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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Novos alertas de saúde nos maços de cigarros

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou na terça-feira uma proposta para limitar a exposição de derivados de tabaco nos pontos de venda e aumentar os alertas nos maços.

As regras ficarão em consulta pública, para críticas e sugestões, até 31 de março.

Se as normas forem aprovadas, estabelecimentos que vendem esses produtos, como padarias, supermercados e bancas, não poderão expor embalagens de cigarros, charutos e cigarrilhas.

A publicidade em painéis ainda será permitida nos pontos de venda, desde que fique na parte interna dos estabelecimentos e contenha advertência sobre os riscos.
Essas regras só não valem para tabacarias.

A Vigilância também propõe que 50% da face visível dos maços seja coberta por um novo alerta sobre os riscos do tabagismo.

O outro lado do maço continua como hoje, ocupado pela advertência com foto.

No Uruguai, uma lei impõe que 80% da superfície dos maços sejam cobertos por alertas. A fabricante Philip Morris está processando o governo daquele país contra a aplicação da regra.

A Philip Morris foi procurada pela reportagem e não se manifestou sobre a proposta da Anvisa. A Souza Cruz não foi localizada.

COMO É A PROPOSTA

Aromatizantes
Anvisa abriu neste ano consulta pública sobre veto a aromatizantes, alegando que eles tornam o cigarro atrativo para jovens.

Lei antifumo
Locais fechados de uso público são livres de tabaco no Estado de São Paulo desde 2009. Rio, Paraná, Amazonas, Rondônia, Roraima e Paraíba aprovaram leis similares.

Aviso na embalagem
Desde 2003, maços de cigarro devem ter mensagens de venda proibida a menores, além de informações sobre substâncias tóxicas.

fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Associação de mecanismo da depressão a respostas inflamatórias.

A depressão pode ser desencadeada pelos mesmos mecanismos que permitem ao sistema imunológico responder a infecções, segundo recente estudo da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Em testes com ratos, os cientistas ativaram o sistema imunológico para produzir um comportamento “semelhante ao desespero”, que é equivalente à depressão humana.

“Muitas pessoas exibem sinais de letargia e humor depressivo durante doenças semelhantes à gripe”, destacou o pesquisador Randy Blakely, em artigo publicado na edição de dezembro da revista científica Neuropsychopharmacology. “Geralmente, isso tem sido tratado como apenas uma consequência de se estar fisicamente doente, mas acreditamos que possa haver algo mais centrado no cérebro em jogo aqui”, acrescentou o especialista.

Em estudos anteriores, os cientistas já haviam relatado que citocinas inflamatórias poderiam aumentar a atividade do transportador de serotonina (a serotonina é um neurotransmissor cujos baixos níveis são associados à depressão). E, na nova pesquisa, eles descobriram que, de 30 a 60 minutos após ativarem a produção de citocinas inflamatórias em ratos, esses roedores tinham ativação do transportador no cérebro e apresentavam comportamento “similar ao desespero”.

De acordo com os pesquisadores, esse comportamento não foi observado quando a produção dos marcadores inflamatórios foi ativada em ratos que não tinham o gene do transportador de serotonina. E uma droga que bloqueava os sinais inflamatórios também evitava a ativação do transportador e o comportamento depressivo dos animais. “É como se essas moléculas inflamatórias fossem um ‘anti-Prozac’”, destacou o pesquisador.

Entretanto, os especialistas alertam que mais estudos são necessários para confirmação dos resultados. “Não presumimos que apenas as mudanças na atividade do transportador de serotonina são suficientes para induzir um completo espectro de traços depressivos, nem que nosso modelo animal possa reproduzir todos os elementos de um transtorno neuropsiquiátrico complexo”, explicou Randy Blakely. “No entanto, fomos capazes de identificar um mecanismo que pode ser um partícipe, mesmo sem inflamação, para impactar o risco de doenças depressivas”, concluiu.

Fonte: Neuropsychopharmacology. Dezembro de 2010.

Abstinência antes do casamento melhora vida sexual...

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado Relate, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

E agora: que farão os mais jovens, que já se ligam em sexo aos 12, 13 anos de idade? No sex?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pesquisador identifica proteínas que podem diagnosticar câncer de tireoide.

Descoberta deve possibilitar a criação de um exame que diferencie com precisão os nódulos benignos dos malignos, evitando intervenções desnecessárias. Análise pós-operatória indica que apenas de 5% a 10% das pessoas que extraem a glândula tinham tumor.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram um conjunto de proteínas que pode ajudar no diagnóstico do câncer de tireoide. A ideia é criar um exame capaz de diferenciar com precisão os nódulos benignos dos malignos, evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias. Os testes clínicos começam em janeiro.

Até a década passada, quando a apalpação era a principal forma de detectar nódulos na tireoide, as anomalias eram verificadas em 7% dos adultos. À medida que o exame de ultrassom se tornou comum, nódulos pequenos passaram a ser identificados em mais de 60% dos pacientes.

O desafio hoje é identificar quais lesões são, de fato, perigosas. O método mais usado atualmente é a punção aspirativa por agulha fina (Paaf), que consiste na retirada de células da região para análise no microscópio. O problema é que em 30% dos casos o resultado desse exame é inconclusivo e os pacientes precisam ser submetidos à cirurgia para confirmação do diagnóstico.

Síndrome de Asperger

A Síndrome de Asperger é uma desordem pouco comum, contudo importante na prevenção do processo psicológico de crianças, que tardiamente é diagnosticado devido à falta de conhecimento por parte dos profissionais, nomeadamente dos professores e educadores e tem sua importância, visto que já por várias vezes foi confundida com uma Perturbação Obsessivo – Compulsiva, Depressão, Esquizofrenia, etc.

Os pacientes, porém, não apresentam qualquer atraso significativo de desenvolvimento de fala ou cognitivo, podendo até mesmo passar a vida toda sendo apenas consideradas pessoas “estranhas” para os padrões típicos de comportamento.

Embora essas pessoas não tenham um atraso significativo no desenvolvimento cognitivo, é importante ressaltar a necessidade de que a criança receba educação especializada o mais cedo possível para auxiliar o indivíduo a contornar os problemas de comportamento que apresenta e também para ajudar a direcionar os campos de interesse e de estudo da criança.

A Síndrome de Asperger é o nome dado a um grupo de problemas que algumas crianças (e adultos) têm quando tentam comunicar com outras pessoas.

Esta Síndrome foi identificada em 1944, mas só foi oficialmente reconhecido como critério de diagnóstico no DSM-IV em 1994.

Ao longo dos tempos muitos foram os termos utilizados para definir esta síndrome, gerando grande confusão entre pais e educadores. Síndrome de Asperger é o termo aplicado ao mais suave e de alta funcionalidade daquilo que é conhecido como o espectro de desordens pervasivas (presentes e perceptíveis a todo o tempo) de desenvolvimento (espectro do Autismo).

Esta síndrome parece representar uma desordem neurobiológica que é muitas vezes classificada como uma Pervasive Developmental Disorders (PDD). É caracterizada por desvios e anormalidades em três amplos aspectos do desenvolvimento: interação social, uso da linguagem para a comunicação e certas características repetitivas ou perserverativas sobre um número limitado, porém intenso, de interesses.

Apesar de existirem algumas semelhanças com o Autismo, as pessoas com Síndrome de Asperger geralmente têm elevadas habilidades cognitivas (pelo menos Q.I. normal, às vezes indo
até às faixas mais altas) e por funções de linguagem normais, se comparadas a outras desordens ao longo do espectro.

Embora possam ter um extremo comando da linguagem e vocabulário elaborado, estão incapacitadas de o usar em contexto social e geralmente têm um tom monocórdico, com alguma
nuance e inflexão na voz.

Muitos pesquisadores acham que há duas áreas de relativa intensidade que distinguem as SA (Síndrome de Asperger) de outras formas de Autismo e PDD e concorrem para um melhor
prognóstico em SA.

Meningite

Gotículas de saliva transportam pelo ar uma ameaça capaz de ser mortal. Ali podem flutuar vírus e bactérias por trás da meningite, a inflamação das meninges, finíssimas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A versão viral dessa infecção costuma ser branda, não deixando graves seqüelas na massa cinzenta. Já a bacteriana é bem mais perigosa. Uma de suas formas, a meningite meningocócica, chega a matar cerca de 10% dos doentes.

A incidência do mal em todas as suas facetas tende a ser maior no inverno. Não à toa. Nessa estação, todo mundo busca refúgio em locais fechados para se proteger do frio, o que não deixa de ser uma boa oportunidade de ataque para os micróbios culpados pelo problema. Eles se aproveitam das aglomerações para se propagar.

Mas nem tudo são más notícias. Os cientistas levantam pistas que podem, daqui a algum tempo, dar um basta nesses inimigos microscópicos. É o caso de pesquisadores do Imperial College, em Londres, na Inglaterra. Eles identificaram um mecanismo que serve de escudo à bactéria Neisseria meningitidis, o germe que deflagra a meningite meningocócica. São enzimas específicas que resguardam o material genético do micróbio dos danos infligidos pela artilharia de nosso sistema imune.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cursos para 'reverter' homossexualidade viram moda na Argentina... MAS O QUE É ISSO?

A proliferação dos chamados tratamentos de "restauração sexual", que pretendem "reverter" a orientação de homossexuais, preocupa o Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo (Inadi) da Argentina, que se tornou o primeiro país latino-americano a aprovar, este ano, uma reforma legal para permitir a união entre pessoas do mesmo sexo.

