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quinta-feira, 31 de março de 2011

Grávidas que se alimentam mal passam este hábito para os filhos




Um estudo da Universidade australiana de Adelaide indicou que as mães podem ser as maiores culpadas pelas escolhas por comidas gordurosas e cheias de açúcar de seus filhos. De acordo com pesquisa feita em ratos, o feto da fêmeas que seguiam este tipo de dieta apresentaram uma alteração no cérebro, o que fez com que eles dessem preferência para este tipo de comida.

A descoberta foi feita a partir da observação de dois grupos de ratos. Durante o período de gestação e lactação, um grupo de fêmeas foi alimentado com ração e outro com comida humana comum, cheia de gordura e açúcar. Após o nascimento, os filhotes de ambos grupos puderam escolher o que iriam comer. O grupo que escolheu a opção menos saudável com mais frequência pertencia ao grupo de mães com o mesmo hábito. Analisando o cérebro dos animais, os pesquisadores verificaram que estes ratos, após o término do período de amamentação, apresentavam níveis maiores de receptores de opióides.

Embora a experimentação tenha ocorrido em ratos, o estudo sugere que o mesmo possa ocorrer com seres humanos, ou seja, mães que seguem uma dieta rica em gordura e açúcar durante a gravidez e na amamentação têm mais chances de terem filhos que darão preferência para este tipo de alimento no futuro. Os pesquisadores acreditam que os avanços neste tipo de pesquisa poderão ajudar a convencer mulheres grávidas a adotarem um dieta mais saudável, priorizando o consumo de vegetais, verduras e frutas em detrimento de guloseimas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Diagnóstico para Ansiedade





Batimentos cardíacos acelerados, transpiração excessiva e tremedeiras são sintomas de transtorno de ansiedade generalizada e também de vários outros distúrbios, como fobias e síndrome do pânico.

Mas, a partir do próximo ano, os médicos vão ter uma ferramenta mais concreta para ajudar no diagnóstico preciso do problema: as manifestações cerebrais provocadas pelos transtornos ansiosos passarão a ser consideradas nesse processo, segundo a World Psychiatric Association (WPA).

O novo critério avaliará os “circuitos cerebrais que estão funcionando de maneira errada no paciente”. A medida vai guiar também profissionais brasileiros.

Transtornos de ansiedade é um termo usado para designar um grupo formado por várias patologias – entre elas fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e a própria ansiedade generalizada. Cada um dos distúrbios atua de forma diferente no cérebro. O diagnóstico levará em conta o mecanismo das doenças mentais (ligadas ao medo e à ansiedade).

O nome do grupo dos transtornos ansiosos também mudará, passando a ser chamado de transtornos no funcionamento do circuito do medo. As raízes dos problemas (os sintomas) continuarão iguais, no entanto, ao especificar o “subtipo” da doença será possível direcionar melhor o tratamento. Nesse sentido, o diagnóstico preciso é importante.

No grupo dos transtornos ansiosos, a ansiedade generalizada tem a maior incidência na população, atingindo uma em cada quatro pessoas no mundo ao menos uma vez na vida, segundo a WPA. Ainda que o distúrbio seja frequente, é preciso diferenciar a ansiedade normal da patológica.

Tudo depende da intensidade da reação de ansiedade. É considerada doença quando a ansiedade é desproporcional ao estímulo.

Ou seja: sentir nervosismo antes de uma entrevista de emprego, por exemplo, é normal e até benéfico.

É preocupante, contudo, se a pessoa passar a fugir desses compromissos por causa da ansiedade.

A ansiedade é necessária, ajuda a nos manter em estado de alerta. Só não pode atrapalhar o desempenho.

A procura de tratamento para ansiedade deve ocorrer se há impactos na vida do paciente. Quando, por exemplo, ele teme uma reunião por ter de falar em público e cria desculpas para não ir.

Médicos alertam para uso do Facebook e depressão entre jovens...




O alerta de um grupo de médicos influentes dos EUA adicionou o termo "depressão Facebook" aos possíveis danos relacionados às redes sociais, em referência a uma condição que pode afetar adolescentes obcecados pelo site.

As novas diretrizes para redes sociais da American Academy of Pediatrics, associação norte-americana de pediatria, foram publicadas nesta segunda-feira no periódico "Pediatrics".

Alguns pesquisadores discordam da decisão. Para eles, o problema pode ser uma extensão da depressão que algumas crianças sentem em outras circunstâncias, ou uma condição distinta ligada ao uso do site.

Mas há aspectos singulares do Facebook que podem torná-lo difícil de navegar para crianças que já lidam com baixa autoestima, disse Gwenn O'Keeffe, pediatra de Boston e principal autora das novas diretrizes.

Registros dos amigos, atualizações de status e fotos de pessoas felizes no Facebook podem fazer como que algumas crianças se sintam mal por pensarem que não estão à altura.

Pode ser mais doloroso do que sentar-se sozinho na lanchonete da escola lotada ou do que outras situações da vida real, disse O'Keeffe, pois o Facebook oferece uma visão distorcida do que realmente está acontecendo. Na rede não há nenhuma maneira de ver as expressões faciais ou ler a linguagem corporal que fornecem o contexto das experiências.

As diretrizes encorajam os pediatras a incentivar os pais a conversarem com seus filhos sobre o uso da internet, do Facebook e outros riscos on-line.

É gente, o diálogo dentro de casa precisa começar! Jovens que não têm diálogo com os pais, procuram "diálogo" fora de casa e aí... Bem, aí o diálogo pode ser de qualquer qualidade! É melhor prevenir, não é?

terça-feira, 29 de março de 2011

Pensamentos que podem valer a pena...






1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

2 * Mantenha sempre tuas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.

4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.

5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago..

6 * Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.

7 * Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.

11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 * Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.

16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez

segunda-feira, 28 de março de 2011

Tratamento cirúrgico do refluxo gastro-esofágico




A cirurgia anti-refluxo pode ser convencional ou laparoscópica, ambas operações de fundoplicatura, que é uma técnica que modifica a região do estômago chamada de fundo gástrico.

Ambas as técnicas são equivalentes no que diz respeito ao desaparecimento dos sintomas, com base em observações por períodos de até três anos.

Convém mencionar que os resultados das fundoplicaturas dependem da experiência do cirurgião em operações.

Indicações para tratamento cirúrgico de refluxo gastro-esofágico:

Pacientes que não respondem satisfatoriamente ao tratamento clínico, inclusive aqueles com manifestações atípicas cujo refluxo foi devidamente comprovado;

Pacientes dos quais é exigido tratamento de manutenção com IBP (medicamentos para o tratamento do estômago), especialmente aqueles com menos de 40 anos de idade;

Casos em que não é possível a continuidade do tratamento de manutenção, por exemplo, a impossibilidade de arcar financeiramente com os custos do tratamento clínico a longo prazo.

Mais informações:

A conduta cirúrgica apropriada depende da extensão e da localização da estenose, bem como da avaliação prévia da função motora do corpo do órgão, realizada por meio da manometria (aferição do nível pressórico na região de transição entre esôfago e estômago).

Nas estenoses baixas (retrações de tecido esofagiano, com redução do espaço para os alimentos passarem), com função motora normal, está indicada a fundoplicatura total. Quando existir disfunção motora significativa, a fundoplicatura parcial mostra-se adequada.

Nos casos em que se observa estenose longa e filiforme, o tratamento cirúrgico mais apropriado é a ressecção com abordagem torácica.

Há muito mais o que dizer e estas são apenas algumas informações sem intenção mínima de esgotar o assunto.

Conjuntivite




Até o dia 20 de março, a capital paulista registrou mais de 71 mil casos de conjuntivite viral. Algumas cidades do litoral e do oeste do Estado de São Paulo também enfrentam surto da doença desde o Carnaval, por isso é bom redobrar os cuidados com higiene para evitar acordar de manhã com os olhos grudados.

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana que recobre o olho e a superfície interna das pálpebras. Na maioria dos casos, a doença é causada por bactérias ou, como ocorre agora em SP, por vírus. Mas também é comum haver inflamação devido a exposição dos olhos a agentes irritantes ou produtos que causam alergia. Apenas nos casos de vírus e bactérias é que a doença é contagiosa.

A conjuntivite é transmitida com muita facilidade, por isso é importante lavar bastante as mãos e evitar compartilhar toalhas, fronhas e outros artigos de uso pessoal.

Sugere-se que também é melhor passar por mal-educado e evitar beijar alguém que está com conjuntivite do que se arriscar a contrair a doença.

Outro conselho é evitar a automedicação. Os colírios possuem princípios ativos diferentes e alguns deles podem ter efeitos colaterais, por isso só podem ser prescritos por um médico.

Sintomas

Os principais sintomas da conjuntivite são sensação de areia nos olhos, vermelhidão, inchaço e secreção. Quando a visão fica embaçada, é sinal de que a inflamação alcançou a córnea, o que não é tão comum, mas pode ser perigoso.

Lavar bem os olhos e aplicar compressas geladas são medidas que ajudam a amenizar os sintomas.

Usar óculos ajuda a esconder o aspecto ruim que a doença provoca, mas não evita a transmissão do vírus.

A doença na maioria das vezes é autolimitada, ou seja, passa sozinha após uma ou duas semanas, mas os colírios prescritos pelo médico ajudam a lubrificar os olhos e aliviar os sintomas. Nos casos de conjuntivite bacteriana, pode ser necessário o uso de antibiótico.

domingo, 27 de março de 2011

Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica




O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica é uma atitude alimentar caracterizada pela ocorrência de episódios de comer grandes quantidades de comida em intervalos curtos de tempo, sensação de perda de controle sobre o ato de comer e, em seguida, arrependimento de ter comido. Esses episódios de hiperfagia são referidos na literatura internacional com o nome de Binge Eating.

Não se conclui ainda se esta é uma nova doença alimentar emocional ou apenas um sintoma que pode estar associado a algum outro transtorno alimentar ou à outras patologias emocionais, como depressão atípica, ansiedade, transtorno do controle dos impulsos ou algum dos transtornos do espectro impulsivo-compulsivo.

De qualquer forma o fenômeno merece toda consideração médica, já que aparece em aproximadamente 2% da população geral e, particularmente, em cerca de 30% dos obesos que procuram tratamento médico.

