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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Perda auditiva acelera declínio do cérebro?




Idosos com perda auditiva são mais propensos a desenvolverem problemas como perda de memória do que aqueles com audição normal. A constatação é de pesquisa publicada na revista especializada Internal Medicine.

O estudo envolveu 1.984 homens e mulheres com idades entre 75 e 84 anos que realizaram testes de cognição.

Como os dados utilizados derivaram de outro estudo maior, foi possível comparar os resultados atuais com os anteriores, o que revelou que os idosos com perda auditiva apresentaram declínio cognitivo de 30% a 40% mais rápido do que aqueles com audição normal.

Segundo os pesquisadores, os níveis de funcionamento do cérebro em declínio foram diretamente relacionados à quantidade de perda de audição. Os idosos com perda auditiva desenvolveram um prejuízo significativo em suas capacidades cognitivas 3,2 anos mais cedo do que aquelas com audição normal.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Leite antialérgico




Pessoas que sofrem com alergia ao leite podem ter uma nova esperança: pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) conseguiram modificar uma proteína no leite de vaca que é capaz de causar alergias, especialmente em crianças.

A beta-lactoglobulina é uma proteína que existe no leite de quase todos os mamíferos, mas não está presente no de humanos.

A proteína é capaz de desencadear desde um processo alérgico simples, como coceiras, até problemas mais sérios, como lesões no trato gastrointestinal.

Os pesquisadores modificaram estruturalmente a proteína através de dois processos: polimerização por transglutaminase e hidrólise por proteases – que diminuem a resposta do sistema imunológico. Com isso, os especialistas conseguiram avaliar se o leite ainda permanecia com o componente alérgico após a modificação.

Segundo eles, o leite sem a proteína pode ser uma alternativa para quem é alérgico.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Técnica de visualizações terepêuticas na Fibromialgia




No tratamento das dores crônicas, como no caso da Fibromialgia (FM), por exemplo, muitos recursos são tentados para o alívio dos sintomas (dores) que incomodam e limitam o paciente.

A FM consiste na dor crônica e intensa em vários pontos do corpo, particularmente na região cervical e dorsal. Ela atinge cerca de 2,5% da população com alguma predileção pelo gênero feminino.

Não tem causas realmente definidas, ainda, e podemos atribuí-la eventualmente a problemas emocionais ou afetivos.

A demora em se firmar um diagnóstico interfere ainda mais negativamente por conta do padrão de dores que ela desenvolve.

Falando dos recursos terapêuticos, como citei no início, as ferramentas para o tratamento são os medicamentos de várias classes terapêuticas, a psicoterapia, fisioterapia, homeopatia e acupuntura. Claro, que pode-se afirmar a respeito de outras formas terapêuticas, menos evidentes para nós, mas, certamente estas são as mais comuns.

Um estudo da Escola de Enfermagem da Universidade Virginia Commonwealth dá indícios de que a imaginação guiada, técnica que consiste em relaxamento e condução do pensamento, ajuda a reduzir a percepção da dor.

No estudo, por dez semanas, setenta mulheres que foram diagnosticadas com a FM ouviram diariamente gravações que as conduziam a pensar e visualizar cenas agradáveis e a projetar bem-estar.

Embora não tenha acontecido a identificação de alteração dos marcadores biológicos relacionados aos processos inflamatórios, as pacientes efetivamente declararam melhora do desconforto físico e da disposição orgânica.

É apenas um estudo, mas já há sinais de que as visualizações terapêuticas (termo divuldado por Divaldo Pereira Franco em suas próprias experiências) podem ser muito úteis para o tratamento da FM.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Afrodisíacos




O assunto é complexo e fluido. Classicamente, afrodisíacos são substâncias ou odores que aumentam o desejo e a excitabilidade sexual.

No entanto, o conceito pode ser estendido a determinados comportamentos ou atributos naturais ou artificiais (vestuário, perfumes, adereços, etc.) do parceiro sexual. O próprio termo afrodisíaco deriva de Afrodite, deusa grega do amor, no sentido amplo do termo.

Por outro lado, no assunto misturam-se algumas observações que têm respaldo científico com outras que pertencem à crendice ou ao folclore popular, fazendo com que esse efeito seja atribuído a milhares de substâncias e coisas.

Cada cultura tem suas crenças sobre o assunto: o consumo de ostras e catáridas, na Europa; os chifres de rinoceronte, na Ásia; certas bebidas (cachaça, catuaba, guaraná, etc.), ovos de codorna, amendoim, etc., no Brasil.

Como o assunto sofre grande influêcia de fatores psicológicos, muitas das substâncias tidas como afrodisíacas devem seus efeitos muito mais à crença que a aspectos químicos.

É assim que um morango dado na boca, um incenso num quarto semi-escuro ou um amendoim descascado a dois podem de fato ter algum efeito no sentido de aumentar o desejo sexual. Algumas dessas crenças, contudo, têm suas bases em outros fatores que não os físicos.

Assim, as codornas dão a impressão de terem um grande “vigor sexual” porque copulam com grande frequência e a pequenos intervalos; algumas substâncias energéticas (o guaraná, a catuaba, o amendoim, etc.) contribuem para um melhor desempenho em todas as atividade físicas; as substâncias estimulantes e desinibidoras (o álcool em pequenas doses, por exemplo), facilitam as relações sexuais; outros alimentos ou objetos são considerados afrodisíacos devido à semelhança que guardam no formato com os órgãos sexuais feminino ou masculino (por exemplos, morangos, bananas, ostras, etc.).

Nos animais é nítido como determinadas substâncias naturais emitidas pelas fêmeas (os feromônios) por ocasião do cio e captadas pelo olfato dos machos, despertam neles o interesse sexual.

Como nos homens há resquícios dessa atividade olfativa é possível que também neles haja um componente dessa natureza (ao lado de outros), na atração sexual, coisa que os perfumes parecem, em parte, realizar. Essa função do olfato parece também sofrer influência de um fator cultural, porque alguns odores que são repugnantes para alguns povos funcionam como atrativos para outros (o suor, por exemplo).

