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Mostrando postagens de Março, 2016

Amnésia global transitória

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Amnésia global transitória é um episódio súbito, temporário, de perda de memória e de orientação temporal e/ou espacial, que não pode ser atribuído a condições neurológicas comuns, tais como epilepsia ou acidente vascular cerebral. É identificada pelo seu sintoma principal, que é a incapacidade de formar novas memórias e recordar o passado recente.

A causa ou causas integrais da amnésia global transitória permanecem desconhecidas. Parece haver alguma correlação com a enxaqueca, embora os fatores subjacentes que contribuem para ambas as condições ainda não sejam totalmente compreendidos. Alguns eventos que podem causar amnésia global transitória incluem: súbita imersão em água fria ou quente, atividade física extenuante, relação sexual, procedimentos médicos, tais como a angiografia ou endoscopia, traumatismo craniano leve e angústia emocional aguda. Os fatores de risco mais claros são a idade acima de 50 anos e história prévia de enxaqueca.

A amnésia global transitória se caracteriza…

Maconha X Cigarro: os dois são nocivos!

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O uso da maconha não pode ser comparado ao uso do cigarro ou álcool em pequenas quantidades.

O cigarro nunca é saudável, mas não possui o efeito psicotrópico da maconha, e é justamente sob este aspecto que fica a diferença.

Uma pessoa que use maconha tem como finalidade alcançar um estado diferente do normal; uma pessoa que fume cigarro procura status ou prazer.

O objetivo de alcançar um estado diferente de percepção sentir-se como num sonho ou para relaxar-se, indica que existe uma deficiência psicológica: os problemas externos são muito fortes sendo necessária uma forma de compensação dessa tensão, ou o indivíduo que fuma maconha está fraco o suficiente para não enfrentar seus problemas naturais.

O uso da maconha para ambas as situações é equivocado e levará a problemas maiores.

Nesse caso o problema não está na maconha, mas no comportamento de fuga.

A adolescência é a preparação para a vida adulta que por natureza é mais difícil devido à maturidade que será alcançada com o t…

Insuficiência respiratória

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A insuficiência respiratória resulta de uma falha de troca gasosa pelo sistema respiratório, o que significa que o oxigênio ou o dióxido de carbono arterial, ou ambos, não podem ser mantidos em seus níveis normais. Um decréscimo de oxigênio transportado no sangue é conhecido como hipoxemia e um aumento nos níveis de dióxido de carbono é chamado de hipercapnia.

A insuficiência respiratória pode ser classificada como do tipo I ou do tipo II. O tipo I é aquele em que há hipoxemia sem hipercapnia. No tipo II ocorre hipoxemia com hipercapnia.

A insuficiência respiratória é causada por doenças ou condições que dificultam a respiração. Esses distúrbios podem afetar diretamente os pulmões ou os músculos, nervos, ossos ou tecidos envolvidos na respiração. Nessas condições, os pulmões não podem mover-se facilmente e/ou os tecidos orgânicos pertinentes não estão aptos para angariar a dose normal de oxigênio e remover o dióxido de carbono do sangue. Isto pode ocorrer por danos aos tecidos e cost…

Felicidade e Saúde

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Saúde precária pode causar infelicidade e aumento da mortalidade.

Relatórios anteriores indicando redução da mortalidade associada à felicidade podem ser devidos ao aumento da mortalidade de pessoas que são infelizes por causa de sua saúde precária. Além disso, a infelicidade pode estar associada a fatores de estilo de vida que afetam a mortalidade.

O objetivo do UK Million Women Study foi verificar se, depois de levar em consideração a má saúde e o estilo de vida de pessoas que são infelizes, persiste qualquer evidência sólida de que a felicidade ou medidas subjetivas de bem-estar relacionam-se diretamente com a redução da mortalidade.

O estudo prospectivo com mulheres do Reino Unido, recrutadas entre 1996 e 2001 e acompanhadas eletronicamente por causa específica de mortalidade, fez um questionário de autoavaliação das mulheres sobre sua saúde, felicidade, stress, sentimentos de controle e grau de relaxamento.

As principais análises foram sobre mortalidade antes de 1º de janeiro…

Histiocitose

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A histiocitose, histiocitose das células de Langerhans (célula em forma de estrela encarregada da defesa imunitária e localizada na epiderme) ou histiocitose X, abrange um grupo de desordens orgânicas caracterizadas pelo acúmulo e infiltração de monócitos, macrófagos e células dendríticas nos tecidos afetados. Exclui-se dessa caracterização as doenças nas quais a infiltração destas células ocorre em resposta a uma patologia primária.

