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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Radiculopatias e a Eletroneuromiografia


A radiculopatia é o acometimento da raiz nervosa (L. radicula = pequena raiz; pathos = doença).

As raízes nervosas são nervos que saem da medula espinhal e carreiam a informação desta até os membros, controlando assim áreas específicas de sensibilidade e movimentos específicos de grupos musculares a depender de qual nível da medula espinhal a raiz nervosa sai.

Sendo assim, a compressão desses nervos pode causar dores tanto na região da coluna quanto em membros, além de fraquezas, parestesias (dormência, formigamento), sensação de choque, queimor e dificuldade de coordenação de movimentos.

Diversos são os fatores que podem irritar ou inflamar a raiz nervosa, como, por exemplo, hérnias e abaulamentos discais, estenoses foraminais, osteofitose, entre outros.

As radiculopatias mais comuns são as lombares e as cervicais.

O diagnóstico de radiculopatias é clínico e pode ser confirmado com estudo neurofisiológico (eletroneuromiografia - ENMG).

Radiculopatias cervicais e lombossacras são condições clínicas que afetam raízes espinais de causas variadas sendo, a mais freqüente, a hérnia do núcleo pulposo e conseqüente compressão radicular em sua saída do canal medular, junto ao forame de conjugação.

Outras causas de radiculopatias incluem a estenose de canal medular (em geral, degenerativa), e processos inflamatórios ou infecciosos acometendo raízes espinhais ou neoplasias.

Apesar das diferentes causas, a apresentação clínica das radiculopatias podem ser idênticas.

A patologia que afeta os nervos periféricos, a junção neuromuscular e os músculos pode ser avaliada de forma reprodutível e clara pela eletroneuromiografia (ENMG).

Este exame é composto por 2 fases essenciais: o estudo da neurocondução e a eletromiografia com agulha. A neurocondução avalia a velocidade de condução do potencial de ação nervoso ao longo do nervo periférico e pode ser útil na determinação etiológica das alterações dessa propriedade nervosa, ou pode ser útil também na delimitação topográfica da lesão, especialmente nas síndromes compressivas. Por outro lado, a eletromiografia é realizada com agulha que é introduzida em regiões específicas dos músculos e permite a avaliação da contração muscular, junção neuromuscular e miopatias.

A ENMG é empregada no diagnóstico de radiculopatia desde 1950 como método de diagnóstico complementar por gerar importantes informações para o esclarecimento diagnóstico, planejamento de tratamento e acompanhamento terapêutico.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Será que as terapias à base de plantas e sintomas da menopausa funcionam?


Entre 40% e 50% das mulheres nos países ocidentais usam terapias complementares na tentativa de reduzir os sintomas da menopausa. Revisão sistemática e meta-análise foi publicada pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA) com o objetivo de determinar a associação de terapias à base de plantas e os sintomas da menopausa.

As bases eletrônicas de dados Ovid Medline, Embase e Cochrane Central foram sistematicamente analisadas para identificar estudos elegíveis publicados antes de 27 de março de 2016. A seleção de estudos incluiu os ensaios clínicos randomizados que avaliaram terapias à base de plantas e a presença de ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal. Os dados foram extraídos por dois revisores independentes usando um formulário de coleta de dados previamente criado.

Os principais resultados e medidas avaliados foram os fogachos, suores noturnos e secura vaginal.

Foram identificados 62 estudos, incluindo 6653 mulheres. O uso de fitoestrogênios foi associado a uma diminuição no número de ondas de calor ao dia e redução da secura vaginal entre os grupos em tratamento, mas não no número de episódios de suores noturnos.

As intervenções com fitoestrógeno, como a introdução na dieta e a suplementação com isoflavonas de soja, foram associadas à melhora nas ondas de calor e na secura vaginal.

Vários remédios à base de plantas, mas não de plantas medicinais chinesas (fitoterapia chinesa), foram associados a uma diminuição global na frequência dos sintomas vasomotores. Havia heterogeneidade considerável na qualidade dos estudos disponíveis e 46 (74%) dos ensaios clínicos randomizados incluídos demonstraram um elevado risco de viés dentro de três ou mais áreas de qualidade do estudo.

Concluiu-se que a suplementação de fitoestrogênios foi associada a reduções modestas na frequência das ondas de calor e na secura vaginal, mas nenhuma redução significativa nos suores noturnos.



Fonte: The Journal of the American Medical Association (JAMA), de 21 de junho de 2016


PS: em minha experiência clínica vejo resultados muito superiores aos citados por esta fonte de pesquisa.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Axilas manchadas? Pode ser eritrasma.


Eritrasma é uma infecção cutânea crônica causada por uma bactéria Gram positiva presente em regiões tropicais e subtropicais, que geralmente atinge as camadas externas das dobras da pele.

O eritrasma é causado pela bactéria Gram positiva Corynebacterium minutissimum, a qual pode coexistir com fungos dermatófitos ou com Candida albicans. Ela é prevalente entre os diabéticos e obesos, acontece mais em climas quentes e é agravada pelo uso de roupas muito fechadas.

A Corynebacterium minutissimum é um bacilo normal na flora da pele que fermenta os açúcares presentes. É mais comum em obesos e em pessoas que suam muito, com imunidade baixa, idosos e diabéticos. Lavar-se muito com álcool ou sabão bactericida também lesiona a pele e pode favorecer o aparecimento de infecções mais resistentes. A bactéria invade o terço superior do estrato córneo da pele, em condições favoráveis, tais como calor e umidade, prolifera com mais facilidade e essa proliferação engrossa o estrato córneo da pele. Os organismos que causam eritrasma tanto são detectados nos espaços inter como intracelulares, dissolvendo fibrilas de queratina.

Na maioria dos casos, o eritrasma é assintomático, sendo a principal manifestação da doença constituída por manchas na pele. Essas manchas normalmente são bem delimitadas, de cor inicialmente rósea e que se tornam posteriormente marrons e escamosas. São normalmente encontradas em áreas de dobras da pele, como axilas, virilhas, glúteos, entre os dedos e sob as mamas, mas em algumas pessoas a infecção pode ir do tronco até à região anal.

O diagnóstico do eritrasma pode ser feito a partir da simples observação das lesões. No entanto, um exame das manchas com a lâmpada de Wood (instrumento manual que possui uma lâmpada que emite luz ultravioleta) confere a elas uma coloração característica, vermelho coral, que ajuda a confirmar o diagnóstico e diferenciá-lo de outras doenças da pele. Uma confirmação ainda maior, mas geralmente dispensável para fins clínicos, pode ser feita por meio de um esfregaço ou raspagem da lesão para exame de microscopia e cultura. O eritrasma pode ser confundido com outras causas de intertrigo (erupções nas dobras da pele), por isso o diagnóstico diferencial deve ser feito com eles, especialmente a tinea cruris, à qual o eritrasma pode se assemelhar muito.

Veja outras condições que podem surgir na pele das axilas em "Você sabe o que é hiperidrose?", "Mau cheiro nas axilas ou no corpo: o que é isso? Quais são as causas? Tem tratamento?" e em "Micoses Superficiais - Como evitá-las?".

O eritrasma é tratado topicamente com o ácido fusídico, gel de eritromicina ou azitromicina, a forma sistêmica pode ser tratada com pílulas desses medicamentos. Pode-se usar também um sabão antibactericida ou uma pomada de ácido benzoico e ácido acetilsalicílico. Muitas vezes a infecção retorna e é necessário repetir o tratamento.

O eritrasma começa com um pontilhado róseo que posteriormente se conflui numa mancha de dimensões maiores, tornando-se amarronzada e escamosa.

Para prevenir-se contra o eritrasma, o paciente deve manter seu peso dentro do normal, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação saudável, manter a pele seca e não negligenciar a limpeza entre os dedos após o banho. Deve procurar também evitar umidade excessiva e usar roupas limpas e absorventes.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Artrite Séptica ou Artrite Infecciosa


A artrite séptica, ou artrite infecciosa, é uma infecção dolorosa em uma articulação, pela invasão de um microrganismo patógeno (bactéria, vírus ou fungo).

A infecção que causa a artrite séptica pode vir através da corrente sanguínea, a partir de outra parte do corpo ou de uma lesão penetrante que permite a entrada de germes diretamente na articulação. A artrite séptica pode ser causada por infecções bacterianas, virais ou fúngicas. A infecção bacteriana por Staphylococcus aureus é a mais comum, mas uma mesma articulação pode ser infectada por mais de uma bactéria diferente.

A infecção bacteriana pode se desenvolver quando uma infecção da pele ou do trato urinário, por exemplo, se espalha através da corrente sanguínea para uma articulação ou, menos comumente, uma perfuração, injeção de drogas ou cirurgia próxima a uma articulação abre caminho para germes que alcançam o espaço da articulação.

A inflamação pode aumentar a pressão no interior da articulação e reduzir o fluxo de sangue dentro dela, contribuindo para o dano. As infecções articulares crônicas são muitas vezes provocadas por bacilos da tuberculose ou fungos.

Assim que o agente microbiano penetra na articulação, ele inicia uma série de reações inflamatórias que ativam a liberação de citocinas e outras enzimas colágeno degradantes, o que pode levar a um permanente dano articular ou à sua total destruição. Essas substâncias podem induzir proliferação da membrana sinovial, granulação tecidual, neovascularização e infiltrações por células polimorfonucleares, o que pode resultar, se não for tratado, na destruição do osso e da cartilagem.

O dano articular pode progredir mesmo depois da erradicação dos microrganismos, pois a persistência dos antígenos bacterianos e proteinases dentro da articulação continuarão promovendo uma resposta inflamatória.

A artrite séptica atinge mais o sexo masculino e os extremos de idades (crianças e idosos). Quando o médico julga que o paciente possa estar com artrite infecciosa, deve tentar localizar logo a “porta de entrada”. Embora existam várias “portas de entrada” possíveis, as mais comuns são feridas na pele, infecção de garganta, infecção urinária, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), lesões de pele e drogas injetáveis.

Em geral, os sintomas da infecção se manifestam intensamente e de forma aguda. Os fungos ou as micobactérias costumam causar sintomas de menor intensidade e afetar apenas uma articulação, raramente várias simultaneamente. Os joelhos são as articulações mais comumente afetadas, mas a artrite séptica também pode acometer outras articulações, como os quadris e ombros, por exemplo.

A infecção pode danificar rápida e severamente a cartilagem envolvida, bem como o osso dentro da articulação, de modo que o pronto tratamento é crucial. A artrite séptica normalmente provoca extremo desconforto e dificuldade de usar a articulação afetada. A articulação pode se apresentar inchada, vermelha e quente e o paciente pode ter febre.

