de ansiedade
Anemia ferropriva
Hipoglicemia
Infecções de ouvido
Superaquecimento do corpo e desidratação
Tontura subjetiva crônica, síndrome caracterizada por vertigem inespecífica persistente que não tem uma causa médica evidente.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Finasterida e DHT



Meninos que nascem sem a capacidade de converter Testo em DHT nascem com genitálias ambíguas, pênis mal formados.

Pseudo-hermafroditas.

Desenvolvimento das características masculinas na puberdade.

O DHT é o responsável pelo aparecimento de pelos no corpo (inclusive a barba), crescimento do pênis, desenvolvimento da libido e função sexual e da próstata.

Os pseudo-hermafroditas não desenvolvem estas funções na puberdade, mesmo tendo um nível de testosterona normal. Eles apenas desenvolvem a musculatura masculina, apesar de ter o corpo liso e do seu órgão sexual estar entre um clitóris superdesenvolvido e um micro pênis. No entanto, nunca desenvolvem calvície.

O DHT é um hormônio 5 vezes mais erógeno e potente que a testosterona.

A verdade é que a medicina ainda está engatinhando na tarefa de explicar a libido do homem e como os hormônios trabalham em conjunto.

O que se sabe é que há um equilíbrio muito sutil entre testosterona, testosterona livre, DHT, estrógeno e prolactina no cérebro.

Além disso, cada um desses hormônios têm sub produtos, é reduzido por enzimas em outros hormônios.

É como se fosse uma grande rede interconectada e um sofre influência do outro... O DHT inclusive, é posteriormente transformado, através da mesma 5 alpha reductase em 3 Alfa Androstenediol Glucoronídeo

Mulheres com alto nível de 3 Adiol G apresentam excesso de pelos e dificuldades de reprodução... é também um hormônio masculinizante.

Infelizmente também foi constatado um nível extremamente baixo de 3 Alfa Androstenediol Glucoronídeo em homens com efeitos persistentes da Finasterida.

Para entender como a Finasterida pode afetar o equilíbrio hormonal do homem, é preciso entender um pouco como ele funciona. A depender da idade, esse equilíbrio ocorre de forma distinta. Homens na andropausa ("menopausa" masculina) apresentam alto nível de DHT e estrógeno e nível médio de testosterona, além de um nível mais alto de prolactina.

Já homens jovens apresentam "baixo" nível de DHT e estrógeno, alto nível de testosterona e baixo nível de prolactina. Após a ejaculação, em qualquer idade, o nível de prolactina no cérebro sobe rapidamente, o que causa desinteresse sexual naquele momento. Quanto mais novo você
é, mais rápido o nível de prolactina volta a diminuir, e mais rápido você sente o interesse sexual novamente. Homens mais velhos tem um nível de prolactina mais alto e portanto são mais desinteressados por sexo.

Esse aumento no nível de prolactina é causado pelo aumento de estrógeno que acontece naturalmente ao envelhecer. O corpo, para manter o equilíbrio, e ointeresse sexual ao envelhecer, aumenta o nível de DHT sempre que o nível de estrógeno aumenta.

Eles são interligados. O excesso de testosterona é convertido em DHT e estrógeno em níveis semelhantes. Então, para facilitar o entendimento, numa simplificação: No homem, o DHT aumenta a libido e o Estrógeno diminui (porque é interligado à prolactina no cérebro).

Para manter o equilíbrio do corpo do homem, o DHT e o estrógeno são antagônicos na função mas análogos na quantidade. São interligados, quando o nível de um é baixo, o nível do outro também é.

Quando o nível de um aumenta, o nível do outro também aumenta. Nunca, em estado natural, o homem apresenta alto nível de estrógeno e baixo de DHT, porque o estrógeno é um hormônio altamente feminilizante e o DHT altamente masculinizante.

Apenas quando o homem toma Finasterida, ele causa esse desequilibrio no corpo.

Um pequeno esquema para facilitar o entendimento. Repare que o nível de DHT em homens jovens, mesmo sendo baixo se comparado a um homem maduro, dá a ele uma libido maior. Isso porque ele tem um nível de estrógeno baixo também. Lembre-se, o estrógeno neutraliza a libido no homem:

Homens Jovens (situação normal)
Testosterona - nível alto
DHT nível mediano - normal
Estrógeno (estradiol) nível mediano - normal
Prolactina baixa - normal
Resultado: Libido alta

Homens maduros (situação normal)
Testosterona - media
DHT - elevado
Estrógeno (estradiol) - elevado
Prolactina - media
Resultado: Libido mediana

Homens velhos (situação normal)
Testosterona media-baixa
DHT - médio
Estrógeno (estradiol) - médio
Prolactina media-elevada
Resultado: Libido baixa

Homens jovens que tomam Finasterida - primeiro momento
Testosterona mais alta (15 a 20%)
DHT baixíssimo (reduzido em 70%)
Estrógeno (estradiol) ?
Prolactina ?
Resultado: ?

Homens jovens que tomam Finasterida - segundo momento, reequilibrio do corpo
Testosterona alta
DHT baixíssimo (reduzido em 70%)
Estrógeno (estradiol) elevado (o excesso de testosterona é convertido só em
Estrógeno, ao invés de E2 e DHT. Tendência de feminilização do corpo)
Prolactina aumentada (um aumento de estrógeno tende a causar aumento da prolactina também)
Resultado: libido reduzida

Os 2 últimos esquemas são os únicos desequilibrados. A longo prazo isso é insustentável para o corpo do homem. Isso porque como eu disse antes, o DHT e o Estrógeno são interligados.

O DHT é a proteção natural do corpo masculino contra o aumento de estrógeno (estradiol). Com a Finasterida, força-se artificialmente um nível baixo de DHT, então o excesso de Testosterona se converte somente em Estrógeno ao invés de DHT e estrógeno. O corpo vai tentar diariamente
encontrar o equilíbrio, enquanto você o mantém artificialmente nesse estado. O problema é que o corpo pode achar um equilíbrio de uma forma que não seja boa para o paciente... E isso pode explicar os efeitos persistentes causados pelo Finasterida em alguns homens.

sábado, 25 de julho de 2015

Embolia gasosa


Fala-se em embolia gasosa sempre que há uma bolha de ar aprisionada em um vaso sanguíneo. A embolia tanto pode ser arterial (embolia arterial) como venosa (embolia venosa), mas em ambos os casos é uma ocorrência rara.

A embolia gasosa venosa geralmente é iatrogênica, causada pela circulação extracorpórea ou por outras intervenções intravasculares. Ela pode acontecer de várias maneiras, tais como injeções e procedimentos cirúrgicos ou a introdução de ar através de uma seringa ou cateter.

Nas cirurgias cerebrais quase sempre ocorrem embolias gasosas, no entanto, os médicos conseguem detectá-las e corrigi-las antes que elas se tornem um problema mais sério.

Outra situação em que pode ocorrer a embolia gasosa é a “síndrome de descompressão”, que ocorre quando um mergulhador retorna muito rapidamente à superfície. A embolia aérea pode também ocorrer se houver trauma no pulmão ou através de lesões devidas a uma explosão.

Uma embolia gasosa pode ocorrer se as veias ou artérias são expostas e a pressão força o ar a penetrar nelas. Outro mecanismo ocorre nos mergulhos: os cilindros com ar comprimido levam oxigênio e nitrogênio. O corpo usa o oxigênio, mas o nitrogênio é dissolvido no sangue, onde permanece durante o mergulho.

Quando a pessoa nada rapidamente de volta à superfície, a pressão da água em torno diminui e se essa transição ocorre muito rapidamente, o nitrogênio não tem tempo para ser eliminado do sangue, então forma bolhas no interior de tecidos e do sangue, causando embolismo. Esta é a chamada doença de descompressão.

Quando se desloca ao longo de uma artéria, o êmbolo gasoso passa a vasos cada vez mais estreitos, até bloquear uma artéria pequena e cortar o fornecimento de sangue a uma área específica do corpo. As embolias venosas de ar podem causar a morte, se uma grande bolha de gás atingir o coração e impedir que o sangue flua do ventrículo direito para os pulmões.

Pequenas quantidades de ar arterial podem causar morte por obstrução das artérias coronárias ou cerebrais. Uma embolia aérea nas artérias do cérebro pode causar perda imediata dos sentidos, convulsões ou acidente vascular cerebral.

Os sintomas de uma embolia aérea podem variar desde nenhum sintoma até a morte e podem incluir dificuldade em respirar ou insuficiência respiratória; dor no peito ou insuficiência cardíaca; acidente vascular cerebral; alterações mentais, como confusão; pressão arterial baixa e pele azulada.