Embora um bom desempenho sexual dependa do desejo e da excitabilidade, eles nem sempre andam juntos. O desejo corresponde à situação psicológica de sentir vontade de praticar sexo (apetite sexual) e a excitabilidade às condições orgânicas que se seguem às estimulações sexuais e que possibilitam a realização do sexo.

Nos homens essas condições se expressam ostensivamente pela capacidade de ereção e na mulher por um conjunto de condições fisiológicas que possibilitam a relação sexual (umedecimento da vagina, ereção do clitóris, relaxamento da musculatura da pelve, maior turgência das mamas, etc).

Essas duas condições podem estar separadas. Nos homens, por exemplo, nas impotências de causas físicas e nas mulheres no vaginismo (contração involuntária da vagina que impede a penetração do pênis).

Algumas medicações podem ter efeitos benéficos sobre a excitabilidade sexual sem aumentarem ou só aumentando ligeiramente o desejo (Yoimbina, Sildenafil ou Viagra, Trazodone, por exemplo) e outras podem aumentar o desejo embora não melhorem a excitabilidade (certos psicoestimulantes, por exemplo).

Da mesma forma, certos comportamentos, adereços ou aparências do parceiro sexual podem despertar maior desejo sem, contudo, afetar a excitabilidade. Quando há a conjunção dos dois fatores, ocorre geralmente o orgasmo, culminação prazeirosa do ato sexual que, no homem, geralmente é acompanhado pela ejaculação (emissão de sêmen). Assim, o ato sexual compreende três fases distintas e sucessivas: desejo sexual; excitabilidade sexual e orgasmo. Embora essas três fases devam operar harmonicamente, cada uma delas pode estar alterada com independência das outras duas.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sinovite





Sinovite é a inflamação da membrana sinovial, uma fina camada de tecido conjuntivo (um tecido que auxilia na “conexão” entre os demais tecidos) que reveste estruturas como tendões musculares, cápsulas articulares e bolsas sinoviais.

Ela produz e absorve o líquido sinovial, um gel viscoso e transparente que lubrifica as estruturas que banha, minorando o atrito entre elas. É como o óleo que lubrifica as peças de uma máquina, para que ela pare de ranger.

Esse líquido também contém mucopolissacarídeos e proteínas (fibrinogênio e globulinas), secretados pelas células sinoviais. A composição dele é próxima à do plasma.

Quando essa membrana se inflama, o equilíbrio produção/absorção se altera e a articulação se enche de líquido sinovial. Quando isso ocorre no joelho, o paciente costuma dizer que está com “água no joelho”.

A sinovite ocorre devido a qualquer fator que provoque inflamação da membrana sinovial e aumente a quantidade de líquido sinovial no interior das articulações.

As causas mais comuns são: traumas agudos, uso excessivo ou repetitivo da articulação, infecção, reação humoral ou metabólica. A sinovite pode acompanhar a artrite reumatoide, artrite juvenil, lúpus, artrite psoriásica, febre reumática, tuberculose, trauma ou gota.

Os principais sinais e sintomas da sinovite são:

• Inchaço (edema);

• Aumento da temperatura local, vermelhidão e dor na articulação e

• Dificuldade em movimentar a junta afetada.

Embora a sinovite seja, de longe, mais frequente nos joelhos (que contêm maior quantidade de líquido sinovial) que nas demais articulações do corpo, ela pode acontecer também nas articulações da mão, punho, cotovelo, ombro, quadril, tornozelo e pé.

As alterações qualitativas e quantitativas do líquido sinovial podem acometer as cartilagens das articulações e gerar uma sinovite crônica.

O diagnóstico da sinovite é suspeitado pela apresentação do quadro clínico (articulações quentes, vermelhas e inchadas) e pelo exame físico e pode ser confirmado pela análise ou cultura do líquido sinovial, a qual permitirá, inclusive, o diagnóstico de alguns tipos de artrites e pela tomada de imagens (radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética).

A retirada do líquido, quando indicada, é um procedimento simples: depois de limpar a pele sobre a articulação, o médico aplica um anestésico local e introduz uma agulha fina, com a qual retira uma amostra de fluido para análise. Por esse mesmo procedimento pode ser injetada medicação (normalmente corticosteroide) no espaço articular.

O tratamento da sinovite depende da sua causa. Se a causa de base não for tratada, é grande a chance de que a sinovite tratada apenas sintomaticamente reincida novamente.
Geralmente o tratamento implica em medicamentos anti-inflamatórios, repouso e fisioterapia.

A injeção intra-articular de corticoides ou de outras medicações de ação local também pode ser feita. Em se tratando dos joelhos, muitas vezes tem-se que drenar o líquido sinovial da articulação.

Nos casos mais graves pode-se recorrer a uma cirurgia, chamada de artroscopia, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo através do qual se realiza o tratamento dos danos do interior da articulação.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Falsos perfis em redes sociais




Os perfis falsos, também conhecidos como fakes, são mais comuns do que se possa imaginar, mas, o que leva uma pessoa a criar, e assumir na rede, uma personalidade falsa?

Segundo a psicóloga Dra. Nancy Ann Cheever, muitas das pessoas que criam esses perfis estão buscando suprir algo que lhes falta na vida real.

Além disso, a psicóloga explica que algumas pessoas podem ter problemas como baixa autoestima, e querem se realizar através da vida, mesmo que virtual, de outra pessoa.

Em alguns casos, um perfil falso permite que a pessoa explore o que gostaria de ser, ou ainda de viver outra sexualidade, o que não significa que a pessoa é homossexual.

Algumas vezes, esta atitude serve apenas para diversão e muitos pesquisadores ficam procurando pelo em casca de ovo, mesmo.

Nem tudo o que se faz tem como pano de fundo uma causa patológica, ou seja, doente. Há quem simplesmente goste de brincar. O problema é não perder controle com as brincadeiras e, isso sim, é difícil de garantir em tempo contínuo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pesquisado o efeito do suco de beterraba na redução da pressão arterial de adultos saudáveis




O consumo de suco de beterraba em uma dieta de baixos níveis de nitrato pode diminuir a pressão arterial (PA) e, portanto, reduzir o risco de eventos cardiovasculares.