A história clínica e o exame físico constituem o passo inicial para o diagnóstico da artrite séptica, mas ele pode ser complementado pelos seguintes testes de laboratório: análise e cultura do líquido articular (cor, consistência, volume e composição); exames de sangue; exames de imagem (radiografias e outros). Quando há artrite, este líquido assume aspecto leitoso ou amarelado-esverdeado, frequentemente purulento, contendo grande número de células brancas e bactérias.

A artrite séptica tem cura, mas seu tratamento deve ser iniciado o mais prontamente possível, geralmente num hospital, com o uso de antibióticos venosos e drenagem da articulação, para não deixar sequelas. Após isso, o tratamento deve ser continuado com fisioterapia para recuperar a integridade funcional da articulação comprometida.

A drenagem pode remover o líquido articular através de agulha, artroscopia ou cirurgia aberta. Esse procedimento tanto é um recurso terapêutico como diagnóstico, servindo para análise laboratorial do líquido. Para selecionar o antibiótico mais eficaz, o médico deve fazer identificar em laboratório o micróbio causador da infecção.

De início, os antibióticos para combater a infecção são dados por via venosa, porém mais tarde, quando a infecção cedeu um pouco, passam a ser dados oralmente. As infecções causadas por fungos tratam-se com medicamentos antimicóticos e as tuberculosas com uma combinação de antibióticos. As infecções virais costumam melhorar de forma espontânea e só é necessária terapia para a dor e a febre. Uma “lavagem” articular pode ser necessária para que um grande número de bactérias e produtos da inflamação sejam rapidamente retirados da articulação.

O prognóstico da artrite séptica gonocócica é melhor que o da artrite séptica não gonocócica.

Na maioria dos casos tratados precocemente, a evolução é favorável. No entanto, o atraso no diagnóstico e no tratamento pode fazer com que a artrite séptica evolua para uma perda total da cartilagem, levando à rigidez articular e anquilose.

Se o tratamento for delongado, a artrite séptica pode levar à degeneração e a danos permanentes da articulação, sobretudo se houver pus.

sábado, 25 de junho de 2016

Olimpíadas no Brasil: o que a OMS recomenda aos viajantes que virão aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016?


Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 serão no Rio de Janeiro, Brasil, entre 5 a 21 de agosto de 2016 e entre 7 a 18 de setembro de 2016, respectivamente. Cinco cidades adicionais irão hospedar jogos do Torneio Olímpico de Futebol - Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo.

As recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são destinadas a aconselhar as autoridades de saúde e os prestadores de cuidados de saúde sobre práticas e medidas de segurança para os viajantes que visitarão o Brasil.

Antes da partida, os viajantes devem ser aconselhados sobre os riscos de saúde existentes nas áreas que pretendem visitar e a respeito das práticas e medidas preventivas relacionadas, para minimizar a probabilidade de adquirir doenças e de ter acidentes.

Os viajantes para o Brasil devem consultar o conselho de viagem emitido pelas respectivas autoridades nacionais.

As autoridades de saúde do Brasil fornecem conselhos de saúde para os visitantes em seu site em português (ver lista de sites no artigo original). Serviços de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde pública do Brasil (SUS) são gratuitos para todos os indivíduos, incluindo os visitantes.

Doenças evitáveis por vacinação

A consulta médica deve ser agendada o mais cedo possível antes da viagem, pelo menos 4 a 8 semanas antes da partida, a fim de dar tempo suficiente para a conclusão de esquemas de imunização para vacinas de rotina e para vacinas indicadas de acordo com destinos específicos. Mesmo quando a saída é iminente, ainda há tempo para fornecer conselhos e aplicar algumas vacinas.

Vacinas de rotina

Os viajantes devem ser vacinados de acordo com o seu calendário de imunização nacional, que irá variar de um país para outro. Esquemas de imunização de rotina, estabelecidos pelas autoridades nacionais, incluem a vacinação contra a difteria, coqueluche, tétano, poliomielite, sarampo, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b e, em muitos países, doenças adicionais, tais como a rubéola, caxumba, gripe, febre amarela, vírus do papiloma humano (HPV), rotavírus e doenças pneumocócicas.

Desde julho de 2015, o Brasil acabou com a transmissão do sarampo, na sequência de um surto associado a um caso importado. Como o sarampo ainda é endêmico ou circula em muitos países, a vacinação contra o sarampo deve ser atualizada para evitar a importação do vírus ao Brasil. Considerações semelhantes se aplicam para a rubéola, que foi eliminada no Brasil em 2009.

O poliovírus selvagem foi eliminado no Brasil desde 1989. Para evitar a reintrodução da poliomielite no Brasil, os viajantes provenientes de países onde casos de pólio têm ocorrido recentemente devem ser totalmente imunizados.

Para os viajantes em risco de complicações graves de gripe, a vacinação deve ser considerada. A OMS recomenda a vacinação contra a gripe sazonal para as mulheres grávidas, idosos, indivíduos com condições médicas crônicas específicas, crianças de 6 a 59 meses e profissionais de saúde. Note-se que a OMS aconselha mulheres grávidas a não viajar para os Jogos Olímpicos ou para qualquer área onde o vírus Zika está circulando. A cepa do vírus influenza da gripe que circula atualmente no Brasil, A (H1N1) pdm09, está incluída nas vacinas tanto no Hemisfério Norte 2015-2016 quanto no Hemisfério Sul 2016. Espera-se que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos aconteçam após a temporada de gripe no Rio de Janeiro ter atingido o seu pico em junho e julho; no entanto, há variações regionais e casos ocorrem ao longo do ano no Brasil. Os viajantes em risco devem, idealmente, receber a vacina contra a gripe pelo menos duas semanas antes da partida.

Vacinas relacionadas a viagens

Dependendo do itinerário específico de viagem, vacinas adicionais podem ser consideradas para alguns viajantes. Aos viajantes não vacinados devem ser oferecidas tais vacinas de acordo com suas recomendações nacionais:

Hepatite A: o Brasil é um país de endemicidade intermediária e propenso a surtos de hepatite A.

Hepatite B: é provável que o risco de contrair hepatite B seja baixo, exceto para os viajantes que engajarem-se em comportamentos de alto risco, tais como tatuagens e uso de drogas injetáveis. A vacina contra hepatite B foi introduzida no calendário nacional de imunização no Brasil em 1998.

Febre tifoide: a incidência de febre tifoide no Brasil é maior no Norte e Nordeste, incluindo Amazonas e Manaus, que hospedarão jogos do Torneio Olímpico de Futebol.

Raiva: o risco de infecção por raiva no Rio de Janeiro e nas cinco cidades restantes que hospedarão o Torneio Olímpico de Futebol é desprezível.

Febre amarela: uma única dose da vacina contra a febre amarela é recomendada para todos os viajantes com idade superior a 9 meses que visitarão áreas de risco de transmissão da febre amarela. A vacinação deve ser realizada pelo menos 10 dias antes da partida, confere proteção duradoura e não é recomendada para os viajantes que limitarem a sua estadia para as seguintes cidades-sede das Olimpíadas e Jogos Paraolímpicos: Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A propagação internacional do surto de febre amarela em curso em Angola poderá exigir da OMS o ajuste dessas recomendações.

Doenças transmitidas por mosquitos

Medidas de proteção individuais
Embora o risco de doenças transmitidas por mosquitos seja menor durante o inverno, mesmo assim os viajantes devem tomar medidas de proteção para evitar picadas de mosquitos. Essas incluem:
•Sempre que possível, usar roupas (de preferência de cor clara) que cubram a maior parte do corpo durante o dia;
•Usar repelentes que contenham DEET (dietiltoluamida), ou IR 3535 ou icaridina, os quais devem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas, utilizados em estrita conformidade com as instruções do rótulo, especialmente em relação à duração da proteção e tempo de reaplicação. Se repelentes e protetores solares são usados juntos, o protetor solar deve ser aplicado em primeiro lugar e o repelente após este;
•Escolher acomodações sanitárias com água encanada e barreiras físicas, tais como telas em janelas e portas para evitar que os mosquitos entrem nos quartos;
•Evitar áreas sem água encanada e com saneamento deficiente, que constituem criadouros ideais para os mosquitos.

Arboviroses transmitidas por mosquitos Aedes

Além da febre amarela (ver acima os requisitos de vacinação), as doenças transmitidas por mosquitos da espécie Aedes incluem chikungunya, dengue e doença do vírus Zika.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O que é inflamação?


Inflamação (do latim: inflammatio = atear fogo) ou processo inflamatório é uma reação do organismo a uma infecção ou lesão dos tecidos e faz parte das defesas do indivíduo. Quando algo nocivo ou irritante afeta uma parte do corpo, há uma reação biológica de defesa que constitui os sinais e sintomas da inflamação, o que mostra que o corpo está tentando se curar.

A região inflamada fica avermelhada e quente, devido a um aumento do fluxo de sangue e demais líquidos corporais para o local. Na área inflamada também ocorre o acúmulo de células provenientes do sistema imunológico (leucócitos, macrófagos e linfócitos) e dor localizada. Os leucócitos destroem o tecido danificado e os macrófagos digerem esse tecido e os antígenos.

Inflamação nem sempre significa infecção. A infecção é causada por um agente biológico infeccioso (bactéria, vírus, fungo, etc.), enquanto que a inflamação é a resposta do corpo a ele.

A inflamação acontece quando o organismo combate uma infecção ou lesão que o atinge. Ela faz parte da ação do sistema imunológico do corpo e é uma reação do organismo ao procurar livrar-se do estímulo nocivo.

A inflamação faz parte das defesas do organismo e deflagra uma resposta inespecífica contra uma agressão. Como processo natural, ela se contrapõe à imunidade adquirida, em que o sistema imune se volta contra agentes agressores específicos, como nas vacinas, por exemplo. Nesse caso, o organismo precisa entrar em contato com o agressor, identificá-lo como estranho e potencialmente nocivo e só então produzir uma resposta.

Nas reações inflamatórias, os neutrófilos e macrófagos migram dos vasos sanguíneos para o tecido inflamado e então removem os agentes patológicos através da fagocitose e/ou da granulação. Em virtude da agressão tecidual, seguem-se dilatações dos capilares, mediadas pela histamina, e um aumento localizado e imediato da irrigação sanguínea, o que se traduz num halo avermelhado em torno da lesão. Os neutrófilos e macrófagos, por sua vez, realizam a fagocitose dos elementos que estão na origem da inflamação e produzem substâncias químicas de combate à infecção. Também o sistema de coagulação do sangue e as plaquetas são ativados, visando conter possíveis sangramentos.

