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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sete em cada dez brasileiros acreditam que esclerose múltipla é doença de idosos

Em comemoração ao Dia Nacional da Esclerose Múltipla o Ibope fez uma pesquisa com mais de mil pessoas no país para investigar o conhecimento da população sobre a doença. Cerca de 70% dos brasileiros acreditam que a esclerose múltipla atinge mais idosos, apesar de saberem (em sua grande maioria) que esclerose e esclerose múltipla são doenças diferentes.

Apesar da percepção geral, a esclerose múltipla é mais comum em mulheres (duas para cada homem) entre 20 e 40 anos. São aproximadamente 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo com a doença e mais de 30 mil no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

A esclerose múltipla (EM) é uma doença auto imune. O corpo reconhece a bainha de mielina (estrutura que envolve o neurônio, facilitando a transmissão dos impulsos nervosos) como agressora e passa a atacá-la. A EM pode evoluir para incapacidade física, fadiga e déficit cognitivo.

A doença crônica atinge o sistema nervoso central e não tem cura, mas atualmente apresenta controle. Segundo a pesquisa, 60% das pessoas já ouviram falar de esclerose múltipla, destas 58% acreditam que a doença não tenha cura, mas na população em geral o número cai para 46%.

Sintomas

O importante é a pessoa procurar ou ser encaminhada a um neurologista quando os primeiros sintomas aparecerem, como formigamento nos braços e/ou pernas que duram dias, embaçamento visual, diminuição de visão geralmente de apenas um olho e tonturas recorrentes.

Ainda de acordo com a pesquisa do Ibope, a maioria da população não sabe que especialidade médica é a responsável por tratar da EM e, por isto, acaba demorando a ter o diagnóstico da doença.

Por meio de ressonância magnética, o neurologista consegue ver alterações na bainha que indicam a EM e assim pode controlar os danos precocemente. Os sintomas são decorrentes do local onde a lesão acontece. Se ocorrer no lobo temporal, por exemplo, a pessoa sente dificuldades para falar; se ocorre na medula, pode alterar a motricidade (capacidade das células nervosas de determinar a contração muscular) e a sensibilidade.

A maioria dos pacientes poderá viver por mais de 15 anos sem sintomas importantes, trabalhando ou estudando normalmente.

Tratamento

A vida sofre um impacto ao descobrir a doença que é imprevisível. A pessoa pode apresentar um sintoma e melhorar. Nos primeiros cinco anos é comum ter surtos e a bainha regenerar, mas depois não tem uma recuperação espontânea, e o paciente vai acumulando dificuldades de equilíbrio, movimento.

O tratamento ajuda a evitar os surtos e suas conseqüências. Existem três frentes de medicamentos: um com imunomoduladores para a própria doença, outro com corticóides nos momentos de surto e o tratamento dos sintomas.

Por conta dos surtos há diminuição de força e rigidez muscular. Surgem problemas de incontinência urinária, tontura, fraqueza e cansaço inexplicável.

Os remédios são capazes de diminuir as lesões em 40% das pessoas e controlam os surtos em 70%. 50% dos pacientes sem tratamento terão alguma dificuldade para andar em 15 anos.

Cerca de 90% dos pacientes com EM têm disfunção urinária. Um grande número de portadores da doença terá suas atividades limitadas de modo mais intenso pelos transtornos urinários do que pela doença neurológica em si.

A doença é, indiscutivelmente, o maior impacto social para o portador da doença. O receio de perder urina e o transtorno provocado pelo odor fazem com que os problemas se multipliquem, sem contar a limitação imposta pela própria doença. Além disso, restringe as atividades profissionais, diminui a qualidade de vida, comprometendo, inclusive, o relacionamento sexual. Apesar disto, já existem tratamentos para controlar os sintomas.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Homens têm consulta grátis até sábado no Parque do Ibirapuera (SP)

A partir desta quinta-feira, 26, até sábado, o Movimento pela Saúde Masculina realiza atendimentos médicos na arena de eventos do Parque do Ibirapuera (portão 2), em São Paulo, das 9h às 17h.

A previsão é receber 500 homens e orientá-los sobre disfunção erétil, doenças da próstata e andropausa. Idealizada pela Sociedade Brasileira de Urologia, a campanha passa pela capital paulista pela segunda vez. A primeira foi em março, quando apenas 18% dos homens disseram passar pelo urologista regularmente.

O atendimento é feito em um consultório adaptado a uma carreta para percorrer 22 cidades brasileiras até setembro.

Como prevenir é dever de todos, divulgue essa notícia para seus amigos e conhecidos! O câncer de próstata é tão comum quanto o câncer de mama; e tão nefasto quanto.

sábado, 28 de agosto de 2010

Oito sintomas mais comuns do câncer.

Pesquisadores no Reino Unido identificaram os oito sintomas mais comuns em pessoas que são diagnosticadas com câncer.

A pesquisa da Keele University, na cidade inglesa de Newcastle-under-Lyme, identificou oito sintomas: sangue na urina, anemia, sangramento anal, sangramento ao tossir, nódulo no seio, dificuldade para engolir, sangramento pós-menopausa e nódulo na próstata.

Segundo os cientistas, pessoas com estes sintomas têm probabilidade maior do que uma em 20 de ter algum tipo de câncer. Quanto mais cedo os pacientes identificarem a doença, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido.

Os cientistas analisaram os resultados de outras 25 pesquisas.

De todos os sintomas, apenas dois deles são considerados mais graves entre pessoas com menos de 55 anos: nódulos nos seios e próstata. Os demais são particularmente mais perigosos em pessoas com mais de 55 anos.

A entidade Cancer Research UK, de pesquisa sobre a doença, disse que quaisquer mudanças no corpo devem levar as pessoas a procurarem os médicos.

Os sintomas identificados neste estudo já são sinais importantes de câncer, mas há mais de 200 tipos de câncer, com muitos sintomas diferentes.

Então se houver uma mudança no corpo, é importante checar isso. Quando o câncer é diagnosticado cedo, o tratamento tem maiores chances de sucesso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estudos avaliam a real eficácia da acupuntura.