Por outro lado, arriscamos aqui uma correção: pode não se tratar de uma doença própria, um novo transtorno mas sim, um sintoma novo (e melhor observado) de algum outro estado ansioso-afetivo alterado. Por isso, escreveremos Compulsão Alimentar Periódica, subtraindo propositadamente o termo “transtorno”.

A compulsão alimentar foi descrita por Stunkard em 1959 estudando pessoas obesas. O quadro é, em parte, muito semelhante à Bulimia. A diferença é que na Compulsão Alimentar Periódica não há a necessidade de vomitar depois de comer bastante, como acontece na Bulimia, onde também existem esses episódios de comer exageradamente.

Aproveitando a descrição no DSM.IV, a Bulimia se caracteriza por:

Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica é caracterizado por ambos os seguintes aspectos:

(1) ingestão, em um período limitado de tempo (por ex., dentro de um período de 2 horas) de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares.

(2) um sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (por ex., um sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou quanto está comendo).

Como se vê, são tênues os limites entre os sintomas da Compulsão Alimentar Periódica e da Bulimia Nervosa. Mas há fortes argumentos contra tomar-se a Compulsão Alimentar Periódica como um diagnóstico independente. Ele seria, antes, um sintoma de um Transtorno Alimentar ou um sintoma de uma Depressão Atípica.

Constata-se também, em termos psicológicos, que os pacientes com Compulsão Alimentar Periódica possuem auto-estima mais baixa e se preocupam mais com o peso e com a forma física do corpo do que pessoas que também sejam obesas sem a Compulsão Alimentar Periódica (Zwaan, 1996).

sábado, 26 de março de 2011

Doença do Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE)






Como eu disse ontem, vamos ver um pouco sobre DRGE:

Trata-se de uma doença que é conseqüência de alterações anatômicas e/ou funcionais dos mecanismos de defesa antirrefluxo.

Podemos classificar em 3 níveis diferentes, a saber:

refluxo patológico: lactente com regurgitações pós-alimentares, vômitos mais freqüentes e eventualmente outras manifestações clínicas.

refluxo patológico primário: existe disfunção esofagogástrica que constitui a doença em si.

refluxo patológico secundário: existe uma causa adjacente que predispõe à doença.

Condições associadas:

Obstrução da saída gástrica, a saber: malformações e tumores, obstrução duodenal, má rotação intestinal, pâncreas anular, estenose duodenal.

Pós-cirúrgicos, após correção de malformações esofagotraqueais.

Alergia a proteína de leite de vaca.

Sibilância = criança chiadora, broncoespasmo.

Lesões de sistema nervoso central.

Manifestações clínicas:

Dor para engolir (a criança chora ao deglutir o alimento)
Esofagite (inflamação do esôfago)
Tosse persistente
Broncoespasmo
Apnéias
Cianose (arroxeamento de extremidades e lábios)
Emagrecimento
Fadiga
Desnutrição (grau mais avançado)

Exames complementares:

Estudo radiográfico contrastado do esôfago, estômago e duodeno.
Cintilografia do esôfago e do estômago.
Esofagogastroscopia.
Ph-metria do esôfago.

Tratamento (fundamentos):

Esclarecimentos aos pais
Decúbito elevado (deitar com elevação do tronco)
Dieta fracionada
Leite apropriado
Cuidados ao manusear a criança após a alimentação
Medicamentos
Eventual cirurgia corretiva

sexta-feira, 25 de março de 2011

Refluxo Gastro-Esofágico (RGE)






O RGE tem como características a imaturidade dos mecanismos de defesa anti-refluxo, como peristaltismo esofágico, secreção da mucosa, ligamento freno-esofagiano e outras estruturas.

Pode ser considerado fisiológico, isto é, fazer parte da fase evolutiva da criança e, portanto, passageiro. Não costuma existir condições associadas a ele e é mais comum em lactentes nos primeiros meses de vida.

A criança é chamada "vomitadora ou regurgitadora" e o quadro tem resolução espontânea até o final do primeiro ano de vida.

Atitudes de postura costumam auxiliar para a melhora, assim como uma dieta apropriada, mais pastosa.

Apesar dos vômitos e regurgitações, a criança apresenta um ganho de peso e desenvolvimento normais.

O esclarecimento aos pais é fundamental para tranquilizar e educar. Colocar a criança em "decúbito elevado", isto é, semi-sentada, como no "bebê-conforto" e orientar na alimentação, além da prescrição de leites apropriados e os cuidados ao manusear a criança são atitudes essenciais para que ela, a criança, apresente conforto e desenvolvimento adequado.

Amanhã falo sobre DOENÇA DO REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO, que é algo mais sério e diferente do RGE simples...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Distimia





Distimia ou Transtorno Distímico é uma forma crônica de depressão, cuja gravidade costuma ser menor do que a Depressão Maior. Em benefício de melhor entendimento, felizmente parece haver um consenso de que o chamado Transtorno Depressivo Maior, a Distimia e algumas Disforias (rebaixamentos do estado de humor) transitórias seriam manifestações de um mesmo processo patológico, o qual resulta em sintomas depressivos. Tal variedade de estados de humor deprimido compartilha os mesmos sintomas, responde aos mesmos medicamentos antidepressivos e podem ser abordados por técnicas psicoterapêuticas similares.

Geralmente o paciente com Distimia costuma ter o humor algo depressivo a maior parte do tempo, mas não expressivamente depressivo como acontece na Depressão Maior. Pode apresentar inquietação, ansiedade e sintomas neurovegetativos, como por exemplo, queixas digestivas, cardiocirculatórias, musculares, dor de cabeça. É muito marcante nos distímicos a tendência em dedicar pouco tempo para atividades de lazer, valorizando em excesso atividades produtivas. Outros sintomas que chama a atenção é a tendência à irritabilidade, ironias, crises de raiva e excesso de críticas.

Os estudos epidemiológicos mais recentes mostram que existe uma comorbidade elevada na Distimia, de forma que mais de 2/3 dos pacientes apresentam também Depressão Maior, Abuso de Substância ou algum Transtorno de Ansiedade junto com a Distimia.

Resumindo, Distimia é um transtorno depressivo do humor, tem natureza crônica, se inicia insidiosamente desde a infância ou adolescência e não tem sintomas graves o suficiente para ser diagnosticada como Depressão Maior, ou seja, o transtorno é considerado como uma depressão de baixa intensidade, flutuante e duradoura.

Alguns pacientes distímicos, de fato, não se queixam propriamente de tristeza, entretanto, queixam muito apropriadamente de falta de alegria de viver: “- doutor, eu não estou com tristeza, mas também não sinto alegria ou prazer com nada”. Além disso, os próprios distímicos manifestam grande preocupação com sua inadequação. Quer dizer, eles mesmos sabem que são “chatos” e lamentam por isso.

Muitas pessoas com Distimia relatam que estiveram deprimidas durante toda a sua vida e acabam tendo uma concepção existencial deturpada pelo mau humor crônico. Geralmente elas se auto-definem como tristes ou "na fossa", mas geralmente são definidas pelas outras como mal humoradas, amargas, irônicas e implicantes. Embora a Distimia seja considerada menos grave que a Depressão Maior, suas conseqüências podem ser graves e incluem prejuízo grave do desempenho familiar, social e profissional, aumento de sintomas físicos e doenças psicossomáticas e aumento do risco de desenvolver Depressão Maior.

Em geral esses pacientes costumam ser tensos, rígidos e resistentes às sugestões de terapia. Como freqüentemente eles podem ser sarcásticos, rabugentos, exigentes e queixosos, não é raro que o médico de outras especialidades sinta-se irritado com eles. Apesar disso, o funcionamento social das pessoas com Distimia é relativamente estável e muitas delas investem sua energia fortemente no trabalho, desprezando quase totalmente o prazer, as atividades familiares e sociais. (Akiskal, 1999)

A prevalência da Distimia na população geral é assustadora. Alguns autores cogitam ser aproximadamente de 3 a 6% da população geral os portadores de Distimia (Seretti, 1999 – Akiskal, 1994 – Avrichir, 2002), sendo um dos quadros clínicos mais comumente encontrados na prática médica. Em relação à distribuição da Distimia entre homens e mulheres, o transtorno é relativamente mais freqüente em mulheres, embora não tanto como acontece na Depressão Maior, onde a proporção é de 2:1.

A despeito da imensa população de distímicos, esses pacientes não procuram ou relutam muito em procurar tratamento específico para a questão emocional, apesar de se manterem sempre muito queixosos e insatisfeitos com a vida. Trata-se de uma alteração afetiva bastante incômoda, não só do ponto de vista emocional, fazendo sofrer o paciente e, comumente, quem com ele convive, como também do ponto de vista orgânico, se manifestando por inúmeros sintomas físicos, os quais acabam fazendo com que os pacientes procurem os médicos com queixas vagas e mal definidas, tais como mal-estar, letargia e fadiga.

Por outro lado, se os distímicos relutam em procurar ajuda psiquiátrica, a maioria deles procura médicos de outras especialidades e geralmente eles não serão diagnosticados corretamente (Akiskal, 2001). Por causa disso, inúmeros exames de laboratórios são inutilmente solicitados, inúmeras consultas a especialistas são marcadas, muitos medicamentos são inutilmente consumidos.

Transtorno Dismórfico Corporal e Muscular




Muitos são os pais que se esforçam, em vão, para convencer seus filhos adolescentes de que eles não são tão magros e raquíticos como acreditam, ou que não têm o nariz tão enorme como se vêem, que as espinhas não são tão deformantes como eles reclamam... Os adolescentes, entretanto, não acreditam em nenhum desses argumentos, mesmo se forem ditos por centenas de pessoas... eles continuam diante do espelho reclamando suas “deformidades”. Podem ser portadores de Transtorno Dismórfico Corporal.

Na Anorexia Nervosa, e quase sempre na Bulimia, há também uma deformação da imagem corporal. A pessoa se vê muito mais gorda do que é de fato, não acredita nas pessoas que dizem-lhe o contrário. Portadores de Anorexia costumam ver gordurinhas e dobrinhas que, ou não existem, ou são fisiológicas e normais em todas as pessoas. Isso é também uma espécie de Transtorno Dismórfico Corporal, onde a crença de estar gordo tem características delirante, ou seja, são irremovíveis pela argumentação lógica (foto, balança, opiniões).

Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal sofrem de idéias persistentes sobre o modo como percebem a própria aparência corporal, portanto, é muito comum que entre pessoas com Transtorno Dismórfico Corporal, tenha aquelas portadoreas de Vigorexia, que é o Transtorno Dismórfico Muscular.

Choi, Pope e Olivardia definiram essa forma de Transtorno Dismórfico Corporal, o Transtorno Dismórfico Muscular, sinônimo da Vigorexia, ou seja, uma síndrome onde as pessoas, geralmente homens, independentemente de sua musculatura (embora normalmente sejam bem desenvolvidos), têm uma opinião patológica a respeito do próprio corpo, acreditando terem uma musculatura muito pequena, fraca e frágil.

Os pensamentos persistentes sobre “defeitos” na aparência corporal são praticamente delirantes, além de intrusivos à consciência, difíceis de resistir e em geral acompanhados por compulsões rituais de olhar-se no espelho constantemente, eles não são acompanhados de nenhuma crítica por parte do paciente.

Essas idéias obsessivas sobre defeitos no próprio corpo são muito semelhantes aos pensamentos obsessivos dos pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, e em geral são egodistônicas, ou seja, estão em desacordo com o gosto da pessoa, portanto, fazem a pessoa sofrer.

No Transtorno Dismórfico Corporal são mais comuns as queixas que envolvem defeitos faciais, como por exemplo, em relação à forma ou tamanho do nariz, do queixo, calvície, etc. As queixas geralmente envolvem falhas imaginadas ou, se existem são bem mais leves que o paciente imagina, na face ou na cabeça, tais como perda de cabelos, acne, rugas, cicatrizes, marcas vasculares, palidez ou rubor, inchação, assimetria ou desproporção facial, ou pêlos faciais excessivos.

Outras preocupações comuns incluem o tamanho, a forma ou algum outro aspecto do nariz, dos olhos, pálpebras, sobrancelhas, orelhas, boca, lábios, dentes, mandíbula, queixo, bochechas ou cabeça. Não obstante, qualquer outra parte do corpo pode ser o foco de preocupação do paciente, inclusive podem envolver outros órgãos ou funções, como por exemplo, preocupação com o cheiro corporal que exalam, mau hálito, odor dos pés, etc. Embora a queixa seja freqüentemente específica, algumas vezes pode ser vaga e alguns pacientes podem apenas se queixar de uma “feiúra” geral.

Sendo assim, o Transtorno Dismórfico Corporal costuma estar presente na Vigorexia (sinônimo de Transtorno Dismórfico Muscular). Há ainda co-morbidade do Transtorno Dismórfico Corporal e/ou do Transtorno Dismórfico Muscular, com outros quadros psiquiátricos, tais como Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Depressão e quadros delirantes.

A co-morbidade do Transtorno Dismórfico Corporal poral com Depressão e Ansiedade chega a 50% dos casos, especialmente com quadros de ansiedade tipo Pânico. De fato, alguns autores (Grant, 2002) acham que o Transtorno Dismórfico Corporal raramente aparece sem alguma comorbidade.

Com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo clássico, Fobia Social e Anorexia Nervosa a comorbidade também é alta, em torno de 40%. Pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal em geral são perfeccionistas e podem ter traços de personalidade obsessivos ou esquizóides. Sendo as idéias sobre as deformidades corporais de natureza obsessiva, pode haver também um comportamento compulsivo.

No caso da Vigorexia os exercícios excessivos são compulsivos, mas também a compulsão pode se manifestar através de freqüentes verificações diante do espelho, cansativos exames do suposto “defeito” que podem consumir várias horas do dia. Os pacientes freqüentemente pensam que os outros podem estar observando com especial depreciação sua suposta deformidade, talvez comentando a respeito dela ou ridicularizando-a.

Atualmente o Transtorno Dismórfico Corporal é considerado uma doença específica e autônoma pelas classificações internacionais. Apesar disso, desde o final da década de 90, Hollander e cols. acertadamente observam a forte interseção desse quadro com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e, assim, sugerem sua inclusão no chamado Espectro Obsessivo-Compulsivo.

Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo

1.- Transtorno Obsessivo-Compulsivo
2.- Transtorno Dismórfico Corporal
3.- Transtornos Alimentares
3.1- Vigorexia
3.2- Anorexia
3.3- Bulimia
4.- Transtorno do Controle dos Impulsos
4.1- Tricotilomania
4.2- Transtorno de Tique
4.3- Síndrome de Toureute
4.4- Sexo Compulsivo
4.5- Jogo Compulsivo
4.6- Piromania
4.7- Compulsão para Compras
4.8- Compulsão à Internet

terça-feira, 22 de março de 2011

Saúde debate maior controle na assistência a pacientes com Leucemia.





A partir da próxima semana os hospitais vão receber estoques periódicos do medicamento Glivec, indicado para o tratamento da doença

Representantes de todos os estados das áreas de Alta Complexidade e de Assistência Farmacêutica participam nesta quarta-feira (23), pela manhã, em Brasília, de reunião para avançar no novo modelo de assistência aos pacientes com Leucemia Mielóide Crônica (LMC) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dos planos é ampliar o controle sobre a oferta do medicamento Glivec pelos hospitais. Por meio de um canal direto com o Ministério da Saúde, os pacientes ou demais interessados poderão, por exemplo, relatar dificuldades no acesso ao produto.

A partir da próxima semana, os hospitais vão passar a receber estoques periódicos do medicamento Glivec, indicado para o tratamento de LMC. A compra deste medicamento pelo Ministério da Saúde consta da Portaria 90, publicada no Diário Oficial da União do último dia 16. A medida beneficiará diretamente 7,7 mil pessoas que atualmente fazem uso do Glivec no Brasil, ampliando e melhorando a assistência oncológica no SUS.

A portaria dá cumprimento ao acordo estabelecido ano passado entre o Ministério da Saúde e o Laboratório Novartis, que fabrica o Glivec. Um dos termos da medida foi a compra centralizada do medicamento pelo governo federal que, ao adquirir o Glivec em grande escala, obteve uma redução significativa no preço do medicamento (de mais de 50%) e, com isso, terá uma economia de aproximadamente R$ 400 milhões no decorrer do período do acordo (de 2010 a 2012).

Paralelamente a esse esforço, o Ministério da Saúde vem adotando a política de “comprar melhor” – como ocorreu em relação ao Glivec – para, a partir da economia obtida, atender a uma maior quantidade de pessoas e com a melhor assistência possível. A medida mostra que no caso do Glivec, ao negociar diretamente com o laboratório produtor, o Ministério da Saúde comprou melhor e vai ampliar o acesso, aprimorando a assistência aos pacientes que utilizam o medicamento, com o atendimento pela rede hospitalar oncológica.

No decorrer de 12 meses – a partir do próximo dia 1º -, a rede hospitalar contará com 9,3 milhões de comprimidos de Glivec nas dosagens de 100mg e 400mg. Este quantitativo é superior ao volume de 8,5 milhões de comprimidos do medicamento que, segundo os hospitais oncológicos habilitados ao SUS, foram administrados em 2010.

No segundo semestre do ano passado, o Ministério da Saúde liberou R$ 412,7 milhões para serem investidos na reestruturação da assistência oncológica no SUS, quando também foram incluídos nove novos procedimentos para o tratamento de diferentes cânceres – inclusive o tratamento com o medicamento Rituximabe. Este pacote de medidas também ampliou, em até 10 vezes, o valor pago a 66 procedimentos que já eram realizados no Sistema Único de Saúde

Saúde Mental





1. Saúde Mental é o equilíbrio emocional entre o patrimônio interno e as exigências ou vivências externas. É a capacidade de administrar a própria vida e as suas emoções dentro de um amplo espectro de variações sem contudo perder o valor do real e do precioso. É ser capaz de ser sujeito de suas próprias ações sem perder a noção de tempo e espaço. É buscar viver a vida na sua plenitude máxima, respeitando o legal e o outro. (Dr. Lorusso);

2. Saúde Mental é estar de bem consigo e com os outros. Aceitar as exigências da vida. Saber lidar com as boas emoções e também com as desagradáveis: alegria/tristeza; coragem/medo; amor/ódio; serenidade/raiva; ciúme; culpa; frustrações. Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

3. Os seguintes itens foram identificados como critérios de saúde mental:

1. Atitudes positivas em relação a si próprio
2. Crescimento, desenvolvimento e auto-realização
3. Integração e resposta emocional
4. Autonomia e autodeterminação
5. Percepção apurada da realidade
6. Domínio ambiental e competência social;

segunda-feira, 21 de março de 2011

Medicina Ortomolecular







A medicina ortomolecular constitui um ramo da chamada medicina alternativa (sem base científica) no qual se acredita que as doenças são resultado de desequilíbrios químicos. Assim, os tratamentos ortomoleculares buscam a restauração dos níveis de vitaminas e minerais considerados ideais no organismo.

Ela é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.

Mas por que o organismo se desequilibra?

Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem. Estas engrenagens são os sistemas : NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE. Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença).

Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune. Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres. Podemos entendê-los da seguinte forma: o organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres. Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar' o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.

O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras.

A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Ela também trata das deficiências de uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico. Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione diabetes. O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia.

Com esta visão global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve. Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a produção, que nada mais é do que a própria vida.

É fundamental saber que a Medicina Ortomolecular através dos seus componentes pode ser adquirida em qualquer farmácia tradicional e sem prescrição médica, mais o ideal é que se consulte um médico para não causar hipervitaminose nos organismo.

**** devo observar que a "Medicina Ortomolecular" não é reconhecida como uma "especialidade médica"****

Mais uma moda: a ortorexia...

Trata-se de um distúrbio alimentar que deixa pacientes obcecados em comer alimentos saudáveis e fazer muitos exercícios físicos. Especialistas afirmam que a ortorexia pode levar a outros transtornos como a anorexia e bulimia.

Relata-se o caso de um paciente, que é funcionário de uma fábrica, e conta que faz exercícios durante os intervalos que tem no trabalho. "Eu treino duas vezes por dia, sete dias por semana. Na fábrica, durante meu horário de almoço, levanto pesos, faço abdominais e flexões", diz ele.

"Quando vou para casa, corro por 45 minutos e faço mais exercícios de alto impacto. Ao todo, devo gastar mais de duas horas diariamente me exercitando."