Os principais sintomas da doença de descompressão incluem dor nas articulações, tonturas, fadiga extrema, formigamento ou dormência, fraqueza nos braços ou pernas, erupções cutâneas e perda de consciência ou paralisias, em casos graves.

A suspeita da embolia gasosa deve partir dos sintomas e de algo que tenha acontecido que possa causar essa condição. O médico pode usar equipamentos que monitoram os sons das vias aéreas e do coração, taxa de respiração e pressão arterial para detectar embolias de ar durante as cirurgias. Uma ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ajudar a determinar onde se localiza a embolia.

O tratamento para a embolia gasosa visa três objetivos:

1.Paralisar a fonte da embolia.
2.Impedi-la de danificar órgãos do corpo.
3.Aplicar técnicas de ressuscitação, se necessário.

O médico pode pedir ao paciente que se assente, para ajudar que a embolia não se desloque para o cérebro, coração e pulmões. Se possível, o médico irá remover a embolia aérea através de uma cirurgia. Outra opção de tratamento é a terapia de oxigênio hiperbárico (pressão maior que o normal). Este procedimento pode fazer uma embolia aérea encolher e ser absorvida na corrente sanguínea.

Grandes embolias gasosas podem causar acidentes vasculares cerebrais ou ataques cardíacos e serem fatais.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Tratamento de canal dentário


Em um dente podemos distinguir a coroa, que é a parte superior do dente, geralmente a única visível. O formato dela determina a função do dente: os dentes anteriores, mais afiados, servem para cortar os alimentos, enquanto os molares, posteriores, de superfície plana, servem para triturá-los.

A raiz dos dentes corresponde à maior parte deles, é geralmente interna e invisível, sendo a parte dos dentes que faz a inserção deles no osso. O esmalte dos dentes, o tecido mais duro de todo o corpo humano, é a camada mais externa deles e pode ser danificado por bactérias se os dentes não forem higienizados adequadamente. Abaixo do esmalte fica a dentina, na qual há milhões de pequenos túbulos que vão diretamente à polpa do dente. A polpa, por sua vez, é o tecido mole situado no centro do dente, onde se encontram o nervo e os vasos sanguíneos.

A parte dura dos dentes é, pois, oca, formando ao centro um “canal”, preenchido pela polpa, a parte “viva” dos dentes. Quando removida, ela deixa um espaço, ao preenchimento artificial do qual se usa chamar de “tratamento de canal dentário”. Esse tratamento é feito para evitar ou tratar a dor e para manter a saúde da cavidade bucal e dos tecidos periapicais que circundam as raízes dos dentes. Depois de devidamente preparado, esse espaço (canal) é novamente preenchido pelo odontólogo, com material apropriado.

Os sintomas que levam a um tratamento de canal dentário podem ser a dor do dente, a sensibilidade do dente que aumenta com o calor ou com o frio, a dor ao mastigar ou a inflamação da gengiva, muitas vezes formando um abscesso. O abscesso, por sua vez, causa aumento da dor e inchaço de um lado do rosto. Isso pode acontecer quando há inflamação da polpa em decorrência de cárie profunda, fratura do dente ou quando a polpa necrosa, por qualquer razão, e compromete a raiz do dente.

As cáries dentárias profundas são a razão mais comum de tratamento de canal dentário. As cáries corroem progressivamente o esmalte dentário rumo à polpa do dente. Enquanto são superficiais, não apresentam sintomas, mas quando atingem a polpa e as terminações nervosas dentárias as pessoas geralmente sentem muita dor. Nesse momento, uma solução que tem o odontólogo é remover a polpa e o nervo do dente afetado e preencher a cavidade deixada livre por uma massa apropriada. Isso evita que o dente tenha de ser extraído, com prejuízos funcionais e estéticos. Geralmente o tratamento de canal dentário é precedido por um exame clínico pelo odontólogo e por um exame radiológico, indispensáveis para que o dentista conheça as estruturas internas do dente e suas relações com as demais partes anatômicas a que esteja relacionado.

Na maioria das vezes, o tratamento de canal dentário é feito por um endodontista, um odontólogo especialista nesse tipo de trabalho. O procedimento consiste na retirada da polpa do dente, quando danificada ou morta por uma infecção, trauma ou quebra do dente. Antigamente, os dentes com polpas danificadas tinham de ser extraídos, mas hoje em dia podem ser mantidos e “restaurados” pelo tratamento de canal. Depois de removida a polpa e demais resíduos por ventura existentes, o espaço resultante deve ser limpo, limado e preenchido. Em alguma fase do tratamento de canal dentário será necessária a aplicação de uma anestesia local.

Este dente, assim trabalhado, não mais dói e pode continuar a exercer normalmente suas funções. Por outro lado, a polpa danificada, se não for adequadamente tratada, pode dar origem à formação de pus na ponta da raiz do dente, dentro do osso, formando um abscesso. O tratamento de canal dentário pode ser feito em uma única sessão, se a polpa do dente não apresentar infecção, ou necessitar várias visitas ao consultório odontológico, se estiver infeccionada e necessitar um tratamento prévio.

Em primeiro lugar, deve ser feita uma abertura na parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, pela qual a polpa dentária será extraída. Em seguida, o espaço assim deixado deve ser alargado, limpo e limado para ser novamente preenchido. Se o tratamento dura mais de uma sessão, uma restauração temporária é colocada na abertura praticada, até que a definitiva possa ser instalada. Um material em forma de cone flexível é inserido no canal e selado em posição com um cimento apropriado. Após o tratamento, o dente pode permanecer sensível por alguns dias, devido a uma inflamação das estruturas circunvizinhas, causada pelos abalos promovidos durante o tratamento. Os dentes restaurados podem durar a vida toda, mas os dentes tratados devem ser objeto dos mesmos cuidados de higiene que os demais, porque ainda é possível o aparecimento de cárie nas partes não restauradas do dente.

O tratamento de canal dentário geralmente tem um alto índice de sucesso e pode durar por toda a vida, mas em alguns casos, o dente afetado precisará ser tratado novamente. Uma vez restaurado o dente, ele deve ser revisto com 30, 60 e 180 dias depois do tratamento, com vista a detectar qualquer possível efeito colateral ou complicação. Não é verdadeira a ideia de que o tratamento de canal enfraquece o dente ou que o escurece.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pernas Inchadas


É uma queixa muito comum em consultório médico...

Denomina-se de “pernas inchadas” a um edema que se manifesta nos membros inferiores. Numa grande parte dos casos isso acontece em condições em que o organismo está retendo líquidos mais do que devia, os quais descem para as pernas por ação da gravidade. Pode ocorrer também devido à inflamação nos tecidos e articulações. O inchaço nas pernas é um sintoma médico comum que pode afetar uma ou ambas as pernas simultaneamente, comprometendo igualmente os pés, os tornozelos, os joelhos e, eventualmente, as coxas. O fato de que as duas pernas inchem igualmente ou que apenas uma se torne edemaciada tem significados clínicos diversos e muito importantes.

A água corporal está dividida entre os espaços intra e extracelulares, mediante um equilíbrio que é mantido por vários mecanismos, entre os quais estão aumento da pressão venosa, expansão no volume plasmático, aumento da pressão hidrostática, dano no endotélio capilar, aumento da pressão oncótica, redução da filtração glomerular e aumento da reabsorção renal de sódio e água. O sistema linfático recolhe os fluidos do espaço intersticial e os devolve ao espaço vascular. Perturbações desta homeostasia conduzem ao desenvolvimento do edema. Quando a perna incha, o que ocorre é um acúmulo de líquido no tecido subcutâneo. Os líquidos que deveriam estar dentro dos vasos sanguíneos ou linfáticos extravasam e se acumulam na pele.

Frequentemente o inchaço dos membros inferiores é causado pela retenção de fluidos nos tecidos da perna, conhecido como edema periférico, provocado por um problema do sistema circulatório, linfático ou dos rins. Um inchaço simples e auto corrigível pode ocorrer se a pessoa fica assentado ou em pé por um longo tempo.

As doenças e condições sistêmicas que mais comumente levam ao edema de ambos os membros inferiores são, entre outras: insuficiência renal aguda ou crônica, insuficiência cardíaca, cirrose, terapia hormonal, linfedema, certas medicações e gravidez.

O inchaço de apenas um dos membros inferiores pode correr na trombose venosa profunda, tromboflebite, insuficiência venosa ou inflamações nos tecidos das pernas. Uma causa comum de pernas inchadas são as conhecidas varizes dos membros inferiores, que dificultam o retorno do sangue das pernas. Existe um tipo de edema em que não se consegue determinar uma causa, chamado edema idiopático, que ocorre principalmente em mulheres, normalmente associado ao período menstrual, à obesidade e à depressão.

