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sábado, 30 de maio de 2015

Dermatomiosite


Dermatomiosite (também chamada de dermatopolimiosite) é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo que compromete a pele e os músculos.

A dermatomiosite geralmente tem uma inflamação muscular associada (uma polimiosite), à qual se devem muitos dos seus sintomas. Diferencia-se dela porque também há manifestações dermatológicas.

As causas da dermatomiosite ainda não são totalmente conhecidas, mas acredita-se que alguns vírus e certas reações autoimunes desempenhem um papel importante no desencadeamento desta enfermidade.

A dermatomiosite e a polimiosite podem aparecer isoladamente ou fazerem parte de outros problemas do tecido conjuntivo.

Os mecanismos imunitários de defesa do organismo identificam e atacam os elementos agressores estranhos, como fazem, por exemplo, com as bactérias e os vírus.

Quando, por qualquer motivo, se verifica uma alteração nesta capacidade, o organismo passa a reconhecer como estranhos os próprios componentes e o sistema de defesa passa a agredir a si próprio e a causar alterações em suas estruturas e funções.

Quando isto ocorre, fala-se em enfermidades autoimunes.

A pele e os músculos não ficam alheios a estas possibilidades e, quando elas atingem as fibras musculares, tem-se as miopatias inflamatórias das quais as mais comuns são a dermatomiosite e a polimiosite que a acompanha.

Em geral, a doença começa durante ou logo após uma infecção.

Ela se manifesta quase sempre entre os 40 e os 60 anos ou em crianças dos 5 aos 15 anos de idade, sendo duas vezes mais frequente nas mulheres que nos homens.

As dermatomiosites se fazem acompanhar de uma miopatia inflamatória, igual à da polimiosite, e os sintomas da dermatomiosite e da polimiosite são similares.

Nas zonas da pele expostas ao sol aparece um eritema, que é característico ao redor dos olhos. Sobre as proeminências ósseas aparecem manchas eritematosas e a pele das mãos fica grossa e com fendas.

Os sintomas incluem ainda fraqueza muscular, que começa pelos braços e pernas, dor e inflamação generalizada nas articulações e músculos, erupção da pele, dificuldade de engolir, febre, cansaço e emagrecimento.

As erupções cutâneas aparecem ao mesmo tempo em que a debilidade motora. Na face pode aparecer uma erupção de cor vermelho-escura e um inchaço de cor vermelho-púrpura em volta dos olhos.

Uma erupção cutânea escamosa, lisa ou em relevo, pode surgir em qualquer parte do corpo, sendo mais frequente nos dedos. A base das unhas pode ficar avermelhada.

Na fase aguda, podem surgir mialgias, febre baixa, mal-estar geral, prostração, perda de peso, erupção cutânea e edema.

Na história clínica e no exame físico devem ser especialmente pesquisadas a erupção cutânea característica, a fraqueza muscular dominante nos seguimentos proximais do corpo (ombros, quadris e coxas), o aumento dos valores de certas enzimas musculares no sangue e as anomalias na atividade elétrica dos músculos.

Os exames laboratoriais são úteis, mas não podem identificar a dermatomiosite de forma específica.

Certas enzimas musculares medidas no sangue são usadas para controlar a evolução da doença.

O repouso é útil na maior parte dos casos de inflamação intensa dos músculos ou da pele.

Em geral, um corticoide administrado por via oral por quatro a seis semanas (ou mais), em doses elevadas, restabelece lentamente a força muscular, alivia a dor e o edema e melhora as erupções cutâneas.

Pode ser necessário continuar com uma dose baixa de corticoide por muito tempo ou mesmo indefinidamente para evitar uma recidiva.

Quando o corticoide não faz efeito, administram-se medicamentos imunossupressores no lugar dele.

Se estes medicamentos também não são eficazes, recorre-se à gamaglobulina por via endovenosa, substância que contém grandes quantidades de vários anticorpos.

Quando a dermatomiosite está associada a um câncer, o que é frequente, em geral não responde bem ao corticoide, mas o paciente experimenta uma melhora significativa se o tratamento do câncer for feito com sucesso.

A dermatomiosite é uma enfermidade de origem autoimune e, portanto, não existem medidas preventivas para evitá-la.

Normalmente a dermatomiosite acaba por levar à incapacidade, com fraqueza e deterioração dos músculos, devido à polimiosite associada.

Em geral, a debilidade manifesta-se primeiramente nos ombros e nos quadris, mas pode afetar os músculos de todo o corpo.

Quando as erupções cutâneas involuem, pode-se manifestar na pele uma pigmentação parda, cicatrizes ou manchas de despigmentação.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Neoplasias endócrinas múltiplas


Neoplasias endócrinas múltiplas são doenças raras nas quais ocorre, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de tumores em várias glândulas endócrinas.

São chamadas de síndrome de neoplasias endócrinas múltiplas (NEM) ou síndrome de adenomatose endócrina múltipla e podem ser de três variedades: tipos I, IIA e IIB.

A causa das neoplasias endócrinas múltiplas (NEM) é hereditária autossômica dominante. Cerca de metade dos filhos de indivíduos com neoplasias endócrinas múltiplas herdam a doença.

Recentemente, foram identificados os genes responsáveis pela doença tipo IIA e IIB.

As pessoas que apresentam o tipo I da síndrome de neoplasias endócrinas múltiplas têm tumores nas paratireoides, no pâncreas e na hipófise.

Os tumores das paratireoides produzem paratormônio em excesso e elevam a concentração sérica de cálcio.

Os tumores das ilhotas pancreáticas produzem níveis altos de insulina e mais da metade deles produzem também um excesso de gastrina.

Uma pequena porcentagem dos cânceres da hipófise produz corticotropina. Os tumores das suprarrenais produzem adrenalina e outras substâncias.

A síndrome das neoplasias endócrinas múltiplas pode aparecer precocemente na infância ou tão tardiamente como aos 70 anos de idade.

As alterações causadas por ela decorrem sobretudo do excesso de hormônios produzidos pelos tumores, os quais podem ser benignos ou malignos.

Na síndrome tipo I, além dos tumores das paratireoides, do pâncreas e da hipófise, alguns indivíduos podem apresentar também tumores de tireoide e das glândulas adrenais.

As neoplasias endócrinas múltiplas tipo IIA podem consistir em tumores da tireoide, feocromocitoma e hiperatividade das paratireoides.

As neoplasias endócrinas múltiplas do tipo IIB podem consistir em um câncer medular da tireoide, feocromocitoma e tumores em torno dos nervos (neuromas).

Os sintomas da síndrome das neoplasias endócrinas múltiplas são os específicos da hiperfunção das glândulas envolvidas.

Os tumores das paratireoides podem causar a formação de cálculos renais.

Os das ilhotas pancreáticas levam à hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue), úlceras pépticas, diarreia e esteatorreia (fezes gordurosas e fétidas).

Os tumores hipofisários podem produzir prolactina, alterações menstruais nas mulheres e impotência nos homens ou liberar uma dose maior de hormônios do crescimento, acarretando a acromegalia, síndrome de Cushing, cefaleias e comprometimento da visão.

A hipertensão arterial pode ser intermitente ou contínua e frequentemente é muito grave. Alguns doentes apresentam concentração sérica alta de cálcio, podendo levar à formação de cálculos renais e à insuficiência renal.

O câncer medular da tireoide já foi descrito em crianças tão pequenas como três meses de idade e se disseminam velozmente.

Os neuromas habitualmente surgem como proeminências em torno dos lábios, da língua e do revestimento interno da boca. Eles também podem ocorrer nas pálpebras e nos olhos. As alterações do trato gastrointestinal causam constipação ou diarreia e, ocasionalmente, megacólon.

Os indivíduos com a doença tipo IIB podem apresentar alterações vertebrais, assim como alterações ósseas dos pés e dos fêmures.

A suspeita diagnóstica ocorrerá naqueles pacientes que apresentem múltiplas alterações endócrinas. Atualmente, existem exames específicos para cada tipo de tumor, que podem ser conduzidos pelo médico.

No futuro, existirão exames disponíveis para detectar o gene anormal, permitindo um diagnóstico e um tratamento mais precoces, eficazes e certeiros.

Não existe cura conhecida para as neoplasias endócrinas múltiplas.

Cada tumor deve ser tratado de forma individual.

Assim, por exemplo, o médico provavelmente recomendará a remoção do câncer medular da tireoide, ou de toda a glândula, em virtude de seu potencial letal e porque este tipo de câncer não pode ser tratado com iodo radioativo.

Sendo doenças hereditárias, não há como prevenir as neoplasias endócrinas múltiplas.

O aconselhamento genético pode informar sobre as chances de ocorrer a doença.

As neoplasias endócrinas múltiplas podem apresentar várias complicações, conforme os órgãos afetados.

Os indivíduos com tumores das ilhotas pancreáticas, por exemplo, podem desenvolver úlceras pépticas que podem perfurar, sangrar ou obstruir o estômago.

Outros poderão apresentar outras complicações que lhe são próprias.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Artrite Reumatoide


A artrite reumatoide é uma desordem inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações e que pode levar a deformações e perdas funcionais.

Ela pode também apresentar sinais e sintomas em outros órgãos.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, cujas causas ainda não são completamente conhecidas, embora se saiba haver um forte componente hereditário.

Especula-se o papel do tabaco e da deficiência de vitamina D no desencadeamento da artrite reumatoide.

A artrite reumatoide pode acometer pessoas de qualquer idade, porém é mais comum em pessoas de meia idade.

Embora afete sobretudo ossos e cartilagens, pode produzir também inflamações difusas nos pulmões, pericárdio (membrana que envolve o coração), pleura (membrana que envolve os pulmões), pele e partes brancas dos olhos.

Nas articulações, a artrite reumatoide causa inflamações, o que as torna inchadas, quentes e com movimentos limitados.

Quase sempre as articulações são atingidas simetricamente, mas a artrite pode também ser assimétrica.

Com o passar do tempo, múltiplas articulações são afetadas (poliartrite) e sofrem deformidades e perda das funções.

As articulações mais envolvidas são as pequenas juntas das mãos, pés e coluna cervical, mas as articulações maiores também podem ser afetadas.

Geralmente se formam nódulos na pele vizinha às articulações atingidas (nódulos reumáticos) e diversas formas de vasculites.

O diagnóstico da artrite reumatoide é eminentemente clínico, baseado nos sintomas e no exame físico.

Outros exames complementares como radiografias, ressonância magnética, ultrassonografia, testes sanguíneos de laboratório e análise do líquido podem ajudar no diagnóstico e contribuem para excluir outras doenças semelhantes.