Enfim, estes fatores, e ainda outros, atuam em conjunto para levar aos eventos da inflamação: aumento do calibre dos capilares, produzindo hiperemia (pelo maior afluxo de sangue), aumento da temperatura local; edema, que ocorre a partir do aumento da permeabilidade vascular; dor, causada primariamente pela estimulação das terminações nervosas por algumas das substâncias liberadas durante o processo inflamatório; hiperalgesia (aumento da sensibilidade dolorosa) promovida pelas prostaglandinas e pela bradicinina e, em parte, pela compressão relacionada ao edema.

A inflamação pode ser de dois tipos principais:

(1) aguda, que se instala rapidamente, após um acidente, por exemplo; ou
(2) crônica, que se instala de forma lenta e insidiosa, como, por exemplo, nas doenças reumáticas.

A diferença clínica entre a inflamação aguda e a crônica, além do tempo, está na intensidade dos sintomas e no tempo que a inflamação leva para ser curada.

Na inflamação aguda, os sinais típicos da inflamação, como calor, vermelhidão, inchaço e dor estão sempre presentes; na inflamação crônica, por sua vez, os sintomas não são tão específicos. Esta classificação nada diz a respeito da gravidade do processo, mas apenas se refere à sua velocidade de instalação.

A inflamação se caracteriza ainda, além dos seus sintomas cardinais, pela eventual perda de função da parte afetada. Além disso, podem surgir outros sinais e sintomas, na dependência do local e da natureza da inflamação, como glândulas inchadas, febre e liberação de líquidos. As doenças autoimunes geralmente assumem uma característica inflamatória, com manifestações clínicas diversas, de acordo com o tecido ou sistema afetado.

Existem medicamentos anti-inflamatórios hormonais e não hormonais capazes de interferir no processo reacional de defesa do organismo de modo a minimizar a agressão dos próprios tecidos frente ao agente agressor e dar maior conforto ao paciente. Os anti-inflamatórios hormonais, também conhecidos como corticoides ou corticoesteroides, são agentes inibidores da produção das prostaglandinas e dos leucotrienos. Os anti-inflamatórios não hormonais também inibem a produção de prostaglandinas, mas não interferem com a geração de leucotrienos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Arnica montana


MENTE:
- Transtorno por injúria. Transtorno por perda, lesão superficial ou profunda na sua integridade física, emocional ou psíquica. Dores. Perda pecuniária.
- Pensam que estão bem, mandam o médico embora.
- Medo dos outros se aproximarem dele, de ser tocado, machucado.
- Medo do vento, de morte súbita.

AGUDOS:
- Hematomas nas injúrias ou cirurgia.
- Sensação de contusão.
- Sensação dolorosa quando tocado.
- Sensação de que a cama está dura (Bapt, Rhus-t, Pyrog).
- Concussão cerebral.
- Epistaxe por lavar o rosto.
- Torcedura (Bry, Rhus-t)
- Parto: para induzir o trabalho de parto. sensação de machucado após o parto.

GENERALIDADES:
- Queixas depois de cada trauma (Nat-s).
- < Tempo frio úmido.
- < Pancadas.

CABEÇA:
- KN: Cabeça quente e corpo frio.

ESTÔMAGO:
- Eructações com CHEIRO DE OVO PODRE.
- KN: sente como se o estômago pressionasse contra a espinha.

RETO:
- Diarréia com cheiro de ovo podre.

TÓRAX:
- Dor em torno do coração e medo de doença cardíaca < noite.
- Angina pectoris: sensação de machucado no tórax.

EXTREMIDADES
- Artrite < tempo frio úmido.
- Dor articular < pancadas (Bell).

PELE:
- Erupções SIMÉTRICAS (1o remédio).

NOTA:
- Após trauma, se Arn não melhora: pensar em Sulph-ac (GV). Injúrias com hematomas.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Atraso menstrual...


Na maioria das mulheres, o ciclo menstrual normal dura cerca de 28 dias. No entanto, um intervalo entre 25 e 35 dias é considerado normal. O ciclo menstrual tem início no primeiro dia da menstruação e termina quando a menstruação seguinte se inicia. A menstruação ocorre durante os anos férteis da vida da mulher, que se iniciam na adolescência e duram até a menopausa.

O ciclo menstrual é dividido em três fases:
1.Fase folicular: começa no primeiro dia da menstruação e dura cerca de doze dias.
2.Fase ovulatória: dura cerca de oito dias, durante os quais ocorre a ovulação (normalmente no meio do ciclo).
3.Fase lútea: prepara o útero para o início da próxima menstruação.

Ao final dessas três fases, não ocorrendo gravidez, dá-se a menstruação. No entanto, o ciclo menstrual sofre a interferência de muitos fatores inevitáveis que fazem com que ele fique irregular e sofra atrasos.
•Conheça melhor como é o ciclo menstrual lendo: "Ciclo menstrual: como ele é?"
•Como saber o dia da ovulação? Conheça o método da arborização em "Dia da ovulação: o que é o método da arborização?" e em "Ovulação: o fenômeno da arborização pode ajudar a saber o dia da ovulação por um método natural alternativo"

O atraso menstrual geralmente gera uma grande reação emocional. De susto na mulher que não deseja estar grávida e de júbilo naquela que está esperando pela gravidez.

A menstruação pode estar atrasada porque a mulher está grávida, mas nem sempre este é o motivo. Na maioria das vezes, o atraso menstrual não é motivado por uma gravidez, pois inúmeras outras situações como ansiedade, nervosismo, estresse, emoções fortes, alterações hormonais ou mesmo o consumo exagerado de cafeína ou de bebidas alcoólicas pode levar ao atraso da menstruação.

Também certos remédios, algumas doenças sistêmicas e mudanças rápidas nos níveis de gordura corporal podem alterar o ciclo menstrual. Além disso, algumas pílulas anticoncepcionais podem ser responsáveis por interromper os ciclos menstruais ou torná-los irregulares. Ainda além destas causas, logo após a menarca e na menopausa, os ciclos menstruais são irregulares e a menstruação tende a atrasar. Uma menina que há pouco teve sua primeira menstruação pode ter ciclos menstruais irregulares durante os próximos cinco anos, com atrasos menstruais. Por sua vez, a menopausa, que pode ocorrer já aos 40 anos, pode ter o mesmo efeito. Em todos esses casos, é “normal” não ter menstruação.

O atraso na menstruação pode durar de três dias a um ou dois meses e não ser motivo para preocupações, mas sempre que ele se estender por mais de cinco dias, o médico deve ser consultado para que a causa possa ser identificada e tratada, quando necessário.
•Leia também: "Sintomas Precoces de Gravidez" e "Diagnóstico precoce de gravidez: você está ou não está grávida?"

É muito importante saber se o atraso menstrual se deve ou não à gravidez, porque as atitudes a seguir são muito diferentes. Se houve contato sexual desprotegido cerca de 14 dias antes, a grande probabilidade é de que a mulher esteja grávida, sobretudo se os ciclos menstruais anteriores eram regulares. A mulher deve, então, fazer um teste de gravidez. Se o teste for negativo, é muito provável que não esteja grávida e que o atraso se deva a outras causas, como em atletas ou pessoas com excesso de atividade física; dietas muito restritivas; má alimentação ou distúrbios alimentares como anorexia ou bulimia; excesso de estresse ou alterações hormonais.

A primeira suspeita das causas do atraso menstrual é a gravidez, a não ser que a mulher possa dar informações muito confiáveis que excluam essa possibilidade, o que nem sempre é o caso. Essa possibilidade pode ser confirmada ou não por meio dos testes de gravidez. As demais causas dependem de uma avaliação clínica e de alguns testes laboratoriais confirmatórios.

Muitos casos de atrasos menstruais que não se devam à gravidez resolvem-se por si mesmos, independentemente de qualquer tratamento medicamentoso e sem que uma causa se torne conhecida, bastando tranquilizar a mulher. Outros casos dependem de mudanças nos hábitos de vida. Quando existe uma causa orgânica definida, ela deve ser tratada pelos meios próprios.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Polimialgia Reumática


A polimialgia reumática é um distúrbio inflamatório que causa dor, fraqueza e rigidez em várias partes do corpo, principalmente ombros, pescoço, braços, coxas, quadris e região lombar inferior.

As causas da polimialgia reumática ainda não são totalmente esclarecidas. Entretanto, sabe-se que este problema ocorre duas vezes mais nas mulheres que nos homens. Além disso, é mais comum em pessoas do norte da Europa e da Escandinávia. Alguns pacientes com polimialgia reumática também sofrem de arterite de células gigantes, indicando uma associação entre as duas condições.

Este distúrbio é mais comum em pessoas com mais de 55 anos de idade. Os sinais mais comuns da polimialgia reumática são dor e rigidez no pescoço e nos ombros, as quais gradualmente afetam outras áreas, como quadris e coxas. Ocasionalmente, a dor pode acometer também pulsos e mãos e geralmente afeta os dois lados do corpo de maneira simétrica. A dor e a rigidez tendem a ser pior pela manhã, diminuir com o passar do dia e pioram se a pessoa fica muito tempo numa mesma posição.

Outros sintomas são fadiga, anemia, perda de apetite e de peso, depressão, febre baixa e limitação da amplitude dos movimentos. Se houver, concomitantemente, sinais de inflamação nos vasos sanguíneos, podem ocorrer dor de cabeça persistente, visão turva ou dupla, dolorimento do couro cabeludo e dor no maxilar.

Não existe um exame de laboratório específico para diagnosticar a polimialgia reumática e sua aparência clínica pode ser semelhante a outras doenças, o que dificulta o diagnóstico. Entretanto, o médico pode fazer um exame físico e pedir exames que o ajudem a averiguar inflamação e outras anormalidades do sangue. Dois deles costumam ser solicitados para acompanhamento da doença: velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR).

Como existe uma relação entre polimialgia reumática e arterite de células gigantes, o médico pode solicitar biópsia de uma artéria das têmporas. Essas biópsias sempre serão necessárias se for suspeitada uma inflamação concomitante dos vasos sanguíneos.

Não existe cura definitiva para esta doença, mas existem medicamentos que podem aliviar os sintomas. O tratamento básico da polimialgia consiste essencialmente na administração de corticoides.

Alguns pacientes já mostram melhora dos sintomas após uma única dose, mas, para outros, a melhora é demorada e difícil. Após o controle dos sintomas, a dose de corticoide pode ser reduzida para chegar a uma dose mínima ou à suspensão do tratamento. O médico deve monitorar o paciente durante todo o tratamento, porque essas medicações possuem efeitos colaterais importantes, como elevação dos níveis de colesterol e da glicemia e osteoporose.

