Nos finais do século XVI, no Rio de Janeiro, para reforçar as chamadas "ações santas", para espantar as doenças eram dados tiros de canhão e era costume purificar as casas dos doentes e expulsar as prostitutas "para que elas não ofendessem a Deus".
Fogueiras eram acesas com ervas aromáticas para purificação do ar em encruzilhadas, símbolo do encontro de dois caminhos: o terreno e o espiritual.
Nas ações preventivas, recorria-se não somente às rezas e ladainhas, mas a talismãs que, carregados junto ao corpo, materializavam a fé. De grande apreço era amuleto extraído do apêndice craniano da anhuma, pássaro com "atributos mágicos", com poderes conhecidos e transmitidos pelos índios guianás. Acredita-se, ainda hoje, que o poderoso amuleto era aceito pelos portugueses pela identificação deste mito com outra crença antiga, vinda de além-mar - a do unicórnio.
Várias formulações medicamentosas européias, tanto da medicina popular como da erudita, incluíam chifres desses animais mitológicos, cuja evidente falta deve ter sido utilizada como desculpa para muitos insucesso terapêuticos.
Os jesuítas, responsáveis pela cristianização e pelos cuidados médicos dos indígenas, incentivavam rituais religiosos que chegavam até a combater os pecados, agradar a Deus por meio da dor, do sacrifício e do arrependimento e, dessa forma, combater uma doença, considerada uma praga divina.
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