O principal sinal das pernas inchadas é o aumento de volume delas, uma sensação de peso e tensão, uma dor indistinta como cãibra, hipersensibilidade da pele e, eventualmente, uma tonalidade pálida ou azulada da pele. Nos casos de inflamações, os sinais flogísticos de rubor e calor também estarão presentes. Estes sintomas, quando ocorrem por exemplo depois de longos voos ou de viagens de carro ou, ainda, depois de períodos de permanência na cama, são uma indicação de que o sistema venoso pode não estar funcionando bem.

O inchaço das pernas é facilmente identificado mediante simples inspeção visual, mas em caso de dúvidas uma leve pressão sobre a pele, com a polpa de um dos dedos, deixará uma depressão nitidamente visível, que se desfará lentamente. No entanto, mais importante que diagnosticar o edema é diagnosticar a sua causa. Isso exige exames específicos, conforme as suspeitas levantadas.

O tratamento do inchaço nas pernas deve ser feito mediante a identificação e tratamento apropriado a cada causa. O paciente deve suspender os fármacos que esteja tomando, com a orientação do seu médico e se esta suspensão for possível; fazer correção do balanço dos eletrólitos do organismo e da proteinemia. O paciente deve evitar manter as pernas inativas, exercitando-se de quando em vez e deve, também, usar meias elásticas de compressão, desde o momento que acordar até a hora de dormir. O diurético nem sempre está indicado. Mal indicado, ele aumenta a retenção de sódio, portanto não deve ser usado em pessoas saudáveis com edemas pequenos.

A melhor maneira de prevenir o edema das pernas é tratar das suas condições causais, mas algumas providências podem diminuir um inchaço:

•Evitar longos períodos de inatividade das pernas.
•Diminuir o consumo de sal.
•Evitar exposição excessiva a ambientes muito quentes.
•Usar meias de compressão.
•Evitar os saltos muito altos ou as sandálias rasteiras.
•Elevar os pés da cama.
•Fazer qualquer atividade que implique em contração e relaxamento da panturrilha.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Anasarca


A anasarca não é uma doença, mas um sintoma que pode acontecer no curso de várias doenças, caracterizado por um inchaço distribuído por todo corpo, devido ao acúmulo de fluido no espaço extracelular e no interior das próprias células.

Algumas das doenças mais graves que podem levar a este sintoma podem causar a morte, por não eliminarem todas as toxinas do organismo e porque os órgãos não mais realizam adequadamente suas funções. Entre as doenças que podem causar anasarca estão, entre outras, a insuficiência cardíaca congestiva, síndrome nefrótica, cirrose, insuficiência renal crônica, glomerulonefrite, queimaduras e desnutrição. Algumas drogas também podem causar anasarca ou edemas locais.

A água fica distribuída em dois compartimentos do corpo: no compartimento intracelular fica um volume correspondente a cerca de 40% do peso corpóreo e no compartimento extracelular cerca de 20%, sendo 5% intravascular e 15% intersticial. A movimentação de líquido do interior dos vasos capilares para o espaço intersticial causa o edema. A anasarca torna-se clinicamente detectável quando pelo menos cinco litros em um adulto foram transferidos para o interstício. Há vários mecanismos envolvidos nessa transferência, mas a retenção de sódio e água constitui fator importante em todo quadro de anasarca.

A anasarca é rara em jovens e neles quase sempre é consequência de uma doença renal (glomerulonefrite, síndrome nefrótica). Geralmente a anasarca se inicia pelos pés e pernas (edema ortostático). Se ocorrer comprometimento inicial da face, ele provavelmente é de origem renal e se começa por ascite (acúmulo de líquido no abdômen), sugere origem hepática. O edema geralmente é progressivo, de longa duração e é agudizado por distúrbios infecciosos hidroeletrolíticos.

O diagnóstico da anasarca deve levar em conta a história médica e o exame físico do paciente. Os exames laboratoriais devem considerar as etiologias mais frequentes. Como exames de triagem devem ser pedidos: exame da função renal, proteínas totais e frações, exame de urina, perfil hepático, eletro ou ecocardiograma, radiografia de tórax e dosagem de eletrólitos. Um diagnóstico diferencial entre as patologias que podem ocasionar quadros de anasarca nem sempre é fácil, porque elas são muitas.

O tratamento da anasarca deve ser principalmente dirigido à doença causadora. No entanto, tratamentos de alívio dos sintomas com diuréticos, diálise ou paracentese podem ser necessários, uma vez que o paciente pode sentir muito desconforto.

A alimentação do paciente também deve ser controlada de acordo com a doença de base. Assim, por exemplo, a ingestão de proteínas não é recomendada no caso de falência hepática, porque sobrecarrega o fígado e a ingestão de sal deve ser restringida se o problema for renal. A ingestão de líquidos não deve ultrapassar um litro por dia, nos casos graves.

É importante também tratar os fatores de descompensação, como infecções, distúrbios hidroeletrolíticos, arritmias, infarto agudo do miocárdio ou piora das disfunções orgânicas.

A melhor (única) maneira de prevenir a anasarca é tratar adequadamente a doença de base.

Embora por si só a anasarca não leve à morte, a doença que a causa pode ter consequências letais.

A anasarca em si já é uma complicação de uma patologia de base, frequentemente cardíaca, renal ou hepática.

terça-feira, 21 de julho de 2015

O que são desodorantes, antitranspirantes e antiperspirantes?



Desodorantes, antitranspirantes e antiperspirantes são produtos de higiene pessoal destinados a resolver o problema do mau cheiro do suor, principalmente, na região das axilas. Atualmente, os desodorantes são usados praticamente em todas as partes do corpo e inclusive nas roupas, para aromatizar ambientes e até mesmo em animais domésticos. Existem também cremes, aerossois, sprays, roll-ons e inclusive substâncias caseiras com o mesmo objetivo.

Os termos “desodorantes” e “antitranspirantes” geralmente são usados indistintamente, mas, na verdade, referem-se a coisas diferentes. Os desodorantes são indicados para diminuir o odor desagradável do suor, sem diminuir a sua produção. Não diminuir a produção do suor pode ser muito conveniente porque ele tem funções fisiológicas importantíssimas no organismo, como manter a temperatura corporal, hidratar a pele e eliminar metabólitos. Além disso, o suor em si não é o responsável pelo mau cheiro, pois ele é praticamente água (99%). O odor que se costuma atribuir ao suor advém da decomposição de algumas substâncias dele por bactérias que existem na pele ou no ar. Os antitranspirantes funcionam inibindo a produção de suor e, por isso, mantendo o corpo relativamente seco. Estão indicados para pessoas que suam em excesso. Nem todo desodorante é também antitranspirante, mas quase todo antitranspirante é também um desodorante, porque contém uma substância que elimina o odor. Os antiperspirantes são a mesma coisa que os antitranspirantes. As duas palavras são sinônimas.

As glândulas sudoríparas são de dois tipos: écrinas, que eliminam apenas água, e apócrinas, responsáveis pela excreção de sais, restos celulares e do metabolismo, substâncias que quando degradadas por bactérias ou fungos exalam um cheiro ruim. Como estas glândulas estão localizadas principalmente nas axilas é daí que o mau odor se exala. Os desodorantes matam as bactérias, diminuem a concentração desses microrganismos, podem ou não possuir fragrância própria para camuflar o odor e não interferem na produção do suor. Como sugere o próprio nome, visam apenas acabar com o odor. Já no caso dos antitranspirantes, o principal componente ativo coagula as proteínas e fecham, assim, os ductos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção do suor. O antitranspirante, quando aplicado na superfície da pele, forma um gel que cria um “tampão”, reduzindo a quantidade de suor que é secretada na superfície da pele.

A escolha do produto a ser usado deve ser feita com base nas características de cada pele e nas necessidades e gosto de cada pessoa. Os cremes são os produtos que mais hidratam a pele; os roll-ons não são muito indicados porque tem contato direto com a pele e podem ser contaminados por bactérias; os sprays podem causar ardência na pele e os aerossois secam muito rapidamente, além disso, podem causar irritação na pele e manchas nas roupas. Substâncias básicas comuns como leite de magnésia ou talco com bicarbonato de sódio também ocasionam a morte das bactérias causadoras do mau odor do suor.