No entanto, é desconhecido se a sua inclusão como parte de uma dieta normal tem um efeito similar sobre a PA.

Um estudo randomizado (aleatório) controlado investigou se o consumo de suco de beterraba, além de uma dieta normal, produz uma redução mensurável na PA.

Quinze mulheres e 15 homens participaram de um estudo duplo-cego, cruzado, placebo-controlado. Os voluntários foram randomizados para receber 500g de suco de beterraba e maçã (BJ) ou um suco placebo (PL).

No geral, houve uma tendência de redução da pressão arterial sistólica (PAS) 6h depois de beber BJ em relação ao PL. Análises nos homens, após ajustamento para as diferenças iniciais, demonstraram uma redução significativa na PAS de 4 a 5 mmHg 6h depois de beber BJ.

O suco de beterraba irá reduzir a PA nos homens quando consumido como parte de uma dieta normal em adultos saudáveis.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Exercícios após refeições gordurosas beneficiam o corpo




Praticar exercícios após o consumo de alimentos gordurosos pode reduzir os prejuízos que a refeição causaria ao corpo.

Um estudo japonês mostra que atividades leves como caminhadas e treinos de resistência uma hora após a ingestão do alimento diminui a elevação de triglicérides e de gordura no sangue que normalmente ocorrem após o consumo de algo gorduroso.

Os resultados encontrados mostram também que a prática de exercícios após a refeição foi mais benéfica do que se o indivíduo tivesse se exercitado antes.

A pesquisa foi desenvolvida na Universidade Prefectural de Kyoto e será publicada na edição de fevereiro do periódico Medicine & Science in Sports & Exercise.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Corpo maçã ou corpo pera: qual é mais saudável?




Pessoas com sobrepeso ou obesidade são classificadas por especialistas em duas categorias de acordo com o formato de seus corpos: maçã ou pera.

As pessoas classificadas no grupo pera têm gordura mais concentrada nas nádegas, quadris e coxas, enquanto naquelas classificadas no grupo maçã, a gordura concentra-se no abdômen.

Por anos acreditou-se que o corpo em formato de maçã aumenta o risco de doenças cardiovasculares e diabetes, enquanto que o formato pera tivesse efeito protetor contra essas doenças.

Contudo, estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que os presumidos efeitos protetores de ter um corpo em formato de pera são um mito.

O estudo mostrou que a gordura armazenada nas nádegas produz níveis anormais de proteínas que podem causar inflamações e resistência à insulina.

Além disso, essa gordura está associada a menores níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL), conhecidas como “bom colesterol”, pressão alta e elevados níveis de triglicérides.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Definições




Vou citar três definições de palavras que vêm sendo muito utilizadas em matérias de variadas procedências.

Acho interessante a gente saber dessas coisas, só para entender o que se lê e o que se fala.

Aí vão:

Sintoma - do grefo "singularidade". Indício da existência de um transtorno físico ou psíquico. Exemplos: apetite reduzido, excesso de sono.

Sídrome - do grego "confluência". Congregação de sinais e sintomas.

Transtorno - Uso do termo surgiu para evitar terminologias estigmatizadas como doença ou loucura. Para o diagnóstico são considerados, além da síndrome, também duração, intensidade e consequências sociais do problema.

Imagem acima: cariótipo (representação do conjunto de cromossomos presentes numa célula de um indivíduo, ordenados em pares de homólogos) da Síndrome de Klinefelter.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Estrutura escolar leva professores a adoecerem.




Esta pesquisa é interessante!

Professores da educação básica, sejam de escolas privadas ou públicas, tendem a adoecer e abandonar seus cargos. De acordo com o historiador Danilo Camargo, esse fenômeno ocorre devido ao fato de o cotidiano escolar ser insuportável para a maioria dos profissionais da educação.

Realizado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), o estudo analisou, ao longo de quatro anos, mais de 60 trabalhos acadêmicos que tinham como tema o adoecimento de professores.

O estudo concluiu que não existem grandes diferenças conceituais entre as pesquisas produzidas na área e analisadas por Camargo. De acordo com o pesquisador, o adoecimento dos professores e o posterior abandono do emprego ocorrem devido à forma de condução das condutas escolares, que não restringem a ação dos profissionais.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Osteomielite




Osteomielite (do grego osteos = osso + myelós = medula + -ite, que, em medicina, indica inflamação) é a inflamação aguda ou crônica do osso.

Usualmente essa infecção é causada por bactérias piogênicas (produtoras de pus) ou fungos, que pode comprometer também a medula óssea e o periósteo (membrana que reveste o osso).

A bactéria que mais comumente causa a osteomielite é o Staphylococcus aureus, mas o agente responsável varia de acordo com a idade do paciente e o mecanismo da infecção.

Os ossos longos dos membros e da coluna vertebral são os mais frequentemente acometidos, no entanto a osteomielite pode acometer qualquer osso do corpo.

A inflamação da medula óssea pode fazer pressão contra a parede rígida do osso e comprimir os vasos sanguíneos contidos nela, interrompendo o fornecimento de sangue ao osso, causando a morte dele.

A osteomielite sempre começa como infecção aguda e caso não seja tratada adequadamente evolui para uma forma crônica.

A osteomielite é uma infecção causada por bactérias, fungos ou vírus, que podem chegar aos ossos principalmente por uma dessas três vias:

1. Circulação sanguínea: uma infecção pré-existente que se espalha pelo corpo através do sangue.

2. Invasão direta: fraturas expostas, cirurgias, implantes ou próteses, etc.

3. Infecções dos tecidos moles adjacentes (trauma, cirurgia ou foco infeccioso junto ao osso).

Pode também ser secundária a uma doença vascular periférica que produza isquemia no osso. As pessoas diabéticas são mais suscetíveis ao desenvolvimento da osteomielite.

Às vezes a osteomielite passa meses ou anos sem produzir sintomas, mas quando eles começam, normalmente, a osteomielite causa febre e dor no osso infectado, que piora à noite e com a movimentação.

Os tecidos que recobrem o osso podem mostrar-se inchados e inflamados e os movimentos podem se tornar dolorosos. As vértebras normalmente desenvolvem infecções mais graduais, causando dores persistentes nas costas e sensibilidade aumentada ao tato. A febre pode estar ausente.