Há pelo menos dois mil anos, curandeiros chineses usam a acupuntura para tratar dores e outros problemas de saúde. Agora, os médicos ocidentais querem provas de que a prática funciona.

Há poucas dúvidas de que as pessoas se sentem melhor após receber o tratamento, onde finas agulhas são inseridas profundamente na pele em pontos específicos do corpo. Mas elas estariam se beneficiando da própria acupuntura, ou simplesmente sentindo um efeito placebo?

A discussão foi abastecida, na última semana, por um estudo na revista “Arthritis Care and Research”. Pesquisadores do Centro de Câncer MD Anderson, em Houston, descobriram que, para 455 pacientes com uma grave artrite no joelho, a acupuntura entregou o mesmo alívio que um tratamento falso.

Na verdade, os pacientes conseguiram uma redução significativa na dor com ambos os tratamentos – uma redução média de um ponto, numa escala de um a sete.

Críticos sustentam que o estudo foi mal projetado. Para começar, segundo eles, os pacientes dos dois grupos receberam tratamentos com agulhas e estímulos elétricos; a principal diferença era que, no grupo do procedimento falso, as agulhas não eram inseridas tão profundamente, e os estímulos tinham uma duração bem menor.

No mundo real, porém, um acupunturista experiente personalizaria o tratamento aos sintomas específicos de cada paciente. Neste estudo, os pacientes do grupo de acupuntura “real” receberam as agulhas todos da mesma forma.

Em outras palavras, em vez de provar que a acupuntura não funciona, o estudo pode sugerir que ela funciona mesmo quando mal realizada. Mas a verdadeira lição, segundo os defensores da prática, é o quão difícil pode ser aplicar os padrões de pesquisa ocidentais a uma arte de cura da antiguidade.

“As pessoas dizem que não existem pontos inativos para a acupuntura – basicamente, qualquer lugar do corpo onde você inserir uma agulha será um ponto ativo”, explicou Alex Moroz, experiente acupunturista que dirige o programa de músculo e esqueleto do departamento de medicina de reabilitação da Universidade de Nova York. “Existe uma corrente de literatura que argumenta que toda a abordagem ao estudo da acupuntura não se presta ao método científico reducionista do Ocidente”.

Porém, a principal autora do estudo, Maria E. Suarez-Almazor, aponta que o tratamento falso foi desenvolvido com a ajuda de acupunturistas experientes. Num estudo de medicamentos, uma resposta igual nos grupos de tratamento e placebo provaria que o medicamento não funciona, diz ela.

“Nós realmente trabalhamos com acupunturistas que são treinados no estilo chinês tradicional, e pedimos que eles inventassem um processo falso que fosse crível”, afirmou Suarez-Almazor. “Nós não planejamos um estudo para mostrar que a acupuntura não funciona. Os resultados vieram sem nenhuma diferença entre os grupos”.

A pesquisa da MD Anderson, assim como outros estudos recentes sobre a acupuntura, geraram especulações de que a picada da agulha, seja ela da verdadeira acupuntura ou de uma versão falsa, pode influenciar a forma como o corpo processa e transmite sinais de dor.

Um estudo de 2007 com 1.200 pacientes com dor nas costas, financiado por companhias de seguros da Alemanha, mostrou que cerca da metade dos pacientes, igualmente nos grupos de acupuntura real e falsa, sentiam menos dores após o tratamento, frente a apenas 27% dos que haviam recebido fisioterapia ou outro tratamento tradicional para as costas.

Quando os alemães rastrearam a quantidade de remédios para dor usada pelos pacientes, eles identificaram uma diferença considerável entre a acupuntura real e o tratamento falso. Apenas 15% dos pacientes do grupo de acupuntura precisaram de remédios adicionais para dor, frente a 34% daqueles no grupo falso. O grupo que recebeu tratamentos convencionais para as costas se saiu ainda pior: 59% desses pacientes precisaram de analgésicos adicionais.

Os pesquisadores, que publicaram suas descobertas em “Archives of Internal Medicine”, especularam que a inserção de agulhas numa região com dor pode ter causado um “superefeito placebo”, desencadeando uma série de reações que alteram a forma como a o corpo experimenta a dor.

Outro estudo, este financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA e publicado em 2004, descobriu que a acupuntura reduzia significativamente a dor e melhorava a função em pacientes com artrite no joelho – frente a um tratamento falso ou aos tratamentos de rotina para o joelho.

No entanto, esse resultado foi questionado, pois os pacientes do grupo falso provavelmente descobriram que não estavam recebendo o tratamento verdadeiro. Eles receberam apenas duas inserções de agulhas no abdômen, enquanto uma agulha era simplesmente pressionada por nove regiões da perna e colada à pele para imitar a acupuntura. Uma simulação de máquina de estímulos elétricos zumbia e piscava ao lado, mas não emitia qualquer corrente ao corpo.

Ao meu ver, o erro é como acontece com a homeopatia, querer comparar o sistema cartesiano com o sistema holístico da medicina: TUDO ERRADO. Arroz não pode ser comparado com carne.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Estresse na infância aumenta o risco de doenças autoimunes na vida adulta...

O estresse, seja ele de natureza física ou mental, é composto por um conjunto de reações fisiológicas que se demasiadas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio de nosso organismo.

Em um estudo amplo, as adversidades na infância aumentaram o risco para o desenvolvimento de doenças autoimunes na vida adulta.Este tipo de doença é ocasionada pelo sistema imunológico, ou seja, os mecanismos de defesa do corpo humano, desenvolvidos para defendê-lo de agentes agressores, passam a lesar os orgãos do próprio corpo.

Pesquisadores avaliaram as hospitalizações decorrentes de doenças autoimunes presentes nos registrso de 15.357 adultos (idade média:56 anos) entre 1995 e 2006.

Os eventos adversos na infância (EAI) incluíram abuso físico, sexual, emocional e disfunções no ambiente doméstico, por exemplo, violência, abuso de drogas, doenças mentais, divórcio entre os pais, entre outros.A gravidade dos EAI foi quantificada entre 0 até 8 pontos.