Um diagnóstico diferencial deve ser feito com outras formas não infecciosas ou inflamatórias de artrites.

Os exames de imagem também ajudam a avaliar as deformidades ósseas ocasionadas pela enfermidade.

Não há cura para a artrite reumatoide.

O objetivo do tratamento é controlar a inflamação e prevenir qualquer limitação funcional, incluindo tanto medicações quanto medidas não farmacológicas, como fisioterapia, uso de talas e braçadeiras, terapia ocupacional e mudanças de dieta.

Essas providências tornam mais lenta a progressão da doença, mas não a impedem. Os analgésicos e anti-inflamatórios suprimem ou diminuem os sintomas, mas também não paralisam a evolução da doença.

A cirurgia pode ser praticada nas fases iniciais da doença, para remover a sinóvia (membrana interior das articulações) inflamada ou numa fase evoluída da doença para fazer a substituição de uma articulação severamente comprometida (prótese).

Não há como prevenir a artrite reumatoide.

O curso da doença varia grandemente. Algumas pessoas só apresentam sintomas leves, mas em outras a doença progride e se agrava durante toda a vida.

O aparecimento de nódulos está associado com um pior prognóstico.

Exercícios regulares são recomendados para manter a função física e os músculos fortalecidos.

Ainda não se sabe ao certo se os fatores dietéticos têm algum valor.

A atividade física é benéfica e a terapia ocupacional melhora as habilidades funcionais das pessoas com artrite reumatoide.

A artrite reumatoide não tratada reduz a expectativa de vida de três a doze anos.

A fisioterapia é sempre necessária.

Os tratamentos que visam abrandar a enfermidade tem melhores resultados se forem iniciados precocemente e feitos de modo agressivo.

A artrite reumatoide pode apresentar como complicações fibrose pulmonar, inflamação crônica dos rins, complicações cardíacas e circulatórias, oculares, sanguíneas, hepáticas, neurológicas, etc.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Conheça a Polidipsia


Polidipsia consiste em apresentar sede em demasia e, como consequência, uma tendência incontrolável de ingerir líquidos, geralmente água.

A polidipsia não é uma doença, mas uma condição sintomatológica que pode acontecer em diversas doenças, embora haja uma polidipsia primária, chamada potomania.

Muitas vezes o aumento da sede é apenas episódico, como reação à perda de líquidos durante um exercício ou devido ao consumo de alimentos salgados, por exemplo.

Entretanto, em alguns casos a polidipsia é causada por uma perda anormal de água por parte do organismo, principalmente através da urina.

Esta perda, por sua vez, pode dever-se, entre outras, a diversas causas, como um mau funcionamento dos rins ou à presença de grandes quantidades de eletrólitos no sangue, nomeadamente o sódio.

Outras causas comuns de poliúria (aumento da produção e excreção de urina) e, consequentemente, de polidipsia, são os diversos tipos de diabetes: diabetes mellitus (principalmente), diabetes renal, diabetes hipofisária e outros tipos menos comuns.

Existe uma polidipsia psicogênica (potomania), na qual os pacientes têm um desejo compulsivo de beber quantidades excessivas de água.

A potomania resulta sempre de alguma desordem mental, tais como esquizofrenia, transtorno bipolar ou depressão.

A razão pela qual esses pacientes desenvolvem uma sede insaciável ainda não é bem conhecida, mas parece resultar de desequilíbrios neuroquímicos associados a essas doenças.

Este sintoma em si já exige cuidados e atenções médicas porque pode ser causado por enfermidades importantes e que precisam de tratamento, apesar de não ser indicadora de nenhuma doença extremamente grave e fatal.

Normalmente a polidipsia não é um sintoma que aparece isoladamente, mas que se faz acompanhar de outros sintomas, como a poliúria e a polifagia (aumento da necessidade de comer).

Além desses, ocorrem também os sinais e sintomas próprios às enfermidades subjacentes.

Os sinais e sintomas da polidipsia psicogênica incluem aumento da sede, aumento da frequência urinária, náuseas, vômitos, confusão mental e, eventualmente, convulsões.

Os pacientes com essa condição podem chegar a beber dez litros de líquido por dia e podem desenvolver hiponatremia (deficiência orgânica de sódio), em que a concentração de sódio no sangue fica muito baixa.

O diagnóstico da polidipsia depende de uma história clínica bem feita, que procure determinar também as causas do sintoma.

Além de um exame físico detalhado o médico pode solicitar exames de sangue e de urina para ajudar no diagnóstico da polidipsia e de suas causas.

O tratamento da polidipsia consiste em tratar as suas causas.

A polidipsia psicogênica requer a participação de um psiquiatra ou de um psicólogo, além de uma abordagem psicoterápica para o tratamento adequado.

Devido à grande quantidade de água que bebem, as pessoas com polidipsia podem vir a sofrer enfermidades por um desequilíbrio das soluções salinas do corpo.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reumatismos


O termo “reumatismo” ou “doença reumática” é usado na linguagem coloquial para referir-se a uma vasta gama de sintomas deformantes e dolorosos que acometem os músculos, ossos e tecidos conectivos, principalmente nas articulações. Há mais de 100 doenças classificadas como reumatismo ou doenças reumáticas.

Não há, pois, no contexto da Medicina, uma doença única chamada “reumatismo”, como em geral se faz supor.

O termo “reumatismo” foi banido há muito tempo da maioria dos dicionários médicos, mas ainda é usado informalmente.

Por outro lado, mesmo no conceito popular o conceito de “reumatismo” é tão abrangente que a menção ao termo quase não permite saber-se do que se trata.

Em geral, o termo é aplicado para referir-se às artrites, mas entre as doenças incluídas neste rol estão, entre outras, a espondilite anquilosante, bursites e tendinites dos ombros, punhos, joelhos, etc., capsulites, osteoartrites, artrite reumatoide, polimiosite, dermatomiosite.

Há duas formas de "reumatismo":

•"Reumatismo" articular: afeta as articulações e comumente inclui a artrite reumatoide, o lúpus, a gota, a espondilite, etc.

•"Reumatismo" não-articular: afeta os tecidos moles e músculos e leva a dores regionais.

As doenças reumáticas são consideradas doenças autoimunes, o que significa dizer que o organismo está se voltando contra si mesmo, ou seja, produzindo anticorpos contra o próprio organismo. Antigamente as dores do reumatismo eram consideradas como fazendo parte do envelhecimento.

O “reumatismo” ou doença reumática pode levar a comorbidades ou a outros sofrimentos associados. As mulheres sofrem duas a três vezes mais doenças reumáticas que os homens, sendo que no lúpus essa proporção chega a dez vezes. Ele afeta as capacidades de atividades diárias do paciente e compromete muito a sua qualidade de vida. De maneira geral, pode ser caracterizado por:

1. Dor e desconforto nas articulações ou suas vizinhanças.

2. Dores ao movimentar as articulações afetadas.

3. Dor ao toque, nas regiões atingidas.

4. Falta de flexibilidade articular, especialmente depois de um longo período de imobilidade, como costuma acontecer ao levantar-se.

5. Exercícios leves melhoram os sintomas e exercícios vigorosos os pioram.

6. Piora dos sintomas em resposta a mudanças climáticas para frio ou umidade e melhora deles nas mudanças para climas mais quentes e secos.

7. Melhora dos sintomas, também, em resposta ao aquecimento das áreas afetadas.

O diagnóstico do “reumatismo” ou doença reumática é eminentemente clínico, dependente da história médica dos pacientes.

Os exames de imagem podem confirmar o diagnóstico, depois que a doença está bem evoluída.

Um diagnóstico diferencial deve ser feito com grande parte das pessoas que sofrem diminuição da flexibilidade e dores nas articulações, sem que isso seja “reumatismo” ou qualquer outra doença inflamatória.

A Medicina reconhece que as diversas desordens ditas reumáticas são doenças diferentes, têm causas diferentes e requerem diferentes tipos de tratamentos.

No entanto, na maioria das vezes são usadas drogas analgésicas e anti-inflamatórias.

O diagnóstico precoce permite ao médico planejar um tratamento que ajude o paciente a reduzir a dor e preservar a mobilidade.

Como o agravamento do “reumatismo” está associado com clima frio e úmido, é recomendável que o paciente habite em regiões ou locais mais quentes e secos, que melhorem seus sintomas.

As dores do “reumatismo” podem começar insidiosa ou abruptamente e persistir apenas por um curto período de tempo ou indefinidamente. Elas podem mudar de localização e de características ao longo do tempo.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Hirsutismo


Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o hirsutismo (também chamado de frazonismo) é o crescimento excessivo de pelos na mulher, em áreas anatômicas características da distribuição masculina, como queixo, buço, abdome inferior, ao redor de mamilos, entre os seios, glúteos e parte interna das coxas.

Pode ser uma queixa isolada ou fazer parte de um quadro clínico mais florido, acompanhado de outros sinais e sintomas. O hirsutismo pode representar uma situação de grande desconforto psicológico, gerando conflitos que comprometem a qualidade de vida das pacientes acometidas.

Ele nem sempre corresponde a uma patologia em si mesmo, mas é um sinal que pode aparecer em diversas enfermidades, sobretudo endócrinas.

As causas mais frequentes do hirsutismo são de origem glandular: a síndrome dos ovários policísticos, a hiperplasia adrenal congênita, a síndrome de Cushing, os tumores virilizantes (ovarianos ou adrenais) e certos medicamentos.

Muitos casos de hirsutismo ficam sem causa definida.

A maior parte dos pelos corporais pode ser classificada em dois tipos: velus e terminais.

Os velus são pelos finos e não pigmentados. Os terminais são pelos mais grossos e escuros e, em geral, dependentes de hormônios sexuais. Define-se como hipertricose o crescimento uniforme de pelos velus em todo o corpo, frequentemente ocasionada por medicamentos ou doenças metabólicas ou nutricionais.

O hirsutismo, por seu turno, é definido como o crescimento excessivo de pelos terminais na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina.

Na mulher, os androgênios circulantes mais importantes são a androstenediona, 50% secretada pelos ovários e 50% pelas glândulas adrenais, e a testosterona, 30% secretada pelos ovários e em menor proporção pelas adrenais.

A maior parte dela é originária da conversão periférica ou hepática da androstenediona.

Assim, a testosterona circula ligada a proteínas carreadoras, mas penetra na célula sob a forma livre. Situações que alterem a relação testosterona total/testosterona livre podem interferir com a ação sobre os folículos pilosos.

No folículo piloso ela irá ativar a multiplicação celular e a síntese de proteínas específicas, ajudando a produzir o hirsutismo, o qual depende também do grau de sensibilidade cutânea, da capacidade de conversão de androgênios em estrogênios e de outras interconversões.

