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Mostrando postagens de Maio, 2015

Dermatomiosite

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Dermatomiosite (também chamada de dermatopolimiosite) é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo que compromete a pele e os músculos.

A dermatomiosite geralmente tem uma inflamação muscular associada (uma polimiosite), à qual se devem muitos dos seus sintomas. Diferencia-se dela porque também há manifestações dermatológicas.

As causas da dermatomiosite ainda não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que alguns vírus e certas reações autoimunes desempenhem um papel importante no desencadeamento desta enfermidade.

A dermatomiosite e a polimiosite podem aparecer isoladamente ou fazerem parte de outros problemas do tecido conjuntivo.

Os mecanismos imunitários de defesa do organismo identificam e atacam os elementos agressores estranhos, como fazem, por exemplo, com as bactérias e os vírus.

Quando, por qualquer motivo, se verifica uma alteração nesta capacidade, o organismo passa a reconhecer como estranhos os próprios componentes e o sistema de defesa passa a agredir …

Neoplasias endócrinas múltiplas

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Neoplasias endócrinas múltiplas são doenças raras nas quais ocorre, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de tumores em várias glândulas endócrinas.

São chamadas de síndrome de neoplasias endócrinas múltiplas (NEM) ou síndrome de adenomatose endócrina múltipla e podem ser de três variedades: tipos I, IIA e IIB.

A causa das neoplasias endócrinas múltiplas (NEM) é hereditária autossômica dominante. Cerca de metade dos filhos de indivíduos com neoplasias endócrinas múltiplas herdam a doença.

Recentemente, foram identificados os genes responsáveis pela doença tipo IIA e IIB.

As pessoas que apresentam o tipo I da síndrome de neoplasias endócrinas múltiplas têm tumores nas paratireoides, no pâncreas e na hipófise.

Os tumores das paratireoides produzem paratormônio em excesso e elevam a concentração sérica de cálcio.

Os tumores das ilhotas pancreáticas produzem níveis altos de insulina e mais da metade deles produzem também um excesso de gastrina.

Uma pequena porcentagem dos cânceres da hi…

Artrite Reumatoide

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A artrite reumatoide é uma desordem inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações e que pode levar a deformações e perdas funcionais.

Ela pode também apresentar sinais e sintomas em outros órgãos.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, cujas causas ainda não são completamente conhecidas, embora se saiba haver um forte componente hereditário.

Especula-se o papel do tabaco e da deficiência de vitamina D no desencadeamento da artrite reumatoide.

A artrite reumatoide pode acometer pessoas de qualquer idade, porém é mais comum em pessoas de meia idade.

Embora afete sobretudo ossos e cartilagens, pode produzir também inflamações difusas nos pulmões, pericárdio (membrana que envolve o coração), pleura (membrana que envolve os pulmões), pele e partes brancas dos olhos.

Nas articulações, a artrite reumatoide causa inflamações, o que as torna inchadas, quentes e com movimentos limitados.

Quase sempre as articulações são atingidas simetricamente, mas a artrite pode ta…

Conheça a Polidipsia

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Polidipsia consiste em apresentar sede em demasia e, como consequência, uma tendência incontrolável de ingerir líquidos, geralmente água.

A polidipsia não é uma doença, mas uma condição sintomatológica que pode acontecer em diversas doenças, embora haja uma polidipsia primária, chamada potomania.

Muitas vezes o aumento da sede é apenas episódico, como reação à perda de líquidos durante um exercício ou devido ao consumo de alimentos salgados, por exemplo.

Entretanto, em alguns casos a polidipsia é causada por uma perda anormal de água por parte do organismo, principalmente através da urina.

Esta perda, por sua vez, pode dever-se, entre outras, a diversas causas, como um mau funcionamento dos rins ou à presença de grandes quantidades de eletrólitos no sangue, nomeadamente o sódio.

Outras causas comuns de poliúria (aumento da produção e excreção de urina) e, consequentemente, de polidipsia, são os diversos tipos de diabetes: diabetes mellitus (principalmente), diabetes renal, diabet…

Reumatismos

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O termo “reumatismo” ou “doença reumática” é usado na linguagem coloquial para referir-se a uma vasta gama de sintomas deformantes e dolorosos que acometem os músculos, ossos e tecidos conectivos, principalmente nas articulações. Há mais de 100 doenças classificadas como reumatismo ou doenças reumáticas.