Os antitranspirantes apresentam o risco de obstruir os poros e produzir inflamação da glândula sudorípara, produzindo furúnculos. Algumas pessoas podem apresentar irritação causada por componentes derivados do alumínio contidos nesses produtos. Recentemente, tem havido informações de que os sais de alumínio e seus derivados são absorvidos pelo organismo e podem causar câncer de mama nas mulheres, mas essa relação ainda não foi confirmada até o momento.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Vertigens



Alguns utilizam a palavra tontura para descrever uma dor de cabeça moderada, ou então qualquer sensação vaga e esporádica de desmaio, ou inclusive de falta de forças. No entanto, só a tontura verdadeira, que os médicos denominam de vertigem, provoca uma sensação de movimento ou de rotação. Pode ser momentânea ou durar horas ou inclusive dias. A pessoa com vertigem costuma sentir-se melhor se se deitar e permanecer imóvel; no entanto, a vertigem pode continuar mesmo quando se está totalmente parado.

O corpo apercebe-se do sentido da posição e controla o equilíbrio através dos órgãos do equilíbrio (situados no ouvido interno). Estes órgãos têm conexões nervosas com áreas específicas do cérebro. A causa da vertigem pode ser consequência de anomalias no ouvido, na ligação nervosa do ouvido ao cérebro ou no próprio cérebro. Pode também estar associada a problemas visuais ou mudanças repentinas na pressão arterial.

São muitas as perturbações que costumam afetar o ouvido interno e causar vertigem. Pode tratar-se de perturbações produzidas por infecções virais ou bacterianas, tumores, pressão arterial anormal, inflamação dos nervos ou substâncias tóxicas.
A tontura (ou enjoo) desencadeada pelo movimento é uma das causas mais frequentes de vertigem, podendo desenvolver-se em pessoas cujo ouvido interno seja sensível a certos movimentos, como os de vaivém, de paragem e de arranque bruscos. Estas pessoas podem sentir-se especialmente enjoadas ao viajar de carro ou de barco.

A doença de Ménière produz crises de vertigem repentinas e episódicas, associadas a zumbidos nos ouvidos (tinnitus) e surdez progressiva. (Ver secção 19, capítulo 212) É habitual que os episódios tenham uma duração de vários minutos a várias horas e que muitas vezes sejam acompanhados de náuseas e de vômitos intensos. Desconhece-se a causa.

As infecções virais que afetam o ouvido interno (labirintite) podem provocar vertigens que habitualmente se iniciam de repente e pioram no decurso de várias horas. A doença desaparece sem tratamento ao fim de alguns dias.

O ouvido interno está em comunicação com o cérebro por meio de nervos e o controlo do equilíbrio está localizado na parte posterior do cérebro. Quando o fluxo sanguíneo a esta zona do cérebro é inadequado (doença conhecida como insuficiência vertebrobasilar), a pessoa pode manifestar vários sintomas neurológicos, entre eles a vertigem.

Habitualmente, quando há cefaleias, linguagem ininteligível, visão dupla, debilidade numa das extremidades e movimentos descoordenados, estes costumam ser sintomas de que a vertigem pode ser provocada por uma perturbação neurológica do cérebro, mais do que por um problema limitado ao ouvido. Estas perturbações cerebrais podem ser a esclerose múltipla, fracturas do crânio, convulsões, infecções e tumores (especialmente os que crescem na base do cérebro ou próximo deste).

Dado que a capacidade do corpo para manter o equilíbrio está relacionada com a informação visual, pode verificar-se uma perda de equilíbrio por causa de uma visão deficiente, especialmente no caso de visão dupla.

As pessoas idosas ou as que tomam fármacos para controlar uma doença cardíaca ou uma hipertensão podem sentir tonturas ou desmaiar quando se põem de pé bruscamente. Este tipo de tonturas é consequência de uma breve baixa de tensão arterial (hipotensão ortostática), cuja duração é momentânea e por vezes se pode evitar levantando-se lentamente ou usando meias de compressão.

Antes de estabelecer o tratamento para a tontura, o médico deverá determinar a sua natureza e a seguir a sua causa. Qual é o problema? Trata-se de uma marcha descoordenada, uma sensação de desmaio ou de vertigem ou deve-se a outra coisa? Está a causa no ouvido interno ou noutra zona?

Para determinar a natureza do problema será útil conhecer os pormenores acerca do início da tontura, quanto tempo durou, o que a desencadeou ou o que causou alívio e que outros sintomas a acompanharam (dor de cabeça, surdez, ruídos no ouvido ou falta de forças). Geralmente, os casos de tonturas não são uma vertigem nem constituem um sintoma grave.

A mobilidade ocular do paciente pode fornecer dados importantes ao médico porque os movimentos anormais dos olhos costumam indicar uma possível disfunção do ouvido interno ou das ligações nervosas entre este e o cérebro. O nistagmo é um movimento rápido dos olhos, como se a pessoa estivesse a olhar os ressaltos rápidos de uma bola de pingue-pongue, da esquerda para a direita ou então de cima para baixo.

Dado que a direção destes movimentos pode contribuir para o diagnóstico, o médico tentará estimular o nistagmo mediante um movimento brusco da cabeça do doente ou instilando umas gotas de água fria no canal auditivo. O equilíbrio pode verificar-se solicitando à pessoa que fique imóvel e que, depois, comece a andar sobre uma linha recta, primeiro com os olhos abertos e a seguir fechando-os.

Alguns exames de laboratório podem contribuir para determinar a causa da tontura e da vertigem. Os exames de audição revelam muitas vezes doenças do ouvido que afetam tanto o equilíbrio como a audição. Outros exames complementares podem consistir em estudos radiológicos e numa tomografia axial computadorizada (TAC) ou numa ressonância magnética (RM) da cabeça. Tais exames podem mostrar anomalias ósseas ou tumores nos nervos. No caso de suspeitar de uma infecção, o médico pode extrair uma amostra de líquido do ouvido, de um seio ou então da medula espinhal através de uma punção lombar. Se o médico suspeitar de uma insuficiência na irrigação sanguínea do cérebro, pode solicitar uma angiografia (injeta-se um contraste no sangue e depois efetuam-se radiografias para localizar obstruções nos vasos sanguíneos).

O tratamento depende da causa subjacente à vertigem. Os fármacos que aliviam a vertigem moderada são: a meclizina, dimenidrinato, perfenazina, escopolamina. Esta última é particularmente útil na prevenção do enjoo devido ao movimento e pode aplicar-se sob a forma de emplastro cutâneo, cuja ação neste caso dura vários dias. Todos estes fármacos podem causar sonolência, especialmente nas pessoas de idade avançada. A escopolamina em forma de emplastro é a que tende a produzir menos sonolência.

sábado, 18 de julho de 2015

Estazolam


O estazolam é uma medicação com curto tempo de ação sem metabólitos ativos o que permite uma utilização por tempo restrito como se deseja de uma medicação que ajude a dormir sem sedar durante o dia.

Efeitos

Além da indução ao sono (efeito hipnótico) nada mais se desejaria dessa medicação. Efeitos colaterais: todos os demais efeitos como tonteiras, cansaço ou descoordenação motora. Pode ser usada para menores de 15 anos de idade, mas não foi suficientemente estudada para idosos embora não haja contra-indicações, desde já, para o uso na terceira idade

Modo de uso

A dose deve ser ajustada de acordo com a necessidade de cada pessoa, iniciando-se pela dose mais baixa, e sendo gradualmente elevada até se obter o resultado desejado; assim a dose de início deve ser 0,5 ou 1 mg via oral.

Para pessoas que já fizeram uso de outros hipnóticos sem sucesso a dose de início pode ser maior para não se perder tempo

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Arritmias cardíacas 2


Diagnóstico

A descrição dos sintomas permite quase sempre fazer um diagnóstico preliminar e determinar a gravidade da arritmia. As considerações mais importantes consistem em saber se os batimentos são rápidos ou lentos, regulares ou irregulares, curtos ou prolongados, se aparecem vertigens, enjoos ou enfraquecimento e inclusive perda de consciência e se as palpitações se associam a dor torácica, sufocação e outras sensações incómodas.

O médico também necessita de saber se as palpitações se manifestam quando o doente está em repouso ou durante uma actividade pouco habitual ou enérgica e, além disso, se começam e acabam de maneira repentina ou gradual.

Geralmente, são necessários alguns exames complementares para determinar com exactidão a natureza da doença. O electrocardiograma é o principal exame diagnóstico para detectar arritmias e proporciona uma representação gráfica das mesmas.

No entanto, o electrocardiograma (ECG) só mostra a frequência cardíaca durante um breve período e as arritmias são, em geral, intermitentes. Por isso, um monitor portátil (Holter) que o doente transporte colocado durante 24 horas pode oferecer mais informação.