O hirsutismo costuma afetar as mulheres durante os anos férteis e após a menopausa.

Embora seja raro, geralmente está associado a irregularidades menstruais, alterações hormonais, infertilidade, acne, seborreia, alopécia, hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz ou ainda alterações metabólicas relacionadas com resistência insulínica.

Em si mesmo o hirsutismo pode ser diagnosticado pela simples observação.

No entanto, a elucidação de suas causas exige uma história clínica e exame físico detalhados e alguns exames laboratoriais, como as dosagens hormonais de testosterona, androstenediona, deidroepiandrosterona, sulfato de deidroepiandrosterona, hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), prolactina e cortisol.

Exames de imagens, tais como ultrassonografia e tomografia computadorizada ajudam a confirmar ou excluir tumores.

O passo inicial do tratamento do hirsutismo deve ser uma investigação hormonal.

A partir daí, o médico irá planejar os demais passos, passando pelo reconhecimento da doença de base, caso exista.

O tratamento tópico sempre bloqueia a ação dos hormônios sobre os pelos, o que causa uma redução na velocidade de crescimento deles. No tratamento oral os resultados são demorados.

Paralelamente aos medicamentos, pode ser preciso que a paciente faça a remoção física dos pelos, por depilação com cera ou cremes depilatórios, utilização de pinças, eletrólise ou depilação a laser. Procedimentos cosméticos podem ser usados em associação com o tratamento hormonal.

A terapia medicamentosa inibe o crescimento dos pelos, mas não faz cair aqueles já existentes.

A resposta do tratamento ao hirsutismo é demorada, uma vez que ela depende do ciclo de crescimento do pelo. No tratamento oral os resultados só começam a aparecer entre três e seis meses.

sábado, 23 de maio de 2015

Zika Vírus


O zika vírus foi primeiramente identificado em um macaco, em Uganda.

Até 1947 ele era desconhecido e não havia casos relatados de infecção nos seres humanos.

A primeira descrição dele em humanos ocorreu em 1954, na Nigéria.

No Brasil, ele entrou em 2014, provavelmente trazido por turistas que vieram acompanhar a Copa do Mundo de Futebol.

O zika vírus é responsável pela chamada febre zika, típica do verão de países de clima tropical.

No Brasil, o vírus encontrou no mosquito Aedes aegypti um transmissor adequado, o mesmo que transmite a dengue, a febre amarela e a febre chikungunya.

O zika vírus é transmitido por mosquitos da família Aedes (dos quais o Aedes aegypti é o que existe mais abundantemente no Brasil) e pode causar doença em seres humanos e macacos.

O Aedes albopictus, outra espécie existente no Brasil, é também um provável vetor da febre zika.

O Aedes aegypti infecta-se com o zika vírus toda vez que ele pica uma pessoa ou um macaco previamente infectado e passa assim a ser um potencial transmissor da doença.

A febre zika, como a dengue, é típica do verão e tende a desaparecer ou diminuir muito nos meses frios.

Os sintomas ocasionados pelo Zika vírus são semelhantes aos da dengue, embora menos graves: febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, diarreia e enjoos.

Pode ainda haver coceira e erupção cutânea, conjuntivite e fotofobia.

Geralmente o paciente leva de três a doze dias depois da picada do mosquito infectado para começar a apresentar manifestações clínicas, mas nem todas as pessoas picadas irão desenvolver sintomas da febre zika.

Menos comumente podem ocorrer dor abdominal, prisão de ventre, aftas, tontura ou perda do apetite.

A febre zika é uma infecção benigna, que costuma durar de dois a sete dias e não provoca complicações hemorrágicas como a dengue.

O diagnóstico da febre ocasionada pelo zika vírus deve ser suspeitado pelos sintomas, mas só pode ser confirmado por testes laboratoriais.

Um diagnóstico diferencial clínico entre a febre ocasionada pelo zika vírus e a febre Chikungunya é muito difícil, porque os sintomas são praticamente os mesmos.

Para tal, são necessários exames laboratoriais.

Como a febre zika é de curta duração, o diagnóstico laboratorial só sai quando a doença já se desvaneceu e acaba servindo muito mais para controle epidemiológico do que para auxílio no tratamento.

Não há medicações para combater o vírus, nem vacina contra a febre zika, mas a doença é autolimitada e se cura espontaneamente em poucos dias.

O tratamento visa apenas aliviar sintomas e oferecer suporte aos pacientes e consta de repouso, hidratação, administração de analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos, desde que não contenham ácido acetilsalicílico, em virtude da possibilidade da doença ser confundida com a dengue.

A febre zika não é contagiosa, não sendo necessário impedir que o paciente tenha contato com outras pessoas.

A melhor maneira de prevenir-se contra este vírus é combater os focos do mosquito Aedes aegypti, principalmente eliminando ou protegendo os recipientes de água limpa parada.

A febre produzida pelo zika vírus não costuma provocar as complicações hemorrágicas comuns da dengue.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Desinteresse sexual masculino


A ideia geral é que na hora do sexo, o homem está sempre disponível e com vontade.

Entretanto, nem sempre é assim.

Um homem se estiver envolvido numa atividade ou num pensamento perturbador poderá dizer não a um momento sensual.

É quase estranho imaginar um homem heterossexual que, com uma bela mulher à sua frente, não mude o seu estado mental do que está a fazer ou pensar para um estado sexual, mas a realidade é que isso por vezes acontece.

Numa relação, este tipo de comportamento pode ser muito perturbador devido às "pré-conceções" que existem acerca do género masculino.

Uma mulher poderá sentir que o marido já não a ama, que poderá existir uma relação extraconjugal…

Se o homem começar a recusar os avanços sensuais da mulher, poderá existir uma boa explicação para a sua falta de interesse sexual.

Ficam aqui alguns motivos comuns devido aos quais o homem poderá recusar sexo; e ficam também algumas ideias de como inverter isso.

Depressão

A depressão é dos principais motivos devido ao qual um homem pode recusar sexo. Qualquer homem, independentemente da idade, poderá sofrer uma depressão; muitas vezes nem ele próprio quererá admitir o que de facto se passa lutando contra a realidade, ou até porque nem sequer está ciente que estará a sofrer de uma depressão.

Solução

Antes de poder pensar que a depressão é um sinal de fraqueza, lembre-se que é uma doença não só psíquica como física, onde o cansaço, o desinteresse e a tristeza levam avante toda a vontade de viver. É necessário uma grande dose de compreensão e de amor para ajudar o parceiro a lidar com a depressão. Especialmente durante o tratamento, os antidepressivos usualmente diminuem a libido e por consequência a vontade de fazer sexo. Conversem com o médico cerca deste tipo de consequências, é muito importante que estejam bem informados e preparados para lidar com esta situação.

Níveis de testosterona baixos

Depois de uma certa idade, usualmente depois dos 40, os níveis de testosterona do homem diminuem. Com a diminuição gradual dos níveis de testosterona ao longo do tempo, o homem tende a perder o desejo sexual mais intenso. Mas alguns homens podem baixar os níveis de testosterona muito rapidamente (esta condição é usualmente referida como andropausa), incluindo sintomas como a perda de energia, baixa libido e maiores níveis de cansaço.

Solução

Os baixos níveis de testosterona são uma condição física que pode se ser tratada por um médico. Se suspeitam que isto pode estar a surgir, nomeadamente a andropausa, peçam ao médico um teste aos níveis de testosterona para determinar se de facto poderá ser este o motivo que desencadeou a falta de interesse sexual.

Problemas de ereção

A disfunção erétil ou a ejaculação precoce são problemas comuns entre os homens. Se o homem "experienciar" este tipo de problemas, e ele não tiver o à vontade para conversar sobre eles, a única coisa que poderá transparecer é a falta de desejo sexual. A autoestima de um homem pode se muito abalada com um tipo de problema como este.

Solução

Tenham a noção que este assunto pode ser algo bastante sensível para conversarem, contudo, nunca deve ser evitado. Este tipo de problema, se não for conversado e tratado adequadamente poderá trazer mazelas muito graves para a relação. Este tipo de situação deverá de ser abraçada com todo a capacidade de compreensão e de tolerância entre ambos. É importante que a mulher mostre ao homem que o amará independentemente das circunstâncias e que estará presente como companheira que é.

Problemas graves no trabalho

Quando um homem começa a ter problemas graves no trabalho, é certo que a sua vida pessoal sofrerá. Se estiver relacionado com a ansiedade de desemprego ou com a frustração de sentir que não está a ter o reconhecimento devido, ou que poderá estar a estagnar na carreira, isso poderá afetar-lhe o ego, contribuindo para que ele se sinta menos masculino e por consequência afetar a sua vida sexualidade.

Solução

A abordagem a este tipo de situação deve ser feita num momento calmo, onde possam conversar sobre a vida e sobre as expectativas acerca dela. A mulher deve mostra-se disponível para poder ajudar, nem que seja a escolher uma nova carreira e a apoiar o seu companheiro num momento decisivo destes como este. Contudo, conversar e expor as emoções acerca do quanto este tipo de situação poderá estar a afetar a relação, é essencial.

Cansaço

Caso isto não seja uma desculpa constante, é normal que um homem também se sinta cansado.

Solução

Isto não é motivo para a mulher sentir que é menos atraente ou que foi rejeitada; é apenas uma questão de respeitar o cansaço físico do outro. Em vez de ficar sentida pelo facto de ele não estar interessado numa investida debaixo dos lençóis, deixe para o dia seguinte a vontade de conversar acerca do assunto e de tentar perceber o porquê dele se sentir cansado. Porém, se o problema persistir durante mais de um mês poderá estar na altura de consultar um médico.

Intimidação

Um homem nem sempre é aquele estereótipo confiante que aparenta ser. É um ser humano, e como tal poderá sempre sentir problemas de confiança e caso a mulher tenha andado com algumas ideias sexuais arrojadas à vista dele, ele poderá sentir-se intimidado por elas.

Solução

O ideal é, através de uma conversa honesta, discutir o assunto, caso sintam que este pode ser o verdadeiro problema; se não for, é importante chegar ao real motivo.

Uso de drogas

As drogas chamadas ilícitas podem provocar toda sorte de efeitos no organismo. Alguns usuários dizem que ficam excitados com seu uso, mas outros afirmam perder o interesse pelo sexo. Não que necessariamente exista disfunção erétil, mas apesar de a ereção ser preservada, há real perda de interesse pela atividade sexual propriamente dita. O mesmo pode se dizer das drogas chamadas lícitas, controladas, que são utilizadas para o tratamento das mais variadas enfermidades psiquiátricas, como a depressão, citada acima.