Nas infecções crônicas que transbordam os ossos podem formar-se abscessos nos tecidos moles adjacentes, causando uma supuração constante ou intermitente através da pele.

Uma primeira suspeita diagnóstica pode advir dos sintomas e dos exames físicos.

Um exame de sangue pode auxiliar o diagnóstico, indicando se há uma quantidade aumentada de leucócitos (sobretudo nas formas agudas) bem como taxas elevadas de proteína C reativa e velocidade de sedimentação.

A cintilografia óssea, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética ajudam a identificar a zona infectada.

No entanto, para saber-se qual é a bactéria ou fungo que está causando a infecção deve-se colher amostras de sangue, pus, líquido articular ou do próprio osso.

O tratamento básico da osteomielite é feito com antibióticos. Deve-se escolher os antibióticos que têm boa penetração óssea e que cubram os germes mais comumente responsáveis pela osteomielite.

No princípio eles devem ser administrados por via endovenosa, podendo mais tarde ser dados por via oral.

A terapia com antibióticos deve durar no mínimo quatro a seis semanas, sendo que algumas pessoas necessitarão de meses de tratamento.

Os abscessos quase sempre necessitarão de drenagem cirúrgica. A drenagem sempre deverá ser feita quando o pus do osso infectado abrir caminho até à pele, formando uma fístula. Os tecidos e ossos mortos devem ser extraídos cirurgicamente e o espaço vazio deve ser preenchido com osso, músculo ou pele sãos.

Em casos graves pode ser necessária a amputação do membro ou a extirpação do osso afetado.

Se uma infecção óssea não for tratada de maneira adequada, pode produzir-se uma osteomielite crônica que venha a demandar extração do osso ou até mesmo a amputação do membro comprometido.

Pode haver evolução do processo inflamatório para as articulações, levando à artrite e artrose.

Em pacientes com osteomielite crônica há o risco de septicemia (infecção generalizada).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Endoscopia Digestiva Alta (EDA)




Endoscopia digestiva alta é um exame endoscópico que permite ao médico visualizar diretamente ou na tela de vídeo o revestimento interno do esôfago, estômago e duodeno, bem como praticar determinadas intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas simples.

O exame é realizado por meio de um aparelho chamado endoscópio que consta, entre outras coisas, de um delgado tubo flexível de cerca de um metro de comprimento.

Ele contém na sua extremidade uma microcâmera capaz de captar imagens e é introduzido através da boca, permitindo uma visualização das regiões por onde vai passando.

Por esse tubo podem ser introduzidos também medicamentos e instrumentos próprios para realizar biópsias ou outros procedimentos terapêuticos.

O preparo para o exame é muito simples. O único preparo necessário consiste em um jejum de oito horas, para que a parte alta do tubo digestivo esteja completamente esvaziada, permitindo uma melhor visualização e minimizando o risco de aspiração do suco gástrico para o pulmão.

No momento do exame é administrado ao paciente algumas gotas de medicamento contra gazes e ele deve deitar-se de lado (usualmente do lado esquerdo) em uma maca.

Normalmente a garganta do paciente é borrifada com um spray anestésico, para evitar o reflexo de vômito e é aplicado um sedativo de curta duração, quase sempre por via venosa. Em alguns casos nenhum sedativo é dado.

Em seguida o tubo flexível é introduzido pela boca e direcionado através do vídeo para o esôfago, estômago e duodeno, respectivamente, permitindo a visualização do interior dos mesmos.

Normalmente uma certa quantidade de ar é introduzida através do tubo, de modo a facilitar a visualização. Se necessário, através do mesmo tubo podem ser realizadas pequenas intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas, como coleta de material para biópsia, remoção de pólipos, hemostasias, correção de varizes, etc.

O exame é simples e muito rápido (5 a 10 minutos) e se o paciente adormece sob ação do sedativo, muitas vezes nem chega a perceber a realização do mesmo. Ao despertar, o paciente ainda se encontra algo sonolento, levando cerca de 30 a 60 minutos para a total recuperação.

Geralmente sofre amnésia até os minutos seguintes ao exame, incluindo o próprio exame.

O paciente deve ir ao exame acompanhado de um adulto, em virtude dos possíveis efeitos da sedação.

Após cada endoscopia realizada, o aparelho deve sofrer uma rigorosa esterilização, para evitar contaminações.

O exame permite o diagnóstico direto de algumas patologias do trato digestivo alto (esofagites, gastrites, duodenites, pólipos, úlceras, tumores, hérnia de hiato) e ajuda na complementação diagnóstica de várias outras patologias que podem repercutir nesses órgãos, bem como permite intervenções diagnósticas e terapêuticas.

Normalmente o exame é bem tolerado pelos pacientes e em geral não há nenhum tipo de sintoma.

No entanto, posteriormente ao procedimento pode ocorrer uma rouquidão em virtude da anestesia da garganta ou um ligeiro dolorimento dela, em consequência do atrito com o tubo do endoscópio.

Ambas as coisas, contudo, passam rapidamente e não requerem nenhuma providência médica.

Aconselha-se que no dia do exame o paciente não dirija e nem maneje máquinas perigosas, porque, embora lúcido, seus reflexos podem ainda estar alterados.

As complicações do exame são muito raras e, quando existem, são leves e passageiras.

Pode haver reações ao sedativo (euforia, confusão mental, etc.) ou equimose e inchaço no local da injeção e ligeiro incômodo devido aos gases injetados.

Pessoas muito sensíveis podem apresentar tremores, náuseas e vômitos, os quais quase sempre cessam rapidamente.

O risco de complicações aumenta (mas continua muito baixo) quando é necessário realizar algum procedimento, como biópsia, remoção de pólipo, dilatação ou remoção de corpo estranho.

As complicações mais graves são sangramento e perfurações das vísceras, algumas das quais podem exigir hospitalização e cirurgia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gastroenterite ou gastroenterocolite




Gastroenterite é uma inflamação aguda do trato gastrointestinal, principalmente do estômago e do intestino delgado, mais comum no verão e em locais sem tratamento de água, rede de esgoto ou destino adequado do lixo.