"Oficinas de capacitação" sobre orientação sexual chamam a atenção de organizações sociais, que estudam empreender ações legais por considerar seu conteúdo discriminatório. A diretora do Inadi, Analia Mas, lembra que o objetivo de "curar o homossexual" viola o primeiro artigo da Lei contra a discriminação.

O chamado Ministério de Restauração Sexual da Igreja da Cidade oferece cursos de educação sexual em nível básico e avançado. "É uma educação sexual integral, emocional e espiritual, com valores religiosos e princípios de vida básicos", explica à Agência Efe Adriana Sanz, professora do centro que oferece palestras em diferentes pontos do país.

Adriana afirma que os gays representam uma "porcentagem grande" que vão à instituição para superar "problemas sexuais". "Se alguém sente que a homossexualidade lhe causa dor, damos recomendações e múltiplas soluções para mudar", diz a professora.

"A homossexualidade não é uma doença, é um desvio sexual. Se 'aprendemos' a função sexual, então podemos corrigir todos os desvios", escreve Sanz em seu site.

Outro grande centro de restauração sexual da Argentina é a Fundação Pró-Integração e Saúde Sexual, que organiza cursos e tratamentos em Buenos Aires para pessoas "em conflito com sua sexualidade", afirma a psicóloga da instituição, Magali Luengas.

A maioria de seus pacientes tem entre 18 e 30 anos e vai à entidade para tratar, entre outros assuntos, uma "orientação homossexual considerada prejudicial aos próprios indivíduos".

Segundo o presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), Esteban Paulón, a maioria das pessoas que procuram esses tratamentos é de adolescentes levados pelos pais.

Bom, orientação sexual na adolescência é um assunto complexo, que exige estudo avançado em várias áreas da existência humana. Entretanto, também é assunto delicado, pois quando lemos que a homossexualidade não é uma doença, mas um desvio, eu fico me perguntando se "desvio" não é uma "doença" ou, pelo menos, uma manifestação dela e, ainda, se não há, nesta colocação, algum tipo de idéia pré-concebida enrustida neste "novo"conceito.

Sabe-se, há milênios, que o ser humano tem muitas manifestações de sua sexualidade, mesmo que não a manifeste em público e mantenha, digamos, sua posição de modo "introspectivo" e recalcado. Parece que o maior problema, que incomoda alguns setores da sociedade, é a manifestação explícita das posturas sexuais, pois, às vezes uma personagem passa a vida toda sem manifestar sua postura sexual, sendo admirado e respeitado, até o momento no qual explicita seu modo de pensar. Aí a casa cai e passa a ser criticado e zombado. Mas, por quem? Por uma sociedade que vive de estereótipos e ideais particularmente delimitados por critérios relativamente questionáveis, principalmente por conta de quem seja intolerante a desvios e diferenças das suas próprias posições?

O Universo é amplo e as posições variam de indivíduo para indivíduo. Não deveríamos ser radicais, mas somos, inclusive no tocante a impor nossas posições às demais pessoas. De todos os lados, infelizmente...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Coquetel de baixo custo pode prevenir Alzheimer na velhice.

Ao custo de centavos por dia, é possível manter o cérebro saudável na velhice, prevenir o Alzheimer ou parar o desenvolvimento da demência, acreditam médicos britânicos. A aposta dos pesquisadores está depositada em um coquetel de baixo custo que mistura uma droga usada no tratamento do diabetes e o “ingrediente mágico” do vinho tinto. O estudo foi publicado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fórmula, criada por pesquisadores da Universidade Dundee, na Escócia, se apoia em duas substâncias já consagradas no meio médico. A metformina conquistou sua fama combatendo os níveis de açúcar no sangue de pacientes de diabetes e obesidade. Pesquisas recentes chegam a sugerir que ela tenha até mesmo o poder de prolongar a vida.

Já o resveratrol, encontrado em alguns tipos de uva, é conhecido por ser o “ingrediente secreto” dos vinhos tintos. Ele é capaz de afastar uma variedade de males, do envelhecimento ao câncer.

Para o desenvolvimento da droga, os pesquisadores demonstraram que a metformina impede a formação de emaranhados tóxicos de uma proteína chamada tau. Quando uma pessoa tem Alzheimer, esses emaranhados obstruem o cérebro, levando à destruição das células de memória.

“Esses emaranhados são nós físicos e químicos de proteína que foram observados no cérebro dos pacientes de Alzheimer”, explica Susann Schweiger, co-autora do estudo. “Ainda não se sabe se o dano às células cerebrais resulta de uma perturbação física da forma da célula ou de interferência química com as funções celulares. A única coisa que sabemos é que há uma intromissão nociva”, complementa.

Intromissão que tanto a metformina quanto o resveratrol têm o poder de impedir. Segundo os pesquisadores, se tomadas juntas, as duas substâncias poderiam controlar o Alzheimer.

Alzheimer — A doença progressiva provoca a perda da memória e suas causas exatas ainda são desconhecidas. Ela acomete principalmente os idosos e não existe, até hoje, uma cura comprovada. O tratamento desenvolvido em Dundee poderia beneficiar cerca de 800.000 vítimas da doença no Reino Unido e pelo menos um milhão e duzentas mil no Brasil.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Especialistas alertam sobre os riscos do trabalho noturno

Todos os anos, Papai Noel passa dias e noites acordados para poder entregar os presentes das crianças de todo o mundo no Natal, mas isso pode colocar sua saúde em risco, segundo especialistas em sono da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Em entrevista ao site da instituição, dois pesquisadores destacam os riscos do trabalho noturno e da falta de sono.

“Considerando que ele faz isso apenas uma vez ao ano, pode não ser tão ruim para sua saúde em longo prazo. No entanto, em curto prazo, há riscos: a falta de dormir vai deixá-lo sonolento, sua vigilância vai desaparecer e sua capacidade de pensar e de se lembrar irá diminuir”, destacou o pesquisador Franco Cappuccio. O especialista acrescenta que esse comportamento traz riscos também para os outros. “Ele poderia cair no sono e bater o seu trenó, e poderia acabar entregando o presente errado para as pessoas. Então, vamos esperar que ele ouça esse alerta”, completou.

De acordo com outra especialista do sono, Michelle Miller, o ideal seria que Papai Noel recrutasse mais duendes e renas e os fizesse trabalhar em turnos de não mais de 10 horas. Além disso, embora os cochilos curtos não substituam uma boa noite de sono de 8h, “recostar nos telhados aqui e ali por não mais de 20 minutos pode ajudar em curto prazo”. Outra medida paliativa citada seria o consumo de café, mas o efeito é passageiro, e a ingestão excessiva pode causar palpitações e aumentar a pressão sanguínea.

Em relação ao hábito de as pessoas deixarem comidas e bebidas para o bom velhinho, os especialistas afirmam que “Papai Noel apreciará o lanche, visto que a privação do sono aumenta o apetite”, mas é importante não deixar alimentos gordurosos - já que a falta de sono é também associada à obesidade - e nunca deixar bebidas alcoólicas, pois “sonolência e cansaço deixam sua atenção no nível de alguém que já passou do limite de álcool”.

Após o Natal, os especialistas destacam que o bom velhinho pode sofrer de Jet lag - problema decorrente dos diferentes fusos horários que ele irá enfrentar em pouco tempo. E a solução é apenas construir uma rotina de sono no resto do ano. “Se ele fizesse isso (trabalhar dia e noite) durante todo o ano, correria o risco de morrer prematuramente. Mas as crianças podem ficar tranquilas: ele apenas faz isso uma vez no ano por nós todos e, seguindo nossas instruções, ele vai permanecer fresco e cheio de vida”, concluíram.

fonte: Blog Boa Saúde

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

SISTEMA DIGESTÓRIO - pequeno estudo!

O trato digestório e os órgãos anexos constituem o sistema digestório. O trato digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal. As estruturas do trato digestório incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

O comprimento do trato gastrintestinal, medido no cadáver, é de cerca de 9m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do trato gastrintestinal mantém o tônus.

Os órgãos digestório acessórios são os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestórios acessórios, nunca entram em contato direto com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.


O trato gastro intestinal é um tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de comprimento desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).

FUNÇÕES

1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.

2- Transformação mecânica e química das macromóléculas alimentares ingeridas (proteínas, carbohidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.

3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sangüíneos da mucosa do intestino.

4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastro intestinal e substâncias secretadas na luz do intestino.


Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.

Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.

Ingestão: Introdução do alimento no estômago.

Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.

Absorção: Processo realizado pelos intestinos.

Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinal.


O trato gastro intestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente são:

BOCA - FARINGE - ESÔFAGO - ESTÔMAGO - INTESTINO DELGADO - INTESTINO GROSSO

Órgãos Anexos:

GLÂNDULAS PARÓTIDAS
GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES
GLÂNDULAS SUBLINGUAIS
FÍGADO
PÂNCREAS


BOCA

A boca também referida como cavidade oral ou bucal é formada pelas bochechas (formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele e internamente por mucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole (parede posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de letra V e que está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal.

A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do trato digestório – onde ocorra a fase automática da deglutição.

A cavidade da boca consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e os lábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos dentais superior e inferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares e mandibulares que alojam os dentes. O teto da cavidade da boca é formado pelo palato. Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade da boca é completamente ocupada pela língua.


Dentes

Os dentes são estruturas cônicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência à fala.

rianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes secundários.

Na época em que a criança está com 2 anos de idade, provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentes de leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de idade, geralmente está presente em sua boca um conjunto completo de 32 dentes permanentes.