Solução

Evidente que no caso das drogas ilícitas a recomendação é afastar-se delas, o que nem sempre é uma tarefa simples. Com relação às lícitas, pode-se tentar a alternância com outros medicamentos que possam não causar tal desconforto: questão de conversar com o médico que faz o tratamento.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Dicas de amamentação


1. Devo oferecer uma ou as duas mamas durante a mamada?

Nos primeiros dias deve oferecer as duas mamas, com a duração de 10 a 15 minutos cada.

Após a subida do leite, deverá esvaziar uma mama completamente e só depois oferecer a outra. Na mamada seguinte, deve iniciar pela mama onde o bebé mamou menos.

2. Quantas vezes por dia devo dar de mamar?

Regime livre - os intervalos podem variar entre 2h30 a 4h30 durante o dia e ir até às 5h durante a noite, garantindo 6 a 10 refeições, nas 24 horas.

Fatores que influenciam os intervalos entre as mamadas:

A hora e a duração da última mamada (algumas mães registam esses dados numa agenda que transportam para todo o lado).

Ritmo de sucção do seu bebé, para ajuda a perceber se está ou não a mamar convenientemente.

Saber reconhecer os sinais de saciedade do bebé.

3. Durante quanto tempo devo dar de mamar?

A duração de cada mamada é variável, podendo ir de 20 a 45 minutos.

Para uma amamentação bem sucedida é fundamental que se sinta confortável (escolha uma posição estável, com as costas direitas e os pés apoiados) e completamente disponível para dar de mamar.

Inicialmente, as mamadas, são curtas. Com o aumento da produção de leite da mãe, aumenta a duração das mamadas, sendo o tempo de duração média de cada mamada 20 minutos.



"O tempo de permanência na mama em cada mamada também não deve ser estabelecido, uma vez que a habilidade do bebé em esvaziar a mama varia entre as crianças e, numa mesma criança, pode variar ao longo do dia dependendo das circunstâncias. É importante que a criança esvazie a mama, pois o leite do final da mamada - leite posterior - contém mais calorias e sacia a criança."... In Artigo da Dra Elsa Giugliani do jornal de pediatria (J. pediatr. (Rio J.). 2000; 76 (Supl.3): S238-S252.).

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Células-tronco para o tratamento de enfermidades neurológicas



Cientistas da Universidade de Edimburgo e de Milão desenvolveram uma nova técnica para crescimento de células-tronco do sistema nervoso, que pode ser usada para o estudo de doenças neurológicas e o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento dessas doenças. No organismo, as células-tronco se dividem para produzir cópias de si mesmas e de outras células especializadas.

Pela primeira vez, os cientistas foram capazes de criar em laboratório um grupo puro de células-tronco do sistema nervoso. Esta pesquisa foi publicada em 16 de agosto no Journal PloS Biology.

Os cientistas fizeram diferentes tipos de células do sistema nervoso a partir de células-tronco neurais. Tudo aconteceu em perfeita ordem, sugerindo que estas células podem ser usadas para estudar detalhadamente as células que são afetadas em doenças degenerativas, como doença de Hungtington e doença de Parkinson.

Os pesquisadores serão capazes de estudar os processos celulares e moleculares que participam dessas doenças - um passo inicial essencial para o desenvolvimento efetivo de novas terapias. Tentativas anteriores de desenvolver esse tipo de célula-tronco havia resultado em grupos contaminados, que não tiveram aplicação científica.

Os medicamentos que estão sendo desenvolvidos para interferir no início e na progressão dessas doenças agora poderão ser testados nessas células-tronco neurais, ou em tipos específicos de células desenvolvidas a partir dessas células. Isto vai reduzir a quantidade de animais usados para este tipo de pesquisa.

Essa descoberta parece ser o passo inicial para reparar tecidos danificados. " A pureza dessas células, e o fato delas não criarem tumores, significa que elas podem ser úteis para estudar o transplante de tecidos danificados", diz Steve Pollard, um dos pesquisadores de Edimburgo.

O professor Austin Smith, coordenador da equipe de Edimburgo, acredita que a divulgação da informação e do conhecimento é crítica para o progresso nas pesquisas sobre células-tronco.



Fonte: Institute of Stem Cell Research

terça-feira, 19 de maio de 2015

Cefaleias



MITO – a dor de cabeça sempre representa um sinal de alerta para grave lesão orgânica na cabeça.

VERDADE – diferentemente das outras dores, a maior parte das dores de cabeça são benignas, NÃO representando sinal de alerta para outras doenças.
NÃO existe relação entre intensidade e eventuais doenças mais sérias.

MITO – qualquer dor de cabeça necessita de exames para seu diagnóstico.

VERDADE - o diagnóstico das causas de dor de cabeça é clínico. Quanto aos exames, eventualmente são necessários, mas o tipo de exame vai depender da hipótese diagnóstica feita. Assim, às vezes um exame altamente sofisticado como a ressonância nuclear magnética pode não definir adequadamente o diagnóstico, o que um exame bem mais simples faria.

MITO – a dor de cabeça é igual para todas as pessoas.

VERDADE – a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável e sua intensidade depende de uma série de fatores (inclusive fatores constitucionais e raciais).

MITO – lavar a cabeça durante o período menstrual pode causar dor de cabeça.

VERDADE – existem dores que tem relação com os ciclos hormonais da mulher e a enxaqueca é uma delas – portanto, não é o lavar a cabeça que causa a dor, mas as alterações hormonais causadas pelo ciclo que facilitam os mecanismos desencadeadores da dor.

MITO – toda dor de cabeça é grave.

VERDADE – a maior parte das dores de cabeça são primárias, ou seja, NÃO apresentam causa estrutural evidente, sendo benignas e controláveis.

MITO – dor de cabeça é muito rara.

VERDADE – dor de cabeça ou cefaleia é um dos principais sintomas que atinge a humanidade.

MITO – existe cura para a enxaqueca.

VERDADE – embora muitas pessoas depois dos 50 anos deixem de apresentar crises de enxaqueca, não se considera que haja uma cura – esta doença envolve aspectos constitucionais que não são passíveis de eliminação. O que ocorre é que se os fatores que a desencadeiam forem controlados, eventualmente as crises deixarão de aparecer.

MITO – nervosismo causa dor de cabeça.

VERDADE – os fenômenos emocionais funcionam como fatores desencadeantes ou agravantes de dores em pessoas já predispostas (cefaleia tensional, enxaqueca e outros tipos de cefaleia).

MITO – para qualquer tipo de dor de cabeça, iniciar o tratamento o mais rápido possível com analgésicos é o ideal.

VERDADE – com o advento do conceito de cefaleia crônica diária, causada pelo uso abusivo de analgésicos, este velho preceito médico vem sofrendo transformações. Nos casos de dores mais leves e que não interferem nas atividades, formas de tratamento não farmacológico (relaxamento, banho rápido, descanso) podem ser úteis. Apenas as crises moderadas a graves recebem tratamento medicamentoso sintomático (uso de analgésicos).

MITO – café é bom para dor de cabeça.

VERDADE – em geral quando uma pessoa toma café para tratar a dor e obtém resultado efetivo – certamente estará apresentando o que se chama de cefaleia por abuso de cafeína.

MITO – enxaqueca e cefaleia são sinônimos.

VERDADE – cefaleia é toda dor referida na cabeça. Enxaqueca é um tipo PARTICULAR de cefaleia.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Osteoporose


É uma doença crônica em que os ossos tornam-se mais porosos e frágeis, ou seja, ficam com maior tendência a fraturas. Os ossos mais frequentemente fraturados são os da coluna vertebral, do quadril e dos punhos.

A perda de massa óssea, na maioria das vezes, é silenciosa e progressiva, não levando a sintomas facilmente identificáveis.

Apesar de ser uma doença comum em idosos, a prevenção deve começar ainda na infância através de um estilo de vida saudável.

Segundo informações da International Osteoporosis Foundation, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, acima de 50 anos, sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose. Este número muda para uma em cada duas mulheres e um em cada três homens a partir dos 60 anos.

Ela pode instalar-se em qualquer idade ou sexo, mas é mais comum em mulheres idosas.

Na maioria das vezes, o primeiro sinal de osteoporose é uma fratura. Em alguns casos, pode-se encontrar uma perda de estatura como o único sinal visível de que uma pessoa tem osteoporose e já apresentou fraturas na coluna vertebral.

Como é considerada uma “epidemia silenciosa” pela ausência de sintomas, os médicos devem orientar a prevenção e realizar exames complementares para o seu diagnóstico precoce.

Muitos fatores de risco podem estar associados à perda óssea e à osteoporose. Alguns deles podem ser modificados, outros não. Mas mesmo aqueles que não podem ser alterados, alertam quem está em maior risco para modificar o estilo de vida na procura de prevenir as complicações da doença.


Fatores de risco que não podem ser modificados:

•Sexo: mulheres são mais acometidas pela osteoporose do que os homens.
•Idade: quanto mais a idade avança, mais aumenta o risco de osteoporose.
•Etnia: mulheres brancas e asiáticas estão em maior risco. Negras e hispânicas têm menor risco.
•História familiar: a osteoporose tem tendência familiar. Caso um membro de sua família tenha osteoporose ou quebre um osso, há uma maior chance de você ter os mesmos problemas.
•Menopausa precoce (antes dos 45 anos): a queda nos níveis de estrogênio acelera a perda óssea nesta fase da vida.
•Uso de medicamentos como corticoides, anticonvulsivantes e alguns medicamentos para a tireoide por longo período de tempo podem diminuir a densidade óssea.
•Baixa estatura.
•História de fraturas prévias.
•Artrite reumatoide.
•Hipogonadismo primário e secundário em homens.


Fatores de risco que podem ser modificados:

•Hormônios sexuais: níveis mais baixos de estrogênio estão relacionados a irregularidades do ciclo menstrual ou à menopausa. Eles podem causar a osteoporose feminina. Os baixos níveis de testosterona podem levar um homem a ter osteoporose.
•Anorexia nervosa: esta alteração do apetite pode estar ligada à osteoporose.
•Ingestão de cálcio e vitamina D: uma dieta com baixa ingestão de cálcio e vitamina D torna mais provável a perda de massa óssea.
Uso de medicamentos: alguns medicamentos aumentam o risco de osteoporose.
•Nível de atividade física: a falta de exercício físico pode causar fraqueza óssea. O mesmo ocorre com pessoas que ficam acamadas por longos períodos.
•Fumo: os cigarros prejudicam os ossos, os pulmões e o coração.
•Bebidas alcóolicas: a ingestão excessiva de bebidas alcóolicas pode causar perda óssea e quedas.
•Consumo exagerado de café.
•Quedas frequentes.
•Peso corporal abaixo do normal (ou seja, índice de massa corporal abaixo de 18,5 kg/m²).