Apesar de considerar "horrível" o gosto de queijo cottage, ele diz que almoça o laticínio magro (feito com coalhada e com média de apenas 4% de gordura) diariamente. "Em 90% do tempo, como apenas queijo cottage, iogurte natural, ovos e frango."

"Se como um hambúrguer, coisa que acontece muito raramente, sinto que tenho que queimar o que comi imediatamente porque sei que se transformará em gordura que não quero no meu corpo", completa.

O Centro Nacional para Distúrbios Alimentares britânico (NCFED na sigla inglesa) recebe mais de seis mil ligações e e-mails por ano de pessoas que sofrem de ortorexia. Seus especialistas se dizem preocupados que muitos jovens possam ser vítimas de dietas falsamente saudáveis recomendadas em revistas e internet.

Tive a oportunidade de vivenciar um caso que foi relacionado pelo médico psiquiátra como sendo um destes, mas a paciente não apresentava essa compulsão por atividades físicas como no caso acima citado.

Ainda assim, pode-se dizer que a "ortorexia" é um quadro clínico no qual o paciente é "perfeccionista" com sua alimentação e/ou sua aparência física. É um distúrbio de comportamento.

sábado, 19 de março de 2011

TRANSTORNOS DESAFIADOR OPOSITIVO

Outros transtornos disruptivos da criança: Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade e Transtorno de Conduta

Características Diagnósticas
A característica essencial do Transtorno Desafiador Opositivo é um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, que persiste por pelo menos 6 meses (Critério A) e se caracteriza pela ocorrência freqüente de pelo menos quatro dos seguintes comportamentos: perder a paciência (Critério A1), discutir com adultos (Critério A2), desafiar ativamente ou recusar-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos (Critério A3), deliberadamente fazer coisas que aborrecem outras pessoas (Critério A4), responsabilizar outras pessoas por seus próprios erros ou mau comportamento (Critério A5), ser suscetível ou facilmente aborrecido pelos outros (Critério A6), mostrar-se enraivecido e ressentido (Critério A7), ou ser rancoroso ou vingativo (Critério A8).

A fim de se qualificarem para o Transtorno Desafiador Opositivo, os comportamentos devem ocorrer com mais freqüência do que se observa tipicamente em indivíduos de idade e nível de desenvolvimento comparáveis e deve acarretar prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional (Critério B).

O diagnóstico não é feito se a perturbação do comportamento ocorre exclusivamente durante o curso de um Transtorno Psicótico ou do Humor (Critério C) ou se são satisfeitos os critérios para Transtorno de Conduta ou Transtorno da Personalidade Anti-Social (em um indivíduo com mais de 18 anos).

Os comportamentos negativistas ou desafiadores são expressados por teimosia persistente, resistência a ordens e relutância em comprometer-se, ceder ou negociar com adultos ou seus pares. O desafio também pode incluir testagem deliberada ou persistente dos limites, geralmente ignorando ordens, discutindo e deixando de aceitar a responsabilidade pelas más ações.

A hostilidade pode ser dirigida a adultos ou a seus pares, sendo demonstrada ao incomodar deliberadamente ou agredir verbalmente outras pessoas (em geral sem a agressão física mais séria vista no Transtorno da Conduta). As manifestações do transtorno estão quase que invariavelmente presentes no contexto doméstico, mas podem não ser evidentes na escola ou na comunidade.

Os sintomas do transtorno tipicamente se evidenciam mais nas interações com adultos ou companheiros a quem o indivíduo conhece bem, podendo assim não serem perceptíveis durante o exame clínico. Em geral, os indivíduos com este transtorno não se consideram oposicionais ou desafiadores, mas justificam seu comportamento como uma resposta a exigências ou circunstâncias irracionais.

Características e Transtornos Associados
As características e transtornos associados variam em função da idade do indivíduo e gravidade do Transtorno Desafiador Opositivo.

No sexo masculino, o transtorno é mais prevalente entre aqueles indivíduos que, nos anos pré-escolares, têm temperamento problemático (por ex., alta reatividade, dificuldade em serem acalmados) ou alta atividade motora.

Durante os anos escolares, pode haver baixa auto-estima, instabilidade do humor, baixa tolerância à frustração, blasfêmias e uso precoce de álcool, tabaco ou drogas ilícitas. Existem, freqüentemente, conflitos com os pais, professores e companheiros. Pode haver um círculo vicioso, no qual os pais e a criança trazem à tona o que há de pior um do outro.

O Transtorno Desafiador Opositivo é mais prevalente em famílias nas quais os cuidados da criança são perturbados por uma sucessão de diferentes responsáveis ou em famílias nas quais práticas rígidas, inconsistentes ou negligentes de criação dos filhos são comuns.

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é comum em crianças com Transtorno Desafiador Opositivo, bem como os Transtornos da Aprendizagem e da Comunicação.

Características Específicas à Idade e ao Gênero
Uma vez que o comportamento oposicional temporário é muito comum em crianças pré-escolares e adolescentes, deve-se ter cuidado ao fazer o diagnóstico de Transtorno Desafiador Opositivo, especialmente durante esses períodos do desenvolvimento. O número de sintomas de oposição tende a aumentar com a idade.

O transtorno é mais prevalente em homens do que em mulheres antes da puberdade, mas as taxas são provavelmente iguais após a puberdade. Os sintomas em geral são similares em ambos os gêneros, à exceção do fato de que os homens podem apresentar mais comportamentos de confronto e sintomas mais persistentes.

Prevalência
As taxas de Transtorno Desafiador Opositivo são de 2 a 16%, dependendo da natureza da amostra populacional e métodos de determinação.

Evolução
O Transtorno Desafiador Opositivo em geral se manifesta antes dos 8 anos de idade e habitualmente não depois do início da adolescência. Os sintomas opositivos freqüentemente emergem no contexto doméstico, mas com o tempo podem aparecer também em outras situações.

O início é tipicamente gradual, em geral se estendendo por meses ou anos. Em uma proporção significativa dos casos, o Transtorno Desafiador Opositivo é um antecedente evolutivo do Transtorno da Conduta.

Padrão Familial
O Transtorno Desafiador Opositivo parece ser mais comum em famílias nas quais pelo menos um dos pais tem uma história de Transtorno do Humor, Transtorno Desafiador Opositivo, Transtorno da Conduta, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno da Personalidade Anti-Social ou um Transtorno Relacionado a Substâncias.

Além disso, alguns estudos sugerem que as mães com Transtorno Depressivo estão mais propensas a terem filhos com comportamento oposicional, mas não está claro o grau em que a depressão materna é causa ou conseqüência do comportamento oposicional nas crianças. O Transtorno Desafiador Opositivo é mais comum em famílias nas quais existe séria discórdia conjugal.

Diagnóstico Diferencial
Os comportamentos diruptivos dos indivíduos com Transtorno Desafiador Opositivo têm uma natureza menos severa do que os de indivíduos com Transtorno da Conduta e tipicamente não incluem agressão a pessoas ou animais, destruição de propriedades ou um padrão de furto ou defraudação.

Uma vez que todos os aspectos do Transtorno Desafiador Opositivo em geral estão presentes no Transtorno da Conduta, aquele não é diagnosticado se são satisfeitos os critérios para Transtorno da Conduta. O comportamento opositivo é uma característica associada comum dos Transtornos do Humor e dos Transtornos Psicóticos que se apresentam em crianças e adolescentes, não devendo ser diagnosticado em separado se os sintomas ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno do Humor ou Psicótico.

Os comportamentos de oposição também devem ser diferenciados do comportamento diruptivo que resulta da desatenção e impulsividade no Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Quando os dois transtornos ocorrem simultaneamente, ambos os diagnósticos devem ser feitos.

Em indivíduos com Retardo Mental, um diagnóstico de Transtorno [92]Desafiador Opositivo é dado apenas se o comportamento oposicional é acentuadamente maior do que aquele em geral observado entre indivíduos de idade, gênero e gravidade do Retardo Mental comparáveis.

O Transtorno Desafiador Opositivo também deve ser diferenciado de um fracasso em obedecer a comandos resultante de prejuízo na compreensão da linguagem (por ex., perda auditiva, Transtorno Misto da Linguagem Receptivo-Expressiva).

O comportamento oposicional é uma característica típica de certos estágios do desenvolvimento (por ex., infância ou adolescência). Um diagnóstico de Transtorno Desafiador Opositivo deve ser considerado apenas se os comportamentos ocorrem com maior freqüência e têm conseqüências mais sérias do que se observa tipicamente em outros indivíduos de estágio evolutivo comparável e se acarretam prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

Um novo início de comportamentos opositivos na adolescência pode ser devido ao processo normal de individuação.

Critérios Diagnósticos para F91.3 - 313.81 Transtorno Desafiador Opositivo
A. Um padrão de comportamento negativista, hostil e desafiador durando pelo menos 6 meses, durante os quais quatro (ou mais) das seguintes características estão presentes:
(1) freqüentemente perde a paciência
(2) freqüentemente discute com adultos
(3) com freqüência desafia ou se recusa ativamente a obedecer a solicitações ou regras dos adultos
(4) freqüentemente perturba as pessoas de forma deliberada
(5) freqüentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento
(6) mostra-se freqüentemente suscetível ou é aborrecido com facilidade pelos outros
(7) freqüentemente enraivecido e ressentido
(8) freqüentemente rancoroso ou vingativo
Obs: Considerar o critério satisfeito apenas se o comportamento ocorre com maior freqüência do que se observa tipicamente em indivíduos de idade e nível de desenvolvimento comparáveis.
B. A perturbação do comportamento causa prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
C. Os comportamentos não ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno Psicótico ou Transtorno do Humor.
D. Não são satisfeitos os critérios para Transtorno da Conduta e, se o indivíduo tem 18 anos ou mais, não são satisfeitos os critérios para Transtorno da Personalidade Anti-Social.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Glutamato Monossódico




O Glutamato Monossódico (MSG) é o sal sódico do ácido glutâmico, um aminoácido presente em todas as proteínas animais e vegetais.

Muito utilizado na indústria alimentícia, o MSG cria um sabor suave, rico e encorpado e pode ser adicionado em carnes, peixes, frangos, vegetais e frutos do mar, sendo que em muitos países é usado como tempero de mesa. Ainda, em certos alimentos, o MSG pode ajudar a reduzir o conteúdo de sódio sem comprometer o gosto. O MSG contem apenas um terço da quantidade de sódio em comparação ao sal de cozinha.