Não há, pois, no contexto da Medicina, uma doença única chamada “reumatismo”, como em geral se faz supor.

O termo “reumatismo” foi banido há muito tempo da maioria dos dicionários médicos, mas ainda é usado informalmente.

Por outro lado, mesmo no conceito popular o conceito de “reumatismo” é tão abrangente que a menção ao termo quase não permite saber-se do que se trata.

Em geral, o termo é aplicado para referir-se às artrites, mas entre as doenças incluídas neste rol estão, entre outras, a espondilite anquilosante, bursites e tendinites dos ombros, punhos, joelhos, etc., capsulites, osteoartrites, artrite reumatoide, polimiosite, dermatomiosite.

Há duas formas de "reumatism…

Hirsutismo

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Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o hirsutismo (também chamado de frazonismo) é o crescimento excessivo de pelos na mulher, em áreas anatômicas características da distribuição masculina, como queixo, buço, abdome inferior, ao redor de mamilos, entre os seios, glúteos e parte interna das coxas.

Pode ser uma queixa isolada ou fazer parte de um quadro clínico mais florido, acompanhado de outros sinais e sintomas. O hirsutismo pode representar uma situação de grande desconforto psicológico, gerando conflitos que comprometem a qualidade de vida das pacientes acometidas.

Ele nem sempre corresponde a uma patologia em si mesmo, mas é um sinal que pode aparecer em diversas enfermidades, sobretudo endócrinas.

As causas mais frequentes do hirsutismo são de origem glandular: a síndrome dos ovários policísticos, a hiperplasia adrenal congênita, a síndrome de Cushing, os tumores virilizantes (ovarianos ou adrenais) e certos medicamentos.

Muitos casos de hirsutismo ficam sem causa …

Zika Vírus

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O zika vírus foi primeiramente identificado em um macaco, em Uganda.

Até 1947 ele era desconhecido e não havia casos relatados de infecção nos seres humanos.

A primeira descrição dele em humanos ocorreu em 1954, na Nigéria.

No Brasil, ele entrou em 2014, provavelmente trazido por turistas que vieram acompanhar a Copa do Mundo de Futebol.

O zika vírus é responsável pela chamada febre zika, típica do verão de países de clima tropical.

No Brasil, o vírus encontrou no mosquito Aedes aegypti um transmissor adequado, o mesmo que transmite a dengue, a febre amarela e a febre chikungunya.

O zika vírus é transmitido por mosquitos da família Aedes (dos quais o Aedes aegypti é o que existe mais abundantemente no Brasil) e pode causar doença em seres humanos e macacos.

O Aedes albopictus, outra espécie existente no Brasil, é também um provável vetor da febre zika.

O Aedes aegypti infecta-se com o zika vírus toda vez que ele pica uma pessoa ou um macaco previamente infectado e passa assim …

Desinteresse sexual masculino

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A ideia geral é que na hora do sexo, o homem está sempre disponível e com vontade.

Entretanto, nem sempre é assim.

Um homem se estiver envolvido numa atividade ou num pensamento perturbador poderá dizer não a um momento sensual.

É quase estranho imaginar um homem heterossexual que, com uma bela mulher à sua frente, não mude o seu estado mental do que está a fazer ou pensar para um estado sexual, mas a realidade é que isso por vezes acontece.

Numa relação, este tipo de comportamento pode ser muito perturbador devido às "pré-conceções" que existem acerca do género masculino.

Uma mulher poderá sentir que o marido já não a ama, que poderá existir uma relação extraconjugal…

Se o homem começar a recusar os avanços sensuais da mulher, poderá existir uma boa explicação para a sua falta de interesse sexual.

Ficam aqui alguns motivos comuns devido aos quais o homem poderá recusar sexo; e ficam também algumas ideias de como inverter isso.

Depressão

A depressão é dos principais …

Dicas de amamentação

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1. Devo oferecer uma ou as duas mamas durante a mamada?