Língua

A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no soalho da boca, dentro da curva do corpo da mandíbula.

A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hióide pelos músculos hioglosso e genioglosso e pela membrana glossohióidea; à epiglote, por três pregas da mucosa; ao palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a faringe, pelos músculos constritores superiores da faringe e pela mucosa.

O ápice é a extremidade anterior, um tanto arredondada, que se apóia contra a face lingual dos dentes incisivos inferiores.

A face inferior possui uma mucosa entre o soalho da boca e a língua na linha mediana que forma uma prega vertical nítida, o frênulo da língua.

No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide a língua em metades simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilas linguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila lingual).

Papilas Linguais - são projeções do cório, abundantemente distribuídas nos 2/3 anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de papilas são: papilas valadas, fungiformes, filiformes e simples.

Músculos da Língua - a língua é dividida em metades por um septo fibroso mediano que se estende por todo o seu comprimento e se fixa inferiormente no osso hióide. Em cada metade há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e intrínsecos. Os músculos extrínsecos são: genioglosso, hioglosso, condroglosso, estiloglosso e palatoglosso. Os intrínsecos são: longitudinal superior, longitudinal inferior, transverso e vertical.

FARINGE

A faringe é um tubo que se estende da boca até o esôfago.

A faringe apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.

O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo ato da deglutição. A deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esôfago.

Três estágios:
Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe.
Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esôfago.
Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esôfago para o estômago.

Limites da Faringe:

Superior - corpo do esfenóide e proção basilar do osso occipital
Inferior - esôfago
Posterior - coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça
Anterior - processo pterigóideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireóide e cricóide
Lateral - processo estilóide e seus músculos

A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (nasofaringe), oral (orofaringe) e laringea (laringofaringe).

Parte Nasal - situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).

Parte Oral - estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra-se a tonsila palatina.

Parte Laringea - estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.

A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O ato da deglutição normalmente direciona o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo que se esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traquéia move-se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.

O movimento da laringe também simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a abertura entre a parte laríngea da faringe e o esôfago. O bolo alimentar passa pela parte laríngea da faringe e entra no esôfago em 1-2 segundos.


ESÔFAGO

O esôfago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Se localiza posteriomente à traquéia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago. Mede cerca de 25 centímetros de comprimento.

A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.

As contrações são repetidas em ondas que empurram o alimento em direção ao estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4-8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.

Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esôfago causa azia (ou pirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal.

O refluxo gastresofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte superior do esôfago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago, o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esôfago.

O esôfago é formado por três porções:

Porção Cervical: porção que está em contato íntimo com a traquéia.
Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (mediastino superior, entre a traquéia e a coluna vertebral).
Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão esofâgica.

ESTÔMAGO

O estômago está situado no abdome, logo abaixo do diafragma, anteriomente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto pelas costelas. O estômago está localizado no quadrante superior esquerdo do abdome (Ver quadrantes abdominais no menu principal), entre o fígado e o baço.

O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o intestino delgado.

A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso não pode ser descrita como típica.

O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro.

O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esôfago com o estômago.

O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.

Para impedir o refluxo do alimento para o esôfago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago - óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração.

Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado piloro (orifício de saída do estômago - óstio pilórico).

Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica.

O estômago apresenta ainda duas partes: a curvatura maior (margem esquerda do estômago) e a curvatura menor (margem direita do estômago).

Funções Digestivas

Digestão do alimento
Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido hidroclorídrico como substâncias mais importantes.
Secreção de hormônio gástrico e fator intrínseco.
Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino delgado.
Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.


INTESTINO DELGADO

A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a junção iliocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso. O intestino delgado é um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.

O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte é de 9 metros).

O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximedamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério. Apresenta 4 partes:

1) Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.


2) Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada.

Ducto colédoco - provêm da vesícula biliar e do fígado (bile)
Ducto pancreático - provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática)

3) Parte Horizontal ou 3ª porção

4) Parte Ascendente ou 4ª porção


Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.


Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.


INTESTINO GROSSO

O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdômen pelo mesecolo.

O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o calíbre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.

O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no canal anal.

As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproxmadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.

Os haustros do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.

Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.

O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e ânus.

A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.

A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o ânus.

Cólon Ascendente - Cólon Transverso - Cólon Descendente - Cólon Sigmóide

O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar de canal anal.

O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfincteres anais.

O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo conseqüentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

Funções do Intestino Grosso

Absorção de água e de certos eletrólitos;
Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
Eliminação de resíduos do corpo (defecação).


Peristaltismo

Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para o interior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarréia.

PERITÔNIO

O peritônio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a parede abdominal é denominada peritônio parietal e a que se reflete sobre as vísceras constitui o peritônio visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritônio é denominada cavidade peritoneal.

Determinadas vísceras abdominais são completamente envolvidas por peritônio e suspensas na parede por uma delgada lâmina fina de tecido conjuntivo revestida pela serosa, contendo os vasos sangüíneos. A estas pregas é dado o nome geral de mesentério.

Os mesentérios são: o mesentério propriamente dito, o mesocólon transverso e o mesocólon sigmóide. Em adição a estes, estão presentes, algumas vezes, um mesocólon ascendente e um descendente.

O mesentério propriamente dito – tem origem nas estruturas ventrais da coluna vertebral e mantém suspenso o intestino delgado.

O mesocólon transverso – prende o cólon transverso à parede posterior do abdome.

O mesocólon sigmóide – mantém o cólon sigmóide em conexão com a parede pélvica.

O mesocólon ascendente e descendente – ligam o cólon ascendente a descendente à parede posterior do abdome.

O peritônio apresenta dois omentos: o maior e o menor.

O omento maior é um delgado avental que pende sobre o cólon transverso e as alças do intestino delgado. Está inserido ao longo da curvatura maior do estômago e da primeira porção do duodeno. O omento menor estende-se da curvatura menor do estômago e da porção inicial do duodeno até o fígado.

Apêndices Epiplóicos – são pequenas bolsas de peritônio cheias de gordura, situadas ao longo do cólon e parte superior do reto.


ÓRGÃOS ANEXOS

O aparelho digestório é considerado como um tubo, recebe o líquido secretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esôfago, estômago e intestinos.

Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o escoamento de seus produtos de elaboração.

As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares menores e glândulas salivares maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.

Glândulas salivares menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.

Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais.

Glândula Parótida - a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.

Glândulas salivares maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais.

Glândula Parótida - a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.

Glândula Submandibular - é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior.

Glândula Sublingual - é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de maneira idêntica aos da glândula submandibular.

FÍGADO

O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais volumosa víscera abdominal.

Sua localização é na região superior do abdômen, logo abaixo do diafragma, ficando mais a direita, isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão a direita da linha mediana e 1/3 à esquerda. Pesa cerca de 1,500g e responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto.

O fígado apresenta duas faces: diafragmática e visceral.

A face diafragmática (ântero superior) é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula diafragmática.

A face visceral (postero inferior) é irregularmente côncava pela presença de impressões viscerais.

O fígado é dividido em lobos. A face diaframática apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquedo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como ligamento redondo do fígado.

A face visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um "H", com 2 ramos antero-posteriores e um tranversal que os une. Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado (posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.

Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesícula biliar e entre o lobo direito e o caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre os lobos caudado e quadrado, há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático), por onde passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos linfáticos.

Aparelho Excretor do Fígado - é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.

O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele - além da bile que é indispensával na digestão das gorduras - ele desempenha o importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas.

A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.

Outras funções do fígado são:

Metabolismo dos carboidratos;
Metabolismo dos lipídios;
Metabolismo das proteínas;
Processamento de fármacos e hormônios;
Excreção da bilirrubina;
Excreção de sais biliares;
Armazenagem;
Fagocitose;
Ativação da vitamina D.

VESÍCULA BILIAR

A vesícula Biliar (7 – 10cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado. Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado. A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do duodeno normalmente é manchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50ml de bile.

O Ducto Cístico (4cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco. O comprimento varia de 5 a 15cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédoco entra em contato com o ducto pancreático principal.

PÂNCREAS

O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500ml de suco pancreático.

O pâncreas é achatado no sentido ântero-posterior, ele apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao estômago.

O comprimento varia de 12,5 a 15cm e seu peso na mulher é de 14,95g e no homem 16,08g.

O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na curva do duodeno), colo, corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) e cauda.


Ducto Pancreático - O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.

O pâncreas tem as seguintes funções:

Dissolver carboidrato (amilase pancreática);
Dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase e elastáse);
Dissolver triglicerídios nos adultos (lípase pancreática);
Dissolver ácido nucléicos (ribonuclease e desoxirribonuclease).

Hospitais estaduais atenderão planos e particulares...

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou anteontem, por 55 votos contra 18, um projeto que permite que determinados hospitais de alta complexidade, cuja gestão seja terceirizada para Organizações Sociais (entidades privadas sem fins lucrativos), possam atender planos de saúde, até um limite de 25% do total de atendimentos. O projeto seguirá para sanção do governador Alberto Goldman.

O futuro secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, disse ontem que uma informatização da pasta permitirá à população saber o tamanho das filas em hospitais de alta complexidade de São Paulo, ajudando a evitar que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam preteridos por quem tem plano de saúde.

Mas o Ministério Público do Estado de São Paulo aponta que a lei aprovada pelos deputados criará privilégios aos pacientes de convênios em unidades públicas, oficializando a "dupla porta" e afrontando as Constituições Federal e do Estado.