De modo semelhante ao vinagre, molho de soja e iogurte, o MSG é produzido através de processos fermentativos de matérias primas de origem natural como são o melaço da cana de açúcar, açúcar de beterraba ou do amido obtido da tapioca ou de cereais.

O glutamato naturalmente encontrado em alimentos e o glutamato derivado do MSG são idênticos e são absorvidos e metabolizados da mesma maneira pelo corpo humano. Por exemplo, não existe diferença entre o glutamato livre encontrado naturalmente nos cogumelos, queijos e tomates e o glutamato livre proveniente do MSG, de proteínas hidrolisadas ou do molho de soja (shoyu) produzidos industrialmente. Além disso, glutamato é encontrado em abundância no leite materno humano, em níveis dez vezes superiores aos encontrados no leite de vaca. Como resultado, a criança em fase de amamentação consome grande quantidade de glutamato, por quilo corpóreo, do que em qualquer outra fase de toda sua vida.

Pesquisas recentes demonstram que o MSG estimula receptores específicos da língua produzindo um gosto essencial que se conhece com o nome de umami que, em japonês significa saboroso ou delicioso. O gosto umami corresponde ao quinto gosto básico, o qual é diferente dos outros quatro sabores conhecidos, doce, salgado, azedo e amargo.

Devido ao fato do MSG ser usado amplamente como ingrediente alimentício, grande número de pesquisas têm sido realizadas sobre sua inocuidade e eficácia. Essas pesquisas, realizadas e avaliadas por cientistas e agências de regulamentação de todo o mundo, juntamente com a sua longa tradição de uso, claramente evidenciam que o MSG é de uso seguro. Entretanto, na década de 60, foi postulado que o MSG presente em alimentos servidos em restaurantes chineses, seria o responsável pela indução de uma serie de sintomas desagradáveis, os quais foram denominados “Síndrome do Restaurante Chinês”. Esses sintomas incluem dor de cabeça (cefaléia), ondas de calor, vermelhidão facial, formigamento e rigidez na parte posterior do pescoço, opressão torácica, moléstias gástricas como náuseas e vômitos, taquicardia e alterações de humor. Na época este tema foi divulgado pela revista New England Journal of Medicine. Porém, pesquisas científicas realizadas posteriormente não confirmaram a relação entre o consumo de alimentos contendo MSG e a “Síndrome do Restaurante Chinês”. Assim, atualmente, associar a “Síndrome do Restaurante Chinês” ao consumo de alimentos contendo MSG é considerado incorreto e ultrapassado.

Da mesma forma, esporadicamente tem surgido especulações sobre a relação entre a ingestão de MSG e doenças degenerativas cerebrais tais como Alzheimer, Isquemia e Parkinson. Também tem sido sugerido que o MSG é responsável por uma série de condições de saúde como hiperatividade em crianças, obesidade, reações alérgicas, asma, câncer e enxaqueca. Entretanto não existem evidências científicas que comprovem que tais doenças tenham sido causadas pelo MSG.

O Codex Alimentarius, organização internacional que tem por objetivo proteger a saúde dos consumidores e assegurar a aplicação de práticas eqüitativas no comércio de alimentos, e o JECFA (Comitê Conjunto FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares e Contaminantes), os quais são utilizados em muitos países como referência para o estabelecimento da legislação nacional sobre alimentos, reconhecem que o MSG, como aditivo alimentar, é de uso seguro em alimentos. Ou seja, os consumidores de todo o mundo podem consumir diariamente alimentos contendo MSG como aditivo alimentar, com total segurança e sem riscos à sua saúde.

Nos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration), órgão responsável pela regulamentação de alimentos naquele país, classifica o MSG como um ingrediente de alimentos seguro, de forma semelhante ao sal, o açúcar, o fermento e o vinagre. Ou seja, considera o MSG como uma substância de uso seguro em alimentos.

No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão do Ministério da Saúde responsável pela regulamentação, fiscalização e controle de aditivos e alimentos no país, através da Resolução ANVS / MS n° 386, de 05 de Agosto de 1999, publicada na Seção I do Diário Oficial da União do dia 9 de Agosto de 1999, classifica o realçador de sabor glutamato monossódico como um produto BPF (quantum satis), ou seja, com limite máximo de uso baseado na quantidade suficiente para se obter o efeito desejado no alimento, o que é estabelecido unicamente para aditivos alimentares considerados de uso seguro.

fonte: Wikipedia.

Vacina contra influenza

Gestantes, crianças de seis meses a dois anos e profissionais de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e população indígena. A mudança, anunciada dia 17 de março de 2011 pelo Ministério da Saúde, foi tomada com base na experiência da pandemia de gripe suína. Na época, tanto gestantes quanto crianças menores de dois anos, mostraram ser, ao lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver casos graves de infecção.

A vacinação deste ano começa dia 25 de abril e vai até 13 de maio. No primeiro sábado da campanha será realizado o Dia de Mobilização, quando postos de todo o País ficam abertos para vacinar o público alvo da campanha. Este ano, 65 mil postos de vacinação serão instalados.

A expectativa é imunizar 23,8 milhões de brasileiros. A exemplo de outros anos, a vacina usada na campanha será produzida pelo Instituto Butantã. Este ano, foram adquiridos 33 milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A incorporação dos três novos grupos para vacinação contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é definitiva.

A campanha de vacinação contra a gripe sazonal deste ano vai imunizar os grupos também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha disse que a vacina muda a cada ano e tem como base os três vírus do tipo influenza que mais circularam no ano anterior.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, ressaltou que este ano não haverá uma campanha de vacinação específica para a imunização contra a gripe suína. Ele lembrou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o alerta de pandemia e que os casos registrados são esporádicos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Zumbido no ouvido: coisa de idosos?

O zumbido no ouvido, considerado até pouco tempo atrás um problema de pessoas de meia idade ou de idosos, tem se tornado comum entre os jovens, alertam especialistas. Entre as causas apontadas estão o uso crescente e inadequado de aparelhos sonoros, estresse e erros alimentares, como consumo excessivo de doces e cafeína. Há quem aponte o celular como culpado...

O tema será destaque na décima edição do Congresso Mundial de Zumbido, que ocorre nesta semana, pela primeira vez no Brasil. Pesquisas recentes têm mostrado que a incidência do zumbido - barulho constante, que pode parecer um apito, um canto de cigarra ou um chiado de TV fora do ar - tem crescido na população como um todo.

Pesquisa feita há 15 anos pelo National Institutes of Health, dos EUA, indicava que 15% da população sofria com o problema. Novo levantamento feito no ano passado apontou índice de 24%. Se o problema continuar a crescer nessa proporção, em menos de 30 anos poderá alcançar 42%.

Por falta de informação, diz, muitas pessoas acreditam que a única solução é aprender a conviver com o zumbido. Até mesmo entre os médicos é comum esse discurso. Em muitos casos é possível curar o problema e, mesmo quando não for, é possível minimizar o desconforto. Mas faltam médicos especializados.

O primeiro passo para combater o zumbido é identificar a causa - e elas podem ser muitas. A mais frequente é a degeneração das células auditivas causada pelo processo natural de envelhecimento.

Em segundo lugar vem a poluição sonora, que, com o tempo, acaba lesando as células do ouvido. Há, porém, fatores que a maioria das pessoas desconhece que podem ter ligação com o problema auditivo, como colesterol elevado, diabete, hipotireoidismo, estresse e maus hábitos alimentares.

Outra causa comum é o problema da articulação têmporo-mandibular, por conta de bruxismo, tensão, alterações da arcada dentária, enfim, problemas na boca, que acabam "comprimindo" a região do ouvido e causando o transtorno.

O uso frequente de celular como causa de zumbido ainda é polêmico. Do meu ponto de vista o celular é agente causador na proporção do nível sonoro que se faz uso dele, assim como um tocador de mp3, isto é, quanto mais alto, mais danoso para o ouvido.

A radiação do celular como causadora de zumbido ainda é discutível...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Toxina Botulínica

O que é a toxina botulínica?
É a toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. A substância, inicialmente utilizada pela Oftalmologia e Neurologia, para tratamento de desvios musculares, há alguns anos passou a ser utilizada na Dermatologia para a correção das rugas dinâmicas, com ótimos resultados. Ficou conhecida pelo nome comercial de Botox mas também é comercializada, no Brasil, com os nomes de Dysport, Prosigne e Xeomin.

O que são rugas dinâmicas?
As rugas dinâmicas, ou rugas de expressão, são aquelas provocadas pela contração muscular da mímica facial, que leva, ao longo do tempo, à formação de vincos na pele.

Como funciona o tratamento?
A toxina botulínica atua impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas. Com o relaxamento da musculatura, as rugas atenuam-se.

Onde pode ser utilizado?
Os principais locais da face onde pode ser utilizado são a região frontal (testa), a glabela (entre os supercílios) e região peri-orbitária ("pés de galinha"), mas também pode ser utilizado no terço inferior da face (rugas ao redor da boca e queixo) e no pescoço.

O tratamento com a toxina botulínica deixa a pessoa sem expressão?
Quando o procedimento é realizado sem exagero, tratando os grupamentos musculares que produzem mais rugas, a expressão da pessoa não é afetada. Vale a pena lembrar que nem todas as pessoas formam "pés de galinha" ao sorrir e nem por isso seu sorriso é inexpressivo.

Como é feito o procedimento?
A toxina, diluída em soro fisiológico, é injetada sob a pele, em pontos escolhidos de acordo com as rugas que serão tratadas.

Dói para aplicar?
Por ser injetado com uma agulha muito fina, a maioria dos pacientes relata que é perfeitamente suportável a sensação da picada. Alguns nem a sentem. Pessoas mais sensíveis podem utilizar um creme anestésico, aplicado 30 a 60 minutos antes do procedimento, para atenuar o incômodo.

Em quanto tempo o efeito ocorre?
O efeito começa a ser observado nas primeiras 48 horas e aumenta gradativamente nos 10 a 15 dias subsequentes à aplicação, quando se estabiliza.