Nos primeiros dias deve oferecer as duas mamas, com a duração de 10 a 15 minutos cada.

Após a subida do leite, deverá esvaziar uma mama completamente e só depois oferecer a outra. Na mamada seguinte, deve iniciar pela mama onde o bebé mamou menos.

2. Quantas vezes por dia devo dar de mamar?

Regime livre - os intervalos podem variar entre 2h30 a 4h30 durante o dia e ir até às 5h durante a noite, garantindo 6 a 10 refeições, nas 24 horas.

Fatores que influenciam os intervalos entre as mamadas:

A hora e a duração da última mamada (algumas mães registam esses dados numa agenda que transportam para todo o lado).

Ritmo de sucção do seu bebé, para ajuda a perceber se está ou não a mamar convenientemente.

Saber reconhecer os sinais de saciedade do bebé.

3. Durante quanto tempo devo dar de mamar?

A duração de cada mamada é variável, podendo ir de 20 a 45 minutos.

Para uma amamentação bem sucedida é fundamental que se sinta confortável (e…

Células-tronco para o tratamento de enfermidades neurológicas

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Cientistas da Universidade de Edimburgo e de Milão desenvolveram uma nova técnica para crescimento de células-tronco do sistema nervoso, que pode ser usada para o estudo de doenças neurológicas e o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento dessas doenças. No organismo, as células-tronco se dividem para produzir cópias de si mesmas e de outras células especializadas.

Pela primeira vez, os cientistas foram capazes de criar em laboratório um grupo puro de células-tronco do sistema nervoso. Esta pesquisa foi publicada em 16 de agosto no Journal PloS Biology.

Os cientistas fizeram diferentes tipos de células do sistema nervoso a partir de células-tronco neurais. Tudo aconteceu em perfeita ordem, sugerindo que estas células podem ser usadas para estudar detalhadamente as células que são afetadas em doenças degenerativas, como doença de Hungtington e doença de Parkinson.

Os pesquisadores serão capazes de estudar os processos celulares e moleculares que participam dessas doen…

Cefaleias

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MITO – a dor de cabeça sempre representa um sinal de alerta para grave lesão orgânica na cabeça.

VERDADE – diferentemente das outras dores, a maior parte das dores de cabeça são benignas, NÃO representando sinal de alerta para outras doenças.
NÃO existe relação entre intensidade e eventuais doenças mais sérias.

MITO – qualquer dor de cabeça necessita de exames para seu diagnóstico.

VERDADE - o diagnóstico das causas de dor de cabeça é clínico. Quanto aos exames, eventualmente são necessários, mas o tipo de exame vai depender da hipótese diagnóstica feita. Assim, às vezes um exame altamente sofisticado como a ressonância nuclear magnética pode não definir adequadamente o diagnóstico, o que um exame bem mais simples faria.

MITO – a dor de cabeça é igual para todas as pessoas.

VERDADE – a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável e sua intensidade depende de uma série de fatores (inclusive fatores constitucionais e raciais).

MITO – lavar a cabeça durante o período mens…

Osteoporose

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É uma doença crônica em que os ossos tornam-se mais porosos e frágeis, ou seja, ficam com maior tendência a fraturas. Os ossos mais frequentemente fraturados são os da coluna vertebral, do quadril e dos punhos.

A perda de massa óssea, na maioria das vezes, é silenciosa e progressiva, não levando a sintomas facilmente identificáveis.

Apesar de ser uma doença comum em idosos, a prevenção deve começar ainda na infância através de um estilo de vida saudável.

Segundo informações da International Osteoporosis Foundation, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, acima de 50 anos, sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose. Este número muda para uma em cada duas mulheres e um em cada três homens a partir dos 60 anos.

Ela pode instalar-se em qualquer idade ou sexo, mas é mais comum em mulheres idosas.