A densitometria óssea é o melhor exame para avaliar os seus ossos. Ele pode diagnosticar a osteoporose, checar a força óssea e verificar se o tratamento está sendo adequado.

Procure um médico - um clínico geral, um endocrinologista ou um ortopedista, para orientá-lo sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da osteoporose.

sábado, 16 de maio de 2015

Doenças degenerativas


Doenças degenerativas são doenças que levam a uma gradual lesão tecidual de caráter irreversível e evolutivo, geralmente limitante sobre as funções vitais, principalmente as de natureza neurológica e osteomusculares. Elas são assim chamadas porque provocam a degeneração da estrutura das células e tecidos afetados e podem envolver todo o organismo: vasos sanguíneos, tecidos, ossos, visão, órgãos internos, cérebro, etc.

Com o crescimento da idade média da população, as doenças degenerativas – mais comuns nos idosos – têm aumentado na sociedade.

As doenças degenerativas são devidas a fatores genéticos e são incentivadas por fatores externos como erros alimentares ou uma vida sedentária, por exemplo. Enquanto as doenças infecciosas e parasitárias são as principais causas de mortes em países subdesenvolvidos, as doenças degenerativas são as causas mais importantes em países desenvolvidos.

As principais e mais comuns doenças degenerativas são: doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, osteoartrose, osteoporose, degeneração dos discos intervertebrais, diabetes, arteriosclerose, hipertensão, alguns tipos de câncer, reumatismo, artrite deformante, artrose, glaucoma

Cada uma das doenças degenerativas tem suas próprias características e, dada a grande variedade delas, torna-se difícil generalizar sua sintomatologia. Contudo, a maioria compartilha o fato de conduzirem à destruição de um tipo específico de célula e de serem incuráveis. As doenças degenerativas ocorrem com mais frequência em adultos e idosos e é menos comum entre os jovens.

Nelas, os órgãos comprometidos passam a funcionar mal ou param totalmente de funcionar e são levados ao definhamento. Como duram por toda a vida, as doenças degenerativas afetam muito a qualidade de vida das pessoas afetadas, criando dificuldades progressivamente maiores. Algumas delas podem ser muito devastadoras, comprometendo funções importantes como a motilidade, a respiração e a memória, por exemplo, podendo levar à morte.

Cada uma das doenças degenerativas demanda exames complementares diferentes, mas grande número delas já pode ser diagnosticada por meio de uma detida história clínica e um exame físico bem conduzido.

As doenças degenerativas não têm tratamento específico e não têm cura. Os tratamentos se limitam a reduzir a velocidade da evolução da doença e minorar ou eliminar seus eventuais sintomas.

Na maioria dos casos, não há como prevenir as doenças degenerativas. Algumas poucas podem resultar da exposição a certos agentes nocivos, como metais pesados; nesses casos, deve-se evitar o contato com esses agentes.

Grande parte das doenças degenerativas evolui para uma piora progressiva. Algumas, como a doença de Alzheimer, por exemplo, não implicam diretamente na morte, mas outras terminam nela.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Apendicite em crianças


Apendicite é uma inflamação do apêndice. O apêndice é uma bolsa longa e fina que tem o formato de um dedo, localizada no início do intestino grosso, onde ele faz transição com o intestino delgado.

A apendicite em crianças é bem mais rara que em adultos, sendo excepcional antes dos três anos de idade.

Em geral a apendicite, em adultos ou em crianças, ocorre como consequência de uma obstrução do apêndice por fezes, por corpo estranho (semente de fruta, por exemplo), por um parasita ou, em raras ocasiões, por um tumor.

A apendicite pode ser do tipo crônico, com uma evolução mais lenta, ou do tipo agudo. Ela pode ocorrer em crianças, adolescentes ou adultos, mas na infância é mais provável que afete crianças mais velhas do que bebês ou crianças pequenas.

Nas crianças, os sintomas são menos típicos que nos adultos e variam muito, confundindo os pediatras, e são diferentes em cada caso, dependendo da idade da criança. Muitas vezes os sintomas, que de início são inespecíficos, podem fazer pensar em enfermidades da bexiga ou da vesícula.

Os sintomas mais comuns são dor de barriga, que pode começar ao redor do umbigo e depois passar para o lado direito do baixo ventre e que piora com a caminhada e a tosse, vômitos, febre moderada, calafrios ou tremores, prisão de ventre ou diarreia e perda de apetite.

Se acontecer a ruptura do apêndice, a dor pode diminuir por um tempo, mas uma vez que a peritonite começa, a dor aumenta muito. Portanto, um eventual alívio dos sintomas não significa uma melhora do quadro clínico, mas, ao contrário, um agravamento dele.

Uma das coisas que dificulta o diagnóstico nas crianças é que algumas delas ainda não sabem verbalizar o que sentem. Contudo, um exame físico bem feito por um médico experiente permite uma suspeita bem fundamentada de apendicite.

Mas ele pode ser complementado com exames de sangue (para observação do número de glóbulos brancos) e urina e exames de imagens, como uma ultrassonografia ou uma tomografia computadorizada.

Na verdade, nenhum teste pode dizer com certeza absoluta se uma criança tem ou não apendicite, mas o médico pode usar os resultados do exame físico, dos sintomas e dos exames complementares para estabelecer a probabilidade dela estar ocorrendo.

O tratamento da apendicite consiste na cirurgia para remover o apêndice. Ela pode ser feita por uma cirurgia aberta, durante a qual o médico faz um corte na barriga perto do apêndice e através dele remove o apêndice inflamado, ou por meio da cirurgia videolaparoscópica, em que o médico faz alguns pequenos cortes na barriga, pelos quais introduz ferramentas cirúrgicas finas e um "laparoscópio", instrumento que leva em sua extremidade uma câmera de TV, a qual envia imagens para a tela de um monitor.

Através dessas imagens, o médico pode saber onde cortar e o que remover. Se o apêndice tiver se rompido, o médico fará, além da cirurgia para removê-lo, uma lavagem para limpar a área em torno do apêndice e as secreções que tenham saído dele. A apendicite aguda necessita intervenção cirúrgica imediata, porque pode levar à gangrena e à morte, por expansão da infecção ao restante da cavidade abdominal, podendo mesmo ocorrer o rompimento do apêndice.

A apendicite aguda se desenvolve rapidamente, entre 48 e 72 horas. Se o diagnóstico for tardio, as chances de ocorrer uma ruptura do apêndice se multiplicam. Em geral a apendicite é facilmente solucionável, mas pode tornar-se uma ocorrência grave, porque o apêndice pode se romper e causar uma infecção abdominal.

A principal e mais temível complicação da apendicite é a ruptura do apêndice inflamado, com um quadro consequente de peritonite. Além disso, há a possibilidade das complicações (raras) de qualquer cirurgia.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Gonioscopia


Gonioscopia é um exame usado pelos oftalmologistas para ajudar no diagnóstico e no acompanhamento de algumas enfermidades oculares, principalmente o glaucoma.

Esse exame ajuda a avaliar o ângulo da câmara anterior dos olhos, a íris e a superfície do cristalino usando lentes de aumento, colocadas em contato com a córnea.

Ele também determinará se o glaucoma já está instalado e qual é o seu tipo, orientando o diagnóstico e o tratamento específicos para cada um.

A gonioscopia não analisa somente o glaucoma, apesar de esta ser sua função mais comum.

Ela também é utilizada para verificar outras anormalidades oculares, como tumores, cistos, aderências da íris ou algum possível trauma nos olhos.

Para realização do exame o paciente deve remover eventuais lentes de contato que esteja utilizando.

Serão usados dois colírios, um deles anestésico e outro gelatinoso, que embaça a visão.

Nenhum colírio para dilatação pupilar deve ser usado antes ou durante a gonioscopia.

O exame deve ser realizado em condição de luminosidade adequada, determinada pelo oftalmologista.

Em seguida, o paciente será posicionado em frente ao gonioscópio, um aparelho constituído por uma lente em forma de um cone truncado, que contém um espelho inclinado, e que é combinado com uma lâmpada de fenda, permitindo o estudo do ângulo formado entre a íris e a córnea.

Usando uma substância gelatinosa o médico coloca esse aparato em contato com a córnea do paciente, que precisa manter o seu olhar fixo, e examina o interior da câmara anterior do olho, verificando o ângulo anterior, onde a íris e a córnea se encontram.

O paciente deve comparecer ao exame acompanhado de outra pessoa, porque poderá ter dificuldade em enxergar com nitidez por umas duas horas após o exame, em razão dos colírios que deverá usar, os quais embaçam a visão.

O exame causa algum desconforto e deverá ser feito com fixação do olhar, o que faz com que seja algo difícil de ser realizado em crianças pequenas e em adultos pouco colaborativos.

A gonioscopia é indispensável para o diagnóstico e seguimento do glaucoma, basicamente para diferenciar casos de glaucomas de ângulo estreito de casos de glaucomas de ângulo aberto.

É pelo ângulo da câmara anterior do olho que é drenado o humor aquoso, líquido que preenche a câmara anterior do olho e cujo acúmulo leva ao glaucoma.

A gonioscopia também pode ser usada para diagnosticar cistos, aderências ou tumores da íris e corpo ciliar, além de ser indicada em pós-operatório de cirurgias intraoculares e no acompanhamento de lesões traumáticas dos olhos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Síndrome de Sjögren


A síndrome de Sjögren é uma desordem crônica do sistema imunológico em que as células do sistema imune destroem as glândulas salivares e lacrimais, resultando em diminuição da produção de lágrimas e saliva.

Muitas vezes ela acompanha outras desordens do sistema imune, tal como artrite reumatoide e lúpus eritematoso.

A síndrome de Sjögren é uma desordem autoimune. Isso significa que o sistema imunológico ataca erroneamente as células e tecidos do próprio corpo.

Não se sabe ao certo o motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem a síndrome de Sjögren e outras não.

Certos genes parecem colocar algumas pessoas em alto risco de contrair a doença, mas verifica-se que um mecanismo de disparo, como uma infecção, por exemplo, é necessário para produzir esta condição.

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a síndrome de Sjögren, ela normalmente ocorre em pessoas com um ou mais fatores de risco conhecidos.

Ela incide mais em pessoas com mais de 40 anos.

As mulheres são muito mais propensas a esta doença que os homens.

É comum que as pessoas que tenham a síndrome de Sjögren também tenham uma doença reumática, como a artrite reumatoide ou o lúpus eritematoso, por exemplo.