Qual a duração do efeito?
O efeito do tratamento dura cerca de 3 a 4 meses, sendo então necessária uma nova aplicação para a manutenção dos resultados. Este tempo pode variar de acordo com cada pessoa. O procedimento pode ser repetido diversas vezes e, com a continuidade do tratamento, a duração do efeito pode aumentar.

A exposição ao sol atrapalha?
Não há evidências de que os raios solares interfiram no tratamento com a toxina botulínica. No entanto, lembre-se de que o sol é o principal responsável pelo envelhecimento cutâneo, evite-o ao máximo.

Tem efeitos colaterais?
Não são conhecidas reações alérgicas à toxina botulínica, porém podem ocorrer efeitos colaterais transitórios como dor de cabeça após o procedimento ou a ptose palpebral (abaixamento da pálpebra superior). Outro efeito colateral possível, é a formação de pequena equimose (mancha roxa) no local das injeções.

fonte: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista

terça-feira, 15 de março de 2011

Doenças por radiação






Algumas poucas informações sobre um problema atualíssimo:

Normalmente, a radiação pode ser por ionização e por não-ionização. A radiação por não-ionização é conhecida como sendo causada pela luz, as ondas de rádio, as microondas e o radar; é um tipo de radiação que normalmente não causa danos aos tecidos.

A radiação por ionização produz efeitos químicos imediatos (ionização) sobre o tecido humano, e inclui os raios X, raios gama e o bombardeio de partículas (feixe de neutrons, feixe de elétrons, prótons, mesóns e outros). Este tipo de radiação pode ser utilizado para testes e tratamentos clínicos, fins científicos, testes, produção e esterilização industrial, armas e desenvolvimento de armamentos, e muitas outras finalidades.

A doença resultante das irradiações de substâncias radioativas ocorre quando os seres humanos (ou outros animais) são expostos a doses excessivas de radiação por ionização. A irradiação pode ocorre por meio de uma única exposição de longa duração (aguda), ou uma série de pequenas exposições divididas espaçadamente (crônica). A doença resultante das irradiações de substâncias radioativas está associada com a exposição aguda, e se apresenta em conjunto com uma série característica de sintomas que aparecem de modo ordenado. A exposição crônica está normalmente associada a problemas clínicos que só aparecem mais tarde (algumas vezes após muitos anos), tais como o câncer e o envelhecimento prematuro.

O grau da doença (doença aguda por radiação) depende da dosagem e da freqüência de exposição.

Como regra:

A exposição corpórea num total de 100 roentgens causa doença resultante das irradiações de substâncias radioativas.

A exposição corporal num total de 400 roentgens causa doença resultante das irradiações de substâncias radioativas e a morte em metade dos indivíduos.

100.000 rads causa inconsciência quase imediata e a morte dentro de uma hora.

A gravidade dos sintomas e da doença depende do tipo de irradiação, a quantidade de irradiação, a duração da exposição e as áreas do corpo que foram expostas. Normalmente, os sintomas da doença resultante das irradiações de substâncias radioativas não ocorrem imediatamente após a exposição. Como é difícil determinar a quantidade de irradiação acidental, os melhores sinais da gravidade da exposição são: o tempo entre a exposição e o aparecimento dos sintomas, a gravidade dos sintomas e a gravidade das alterações nos glóbulos brancos do sangue.

As crianças que passam por tratamentos de radiação ou que são expostas acidentalmente à radiação deverão ser tratadas com base em seus sintomas e com base na contagem dos seus glóbulos sangüíneos. São necessários exames de sangue freqüentes, que requerem pequenas punções nas veias, para que se obtenha as amostras de sangue.


Causas:

A exposição acidental a altas doses de radiação, como acontece em alguns tipos de trabalho, ou a exposição à radiação excessiva, devido a tratamentos médicos (pode incluir doses excessivamente elevadas, demasiado tempo de exposição, ou grandes áreas do corpo expostas).

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hidroginástica para gestantes é bom?

No passado, a prática de atividades físicas na gravidez era cercada de incerteza e as gestantes, na maioria das vezes, encorajadas a não se exercitarem. Atualmente, existe reconhecimento de que os exercícios moderados não trazem maiores riscos ou riscos adicionais para o bebê, no caso de gestações sem complicações. Um estudo brasileiro confirma este consenso ao avaliar 133 grávidas sedentárias que se submeteram a sessões de ginástica aeróbica em piscina aquecida. Vinte minutos antes e logo após a prática esportiva, elas, as gestantes, realizavam uma cardiotocografia, exame que avalia a freqüência cardíaca fetal e é um bom indicador da vitalidade do bebê.

Diferentes grupos de grávidas, em diferentes períodos da gravidez foram estudados. Mas os resultados não mostraram diferenças significativas nos muitos parâmetros cardíacos fetais analisados, o que sugere que o exercício moderado não tem impacto negativo sobre o bebê, em desenvolvimento no útero da mãe. Pelo contrário, existem evidências de que atividades físicas e esportivas na água tem várias vantagens para as gestantes, tais como menor risco de lesões articulares e musculares, redução do inchaço nos membros inferiores e melhora da capacidade cardiovascular e respiratória.

Isso tudo sem causar grandes alterações no coração do bebê, que pode ainda se beneficiar com um eventual aumento do líquido amniótico. Outro tipo de efeito associado à atividade física sob imersão em água. Exercício na água; taí uma boa idéia para mãe e bebê se divertirem nas suas respectivas piscinas.

Para começar a correr...






Primeiro passo - Antes de correr, faça alguns exames, como hemograma completo, check-up ortopédico e ergométrico. Depois disto passe por uma Avaliação e Orientação Física.

O que vai no pé - Tênis de corrida, com absorção deimpacto. Os de futebol de salão ou aqueles que você usa para dar umas bandas por aí não servem. Se você pretende correr mais de quatro vezes por semana, tenha sempre dois pares para revezá-los. Dessa forma, eles duram mais e, conseqüentemente, amortecem com precisão o impacto da corrida sobre os joelhos.

Onde - Corra em pisos planos de cimento ou asfalto. Nesses pisos estáveis, os riscos de torção são menores. Se você costuma correr em um terreno levemente inclinado para um dos lados, caso de algumas praias, vá e volte pelo mesmo caminho. Assim você não joga o peso para um único lado, forçando esse ou aquele joelho.

Estica, puxa e esquenta - Antes de sair em disparada, caminhe 5 minutos e alongue-se na seqüência. Mas alongue-se de verdade. Todo o corpo. Não faça alongamento "de mentirinha". Capriche.

Como correr - Coluna reta, braços paralelos ao corpo formando um ângulo de 90º com os cotovelos, ombros relaxados, cabeça erguida (olhe sempre pra frente). Para amortecer o impacto e não ser desengonçado, primeiro você toca o pé no chão com o calcanhar, estendendo o movimento para a ponta dos pés.

Não perca o pique - Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca naturalmente. Aquela dor no lado significa que você está respirando errado - e é preciso corrigir, senão você perderá aproveitamento - ou está fora de forma. Se ela aparecer, diminua a velocidade ou até mesmo, caminhe.

Coma, mas de leve - Não coma muito antes da corrida. Tampouco fique sem comer. Um copo de suco, duas torradas e uma fruta fornecem a energia necessária sem pesar no estômago. A banana-prata em especial é um depósito de potássio, mineral que ajuda a prevenir cãibras além de forrar o estômago.

Se possível, tenha um acompanhamento com um personal: é MUITO recomendável.

Boa corrida!

sábado, 12 de março de 2011

Tenho problemas de coração? Sou cardíaco?




Por que o índice de mortes por doenças cardíacas é tão alto? O palpite de especialistas é que as pessoas são muito lentas na hora de notar os sintomas e fazer exames, para descobrir se estão doentes e procurar tratamento.

Tudo bem, se você sente pontadas violentas no coração vai direto ao hospital, mas há alguns sintomas que não são tão óbvios ou intensos – e eles podem variar de pessoa para pessoa. Um exemplo é que homens tendo um ataque cardíaco sentem muita dor e falta de ar, já as mulheres se sentem cansadas e enjoadas.

» Porque um coração partido realmente dói?

Justamente porque é difícil entender esses sintomas, médicos alertam: pessoas do grupo de risco (idosos, obesos, fumantes, diabéticos ou pessoas que tenham outros casos de problemas cardíacos na família) devem ir para o hospital se sentirem uma pequena queimação no coração ou, por exemplo, uma dor muscular muito forte, em vez de esperar que o sintoma vá embora.
Confira nessa lista mais 12 sinais de problemas cardíacos que não devem ser ignorados:

1. Ansiedade – o ataque cardíaco pode causar ansiedade e medo. Pessoas que já tiveram a experiência de um ataque cardíaco comentam que sentiram como se o apocalipse estivesse próximo.

2. Desconforto no peito – dor no peito é o sintoma mais clássico, mas nem todos os ataques cardíacos causam dor. A dor geralmente é localizada um pouco mais a esquerda do centro do peito e é comumente descrita como “um elefante sentado no peito” e, mais raramente, como pressão ou como “peito estufado”. E, no caso das mulheres, elas podem sentir queimação.

3. Tosse – uma tosse persistente pode ser um sintoma de falha no batimento cardíaco, que pode resultar em acúmulo de líquido nos pulmões.

4. Tontura – o ataque cardíaco pode causar tontura e até mesmo desmaios. Isso vem das arritmias cardíacas, uma mudança brusca no batimento, ou uma aceleração muito grande do pulso.

5. Fadiga – acontece especialmente entre as mulheres. O cansaço constante pode ser um sintoma de falhas cardíacas. A dica dos especialistas é que você não tente buscar informações na internet nem em livros e vá direto ao médico.

6. Náusea e falta de apetite – não é incomum as pessoas sentirem o estômago incomodar ou vomitarem durante um ataque cardíaco.

7. Dor em outras partes do corpo – a dor pode começar nos braços, cotovelos, no pescoço, na mandíbula e no abdômen.

8. Pulso irregular – os médicos dizem que você não deve se preocupar com uma eventual mudança no batimento cardíaco, mas que um pulso irregular acompanhado de tontura é sinal de arritmia. E arritmias podem levar a ataques cardíacos e morte súbita.

9. Dificuldade de respirar – além de indicar asma ou de obstrução crônica pulmonar, esse sintoma é indicativo de ataque cardíaco.