Na maioria das vezes, o primeiro sinal de osteoporose é uma fratura. Em alguns casos, pode-se encontrar uma perda de estatura como o único sinal visível de que uma pessoa tem oste…

Doenças degenerativas

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Doenças degenerativas são doenças que levam a uma gradual lesão tecidual de caráter irreversível e evolutivo, geralmente limitante sobre as funções vitais, principalmente as de natureza neurológica e osteomusculares. Elas são assim chamadas porque provocam a degeneração da estrutura das células e tecidos afetados e podem envolver todo o organismo: vasos sanguíneos, tecidos, ossos, visão, órgãos internos, cérebro, etc.

Com o crescimento da idade média da população, as doenças degenerativas – mais comuns nos idosos – têm aumentado na sociedade.

As doenças degenerativas são devidas a fatores genéticos e são incentivadas por fatores externos como erros alimentares ou uma vida sedentária, por exemplo. Enquanto as doenças infecciosas e parasitárias são as principais causas de mortes em países subdesenvolvidos, as doenças degenerativas são as causas mais importantes em países desenvolvidos.

As principais e mais comuns doenças degenerativas são: doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esc…

Apendicite em crianças

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Apendicite é uma inflamação do apêndice. O apêndice é uma bolsa longa e fina que tem o formato de um dedo, localizada no início do intestino grosso, onde ele faz transição com o intestino delgado.

A apendicite em crianças é bem mais rara que em adultos, sendo excepcional antes dos três anos de idade.

Em geral a apendicite, em adultos ou em crianças, ocorre como consequência de uma obstrução do apêndice por fezes, por corpo estranho (semente de fruta, por exemplo), por um parasita ou, em raras ocasiões, por um tumor.

A apendicite pode ser do tipo crônico, com uma evolução mais lenta, ou do tipo agudo. Ela pode ocorrer em crianças, adolescentes ou adultos, mas na infância é mais provável que afete crianças mais velhas do que bebês ou crianças pequenas.

Nas crianças, os sintomas são menos típicos que nos adultos e variam muito, confundindo os pediatras, e são diferentes em cada caso, dependendo da idade da criança. Muitas vezes os sintomas, que de início são inespecíficos, podem fazer…

Gonioscopia

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Gonioscopia é um exame usado pelos oftalmologistas para ajudar no diagnóstico e no acompanhamento de algumas enfermidades oculares, principalmente o glaucoma.

Esse exame ajuda a avaliar o ângulo da câmara anterior dos olhos, a íris e a superfície do cristalino usando lentes de aumento, colocadas em contato com a córnea.

Ele também determinará se o glaucoma já está instalado e qual é o seu tipo, orientando o diagnóstico e o tratamento específicos para cada um.

A gonioscopia não analisa somente o glaucoma, apesar de esta ser sua função mais comum.

Ela também é utilizada para verificar outras anormalidades oculares, como tumores, cistos, aderências da íris ou algum possível trauma nos olhos.

Para realização do exame o paciente deve remover eventuais lentes de contato que esteja utilizando.

Serão usados dois colírios, um deles anestésico e outro gelatinoso, que embaça a visão.

Nenhum colírio para dilatação pupilar deve ser usado antes ou durante a gonioscopia.

O exame deve ser real…

Síndrome de Sjögren

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A síndrome de Sjögren é uma desordem crônica do sistema imunológico em que as células do sistema imune destroem as glândulas salivares e lacrimais, resultando em diminuição da produção de lágrimas e saliva.

Muitas vezes ela acompanha outras desordens do sistema imune, tal como artrite reumatoide e lúpus eritematoso.

A síndrome de Sjögren é uma desordem autoimune. Isso significa que o sistema imunológico ataca erroneamente as células e tecidos do próprio corpo.

Não se sabe ao certo o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem a síndrome de Sjögren e outras não.

Certos genes parecem colocar algumas pessoas em alto risco de contrair a doença, mas verifica-se que um mecanismo de disparo, como uma infecção, por exemplo, é necessário para produzir esta condição.

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a síndrome de Sjögren, ela normalmente ocorre em pessoas com um ou mais fatores de risco conhecidos.

Ela incide mais em pessoas com mais de 40 anos.