O termo histiócito envolve todos os tipos de macrófagos e demais células dendríticas e o termo histiocitose é normalmente usado para se referir a um grupo de doenças raras nas quais há a presença dessas células.

A etiologia da histocitose não foi elucidada até o momento. As três síndromes principais que constituem a doença (granuloma eosinofílico, síndrome de Hand-Schüller-Christian e síndrome de Letterer-Siwe) não apresentam questões genéticas ou relação com outras doenças. O problema pode ser considerado como benigno embora os pacientes que desenvolvem…

Os antioxidantes de que o seu corpo precisa - e o 'mito' dos suplementos

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Antioxidantes são vitaminas, minerais e outras substâncias químicas que ajudam a proteger as células de substâncias prejudiciais produzidas durante seu metabolismo.

Já é comprovado que uma dieta rica em alguns antioxidantes protege contra doenças cardíacas, derrames, alguns tipos de câncer e doenças relacionadas ao envelhecimento.

Podemos então concluir que o melhor é consumir o máximo de antioxidantes possível, incluindo suplementos?

Provavelmente não.

Alguns antioxidantes podem proteger células saudáveis de danos no DNA, mas ainda não compreendemos totalmente todos os efeitos deles para a saúde.

Por um lado, é bom consumir uma grande variedade de alimentos ricos em antioxidantes, mas especialistas afirmam que, para a maioria das pessoas, não há benefício nenhum em tomar suplementos de antioxidantes.

Funcionamento

A oxidação é um processo químico normal em nossos corpos, que resulta em moléculas instáveis chamadas radicais livres.
Em pequenas quantidades, esses radicais livres são ú…

Exoftalmia?

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A exoftalmia, também chamada de exoftalmo, proptose ou exorbitismo (do grego: ex=fora + ophthalmos=olho) é uma condição médica em que o paciente apresenta uma protrusão de um ou dos dois olhos para fora da órbita. A exoftalmia exibe uma proporção maior do que normal da parte branca dos olhos, fazendo os olhos parecerem “arregalados”.

A exoftalmia pode ser uni ou bilateral e cada uma dessas condições têm implicações clínicas diferentes. É bilateral, por exemplo, em casos de doença de Graves e unilateral nos casos de um tumor orbital, por exemplo. A exoftalmia não é uma doença em si, mas sim um sinal de uma doença.

Em geral, a exoftalmia ocorre quando alguma massa tumoral empurra os olhos para frente. A causa mais comum é a doença de Graves, uma doença autoimune que leva ao hipertireoidismo (hiperatividade da glândula tireoide), mas pode ser devida a outros motivos, como outras causas de hipertireoidismo, celulite orbitária, tumores, infecções, sangramento nos olhos, leucemia, hemangio…

Alimentos e medidas que aliviam a TPM (Tensão Pré-Menstrual)

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A TPM ou síndrome pré-menstrual é o conjunto de sintomas que ocorre no período do ciclo menstrual que precede a menstruação. Nesse intervalo de tempo, podem aparecer sintomas psíquicos e físicos, que geralmente desaparecem no primeiro dia do fluxo menstrual ou poucos dias após.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e também de ciclo para ciclo e os mais comuns são ansiedade, tensão, dificuldade para dormir, irritabilidade, alterações de humor, desatenção, compulsão por doces ou salgados, vontade de comer coisas diferentes do costumeiro, dores de cabeça, raiva sem razão, sentimentos perturbadores, dificuldades de concentração, lapsos de memória, baixa autoestima, sentimentos violentos, ganho de peso devido à maior retenção de líquidos, inchaço abdominal, maior sensibilidade e inchaço em mamas, mãos e pés.

Menos comumente, pode-se encontrar alteração nos hábitos intestinais, aumento da frequência urinária, fogachos ou sudorese fria, dores generalizadas, incluindo cólicas, náus…

Síndrome de Ehlers-Danlos

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A síndrome de Ehlers-Danlos é constituída por um grupo de doenças hereditárias que afetam principalmente os tecidos conjuntivos da pele, articulações e paredes dos vasos sanguíneos.

O tecido conjuntivo é uma mistura complexa de proteínas e outras substâncias que proporciona resistência e elasticidade para essas e outras estruturas do corpo.

A síndrome de Ehlers-Danlos é causada por fatores genéticos.

Os diferentes subtipos da síndrome estão associados a diferentes variedades de causas genéticas, algumas delas herdadas e passadas de pais para filhos.

Na variedade mais comum, há uma chance de 50% de a pessoa afetada passar o gene para os filhos.

A natureza e a gravidade dos sintomas da síndrome de Ehlers-Danlos podem variar de pessoa para pessoa.

Os principais sinais e sintomas incluem articulações excessivamente flexíveis e pele muito elástica e frágil.