É uma das mais importantes causas de mortalidade infantil em países ou regiões com condições de vida muito precárias e assistência médico-sanitária muito deficiente.

Entre crianças, ocorre com maior frequência nas populações mais desinformadas sobre os meios simples de prevenção ou de tratamento.
As causas mais comuns da gastroenterite são as infecções por vírus, bactérias ou parasitas, os quais podem ser transmitidos pelo ar, por alimentos, por objetos ou pela mão contaminada.

Uma das bactérias causadoras mais comuns é a Salmonella, encontrada em frango e ovos crus, mas ela não é a única.

A gastroenterite também pode ser causada pela ingestão de substâncias químicas nocivas encontradas em frutos do mar e em plantas, pela intolerância à lactose (incapacidade do organismo de digerir e absorver o açúcar do leite) ou ser transmitida de pessoa a pessoa, num contato direto.

Os sinais e sintomas da gastroenterite dependem do tipo, quantidade e natureza do microrganismo infectante, da toxina ingerida ou produzida por eles, bem como da resistência do indivíduo à doença.

Com maior frequência eles iniciam-se de forma súbita e intensa, sendo os mais comuns: diarreia, enjoos e vômitos, febre, dores de barriga tipo cólicas (devido à distensão das alças intestinais), dores musculares, fadiga, inapetência, perda de peso, desidratação e ruídos intestinais audíveis.

O diagnóstico da gastroenterite pode ser feito pela história clínica e a partir da sintomatologia. No entanto, determinar as causas é mais difícil.

Quando os sintomas são graves ou persistem por mais de 48 horas, devem ser realizados exames de fezes, no sentido de se investigar a presença de leucócitos, bactérias, vírus ou parasitas. A análise química dos vômitos, dos alimentos ou do sangue também pode ajudar na identificação da causa.

Os vômitos e a diarreia intensos podem acarretar uma forte desidratação e uma queda grave da pressão arterial (choque). Os vômitos e as diarreias excessivas provocam também a perda de potássio, com consequente redução da sua concentração no sangue (hipocalemia).

A concentração baixa de sódio no sangue (hiponatremia) também pode ocorrer, especialmente quando a reposição líquida é realizada com a ingestão de líquidos contendo pouco ou nenhum sal.

A maior parte das gastroenterites se curam por si mesmas. O mesmo acontece em infecções por alguns tipos de bactérias.

Mas, dependendo do tipo de bactéria e da intensidade da infecção, os antibióticos (ou outros medicamentos) podem ser necessários.

Medicações sintomáticas (para febre ou dor, por exemplo) podem ser usadas.

Quase sempre haverá considerável perda de líquidos e sais minerais (desidratação), que deverão ser repostos oralmente. Em casos graves pode ser necessária uma reposição venosa.

Deve-se evitar os antidiarreicos e os antieméticos (contra vômitos), que ajudam a reter germes e toxinas no organismo ou eles só devem ser utilizados mediante orientação médica.

Recomenda-se relativo repouso e dieta leve que não contenha gordura.

Como prevenir a gastroenterite?

• Lavar bem as mãos antes das refeições.

• Lavar bem as frutas e vegetais antes de consumi-los.

• Evitar consumir alimentos em restaurantes que possam não ter uma boa higiene.

• Certos alimentos, como maionese, molhos e alimentos altamente perecíveis representam um perigo especial.

• Os ovos (e outros alimentos) devem ser consumidos preferencialmente cozidos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Esquistossomose




A esquistossomose é a doença que resulta da infestação humana por um platelminto do gênero schistosoma, contraída através da pele, a partir da água.

O homem é o hospedeiro definitivo desse verme e o caramujo seu hospedeiro intermediário, sendo ambos necessários para o cumprimento integral do seu ciclo evolutivo.

A esquistossomose é uma doença crônica, sendo a mais grave forma de parasitose humana por um organismo multicelular e podendo, em alguns casos, levar à morte. É mais comum em pessoas que se expõem frequentemente às águas contaminadas, em rios, córregos e lagos (ou outros reservatórios de água doce).

A maioria das mortes ocorre por comprometimento hepático (do fígado) e por complicações de hipertensão no interior do sistema porta (veia que drena o sangue dos intestinos para o fígado).

O homem contaminado libera ovos de schistosoma na água pelas fezes e urina. Na água, os ovos liberam as larvas (miracídios), que penetram nos tecidos dos caracois. Em várias gerações de caracois os esporocistos se multiplicam.

As cercárias (larvas maduras) abandonam os caracois e nadam livres na água. Sob essa forma podem penetrar na pele do homem, a partir da água contaminada.

No corpo do homem, transformam-se em schistosumulas e se disseminam pelo sangue. No fígado, sofrem maturação até a forma adulta.

O homem elimina os ovos pelas fezes e urina e então o ciclo se repete.

Várias espécies de schistosomas podem causar a doença no homem, mas no Brasil a esquistossomose é causada através da infestação pelo Schistosoma mansoni, que penetra pela pele a partir da água contaminada.

A doença é endêmica em certas regiões e nelas o contato com as águas de rios, riachos, córregos e lagos, mesmo considerados não contaminados, é muito perigoso, porque as larvas se disseminam de uns para outros pela enxurrada.

A fase de penetração da cercária na pele geralmente é assintomática. Em indivíduos que já tenham se infectado antes pode aparecer inflamação, eritema e prurido. Na fase inicial ou aguda, a doença se manifesta por meio de vermelhidão e coceira cutâneas, febre, fraqueza, náuseas e vômitos e crescimento de gânglios linfáticos.

O indivíduo pode ter diarreias, alternadas ou não por constipações intestinais. Na fase crônica ainda pode ocorrer diarreia ou obstipação intestinal, bem como hepatomegalia (aumento do fígado) e esplenomegalia (crescimento do baço).

Podem ocorrer também hemorragias, em consequência da hipertensão porta, com liberação de sangue pelos vômitos e pelas fezes e haver uma coleção líquida intra-abdominal (“barriga-d’água”) devido à exsudação de plasma, em decorrência da hipertensão do sistema porta (sistema venoso que passa pelo fígado).