O órgão prepara ação contra a medida, que desagradou entidades médicas e sindicais. O Conselho Regional de Medicina defendia o adiamento das discussões para o início da administração de Geraldo Alckmin. O ex-governador José Serra havia vetado proposta igual de mudança neste ano, sob alegação de que já há previsão legal de ressarcimento dos planos ao SUS quando o sistema público for utilizado pelos usuários de convênios. Mas Cerri destacou que o sistema, controlado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não funciona adequadamente.

Fila única. Segundo Cerri, os pacientes de planos entrarão na mesma fila do SUS e não haverá diferença na espera. "O projeto permite que os hospitais cobrem dos planos de saúde. Em algumas unidades, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, os pacientes de convênios representam hoje 20% do total de atendimento e não cobrar só traz mais benefícios aos convênios", defendeu. "O Estado paga e não recebe nada por isso. O projeto é positivo."

Questionado sobre como a população poderá acompanhar as filas, Cerri afirmou que "a prioridade é informatizar a rede para que todas as informações estejam disponíveis, tornando o processo mais claro".

Segundo o promotor Arthur Pinto Filho, do grupo de Saúde Pública do Ministério Público de São Paulo, as explicações não fazem sentido, uma vez que nenhum cliente de plano aceitará as longas esperas do SUS. "A lei fala em planos e particulares. Não existe possibilidade de não haver diferenciação. Só assim essa clientela será atraída."

A mudança ocorre no momento em que Alckmin está preocupado com o aumento dos gastos da saúde. Segundo o pesquisador da Universidade de São Paulo Mário Scheffer, dez anos depois da criação das Organizações Sociais, as entidades, que receberam hospitais prontos, estão demandado mais recursos para investimentos. "Nos parece que o objetivo do projeto é angariar recursos novos."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dietas que são apenas imaginárias...

Pode chamá-la de dieta imaginária. Você não teria de contar calorias, acompanhar pontos ou memorizar regras. Se, digamos, algum amigo deixasse uma caixa de trufas de chocolate em sua casa neste período de festas, você nem os jogaria fora e nem engoliria todas. Em vez disso, começaria a comer chocolates imaginários.

Você se daria alguns segundos para imaginar-se saboreando e mastigando uma trufa (se houver uma foto na caixa, pode focar nisso.) Então você se imaginaria comendo mais uma, e mais uma, e mais uma... até que pudesse, finalmente, abrir a caixa real de chocolates sem fazer de si mesmo um completo porco. E então você poderia começar a fantasiar sobre outros vícios que quisesse eliminar.

Até agora, a dieta imaginária só existe em minha imaginação, assim como qualquer evidência de sua eficácia. Mas existem algumas evidências reais dos benefícios da alimentação imaginária, vindas de experimentos da Universidade Carnegie Mellon e relatadas na edição atual da revista “Science”. Quando as pessoas se imaginaram comendo M&M’s ou pedaços de queijo, elas se tornaram menos propensas a se empanturrar com o artigo real.

Essa forma de dieta mental - penso, logo estou satisfeito - soa bizarramente contra-intuitiva, pois todos nós estamos acostumados com o fenômeno oposto: pensar numa comida nos deixa mais ávidos por comê-la.

E realmente, existe um fenômeno bem conhecido chamado sensibilização, ou efeito estimulador: se você se imaginar comendo chocolate, seu desejo pelo doce aumenta, e os pensamentos podem levá-lo a literalmente salivar.

Da mesma forma, imaginar a visão ou o cheiro de um cigarro eleva o desejo de um fumante por acender um. E quando você realmente sente o cheiro ou o gosto de algo, aquela sensação inicial também pode aumentar seu desejo por aquilo.

Eventualmente, porém, esse efeito é contrabalançado por outro fenômeno bastante conhecido, chamado habituação. Assim como você se adapta a luzes brilhantes e não mais se incomoda com odores desagradáveis, você se habitua a uma comida enquanto a come.

Nesse momento, você pode parar de pedir lanches e achar que perdeu seu apetite por qualquer comida. Mas a habituação é bastante específica ao alimento que você está comendo, como foi repetidamente demonstrado - tanto por pesquisadores quanto por chefs de doces. Clientes de restaurantes podem achar que não conseguirão dar nem mais uma garfada depois da entrada, mas se sentem subitamente famintos quando chega o carrinho de sobremesas.

Os experimentos na Carnegie Mellon são os primeiros a mostrar que a habituação à comida pode ocorrer simplesmente ao se pensar em comer, segundo Morewedge e seus colegas Young Eun Huh e Joachim Vosgerau.

A habituação ocorreu enquanto os participantes imaginaram comer 30 M&M’s ou cubos de queijo cheddar, um por vez. Eles tinham de observar fotos de cada M&M por três segundos, e cada cubo de queijo por cinco segundo.

O efeito habituação não ocorreu quando as pessoas se imaginavam comendo apenas três M&M’s ou cubos de queijo, e nem quando elas se imaginavam movendo os M&M’s, um por vez, para dentro de uma tigela, ou fazendo outras tarefas mentais, como inserir moedas numa lavadora automática.

O efeito exigiu grandes quantidades de alimentação mental, e foi específico a cada comida: as pessoas que se imaginaram comendo chocolate não perderam seu desejo por queijo.

A alimentação imaginária não fez as pessoas se sentirem mais cheias, e não alterou sua opinião geral sobre M&M’s ou cubos de queijo cheddar. Elas apenas não tinham tanta vontade de comer aqueles produtos naquele momento.

“Nosso desejo por comida tem dois componentes: o gostar e o querer”, diz Morewedge. “Nós podemos gostar muito de sorvete, mas não querer comê-lo no desjejum. O consumo imaginado não afetou o quanto os participantes gostavam de M&M’s, mas reduziu a quantidade que eles queriam comer. A habituação é geralmente considerada como um processo motivacional”.

A importância da mente sobre o estômago foi demonstrada em 1998, num arrebatador experimento com dois homens cujas funções mentais eram normais - exceto por uma grave forma de amnésia. Eles foram incapazes de se lembrar de um acontecimento por mais de um minuto. Seus hábitos alimentares foram estudados por diversos dias pelos pesquisadores, conduzidos por Paul Rozin, da Universidade da Pensilvânia, que criou um horário de almoço bastante prolongado.

Depois que cada homem almoçava, a comida era retirada da mesa. Alguns minutos depois, um pesquisador aparecia com uma refeição idêntica e anunciava, “Aqui está o almoço”. Os homens sempre comiam sem reclamações de que estariam satisfeitos. Então, alguns minutos depois que a comida era retirada, um terceiro almoço era servido, e os homens também o comiam normalmente.

Na verdade, um dos homens se levantou após seu terceiro almoço do dia e anunciou que iria “sair para caminhar e procurar algum lugar para o almoço”. Quando questionado o que ele planejava comer, ele respondeu, “bife à parmegiana” - a mesma comida que havia acabado de almoçar.

Quando os pesquisadores tentaram o mesmo experimento num grupo de controle com memórias normais, todas as pessoas recusaram o segundo almoço. Diferente dos homens com amnésia, eles se sentiram menos famintos após comer, mas a sensação aparentemente não vinha apenas de seus estômagos, conforme os pesquisadores concluíram.

“Fatores não-fisiológicos parecem ser de grande importância no início e no cessar da alimentação normal”, escreveram Rozin e seus colegas em “Psychological Science”. “Os resultados sugerem que um dos principais fatores não-fisiológicos é a memória do que foi recentemente ingerido”.

Agora, parece que mesmo as memórias de comidas imaginárias podem afetar o desejo das pessoas por comer. Rozin diz ter se impressionado com o estudo da Carnegie Mellon, assim como Leonard Epstein, especialista em habituação a alimentos. Epstein, psicólogo da Universidade Estadual de Buffalo, diz que os resultados levantam intrigantes questões para pesquisas futuras.

“Você consegue reproduzir os efeitos ao longo do tempo, ou eles só funcionam uma ou duas vezes?” disse Epstein. “Obviamente, para que isso seja usado clinicamente, é preciso que funcione repetidamente. Isso funciona para todos, incluindo pessoas obesas? Funciona para todos os alimentos, ou apenas para petiscos?”

Morewedge concorda que é cedo demais para saber o grau de duração ou utilidade desse efeito, ou se ele funcionará com todas as substâncias viciante, como o tabaco.

Ele espera estudar o que ocorre quando pessoas se imaginarem fumando cigarros. Mas os resultados até agora, segundo ele, oferecem alguma esperança para eventualmente desviar pessoas a dietas mais saudáveis.

Por exemplo, se em sua casa você tivesse um saco de cenouras e um de batatas fritas, você poderia tentar consumir mentalmente as batatas _ para ficar mais inclinado a buscar uma cenoura real. E então, se isso funcionasse, talvez você pudesse tentar a habituação com outros vícios.

Se você quisesse conter seu desejo por alguém, imaginar detalhadamente um encontro erótico seria de alguma ajuda? (Nesse caso, os pornógrafos poderiam se auto-intitular provedores de materiais terapêuticos.)

Para reduzir suas contas com cartão de crédito, daria certo embarcar em passeios de compras imaginários? Fantasiar sobre a perda de uma oportunidade poderia fazê-lo parar de adiar suas decisões? Se você se imaginasse assistindo a “Jersey Shore”, seria possível não ver o programa real?