Cerca de 20 doenças autoimunes foram pesquisadas como diabetes do tipo 1 ou doenças reumatológicas.Os autores do estudo concluíram que os indivíduos com 2 ou mais pontos para EAI, quando comparados aos que não tiveram nenhum ponto para estes eventos, apresentaram um risco mais elevado para o desenvolvimento de doenças autoimunes (70% a 100%), de acordo com os diversos subtipos destas doenças.

Os autores do estudo afirmam que a causa desta associação ainda é incerta.O desencadeamento de processos inflamatórios e psicológicos podem ser o elo de ligação entre EAI e as doenças autoimunes.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Qualidade do ar que respiramos em Sampa:

Mooca é o bairro com pior ar de São Paulo...

A Mooca, na zona leste, foi a região de São Paulo com a pior qualidade do ar nos últimos seis dias. Ela foi a única classificada como "má" pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado (Cetesb) na última semana - a marca foi atingida no domingo. No período, o ar se tornou pior nas dez áreas da cidade em que as medições são feitas. Os efeitos da poluição na saúde são agravados pela baixa umidade do ar, segundo especialistas.

O excesso de ozônio e a dificuldade de dispersão de partículas em um bairro com poucas árvores e localizado ao lado da Radial Leste, uma das vias mais movimentadas da cidade, são algumas das explicações para o que aconteceu na Mooca. O nível de ozônio na região chegou a 203, enquanto o recomendado é que não ultrapasse 101 - o que contribuiu para que a poluição no bairro fosse considerada a pior entre as 40 regiões do Estado com medição da Cetesb, incluindo a região industrial de Cubatão.

Precisamos reconstruir o pulmão de Sampa: árvores são necessárias. Muitas árvores.

Por falar nisso: aquelas árvores que foram retiradas das Marginais foram realmente replantadas? ONDE?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Reações vacinais

Do final dos anos 70 aos dias de hoje, a área da imunização deu um salto de qualidade científica e técnica incomparável na história da humanidade. Para se ter uma ideia, no século passado as grandes descobertas biomédicas (BCG, vacina da poliomielite) tiveram papel fundamental na cura de diversas doenças. Em pouco mais de 30 anos, o Brasil multiplicou o conhecimento nesta área, contemplando uma vasta lista de doenças que foram extintas. Como a varíola, cuja vacinação provocou a extinção do vírus no planeta.
Diversos programas governamentais foram cruciais para que a imunização atingisse um grande número de crianças (e também de adultos) em todo o País. A campanha anual contra a poliomielite, a introdução no calendário das vacinas contra o rotavírus e influenza são exemplos clássicos, mas não únicos.
Há algumas décadas era comum a internação de crianças com diarréia e pneumonia. Hoje, o volume destes casos nas enfermarias pediátricas é muito reduzido, graças à evolução da imunização. Neste período, a vacinação mais do que duplicou e tivemos um aumento de mais de 100% no número de vacinas aplicadas, o que resultou na queda no número de internações hospitalares.
Em pouco mais de 30 anos a imunização no Brasil passou de 20 para 39 vacinas nos dois primeiros anos de vida, sendo que, além destas, ainda se aplicam doses contra influenza, para prevenção de gripe sazonal.
Ainda assim é necessário conscientizar os pais sobre a importância das vacinas. A grande maioria está incluída no programa do SUS e por isso é gratuita. Mas, por outro lado, aos que podem investir um pouco nas vacinas extra calendário, oferecidas pelos serviços privados, lembro que o custo benefício vale a pena. Afinal, prevenir é muito mais barato do que remediar.

Fonte: Dr. Silvio Renan

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Herpes modificado pode ajudar no tratamento do câncer.

Uma versão geneticamente modificada do vírus do herpes pode ser usada no tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, segundo recente estudo do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido. Em testes com 17 pacientes com os linfonodos afetados pelo câncer, os cientistas descobriram que, após injeções do herpes simplex modificado, o vírus se multiplica dentro das células dos tumores e provoca sua morte, sem afetar as células saudáveis, enquanto estimula o sistema imunológico dos pacientes.

Em artigo recentemente publicado na revista científica Clinical Cancer Research, os pesquisadores destacam que apenas quatro doses do vírus geneticamente modificado, aplicado junto com radioterapia e quimioterapia, provocaram o encolhimento do tumor da cabeça e pescoço de 14 pacientes, além de eliminar os resíduos de câncer no linfonodo de quase todos os participantes. E a maioria não apresentou retorno da doença em 29 meses. Os resultados indicaram, ainda, que os efeitos colaterais apresentados foram poucos e, geralmente, de leves a moderados, incluindo febre e fadiga.

Segundo os especialistas, os resultados apoiam outras pesquisas similares, mostrando o potencial de alguns vírus no tratamento de pacientes com câncer. E essas descobertas são importantes neste contexto, visto que cerca de 700 mil pessoas são diagnosticadas todos os anos no mundo com câncer de cabeça e pescoço, sendo que mais de 40% morrem por causa da doença. No entanto, os especialistas destacam que mais estudos são necessários para confirmação: “Este foi um pequeno estudo, então, os resultados devem ser interpretados com cautela”, concluiu o cientista Kevin Harrington.

Fonte: Clinical Cancer Research.

domingo, 22 de agosto de 2010

Estresse diminui chance de gravidez

Foram analisadas 274 mulheres com idades entre 18 e 40 anos; nervosismo reduz chances em 12%

A idade, o hábito de fumar, a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas interferem nas chances de gravidez. Agora, um estudo realizado pela Universidade de Oxford junto com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA sugere que as mulheres mais estressadas também têm menos chances de engravidar.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram 274 mulheres entre 18 e 40 anos que tentavam uma gravidez natural. Eles fizeram um registro diário da menstruação das participantes, assim como estilo de vida e frequência sexual.

No sexto dia do ciclo menstrual, os especialistas coletaram uma amostra de saliva para a análise dos níveis de cortisol e adrenalina, marcadores biológicos para medir o estresse - o cortisol está ligado ao estresse crônico, e a adrenalina é liberada pelo organismo quando a pessoa está em situações ameaçadoras ou perigosas.