As mulheres são muito mais propens…

Alucinações

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Alucinações são distúrbios da sensopercepção que consistem na percepção de objetos inexistentes, acompanhados da convicção inabalável na existência dos mesmos. As alucinações guardam as mesmas características das percepções verdadeiras:

•Constância: o objeto percebido mantém invariável sua forma.
•Contornos nítidos: os objetos aparecem com bordas nítidas.
•Exterioridade: os objetos são percebidos como exteriores ao indivíduo.
•Corporeidade: o objeto aparece em três dimensões e não como projetado sobre uma superfície.
•Opacidade: o objeto “encobre” aquilo a que se sobrepõe.

Costuma-se chamar de pseudo-alucinações aqueles fenômenos perceptivos, patológicos ou não, que não observam essas características.

Por exemplo: imagens produzidas pelos sonhos, por certas intoxicações e por certos tipos psicóticos.

Embora as alucinações possam manifestar-se através de qualquer um dos cinco sentidos (audição, visão, tato, olfato e gustação), as mais frequentes são as auditivas e as visuais. As aluc…

Luto em casais de idosos

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Num sentido geral, a morte é o processo inexorável e irreversível para todos os seres vivos, após algum tempo, de cessação das suas atividades biológicas.

Os processos que se seguem à morte levam à decomposição do sistema orgânico e a reversão dele a substâncias elementares, mas sob condições especiais isso pode não ocorrer, como na mumificação ou na fossilização dos organismos, por exemplo.

Alguns animais e vegetais, no entanto, são capazes de “zerar” suas atividades metabólicas durante meses ou anos e retomá-las posteriormente, quando as condições ambientais se mostrarem mais favoráveis à vida (hibernação, esporulação, etc.).

Se isso for considerado uma forma de interrupção da vida, a questão da irreversibilidade da morte ficará em questão.

No que se refere ao ser humano, a morte não se reduz apenas à cessação da vida, mas ganha um destaque especial porque adquire uma importante dimensão social, cultural e religiosa. Nessa perspectiva, as relações interpessoais e a cessação dela…

Anedonia

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Anedonia é a perda da capacidade de sentir qualquer tipo de prazer por todo o tempo.

A anedonia é apanágio maior das grandes depressões, mas pode acontecer também nos esquizofrênicos, neurastênicos, nos usuários crônicos de drogas (sobretudo durante as crises de abstinência), em pessoas muito ansiosas e naquelas com transtornos esquizoides de personalidade. Parece haver tipos constitucionais com certos graus de anedonia.

No sentido bioquímico, a anedonia está associada a baixos níveis de monoaminas (serotonina, dopamina, adrenalina e noradrenalina) no sistema nervoso.

Os pacientes com anedonia ficam normalmente numa situação de total indiferença consigo mesmos, não têm apego por nada, nem mesmo pela própria vida e costumam ser resistentes a mudar a sua situação, nada fazendo para isso, mesmo diante da insistência de pessoas próximas.

Correlativamente, há uma dificuldade ou incapacidade de experimentar sentimentos negativos.

Essas pessoas parecem não responsivas emocionais.

Em cas…

Ultrassom na gestação

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Em medicina, o ultrassom, também chamado de ultrassonografia ou ecografia, é um exame que usa ondas de som de alta frequência, superior àquela que nós somos capazes de ouvir, para criar uma imagem da região interior do corpo para onde elas sejam dirigidas. Uma fonte especializada emite ondas sonoras cujos ecos são captados por um receptor apropriado.

Como esses ecos são diferenciados segundo a densidade do tecido que encontram no seu trajeto, eles podem formar imagens dos órgãos internos. O exame é simples e indolor e pode ser feito em ambulatório ou no próprio consultório. O médico aplica um gel sobre a pele, na região a ser examinada e depois apenas desliza um aparelhinho emissor das ondas sonoras sobre o gel e estuda num monitor as imagens produzidas.

Nas grávidas, quando dirigido para o útero, o ultrassom produz imagens muito nítidas do bebê, da placenta, do próprio útero e de outros órgãos. O computador traduz os ecos que são recebidos de volta em imagens de vídeo, que revelam …

Cirurgia bariátrica em obesos diabéticos parece aumentar a expectativa de vida para pessoas com IMC de até 62 kg/m²

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O objetivo do estudo divulgado pelo Annals of Surgery foi criar um modelo de decisão analítica para estimar o equilíbrio entre os riscos e benefícios do tratamento para pacientes severamente obesos com diabetes.