Morewedge ainda não tem essas respostas, embora reconheça que “os processos de habituação parecem ser similares entre uma variedade de modalidades e estímulos”. A habituação é inibida pela variedade, diz ele; então, para que ela ocorra com atividades além de comer, você presumivelmente teria de imaginar o mesmo ato, sendo feito exatamente da mesma forma. E para se habituar a uma comida, você teria de fazer mais do que provocar alguns pensamentos vagos sobre ela.

“Nossos resultados sugerem que você precisa empregar a atividade mental simulando o consumo real”, afirma Morewedge. “Você não pode simplesmente imaginar um filé ou uma barra de chocolate --é preciso se imaginar comendo, um pedaço por vez”.

Isso foi bastante fácil de fazer nos experimentos da Carnegie Mellon, que mostravam aos participantes fotos de cada pedaço de comida por alguns segundos. Mas e se você quiser tentar isso em casa? Claramente, surge a necessidade por um aplicativo de Dieta Imaginária para celulares, ou pelo menos de um livro com fotos das comidas mais engordativas do planeta.

Ninguém está planejando o Livro da Dieta Imaginária - ainda não - masMorewedge e seus colegas têm brincado sobre apresentar um novo formato ao gênero das dietas.

“Teria apenas fotos”, diz ele. “O primeiro livro de dietas sem texto”.

Cientistas testam remédio para tosse à base de chocolate.

A teobromina encontrada no chocolate ajuda a combater a tosse

Pesquisadores afirmam que um componente químico presente no chocolate poderá ser transformado em um remédio para a tosse persistente em breve. Este medicamento, que contém teobromina - um ingrediente encontrado no cacao e no chocolate - está em fase final de testes.

Eles dizem que a droga pode estar no mercado dentro de dois anos e parece funcionar bem, inclusive para a tosse persistente, que é aquela que dura mais de duas semanas.

Segundo os pesquisadores, o tratamento com teobromina não terá o problema dos opiáceos utilizados em outros medicamentos, que podem ter vários efeitos colaterais, como, por exemplo redução do rítmo intestinal, com prisão-de-ventre.

E como o composto não tem sabor, o remédio também poderá ser ingerido por quem não gosta de chocolate. Acredita-se que a teobromina inibe o estímulo involuntário do nervo vago, que desce junto ao pulmão e responsável pelas reações pulmonares às infecções, uma das principais causas da tosse persistente.

Vamos ver se, efetivamente, a teobromina poderá nos auxiliar no controle da tosse.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Falta de amigos na infância aumenta o risco de depressão na adolescência...

As crianças que não têm amigos podem ser mais propensas a ter depressão na adolescência, segundo estudo da Universidade Concordia, no Canadá. De acordo com os autores, enquanto a falta de amigos pode fazer com que os jovens se tornem deprimidos, ter apenas um amigo pode ser suficiente para proteger as crianças retraídas ou tímidas de problemas de saúde mental.

O estudo acompanhou, por três anos, 130 meninas e 101 meninos que estudavam da terceira à quinta série. E indicou que “estar isolado e excluído de um grupo de pares pode aumentar os níveis de sentimentos depressivos em crianças, e esses sentimentos negativos podem crescer ao longo da adolescência como uma bola de neve que desce rapidamente a montanha”.

De acordo com o pesquisador William Bukowski, que coordenou o estudo, a amizade promove a complacência e protege as crianças de alto risco contra a internalização de problemas, como se sentir deprimido e ansioso. “Nosso estudo confirma o valor de ter amigos, que são como um escudo contra as experiências sociais negativas”, escreveu o pesquisador na revista Development and Psychopathology.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Consumo de leite reduz risco de doenças cardíacas???

Um estudo publicado na revista especializada American Journal of Clinical Nutrition revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares.

A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.

Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma...

Os resultados de várias das pesquisas analisadas foi combinado, utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.

Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.

Bem, nesses casos, eu fico sempre "com o pé atrás", isto é, desconfiado mesmo. Acredito que o tempo mostra se isso é ou não verdadeiro.

Assim como dizem que uma taça de vinho "ao dia" é bom para prevenir doenças cardíacas e eu penso que o tal do resveratrol também é encontrado em suco de uva e que o suco de uva não causa dependência química e eu fico desconfiado se as publicações que reforçam o uso de vinho tinto não seriam de alguma forma tendenciosas...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cuidados na compra de brinquedos para o Natal...

Com a aproximação do Natal, as lojas de brinquedos ficam repletas de pais à procura do melhor presente para seus filhos. Mas é preciso ficar atento a algumas dicas na hora da compra. Brinquedos inadequados podem trazer sérios riscos à saúde das crianças. Por esse motivo a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo dá algumas recomendações para que os pais possam comprar brinquedos de forma adequada para cada idade:

- Brinquedos com ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição;

- Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;

- Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;

- Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;

- Verifique prazo de validade e condições de garantia do brinquedo.

- Atenção aos brinquedos que possam levar a sufocamento (cordas, balões ou peças muito pequenas);

- Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;

- Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);

- Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;

- Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

sábado, 18 de dezembro de 2010

Uso rotineiro de sabonetes antibacterianos por pessoas saudáveis...

A cada dia surgem novos itens de higiene que prometem acabar com os germes. Os sabonetes antibacterianos estão se tornando parte da rotina de higiene das pessoas, mas eles são realmente necessários? Para os médicos, pessoas saudáveis não precisam dessa proteção extra e, em alguns aspectos, o uso excessivo desses produtos pode até ser prejudicial. Já os fabricantes garantem sua segurança e eficácia.

Os sabonetes com agentes bactericidas são indicados apenas em algumas circunstâncias. Não recomendo o uso rotineiro e frequente desses sabonetes para pacientes saudáveis.

Os antibacterianos só devem ser usados em locais em que haja risco maior de contaminação, como hospitais, ou em casos de pacientes que sofrem de infecções de pele. Em casa, para uma pessoa saudável, água e sabão são o suficiente.

O uso de sabonetes antibacterianos tem indicações médicas específicas, como o combate a patologias. Para pessoas saudáveis, não é indicado, pois não há comprovação de benefícios e sim indícios de malefícios...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

As doenças mentais apresentam peculiaridades incomuns às outras especialidades médicas. O limite que separa o normal do patológico nem sempre é claro quando nos referimos à personalidade, ao caráter e ao comportamento. Para tornar ainda mais complexa esta questão, o diagnóstico psiquiátrico se baseia mais nos sintomas - informações subjetivas - do que em sinais palpáveis. Sintomas comportamentais, cognitivos e sensações subjetivas são difíceis de quantificar e dependem da capacidade do paciente em defini-los para que sejam compreendidos.

Sintomas psiquiátricos comuns como depressão e ansiedade coexistem com freqüência. A maioria das doenças psiquiátricas não pode ser confirmada por exames laboratoriais ou anátomo-patológicos. Os diagnósticos são sindrômicos, baseados num conjunto de sinais e sintomas que permite diagnosticar um determinado quadro, definindo conduta e prognóstico.

A abordagem neurológica, por outro lado, se baseia no princípio de que todas as manifestações clínicas referentes ao Sistema Nervoso Central (SNC) têm uma localização anatômica e fisiológica precisa. O exame anátomopatológico geralmente confirma o diagnóstico.

Historicamente as doenças neurológicas que cursam com sintomas cognitivos e comportamentais predominantes são as demências de Alzheimer e Pick, doença de Huntington, esclerose múltipla, neurolues e encefalites virais.

Quando as abordagens neurológica e psiquiátrica forem excludentes, diagnóstico e tratamento poderão estar comprometidos - por exemplo, uma jovem com dificuldade para engolir pode ser diagnosticada como histérica ao invés de miastênica. Um senhor idoso com declínio intelectual pode ter o diagnóstico de Alzheimer ao invés de depressão.

O conhecimento cada vez maior da interação cérebro-mente amplia as fronteiras do diagnóstico, que não exclui o neurológico do psicológico e vice-e-versa. Um estresse pode desencadear crises convulsivas ou um surto de esclerose múltipla, enquanto a falta de estímulos apropriados na infância pode alterar a organização cerebral.

Depressão, mania, ilusões, alucinações, obsessões, compulsões, dissociação e alterações da personalidade são sintomas etiologicamente inespecíficos, comuns às doenças neurológicas e psiquiátricas.

No acidente vascular cerebral (AVC) podem ocorrer mania (AVC no hemisfério direito), ilusões, alucinações visuais e auditivas e alterações da personalidade.

Na doença de Huntington (DH) sintomas como mania, ilusões, obsessões , compulsões e alterações de personalidade são freqüentemente encontrados.

O traumatismo craniencefálico (TCE) pode cursar com sintomas maníacos, ilusões e alterações da personalidade.

Associados à esclerose múltipla (EM) são descritos mania, ilusões e alucinações visuais.

Alguns pacientes epilépticos podem apresentar sintomas maníacos no período peri-ictal, ilusões, alucinações visuais e auditivas e estado dissociativo durante uma crise parcial complexa.

Na demência fronto-temporal pode ocorrer mania, alucinações visuais e transtorno obsessivo-compulsivo. Sintomas comuns a outros quadros demenciais degenerativos e vasculares são as ilusões, alucinações visuais e transtorno obsessivo-compulsivo.

A doença de Parkinson, segunda doença neurodegenerativa mais comum, pode cursar com sintomas maníacos, ilusões, alucinações visuais e transtorno obsessivo-compulsivo.

Uma única doença neurológica pode, portanto, se associar com múltiplos quadros psiquiátricos. Estes não são encontrados isoladamente, sendo reconhecidos pelo neurologista através da anamnese, contexto clínico, estado mental e exame neurológico/neuropsicológico. Muitas vezes as seqüelas comportamentais são mais graves que o déficit neurológico cognitivo, como pode ocorrer no TCE, impedindo o curso normal da vida do paciente.