O estudo constatou que mulheres com níveis mais elevados de adrenalina tiveram 12% menos chances de engravidar na fase fértil do que aquelas com níveis mais baixos desse hormônio.

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Oxford, apenas os níveis de adrenalina tiveram relação com menores chances de engravidar. A taxa de cortisol não teve efeito sobre a gravidez.

Limitações

Apesar da conclusão, o estudo apresenta limitações, já que não foi controlado e reuniu várias idades em um único grupo, o que pode ter influenciado os resultados obtidos.

Para os pesquisadores, técnicas de relaxamento talvez ajudem algumas mulheres a conseguir engravidar, mas ainda são necessárias mais pesquisas sobre isso.

Sendo assim, mesmo que o estresse possa dificultar a gravidez, não é possível ligá-lo, pelo menos por enquanto, à infertilidade por falta de evidência científica.

sábado, 21 de agosto de 2010

Carnes vermelhas aumentam e as brancas reduzem o risco cardíaco

O consumo de carne vermelha e carne processada - incluindo bacon e salsicha - aumenta bastante os riscos de doença cardíaca entre as mulheres, segundo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. Por outro lado, de acordo com os autores, ingerir alimentos ricos em “proteínas saudáveis” - como peixes, aves, laticínios desnatados e castanhas - pode reduzir os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares.

Publicados na edição de agosto da revista científica Circulation, o estudo com 84 mil mulheres com idades entre 30 e 55 anos indicou que aquelas que comiam duas porções de carnes vermelhas por dia tinham 30% maior risco de desenvolver doença cardíaca coronariana do que aquelas que comiam apenas meia porção diariamente. E esse risco era reduzido em 30% se a carne vermelha fosse substituída por castanhas e nozes; e em 19% e 24% se a escolha fosse por aves e peixes, respectivamente.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Jovens estão ficando surdos!

Um novo estudo do “Journal of the American Medical Association” desta semana relata que um em cinco adolescentes norte-americanos apresentam atualmente perdas auditivas.

Isto significa que ouve uma elevação de 30 por cento do que os estudos apontavam há 15 anos atrás.

Adolescentes com perda auditiva não entendem adequadamente o que se fala. Ainda assim, mantém a exposição auditiva a iPods e outros tocadores de MP3, que são, na verdade, o fator mais importante de causa deste distúrbio.

Quanto sabemos, de fato, a respeito do uso constante de tocadores de música portáteis? Será que existem outros fatores, como, por exemplo, o ruído ambiente das grandes metrópoles, para afetar a audição dos jovens?

Há muito para entender, ainda. Mas uma coisa é certa: o que se vê de jovens conectados em tocadores de músicas caminhando por todos os lugares é algo admirável, nos dias atuais e, mesmo com as advertências escritas nos manuais e nos próprios programas que controlam os aparelhos, as pessoas costumam desrespeitar livremente os chamados “limitadores de volume” que, de certa maneira reduziriam os riscos de surdez para quem use esses aparelhos.

Deveria haver um mecanismo limitador obrigatório em cada aparelho de escutar músicas ou derivados, para poupar o ouvido das pessoas, já que não é hábito respeitar os limites do próprio organismo.

A propósito: o estudo é norte-americano, mas não exclui a população de nenhum país ocidental de características consumistas, afinal, todos estamos expostos às tentações do mundo capitalista, que não é mau. Nós é que costumamos ter atitudes exageradas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Maioria dos brasileiros acredita que frio é causa de gripe e resfriado.

Mais de 80% dos brasileiros acham que o frio causa ou piora gripes e resfriados. Essa é apenas uma das noções erradas disseminadas sobre as doenças respiratórias contagiosas mais comuns.

Tanto a gripe quanto o resfriado são causados apenas por vírus. A maior prevalência no inverno é em razão do aumento da aglomeração de pessoas em locais menos ventilados, facilitando a disseminação do vírus e a contaminação.

Infecção causada pelo vírus Influenza, a gripe pode evoluir para pneumonias e insuficiência respiratória. Em casos mais graves, pode levar à morte.

Isso não acontece nos resfriados, outra doença respiratória contagiosa. A pesquisa também mostrou que a maioria das pessoas não sabe distinguir uma da outra. Aliás, há muitos médicos que também não sabem fazer essa distinção...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres.

Mulheres que bebem cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, segundo sugere um estudo de pesquisadores americanos.

O estudo descobriu que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem.

A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005.

Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.

Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior.

Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.
O estudo, publicado na revista especializada Archives of Dermatology, sugere que a causa do aumento no risco de prsoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.

Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten.

Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.

A psoríase é uma doença crônica de pele caracterizada por escamações com coceira que normalmente aparecem nos joelhos, nos cotovelos e no coro cabeludo, mas que podem também atingir outras áreas do corpo, incluindo a face.

A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Homens que ganham menos que as esposas são mais propensos à traição...

"Os homens que ganham menos que suas mulheres são mais propensos a trai-las, especialmente se forem de origem latina, uma forma que talvez tenham encontrado para restabelecer uma identidade de gênero, já que se sentem ameaçados, revela um estudo divulgado nos Estados Unidos."

Nada como anunciar o preconceito de modo dissimulado! Homens que ganham menos que mulheres... Que referência é essa? Especialmente de origem latina... Caramba! Os nórdicos são santinhos! E "eles se sentem ameaçados..." Não creio que li essa matéria! Quanto preconceito num texto só!

Mas que é divertido, isso é! Só fico imaginando um humilde britânico que depende da esposa para viver, de avental, luvas térmicas, tirando o jantar para a esposa, quando ela chega do trabalho exaustivo. Sim, pois um britânico dependente da esposa não pensa em outra coisa: só em serví-la. Não existe a menor chance de trair sua confiança!

Os americanos (EUA) também são muuuuuito honestos com as esposas. Assim como os britânicos, os italianos, os franceses, os poloneses, os árabes, os indianos, os chineses, enfim, o mundo todo, menos os latinos, particularmente os que dependem das esposas, são honestos.