Apesar de não haver cura definitiva para a doença, ela costuma desaparecer após dois a seis anos de tratamento sintomático. Em razão dos seus sintomas, o paciente com polimialgia reumática tende a ficar acamado, o que diminui muito sua qualidade de vida. No entanto, depois que o enrijecimento muscular regride, o paciente pode voltar às suas atividades normais. Nos casos em que a doença esteja associada à arterite temporal, o não tratamento pode levar à cegueira irreversível.

Não há como prevenir a polimialgia reumática.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Consumir café, mate ou bebidas muito quentes causa câncer?


Um Grupo de Pesquisa internacional com 23 cientistas foi convocado pela International Agency for Research on Cancer (IARC), a agência do câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS), para avaliar a carcinogenicidade relacionada ao consumo de café, mate e bebidas muito quentes. Um resumo das avaliações finais foi publicado na revista The Lancet Oncology e as avaliações detalhadas serão publicadas no Volume 116 das monografias da IARC.

Não foi encontrada nenhuma evidência conclusiva sobre os efeitos cancerígenos de beber café. No entanto, os peritos observaram que o consumo de bebidas muito quentes provavelmente causa câncer de esôfago em humanos. Nenhuma evidência conclusiva foi encontrada para o consumo de mate em temperaturas que não são muito quentes.

"Estes resultados sugerem que o consumo de bebidas muito quentes é uma provável causa de câncer esofágico e que é a temperatura, ao invés das próprias bebidas, que parece ser a responsável," diz o Dr. Christopher Wild, diretor da IARC.

Bebidas muito quentes

A ingestão de bebidas muito quentes foi classificada como provavelmente cancerígena para os seres humanos (Grupo 2A).

Esta conclusão foi baseada em evidência limitada de estudos epidemiológicos que mostraram associações positivas entre o câncer do esôfago e o hábito de beber bebidas muito quentes. Estudos em lugares como China, República Islâmica do Irã, Turquia e América do Sul, onde o chá ou o mate é tradicionalmente bebido muito quente (a cerca de 70 °C), mostraram que o risco de câncer esofágico aumentou com a temperatura na qual a bebida era consumida.

Em experimentos com animais, também houve evidência limitada para a carcinogenicidade da água consumida muito quente.

"Fumar e ingerir bebidas alcoólicas são as principais causas de câncer esofágico, particularmente em muitos países de alta renda", enfatiza o Dr. Wild. "No entanto, a maioria dos casos de câncer do esôfago ocorre em partes da Ásia, América do Sul e África Oriental, onde regularmente o consumo de bebidas muito quentes é comum e onde as razões para a alta incidência desse tipo de câncer não são bem compreendidas."

O câncer esofágico é a oitava causa mais comum de câncer no mundo e uma das principais causas de morte por câncer, com cerca de 400.000 mortes registradas em 2012 (5% de todas as mortes por câncer). A proporção de casos de câncer no esôfago que pode estar ligada ao consumo de bebidas muito quentes não é conhecida.

Mate

Mate frio não tem efeitos carcinogênicos em experiências com animais ou em estudos epidemiológicos. Portanto, beber mate em temperaturas que não são muito quentes, não foi classificado quanto à sua carcinogenicidade para seres humanos (Grupo 3).

Isto foi baseado em evidência inadequada em seres humanos para a carcinogenicidade de beber mate frio ou quente e evidência inadequada em animais experimentais para a carcinogenicidade do mate frio como um líquido de consumo.


Observações:

1. Mate é uma infusão feita a partir de folhas secas de Ilex paraguariensis. Ele é consumido principalmente na América do Sul e, em menor proporção, no Oriente Médio, Europa e América do Norte. Mate é tradicionalmente bebido muito quente (a cerca de 70 °C), mas também pode ser consumido frio.

2. "Muito quente" refere-se a qualquer bebida consumida a uma temperatura acima de 65 °C.

Café

O consumo de café não era classificável quanto à sua carcinogenicidade para seres humanos (Grupo 3).

O grande corpo de evidências atualmente disponível levou à reavaliação da carcinogenicidade do consumo de café, anteriormente classificado como possivelmente cancerígeno para os seres humanos (Grupo 2B) pela IARC em 1991.

Depois de analisar minuciosamente mais de 1000 estudos em humanos e animais, os pesquisadores concluíram que havia evidências inadequadas para a carcinogenicidade de beber café em geral.

Muitos estudos epidemiológicos mostraram que o consumo de café não teve efeitos cancerígenos para tumores malignos do pâncreas, mama feminina e de próstata e riscos reduzidos foram observados para os cânceres de fígado e endométrio.

Para mais de vinte outros tipos de câncer, as evidências não foram conclusivas.



Fontes: International Agency for Research on Cancer, em 15 de junho de 2016

sábado, 18 de junho de 2016

Um pouco de homeopatia para você: Pyrogenium


MENTE:
- Inquietude (Ars, Eup-per, Rhus-t).
- Loquacidade,
Pode pensar e falar mais rápido como nunca antes.
- Sensação:
Como se cobrisse toda a cama;
Corpo esparramado.
Como se cheio de braços e pernas.
- Ilusão:
Vê um homem aos pés da cama quando fecha os olhos.
De que é abastado.
De que é uma pessoa quando deitado de um lado
E outra pessoa quando deitado de outro lado.

GENERALIDADES:
- Condições inflamatórias e septicemia
Com febre e grande inquietude.
- Queixas crônicas desde séria infecção.
- Secreções horrivelmente ofensivas.
- Dores queimantes.
- Infecções graves no pós-operatório.

COMIDA E BEBIDA:
- > Bebendo água muito quente.

CABEÇA:
- Pulsação das artérias da cabeça > faixa apertada.
- Dores de cabeça:
Como se a cabeça fosse explodir com inquietude.

BOCA:
- Língua vermelha, brilhante. Revestida.

ESTÔMAGO:
- Vomita a água:
Quando ela aquece no estômago (Bism, Phos).

ABDOME:
- Doloroso,
Respira com dificuldade.

RETO:
- Diarréia: horrivelmente ofensiva, indolor, involuntária.
- Constipação: completa inércia, bolas negras (Op).

TOSSE:
- < movimento, quarto quente, deitando; - > ar livre, sentando.

TÓRAX:
- Pulso anormalmente rápido,
Fora de proporção com a temperatura.
- Consciente do coração.
Palpitações < movimento. Pode ouvir sempre os batimentos cardíacos. COSTAS: - Calafrio começa nas costas, entre as escápulas. - Pulsação das artérias do pescoço (Glon). APARELHO REPRODUTOR: - Infecções puerperais, Graves infecções após aborto. - Mesntruação horrivelmente ofensiva. - Febre a cada período menstrual (Rhus-t). EXTREMIDADES: - Sente a cama muito dura (Arn, Bapt, Rhus-t). Dolorimento em todos os membros e ossos. - Dolorimento > movimento (Rhus-t).

TRANSPIRAÇÃO:
- Suor profuso e quente que não alivia.

PELE:
- Toda ferida inflama.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ácido lático e exercícios físicos


O ácido lático ou láctico (do latim: lactis = leite) é um composto orgânico de função mista ácido-álcool que participa de vários processos bioquímicos orgânicos. No organismo humano, o ácido lático resulta da metabolização celular da glicose, com fins energéticos. Por isso, habitualmente fala-se dele quando se fala da prática de exercícios físicos.

O ácido láctico pode ser obtido a partir do açúcar do leite (lactose), do amido, do açúcar da cana (sacarose) e é naturalmente encontrado no suco de carne, leite azedo, nos músculos e em alguns órgãos de algumas plantas ou animais.

O organismo humano produz ácido lático em quantidades expressivas, durante a realização de exercícios físicos. Quando há atividade física intensa é comum haver um excesso de ácido lático, que é formado num ritmo muito mais rápido do que é eliminado, o que, por vezes, ocasiona muito cansaço e dores musculares. No ambiente celular, o ácido lático se transforma em lactato, que é a forma ionizada deste ácido.

O ácido lático foi descoberto pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele, no leite coalhado.

A célula metaboliza a glicose até transformá-la em dióxido de carbono e água e daí obtém uma boa quantidade de energia química. A primeira fase desta via metabólica dura até a formação de piruvato e gera pouca quantidade de energia por molécula de glicose, mas é muito rápida. A segunda fase, em que o piruvato dá origem a uma grande quantidade de energia, ocorre de forma muito lenta. Apesar destas duas fases normalmente surgirem em sequência, nem sempre o piruvato entra na mitocôndria para seguir a segunda fase da via metabólica.

De fato, em algumas situações de maior exigência energética, por unidade de tempo, algumas células “optam” por fazer uma quebra entre as duas fases, transformando diretamente piruvato em lactato. Este "desvio" permite que a fase rápida possa ocorrer de forma independente da fase lenta e, assim, a produção de lactato se dissocia das duas fases do metabolismo da glicose.

Com esta estratégia, a célula consegue, durante um curto período, degradar muitas moléculas de glicose por unidade de tempo e, dessa forma, gerar grande quantidade de energia e fazer face a situações de maiores exigências energéticas, como nos exercícios físicos intensos, por exemplo, produzindo, contudo, mais lactato.

A maior ou menor produção de lactato pelos músculos esqueléticos e sua concentração sanguínea depende não só da massa muscular exercitada, mas, também, do tipo de fibras musculares recrutadas em cada instante, porque há fibras com capacidade de especializar-se metabolicamente numa das duas fases acima referidas, permitindo principalmente a fase rápida ou a lenta e o acúmulo ou não de lactato.

O acúmulo de ácido lático é uma das causas das dores musculares pós-exercício, embora não a única, no entanto, ele tem também propriedades orgânicas positivas. Ele é um combustível útil do músculo e não um catabólito, como se pensava. Ele também é umectante e hidratante da pele e por isso é muito utilizado na indústria de cosméticos. Além de hidratar, também atua como rejuvenescedor e clareador da pele.

Na Medicina, o ácido lático é usado como antisséptico capaz de inibir o crescimento de microrganismos patogênicos, também é usado no tratamento de problemas de pele como dermatoses, acnes, verrugas, hiperceratoses, rugas e outros. Outros processos não orgânicos, como o curtimento de couro, o refino de óleo de soja, a fabricação de polímeros e o tingimentos de tecidos, por exemplo, também o utilizam.

Em resumo: no organismo, o músculo produz ácido lático a partir da glicose. Quanto mais em forma a pessoa estiver, mais adaptado o seu músculo vai estar para usá-lo e não deixá-lo acumular-se. Ou seja, quanto maior o músculo, mais o sistema de queima de ácido lático ficará eficiente. O ácido lático pode se acumular em excesso, nas condições em que a velocidade de sua produção supera a de sua eliminação, como nos exercícios intensos, provocando dores musculares.