Doenças com acometimento sistêmico, como o Lúpus Eritematoso, geralmente apresentam outros sintomas antes de ocorrer um quadro de psicose. Tumores cerebrais raramente inauguram seu quadro com um distúrbio cognitivo ou comportamental . Um paciente psiquiátrico pode também ter uma exacerbação do seu quadro devido a uma afecção neurológica - como, por exemplo, um esquizofrênico pode piorar os seus sintomas se apresentar um tumor cerebral ou um AVC.

Os sintomas neuropsicológicos podem preceder em meses ou anos os sintomas neurológicos, como ocorre nas doenças de Huntington, Parkinson, dos corpos de Lewy, Alzheimer e doenças de depósito lisossomais.

Os medicamentos psiquiátricos podem induzir reações comportamentais, cognitivas e motoras que simulam quadros neurológicos , como ocorre com os neurolépticos - apatia, sedação, comprometimento da atenção e memória, gagueira e uma dificuldade de achar as palavras, síndrome Parkinsoniana, distonias e discinesias tardias e tremores. A gabapentina e a clozapina, drogas com indicações neurológicas e psiquiátricas, podem causar respectivamente coreoatetose e asterixis, mesmo em doses terapêuticas. Outras reações adversas são convulsões, ataxia, alteração do controle da temperatura e a síndrome maligna do neuroléptico.

A resposta ao tratamento dos sintomas psiquiátricos pode ser a mesma nas doenças de origem neurológica ou psiquiátrica - um paciente com doença de Parkinson ou Huntington pode apresentar melhora da depressão com os antidepressivos convencionais. A administração intravenosa de benzodiazepínicos pode melhorar a catatonia de qualquer origem.

As lesões que mais produzem sintomas psiquiátricos são localizadas nas regiões frontal, temporal, límbica, e striatum.

Para distrir um pouquinho...

Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo


Personalidade do ano. Paul, o polvo alemão que previu todos os resultados da Copa.

Troféu "vamos ver no que vai dar" do ano. Empate: Dilma Rousseff e Tiririca.

Lázaros do ano (ou "eu também estou louca de saudade, querido, mas antes vá tirar essa roupa e tomar um banho"). Os mineiros soterrados do Chile.

Troféu "ovo no fiofó da galinha" do ano. A discussão sobre o que fazer com os royalties do pré-sal antes que uma gota do petróleo tenha sido extraída.

Anticlímaxes do ano. A revelação de que o que diplomatas dizem e fazem em segredo não se parece nada com o que eles dizem e fazem em público e a revelação de que o Ricky Martin é gay.

Filme do ano. A tomada do Complexo do Alemão.

Argentinos do ano. Messi, Conca e Cristina Kirchner, que também concorreu ao prêmio de melhor viúva.

Maradona do ano. Maradona.

Melhor jogo que não houve do ano. Inter de Porto Alegre X Inter de Milão.

"Olé" do ano. Espanha campeã do mundo.

"O quê?!" do ano. O papa admite o uso de camisinha em ocasiões especiais.

Figura emblemática do ano, talvez do século. Lady Gaga.

E quando você pensava que o ano terminaria sem que a Justiça brasileira fizesse mais uma das suas... Ficha limpa para o Maluf.

Inês

(Da série Poesia numa Hora Destas?!)

Ela tinha as unhas do pé

pintadas de dourado

- eu deveria ter me flagrado.

Ela tinha uma flor-de-lis tatuada

nas costas apontando para o rego

- pra onde iria meu sossego?

Ela gostava da Camille Paglia

e de esportes radicais

- como eu não vi os sinais?

Agora é tarde, Inês está aí

e eu é que morri.

Multivitamínicos podem perturbar o sono...

Milhões de americanos tomam suplementos multivitamínicos todos os dias, na esperança de obter vários tipos de benefícios para a saúde. Mas quando se trata de uma boa noite de sono, será que essas pílulas podem prestar um desserviço?

Ao longo dos anos, relatos sugeriram isso. Alguns usuários alegam que esses suplementos reduzem seu sono e levam a despertar mais frequente no meio da noite. Em um estudo realizado em 2007, pesquisadores recrutaram centenas de participantes e investigaram seus hábitos de sono - incluindo seu uso de vitaminas e medicações -, e então pediram que eles mantivessem um "diário do sono" por duas semanas.

Após controlar fatores como gênero, idade e outras variáveis, os cientistas descobriram um índice levemente maior de sono insuficiente ou interrompido em pessoas que tomavam suplementos multivitamínicos. Mas por terem encontrado apenas uma associação, eles não puderam excluir a possibilidade de que as pessoas com sono mais pobre simplesmente são as com maior tendência a buscar os multivitamínicos.

Se há um efeito, o problema é separar os efeitos das vitaminas individuais. Há alguma evidência de que a vitamina B produz alguma consequência. Alguns estudos mostram que ingerir vitamina B6 antes de ir para a cama pode levar a sonhos muito vívidos, o que pode acordar as pessoas. A B6 ajuda o corpo a converter triptofano em serotonina, um hormônio que afeta o sono. Outros estudos mostram que a vitamina B12 pode afetar os níveis de melatonina, promovendo a vigília.

Para aqueles que suspeitam que seus suplementos multivitamínicos podem estar abreviando seu sono, a melhor solução pode ser simplesmente tomar as pílulas pela manhã, ou pelo menos algumas horas antes de ir para a cama.

Sendo assim, há evidências de que suplementos multivitamínicos podem perturbar o sono noturno.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cientistas até hoje não conseguem explicar qual a utilidade do bocejo...

Todo mundo boceja, mas ninguém sabe a razão. Nós começamos ainda no útero, e ainda o fazemos na velhice. A maioria das espécies vertebradas, mesmo pássaros e peixes, também bocejam – ou ao menos fazem algo muito similar a isso. Mas os mecanismos fisiológicos da ação, seu propósito e seu valor de sobrevivência continuam sendo grandes mistérios.

Sobram teorias – um recente artigo na revista "Neuroscience & Biobehavioral Reviews" delineou várias delas –, mas faltam evidências experimentais de qualquer uma delas esteja correta.

"A falta de provas experimentais é algumas vezes acompanhada por discussões acaloradas", diz Adrian Guggisberg, o principal autor.

Hipócrates propôs, no século 4 a.C., que o bocejo se livrava do "ar ruim" e aumentava a quantidade de "ar bom" no cérebro. A visão moderna dessa teoria, amplamente defendida hoje em dia, é que bocejar ajuda a elevar os níveis de oxigênio e reduzir o dióxido de carbono.

Se isso fosse verdade, segundo Guggisberg, então as pessoas bocejariam mais enquanto se exercitassem. E pessoas com doenças pulmonares ou cardíacas, que muitas vezes sofrem com a falta de oxigênio, bocejariam mais que qualquer um.

Pesquisadores expuseram participantes saudáveis a misturas de gás com altos níveis de dióxido de carbono, e descobriram que isso não causava mais bocejos. Na verdade, não existe um estudo mostrando que os níveis de oxigênio no cérebro se alterem de qualquer forma pelo ato de bocejar.

Em outras palavras, observação e experimentos sugerem que a melhor maneira de aumentar o oxigênio sanguíneo no cérebro não é bocejando, mas respirando rapidamente.

Não há dúvida de que o bocejo ocorre com maior frequência antes e depois de dormir, e a sensação subjetiva de sonolência acompanha o aumento de bocejos. Assim, talvez bocejar ajude a nos manter acordados.

Pesquisadores testaram essa hipótese, induzindo pessoas a bocejar e observando sua atividade cerebral através de um eletroencefalograma durante o bocejo. O EEG não produziu evidências de que bocejar aumentava a vigilância no cérebro ou no sistema nervoso central.

Alguns pesquisadores sugeriram o oposto – que bocejar reduz a excitação e nos ajuda a dormir. Porém, embora o bocejo e a sonolência ocorram ao mesmo tempo, nenhum experimento provou uma ligação causal entre os dois.

O propósito do bocejo poderia ser ajustar a temperatura corporal? Pesquisadores mostraram que bocejos contagiosos (induzidos por vídeos de bocejos) podem ser diminuídos colocando-se um pacote gelado sobre a testa, e aumentados com um pacote quente. Mas o experimento, segundo Guggisberg, não controlou outros fatores - um bom pacote morno tem mais chances de causar sonolência, e o gelado de gerar vivacidade, tornando impossível determinar o real efeito da temperatura.

Enquanto Guggisberg classifica as evidências da teoria de ajuste térmico como inconclusivas, Andrew Gallup, um colega do pós-doutorado de Princeton, discorda.

"Em experimentos com ratos, o bocejo é precedido por rápidas elevações na temperatura do cérebro, e em seguida as temperaturas voltam a cair", afirmou ele. "Isso sugere uma associação com uma função termorregulatória, embora não possa ser interpretada como causal".

Gallup descreve sua posição num artigo aceito para publicação em "Neuroscience & Biobehavioral Reviews", a mesma revista onde aparece a análise de Guggisberg.

Outra teoria é que bocejar ajuda a equalizar a pressão no interior do ouvido médio com a pressão do ar no ambiente externo. Mas essa função pode ser cumprida por outras técnicas - mastigar ou engolir -, então não há razões para acreditar que o bocejo seja uma vantagem evolutiva essencial. E não existem provas de que os bocejos aumentem com alterações na pressão atmosférica.