O alvo principal da síndrome de Sjögren são as glândulas da boca, secretoras de umidade, mas ela também pode danificar outras partes do corpo, como as articulações, a tireoide, os rins, o fígado, os pulmões, pele e nervos.

Normalmente, a síndrome é identificada por seus dois sintomas mais comuns:

1.Olhos secos, como se houvesse areia neles.
2.Boca seca, dificultando a deglutição e a fala.

Outros sintomas podem estar presentes como dores articulares, secura vaginal, vergões na pele, pele seca, tosse seca e fadiga.

A síndrome de Sjögren pode ser difícil de diagnosticar porque os sinais e sintomas variam de pessoa para pessoa e podem ser semelhantes aos causados por outras doenças.

Os efeitos secundários de alguns medicamentos também podem imitar sinais e sintomas desta patologia.

Os exames de sangue podem ajudar o médico a avaliar os níveis de diferentes tipos de células sanguíneas, a detectar a presença de anticorpos comuns na síndrome de Sjögren e de condições inflamatórias, assim como problemas no fígado ou nos rins.

Em um exame oftalmológico, o médico pode medir a secura dos olhos, usar uma lâmpada de fenda ou dilatar as pupilas para um exame mais acurado.

Para avaliar a saliva pode ser solicitado um sialograma ou uma cintilografia salivar.

Por último, o médico pode ver a necessidade de se fazer uma biópsia.

Como a síndrome de Sjögren não tem cura, o tratamento visa aliviar os sintomas. Muitas pessoas podem gerenciar o olho seco e a boca seca usando colírios ou lágrimas artificiais, além de fazer uma hidratação mais intensa ingerindo água em abundância.

Podem ser usados medicamentos para aumentar a produção de saliva.

Se ocorrem complicações como artrite ou infecções secundárias, outros medicamentos podem ser necessários.

Às vezes são prescritas medicações que suprimem o sistema imunológico.

Algumas pessoas podem precisar até mesmo de cirurgia, mas ela só estará indicada em poucos casos, para selar os canais lacrimais que drenam as lágrimas.

Alternativamente, o médico pode usar um laser para selar permanentemente os canais lacrimais.

As complicações mais comuns da síndrome de Sjögren são cáries dentárias frequentes, infecções fúngicas e problemas de visão.

Complicações menos comuns podem afetar os pulmões, rins ou fígado.

Uma pequena porcentagem de pessoas com síndrome de Sjögren desenvolve câncer dos gânglios linfáticos (linfoma).

terça-feira, 12 de maio de 2015

Alucinações


Alucinações são distúrbios da sensopercepção que consistem na percepção de objetos inexistentes, acompanhados da convicção inabalável na existência dos mesmos. As alucinações guardam as mesmas características das percepções verdadeiras:

•Constância: o objeto percebido mantém invariável sua forma.
•Contornos nítidos: os objetos aparecem com bordas nítidas.
•Exterioridade: os objetos são percebidos como exteriores ao indivíduo.
•Corporeidade: o objeto aparece em três dimensões e não como projetado sobre uma superfície.
•Opacidade: o objeto “encobre” aquilo a que se sobrepõe.

Costuma-se chamar de pseudo-alucinações aqueles fenômenos perceptivos, patológicos ou não, que não observam essas características.

Por exemplo: imagens produzidas pelos sonhos, por certas intoxicações e por certos tipos psicóticos.

Embora as alucinações possam manifestar-se através de qualquer um dos cinco sentidos (audição, visão, tato, olfato e gustação), as mais frequentes são as auditivas e as visuais. As alucinações auditivas podem ser elementares (ruídos, silvos, zumbidos, etc.) ou complexas (figuras, cenas, etc.). As visuais podem também ter diferentes complexidades. Podem, inclusive, criar figuras inexistentes na realidade, através da combinação de elementos existentes. Assim, por exemplo, um avião pode aparecer com quatro patas ou um peixe pode aparecer voando.

Geralmente os doentes atribuem um sentido delirante às suas alucinações. As vozes que escuta, por exemplo, são interpretadas como sendo a voz do demônio, de Deus, dos espíritos, etc.

•Alucinações auditivas: podem aparecer sob forma de sons, vozes que transmitem ordens, diálogos, comentários sobre atos do paciente, críticas, injúrias e difamações sobre a pessoa que alucina ou sonorizar o pensamento do próprio paciente. Na maioria das vezes o conteúdo das vozes é desabonador, acusatório, infame e caluniador. Quando elas sonorizam seu pensamento, o paciente costuma alegar que pensa em voz alta. Outras vezes tem a impressão de que as vozes comentam seus atos: "ele levantou-se da cadeira", "ele ligou a televisão", etc. Algumas vezes as vozes podem dar ordens ao paciente, o qual as obedece mesmo contra sua vontade, situação de certo perigo, já que, em geral, essas ordens são eticamente condenáveis.

•Alucinações visuais: são percepções visuais errôneas, não corrigíveis pela argumentação lógica. O objeto alucinado pode ou não ter uma forma definida: clarões, chamas, raios, vultos, sombras ou pessoas, monstros, demônios, animais, santos, anjos, bruxas ou constituírem uma cena, como, por exemplo, ver palhaços dançando no meio da rua, etc. Em alguns casos, como no "delirium tremens" dos alcoólatras, elas em geral representam pequenos animais andando sobre o corpo, dando origem à grande ansiedade. Uma situação especial ocorre quando o paciente se vê fora de seu próprio corpo. Chama-se a isso de alucinação autoscópica.

•Alucinações táteis: as alucinações táteis se dão principalmente nas psicoses tóxicas e nas delirantes crônicas. No delirium tremens ou na dependência de cocaína, o paciente sente que pequenos animais caminham sobre sua pele, bem como tem a impressão de experimentar pancadas, alfinetadas, queimaduras, etc. Chama-se de alucinações cinestésicas quando se referem a sensações sobre a "corporalidade" (o corpo está aumentando ou diminuindo de tamanho ou se deformando, o fígado está se desfazendo, seus intestinos estão apodrecidos, o cérebro está esvaziado e assim por diante) e de cenestésicas, quando se referem a movimentos (o corpo está oscilando, o braço levantou-se, a parede está se movendo, etc.).

•Alucinações olfativas e gustativas: em geral as alucinações olfativas e gustativas estão associadas e são raras. Estados delirantes cujo tema diz respeito à putrefação podem estar associados a gostos e odores desagradáveis. Elas podem também ocorrer em algumas auras epilépticas.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Luto em casais de idosos


Num sentido geral, a morte é o processo inexorável e irreversível para todos os seres vivos, após algum tempo, de cessação das suas atividades biológicas.

Os processos que se seguem à morte levam à decomposição do sistema orgânico e a reversão dele a substâncias elementares, mas sob condições especiais isso pode não ocorrer, como na mumificação ou na fossilização dos organismos, por exemplo.

Alguns animais e vegetais, no entanto, são capazes de “zerar” suas atividades metabólicas durante meses ou anos e retomá-las posteriormente, quando as condições ambientais se mostrarem mais favoráveis à vida (hibernação, esporulação, etc.).

Se isso for considerado uma forma de interrupção da vida, a questão da irreversibilidade da morte ficará em questão.

No que se refere ao ser humano, a morte não se reduz apenas à cessação da vida, mas ganha um destaque especial porque adquire uma importante dimensão social, cultural e religiosa. Nessa perspectiva, as relações interpessoais e a cessação delas assumem um aspecto de relevância, dentre elas a convivência com o cônjuge adquire importância especial.

A morte do cônjuge é uma realidade que a grande maioria das pessoas tem de atravessar, mas assume perspectivas diferentes em cada situação particular: pode acontecer no início da vida conjugal ou depois de muitos anos de união; dar-se de forma repentina e inesperada ou após um longo período de sofrimento do parceiro; pode ou não deixar filhos órfãos; o casal pode estar junto ou separado e pode ter uma convivência muito boa ou muito má; pode haver grande dependência emocional ou econômica de um em relação ao outro, etc.

Afinal, lidar com a morte em geral é mais difícil quando se conviveu com a outra pessoa por longo tempo, seja qualquer forma de convivência que tenha havido.

Imagine-se o que se passa, então, a um casal unido! A grande maioria das pessoas não escapará de enviuvar, mas reagirá à situação de maneiras distintas em cada caso específico. Aqui trataremos apenas de algumas situações típicas mais comuns, em que o casal viveu junto por longos anos, porque grande variedade das outras as torna não abarcáveis.

Também ficarão fora de cogitação os aspectos jurídicos da questão, por não se adequarem a esse contexto.

A morte de um dos parceiros que formam um casal em geral provoca um grande impacto no membro sobrevivente, com manifestações físicas e emocionais importantes e, não raro, patológicas. As primeiras reações à perda do companheiro, sobretudo se repentina, costumam ser de poderosa negação.

O sobrevivente tem a sensação de que não aconteceu e que poderá ainda reencontrar o companheiro no cômodo ao lado ou tornar a vê-lo executando as tarefas de que tanto gostava. Esta fase de choque, ocasionada pela perda, pode durar horas ou dias, constituindo-se de atitudes de desespero, raiva, irritabilidade, amargura, isolamento e comportamentos emocionais não razoáveis.

Só aos poucos e com grande sofrimento o parceiro sobrevivente passa a tomar a perda como fato real. Muitas vezes ele conviveu com um longo período de doença, sofrimento de seu par e pode ter ido se “desligando” dele aos poucos e, em alguns casos, ter até mesmo desejado que sua morte fosse apressada. Tal reação, apesar de normal, pode desencadear posteriormente intensos sentimentos de culpa. A elaboração do luto posterior parece implicar numa separação gradativa da pessoa ausente e do seu modo de vida. Os rituais funerais e os outros ligados à morte parecem ter a finalidade de ajudar nesse processo.

A missa católica de sétimo dia, por exemplo, à parte o sentido religioso que seja atribuído a ela, é uma importante etapa no encerramento desse processo e uma ocasião para que o sobrevivente receba o conforto e a solidariedade dos amigos. No entanto, embora esse procedimento pareça ajudar na elaboração e encerramento do luto, pode também desencadear recidivas de saudade e depressão que o recrudescem. Na verdade, esse luto não tem data para terminar, podendo durar meses ou anos e mesmo nunca acabar, na dependência das características individuais ou de fatores culturais.

Em algumas aldeias interioranas portuguesas, as viúvas ainda hoje se vestem de preto o resto da vida. Normalmente, com o passar do tempo o cônjuge sobrevivente vai se desligando do morto e de seus antigos costumes, a menos que se envolva num luto patológico, de grande intensidade e duração indeterminada. Terminado o luto, muitos parceiros iniciam uma nova vida, em outras bases e muitas vezes se ligam novamente a outras pessoas, construindo uma vida feliz, embora sempre à sombra da morte ocorrida. Em resumo, tudo consiste na atitude assumida pelo sobrevivente de “permanecer no passado” ou “continuar vivendo”.