Quando uma pessoa realiza esforço físico, seu organismo "queima" a glicose que está armazenada no corpo, juntamente com o oxigênio proveniente da respiração. Essa reação produz energia. Se o exercício estiver além do que a pessoa está condicionada, o organismo queimará a glicose sozinha e produzirá ácido lático. O melhor remédio para combater esse excesso é fazer mais exercícios, embora em menores intensidades. Esse procedimento faz com que uma parte do ácido lático passe a ser queimada. Outro procedimento é massagear o local dolorido, aumentando a irrigação sanguínea da região e facilitando a eliminação do ácido. Entretanto, o ácido lático provavelmente não é o único responsável pelas dores pós-exercícios, que podem também ser causadas por microlesões nos músculos. A excreção do excesso de ácido lático é feita pela urina e pelo suor em cerca de 25 minutos de repouso.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Quanto uma criança deve dormir?


O sono é essencial para uma vida saudável e é importante promover hábitos de sono saudáveis na infância. É especialmente importante garantir que, conforme as crianças atinjam a adolescência, elas continuem sendo capazes de obter a quantidade de sono suficiente, segundo Shalini Paruthi, moderadora do consenso que desenvolveu as novas recomendações.

Para promover a saúde, aconselha-se a seguir regularmente a quantidade de sono abaixo (a cada 24 horas), de acordo com a faixa etária:

•Lactentes de 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono (incluindo cochilos);
•Crianças de 1 a 2 anos de idade: 11 a 14 horas (incluindo cochilos);
•Crianças de 3 a 5 anos de idade: 10 a 13 horas (incluindo cochilos);
•Crianças de 6 a 12 anos de idade: 9 a 12 horas;
•Adolescentes de 13 a 18 anos de idade: 8 a 10 horas.

Esta é a primeira vez que a Academia Americana de Medicina do Sono passa por um método científico formal e rigoroso para se chegar conclusões a respeito da duração ideal do sono em crianças e adolescentes. Este consenso é endossado pela American Academy of Pediatrics, Sleep Research Society e pela American Association of Sleep Technologists.

O painel concluiu que dormir o número recomendado de horas regularmente está associado a melhores resultados globais de saúde, incluindo melhor atenção, comportamento, aprendizagem, memória, equilíbrio emocional, melhor qualidade de vida, saúde física e saúde mental.

Por outro lado, dormir menos horas do que o recomendado é associado a problemas de atenção, comportamento e aprendizagem. O sono insuficiente também aumenta o risco de acidentes, lesões, hipertensão arterial, obesidade, diabetes e depressão. O sono insuficiente em adolescentes está associado ao aumento do risco de automutilação, pensamentos suicidas e tentativas de suicídio. Dormir regularmente mais do que as horas recomendadas pode estar associado a resultados adversos para a saúde, como hipertensão, diabetes, obesidade e problemas de saúde mental.

Os especialistas ainda recomendam que o sono deve ser uma prioridade para toda a família e que os pais têm que ser um modelo para os seus filhos. A maioria dos adultos precisa de pelo menos sete horas de sono, todas as noites, para obter os benefícios de um sono saudável.



Fonte: Journal of Clinical Sleep Medicine, volume 12, número 6, de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mais uma questão para pensar com relação à Ritalina



Metilfenidato é seguro para o sistema cardiovascular de crianças e jovens com déficit de atenção / hiperatividade (TDAH)?

Para determinar se o tratamento com metilfenidato em crianças e jovens com transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH) está associado a eventos cardiovasculares foi realizada uma análise de séries de casos, entre 1° de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2011, na Coreia do Sul.

Os participantes foram 1224 pacientes, com idade menor ou igual a 17 anos, que tinham apresentado um evento cardiovascular incidente e tinham pelo menos uma prescrição de metilfenidato. O resultado principal mediu o diagnóstico (ou uma causa primária ou secundária) de qualquer dos seguintes eventos adversos cardiovasculares: arritmias, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico ou insuficiência cardíaca.

O aumento do risco de arritmia foi observado em todos os períodos de exposição à medicação, ou seja, nos períodos de tratamento com o metilfenidato, sendo o risco maior para as crianças que tinham doença cardíaca congênita. Não se observou risco significativo de infarto do miocárdio para todos os períodos de tempo em que as crianças estavam expostas à medicação, apesar do risco ser maior nos primeiros dias de tratamento com metilfenidato (8 a 56 dias após o início do tratamento). Não foram observados riscos significativamente aumentados para hipertensão, acidente vascular cerebral isquêmico ou insuficiência cardíaca.

Concluiu-se que o risco relativo de infarto do miocárdio e arritmias cardíacas está aumentado no período inicial após o início do tratamento com metilfenidato para crianças e jovens com TDAH. Embora o risco absoluto seja provavelmente baixo, a relação risco-benefício do metilfenidato deve ser cuidadosamente considerada, particularmente em crianças com TDAH leve antes de se iniciar um tratamento medicamentoso.



Fonte: British Medical Journal (BMJ), de 31 de maio de 2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Comer gordura para emagrecer?


Protocolos atuais de combate à obesidade podem estar errados, segundo relatório divulgado na Inglaterra...

Uma grande revisão das diretrizes oficiais sobre alimentação atualmente recomendadas, realizada pelo National Obesity Forum (NOF) e pela Public Health Collaboration, diz que a mensagem de consumo com baixo teor de gordura nas dietas, que tem sido a política oficial de recomendações dietéticas no Reino Unido desde 1983, foi baseada em "ciência imperfeita" e resultou em um aumento do consumo de junk foods e de carboidratos.

A ciência precisa repensar as orientações do The Eatwell Guide, segundo o que orientam os autores do relatório do NOF. Faz-se necessário um retorno aos “alimentos naturais”, tais como carnes, peixes e produtos lácteos integrais, bem como alimentos saudáveis com alto teor de gordura como abacates, por exemplo. É importante mudar a mensagem ao público para reverter a obesidade e o diabetes tipo 2, a nova mensagem deve ser voltada a “não termos medo de comer gordura.”

O relatório, que provocou uma ampla reação entre a comunidade científica, também argumenta que a gordura saturada não causa doença cardíaca, enquanto produtos lácteos integrais como leite, iogurte e queijo podem realmente proteger o coração.

Segundo os autores, a prova das falhas das atuais recomendações está nos alarmantes níveis de obesidade e diabetes mellitus nunca antes vistos. Alimentos processados rotulados como "baixo teor de gordura", "light", "baixo colesterol" devem ser evitados a todo o custo e as pessoas com diabetes tipo 2 devem comer uma dieta rica em gordura, ao invés de uma dieta baseada em hidratos de carbono, segundo o relatório.

Outros pontos relatados no relatório do NOF são que os lanches entre as refeições são uma das principais causas de obesidade atualmente e que a adição de açúcar deve ser evitada por não ter nenhum valor nutritivo. A contagem de calorias também é prejudicial quando se trata de controlar a obesidade, pois as calorias provenientes de diferentes alimentos têm "efeitos metabólicos completamente diferentes sobre o corpo humano, tornando essa definição inútil". Da mesma forma, os autores afirmam ser "incorreto" pensar que a solução para a obesidade é queimar mais calorias do que as que são consumidas. Eles alegam que a obesidade é um distúrbio hormonal que leva à compartimentalização anormal de energia e que não pode ser resolvida apenas aumentando-se a quantidade de exercício realizada.

No entanto, cientistas de diversas áreas têm criticado o relatório e questionam a sua base probatória. Estes falam que as descobertas do NOF estão "cheias de ideias e opiniões”, que não podem ser consideradas uma revisão abrangente das evidências atuais e que não conhecemos totalmente as causas da epidemia de obesidade mundial, então simplesmente dizer às pessoas que comam mais gordura é uma recomendação altamente controversa e que pode ter consequências adversas para a saúde pública.

Principais conclusões do relatório do National Obesity Forum:

•Comer gordura não torna você gordo.
•Evidências de vários ensaios revelam que uma dieta com maior teor de gordura e baixo teor de carboidrato é superior a uma dieta com poucas gorduras para a perda de peso e redução do risco cardiovascular.
•Pare de contar calorias. Calorias de alimentos diferentes têm diferentes efeitos metabólicos no corpo, por isso, a contagem de calorias não faz sentido.
•Você não pode neutralizar os efeitos de uma má alimentação.
•A obesidade é um distúrbio hormonal que leva a compartimentalização de energia anormal, que não pode ser apenas resolvida aumentando a quantidade de exercícios realizada.
•As gorduras saturadas não causam doenças cardíacas e produtos lácteos em suas versões integrais podem até mesmo proteger o coração.
•Evite a todo o custo alimentos processados rotulados como de "baixo teor de gordura", "light", "baixo colesterol" ou "redutores de colesterol".
•Nenhuma evidência atual demonstra que a redução de gordura saturada na dieta reduz também eventos cardiovasculares e morte.
•Lanches entre as refeições fazem você engordar.
•O aumento da frequência das refeições desempenha igual, se não maior, papel na obesidade e isso tem sido largamente ignorado.



Fonte: National Obesity Forum (NOF)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Riscos e benefícios da retirada dos ovários


Ooforectomia (do grego: ōophóros = ovo-rolamento + ektomḗ = corte) ou ovariotomia é o termo utilizado para a remoção cirúrgica de um ou de ambos os ovários. A remoção dos ovários nas mulheres é o equivalente biológico da castração nos homens. No entanto, o termo castração normalmente não é utilizado para se referir à ooforectomia em seres humanos, sendo reservado às ciências veterinárias para os demais animais, nos quais ela é uma forma de esterilização.

Chama-se ooforectomia parcial a uma intervenção cirúrgica que remove parte dos ovários como ocorre, por exemplo, nos casos de cistos dos ovários. Este tipo de cirurgia preserva a fertilidade, apesar de a falência ovariana ser relativamente frequente. Já a ooforectomia bilateral consiste no ato operatório que retira ambos os ovários e não preserva a fertilidade.

Nos seres humanos, quase sempre a ooforectomia é executada por causa de cistos ovarianos, câncer do ovário ou como profilaxia para o câncer de ovário ou de mama, em pessoas com alto risco para tais patologias. Indicações especiais incluem vários grupos de mulheres com risco substancial de câncer de ovário e mulheres com endometriose que sofrem de cistos ovarianos frequentes. Contudo, tem se tornado claro que a ooforectomia profilática diminui as taxas de sobrevivência em longo prazo e tem efeitos deletérios sobre a saúde e o bem-estar.