O exame parasitológico de fezes pode encontrar ovos do parasita, entretanto, muitas vezes ele tem que ser potencializado tecnicamente, pois em condições normais apresenta baixa sensibilidade. Por isso, devem ser colhidas pelo menos três amostras de fezes.

O hemograma pode mostrar anemia, leucopenia e plaquetopenia. As provas de função hepática geralmente estarão alteradas, com aumento da TGO, TGP e fosfatase alcalina.

Ocorrem ainda os sintomas próprios da hipertensão do sistema porta, mas classicamente a esquistossomose preserva a função hepática.

A ultrassonografia pode ajudar no diagnóstico, por meio dos sinais típicos da fibrose e espessamento periportal, hipertrofia do lobo hepático esquerdo e aumento do calibre da veia mesentérica superior.

A biópsia retal também pode ser utilizada, mas a sua sensibilidade (de cerca de 80%), não é total. O exame de sangue pode detectar anticorpos específicos.

O tratamento deve ser feito com antiparasitários (praziquantel ou oxamniquina, por exemplo), conforme esquemas estabelecidos pelo médico. Paralelamente, devem ser tratadas as complicações por ventura já estabelecidas.

Como prevenir a esquistossomose?

• Do ponto de vista social é essencial tratar as águas e os esgotos.

• Erradicação dos caramujos que são hospedeiros intermediários da doença.

• Proteção dos pés e pernas com botas de borracha quando a pessoa tiver que entrar na água.

• Evitar entrar em rios ou lagos que possam estar contaminados.

• Tratar as pessoas infectadas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Torção do testículo




O testículo fica suspenso dentro do saco escrotal pelo canal deferente, artérias e veias, e normalmente tem certa mobilidade. Geralmente ele é aderente à base do escroto, mas se se libertar e movimentar-se além do normal pode torcer seu pedículo, de modo a diminuir ou cortar o fornecimento de sangue ao órgão. É então que se fala de torção do testículo. Ela geralmente ocorre, então, se o testículo roda em torno do seu eixo e estrangula seu pedículo, o que diminui ou corta o fluxo sanguíneo para ele.

A torção do testículo pode ocorrer em qualquer idade (inclusive no recém-nascido), porém é mais comum em crianças e adolescentes (10 aos 25 anos). Deve-se a malformações congênitas, exercícios violentos, traumas, banhos em água muito fria ou a uma combinação de todas essas coisas.

Os principais sinais e sintomas da torção do testículo são: dor súbita e intensa no saco escrotal (principalmente do lado comprometido) que pode se propagar para a virilha e o abdome; vermelhidão e edema escrotal; aumento da temperatura local; náuseas e vômitos. Em alguns casos pode haver hidrocele (acúmulo de líquido na bolsa escrotal). Em geral, o testículo esquerdo é mais afetado que o direito. Em algumas pessoas o quadro começa com atividade física ou sexual excessiva; em outros tudo pode começar durante o sono, talvez devido à posição das pernas.

Uma história clínica de dor aguda e súbita em um dos testículos sempre fará pensar em torção testicular. O exame clínico do paciente mostrará dor na metade comprometida do escroto, bem como vermelhidão e inchaço. Deve ser feito diagnóstico diferencial com epididimite, edema escrotal agudo, orquite, hérnia encarcerada, tumor de testículo e processos inflamatórios ou infecciosos. Os exames de laboratório incluem: análises de urina e sangue (para excluir infecções), ecografia do escroto e cintilografia dos testículos.

Como o médico trata a torção de testículo?

Em princípio o médico tentará distorcer manualmente o testículo, mas se isso não for possível, será necessária uma cirurgia para fazer a distorção e fixação de um ou de ambos testículos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Quer perder peso?




Aprenda a controlar suas emoções

O início de 2013 traz a vontade de mudar de hábitos. Uma das resoluções de ano novo mais comum é a de emagrecer. Mas além de melhorar a alimentação e praticar atividades físicas é preciso lidar com outro desafio – o controle das emoções.

De acordo com uma pesquisa americana com 1.328 psicólogos, 44% dos profissionais entrevistados disseram que a compreensão e o controle de comportamentos e emoções relacionados ao controle do peso são essenciais para a perda de peso.

Terapia cognitiva e estratégias de auto conhecimento podem ajudar a pessoa a lidar com as questões emocionais ligadas ao emagrecimento e também na mudança de hábitos insalubres.

Para perder peso é extremamente importante consultar um profissional de confiança, para que o emagrecimento aconteça de forma saudável para a mente e para o corpo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Bebês agitados podem ser mais expostos a televisão.




Apesar de médicos aconselharem mães a reduzirem o tempo de contato do bebê com a televisão, algumas mulheres podem usar o aparelho para acalmar crianças muito agitadas.

O excesso de televisão no início da vida está associado a maiores riscos de problemas com peso e atrasos de desenvolvimento na escola. Além disso, esses hábitos parecem acompanhar a criança durante toda sua vida.

O estudo que obteve esses resultados incluiu mães estadunidenses que eram negras e de baixa renda. Assim, o estudo pode não ser representativo da população do país como um todo.

A pesquisa foi publicada no periódico Pediatrics e desenvolvida na Universidade da Carolina do Norte (EUA).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vai para a dieta ou para a academia?




oda pessoa que deseja emagrecer se pergunta o que é melhor: malhar ou fazer dieta? De acordo com pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, a reposta para essa questão depende de uma pessoa para a outra.

Os pesquisadores explicam que a capacidade de emagrecimento, ou a tendência de aumentar peso, depende se a pessoa acredita que a obesidade é causada pelo excesso de alimentação ou pela falta de exercícios físicos.

O estudo mostrou que quanto mais a pessoa acredita que a causa é a dieta, mais peso ela perderá, pois ela tenderá a comer menos. Por outro lado, quem acredita que seu excesso de peso é culpa da falta de exercícios físicos, se exercitam mais. Os pesquisadores alertam para o fato de que as pessoas tendem a superestimar a quantidade de calorias queimadas durante os exercícios e subestimar a quantidade de comida que ingerem.