Bobagens estatísticas...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aulas de canto podem ser benéficas para pessoas com bronquite.

Devido ao fato de exigir controle da respiração e postura, as aulas de canto podem melhorar a qualidade de vida e reduzir a ansiedade de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica - incluindo enfisema pulmonar e bronquite -, segundo estudo britânico publicado na edição deste mês da revista cientifica BMC Pulmonary Medicine.

Avaliando 28 pacientes com doença pulmonar, os pesquisadores notaram que aqueles que participaram de um curso de canto de seis semanas, com aulas duas vezes por semana, apresentaram significativas melhorias nas medidas de qualidade de vida em resposta ao tratamento e nos índices de ansiedade. E essa abordagem não apresentou efeitos adversos para os participantes.

De acordo com os pesquisadores, apesar de não melhorar a contagem única da respiração, o tempo prendendo a respiração, ou a distância de caminhada, as aulas de canto foram associadas a diversos efeitos benéficos, incluindo na sensação física, no bem estar geral e no apoio social desses pacientes. Por isso, os especialistas recomendam essa abordagem como uma terapia complementar ao tratamento convencional das doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

fonte: Blog Boa Saúde

sábado, 14 de agosto de 2010

Estresse pode reduzir as chances de engravidar...

Se você não consegue engravidar, apesar de muitas tentativas, provavelmente, você está precisando relaxar um pouco. Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, indica que o estresse pode reduzir as chances de uma mulher ficar grávida.

Avaliando 274 casais que já estavam tentando engravidar há seis meses, os pesquisadores descobriram que as mulheres que apresentavam maiores níveis de uma enzima associada ao estresse chamada alfa-amilase na saliva tinham 12% menor probabilidade de engravidar.

Publicado na edição de setembro da revista científica Fertility and Sterility, o estudo é o primeiro a sugerir um mecanismo biológico para a noção de que o estresse pode afetar a fertilidade feminina.

E os pesquisadores acreditam que a liberação de compostos chamados catecolaminas em resposta ao estresse, que está associada à secreção da enzima alfa amilase, reduz o fluxo sanguíneo, retardando a passagem dos óvulos fertilizados para o útero - o que ajudaria a explicar a relação entre o estresse e a menor fertilidade feminina.

Isso ainda é um ponto muito especulativo, mas esperamos que esta pesquisa estimule os cientistas que estudam a resposta ao estresse a explorar isso mais cuidadosamente.

Um novo estudo mais longo está sendo finalizado pela equipe de cientistas com o objetivo de avaliar se é a própria dificuldade de engravidar que aumenta os níveis de estresse, ou se o estresse atrapalha a fertilidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dois terços das mulheres sofrem de problemas sexuais.

Quase dois terços das mulheres sofrem algum problema sexual, incluindo falta de libido e de satisfação, segundo estudo publicado na edição de agosto do British Journal of Urology. Avaliando 587 mulheres com idades entre 18 e 95 anos atendidas em uma clínica urológica em Nova Jersey, EUA, os pesquisadores descobriram que 63% das mulheres sofrem de disfunção sexual. E esses problemas parecem aumentar com a idade, a menopausa e o uso de alguns antidepressivos.

Os resultados indicaram que a principal disfunção sexual apresentada pelas mulheres é a falta de desejo sexual (47% dos casos), seguida de problemas com o orgasmo (45%), questões de excitação (40%), falta de satisfação (39%), falta de lubrificação (37%) e dor (36%). E, entre os principais fatores de risco para as disfunções, os especialistas destacam, além da idade avançada, histórico de abuso sexual ou de infecções sexualmente transmissíveis, depressão, menor status socioeconômico, pior saúde física e menor experiência sexual.

A disfunção sexual pode ter um efeito importante na qualidade de vida da mulher. Autoestima, senso de completude e relacionamentos podem ser seriamente e adversamente afetados, tendo um pesado custo emocional. Por isso, é tão importante assegurar que os problemas sejam identificados e tratados sempre que possível. Por exemplo, numerosos tratamentos com hormônios e outras drogas podem beneficiar as mulheres com disfunção sexual.

fonte: blog Boa Saúde

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ocorrem mais infartos no frio.

Períodos de temperaturas mais frias estão relacionados com um aumento no risco de infartos agudos do miocárdio, de acordo com um estudo feito na London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido.

Os pesquisadores verificaram que uma redução em 1º C na temperatura externa em um dia esteve associada com cerca de 200 infartos a mais do que a média anual.

A pesquisa, publicada no British Medical Journal, foi feita a partir da análise de dados de 84 mil pacientes admitidos em hospitais com episódios de infarto entre 2003 e 2006. Os dados foram comparados com temperaturas diárias das regiões em que eles moravam. Foram avaliadas 15 áreas na Inglaterra e no País de Gales.

Os resultados foram ajustados para levar em conta fatores como poluição do ar, episódios de gripe, sazonalidade e tendências de longo prazo. O estudo identificou uma associação da redução em 1º C na temperatura média diária com um aumento cumulativo de 2% no risco de infartos por um período de 28 dias.

O maior risco foi observado em até duas semanas após a exposição a temperatura mais baixa. Segundo os cientistas, o aumento no risco pode parecer pequeno, mas em uma região como o Reino Unido, em que ocorrem cerca de 146 mil infartos por ano, mesmo uma pequena elevação resulta em um impacto significativo.

Pessoas mais velhas, com idades entre 75 e 84 anos, e indivíduos com histórico de doenças cardiovasculares aparentemente estão mais vulneráveis aos efeitos das reduções de temperatura.

Mais estudos são necessários para verificar quais medidas poderiam ser adotadas de modo a evitar o aumento no risco de casos de infarto agudo do miocárdio, tais como aconselhar a população, especialmente os mais idosos, a vestir roupas adequadas às temperaturas mais reduzidas ou manter suas residências aquecidas.

O artigo Short term effects of temperature on risk of myocardial infarction in England and Wales: time series regression analysis of the Myocardial Ischaemia National Audit Project registry (doi:10.1136/bmj.c3823), de Krishnan Bhaskaran e outros, pode ser lido por assinantes do British Medical Journal em www.bmj.com.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nova superbactéria no sul da Ásia e no Reino Unido preocupa cientistas.