Muitas vezes as cirurgias de ooforectomia são feitas em conjunto com a histerectomia (remoção do útero). Quando a trompa de Falópio é removida em conjunto com o ovário, a cirurgia é chamada salpingooforectomia. Se ambos os ovários e as duas trompas são removidos, fala-se em salpingooforectomia bilateral. Quando a ooforectomia é feita por causas benignas, geralmente é realizada por laparoscopia abdominal. A laparotomia abdominal ou cirurgia robótica é utilizada em casos complicados ou quando se suspeita de um tumor maligno. A ooforectomia pode ter graves consequências ao longo do tempo, decorrentes principalmente dos desequilíbrios hormonais causados pela cirurgia, os quais se estendem para além da menopausa. Os riscos relatados e os efeitos adversos incluem doenças cardiovasculares, comprometimento cognitivo, demência, parkinsonismo, osteoporose, fraturas ósseas, declínio no bem-estar psicológico e declínio da função sexual.

A remoção dos ovários provoca alterações hormonais e sintomas semelhantes à menopausa, porém eles podem ser mais graves. As mulheres que se submeteram à ooforectomia devem tomar medicamentos de reposição hormonal para prevenir complicações e transtornos semelhantes aos da menopausa. A terapia de reposição hormonal é um tanto controversa devido às propriedades cancerígenas e trombogênicas do estrogênio. No entanto, muitos médicos e pacientes acham que os benefícios superam os riscos em mulheres que podem enfrentar graves problemas de saúde e uma baixa qualidade de vida como consequência da menopausa precoce.

Os efeitos colaterais da ooforectomia também podem ser atenuados por meio de medicamentos não hormonais, como os que aumentam a resistência óssea e os que aliviam os sintomas vasomotores da menopausa.

A maioria dos riscos das ooforectomias totais está presente também nas ooforectomias parciais. As mulheres que fizeram uma ooforectomia antes dos 45 anos têm um risco de mortalidade bem maior do que aquelas que mantiveram seus ovários, mas a terapia hormonal melhora as taxas de mortalidade.

Para as mulheres com risco, a ooforectomia profilática realizada por volta dos 40 a 45 anos reduz o risco de câncer de ovário e de mama e, caso eles ocorram, aumenta significativamente a sobrevivência. Em casos raros, a ooforectomia pode ser usada para tratar a endometriose, eliminando o ciclo menstrual, eliminando a propagação da endometriose e reduzindo a dor. Nesses casos, a ooforectomia é frequentemente feita em conjunto com a histerectomia.

As cirurgias de ooforectomia geralmente não ocasionam complicações graves. Quando feitas por via laparoscópica podem levar a obstruções do intestino delgado em decorrência das aderências formadas. A lesão do ureter no nível do ligamento suspensor do ovário é uma complicação pouco frequente.

sábado, 11 de junho de 2016

Exame de sangue pode prever resposta ao tratamento de pacientes com depressão


O aumento dos níveis de inflamação já foi associado a uma menor resposta aos antidepressivos em várias amostras clínicas, mas estas descobertas haviam sido limitadas pela baixa reprodutibilidade dos ensaios com biomarcadores através de laboratórios, dificuldade em prever a probabilidade de resposta em uma base individual e devido aos poucos esclarecimentos sobre os mecanismos moleculares envolvidos.

Neste trabalho, os cientistas mediram os valores absolutos de dois biomarcadores no RNAm (quantificação confiável do número de moléculas), o Fator Inibitório da Migração de Macrófagos e a Interleucina-1β, a partir de uma amostra de um estudo randomizado e controlado, comparando o escitalopram versus a nortriptilina. Em seguida, usaram análise discriminante linear para calcular valores de corte do RNAm que melhor discriminassem entre respondedores e não respondedores após 12 semanas de tratamento com os antidepressivos.

Foram identificados valores de corte para as medidas absolutas no RNAm que previram com precisão a probabilidade de resposta numa base individual, com valores preditivos positivos e especificidade para não respondedores de 100% em ambas as amostras (valor preditivo negativo de 82% a 85%, sensibilidade de 52% a 61%).

Usando a análise de redes, identificou-se diferentes conjuntos de metas para estas duas citocinas: o Fator Inibitório da Migração de Macrófagos interagindo predominantemente com caminhos envolvidos na neurogênese, neuroplasticidade e proliferação celular e a Interleucina-1β interagindo predominantemente com vias envolvidas no complexo inflamatório, estresse oxidativo e neurodegeneração.

Concluiu-se que estes dados fornecem uma abordagem clinicamente adequada para a personalização da terapia com antidepressivos, ou seja, pacientes que têm valores absolutos no RNAm acima dos pontos de corte poderiam ser direcionados para um acesso antecipado às estratégias mais assertivas com antidepressivos, incluindo a adição de outros antidepressivos ou anti-inflamatórios ao tratamento da depressão.



Fonte: International Journal of Neuropsychopharmacology, publicação online, de 11 de maio de 2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Antidepressivos não parecem ser vantajosos no transtorno depressivo maior de crianças e adolescentes.


O transtorno depressivo maior é um dos transtornos mentais mais comuns em crianças e adolescentes. No entanto, ainda é motivo de controvérsia o uso de intervenções farmacológicas nesta população e qual medicação deve ser preferida nesta faixa etária. Com o objetivo de comparar e classificar antidepressivos e placebo no tratamento do transtorno depressivo maior em pessoas jovens, foi realizada uma meta-análise de rede publicada pelo The Lancet.

Foi feita uma meta-análise de rede para identificar evidências diretas e indiretas de ensaios relevantes. Foram pesquisados os bancos de dados PubMed, Cochrane Library, Web of Science, Embase, CINAHL, PsycINFO, Lilacs, sites de agências reguladoras e registros internacionais para identificar ensaios clínicos randomizados publicados e não publicados até 31 de maio de 2015, os quais envolviam o estudo do tratamento agudo do transtorno depressivo maior em crianças e adolescentes. Foram incluídos ensaios com amitriptilina, citalopram, clomipramina, desipramina, duloxetina, escitalopram, fluoxetina, imipramina, mirtazapina, nefazodona, nortriptilina, paroxetina, sertralina e venlafaxina.

Foram excluídos os ensaios com participantes com depressão resistente ao tratamento, duração do tratamento menor do que quatro semanas ou com dimensão global da amostra de menos de dez pacientes. Os resultados primários foram a eficácia (alteração nos sintomas depressivos) e tolerabilidade (interrupção do tratamento devido a eventos adversos).

Foram considerados elegíveis 34 estudos, incluindo 5260 participantes e 14 tratamentos antidepressivos. A qualidade da evidência foi classificada como muito baixa na maioria das comparações. Para a eficácia, apenas a fluoxetina foi significativamente mais eficaz do que o placebo. Em termos de tolerabilidade, a fluoxetina foi também melhor do que a duloxetina e a imipramina. Os pacientes que receberam imipramina, venlafaxina e duloxetina tiveram mais interrupções devido a eventos adversos do que aqueles que receberam placebo.

Ao considerar os riscos versus benefícios dos antidepressivos no tratamento agudo da depressão maior em pessoas jovens, essas medicações não parecem oferecer uma vantagem clara para crianças e adolescentes. A fluoxetina é provavelmente a melhor opção a ser considerada quando um tratamento farmacológico é indicado.



Fonte: The Lancet, publicação online, de 8 de junho de 2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Por que nossos cabelos ficam brancos?


A principal causa do aparecimento de cabelos brancos é a queda na produção de melanina (pigmento que dá cor aos pelos e à pele) que ocorre com a idade, uma vez que com o passar dos anos, as células que produzem esse pigmento (melanócitos) sofrem um processo de apoptose (morte), naturalmente programada.

Outra possibilidade é o acúmulo de peróxido de hidrogênio nos folículos pilosos, que bloqueia a síntese da melanina. Com o envelhecimento, a pessoa já não conta com a dose necessária de enzima para romper o peróxido e transformá-lo em água e oxigênio separadamente. O peróxido também pode se acumular por outras razões: hormônios, clima, defeitos genéticos, substâncias contaminantes, toxinas e exposição a certas substâncias.

Estima-se que pelo menos metade da população com mais de 50 anos de idade apresenta fios de cabelos brancos. No entanto, nem sempre o aparecimento dos cabelos brancos é em função da idade. Também pessoas jovens podem ter cabelos brancos, em razão, sobretudo, da hereditariedade. Dos fatores ambientais, a poluição, o estresse e a alimentação desequilibrada são os maiores fatores causadores de fios brancos. Embora não existam evidências científicas que comprovem que o estresse isoladamente leve ao aparecimento de cabelos brancos, registra-se um aumento significativo dessa característica em pessoas que passaram por emoções fortes. Doenças hormonais e deficiências nutricionais também podem levar à despigmentação precoce dos fios de cabelo.

Uma vez instalada, a canície (como é chamado o aparecimento de cabelos brancos) não tem volta. Chamam-se “cabelos grisalhos” àqueles que mesclam fios brancos e pretos ou que contém fios esbranquiçados, mas ainda não totalmente descoloridos.

Reações pessoais ao aparecimento dos cabelos brancos

As reações ao aparecimento dos cabelos brancos variam desde aquelas pessoas que procuram escondê-los até os que os ostentam como um sinal de charme, passando pelos que não se tocam emocionalmente com esse fato. A principal maneira de escondê-los é por meio das tinturas para os cabelos. Há diversas técnicas de pinturas, bem como vários tipos de produtos, shampoos e tonalizantes para quem não queira pintar os fios.


Como os radicais livres são apontados como possíveis aceleradores da despigmentação do cabelo, tem-se desenvolvido produtos que protegem o DNA dos melanócitos para garantir que eles funcionem normalmente por mais tempo. Tem sido tentados produtos para fazer a reposição de uma enzima que o organismo deixa de produzir com a idade e que seria fundamental para a pigmentação do cabelo. Mas tingir os fios continua sendo a solução mais usada para esconder o branqueamento dos cabelos.


Ao longo do tempo, não há como evitar que os cabelos embranqueçam, mas há com retardar este acontecimento. Evitar o estresse e ter uma alimentação bem balanceada visando, sobretudo, os níveis sanguíneos de cobre (encontrado em ostras, mariscos e chocolate amargo), são dois pontos importantes. Recentemente, os cientistas descobriram um remédio que pode “curar” os cabelos grisalhos e brancos. Pesquisaram formas de impedir a ação do peróxido de hidrogênio e chegaram a uma substância chamada pseudocatalase modificada, a qual mostrou ser capaz de reverter a ação do peróxido e, assim, o processo de embranquecimento dos fios e devolver a eles a pigmentação natural.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Transfusão de sangue


A transfusão de sangue é a transferência de sangue ou de um componente sanguíneo de uma pessoa (dador) para outra (receptor).