Este pode registar arritmias que aparecem de forma esporádica enquanto o doente continua as suas actividades diárias habituais e aponta num diário os sintomas detectados nas 24 horas. No caso de arritmias potencialmente mortais, é necessária a hospitalização para levar a cabo esta monitorização.

Quando se suspeita da existência de uma arritmia persistente e potencialmente mortal, os estudos electrofisiológicos invasivos podem ser de grande ajuda.

Para isso, introduz-se por via endovenosa até ao coração um cateter que contém alguns fios metálicos. Utilizando de forma combinada o estímulo eléctrico e uma monitorização sofisticada, pode determinar-se o tipo de arritmia e a resposta mais provável ao tratamento. As arritmias mais graves podem detectar-se através desta técnica.

Prognóstico e tratamento

O prognóstico depende, em parte, de se saber se a arritmia começa no pacemaker normal do coração, nas aurículas ou nos ventrículos. Geralmente, as que começam nos ventrículos são mais graves, embora muitas delas não sejam perigosas.

Geralmente, as arritmias não provocam sintomas nem interferem na função de bombeamento do coração, pelo que os riscos são mínimos. No entanto, as arritmias são fonte de ansiedade quando a pessoa se apercebe delas, pelo que compreender o seu carácter inofensivo pode servir de alívio. Por vezes, quando se muda a medicação ou se ajusta a dose, ou então quando se interrompe o consumo de álcool ou a prática de exercícios enérgicos, as arritmias aparecem mais espaçadas ou inclusive cessam.

A administração de fármacos contra as arritmias é muito útil no caso de sintomas intoleráveis ou quando representam um risco. Não existe um único fármaco que cure todas as arritmias em todas as pessoas. Por vezes é preciso experimentar vários tratamentos até encontrar um que seja satisfatório. Os fármacos antiarrítmicos podem, além disso, produzir efeitos colaterais e piorar ou inclusive provocar arritmias.

Os pacemakers artificiais, dispositivos electrónicos que actuam em vez do pacemaker natural, programam-se para imitar a sequência normal do coração. Geralmente, implantam-se cirurgicamente sob a pele do peito e possuem cabos que chegam até ao coração. Devido ao circuito de baixa energia e ao novo desenho de baterias, estas unidades têm uma duração de entre 8 e 10 anos. Estes novos circuitos eliminaram quase por completo o risco de interferências com os distribuidores dos automóveis, os radares, os microondas e os detectores de segurança dos aeroportos. No entanto, outros equipamentos podem interferir no pacemaker, como os aparelhos utilizados para a ressonância magnética nuclear (RM) e a diatermia (fisioterapia empregada para dar calor aos músculos).

O uso mais frequente que se dá ao pacemaker é para o tratamento de uma frequência cardíaca demasiado lenta (bradicardia). Quando o coração diminui a sua frequência abaixo de um determinado valor, o pacemaker começa a emitir impulsos eléctricos.

Em casos excepcionais, utiliza-se um pacemaker para enviar uma série de impulsos que detenham um ritmo anormalmente rápido do coração (taquicardia) e diminuir assim a sua velocidade. Estes pacemakers só se utilizam no caso de ritmos rápidos que se iniciam nas aurículas.

Por vezes, a aplicação de uma descarga eléctrica ao coração pode deter um ritmo anormal e restaurar o normal. Este método denomina-se cardioversão, eletroversão ou desfibrilhação.

A cardioversão pode empregar-se para tratar as arritmias que começam nas aurículas ou nos ventrículos. Geralmente, utiliza-se um aparelho grande (desfibrilhador), manipulado por uma equipa especializada de médicos e de enfermeiras, para gerar uma descarga eléctrica, com o objectivo de deter uma arritmia que possa provocar a morte.

No entanto, pode implantar-se cirurgicamente um desfibrilhador do tamanho de um baralho de cartas. Estes pequenos dispositivos, que detectam de forma automática as arritmias que podem ser mortais e emitem uma descarga, são implantados em pessoas que, de outro modo, poderiam morrer se o seu coração parasse repentinamente. Como estes desfibrilhadores não previnem as arritmias, estas pessoas tomam também fármacos antiarrítmicos ao mesmo tempo.

Certos tipos de arritmias corrigem-se através de intervenções cirúrgicas e outros procedimentos invasivos. Por exemplo, as arritmias provocadas por uma doença coronária controlam-se através de uma angioplastia ou uma operação de derivação das artérias coronárias (bypass).

Quando uma arritmia é provocada por um foco irritável no sistema eléctrico do coração, este foco pode ser destruído ou extirpado. O mais frequente é que o foco seja destruído através de uma ablação por cateter (emissão de energia de radiofrequência através de um cateter introduzido no coração).

Depois de um enfarte do miocárdio, podem aparecer episódios de taquicardia ventricular que podem ser mortais. Esta arritmia pode ter a sua origem numa área lesionada do músculo cardíaco que pode ser identificada e extraída através de uma intervenção cirúrgica de coração aberto.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Arritmias Cardácas



O coração é um órgão muscular com quatro cavidades desenhadas para trabalhar de maneira eficiente e contínua durante toda a vida. As paredes musculares de cada cavidade contraem-se numa sequência precisa e durante cada batimento expulsam a maior quantidade de sangue com o menor esforço possível.

A contração das fibras musculares do coração é controlada por uma descarga eléctrica que percorre o coração seguindo diferentes trajetórias e a uma velocidade determinada. A descarga rítmica que dá início a cada batimento tem origem no pacemaker fisiológico do coração (nódulo sino-auricular ou sino-atrial), que se encontra na parede da aurícula direita. A velocidade destas descargas depende em parte dos impulsos nervosos e da quantidade de certas hormonas no sangue.

A parte do sistema nervoso que regula automaticamente a frequência cardíaca é o sistema nervoso autónomo, que compreende os sistemas nervosos simpático e parassimpático.

O sistema nervoso simpático acelera a frequência cardíaca; o parassimpático diminui-a. O sistema simpático proporciona ao coração uma rede de nervos, denominada plexo simpático. O sistema parassimpático chega ao coração através de um só nervo: o nervo vago ou pneumogástrico.

Por outro lado, as hormonas do sistema simpático (a adrenalina e a noradrenalina) aumentam também a frequência cardíaca. A hormona tiróidea exerce também o mesmo efeito. Demasiada hormona tiróidea faz com que o coração bata com excessiva rapidez, enquanto se houver pouca fá-lo-á com excessiva lentidão.

A frequência cardíaca em repouso é de 60 a 100 batimentos por minuto. No entanto, podem ser consideradas normais velocidades muito menores em adultos jovens, sobretudo nos que estão em boas condições físicas.

As variações na frequência cardíaca são normais. Aparecem não só por efeito do exercício ou da inactividade, mas também devido a outros estímulos, como a dor e as emoções. Só quando o ritmo é inadequadamente rápido (taquicardia) ou lento (bradicardia), ou quando os impulsos eléctricos seguem vias ou trajectos anómalos, se considera que o coração tem um ritmo anormal (arritmia). Os ritmos anormais podem ser regulares ou irregulares.


Arritmias cardíacas

O coração é um órgão muscular com quatro cavidades desenhadas para trabalhar de maneira eficiente e contínua durante toda a vida. As paredes musculares de cada cavidade contraem-se numa sequência precisa e durante cada batimento expulsam a maior quantidade de sangue com o menor esforço possível.

A contracção das fibras musculares do coração é controlada por uma descarga eléctrica que percorre o coração seguindo diferentes trajectórias e a uma velocidade determinada. A descarga rítmica que dá início a cada batimento tem origem no pacemaker fisiológico do coração (nódulo sino-auricular), que se encontra na parede da aurícula direita. A velocidade destas descargas depende em parte dos impulsos nervosos e da quantidade de certas hormonas no sangue.

A parte do sistema nervoso que regula automaticamente a frequência cardíaca é o sistema nervoso autónomo, que compreende os sistemas nervosos simpático e parassimpático. O sistema nervoso simpático acelera a frequência cardíaca; o parassimpático a diminui.

O sistema simpático proporciona ao coração uma rede de nervos, denominada plexo simpático. O sistema parassimpático chega ao coração através de um só nervo: o nervo vago ou pneumogástrico.

Por outro lado, as hormonas do sistema simpático (a adrenalina e a noradrenalina) aumentam também a frequência cardíaca. A hormona tiróidea exerce também o mesmo efeito. Demasiada hormona tiróidea faz com que o coração bata com excessiva rapidez, enquanto se houver pouca fá-lo-á com excessiva lentidão.