Leite Materno




Não há dúvidas sobre a importância do leite materno para o recém nascido e para o lactente.

Em minha opinião até os seis meses de idade o leite materno é essencial e, após essa idade, importante para o desenvolvimento neuro-psico-motor da criança pequena.

A partir do final do primeiro ano de idade, já começo a ter minhas dúvidas sobre a necessidade de se manter aleitamento materno. Mas, são dúvidas muito pessoais e baseadas na observação de atendimento de trinta e dois anos de pediatria.

De qualquer modo, há um artigo interessante que anuncia algo de diferente, para dizer o mínimo, sobre o leite materno. Veja:

"As pessoas podem não saber disso, mas existem grandes quantidades de bactérias benéficas habitando nossos corpos, desempenhando papéis cruciais na manutenção da nossa saúde. O leite materno possui mais de 700 espécies desses organismos, que são assim transmitidos para o bebê.

O leite materno é uma das formas iniciais de contato do bebê com as bactérias. Essa questão faz muito bem à criança, mas a forma como isso acontece é incerta. Pesquisadores acreditam que a diversidade microbial ajuda na digestão do leite ou melhora o sistema imunológico.

A descoberta foi feita por pesquisadores espanhóis. Pesquisas nessa área podem dar origem a novas estratégias de nutrição para bebês que não podem ser amamentados.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Clinical Nutrition."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Motivação e habilidade de estudo superam QI elevado.




Ter altos índices nos testes de Quociente de Inteligência, mais conhecidos como testes de QI, sempre foi relacionado com inteligência elevada e bom desempenho em matemática. Contudo, estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que não é o quão inteligente os alunos são, mas o quanto eles estão motivados que determina suas notas de matemática.

A motivação e a habilidade para estudar são fatores importantes para o crescimento do aluno, ou seja, para sua capacidade de aprender. Os pesquisadores descobriram que alunos que apresentaram o maior desenvolvimento ao longo de cinco anos na escola foram aqueles que se sentiam competentes, estavam intrinsecamente motivados, usavam habilidades como resumir, explicar e fazer conexões com outras matérias, e evitavam o “decoreba”, e não aqueles com maiores índices de QI.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Por que mulheres engordam com mais facilidade do que homens?




Mulheres mais velhas engordam mais facilmente do que homens, e uma nova pesquisa podem explicar como isso acontece.

Após a menopausa a atividade de uma enzima chamada AIdh1a1, envolvida na produção de gordura, aumenta. O estrogênio parece reprimir a atividade dessa enzima. Assim, mulheres mais jovens (que possuem altos níveis do hormônio) estariam protegidas contra esse efeito. Mas com a menopausa, a diminuição dos níveis de estrogênio aumentariam as chances de ganho de peso em mulheres.

Mais pesquisas são necessárias para que cientistas saibam mais sobre essa questão e um tratamento possa ser desenvolvido.

A pesquisa foi publicada no periódico Diabetes.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Histeria




"As leis da histeria são universais" - Jean-Martin Charcot (1825-1893)

Conhecido como fundador da neurologia moderna, o médico francês acima citado era muito interessado na relação entre fisiologia e psicologia, de tal modo que nos anos 1860 e 1870 ele estudou a "histeria", um termo utilizado para descrever o comportamento emocional extremo presente nas mulheres (segundo o pensamento da época).

Tinha essa denominação por que na época julgava-se que o órgão causador dessas alterações emocionais seria o útero (do grego: hystera).

Os sintomas incluiam excessiva labilidade emocional com alternância entre riso e choro, movimentos corpóreos descontrolados, contorcionismos, paralisias simétricas e assimétricas em membros ou faciais, convulsões e cegueira surdez temporárias.

Observando centenas de casos de histeria no Hospital de Paris, da Universidade Salpêtrière, ele definiu "As leis da histeria", acreditando que teria compreendido profundamente a patologia.

Ele conclamou que a histeria seria formada por um quadro de curso crônico que teria como origem um trauma, ou choque emocional.

Um seu aluno, chamado Sigmund Freud, já acreditava que a histeria seria uma doença orgânica e eumm seu primeiro estudo sobre ela veio a desenvolver a teoria da psicanálise.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Enxaquecas: sobre o tratamento.




Quando um médico atende a um paciente com enxaqueca, pode indicar dois tipos de tratamentos medicamentosos: o para a crise em si e o preventivo.

O primeiro medicamento é essencial para abortar a crise de dor. No caso do tratamento abortivo das crises, o princípio mais importante na enxaqueca já instalada é que o medicamento seja administrado assim que a dor se manifesta.

Aguardar até as dores ficarem mais fortes exigirá doses mais altas dos medicamentos, e mais tempo para aliviar a dor. Podem ser utilizados como abortivos de enxaqueca medicamentos não específicos como analgésicos comuns e antiinflamatórios e medicamentos específicos para a enxaqueca.

Se for necessário o tratamento preventivo, o médico irá indicar um medicamento que deverá ser usado diariamente para tentar evitar as crises.

O tratamento preventivo pode levar tempo variado para surtir efeito. Em média, dois terços dos pacientes que recebem tratamento preventivo apresentam redução de 50% ou mais na frequência e intensidade das crises.

Para a prevenção da enxaqueca, podem ser utilizados vários medicamentos, e de classes diferentes tais como antidepressivos, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, medicamentos para labirintite etc.

Há, também, indicação para tratamento fitoterápico e acupuntura, além da homeopatia.

A medicação é escolhida de acordo com o perfil de cada paciente. É bom lembrar que a decisão pelo melhor tratamento, preventivo ou abortivo para a enxaqueca deve ser sempre tomada pelo médico.

O paciente com enxaqueca PRECISA evitar auto-medicação!

Um papel fundamental do médico é orientar sobre as mudanças nos hábitos de vida, introduzindo técnicas de relaxamento e meditação, como a Ioga e o Biofeedback.

Sou contra anotações sobre intensidade e frequência das crises, pois, em minha opinião "neurotiza" o paciente em função de sua dor. Quanto menos o paciente ficar atento às dores, melhor para ele. Melhor que nem mesmo lembre dela, pois ela sozinha já é fator perturbante.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Jovem sedentário? Cuide-se!