As transfusões realizam-se para aumentar a capacidade do sangue para transportar oxigênio, restaurar o volume de sangue do corpo, melhorar a imunidade e corrigir problemas de coagulação.

Dependendo do motivo da transfusão, o médico pode requerer sangue completo ou apenas um componente sanguíneo, como glóbulos vermelhos, plaquetas, factores da coagulação, plasma fresco congelado (a parte líquida do sangue) ou glóbulos brancos.

Sempre que seja possível, a transfusão limita-se ao componente sanguíneo que satisfaz a necessidade específica do doente, em vez do sangue completo. Fornecer um componente específico é mais seguro e não se desperdiçam os restantes.

Nos países mais desenvolvidos realizam-se vários milhões de transfusões todos os anos.

Graças ao aperfeiçoamento das técnicas de detecção, as transfusões hoje em dia são mais seguras do que nunca.

Mas ainda originam riscos para o receptor, como reações alérgicas e infecções.

Embora a possibilidade de contrair SIDA ou hepatite pelas transfusões seja remota, os médicos estão muito conscientes destes riscos e fazem transfusões apenas quando não existe outra alternativa.

A transfusão de sangue pode transmitir doenças infecciosas presentes no sangue do dador. Por esta razão os responsáveis de saúde intensificaram os métodos de controle.

Hoje em dia, todas as doações de sangue são submetidas a um controlo de hepatite viral, AIDS, sífilis e outros vírus específicos.

É necessário, evidentemente, que exista compatibilidade entre os chamados tipos sanguíneos: ABO e Rh, como demonstra a tabela lá em cima.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Disfunção erétil: considerações gerais


A disfunção erétil (impotência) pode ser provocada por um problema vascular, por perturbações neurológicas, por certos fármacos, por anomalias no pênis ou por problemas psicológicos que interferem na excitação sexual.

As causas físicas são mais frequentes nos homens mais velhos e os problemas psicológicos nos jovens. A impotência é um problema que se torna mais frequente com a idade, apesar de não ser considerada uma etapa normal do processo de envelhecimento.

Pelo contrário, aparece como resultado de problemas subjacentes que surgem frequentemente nas pessoas mais velhas. Cerca de 50 % dos homens com 65 anos e 75 % dos homens com 80 são impotentes.

Com o pênis precisa de um fluxo de sangue adequado para atingir a posição erecta, as doenças nos vasos sanguíneos, como a aterosclerose, podem provocar impotência.

A impotência também pode ser provocada por um coágulo de sangue ou então por uma cirurgia vascular que impeça o fluxo de sangue arterial para o pênis. Em 75 % dos homens impotentes que têm um funcionamento neurológico e hormonal normal, o sangue chega ao pênis de forma correta, mas sai com demasiada rapidez.

As afecções dos nervos que entram e que saem do pênis também podem provocar impotência. Estas afecções podem ter causas muito diversas, como lesões, diabetes mellitus, esclerose múltipla, acidentes cerebrais agudos e fármacos.

O diabetes causa uma neuropatia periférica, um padrão específico de lesão nervosa e que é uma causa muito frequente de impotência, em especial nas pessoas idosas. O alcoolismo provoca uma neuropatia periférica semelhante. Uma doença da porção inferior da espinal medula e a cirurgia do recto ou da próstata também podem danificar os nervos do pênis.

Os medicamentos são responsáveis por aproximadamente 25 % dos casos de impotência, em especial nos homens mais velhos, que têm tendência para consumir mais fármacos. Os fármacos que mais frequentemente provocam impotência incluem todos os anti-hipertensores, os antipsicóticos, os antidepressivos, alguns sedativos, a cimetidina e o lítio. O álcool também pode provocar impotência.

Em certos casos, a impotência tem a sua origem em problemas hormonais. As baixas concentrações de testosterona, por exemplo, podem provocar impotência. No entanto, os baixos valores de hormona masculina, que tendem a aparecer com o envelhecimento, estão mais estreitamente relacionados com uma diminuição do impulso sexual (líbido).

Certos factores psicológicos, como a depressão e a ansiedade, podem conduzir à impotência, tal como a culpa sexual, o medo da intimidade e a ambivalência em relação à orientação sexual.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Prisão de ventre


A prisão de ventre, ou obstipação, é uma perturbação em que a pessoa tem evacuações incômodas ou pouco frequentes.

Uma pessoa com prisão de ventre produz fezes duras que podem ser difíceis de expulsar. Também pode ter a sensação de que o reto não fica totalmente vazio.

A prisão de ventre aguda começa de forma repentina e a pessoa dá-se claramente conta disso. A crônica, por outro lado, pode começar de forma sutil e persistir durante meses ou anos.

Muitas vezes a causa da prisão de ventre aguda não é mais do que uma alteração recente na dieta ou uma redução na atividade física (por exemplo, quando uma pessoa fica acamada durante 1 ou 2 dias por estar doente). Muitos fármacos, por exemplo o hidróxido de alumínio (princípio ativo comum dos antiácidos de venda livre), os sais de bismuto, os sais de ferro, os anticolinérgicos, os anti-hipertensores, os opiáceos e muitos tranquilizantes e sedativos, podem provocar prisão de ventre. Por vezes, a prisão de ventre aguda pode ser causada por problemas graves, como uma obstrução do intestino grosso, um fornecimento deficiente de sangue ao mesmo e uma lesão nervosa ou da espinal medula.

São causas frequentes da prisão de ventre crônica uma escassa atividade física e uma dieta pobre em fibra. Outras causas podem ser uma glândula tireoide hipoativa (hipotiroidismo), valores altos de cálcio no sangue (hipercalcemia) e a doença de Parkinson.

Uma diminuição das contrações do intestino grosso (cólon inativo) e das contrações concomitantes com a defecação conduzem também à prisão de ventre crônica. Os factores psicológicos são causas habituais de prisão de ventre aguda e crônica.

Tratamento

Quando uma doença provoca prisão de ventre, deve ser tratada. Noutros casos, a melhor maneira de tratar e de prevenir a prisão de ventre é com uma combinação de exercício adequado, uma dieta rica em fibra e o uso esporádico de medicação adequada.

Os vegetais, as frutas e o farelo são excelentes fontes de fibra. Muitas pessoas consideram útil ingerir, duas ou três vezes por dia, duas ou três colheres de sopa de farelo integral ou de cereais com alto teor em fibra. Para que isto seja eficaz, a fibra deve ser acompanhada pela ingestão abundante de líquidos.

Laxativos

Muitas pessoas utilizam os laxativos para aliviar a prisão de ventre. O uso de alguns é seguro a longo prazo, enquanto outros deverão ser utilizados só esporadicamente. Alguns laxativos são bons para a prevenção da prisão de ventre e outros podem ser administrados para o seu tratamento.

Os agentes formadores de volume (farelo, psílio, policarbófilo de cálcio e metilcelulose) aumentam o volume das fezes. O volume aumentado estimula as contrações naturais do intestino e as fezes volumosas são mais moles e mais fáceis de expulsar. Os agentes formadores de volume atuam lenta e suavemente e são considerados um dos métodos mais seguros para facilitar evacuações regulares. Estes produtos ao princípio são tomados em pequenas quantidades. A dose vai sendo aumentada de modo gradual até se atingir a regularidade. As pessoas que utilizam agentes formadores de volume também devem beber líquidos em abundância.

Os agentes emolientes (amolecedores), como o docusato, aumentam a quantidade de água nas fezes. De facto, estes laxativos são detergentes que diminuem a tensão superficial das fezes, permitindo que a água penetre nelas com maior facilidade e as amoleça. O aumento da massa fecal estimula as contracções naturais do intestino grosso e ajuda as fezes amolecidas a deslocarem-se com maior facilidade para o exterior do organismo.

O óleo mineral amolece as fezes e facilita a sua eliminação do corpo. No entanto, pode diminuir a absorção de certas vitaminas lipossolúveis. Por outro lado, se uma pessoa (por exemplo, alguém que se encontre debilitado) inalar acidentalmente (aspirar) óleo mineral, poderá sofrer uma grave irritação pulmonar. Além disso, o óleo mineral escoa-se pelo recto.

Os agentes osmóticos atraem quantidades de água ao intestino grosso, tornando as fezes moles e fluidas. O excesso de líquido também torna as paredes do intestino grosso tensas, estimulando as contrações. Estes laxativos consistem em sais (normalmente de fosfato, de magnésio ou de sulfato) ou açúcares que quase não são absorvidos (por exemplo, lactulose e sorbitol). Alguns agentes osmóticos contêm sódio e por isso podem provocar retenção de líquidos em pessoas com doenças renais ou insuficiência cardíaca, sobretudo quando são administrados em doses elevadas ou de forma muito frequente. Os agentes osmóticos que contêm magnésio e fosfato passam parcialmente para o sangue, podendo ser prejudiciais em pessoas com insuficiência renal. (Ver secção 11, capítulo 123) Estes laxativos costumam actuar no prazo de 3 horas e são melhores no tratamento da prisão de ventre do que na sua prevenção. Também são utilizados para eliminar as fezes do intestino antes dum exame radiológico do tracto digestivo (gastrointestinal) e antes duma colonoscopia (exame do intestino grosso mediante um tubo flexível de visualização). (Ver secção 9, capítulo 100)

Os laxativos estimulantes estimulam diretamente as paredes do intestino grosso, provocando a sua contração e deslocando as fezes. Contêm substâncias irritantes como o sene, a cáscara-sagrada, a fenolftaleína, o bisacodilo ou o óleo de rícino. Normalmente, provocam uma evacuação semi-sólida no prazo de 6 a 8 horas, mas, muitas vezes, também provocam cólicas.

Quando são administrados em forma de supositório, costumam atuar em 15 a 60 minutos. O uso prolongado de laxativos estimulantes pode danificar o intestino grosso. As pessoas que os utilizam podem tornar-se adictos destes laxativos, desenvolvendo a síndroma do intestino preguiçoso, o qual cria dependência deles. Os laxativos estimulantes são muitas vezes utilizados para esvaziar o intestino grosso antes de exames de diagnóstico e para prevenir ou tratar a prisão de ventre provocada pelos fármacos que atrasam as contrações do intestino grosso, como os opiáceos.

sábado, 4 de junho de 2016

Irritabilidade: um provável sinal de depressão


Sente-se farto(a) da maior parte das pessoas à sua volta? Dá por si a revirar os olhos [cheio(a) de impaciência] quando uma dessas pessoas solicita a sua ajuda/ participação numa ou noutra tarefa? Não tem paciência para a agitação das crianças? O trânsito deixa-o(a) à beira de um ataque de nervos?