Então para que serve o bocejo? Crianças com menos de 5 anos não são afetadas pelo bocejo contagioso, mas humanos adultos, chimpanzés, macacos e cachorros - animais com avançadas habilidades sociais -, sim. Aparentemente, é preciso ter um entendimento do estado mental dos outros para que o bocejo contagie.

Essa ideia é defendida por observações de exames de ressonância magnética em humanos: observar outras pessoas bocejando ativa regiões do cérebro relacionadas à imitação, à empatia e ao comportamento social.

Para Guggisberg, essa interpretação social é a única que parece contabilizar todos os aspectos do fenômeno. Mas Gallup aponta que espécies solitárias também bocejam, e que chimpanzés e humanos bocejam quando estão sozinhos.

Gallup reconhece que o bocejo pode ter uma função social em algumas espécies, mas diz: "Qualquer função social que ele tenha seria uma característica derivada, e não um traço mais primitivo e fundamental do comportamento".

Guggisberg, pesquisador da Universidade de Genebra, ofereceu uma conclusão que poucos especialistas poderão contestar. "Bocejar", afirmou ele, "é um fenômeno muito rico e complexo".

fonte: The New York Times

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Bom" colesterol pode proteger contra doença de Alzheimer...

Ter altos níveis de “bom” colesterol (HDL) pode ajudar a proteger contra a doença de Alzheimer, segundo estudo publicado nesta semana na revista médica Archives of Neurology. De acordo com os autores, o estudo traz mais evidências da ligação entre doença cardíaca e demência, e indica uma forma de prevenir ambas as condições: aumentando os níveis de colesterol HDL.

O estudo avaliou mais de mil pessoas sem histórico de problemas de memória, que foram acompanhadas por quatro anos e examinadas a cada 18 meses. E os resultados indicaram que aqueles com maiores níveis de colesterol HDL (mais de 55 mg/dL) tinham 60% menor risco de ter doença de Alzheimer, comparados àqueles com menores níveis (abaixo de 39 mg/dL).

Foi demonstrado que você pode ter um ‘big bang’ em seus investimentos em termos de coração com o HDL, e agora há evidências - iniciais, pelo menos - de que pessoas que tem menores níveis de HDL estão, significativamente, sob maior risco de doença de Alzheimer e, provavelmente, se você modificar isso, você pode modificar seu risco. Entretanto, mais estudos são necessários para desvendar os mecanismos biológicos envolvidos nessa relação.

Dicas alimentares da Carolina

O natal está aí, ano novo também, com a mesa farta, cheia de gostosuras fica difícil não ultrapassar as calorias necessárias do dia. Pensando nisso, e preocupada com o bem estar de todos vocês, estou disponibilizando algumas dicas e as calorias dos alimentos possivelmente presentes na ceia.
Os alimentos abaixo estão representados em valores calóricos.


FRUTAS OLEAGINOSAS

Amêndoas (10un ou 10g) = 60
Avelãs (10un ou 10g) = 68
Azeitona preta (10un ou 30g) = 50
Azeitona verde (10un ou 40g) = 46
Castanha de caju (10un ou 26g) = 150
Castanha do para (10un ou 40g) = 266
Castanha portuguesa (10un ou 100g) = 202
Noz macadâmia (10un ou 24g) = 162
Nozes (10un ou 50g) = 326
Pistache (½ xícara de chá ou 76g) = 80

CARNES

Chester assado (3 fatias finas) = 162
Frango assado (2 pedaços) = 195
Lagarto assado (2 fatias médias) = 112
Leitão assado (1 pedaço) = 380
Lombo de porco assado (1 fatia grande) = 240
Maminha Assada (1 fatia média) = 120
Pernil de porco assado (2 fatias médias) = 298
Peru assado\t(3 fatias finas) = 170
Picanha assada (2 fatias pequenas) = 250
Tender bolinha assado (4 fatias finas) = 137

ACOMPANHAMENTO
Arroz à grega (1 col.sopa) = 130
Farofa (1 col.sopa)= 155
DOCES

Chocotone (1 fatia de 80g) = 320
Panetone com frutas cristalizadas (1 fatia de 80g) = 280
Pêssego em calda (1/2un) = 38
Quindim (1 un de 50 g) = 83
Frozen iogurte (2 bolas) = 140
Rabanada frita (1un de 100g) = 310
Sorvete de chocolate com calda (2 bolas) = 430
Chocotone (1 fatia de 50 g) = 334
BEBIDAS

Batida (1 copo de 200 ml) = 504
Caipirinha (1 copo) = 170
Cerveja (1 copo de 300ml) = 123
Champanhe ou Espumante (1 tulipa de 120ml) = 85
Cidra (1 tulipa de 120ml) = 66
Licor (1 cálice de 30ml) = 103
Limonada com adoçante (1 copo de 200 ml) = 25
Marguerita (1 taça) = 220
Martine (1 dose de 100ml) = 71
Suco de abacaxi (1 copo de 200ml) = 110
Suco de melão (1 copo de 200ml) = 84
Suco de Tomate (1 copo de 200ml) = 48
Uísque (1 dose de 100ml) = 280
Vinho branco seco (1 copo de 150ml) = 99
Vinho tinto (1 copo de 150ml) = 108
Vodca (1 dose de 100ml) = 315

Dicas
- Procure realizar as refeições normalmente. Evite deixar de se alimetar corretamente para chegar a noite e comer tudo o que deixou de comer durante o dia. Lembrem-se que sempre que entrar muita energia de uma única vez, o corpo utiliza o que ele precisa e o resto ele estoca.
- Enquanto não chega a hora da ceia evite beliscar muitas castanhas, nozes, frutas secas, apesar de serem ótimas para a saúde, são muito calóricas e em excesso contribuirá bastante para o aumento de peso.
- Cuidado com as bebidas alcóolicas!!!
- Procure substituir os doces por frutas, ou escolha sobremesas lights, caso queiram receitas é só me mandar um e-mail. Troquem os sorvetes convencionais pelos lights, existem marcas que reduzem 80% do valor calórico.
- Precisando de socorro agende uma consulta comigo!!!


Nutricionista
Carolina Angelina Martins CRN3: 20.531

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Substâncias do suco de romã podem impedir que câncer de próstata cause novos focos de tumor...

Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram substâncias no suco de romã que parecem inibir o movimento das células cancerosas e impedir que o câncer de próstata cause novos focos de tumor (metástases) nos ossos.

A descoberta foi apresentada ontem no 50º encontro anual da Sociedade Americana de Biologia Celular, na Filadélfia (EUA).

Os efeitos foram constatados em testes de laboratório. Agora, os pesquisadores da Universidade da Califórnia planejam fazer testes em homens com câncer de próstata para determinar doses eficazes e identificar efeitos colaterais das substâncias.

Os efeitos do suco de romã no câncer de próstata têm sido estudado há tempos, mas ainda são controversos.

Em 2006, uma pesquisa da mesma universidade norte-americana detectou uma diminuição dos níveis de PSA (marcador do câncer de próstata) em homens com a doença que tomavam o suco da fruta. Isso sugeriu que, potencialmente, a bebida poderia retardar o desenvolvimento do câncer.

Estudos anteriores foram feitos com células cancerosas cultivadas em laboratório que eram resistentes à testosterona.

A resistência ao hormônio sinaliza maior risco de metástase. Nas pesquisas, o suco de romã conseguiu matar um maior número dessas células cancerosas e diminuir sua migração para células sadias.

Para o trabalho apresentado no encontro da sociedade de biologia celular, os pesquisadores identificaram as substâncias ativas que tinham impacto na migração das células cancerosas.

Segundo o laboratório onde foi realizada a pesquisa, os genes e proteínas envolvidos no movimento das células do câncer de próstata são essencialmente os mesmos que agem nos outros tipos de células cancerosas. Por isso, ela acredita que as substâncias do suco de romã poderão ser usadas no tratamento de vários tipos de câncer, além do de próstata.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Hepatite B

texto de Drauzio Varella:

Veio tarde a expansão da vacinação contra a hepatite B, anunciada pelo Ministério da Saúde. A nova medida estende a vacinação para gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que fazem sexo com mulheres, travestis, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e populações de assentamentos e acampamentos.
A hepatite B é conhecida por sua grande capacidade de transmissão, principalmente por via sexual, da mãe para o bebê durante a gestação e/ou no parto e por sangue ou derivados que estejam contaminados. Passa de pessoa para pessoa com mais facilidade que muitos agentes infecciosos, inclusive o HIV, vírus causador da aids.
Ocorre que há uma excelente vacina contra o vírus da hepatite B. É extremamente segura e eficaz, capaz de proteger quase 100% dos vacinados com as três doses recomendadas. A vacina é aplicada há muitos anos em crianças, como parte do calendário de vacinação brasileiro, com ótimos resultados.
Custa entender, portanto, por que demorou tanto para o Ministério da Saúde estender a vacina para os grupos citados no começo deste texto. A vacina já é produzida no Brasil a custo razoável, dispomos de boa rede de distribuição de vacinas e o país está investindo na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (especialmente o HIV). Acima de tudo, os bons resultados da vacina contra a hepatite B são inquestionáveis.
Sabemos, ainda, que grupos especiais, principalmente os portadores de outras doenças sexualmente transmissíveis, mantêm a transmissão do vírus da hepatite B em nosso meio. Há pouco tempo, era difícil vacinar tais pessoas pelo sistema de saúde. Muitos tinham de recorrer a clínicas privadas. Era um tiro no pé. A prevenção da hepatite B com uma vacina pode representar grande economia para o nosso sistema de saúde, já que um paciente que contrai o vírus pode tornar o atendimento caríssimo devido aos tratamentos de longo prazo e possíveis complicações.
Acho que devemos ir além. É difícil entender por que o Ministério da Saúde não torna a vacina acessível a toda a população que deseja se vacinar. É um investimento na saúde de todos nós.