A frequência cardíaca em repouso é de 60 a 100 batimentos por minuto. No entanto, podem ser consideradas normais velocidades muito menores em adultos jovens, sobretudo nos que estão em boas condições físicas.

As variações na frequência cardíaca são normais. Aparecem não só por efeito do exercício ou da inactividade, mas também devido a outros estímulos, como a dor e as emoções. Só quando o ritmo é inadequadamente rápido (taquicardia) ou lento (bradicardia), ou quando os impulsos eléctricos seguem vias ou trajectos anómalos, se considera que o coração tem um ritmo anormal (arritmia). Os ritmos anormais podem ser regulares ou irregulares.

Vias de circulação dos estímulos eléctricos

Os impulsos eléctricos do pacemaker dirigem-se, primeiro, para as aurículas direita e esquerda e, como consequência, provocam a contracção do tecido muscular numa determinada sequência que leva o sangue a ser expulso das aurículas para os ventrículos. A seguir, o impulso eléctrico chega até ao nódulo auriculoventricular situado entre as aurículas e os ventrículos. Este nódulo retém as descargas eléctricas e retarda a sua transmissão para permitir que as aurículas se contraiam por completo e que os ventrículos se encham com a maior quantidade de sangue possível durante a diástole ventricular.

Depois de passar pelo nódulo auriculoventricular, o impulso eléctrico chega ao feixe de His, um grupo de fibras que se dividem num ramo esquerdo para o ventrículo esquerdo e um ramo direito para o ventrículo direito. Deste modo, o impulso distribui-se de maneira ordenada sobre a superfície dos ventrículos e inicia a sua contracção (sístole), durante a qual o sangue é expulso do coração.

Diversas anomalias deste sistema de condução do impulso eléctrico podem provocar arritmias que podem ser desde inofensivas até graves, com risco de morte. Cada variedade de arritmia tem a sua própria causa, enquanto uma causa pode dar lugar a vários tipos de arritmias. As arritmias ligeiras podem surgir pelo consumo excessivo de álcool ou de tabaco, por stress ou pelo exercício. A hiperactividade ou o baixo rendimento da tiróide e alguns fármacos, especialmente os utilizados para o tratamento das doenças pulmonares e da hipertensão, podem também alterar a frequência e o ritmo cardíacos. A causa mais frequente das arritmias é uma doença cardíaca, em particular a doença das artérias coronárias, o mau funcionamento das válvulas e a insuficiência cardíaca. Por vezes, as arritmias surgem sem uma insuficiência cardíaca subjacente ou qualquer outra causa detectável.


Sintomas

A consciência do próprio batimento do coração (palpitações) varia muito de uma pessoa para outra. Algumas pessoas podem distinguir os batimentos anormais e outras são capazes de sentir até os batimentos normais.

Por vezes, quando se está deitado sobre o lado esquerdo, a maioria das pessoas sente o batimento do coração. A consciência dos próprios batimentos pode tornar-se incómoda, mas habitualmente não provém de uma doença subjacente. O mais frequente é isso dever-se a contrações muito fortes que se manifestam periodicamente por diversas razões.

A pessoa com um certo tipo de arritmia tem tendência para sofrer desta mesma arritmia repetidamente. Alguns tipos de arritmias provocam poucos sintomas ou nenhuns, mas podem causar problemas. Outras nunca causam problemas importantes, mas, por outro lado, provocam sintomas.

Muitas vezes, a natureza e a gravidade da doença cardíaca subjacente são mais importantes que a arritmia em si mesma.

Quando as arritmias afectam a capacidade do coração para bombear sangue, podem causar enjoos, vertigem e desmaio.

As arritmias que provocam estes sintomas requerem atenção imediata.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Biologia Cardiovascular



O coração é um órgão muscular situado no meio do tórax que possui, tanto do lado direito como do lado esquerdo, uma cavidade superior (aurícula), que recebe o sangue, e uma cavidade inferior (ventrículo), que o expulsa. Para garantir que o sangue corra numa só direcção, os ventrículos têm uma válvula de entrada e outra de saída.

As funções primárias do coração consistem em proporcionar oxigénio a todo o organismo e, ao mesmo tempo, libertá-lo dos produtos de eliminação (anidrido carbónico). Concretamente, esta função pressupõe recolher o sangue do organismo, pobre em oxigénio, e bombeá-lo para os pulmões, onde é oxigenado e onde o anidrido carbónico é libertado; depois, o coração envia este sangue rico em oxigénio para todos os tecidos do organismo.

Em cada batimento, quando as cavidades do coração se relaxam, enchem-se de sangue (o período chamado diástole) e, quando se contraem, expelem-no (o período chamado sístole). As duas aurículas relaxam-se e contraem-se simultaneamente, tal como os ventrículos.

A circulação sanguínea no coração faz-se da seguinte forma:

Primeiro, o sangue pobre em oxigénio e sobrecarregado de anidrido carbónico proveniente de todo o organismo chega à aurícula (átrio) direita através das duas maiores veias (as veias cavas superior e inferior).

Quando a aurícula direita se enche, impulsiona o sangue para o ventrículo direito; quando este se enche, bombeia o sangue através da válvula pulmonar para as artérias pulmonares para que chegue aos pulmões. Nestes, o sangue flui através de pequenos capilares que rodeiam os sacos de ar, absorvendo oxigénio e libertando anidrido carbónico, que imediatamente é exalado.

O sangue já rico em oxigénio circula pelas veias pulmonares até à aurícula esquerda. Este circuito entre o lado direito do coração, os pulmões e a aurícula esquerda denomina-se «circulação pulmonar».

Quando a aurícula esquerda se enche, empurra o sangue rico em oxigénio para o interior do ventrículo esquerdo; quando este, por sua vez, se enche, impulsiona o sangue através da válvula aórtica para a aorta, a maior artéria do corpo. Este sangue rico em oxigénio abastece todo o organismo, excepto os pulmões.


O resto do sistema circulatório (cardiovascular) é composto por artérias, arteríolas, capilares, vénulas e veias.

As artérias, fortes e flexíveis, transportam o sangue do coração e suportam a maior pressão arterial. A sua elasticidade permite manter uma pressão arterial quase constante entre cada batimento cardíaco. As artérias e arteríolas mais pequenas têm paredes musculares que ajustam o seu diâmetro, com o objectivo de aumentar ou de diminuir o fluxo de sangue para uma zona em particular.

Os capilares são vasos minúsculos, com paredes extremamente finas, que actuam como pontes entre as artérias (que levam o sangue que sai do coração) e as veias (que o levam de regresso para ele). Por um lado, os capilares permitem que o oxigénio e as substâncias nutritivas passem do sangue para os tecidos e, por outro, deixam também que os produtos a eliminar passem dos tecidos para o sangue.

Os capilares vão dar às vénulas, que, por sua vez, vão dar às veias que chegam ao coração. Dado que as veias possuem paredes muito finas, mas são geralmente mais largas que as artérias, transportam o mesmo volume de sangue mas com uma velocidade menor e com uma pressão muito inferior.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Fumar pode causar psicose?


Muitos pacientes com psicose também fumam.

Será que o uso do tabaco pode estar envolvido com o início desta condição?

Sameer Jauhar, James MacCabe e Hannah Cagney exploraram esta associação em um estudo financiado pelo NIHR Maudsley Biomedical Research Centre.

Embora a associação entre doença psicótica e o hábito de fumar cigarro seja conhecida, as razões não são claras sobre o motivo de pessoas com psicose serem mais propensas a fumar do que outras da população em geral.

O objetivo desta revisão foi testar várias hipóteses:

1.O uso diário de tabaco está associado a um risco aumentado de doença psicótica em estudos caso-controle e estudos prospectivos?
2.O tabagismo está associado a uma idade mais precoce de início da doença psicótica?
3.Uma idade mais precoce no início do hábito de fumar está associada a um risco aumentado de psicose?

Os pesquisadores também tiveram como objetivo obter uma estimativa da prevalência do tabagismo nos pacientes que apresentavam um primeiro episódio de psicose.

Foram pesquisadas as bases de dados Embase, Medline e PsycINFO e estudos observacionais selecionados em que as taxas de tabagismo foram relatadas em pessoas com transtornos psicóticos, em comparação com os controles.

Calculou-se a diferença da média ponderada para a idade de início da psicose e para a idade de início do hábito de fumar.

Para resultados categóricos, foram calculadas razões de chances de estudos transversais e razões de risco de estudos prospectivos.