…É possível que esteja com DEPRESSÃO.

Habituamo-nos à ideia de que quando as pessoas estão deprimidas passam os dias a chorar, prostradas, pelo que nem sempre é fácil reconhecer as outras manifestações da doença.

Mas, como tenho tido oportunidade de referir, a depressão é uma doença incapacitante que pode assumir muitas formas.

Nem todas as pessoas têm a capacidade de exteriorizar a sua tristeza através do choro; assim como nem todas as pessoas têm a capacidade de identificar os próprios estados emocionais.

Para além disso, assumir a verdadeira raiz dos problemas implica a assunção de que novas (e difíceis) escolhas têm de ser feitas.

Em função de tudo isto, uma percentagem significativa dos pacientes com depressão nunca chegam a receber tratamento adequado às suas dificuldades.

Ou recebem-no apenas numa fase tardia – de um modo geral, quando a depressão atípica escalou, comprometendo ainda mais seriamente as relações sociais e familiares.

Num quadro de depressão atípica o paciente reconhece que há dificuldades, sente-se saturado na maior parte do tempo, mas, tal como acontece noutras formas de depressão, é incapaz de vislumbrar a luz ao fundo do túnel.

Passa a vida a queixar-se da família, do emprego, dos colegas, do chefe, dos amigos – atribuindo ao estresse do quotidiano as suas explosões.

É incapaz de sentir-se genuinamente grato pelas conquistas feitas até aí, problematiza em excesso, não tem energia para quase nada e vive numa ânsia constante de fugir, desaparecer, em busca da paz há muito perdida.

Como os milagres teimam em não aparecer, acomoda-se a escolhas que o insatisfazem e que contribuem para a agudização do mal-estar.

À nossa volta existem muitas pessoas assim, basta que estejamos atentos.

Em casa, no trabalho, nos transportes públicos, em centros comerciais, na praia ou no lugar teoricamente mais relaxante vamos acabar por encontrar pessoas que “fervem em pouca água”, que expiram de forma intensa, como se através da sua boca saísse constantemente o ar de uma panela de pressão.

Porque é assim que a depressão atípica se pode manifestar – através da irritabilidade constante, que teima em prolongar-se no tempo, mesmo que pontualmente haja alguns intervalos de bem-estar.

Para quem não está deprimido e é capaz de reconhecer que a vida é MUITO mais do que isso, é fácil perceber que ALGUMA COISA tenha de ser feita. Mas para quem se acomodou a viver assim, nem sempre está claro que estes sejam sinais de doença, pelo que o pedido de ajuda, além de não aparecer, pode ser encarado como disparatado. “Deprimido(a), EU? Que ESTUPIDEZ”, pensará a maior parte das pessoas a quem os outros rotulam de impaciente ou alguém com “mau-feitio”.

É na medida em que cada vez mais se confrontem com a normalidade dos outros, mas sobretudo com a preocupação e o cuidado de quem, desejando mais e melhor para si, o(a) incentive a admitir que a irritabilidade pode ser um sinal de instabilidade emocional, que a pessoa passa a equacionar a hipótese de ajuda clínica. E, a partir daí, é como se uma mochila pesadíssima fosse retirada das suas costas.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Enxaquecas: para recordar.


Dor de cabeça de intensidade variada, geralmente acompanhada de náusea e sensibilidade à luz e aos sons.

Mais de 2 milhões casos por ano (Brasil).


Precisa ser tratada por um médico, pois requer um diagnóstico médico e raramente requer exames laboratoriais ou de imagem.

Crônico: pode durar anos ou a vida inteira

Há casos em que as enxaquecas são precedidas por sintomas de alerta.

Algumas causas desencadeadoras são alterações hormonais, certos alimentos e bebidas, estresse e exercícios.

Enxaquecas podem causar latejamento em uma área específica, que varia conforme a intensidade. Náusea e sensibilidade à luz e som também
são sintomas comuns.

Medicamentos preventivos e analgésicos podem ajudar a controlar as enxaquecas.

As pessoas podem ter dor local: olhos, pescoço, rosto ou testa.

Tipos de dor: forte, leve, latejante ou indistinta.

Dor de cabeça: aguda, frequente, forte ou latejante.

Na visão: cegueira, sensibilidade à luz, visualização de flashes luminosos, visualização de pontos, visão distorcida ou visão embaçada.

No corpo: fadiga, mal-estar ou tontura.

No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito.

Nos sentidos: aura ou comichão.

Também comum: ansiedade ou irritabilidade.

ATENÇÃO: NÃO FAÇA AUTOMEDICAÇÃO PARA ENXAQUECA! PROCURE UM MÉDICO!

Mais uma observação: embora muitos médicos ainda não aceitem, a homeopatia e a acupuntura ajudam MUITO no tratamento do controle da enxaqueca.




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Neurinoma do acústico


São tumores do nervo auditivo conhecidos por diferentes nomes como: neuromas, neurinomas, vestibular schwanomas ou neurofibromas do acústico. Segundo dados do HEI (House Ear Institute):

- Eles constituem aproximadamente 6 % de todos os tumores cerebrais.
- Eles ocorrem em todas as raças e tem uma pequena predileção por mulheres

Os neurinomas do acústico são tumores benignos de crescimentos fibrosos que se originam do nervo da audição ou do equilíbrio que podem também ser chamados de oitavo par de nervos cranianos ou nervos vestibulocochlear. Os neurinomas do acústico, por não serem malignos não se espalham no organismo (não criam metástases). Eles começam no canal interno do ouvido e podem se expandir até o cérebro. Podem estar localizados profundamente no crânio e próximos a centros vitais do cérebro. Os primeiros sintomas são normalmente relacionados com perda de audição, barulhos no ouvido (zumbidos) ou falta de equilíbrio.

Enquanto o tumor cresce ele pode envolver nervos ou estruturas vizinhas responsáveis por funções vitais. Dores de cabeça podem aparecer devido a um aumento da pressão intracraniana ou distúrbios vasculares locais.

Na maioria das vezes este tumor tem crescimento lento, demorando anos para desenvolver-se. Em outros casos ou em algumas fases do desenvolvimento seu crescimento pode ser rápido. Normalmente, em grande parte dos pacientes os sintomas são leves e quase que imperceptíveis , muitos não apresentam qualquer evolução do quadro durante anos, o que é observado através de Ressonância Magnética anual. Antes de 1960 os pacientes com neurinoma do acústico sofriam muito em função da falta de um tratamento efetivo.

William Aloja introduziu conceitos revolucionários como a microcirurgia que revolucionou o tratamento do neurinoma do acústico. Com os avanços da técnolçogia aplicados a medicina, o gerenciamento deste problema está sofrendo constantes mudanças.

Os neurinomas do acústico podem ocorrer de duas formas:
- Esporádicos
- Associados a Neurofibromatose Tipo 2 (NF 2)

Segundo estatísticas do HEI, aproximadamente noventa e cinco porcento (95%) dos casos de neurinoma do acústico são esporádicos e são unilaterais. Por outro lado, os neurinomas associados a NF 2 são bilaterais e consistem aproximadamente cinco porcento dos casos (5%).

Os pacientes que possuem neurinoma do acústico esporático, costumam começar a apresentar alguns sintomas entre 40 e 60 anos de idade. Pacientes portadores de NF 2 costumam desenvolver os primeiros sintomas na fase conhecida como jovem adulto (20 a 30 anos). Existe uma grande possíbilidade de variações em relação as idades e primeiros sintomas.

A grande maioria dos portadores de NF 2 possuem neurinoma do acústico bilateral porém, é pouco comum encontrarmos neurinoma do acústico em portadores de NF 1. Os portadores de NF 2 tem grande chance de desenvolver tumores benignos ao longo dos nervos também em outras localizações do sistema nervosao central, como cérebro e coluna.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Hipófise: um pouquinho sobre esta importante glândula


A hipófise, uma glândula do tamanho de uma ervilha que está situada por baixo do cérebro, produz uma grande quantidade de hormônios, cada um dos quais afeta uma parte específica do corpo (o órgão ao qual se dirige a hormona). Como a hipófise controla o funcionamento da maioria das outras glândulas endócrinas, com frequência recebe o nome de glândula principal.

A hipófise controla, em grande parte, o funcionamento das outras glândulas endócrinas e é, por sua vez, controlada pelo hipotálamo, uma região do cérebro que se encontra por cima da hipófise.

A hipófise consta de dois lobos, o anterior (adreno-hipófise) e o posterior (neuro-hipófise).

O hipotálamo exerce o controle das atividades do lobo anterior mediante a emissão de substâncias semelhantes às hormonas que são lançadas nos vasos sanguíneos que ligam diretamente as duas zonas. Por sua vez, controla o lobo posterior mediante impulsos nervosos.

O lobo anterior produz (segrega) hormonas que, em última instância, regulam o funcionamento da glândula tiroide, das glândulas supra-renais, dos órgãos reprodutores (ovários e testículos), a produção do leite (lactação) nas mamas e o crescimento corporal. Também produz as hormonas que causam a pigmentação escura da pele e que inibem a sensação de dor. O lobo posterior segrega os hormônios que regulam o equilíbrio da água, estimulam a descida do leite para as mamas de mulheres com crianças lactentes e estimulam as contrações do útero.

Mediante a detecção dos valores hormonais produzidos pelas glândulas que estão sob o controlo da pituitária (glândulas-alvo), o hipotálamo ou a hipófise determinam quanta estimulação ou diminuição da secreção pode precisar a hipófise para reajustar a atividade das glândulas que controla.

As hormonas produzidas pela hipófise (e pelo hipotálamo) não se segregam, todas elas, de uma forma contínua. A maioria será libertada de súbito em períodos de uma a três horas, alternando períodos de atividade e de inatividade. Alguns destes hormônios, como a adreno-corticotropina (que controla as glândulas supra-renais), o hormônio do crescimento (que controla o crescimento) e a prolactina (que controla a produção de leite), seguem um ritmo circadiano.

Quer dizer, as suas concentrações sobem e descem de maneira previsível durante o dia, atingindo o seu nível mais alto justamente antes do momento de despertar e chegando aos valores mais baixos antes do adormecer. As concentrações de outros hormônios variam segundo outros fatores.

Por exemplo, nas mulheres, a quantidade de hormônio luteinizante e a de folículo-estimulante, os quais controlam as funções reprodutoras, variam durante o ciclo menstrual. De qualquer modo, a secreção excessiva ou insuficiente de uma ou mais hormônio hipofisários provoca uma ampla variedade de sintomas.