Turistas que viajaram ao sul da Ásia com o objetivo de fazer cirurgias estéticas levaram consigo para o Reino Unido um novo tipo de bactéria mutante, resistente a antibióticos, anunciaram nesta quarta-feira (11) cientistas, que temem que o problema se espalhe pelo mundo.

Muitas infecções hospitalares que já eram difíceis de ser tratadas tornaram-se ainda mais resistentes aos medicamentos em consequência de uma enzima descoberta recentemente e que deixa a bactéria muito resistente.

A enzima chamada de NDM-1 foi identificada pela primeira vez ano passado pelo professor Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, em dois tipos de bactéria - Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli (E.coli) - em um paciente sueco internado em um hospital da Índia.

As bactérias NDM-1 são resistentes até ao 'carbapenem', um grupo de antibióticos utilizado como última tentativa em tratamentos de emergência contra bactérias resistentes a muitos remédios.

Os cientistas afirmaram que as bactérias foram introduzidas no Reino Unido por pacientes que viajaram a Índia e Paquistão para fazer cirurgias estéticas.

Se estas infecções continuassem sem o tratamento apropriado, com certeza poderíamos esperar algum tipo de mortalidade. Vai ser muito difícil tratar as infecções nos pacientes com este tipo de bactéria.

No estudo, coordenado pela Universidade Karthikeyan Kumarasamy de Madras, os cientistas tentaram determinar a presença da NDM-1 no sul da Ásia e no Reino Unido.

Examinando pacientes com sintomas suspeitos em hospitais, eles detectaram 44 casos - 1,5% dos pesquisados - em Chennai, e 26 (8% dos pesquisados) em Haryana, cidades da Índia.

Também encontraram a superbactéria em Bangladesh e no Paquistão, assim como 37 casos no Reino Unido, alguns em pacientes que haviam retornado recentemente de cirurgias estéticas na Índia e Paquistão.

"A Índia também é responsável por cirurgias estéticas de outros cidadãos europeus e americanos, e é provável que a NDM-1 se espalhe pelo mundo", afirma o estudo, publicado na na revista médica britânica Lancet.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Teste de respiração pode ser usado para diagnosticar vários tipos de câncer.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Haifa, em Israel, desenvolveram sensores capazes de detectar a presença de tumores no pulmão, nas mamas, no intestino ou na próstata de pacientes ao colher amostras de respiração, segundo artigo publicado nesta terça-feira, 10, no British Journal of Cancer.

Os cientistas acreditam que o desenvolvimento desses sensores pode levar a um "nariz eletrônico" que serviria para um diagnóstico portátil e barato de tumores em estágio inicial.

Para desenvolver esses detectores, os cientistas realizaram testes em 177 voluntários, entre pessoas com vários tipos de câncer e outras saudáveis.

Graças a este estudo, foi constatado que é possível usar sensores para detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais que se manifestam na respiração dos pacientes.

Kuten Abraham, um dos cientistas que conduziram o estudo, explicou que esse "nariz eletrônico" pode servir para diferenciar uma respiração saudável de uma que indica a presença de tumor, e detectar em que lugar do corpo está o câncer.

"Além disso, essa poderia ser uma maneira fácil de acompanhar a eficácia de tratamentos e detectar recaídas", disse Kuten.

No entanto, o especialista alertou que "ainda são necessários estudos em grande escala" para que esses sensores deem lugar a um método de diagnóstico para que complemente os já existentes.

O desenvolvimento de métodos de diagnóstico é muito importante especialmente para tipos de câncer mais comuns - como de pulmão, mama, intestino e próstata -, que muitas vezes só são identificados quando a doença já está bastante desenvolvida e respondem pela maioria das mortes.




Laboratório obtém liminar na Justiça para vender genérico do Lípitor.

Droga para controle do colesterol que tem patente em disputa é uma das mais vendidas do mundo; laboratório EMS espera ter genérico no mínimo 35% mais barato nas farmácias em dez dias, mas ordem judicial pode ser derrubada pela Pfizer antes disso.

O laboratório EMS, maior fabricante nacional de medicamentos, conseguiu na sexta-feira uma decisão judicial que a autoriza a produzir e a vender no Brasil um genérico no mínimo 35% mais barato do Lípitor, droga para redução do colesterol da gigante farmacêutica norte-americana Pfizer e o remédio mais vendido no mundo.

O preço médio da caixa com 30 comprimidos do Lípitor (atorvastatina) nas farmácias brasileiras varia hoje entre R$ 90 e R$ 200, dependendo da concentração, e a EMS já promete colocar sua cópia mais barata nas prateleiras em dez dias. No entanto, como a decisão judicial é uma liminar (despacho anterior ao fim do processo) e pode ser derrubada rapidamente pela Pfizer, não é possível ter certeza de quando realmente o genérico chegará ao consumidor.

Procurada, a Pfizer informou que "só poderá se manifestar após tomar conhecimento do total conteúdo da liminar". A multinacional norte-americana havia anteriormente conseguido, também por via judicial, estender a patente (direito de ser o único fabricante da droga) do Lípitor até 28 de dezembro deste ano, no Brasil e nos EUA.

A primeira patente do medicamento foi depositada nos EUA em 1989. Como sua validade é de 20 anos, a proteção deveria expirar em 2009. A Pfizer conseguiu nos EUA, porém, uma revalidação usando como argumento outra patente depositada mais tarde, estendendo o prazo para dezembro de 2010.

No Brasil, o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) entendeu que o prazo de 2009 deveria ser mantido, mas a Pfizer conseguiu na Justiça que a mesma regra americana fosse aplicada aqui. O INPI recorreu, mas a ação ainda não foi julgada. Na decisão favorável à EMS, porém, o desembargador André Fontes, do Tribunal Regional Federal da 2 ª Região do Rio, disse que a segunda patente é uma "continuação" da original. "Correto, assim, o termo final da vigência da patente fixada pelo INPI", anotou.