A cirurgia bariátrica leva a muitas mudanças metabólicas desejáveis, mas o impacto em longo prazo da cirurgia bariátrica sobre a expectativa de vida em pacientes com diabetes ainda não foi quantificado.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar e comparar a cirurgia bariátrica versus nenhum tratamento cirúrgico para pacientes diabéticos severamente obesos. O modelo foi formado por dados de três grandes coortes:

1.159.000 pacientes diabéticos severamente obesos (4.185 fizeram uma cirurgia bariátrica) de três locais da HMO Research Network.
2.23.000 indivíduos da amostra Nationwide Inpatient Sample.
3.18.000 indivíduos da National Health Interview Survey ligada ao National Death Index.

Nas principais análises, os pesquisadores descobriram que uma mulher de 45 anos com…

Hospitais psiquiátricos são necessários?

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A percentagem dos paciente que necessita de internação é pequena mas para esta o recursos da internação não pode faltar.

Socialmente fica bonito falar em fechamento dos hospitais psiquiátricos que têm sido pejorativamente tratados como manicômios, como se a doença mental tivesse sido domada pelas próprias medicações que são tão rejeitadas pela mesma sociedade.

Os psicofármacos fizeram de fato uma revolução na psiquiatria, mas não conseguiram resolver todos os problemas.

Há pacientes psicóticos crônicos que não respondem às medicações e são violentos, pondo em risco a si e seus familiares.

Há pacientes com retardo mental com elevado grau de agressividade.

Há casos em particular que uma internação é inevitável.

Em clínicas adequadas há o pessoal especializado que trabalha para cuidar destes pacientes com muito mais dignidade do que eles seriam dentro de um lar ou simplesmente despachados para a rua, como acontece com alguma frequência.

Além disso há também a realidade brasileira …

Síndrome de Raynaud

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A síndrome de Raynaud, também chamada fenômeno de Raynaud ou doença de Raynaud é uma condição que afeta os vasos sanguíneos principalmente dos dedos das mãos e dos pés, embora vasos do nariz, dos lábios e dos lobos das orelhas também possam ser envolvidos.

É uma síndrome que pode ser um fenômeno primário ou pode estar relacionada a outras condições médicas e é, então, dita secundária.


Não se conhece inteiramente a causa da síndrome de Raynaud, mas sabe-se que ela pode estar associada à vibração de ferramentas que a pessoa afetada esteja manuseando, à síndrome do túnel do carpo, doenças arteriais obstrutivas, doenças do tecido conectivo, algumas medicações, tabaco e desordens tireoidianas, dentre outras condições. Cerca de 25 por cento dos pacientes têm uma história familiar dessa condição.

Os ataques da síndrome de Raynaud parecem ser uma reação temporária dos vasos sanguíneos às temperaturas frias e ao estresse.

As pessoas em maior risco são do sexo feminino, com idades entre 15 …

Aparelho urinário e alguns de seus problemas

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Anatomicamente, o sistema urinário é composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra.

A urina é formada no interior dos néfrons, nos rins, daí flui para dentro dos ureteres e por meio deles chega à bexiga, de onde ganha o exterior pela uretra.

Os dois rins filtram 1.000 a 1.500 ml de urina por dia, mas cada um deles é capaz de executar a função renal necessária à vida, se o outro é lesionado e se torna inoperante. A bexiga, por sua vez, pode conter cerca de 300 a 500 ml de urina.

A excreção da urina regula a água presente no organismo, elimina os produtos de degradação e tóxicos, controla os eletrólitos e a pressão arterial.

Os rins funcionam como o principal órgão excretor, embora cerca de 400 a 500 ml de líquidos sejam perdidos através da pele, dos pulmões e das fezes.

O principal produto excretado pela urina é a ureia (25 a 30 gramas por dia), embora a creatinina e o ácido úrico também sejam normalmente excretados.

A densidade específica da urina é de 1.015 a 1.025, quando a …