10. Suor – começar a suar frio de repente é um sinal claro de que você deve ir para o hospital.

11. Inchaço – assim como aumento de peso, acontece porque problemas cardíacos fazem com que os fluidos se acumulem no corpo.

12. Fraqueza – nos dias anteriores ao ataque cardíaco as pessoas sempre dizem sentir fraqueza.

13. Bônus: Impotência – Disfunção erétil pode ser sinal de problema cardíaco, já que a boa circulação do sangue é fundamental para uma ereção.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cintilografia miocárdica





A cintilografia miocárdica de perfusão, é o exame que serve para ver indiretamente como está a circulação coronariana do coração.

Ele é um intermediário entre o teste de esteira (ergométrico) e o cateterismo. Por exemplo: Uma pessoa faz teste de esteira e dá positivo, mas como é muito nervosa, em vez de pedirmos o cateterismo, pedimos a cintilografia para confirmar.

Outro caso: Uma pessoa tem sintomas de angina mas não pode andar, e ainda não queremos fazer o cateterismo.

Digo que o exame mostra "indiretamente" o coração, porque neste exame usamos um radioisótopo, uma substância radioativa bem FRAQUINHA, para "marcar" as áreas onde o sangue está chegando com dificuldade.

O marcador que usamos "cintila" ou emite radiação e daí vem o nome.

Este exame é como olhar o marcador de gasolina, para não ter que olhar dentro do tanque...

Em comparação, o cateterismo seria olhar dentro do tanque mesmo!

O radioisótopo usado na cintilografia NÃO é um contraste, portanto você não precisa ter medo de alergias nem de problemas renais. Em umas 24 horas o radioisótopo sai do seu corpo pela urina, completamente.

Ele é feito assim:

1- Faz-se um teste de esteira (ergométrico) comum e no auge do esforço, injetamos uns 100 ml da solução do radioisótopo na veia.

(Se por qualquer motivo não for possivel fazer o teste de esteira, por dificuldade de andar, labirintite, idade avançada ou outra coisa, podemos usar uma substância chamada DIPIRIDAMOL, que acelera o coração e faz o mesmo efeito que uma corrida. Você vai fazer tudo deitado.)

2- Coloca-se o paciente deitado na câmara de cintilografia (muitas vezes o aparelho é "aberto", e o exame não dá aquele medo de lugares fechados.)

3- faz-se uma sequência de "chapas" e o computador monta a imagem.

4- no dia seguinte, você deve fazer o mesmo exame em repouso, sem exercicio, para compararmos as imagens.

As áreas que ficarem "cheias" de radioisótopos, estão recebendo sangue. As que ficarem "cheias" em repouso mas "vazias" após o esforço, são áreas de falta de sangue e oxigênio.

Daí teremos mais dados para decidir se é necessário fazer o próximo exame, o cateterismo.

Autocompaixão pode melhorar hábitos alimentares

As pessoas que têm facilidade em apoiar e compreender os outros muitas vezes têm um fraco desempenho em testes de autocompaixão, punindo-se por falhas percebidas, como estarem acima do peso ou não fazerem exercícios.

A pesquisa sugere que dar um tempo a nós mesmos e aceitar nossas imperfeições pode ser o primeiro passo para uma saúde melhor. As pessoas com bom desempenho em testes de autocompaixão apresentam menos depressão e ansiedade, e tendem a ser mais felizes e mais otimistas. Dados preliminares sugerem que a auto-compaixão pode até influenciar o quanto comemos, além de ajudar algumas pessoas a perder peso.

Essa ideia parece divergir do conselho oferecido por muitos médicos e livros de auto-ajuda, que sugerem que a forca de vontade e a disciplina são a chave para uma saúde melhor.

A autocompaixão não deve ser confundida com autoindulgência ou padrões mais baixos.

Imagine sua reação para com uma criança que tem dificuldades na escola ou come muita porcaria. Muitos pais ofereceriam apoio, como aulas particulares ou fazer um esforço para encontrar alimentos saudáveis que agradem à criança. Mas quando os adultos se encontram em situação similar - com dificuldades no trabalho, ou comendo demais e ganhando peso -, muitos caem num ciclo de autocrítica e negativismo. Isso os deixa menos motivados a mudar.

A autocompaixão realmente conduz à motivação. O motivo pelo qual você não deixa suas crianças tomarem cinco sorvetes é porque você se importa com elas. Com a autocompaixão, se você se importa consigo mesmo, faz o que é saudável para você, em vez do que é prejudicial.

Uma resposta positiva à declaração "Desaprovo e julgo minhas próprias falhas e inadequações", por exemplo, sugere falta de auto-compaixão. "Quando me sinto inadequado de alguma forma, tento me lembrar que o sentimento de inadequação é compartilhado pela maioria das pessoas" sugere o oposto.

Se tudo isso soa um pouco confuso, existe uma ciência para respaldá-lo. Um estudo realizado em 2007 por pesquisadores da Wake Forest University sugeriu que até mesmo uma pequena intervenção de autocompaixão poderia influenciar os hábitos alimentares. Como parte do estudo, 84 universitárias foram solicitadas a participar do que elas acreditavam ser um experimento de degustação de alimentos. No começo do estudo, as mulheres eram solicitadas a comer donuts.

No entanto, um grupo recebeu uma lição de autocompaixão com a comida. "Espero que vocês não sejam duras consigo mesmas", disse o instrutor. "Todo mundo do estudo come isso, então não acho que há razão para se sentir mal".

Mais tarde, as mulheres foram solicitadas a comer balas de um grande bowl. Os pesquisadores descobriram que as mulheres que estavam constantemente de dieta ou tinham sentimento de culpa em relação a alimentos proibidos comeram menos depois de ouvir a lição do instrutor. As que não receberam a mensagem comeram mais.

A hipótese é que as mulheres que se sentiram mal sobre os donuts acabaram comendo por "motivo emocional". As mulheres que se deram permissão de desfrutar os doces não comeram exageradamente.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Meditação reduz sensação de dor





Pessoas que meditam desviam a própria atenção para o presente. Segundo pesquisas de neurocientistas da Inglaterra, essa atitude pode trazer mais que benefícios momentâneos. Eles acreditam que a prática pode alterar permanentemente a sensação de dor. Durante um estudo eles compararam um grupo de voluntários experientes em meditação com um grupo de controle formado por pessoas não acostumadas à meditação.

Todos os participantes receberam, após um curto anúncio, estímulos de dor inócuos causados por laser. Paralelamente registraram em eletroencefalograma suas correntes cerebrais e anotaram seus relatos sobre a intensidade da dor sentida.

Resultado: quem estava mais acostumado às práticas mentais sofreu menos durante o experimento.

A base neural para essa "perda" de sensibilidade foi revelada pela análise das curvas do EEG: após o anúncio do estímulo com laser, determinados sinais do córtex parietal inferior e do córtex cingulado médio foram bem mais fortes nos voluntários do grupo controle.

Na opinião dos pesquisadores, quem medita aprende a deixar determinados estímulos, pensamentos e sentimentos passarem, sem valorizá-los tanto.
Esse desapego seria o responsável pela redução permanente de possíveis expectativas atemorizantes, o que diminui a percepção de dor, mesmo durante outras atividades.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais história da medicina no Brasil

Nos finais do século XVI, no Rio de Janeiro, para reforçar as chamadas "ações santas", para espantar as doenças eram dados tiros de canhão e era costume purificar as casas dos doentes e expulsar as prostitutas "para que elas não ofendessem a Deus".

Fogueiras eram acesas com ervas aromáticas para purificação do ar em encruzilhadas, símbolo do encontro de dois caminhos: o terreno e o espiritual.

Nas ações preventivas, recorria-se não somente às rezas e ladainhas, mas a talismãs que, carregados junto ao corpo, materializavam a fé. De grande apreço era amuleto extraído do apêndice craniano da anhuma, pássaro com "atributos mágicos", com poderes conhecidos e transmitidos pelos índios guianás. Acredita-se, ainda hoje, que o poderoso amuleto era aceito pelos portugueses pela identificação deste mito com outra crença antiga, vinda de além-mar - a do unicórnio.

Várias formulações medicamentosas européias, tanto da medicina popular como da erudita, incluíam chifres desses animais mitológicos, cuja evidente falta deve ter sido utilizada como desculpa para muitos insucesso terapêuticos.

Os jesuítas, responsáveis pela cristianização e pelos cuidados médicos dos indígenas, incentivavam rituais religiosos que chegavam até a combater os pecados, agradar a Deus por meio da dor, do sacrifício e do arrependimento e, dessa forma, combater uma doença, considerada uma praga divina.

terça-feira, 8 de março de 2011

os santos do pacote Brasil.

No século 16, no Brasil, os santos cuidavam dos doentes: São Sebastião aliviava as feridas, São Roque curava as pestes, São Lourenço combatia as dores de dentes, São Braz salvava de engasgos e Santa Luzia curava as doenças dos olhos. Em 1690 a população de Salvador rezou com afinco a São Francisco Xavier durante uma epidemia de febre amarela. Com o recrudescimento da doença, a cidade o nomeou padroeiro, não apenas em agradecimento, mas também para garantir sua proteção.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Energéticos, ah, os energéticos!

O relato de pais e médicos e pesquisas sobretudo americanas chamam a atenção para um hábito comum no Carnaval, mas arriscado: tomar bebida alcoólica com energético. A mistura potencializa o risco de arritmias, pois as duas substâncias “irritam” o músculo do coração (o miocárdio). Há casos descritos nos Estados Unidos de adolescentes que, após ingerirem energéticos, desenvolveram taquicardias que precisaram ser revertidas nos hospitais.

Este é um hábito que está virando uma epidemia mundial. Pior que quanto mais jovem é a pessoa menos controle ela tem sobre as bebidas alcoólicas. É necessário tomar uma atitude de controle por parte das autoridades com o crescente abuso dessa associação.

Há vários motivos apontados pelos consumidores para se misturar as bebidas. Entre eles, disfarçar o gosto do álcool (principalmente no caso de destilados), além de esticar a balada. Por ser estimulante, o energético carrega o mito de anular os efeitos depressivos do álcool, o que é verdade em parte porque a bebida reduz a sensação de sonolência, mas os reflexos continuam mais lentos sob o efeito do álcool.