A pessoa afetada pode ser capaz de puxar sua pele muito para cima, longe de seus músculos.

As alterações do tecido conjuntivo pe…

Uso de cocaína e risco de AVC isquêmico em jovens

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Apesar de relatos de casos há muito terem identificado uma associação temporal entre o uso de cocaína e o acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), poucos estudos epidemiológicos examinaram a associação do consumo de cocaína com o AVCI em adultos jovens em relação ao momento, via e frequência de uso.

Um estudo de caso-controle, de base populacional, com 1090 casos e 1154 controles foi feito para investigar a relação do consumo de cocaína e o início de um AVCI.

Os casos de AVC ocorreram entre as idades de 15 e 49 anos, em hospitais de Baltimore, Washington D.C.

A análise de regressão logística foi utilizada para avaliar a associação entre o uso de cocaína e o acidente isquêmico com e sem ajustes para possíveis fatores de confusão. O trabalho foi publicado pelo periódico Stroke.

Já ter usado cocaína em algum momento não foi associado ao acidente vascular cerebral, com 28% dos casos e 26% dos controles relatando já terem usado a droga em algum momento da vida.

Em contraste, o cons…

Doença hepática produzida pelo álcool

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A doença hepática produzida pelo álcool define-se como a lesão do fígado causada pela ingestão excessiva de álcool.

Esta doença é um problema muito frequente para a saúde e pode ser prevenida.

Em geral, a quantidade de álcool consumido (quanto e com que frequência) determina a probabilidade e a importância da lesão hepática.

As mulheres são mais vulneráveis a desenvolver alterações no fígado que os homens.

O fígado pode ser afetado em mulheres que durante anos consumam diariamente uma reduzida quantidade de bebidas alcoólicas, equivalente a cerca de 20 centímetros cúbicos (ml) de álcool puro (200 ml de vinho, 350 ml de cerveja ou 50 ml de whiskey).

Nos homens que bebem durante anos, a lesão produz-se com quantidades de bebidas alcoólicas consumidas diariamente tão reduzidas como 50 mililitros de álcool (500 ml de vinho, 1000 ml de cerveja, ou 150 ml de whiskey).

Contudo, o volume de álcool necessário para lesar o fígado varia de pessoa para pessoa.

O álcool pode provocar três ti…

Hipopituitarismo

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A hipófise, pineal ou pituitária é uma pequena glândula em forma de feijão situada na base do cérebro, atrás do nariz e entre as orelhas, alojada numa reentrância da base do cérebro, chamada célula túrcica. Apesar de seu tamanho, esta glândula secreta hormônios que influenciam quase todas as partes do corpo, porque é ela quem regula todas as outras glândulas endócrinas do organismo.

O hipopituitarismo é uma condição rara em que a glândula pituitária (também chamada pineal ou hipófise) não consegue produzir um ou mais dos seus hormônios ou não os produz em quantidade suficiente.

O hipopituitarismo pode resultar de doenças hereditárias, mas mais geralmente é adquirido. Frequentemente é desencadeado por um tumor da glândula pituitária que comprime o tecido glandular e interfere com a produção de hormônios. Um tumor da hipófise também pode comprimir o nervo óptico e causar distúrbios visuais.

O hipopituitarismo também pode ser causado por outras doenças e condições que danifiquem a hipóf…

Queilite actinica

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A queilite actínica é uma alteração pré-maligna dos lábios, que acomete principalmente o lábio inferior. Afeta principalmente indivíduos do sexo masculino com média de 50 anos de idade.

A queilite actínica tem como principal fator etiológico os raios ultravioletas do sol, em especial os raios UVB, os quais também são o principal agente etiológico do carcinoma epidermoide do lábio. O fumo também é um fator relacionado à etiopatogenia deste último. A menor frequência entre os negros ocorre pelo efeito protetor da melanina e acredita-se que, entre as mulheres, pelo uso do batom, que atuaria como fator de proteção.

Histologicamente (no microscópio) a queilite actínica se caracteriza por alterações crônicas e lesões epiteliais irreversíveis que vão desde atrofia epitelial ou hiperqueratose (excesso de queratina) em estágios iniciais, até displasias que podem ser classificadas como leve, moderada ou severa. Normalmente se caracteriza, ainda, por um epitélio escamoso, estratificado e atrófi…

Prevenção do câncer

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Os genes controlam a forma como as células crescem e se dividem e, quando alterados, podem levar ao câncer, uma multiplicação desordenada de células.

Um pequeno número de cânceres é causado por alterações genéticas hereditárias, mas a maioria das alterações ocorre durante a vida de uma pessoa.