De 3.717 citações, 61 estudos compreendendo 72 amostras preencheram os critérios de inclusão. A amostra total incluiu 14.555 usuários de tabaco e 273.162 não-usuários. A prevalência de tabagismo em pacientes apresentando o seu primeiro episódio de psicose foi 0,57 (IC 95% 0,52-0,62; p<0,0001). Em estudos de caso-controle, a razão de chances globais para o primeiro episódio de psicose em fumantes versus não-fumantes foi de 3,22 (IC 95% 1,63-6,33), com alguma evidência de viés de publicação (Teste de Egger p=0,018 e Teste de Begg p=0,007). Para estudos prospectivos, foi calculado um risco relativo global de novos distúrbios psicóticos em fumantes diários versus não-fumantes de 2,18 (IC 95% 1,23-3,85). Fumantes diários desenvolveram doença psicótica em uma idade mais precoce do que não-fumantes (diferença média ponderada -1,04 anos; IC 95% -1,82 a -0,26). Aqueles com psicose começavam a fumar em uma idade não significativamente mais precoce do que os controles saudáveis (-0,44 anos; IC 95% -1,21 a 0,34). O uso diário de tabaco está associado ao aumento do risco de psicose em uma idade de início mais precoce da doença psicótica. A possibilidade de uma relação causal entre o uso de tabaco e a psicose merece uma análise mais aprofundada.

Fonte: The Lancet Psychiatry, publicação online, de 9 de julho de 2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

DOR


A dor é um fenômeno subjetivo que consiste numa sensação desagradável que indica uma lesão real ou potencial do corpo.

A dor inicia-se nos receptores especiais da dor que se encontram distribuídos por todo o corpo.

Estes receptores transmitem a informação sob a forma de impulsos eléctricos que enviam à medula espinhal ao longo das vias nervosas e depois para o cérebro.

Por vezes, o sinal provoca uma resposta reflexa ao alcançar a medula espinhal; quando isso acontece, o sinal é imediatamente reenviado pelos nervos motores ao ponto original da dor, provocando a contracção muscular.

Isto pode observar-se no reflexo que provoca uma reação imediata de retrocesso quando se toca em algo quente.

O sinal de dor chega também ao cérebro, onde se processa e interpreta como dor, e então intervém a consciência individual ao dar-se conta disso.

Os receptores de dor e o seu percurso nervoso diferem segundo as diversas partes do corpo.

É por isso que varia a sensação de dor com o tipo e a localização da lesão.

Por exemplo, os receptores da pele são muito numerosos e são capazes de transmitir informação muito precisa, como a localização da lesão e se a dor era aguda e intensa (como uma ferida por arma branca) ou surda e ligeira (pressão, calor ou frio).

Por outro lado, os sinais de dor procedentes do intestino são limitados e imprecisos.

Assim, o intestino pode ser picado, cortado ou queimado sem que se gere algum sinal de dor.

No entanto, a distensão e a pressão podem causar uma dor intensa, provocada inclusive por algo relativamente inócuo como bolhas de ar retidas no intestino.

O cérebro não pode identificar a origem exata da dor intestinal dado que esta dor é difícil de localizar e é provável que se note numa área extensa.

É possível que a dor sentida em algumas partes do corpo não corresponda com certeza ao local onde reside o problema, porque pode tratar-se de uma dor reflexa, ou referida, isto é, provocada noutro local.

A dor reflexa acontece quando os sinais nervosos procedentes de várias partes do corpo percorrem a mesma via nervosa que conduz à medula espinhal e ao cérebro.

Por exemplo, a dor produzida por um ataque do coração pode sentir-se no pescoço, nos maxilares, nos braços, no abdómen, e a dor de um cálculo biliar pode sentir-se no ombro.

A tolerância individual à dor difere consideravelmente de uma pessoa para outra.

Umas sentem uma dor intolerável com um pequeno corte ou pancada, enquanto outras tolerarão um traumatismo maior ou uma ferida por arma branca quase sem se queixar.

A capacidade para suportar a dor varia segundo o estado anímico, a personalidade e as circunstâncias.

É possível que um atleta em particular não se aperceba de uma lesão grave verificada em momentos de excitação durante a competição, mas depois da prática esportiva notará, especialmente em caso de derrota.

A percepção da dor pode mudar com a idade.

Assim, à medida que envelhecem, as pessoas queixam-se menos da dor talvez porque as mudanças ocorridas no organismo diminuem a sensação de dor com a idade.

Por outro lado, as pessoas de idade avançada podem simplesmente ser mais estóicas (mais maduras) do que os jovens.

sábado, 11 de julho de 2015

Abdominoplastia


Abdominoplastia, também chamada dermolipectomia de abdômen ou plástica de abdômen, é a cirurgia plástica realizada no abdômen para retirar o excesso de pele, gordura e estrias, ocasionados por vários motivos, e propiciar a recuperação da firmeza dos músculos da região abdominal.

A abdominoplastia é feita para corrigir a protrusão abdominal que decorre da flacidez muscular ou dos depósitos de gordura acumulados no abdômen, bem como para retirar as estrias da região da barriga.

Com as gravidezes ou perdas significativas de peso, os músculos retos da parede abdominal têm tendência para se afastar, conferindo um aspecto mais arredondado ao abdome.

Nessas situações, a pele também fica com pregas cujo aspecto físico pode ser melhorado com a abdominoplastia.

A abdominoplastia pode ser feita apenas por motivos estéticos ou ser terapêutica. Em primeiro lugar, os candidatos a uma abdominoplastia estética devem estar saudáveis e estarem em boa forma, porque em pacientes cuja musculatura abdominal seja muito fraca, a sutura muscular realizada durante a cirurgia pode ficar comprometida.

Em geral, a abdominoplastia é requisitada principalmente por mulheres que tiveram múltiplas gestações, por pessoas que experimentaram um processo de grande emagrecimento e pessoas que geneticamente possuem acúmulo de gordura na região da barriga.

Mulheres que pretendam engravidar ou pessoas em que é previsto um grande ganho de peso após a cirurgia, porque essas condições dependem de uma grande distensão do abdômen.

A presença de cirurgias anteriores também pode reduzir a eficácia da abdominoplastia.

Pessoas com doenças do colágeno, as que têm cicatrizes na região abdominal e alguns fumantes precisam ser avaliados individualmente.

Em pessoas magras, com gorduras localizadas, a abdominoplastia pode ser substituída por um procedimento mais simples, a lipoaspiração, para fazer a retirada das gorduras excedentes.

A abdominoplastia não deve ser feita simplesmente por pessoas que desejam emagrecer porque ela não é uma técnica de emagrecimento.

Em geral, a cirurgia é feita com anestesia raqui ou peridural, com sedação, e o paciente permanece no hospital por dois a quatro dias. Somente deve utilizar-se a anestesia geral se o procedimento for mais extenso ou associado a outros procedimentos.

O cirurgião já terá feito uma avaliação prévia do abdômen do paciente e determinado as correções a serem feitas.

Normalmente, a abdominoplastia requererá duas incisões: a primeira será feita horizontalmente, levemente curvada para cima, no baixo abdômen, logo acima dos pelos pubianos; a segunda incisão é vertical, próxima ao umbigo.

A pele é então separada das partes profundas da parede abdominal e os músculos abdominais são suturados, tornando-se mais rígidos, proporcionando uma barriga mais plana e uma cintura mais bem definida. A pele em excesso é retirada e o umbigo é recolocado em sua posição normal.

Feito isso, as incisões da cirurgia poderão ser completamente suturadas.

A duração da cirurgia é muito variável, dependendo da complexidade dela, mas a maioria dos procedimentos dura cerca de duas e não mais de cinco horas.

Após a cirurgia, são colocados drenos de aspiração na parte inferior da barriga, para evitar o acúmulo de líquidos na região abdominal que podem causar desconforto ou infecções. Esses drenos podem posteriormente ser retirados no próprio consultório do cirurgião. Feito isso, as incisões da cirurgia poderão ser completamente fechadas.

No período pós-operatório é necessário o uso de uma cinta de compressão.

Imediatamente depois da cirurgia o/a paciente (geralmente é uma mulher) vai estar edemaciado(a), com hematomas e alguma dor, que melhoram gradativamente nos dias seguintes.

O abdômen pode parecer estar apertado e o paciente vai sentir necessidade de se dobrar um pouco na cintura para ter mais conforto, mas dentro de dez a quinze dias vai retomar a vida normal.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Guaraná


O guaraná é um produto elaborado a partir das sementes de Paullinia Cupana, planta originária do Amazonas, cujas propriedades já são bastante conhecidas pelos indígenas brasileiros como afrodisíaco, tônico e estimulante geral.

É a planta com a maior concentração de cafeína, acima de 4%.