O luto pelo cônjuge se vê complicado pelo fato de quase sempre atingir uma pessoa idosa, já sem condições de fazer grandes mudanças na vida. A depressão e a entrega impotente podem ser as piores reações, mas não são incomuns.

sábado, 9 de maio de 2015

Anedonia


Anedonia é a perda da capacidade de sentir qualquer tipo de prazer por todo o tempo.

A anedonia é apanágio maior das grandes depressões, mas pode acontecer também nos esquizofrênicos, neurastênicos, nos usuários crônicos de drogas (sobretudo durante as crises de abstinência), em pessoas muito ansiosas e naquelas com transtornos esquizoides de personalidade. Parece haver tipos constitucionais com certos graus de anedonia.

No sentido bioquímico, a anedonia está associada a baixos níveis de monoaminas (serotonina, dopamina, adrenalina e noradrenalina) no sistema nervoso.

Os pacientes com anedonia ficam normalmente numa situação de total indiferença consigo mesmos, não têm apego por nada, nem mesmo pela própria vida e costumam ser resistentes a mudar a sua situação, nada fazendo para isso, mesmo diante da insistência de pessoas próximas.

Correlativamente, há uma dificuldade ou incapacidade de experimentar sentimentos negativos.

Essas pessoas parecem não responsivas emocionais.

Em casos extremos, tanto faz que lhe morra um parente próximo ou que ganhe um grande prêmio numa loteria.

Contudo, há uma gradação de intensidade dos casos de anedonia que decresce dessas situações extremas até outras, mais leves.

Por outro lado, embora as pessoas sejam incapazes de sentir prazer em qualquer circunstância, há casos em que o problema se dá com aspectos específicos da vida, como o apetite, o sexo, as relações sociais, as atividades de lazer, etc.

Os pacientes com anedonia têm dificuldades em suas relações sociais, tornando-se desinteressantes, afastando de si as demais pessoas e vivendo em isolamento.

O médico diagnosticará a anedonia clinicamente a partir do relato das pessoas próximas ao paciente e de suas próprias observações da falta de reações emocionais do paciente. Não há nenhum exame objetivo que seja capaz de diagnosticar a anedonia.

O tratamento da anedonia dependerá do quadro mórbido em que ela esteja inserida.

Se ela for, por exemplo, um sintoma da depressão, o tratamento farmacológico deve ser feito com antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de dopaminas.

Se aparecer em outros quadros patológicos deve seguir também o tratamento deles, principalmente com medicações desinibidoras e ativadoras.

No sentido psicológico, as terapias cognitivo-comportamental ou analítico-comportamental podem ser de grande auxílio ao tratamento medicamentoso.

Um dos problemas do tratamento da anedonia é que esses pacientes dificilmente aderem voluntariamente ao processo terapêutico e pelo menos as tentativas iniciais quase sempre partem mais dos familiares que do próprio paciente.

A anedonia relacionada a quadros mórbidos bem definidos e curáveis tende a desaparecer na medida em que esses quadros também desaparecem.

Aqueles casos constitucionais ou devidos a transtornos de personalidade são de mais difícil solução e até mesmo insolúveis.

A pessoa que sofre de anedonia parece estar emocionalmente "congelada" e se torna socialmente desagradável, o que acaba prejudicando muito suas relações sociais e levando-a a um quadro de isolamento, do qual, contudo, ela não se ressente.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Ultrassom na gestação


Em medicina, o ultrassom, também chamado de ultrassonografia ou ecografia, é um exame que usa ondas de som de alta frequência, superior àquela que nós somos capazes de ouvir, para criar uma imagem da região interior do corpo para onde elas sejam dirigidas. Uma fonte especializada emite ondas sonoras cujos ecos são captados por um receptor apropriado.

Como esses ecos são diferenciados segundo a densidade do tecido que encontram no seu trajeto, eles podem formar imagens dos órgãos internos. O exame é simples e indolor e pode ser feito em ambulatório ou no próprio consultório. O médico aplica um gel sobre a pele, na região a ser examinada e depois apenas desliza um aparelhinho emissor das ondas sonoras sobre o gel e estuda num monitor as imagens produzidas.

Nas grávidas, quando dirigido para o útero, o ultrassom produz imagens muito nítidas do bebê, da placenta, do próprio útero e de outros órgãos. O computador traduz os ecos que são recebidos de volta em imagens de vídeo, que revelam então o formato do bebê, sua posição e seus movimentos.

Assim, o médico pode ter acesso a informações sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde e conformação do bebê, inclusive seu sexo. Vários estudos demonstram que a ultrassonografia não é prejudicial para o bebê e não envolve radiação, como é o caso dos raios X. Contudo, não se deve exagerar nesse tipo de exame, já que ultrassons são uma forma de energia e pode ser que afetem o bebê, mesmo que ainda não se saiba como. O cuidado deve ser maior principalmente no primeiro trimestre, quando o bebê é mais vulnerável à influência de fatores externos.

É razoável fazer-se pelo menos três ultrassonografias durante a gravidez. A primeira por volta da 13ª semana, outra por volta da 20ª semana e uma terceira entre a 34ª e 37ª semanas de gestação. Porém não há regra sobre o número total de ultrassons e numa gravidez complicada esse número pode ser bem maior. Cada uma dessas ultrassonografias visa avaliar um aspecto particular da gestação, mas se houver suspeita de anormalidades, elas podem visar objetivos particulares. Assim, se houver suspeita de gestação ectópica, por exemplo, o exame pode ser feito bem no comecinho da gravidez, para comprovar ou descartar essa possibilidade.

Geralmente, o ultrassom do primeiro trimestre de gravidez visa principalmente descartar um aborto espontâneo ou uma gravidez ectópica, determinar a idade gestacional correta e verificar se há um só ou mais bebês. Nesse primeiro ultrassom já é possível ver os batimentos cardíacos do bebê e isso fornece 97% de probabilidade de que a gravidez será normal.

No segundo trimestre já é possível estudar os aspectos morfológicos do bebê, inclusive seu sexo. Nessa ultrassonografia, mais detalhada, o médico vai verificar o coração, a formação do cérebro, os órgãos digestivos e outros sistemas e avaliar se o crescimento do bebê está dentro da média esperada.

Na ultrassonografia do terceiro trimestre, o médico avalia se o crescimento do bebê foi normal e determina a posição do bebê e da placenta. Se o ultrassom acusar eventuais problemas, alguns deles podem ser tratados ainda no útero, como problemas cardíacos ou urinários por exemplo. Saber com antecedência de eventuais problemas, ajuda os médicos a terem tudo organizado para dar o melhor atendimento ao bebê logo depois que ele nascer. Uma ultrassonografia 3D e 4D (3 ou 4 dimensões), por volta da 32ª semana de gestação, permite aos pais conhecerem mais detalhes do rostinho do bebê.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cirurgia bariátrica em obesos diabéticos parece aumentar a expectativa de vida para pessoas com IMC de até 62 kg/m²


O objetivo do estudo divulgado pelo Annals of Surgery foi criar um modelo de decisão analítica para estimar o equilíbrio entre os riscos e benefícios do tratamento para pacientes severamente obesos com diabetes.

A cirurgia bariátrica leva a muitas mudanças metabólicas desejáveis, mas o impacto em longo prazo da cirurgia bariátrica sobre a expectativa de vida em pacientes com diabetes ainda não foi quantificado.

Os pesquisadores desenvolveram modelos para avaliar e comparar a cirurgia bariátrica versus nenhum tratamento cirúrgico para pacientes diabéticos severamente obesos. O modelo foi formado por dados de três grandes coortes:

1.159.000 pacientes diabéticos severamente obesos (4.185 fizeram uma cirurgia bariátrica) de três locais da HMO Research Network.
2.23.000 indivíduos da amostra Nationwide Inpatient Sample.
3.18.000 indivíduos da National Health Interview Survey ligada ao National Death Index.

Nas principais análises, os pesquisadores descobriram que uma mulher de 45 anos com diabetes e índice de massa corporal (IMC) de 45 kg/m² ganha um adicional de 6,7 anos de expectativa de vida com a cirurgia bariátrica (38,4 anos com cirurgia bariátrica versus 31,7 anos sem cirurgia).

As análises de sensibilidade revelaram que o ganho na expectativa de vida diminui com o aumento do IMC, até que um IMC de 62 kg/m² seja atingido, neste ponto o tratamento não cirúrgico foi associado a uma maior expectativa de vida.

Resultados semelhantes foram observados para homens e mulheres em todas as faixas etárias.

Para a maioria dos pacientes severamente obesos com diabetes, a cirurgia bariátrica parece melhorar a expectativa de vida; no entanto, a cirurgia pode reduzir a expectativa de vida para os obesos graves com IMC maior do que 62 kg/m².

Fonte: Annals of Surgery, volume 261, número 5, de maio de 2015

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Hospitais psiquiátricos são necessários?


A percentagem dos paciente que necessita de internação é pequena mas para esta o recursos da internação não pode faltar.

Socialmente fica bonito falar em fechamento dos hospitais psiquiátricos que têm sido pejorativamente tratados como manicômios, como se a doença mental tivesse sido domada pelas próprias medicações que são tão rejeitadas pela mesma sociedade.

Os psicofármacos fizeram de fato uma revolução na psiquiatria, mas não conseguiram resolver todos os problemas.

Há pacientes psicóticos crônicos que não respondem às medicações e são violentos, pondo em risco a si e seus familiares.

Há pacientes com retardo mental com elevado grau de agressividade.

Há casos em particular que uma internação é inevitável.

Em clínicas adequadas há o pessoal especializado que trabalha para cuidar destes pacientes com muito mais dignidade do que eles seriam dentro de um lar ou simplesmente despachados para a rua, como acontece com alguma frequência.

Além disso há também a realidade brasileira da probreza e da miséria.

Como uma família pobre, que tem criança, idoso ou portador de alguma deficiência física em casa pode lidar com uma pessoa que não vê problema em procedimentos de risco.

As famílias dos doentes mentais nessas cirucunstâncias, se não obtêm apoio estatal ou abandonarão o doente à sua própria sorte, que se otrnarão mendigos, ou se desintegrará como família, tal o sofrimento trazido pelo comportamento do paciente psiquiátrico.

Nessas famílias os membros saudáveis muitas vezes têm sua vida impedida de seguir num rumo saudável e próspero porque a doença do paciente psiquiátrico consome todos os recursos dessa famíla.