Jovens sedentários podem desenvolver diabetes

Jovens com mais de 20 anos que se mantêm sedentários correm mais risco de desenvolver diabetes do que aqueles que praticam atividades físicas. A conclusão é de estudo realizado na Northwestern Univesrity, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram 3.989 pessoas com mais de 20 anos de idade que tiveram sua aptidão física analisada em vários momentos de sua vida. Durante o estudo, que durou 20 anos, os participantes realizaram três testes ergométricos. Os resultados mostraram que as pessoas com baixa aptidão física apresentavam maiores Índices de Massa Corporal (IMC), logo, tinham pior sensibilidade à ação do hormônio insulina, condição que aumenta o risco de diabetes.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ressonância Magnética e Emoções




A busca de um substrato anatômico para os transtornos afetivos avançou consideravelmente nas últimas duas décadas graças a técnicas mais precisas e refinadas de novas metodologias de neuroimagem.

Mais recentemente, a ressonância magnética nuclear (RMN) suplantou o uso da tomografia computadorizada (TC) nos estudos em psiquiatria, por não envolver radiação ionizante, gerar imagens de alta resolução anatômica e permitir medidas volumétricas mais acuradas de diversas regiões e estruturas do sistema nervoso central.

Em anos recentes, estudos comparando medidas anatômicas cerebrais entre grupos de voluntários normais e pacientes com transtornos afetivos primários têm demonstrado algumas alterações significativas de potencial relevância para a patofisiologia desses transtornos, tanto regionais quanto generalizadas, questionando a clássica divisão entre doenças psiquiátricas “funcionais” e “orgânicas”.

Baseando-se nesses achados preliminares, pode-se postular um modelo para os circuitos neuronais responsáveis pela expressão e pela regulação das emoções que podem possivelmente estar envolvidos nos transtornos afetivos, abrangendo conexões entre o córtex pré-frontal, o tálamo, o complexo amígdala-hipocampo, os gânglios da base e, possivelmente, o cerebelo.

Esse modelo permite testar novas hipóteses quanto às bases anatômicas dos transtornos afetivos. No presente artigo, apresentamos uma sucinta revisão dos estudos de neuroimagem estrutural nos transtornos afetivos primários, enfatizando as semelhanças e diferenças encontradas entre pacientes com transtorno afetivo bipolar e unipolar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fobia Social




Trata-se, a Fobia Social, de um conjunto de manifestações corporais e comportamentais de medo, notadamente medo da exposição ao julgamento do outro.

Os medos principais na Fobia Social são, por exemplo, medo de falar em público, de aparecer, de expressar as idéias, mostrar alguma obra pessoal e assim por diante.

Por isto que a pessoa pode esquivar-se de compromissos, ou cumpri-los às custas de grande estresse.

Esta, na verdade, é conseqüência do medo. Repercussões no equilíbrio da saúde são freqüentes, como excesso de suores, contraturas musculares, dores na nuca e ombros, cefaléia, diarréia, mãos frias e manifestações de gastrite, que poderão agravar-se dependendo da freqüência, intensidade e duração a que o indivíduo estiver exposto.

Muitas perdas estão relacionadas ao rendimento nas atividades escolares, na apresentação de trabalhos em grupo, nas próprias reuniões de grupo e em seminários.

Por evitar a exposição, a pessoa passa a postergar atividades importantes gerando acúmulo de trabalhos e outras dificuldades que terão que ser solucionadas obrigatoriamente no futuro.

Na questão de encontrar estágios e empregos, a fobia social poderá ser trágica, pois freqüentemente, e cada vez mais, nos processos seletivos usam-se recursos de dinâmica de grupo, onde a capacidade de relacionar-se e integrar-se são fundamentais.

Nesta hora o curriculum vitae perde todo seu valor.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Personalidade Psicótica




O prof. Eunofre Marques adota a denominação de Personalidade Psicopática Amoral (ou, simplesmente, PP) para o que se considera Sociopatia. Veja o que ele diz neste trecho selecionado:

" O PP amoral é um indivíduo incapaz de incorporar valores. Ele funciona sempre na relação prazer-desprazer imediato.

São indivíduos incapazes de se integrar a qualquer grupo, devido ao seu egoísmo absoluto e a não aceitarem qualquer tipo de regras. Só o que eles querem é o que interessa. No início, eles até fazem amizades com facilidade mas, diante dos primeiros conflitos, a sua amoralidade aparece em todo o seu potencial. Terminam por ser rejeitados pelos grupos em pouco tempo. São, por isso, em geral indivíduos solitários, que migram de grupo em grupo até que não restem mais grupos para os aceitarem" .

Esse transtorno pode aparecer precocemente, em tenra idade, conforme diz o prof. Eunofre Marques:

"Ainda crianças já aparece o seu componente amoral, por não aceitarem regras jamais, não respeitarem qualquer limite e terem um comportamento absolutamente inadequado na escola, de onde são freqüentemente expulsos.

Já na adolescência tendem francamente para a marginalidade e tentam integrar-se aos grupos marginais mas mesmo esses, com a sua ética marginal rígida, logo o rejeitam.

Quando pressionado pelo ambiente, especialmente em ambientes fechados, como numa penitenciária, eles atual de modo primoroso, como que absorvendo os valores rígidos do meio. No entanto, é só surgir uma pequena brecha nas regras para que a sua amoralidade venha plenamente à tona.

Boa parte deles não chega à idade adulta porque, misturados com os marginais, acabam sendo mortos por estes. Mesmo assim, chegando à idade adulta, terminam por serem recolhidos a alguma penitenciária, onde eles são encontrados com freqüência. Mesmo dentro da penitenciária a sua existência está sendo constantemente ameaçada, porque não se integram a nenhum dos grupos que lá se formam.

Aqueles que têm um nível de inteligência superior conseguem parcialmente, utilizando-se dos recursos cognitivos, manterem-se relativamente integrados no meio até a idade adulta mas, mesmo estes, acabam por serem expulsos do seu meio e também vão parar nos presídios.

O PP amoral é o exemplo do fracasso do ser humano"