As principais ações do guaraná no organismo devem-se às metilxantinas, especialmente a trimetilxantina ou cafeína, as quais conferem propriedades cardiotônicas e estimulantes do sistema nervoso central (SNC), devido a ação pronunciada destas substâncias sobre o metabolismo celular.

O guaraná, devido ao seu elevado teor de cafeína, que estimula a SNC, aumenta sobremaneira o poder de concentração, por isto é bastante utilizado por estudantes.

É também ideal como estimulante nos casos de cansaço, fraquezas em geral, indisposições, estresse físico e mental, prisão de ventre, eliminação de gases digestivos, problemas geriátricos e como preventivo do envelhecimento precoce. Entretanto, pessoas cardíacas ou hipertensas somente devem usá-lo sob supervisão médica.

Também não é recomendado para indivíduos com úlcera péptica ativa.

Atua sobre a circulação promovendo uma vasodilatação por ação direta sobre a musculatura vascular, pela presença das xantinas; as metil-xantinas têm um efeito pronunciado sobre o metabolismo celular, estimulando os processos químicos associados a musculatura e ao sistema nervoso central.

A cafeína tem ação sobre o músculo estriado, promovendo maior produção de ácido láctico e aumentando o consumo de oxigênio.

Esses efeitos são associados a uma liberação espontânea e prolongada de calor, que dura até depois do músculo ter relaxado. O tanino tem ação sobre a secreção intestinal, ajudando a normalizar funções gástricas. Trata-se de um tônico eficaz, que por suas propriedades, ajuda a recuperar o organismo.

Como fitoterápico é indicado para esgotamento, astenia, depressão nervosa, perturbações gastro-intestinais (flatulência, fermentações anormais, diarréia).

Auxilia nos envenamentos por depressores, combate a enxaqueca e favorece a atividade intelectual.

Pode causar irritação gástrica, hipertensão e diarréia.

Em pacientes susceptíveis pode causar úlcera péptica. Indivíduos sensíveis a cafeína só devem ingerir guaraná junto com alimentos.

Portadores de problemas cardíacos e hipertensos só devem usá-la com orientação médica. Não há referência a gestação e lactação na literatura consultada.

Deve ser armazenado em recipiente hermético, ao abrigo do calor, umidade e luz solar direta.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Bromelina


Bromelina é uma enzima digestiva natural extraído de abacaxi. O nutriente que rapidamente tomou o seu lugar de lado muitos dos poderosos agentes naturais na guerra contra o câncer e outras doenças crônicas.

Mais a maior virtude dessa fruta está na quantidade de bromelina, extraída do talo do abacaxi, enzima capaz de degradar materiais albuminóides (proteínas solúveis em água) em proteases ou peptonas, dissolver gorduras, principalmente as das carnes, sendo empregada também para amaciá-las, para clarificar cerveja e como droga antiinflamatória.

A bromelina é encontrada no fruto, no miolo do abacaxi, onde se concentra a maior quantidade de bromelina, ou mesmo na parte central da fatia (parte dura), que muita gente retira na hora de saborear a fruta.


A enzima bromelina age em nosso organismo desempenhando três funções:

- tem ação mucolítica, dissolvendo o muco ou catarro dos pulmões, favorecendo uma limpeza geral, como se fosse passada uma esponja, facilitando a expectoração, além de ajudar no trânsito intestinal;

- é antiinflamatória, ajudando a desobstruir a circulação, principalmente se houver edema provocado por batida em algum acidente;

- é digestiva, sua principal virtude. Age no estômago, pois a bromelina é a enzima que desdobra as proteínas alimentares, facilitando o melhor aproveitamento dos nutrientes, favorecendo e acelerando a digestão pesada.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Gravidez Precoce


A gravidez precoce é muitas vezes referida como gravidez na adolescência.

Não há uma linha divisória que demarque claramente que abaixo dela se deva dizer que a gravidez é precoce, mas como é somente aos 20 ou 22 anos que o organismo humano está plenamente desenvolvido e apto para executar todas as suas funções, toda gravidez abaixo dessa idade pode ser considerada precoce.

Antes dessa idade o corpo ainda não está integralmente constituído (nem estrutural, nem funcionalmente) e a mulher não tem ainda as condições anatômicas e fisiológicas plenas de que necessitará para gerar um filho.

A Organização Mundial de Saúde considera precoce a gravidez que ocorre entre os 10 e os 19 anos.

Estima-se que no Brasil mais de um milhão de bebês nascidos a cada ano (20% do total de nascimentos) procedem de mães com idade entre 10 e 19 anos.

A gravidez precoce pode ocorrer em todas as camadas sociais, mas no Brasil o maior índice delas ocorre no estrato social mais pobre.

A gravidez precoce, especialmente antes dos 16 anos de idade, pode apresentar altos riscos físicos, psicológicos e sociais. Do ponto de vista físico, as mulheres que gestam precocemente têm maior probabilidade de dar à luz a filhos prematuros, fazendo com que seus bebês corram um risco elevado de problemas de saúde, aborto espontâneo, parto prematuro, diminuição do peso e malformações.

As mães podem ainda ter rompimento precoce da bolsa d’água, mais complicações durante o parto, maior risco de toxemia gravídica, pré-eclâmpsia, anemia, desproporção céfalo-pélvica, hemorragia, parto prolongado e morte.

A mortalidade materna e fetal é tanto maior quanto menor for a idade da grávida. A probabilidade das mães adolescentes morrerem devido a complicações durante a gravidez é o dobro daquela das demais mulheres.

Além disso, as mães muito jovens geralmente não têm bons hábitos alimentares, muitas vezes fumam, bebem ou consomem drogas.

Ainda devido às situações extraordinárias em que acontecem essas gravidezes, elas nem sempre são seguidas por exames pré-natais regulares e as gestantes podem incorrer em anemia, pressão arterial elevada e outros transtornos orgânicos, bem como não serem aconselhadas adequadamente sobres os cuidados que devem observar durante a gravidez ou ainda manterem ativas as doenças sexualmente transmissíveis que por ventura tenham adquirido em suas atividades sexuais.

Algumas dessas doenças podem inclusive ser transmitidas ao filho, como por exemplo a sífilis.

Do ponto de vista psicológico essas gravidezes quase sempre se desenvolvem num clima muito desfavorável de ansiedade, depressão ou revolta.

Frequentemente essas gravidezes não são desejadas e muitas vezes contam com a reprovação hostil das pessoas próximas à gestante. A revelação delas pode ser difícil e podem ter sido escondidas por um bom tempo.

Socialmente, a gravidez precoce interfere negativamente na formação escolar ou profissional da mulher, perturba suas relações com a família e com as demais pessoas e impõe-lhe responsabilidades laborais e econômicas para as quais ela ainda não está preparada.

Muitas vezes o bebê recém-nascido acaba rejeitado ou sob o comando de outros diferentes dos pais da criança. Como muitas dessas gravidezes acontecem a mulheres ainda não casadas, pode haver um aumento da pressão para realizar um casamento, muitas vezes não desejado por ambas as partes.

Devido a todas essas implicações, a gravidez precoce deve ser considerada como uma gravidez de alto risco e deve ser acompanhada por profissionais de saúde qualificados.

Depois de confirmada uma gravidez indesejada, a revolta da adolescente ou de seus pais só piora as coisas.

A questão de como encarar positivamente a gravidez pode ser considerada do ponto de vista da jovem grávida e de sua família.

Do ponto de vista da jovem, o ideal teria sido tomar cuidados para evitar a gravidez não desejada, mas, uma vez confirmada, a gestação deve ser encarada com responsabilidade perante si e perante a sociedade em geral.

Do ponto de vista da sua família, diante da gravidez já consumada a atitude mais adequada é de apoio e aconselhamento para que a gestante tenha o acompanhamento médico adequado durante o pré-natal e após o nascimento do bebê.

No entanto, apoio não deve significar transferência de responsabilidades.

Ou seja, é a adolescente quem tem de cuidar da criança, bem como tornar-se responsável pelo sustento financeiro dela e o ideal é que isso seja feito em comum acordo com o pai da criança, caso o mesmo assuma a paternidade.

O aborto só deve ser pensado nas condições previstas na lei, mas, mesmo assim, o número de abortos clandestinos é alarmante e crescente, já sendo mais de um milhão por ano no Brasil.

A melhor maneira de prevenir a gravidez precoce indesejada é instruir as jovens sobre o uso dos métodos contraceptivos, porque muitas vezes o método contraceptivo está disponível, mas a jovem pode não saber como usá-lo corretamente.

Meninas muito novas e ainda sem um conhecimento completo da sexualidade, mas que já tenham uma vida sexual ativa, devem ser advertidas quanto aos perigos da gravidez.