Para Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, entidade que congrega o setor, a decisão do desembargador já reflete o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em abril deste ano impôs o fim da patente do Viagra (citrato de sildenafil), contra a disfunção erétil. "É a primeira vez que temos uma decisão nessa fase a nosso favor."

Mercado milionário. Por trás da pressa da EMS para colocar o remédio nas prateleiras está uma disputa pelo mercado estimado em R$ 400 milhões do Lípitor no País, incluindo vendas em farmácias, hospitais e ao governo. Na quarta-feira, o governo de Minas Gerais faz uma licitação para a compra de medicamentos para evitar problemas cardíacos, incluindo a atorvastatina, estimada em R$ 25 milhões - e a EMS pretende participar.

No ano passado, o Lípitor registrou faturamento de US$ 11,4 bilhões no mundo. Para se ter uma ideia da relevância desse produto, o Viagra registrou receita de US$ 1,8 bilhão.

Como os produtos genéricos são rigorosamente iguais, tradicionalmente ganha mercado quem chega antes. A EMS promete lançar dois produtos: a cópia simples do princípio ativo e um genérico com marca. "Até que os concorrentes cheguem, temos tempo para trabalhar nosso medicamento com os cardiologistas", diz Waldir Eschberger Júnior, vice-presidente de mercado da EMS. A empresa já obteve registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para produzir a droga. Outra concorrente nacional, a Biossintética, também já tem o aval.

fonte: Estadão!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fila para quem quer largar fumo em SP é de 3 meses.

Um ano depois de a Lei Antifumo entrar em vigor em São Paulo, completado amanhã, a fila de espera para tratamento contra o tabagismo nos serviços públicos de saúde é de três meses, em média, e ele não está disponível em toda a rede estadual. A obrigação de tratar e medicar fumantes é uma exigência da própria legislação, imposta por uma emenda da Assembleia Legislativa ao texto criado pelo governo.

Na capital paulista, a maior parte dos serviços em que o tratamento está disponível é da Prefeitura. Segundo a coordenadora do Programa de Atenção ao Tabagismo da administração municipal, Darlene Dias da Silva Pinto, a rede paulistana mantém 36 centros de tratamento. Antes da lei, cerca de 800 pacientes eram atendidos por ano nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O balanço do primeiro ano após a nova lei não está fechado, mas deve ficar em torno de 1.500 atendimentos - aumento de 87%.

A Secretaria de Estado da Saúde diz que oferece tratamento gratuito para parar de fumar em parceria com a Prefeitura e com o Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta afirma que esse atendimento está disponível em "cerca de 30" locais e que o Cratod capacita os profissionais que trabalham na Prefeitura. Foram 300 desde que a lei começou a valer.

sábado, 7 de agosto de 2010

Cera e infecções do ouvido

É muito comum as mães se preocuparem com o ouvido de seus filhos recém-nascidos. Nada mais natural. Então, faço duas recomendações:

De cada 10 mães, 10 perguntam-me “Como tirar a cera do ouvido do meu bebê?”. A melhor resposta é: “Não tirando”. A cera do ouvido do bebê (cerume ou cerúmen) tem uma função. Ela contém substâncias que inibem o crescimento de bactérias no local, além de ser um obstáculo físico à entrada de água no canal do ouvido. Qualquer tentativa de retirá-la poderá levar a traumatismos, que poderão ter duras conseqüências e difícil tratamento. A primeira ressalva é sobre o uso do cotonete (que não é indicado nem para adultos), que, no caso dos bebês, tem espessura muito maior que o diâmetro do canal do ouvido. O correto é retirar somente o cerume que já se desprendeu do conduto do ouvido e se encontra solto entre as curvinhas da orelha, e isto pode ser feito com um pano ou com os dedos, sem perigo de machucar o bebê.

Outra questão importante é a otite. Sobretudo no inverno. As infecções no ouvido, segundo dados estatísticos norte-americanos, ocorrem em praticamente toda criança. Considera-se que até os 2 anos de idade toda criança já terá sofrido um ou dois episódios de otite média aguda. Em crianças acometidas por gripes (que são virais), a incidência da otite é de 30%. Essa infecção é mais comum em crianças pequenas porque sua trompa (o tubo que liga o ouvido médio à faringe) é mais alargada e irregular, permitindo a entrada de secreções, o que pode levar direta ou indiretamente a infecção no local. Se seu bebê tem tido crises repetidas de infecção do ouvido, provavelmente o pediatra vai encaminhá-lo para uma avaliação de um otorrinolaringologista – que, por meio de um exame simples e pouco invasivo (a nasofibroscopia), verificará se há alguma alteração que necessite de tratamento mais abrangente.

Há muitos anos nós, pediatras brasileiros, recomendamos empiricamente a lavagem nasal freqüente de bebês e crianças com soro fisiológico. Recentemente, um estudo canadense demonstrou cientificamente que esta é uma maneira simples e eficaz de prevenir a otite em crianças

fonte: Dr. Sylvio Renan

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Placebo

Você já ouviu falar em medicação placebo?. Provavelmente sim e eventualmente pode até ter sido tratada com uma. Melhor ainda, pode ter sido beneficiada de tê-la utilizado. Se você não ouviu falar, vai aí a explicação. A palavra placebo existe desde o final do século 18 e se refere à uma droga ou tratamento inócuo que objetiva a melhora clínica do paciente. Em tese um remédio ou tratamento sem efeito. Mas que paradoxalmente pode surtir efeito positivo para o doente, que em muitos casos não tem outra opção mais adequada de tratamento.

Parece esquisito e muitos devem estar pensando que neste caso é melhor ou, pelo menos, mais ético, não dar nada para o paciente. Mas o fato é que existem muitas evidências de que o efeito placebo funciona. Pois bem, um dos mais importantes periódicos científicos do mundo, o Lancet, acaba de publicar um artigo que vai esclarecer a questão. Para os autores a ação do placebo não é explicada apenas pela regressão espontânea dos sintomas ou problemas metodológicos dos estudos em que a medicação foi empregada. O efeito placebo deve-se sim a dois mecanismos: psicológicos e neurobiológicos.