Há casos em que não é possível sequer, o paciente tem alta porque as condições sociais da família do doente mental não são suficientes nem para si mesmo, menos ainda para amparar o filho donete desssa família.

Como pensar em fechar os hospitais psiquiátricos na crua realidade brasileira?

terça-feira, 5 de maio de 2015

Síndrome de Raynaud


A síndrome de Raynaud, também chamada fenômeno de Raynaud ou doença de Raynaud é uma condição que afeta os vasos sanguíneos principalmente dos dedos das mãos e dos pés, embora vasos do nariz, dos lábios e dos lobos das orelhas também possam ser envolvidos.

É uma síndrome que pode ser um fenômeno primário ou pode estar relacionada a outras condições médicas e é, então, dita secundária.


Não se conhece inteiramente a causa da síndrome de Raynaud, mas sabe-se que ela pode estar associada à vibração de ferramentas que a pessoa afetada esteja manuseando, à síndrome do túnel do carpo, doenças arteriais obstrutivas, doenças do tecido conectivo, algumas medicações, tabaco e desordens tireoidianas, dentre outras condições. Cerca de 25 por cento dos pacientes têm uma história familiar dessa condição.

Os ataques da síndrome de Raynaud parecem ser uma reação temporária dos vasos sanguíneos às temperaturas frias e ao estresse.

As pessoas em maior risco são do sexo feminino, com idades entre 15 e 30 anos, que vivam em local de clima frio e tenham história familiar da doença.

Em circunstâncias normais, quando uma pessoa é exposta ao frio, a reposta dela é diminuir a perda de calor. Elas fazem isso por meio de uma vasoconstrição periférica, que dirige o sangue para o interior do corpo.

As pessoas com a síndrome de Raynaud têm essa resposta intensificada por uma constrição intensificada dos vasos sanguíneos, sobretudo dos dedos e artelhos.

O resultado disso é uma grande diminuição no suprimento de sangue para as áreas afetadas, causando diminuição circulatória e descoloração da pele, além de outros sintomas.

A síndrome é caracterizada por episódios de espasmos dos pequenos vasos dos dedos e artelhos que se constritam (fecham) em resposta a temperaturas frias, certas exposições ocupacionais e estresses emocionais.

A pele se torna pálida, entorpecida e fria e posteriormente arroxeada ou avermelhada. Pode haver uma dor penetrante.

A síndrome de Raynaud primária, mais propriamente conhecida como doença de Raynaud, é a mais comum e suave dos dois tipos.

Uma pessoa com síndrome de Raynaud primária não tem outras desordens médicas associadas que possam causar os sintomas.

Cerca de 75% das pessoas afetadas pela síndrome de Raynaud primária são mulheres entre 15 e 40 anos.

A síndrome de Raynaud secundária é menos comum que a primária, contudo, frequentemente é mais grave que a primária. Ela está presente especialmente nas pessoas com doenças do tecido conectivo.

Quando secundária ocorre em 85% a 95% dos pacientes com esclerodermia e em cerca de um terço daqueles com lúpus eritematoso sistêmico.

Ela pode também se manifestar em pessoas com a síndrome de Sjögren, dermatomiosite e polimiosite (você já viu nesse Blog!).

O diagnóstico da síndrome de Raynaud é feito sobretudo a partir da história médica do paciente e de um exame físico que confirme ou exclua as doenças subjacentes.

Geralmente é fácil diagnosticar o fenômeno de Raynaud, mas não é tão fácil determinar suas causas.

Um exame de capilaroscopia, no qual os capilares dos dedos, nas proximidades das unhas, são estudados ao microscópio, pode ajudar a determinar o tipo da síndrome de Raynaud.

Nas pessoas com a síndrome primária, os capilares são normais e na síndrome secundária são anormais, geralmente dilatados.

Se há suspeita dessa condição, o médico deve pedir uma contagem dos glóbulos sanguíneos, uma análise de urina e um perfil bioquímico do paciente.

Outros testes podem ser solicitados para distinguir as formas primária e secundária da doença: anticorpos antinucleares, sedimentação dos eritrócitos e testes do fator reumatoide.

O tratamento da síndrome de Raynaud depende da sua gravidade e das condições associadas que eventualmente possam estar presentes.

O objetivo do tratamento é reduzir a severidade dos sintomas e prevenir novos episódios.

Dependendo das causas, as medicações podem ajudar no tratamento da síndrome de Raynaud, embora nem sempre seja bem sucedido.

É comum usar-se bloqueadores dos canais de cálcio, alfa bloqueadores e vasodilatadores, entre outros.

Em casos severos podem ser feitas injeções locais de alguns produtos químicos ou cirurgias nos nervos.

Para prevenir um ataque da síndrome de Raynaud ou para diminuir a intensidade dos sintomas o paciente deve manter pés e mãos aquecidos, evitar tocar objetos frios ou molhar as mãos e pés com água fria, evitar ambientes condicionados com ar frio, evitar cigarro ou estresse, etc.

Para muitas pessoas a doença de Raynaud não é incapacitante, mas pode afetar significativamente sua qualidade de vida.

Se a doença de Raynaud for severa, o que é raro, a circulação sanguínea muito diminuída para os dedos e artelhos pode levar à deformidade deles.

Se uma artéria de uma área afetada for totalmente bloqueada podem surgir úlceras, gangrena ou mesmo levar à amputação do segmento afetado.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Aparelho urinário e alguns de seus problemas


Anatomicamente, o sistema urinário é composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra.

A urina é formada no interior dos néfrons, nos rins, daí flui para dentro dos ureteres e por meio deles chega à bexiga, de onde ganha o exterior pela uretra.

Os dois rins filtram 1.000 a 1.500 ml de urina por dia, mas cada um deles é capaz de executar a função renal necessária à vida, se o outro é lesionado e se torna inoperante. A bexiga, por sua vez, pode conter cerca de 300 a 500 ml de urina.

A excreção da urina regula a água presente no organismo, elimina os produtos de degradação e tóxicos, controla os eletrólitos e a pressão arterial.

Os rins funcionam como o principal órgão excretor, embora cerca de 400 a 500 ml de líquidos sejam perdidos através da pele, dos pulmões e das fezes.

O principal produto excretado pela urina é a ureia (25 a 30 gramas por dia), embora a creatinina e o ácido úrico também sejam normalmente excretados.

A densidade específica da urina é de 1.015 a 1.025, quando a ingesta hídrica é normal.

Chama-se distúrbio urinário a qualquer alteração do ato de produzir e/ou excretar a urina, seja na quantidade, na frequência do ato de urinar, na densidade da urina, na retenção ou incontinência dela, na presença de dor ou ardência ao urinar ou na presença de substâncias estranhas em qualidade ou quantidade, como células, bactérias, sangue, proteínas, glicose, ureia, creatinina, ácido úrico, etc.

Os principais distúrbios urinários são:

• Anúria: é a ausência da produção de urina, geralmente por uma parada de filtração renal. Muitas vezes esta ausência não é completa, mas se a quantidade de urina é muito pequena a condição é chamada pelo mesmo nome. Diz-se que existe uma anúria verdadeira quando a drenagem de urina é inferior a 100 mililitros por dia. Este nível de excreção prolongado é incompatível com a vida.

• Oligúria: diminuição da produção de urina, geralmente abaixo de 800 ml ao dia, podendo ser muito menos. Em nível pré-renal a oligúria se dá em resposta à má irrigação renal, em situações como desidratação, diarreia, choque hipovolêmico ou grande hemorragia. Em nível renal ela se deve, por exemplo, a uma deficiente irrigação renal, medicações ou glomerulonefrite, entre outras causas. A oligúria pós-renal é consequência de obstrução do fluxo urinário, que pode acontecer por hiperplasia prostática benigna, cálculos renais, tumores, etc.

• Disúria: etimologicamente disúria seria qualquer dificuldade para urinar, mas o termo é mais usado quando há uma sensação de dor, ardor ou desconforto ao urinar. Ocorre mais comumente em mulheres, na maioria das vezes causada por uma infecção urinária, embora possa acontecer também em homens e tem uma grande variedade de causas.

• Poliúria: refere-se a um excesso de urina (acima de 2,5 litros por dia), frequentemente acompanhada de aumento da frequência urinária. Pode ter causas endócrinas, como a diabetes ou o hiperparatireoidismo, por exemplo, ou dever-se a doenças renais ou outras.

• Polaciúria ou polaciúria: aumento do número de micções em relação ao normal, com diminuição do volume da urina, a cada vez. Este é um sintoma característico da cistite ou de doenças da próstata, mas também ocorre fisiologicamente na gravidez.

• Incontinência urinária: a pessoa perde urina involuntariamente, de forma contínua ou intermitente, espontânea ou por um esforço físico como rir, tossir, espirrar, etc. Em alguns casos a urgência em urinar é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar ao banheiro. Ela pode dever-se a doenças que afetem o sistema urinário, mas sua probabilidade aumenta com o envelhecimento e é pelo menos duas vezes mais comum em mulheres que em homens. Também a obesidade, doenças neurológicas ou diabetes podem aumentar o risco de incontinência.

• Retenção urinária: é o acúmulo de urina na bexiga resultante da incapacidade real de eliminá-la. Pode dever-se a um aumento exagerado da próstata, devido à hiperplasia prostática benigna ou ao câncer da próstata, a infecções, medicações anestésicas, pedras na bexiga, cistocele, estreitamento uretral, etc.

• Infecções urinárias: é decorrente da presença de agentes infecciosos em alguma parte do sistema urinário. As infecções urinárias principais do trato urinário inferior são as cistites, as prostatites e as uretrites e do trato urinário superior são a pielonefrite, o abscesso renal e a nefrite intersticial.

• Presença de substâncias estranhas na urina: presença na urina de substâncias habitualmente não encontradas nela ou encontradas em quantidades diferentes das detectadas, tais como sangue, bactérias, proteínas, glicose, ureia, creatinina, ácido úrico, etc.

De forma geral, os distúrbios urinários podem ser causados por malformações anatômicas, hereditárias ou congênitas, por infecções diversas, por tumores benignos ou malignos e por cálculos das vias urinárias.

Além desses fatores, diretamente ligados ao sistema urinário, os distúrbios urinários podem também ser consequência de alterações nas estruturas anatômicas vizinhas, que repercutam sobre ele. Assim, várias condições ou doenças sistêmicas podem repercutir sobre os rins ou no sistema urinário restante, ocasionando distúrbios urinários.

Entre eles, por exemplo, a desidratação, a hipertensão arterial, a diabetes e algumas doenças autoimunes.