A cada dia aparecem novas informações sobre a correta prevenção do câncer e muitas vezes elas são conflitantes. O assunto ainda está em evolução.

No entanto, já se conhece com segurança alguns fatores, chamados fatores de risco, que aumentam as chances de desenvolver câncer. Embora alguns desses fatores, como o envelhecimento e a genética não possam ser evitados, outros podem ser eficazmente afastados. Algumas mudanças relativamente simples no estilo de vida individual podem fazer uma grande diferença na prevenção do câncer.

Como fazer a prevenção do câncer?

Alguns fatores agressivos ao organismo devem ser evitados e outros, protetores, devem ser acrescentados. Os fatores de risco podem deve…

Mononucleose Infecciosa

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A mononucleose infecciosa é uma síndrome clínica que é mais comumente associada com infecção primária pelo vírus Epstein-Barr (EBV) caracterizada pela tríade clínica de febre, faringite e linfadenopatia.

O EBV é um herpes-vírus gama com genoma de DNA de cadeia dupla de cerca de 172 kb. A infecção pelo EBV ocorre apenas em seres humanos e ocorre uma infecção ao longo da vida. Embora a grande maioria dos casos de mononucleose infecciosa ocorra durante a infecção primária pelo EBV, síndromes de mononucleose infecciosa também foram relatados em pessoas cronicamente infectadas após a depleção de linfócitos T com anticorpos monoclonais contra CD3.

Epidemiologia

Levantamentos epidemiológicos e sorológicos indicam que entre 90-95% dos adultos no mundo já foram infectados pelo EBV. Nos países industrializados e nos grupos socioeconômicos mais elevados, metade da população tem uma infecção primária pelo EBV entre 1 e 5 anos de idade, com outra grande percentagem sendo infectada na segunda década…

Pré-eclâmpsia

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A pré-eclâmpsia ocorre quando uma mulher grávida tem pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto.

Além da pressão arterial elevada, outras complicações como excesso de proteína na urina e edema devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.

A condição também é chamada de toxemia ou doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG). Ela só ocorre durante a gravidez, sendo que em alguns casos pode ocorrer mais cedo, antes da 20ª semana. Até mesmo um ligeiro aumento da pressão arterial pode ser um sinal de pré-eclâmpsia.

O nome pré-eclâmpsia foi dado uma vez que essa condição favorece a eclâmpsia, um tipo de convulsão que acontece na gravidez e pode ser fatal para a mãe e bebê.

Se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode levar a sérias - até mesmo fatais - complicações para a gestante e seu bebê. Se há diagnóstico de pré-eclâmpsia, grávida e equipe médica devem trabalhar par…

Escotoma

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Escotoma (do grego: Skotos = escuridão) é uma área de alteração do campo visual que consiste de uma diminuição parcial ou total da acuidade da visão, rodeada por um campo de visão normal ou relativamente bem preservado. As manchas do escotoma são como "buracos" escuros no campo visual em que o paciente não consegue ver nada. O escotoma não é uma doença, mas um sintoma que pode ocorrer em várias doenças.

Um escotoma pode ser um sintoma de dano a qualquer parte do sistema visual, tais como problemas na retina, em particular a sua porção mais sensível, a mácula e a degeneração da própria mácula, além de alterações desde o nervo óptico até o córtex visual.

As causas mais comuns de escotoma são as doenças desmielinizantes, a hipertensão arterial, as substâncias tóxicas, as deficiências nutricionais, os bloqueios vasculares tanto na retina, como no nervo óptico e degeneração macular, geralmente associada ao envelhecimento.

Numa grávida, o escotoma pode apresentar-se como um sinto…

Algumas considerações sobre reações a medicamentos

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Um erro frequente é considerar que os efeitos farmacológicos se podem dividir claramente em dois grupos: efeitos desejados ou terapêuticos e não desejados ou secundários.

Na realidade, a maioria dos medicamentos produz efeitos vários.

No entanto, o médico pretende que o doente experimente só um (ou alguns) deles.

Os outros efeitos podem ser classificados como não desejados.

Apesar de quase toda a gente, incluindo os médicos e o pessoal de saúde, se referir ao efeito secundário, o termo reação adversa ao medicamentos é mais apropriado para os efeitos não desejados, desagradáveis, ou potencialmente nocivos.

Não deve surpreender-nos o facto de as reações adversas aos medicamentos serem frequentes.

Calcula-se que em alguns países cerca de 10 % das admissões nos hospitais são devidas a reações adversas aos fármacos.

Entre 15 % a 30 % dos doentes hospitalizados apresentam, no mínimo, uma reação adversa a algum fármaco.

Embora muitas destas reações sejam relativamente leves e desapar…