Pesquisas vêm comprovando que o consumo de álcool com energéticos pode estimular o alcoolismo, dar mais disposição para beber (a pessoa fica mais tempo em uma balada ou bar bebendo, por exemplo) e tornar o indivíduo mais suscetível aos problemas relativos ao consumo de álcool (machucam-se mais ou sofrem mais acidentes, necessitam de ajuda médica ou enfrentam problemas sexuais).

sábado, 5 de março de 2011

Teste do pézinho

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, iniciativa do Ministério da Saúde que prevê o diagnóstico e tratamento de quatro importantes doenças genéticas logo após o nascimento, completa 10 anos em 2011, celebrando uma das grandes conquistas para a infância brasileira dos últimos tempos.

O exame, conhecido popularmente como ‘teste do pezinho’, é realizado por coleta de sangue, através de uma pequenina picada no pezinho do bebê, entre as primeiras 48 horas de vida.

O teste básico coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pode diagnosticar doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas, mais precisamente a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias (doenças do sangue), que poderão causar alguma alteração no desenvolvimento neuropsicomotor da criança, se não tratadas em tempo.

O teste funciona como um filtro e, ao sinalizar positivo para alguma doença, devem-se realizar exames complementares para a confirmação do diagnóstico.

Recentemente surgiram versões ampliadas do teste, que identificam outras 30 doenças, porém estes testes não são cobertos pelo SUS e devem ser pagos a parte pelos pais.

Esclerose Múltipla

Esclerose múltipla é doença inflamatória crônica bastante rara que acomete, em geral, indivíduos jovens e provoca dificuldades motoras e sensitivas que comprometem muito a qualidade de vida de seus portadores. Não se conhecem ainda as reais causas da doença. Sabe-se, porém, que sua evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum em mulheres e em indivíduos de pele branca. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. O diagnóstico é basicamente clínico, mas já existem exames laboratoriais e de imagem que ajudam a confirmá-lo e a acompanhar a evolução da doença.

Muitas vezes, a fase inicial da esclerose múltipla é bastante sutil e está representada por sintomas transitórios que duram uma semana, cinco dias. Essas características fazem com que o paciente não dê importância às primeiras manifestações da doença que, na sua forma mais comum, é remitente-recorrente, ou seja, os sintomas vão e voltam e independem do tratamento. A pessoa pode passar dois ou três anos apresentando pequenos sintomas sensitivos, pequenas turvações da visão ou pequenas alterações no controle da urina sem dar importância a esses sinais porque em três ou quatro dias eles desaparecem e são atribuídos ao mau posicionamento do corpo durante o sono ou a um cisco que entrou no olho e turvou a visão, por exemplo. As coisas vão caminhando assim até que apareça um sintoma de maior magnitude representado por fraqueza importante numa perna ou por perda visual prolongada e só então o médico é procurado.

Podem aparecer pequenos tremores que preocupam o paciente, mas o que o faz procurar o médico com maior rapidez é a visão dupla. Ele se assusta quando acorda de manhã, olha um objeto e enxerga dois.

O problema é que na esclerose múltipla a visão dupla acaba sendo um sintoma transitório ao qual as pessoas dão menos importância. Ao fazer anamnese de um paciente com suspeita clínica da doença, é muito comum encontrar pequenos sintomas em sua história pregressa que lhe passaram totalmente despercebidos, às vezes, por três, quatro ou cinco anos.

Os sintomas aparecem no adulto jovem, ao redor dos 20, 30, 35 anos. É na fase em que estão terminando a faculdade, iniciando uma atividade profissional mais agressiva ou atravessando um período de estresse mais intenso que os sintomas começam a demonstrar-se.

Estão entre os sintomas sensitivos a perda de sensibilidade dos membros inferiores ou do hemicorpo, ou seja, a perda de sensibilidade de um lado só do corpo. Esses sintomas indicam certos locais específicos do comprometimento do sistema nervoso central.

Os sintomas motores podem caracterizar-se por fraqueza ao segurar um copo, dificuldade para escrever ou para correr. Muitas vezes, o paciente percebe que tem a doença porque perde um pouco de sua performance habitual na prática de um esporte. Estava acostumado a correr meia hora, mas depois de 15 minutos está cansado e começa a puxar uma perna. Geralmente, a dificuldade motora não é bilateral. Ela se manifesta apenas no membro de um dos lados do corpo.

O nível de educação ajuda no controle da pressão arterial

Nível educacional de pesquisados influenciou resultados.

Uma pesquisa americana sugere que mais tempo de educação pode reduzir a pressão sanguínea.

A pressão alta, ou hipertensão, está ligada a problemas como ataques cardíacos, derrames e falência renal.

O estudo publicado na revista especializada BMC Public Health mostra que a ligação entre educação e redução da pressão sanguínea é mais forte entre mulheres.

Níveis educacionais mais altos já eram relacionados a níveis menores de doenças cardíacas. Os pesquisadores sugerem que a pressão sanguínea pode ser a origem desta relação.

Mulheres com menos (tempo de) educação têm probabilidade maior de passar por depressão, probabilidade maior de ser mães solteiras, mais probabilidade de viver em áreas empobrecidas e mais probabilidade de viver abaixo da linha de pobreza.

Predisposição

Mulheres com níveis baixos de educação tinham uma pressão sanguínea 3,26 mmHg (milímetros de mercúrio) mais alta do que aquelas com um nível educacional alto. Entre os homens, a diferença foi de 2,26 mmHg.

Outros fatores, como fumo, consumo de medicamentos para pressão e consumo de bebidas alcoólicas, foram levados em consideração e o efeito sobre a pressão arterial continuou, apesar de ser em um nível mais baixo.

Foi demonstrado que o baixo nível educacional predispõe indivíduos a empregos de maior carga, caracterizados por altos níveis de exigência e baixo nível de controle, que estão associados com a pressão arterial elevada.

Estas descobertas apoiam as provas já existentes a respeito da ligação entre privação sócio-econômica e risco de doenças cardíacas.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Apenas metade das mulheres afirma usar preservativo em novos relacionamentos

Apenas 49% das mulheres admitem usar preservativos em novos relacionamentos. Apesar disso, 79% delas pagariam qualquer preço para manter a saúde. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Ibope Mídia sobre hábitos e comportamentos das brasileiras em relação a compras e saúde, divulgado às vésperas do Dia Internacional da Mulher.

O levantamento diz que 59% das brasileiras dizem que vão ao médico apenas quando se sentem realmente doentes. Esse número é menor do que entre os homens (64%) e a média da população (62%).

A maioria, ou 80%, das mulheres do país acredita que é importante manter a forma física e 65% admitem que, de vez em quando, quebram a dieta pelo prazer de comer alimentos que não fazem bem à saúde.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Maior atenção à dor dos pacientes...






Cientistas suecos da Universidade Uppsala entrevistaram 759 pacientes em hospitais quanto às dores que eles sentiram e a atenção recebida de médicos e enfermeiros. Os participantes tinham de seis semanas a 95 anos e 52% do grupo eram mulheres.

Os resultados mostraram que 65% dos pacientes sentiram dor durante um período de 24 horas antes de que algum profissional perguntasse algo sobre o assunto. Desse grupo, 42% disseram que em uma escala onde 10 representava a pior dor que eles podiam imaginar, o nível da dor sentida por eles era 7. De cada 10 pacientes, 8 foram questionados sobre o nível de dor que sentiam, mas os profissionais de saúde pediram a menos da metade dos participantes que avaliassem o nível da dor de acordo com uma escala numérica.

O autor do estudo, Dr. Barbro Wadesten, diz que "administrar" a dor do paciente é muito importante. “A dor é uma parte natural de muitas condições médicas, mas ela pode ter um efeito negativo na qualidade de vida, no quão bem sucedido o tratamento é e no prognóstico do paciente”, ele afirma.

Do modo como muitas consultas são efetuadas atualmente, é difícil dar atenção para a dor alheia. É preciso ouvir, olhar e conversar. Muitos médicos agem como se fossem "videntes" e precrevem mesmo após um parco (porco?) contato com o paciente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Usuários de maconha correm risco maior de distúrbios psicóticos...

Os adolescentes e jovens adultos usuários de maconha são mais propensos a sofrer transtornos psicóticos do que os que não consomem a droga, informa um estudo publicado nesta quarta-feira em Londres pelo British Medical Journal.

Especialistas alemães e holandeses, em parceria com funcionários do Instituto de Psiquiatria de Londres, acompanharam durante oito anos 1.900 pessoas com idades entre 14 e 24 anos.

O estudo evidenciou que aqueles que começaram a usar a maconha após o início do estudo e os que haviam feito uso antes e após eram mais propensos a sofrer de transtornos psicóticos do que aqueles que nunca haviam usado.

"O consumo de maconha é um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos", indica o estudo.

Metade dos homens tem HPV...

Cerca de 50% dos homens que participaram de um estudo populacional estavam infectados com o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês). O trabalho, publicado na revista científica The Lancet, analisou voluntários saudáveis de três países: Brasil, México e Estados Unidos.

O resultado surpreendeu os especialistas, pois revelou uma prevalência muito maior que a encontrada em estudos semelhantes com mulheres, quando o porcentual de infecção pelo vírus não ultrapassa 20%.

Nos homens e nas mulheres, o HPV pode causar câncer, embora, nas mulheres, a evolução para displasias - quadro prévio ao tumor - seja mais comum (leia nesta página). O contágio ocorre principalmente por via sexual, mas, ao contrário do HIV, o uso de preservativo não é tão eficaz.

O estudo analisou 1.159 homens com idades entre 18 e 70 anos. Todos estavam saudáveis ao ingressar no estudo, diz Luisa Villa, coautora do artigo e pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV (INCT-HPV), na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Os voluntários não podiam relatar histórico de câncer no ânus ou no pênis, bem como a presença de verrugas genitais. Também não podiam apresentar infecção pelo HIV. Todos residiam na cidade de São Paulo, no sul da Flórida ou em Cuernavaca, no México.




A maioria das pessoas pensa que HPV é um vírus associado predominantemente às mulheres: esse estudo revela que os homens são os principais infectados.

Há vários tipos de HPV. Nem todos estão associados ao câncer. A pesquisa mostrou também que 30% dos homens estudados estavam infectados com tipos do vírus ligados ao surgimento de câncer.

fonte: Estadão