Programa de computador ajuda crianças com transtorno de atenção.

Um programa de computador se mostra promissor no alívio de alguns dos sintomas do DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) e hiperatividade em crianças, sugere um novo estudo da Ohio State University.

Pesquisadores testaram um software desenvolvido por uma empresa sueca em conjunto com o Instituto Karolinska, uma universidade de medicina, em Estocolmo, que mostrou mudanças significativas em cinco semanas.

O programa de formação da memória em áreas como atenção, planejamento e organização e memória de trabalho demonstrou mudanças significativas para os alunos, explica o co-autor do estudo Steven Beck, professor de psicologia da universidade de Ohio.

Este programa realmente pareceu fazer uma diferença para muitas das crianças com DDA. Não vai substituir a medicação, mas poderia ser uma terapia complementar útil.

O software é projetado para melhorar uma das principais deficiências encontradas em pessoas com o transtorno: a memória de trabalho.

A memória de trabalho é a capacidade de reter informações por tempo suficiente para alcançar um objetivo. Por exemplo, você tem que lembrar um número de telefone por tempo suficiente para que você possa discá-lo. Os alunos têm de lembrar a passagem de um livro que acabou de ler, para entender o que está lendo no momento.

Outra autora do estudo, Christine Hanson, estudante de pós-graduação em psicologia, afirma que este tipo de memória é necessária para conseguir fazer as atividades diárias.

A memória de trabalho é fundamental na vida cotidiana, e certamente para o sucesso acadêmico, o que é muito difícil para crianças com DDA.

O estudo envolveu 52 alunos, com idades entre sete e 17 anos, que frequentavam uma escola particular em Colombo, que atende crianças com dificuldades de aprendizagem, muitas com diagnóstico de DDA. Todas as crianças utilizaram o software em suas casas, sob a supervisão de seus pais e os pesquisadores.

O software inclui um conjunto de 25 exercícios que os alunos tinham que completar dentro de 5 a 6 semanas. Cada sessão era de 30 a 40 minutos de duração. Os exercícios estão em um formato de jogo de computador e são projetados para ajudar os estudantes a melhorar a sua memória de trabalho, explica Puffenberger Synthia, também estudante da pós-graduação.

No início, as crianças adoram, porque é como um jogo. Mas o programa tem um algoritmo construído que torna os exercícios mais difíceis, próprios para os alunos aprendem melhor.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Emoções fazem britânica com síndrome rara passar mal cem vezes ao dia...

Vamos ver quem se identifica com essa notícia da BBC:

A britânica Sharon Wilson sofre de uma doença pouco conhecida que faz com que ela vomite repetidamente sempre que fica empolgada com alguma coisa.

Foi o que aconteceu quando seu marido a surpreendeu com uma viagem para Paris. Ela vomitou mais de 140 vezes em 24 horas. Durante episódios como esse, Wilson vomita praticamente a cada dez minutos, até que seu corpo não aguenta mais e ela dorme.

"Quando fomos para Las Vegas renovar nossos votos de casamento nas nossas Bodas de Prata, eu fiquei tão mal que quase não conseguia sair do hotel. Nós deveríamos estar nos divertindo como nunca e eu estava com a cabeça enfiada dentro de uma privada", conta a britânica.

Moradora de Doncaster, no norte da Inglaterra, a assistente social sofreu com os sintomas por mais de dez anos até ser diagnosticada com a síndrome dos vômitos cíclicos (SVC).

"Como não há um teste específico para identificar a síndrome, os médicos tentam de tudo antes de dar o diagnóstico", diz a vice-presidente da Associação Britânica da Síndrome dos Vômitos Cíclicos, Gill McRonald.

"Ressonância Magnética para excluir tumor no cérebro, exames para diagnosticar doenças intestinais... Apenas quando tudo dá negativo, eles acreditam que o paciente tem síndrome dos vômitos cíclicos", acrescenta.

Os médicos ainda não sabem muito sobre a ocorrência de SVC em adultos, mas há vários estudos científicos sobre crianças em idade escolar que têm a doença.

Pesquisas realizadas na Austrália e na Escócia indicam que cerca de 2% delas sofrem da síndrome, com sintomas que variam de brandos a extremamente graves.

Empolgação

Para muitos pacientes com SVC, os ataques de vômito são provocados por alguma infecção ou vírus, enquanto para outros os episódios acontecem em momentos de estresse e ansiedade. Para alguns pacientes, não há um motivo específico para que a síndrome se manifeste.

Mas no caso de Sharon Wilson, sempre que ela ficava levemente animada com alguma coisa, começava a sentir enjoos.

"Se eu tenho algo bom planejado para o dia seguinte, eu normalmente começo a me sentir tonta às 21h. Às 21h30, estou muito mal e normalmente fico acordada a noite inteira", conta Wilson. "Se conseguir evitar uma ida ao hospital, eu me considero sortuda."

Durante crises agudas, os pacientes que sofrem de SVC precisam ser tratados com uma infusão intravenosa de cloreto de sódio e cloreto de potássio.

"A síndrome pode ser tão violenta que os pacientes não conseguem se preocupar com a própria aparência e, ao chegar ao hospital, acabam sendo confundidos com mendigos ou usuários de drogas, por causa da incoerência causada pelos sintomas", diz McRonald.

"Em setembro de 2009, um rapaz britânico de 23 anos morreu por não ter ido ao hospital receber o soro", acrescenta. "A autópsia registrou a causa da morte como arritmia cardíaca causada por deficiência de potássio provocada por vômito cíclico."

Tratamento

Não há um tratamento reconhecido para a Síndrome dos Vômitos Cíclicos, mas alguns remédios são usados para tentar prevenir os sintomas.

Há cerca de seis meses, Sharon Wilson começou a tomar o antidepressivo amitriptilina, também usado no tratamento de enxaquecas. Quando começa a sentir os primeiros sintomas, ela toma também o sedativo e anticonvulsivo diazepan.

Desde então, ela não teve nenhum ataque de vômito.

"Só o tempo vai dizer se a nova medicação vai funcionar a longo prazo, mas por enquanto estou adorando ter alguma animação na minha vida sem passar dias no banheiro", conta a britânica.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estudo britânico descobre forma de 'reparo' da esclerose múltipla...

O estudo abre a possibilidade de estimular o cérebro a reparar os danos Cientistas britânicos identificaram uma forma de estimular o sistema nervoso a regenerar-se nos casos de esclerose múltipla.

Os estudos, publicados na revista Nature Neuroscience, foram realizados em ratos nas Universidades de Cambridge e Edimburgo, na Escócia. A pesquisa identificou uma forma de ajudar as células-tronco no cérebro a reparar a camada de mielina, necessária para proteger as fibras nervosas.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que destrói a mielina, uma camada que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

Em cerca de 85% dos casos, os pacientes têm uma forma de esclerose múltipla chamada de recaída/remissão, na qual as "crises" que incapacitam a pessoa são seguidas de uma recuperação de um nível da função física perdida. Nesta forma da doença, parece haver um reparo natural da mielina.

Mas, cerca de 10% das pessoas são diagnosticadas com a forma progressiva da esclerose múltipla, na qual o declínio avança sem qualquer período de recuperação.

Além destas pessoas, os pacientes com a forma recaída/remissão da doença também podem desenvolver a chamada esclerose múltipla progressiva secundária, que afeta o paciente da mesma forma que a progressiva.

Os cientistas têm tentado desenvolver tratamentos justamente para estes dois grupos.

Nos casos de esclerose múltipla a perda da camada de mielina, que funciona como uma camada de isolamento, leva ao dano nas fibras nervosas do cérebro.

Estas fibras são importantes por enviarem mensagens para outras partes do corpo.

A pesquisa britânica identificou uma forma de estimular as células-tronco do cérebro para que elas regenerem estas fibras. E também mostraram como este mecanismo pode ser explorado para fazer com que as células-tronco do cérebro melhorem sua capacidade de regeneração da mielina.

Com isso, os cientistas esperam poder ajudar a identificar novos medicamentos que estimulem o reparo da mielina nos pacientes que sofrem com a doença.

Esta descoberta é muito animadora, pois pode abrir o caminho para elaborar medicamentos que vão ajudar a reparar o dano causado a camadas importantes que protegem as células nervosas no cérebro.

Terapias que reparam o dano (causado pela doença) são o elo perdido no tratamento da esclerose múltipla.

Neste estudo identificamos um modo pelo qual as células-tronco do cérebro podem ser estimuladas a fazer este reparo, abrindo a possibilidade de um novo medicamento renegerativo para esta doença devastadora.

Anos Instituições de caridade britânicas, voltadas para tratamento de esclerose múltipla, afirmaram que, apesar de ser uma notícia animadora, ainda serão necessários alguns anos antes de um tratamento ser desenvolvido.

Este é o começo de um estudo, em roedores, mas será muito interessante observar como se desenvolve.

A pesquisa britânica foi financiada por instituições americanas, a MS Society e National MS Society.

Para pessoas com esclerose múltipla esta é uma das notícias mais animadoras dos últimos anos.

É difícil colocar em palavras como esta descoberta é revolucionária e como é importante ontinuar com as pesquisas em esclerose múltipla...