Quanto aos psicológicos, a ação decorre da expectativa de melhora e condicionamento do próprio paciente. Ambos determinam inconscientemente mudanças fisiológicas como secreção de hormônios e respostas de defesa imunológica. Quanto aos mecanismos neurobiológicos, admite-se, por exemplo, que a propriedade analgésica do placebo decorre da liberação de substâncias chamada opioides endógenos. Mas eles também estão envolvidos com liberação de neurotransmissores e neuromoduladores. Para concluir os autores vão mais longe e afirmam que estes mecanismos podem interagir com o tratamento medicamentoso, mesmo nos casos onde não se utiliza nenhuma droga placebo, já que em dadas situações clínicas e de relacionamento médico-paciente, o efeito placebo pode ativar os mesmos mecanismos.

Ou seja, parte importante da explicação do efeito placebo está na velha e conhecida relação médico-paciente. E neste caso é importante que o médico também acredite no que está prescrevendo. Mas convenhamos isso não deveria ser uma grande novidade. (Finniss et al. Biological, clinical and ethical advances of placebo effects. Lancet, 375:686-694,2010)



Escrito por Dr. Alexandre Faisal

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pensar em Deus diminui a ansiedade quando se comete erros.

Estudo publicado na revista "Psychological Science" mostra que pensar em Deus reduz o estresse que as pessoas vivenciam ao cometer erros. As informações são do "EurekAlert!".

Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais em uma situação específica - a reação das pessoas ao saber que cometeram erros em um teste. Aqueles que foram preparados com pensamentos religiosos tiveram uma resposta menos proeminente do que aqueles que os que não receberam.

"Cerca de 85% da humanidade têm algum tipo de crença religiosa", afirma Michael Inzlicht, que conduziu o estudo ao lado de Alexa Tullett. Ambos são da Universidade de Toronto Scarborough.

Os pesquisadores mostraram que, quando as pessoas pensam em religião e em Deus, o cérebro delas responde de uma forma diferente - elas reagem com menos sofrimento e ansiedade após cometerem erros.

Antes de passar por um teste de computador com alto índice de erros, parte dos participantes tinha escrito sobre religião, ou completado um jogo de palavras-cruzadas com termos relacionados a Deus. Os exames mostraram que a atividade cerebral desses voluntários era reduzida no córtex cingulado anterior, área associada à excitação e que gera um alerta quando as coisas dão errado.

Ateus

O curioso é que ateus reagiram de forma diferente: quando eram estimulados a pensar em assuntos relacionados a Deus, a atividade do córtex cingulado anterior deles aumentava. Os pesquisadores sugerem que, para pessoas religiosas, pensar em Deus pode fornecer uma maneira de ordenar o mundo e explicar eventos aparentemente aleatórios, o que reduz a angústia. Em contrapartida, para os ateus, os pensamentos sobre Deus podem contradizer o sistema de significados abraçado por eles e, assim, causar-lhes ainda mais sofrimento.

"Pensar em religião traz calma quando se está em um incêndio e torna as pessoas menos angustiadas ao cometerem um erro", diz Inzlicht. Segundo ele, há evidência de que pessoas religiosas vivem mais tempo e tendem a ser mais felize e saudáveis, mas ainda faltam conclusões mais precisas.

Os ateus, no entanto, não devem se desesperar. Os pesquisadores acreditam que a redução do sofrimento pode ocorrer não apenas quando se pensa na religão, mas quando se fornece qualquer tipo de estrutura para compreender o mundo. Portanto, os ateus poderiam ter se saído melhor no estudo se tivessem sido estimulados a pensar em suas próprias crenças antes de fazer o teste.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Leite de vacas clonadas não traz riscos à saúde

Após denúncia de que leite de descendentes de vacas clonadas estaria à venda em supermercados do Reino Unido, a Comissão Europeia (CE) afirmou nesta terça-feira (3) que tanto o leite, quanto a carne destes animais não trazem riscos à saúde humana.

A FSA (Food Standards Agency), agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido, destaca que apesar de não haver evidências de que estes produtos causem danos à saúde, eles são considerados novos alimentos e precisam de autorização para serem vendidos. Em toda a UE está proibida a distribuição de derivados de animais modificados geneticamente, salvo autorização especial.

Durante a investigação, a FSA encontrou dois touros nascidos no Reino Unido a partir de embriões colhidos de uma vaca clonada nos EUA.

Após denúncia de que leite de descendentes de vacas clonadas estaria à venda em supermercados do Reino Unido, a Comissão Europeia (CE) afirmou nesta terça-feira (3) que tanto o leite, quanto a carne destes animais não trazem riscos à saúde humana.

A FSA (Food Standards Agency), agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido, destaca que apesar de não haver evidências de que estes produtos causem danos à saúde, eles são considerados novos alimentos e precisam de autorização para serem vendidos. Em toda a UE está proibida a distribuição de derivados de animais modificados geneticamente, salvo autorização especial.

Durante a investigação, a FSA encontrou dois touros nascidos no Reino Unido a partir de embriões colhidos de uma vaca clonada nos EUA.

Ambos já foram abatidos e acredita-se que a carne do primeiro, morto em 2009, tenha entrado na cadeia alimentar do país. Já a carne do segundo animal, morto em julho de 2010, foi impedida de ser vendida.

Agora a agência está investigando as vacas descendentes destes touros que fariam parte da produção de leite do país. Foi encontrada uma vaca, mas seu leite não teria entrado no mercado. A fazenda proprietária do animal está sendo analisada.

Os produtores de leite a partir de clones ou seus descendentes devem submeter amostras para aprovação do FSA do novo alimento para que ele possa ser colocado no mercado. A multa por não ter cumprido o regulamento de até 5.000 libras.

Como se vê, estamos ingerindo mais alimentos geneticamente manipulados do que pode imaginar nossa vã imaginação...

*Com informações da EFE

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Adolescentes brasileiros estão acima dos padrões internacionais de peso saudável.

Uma pesquisa realizada com 8.020 adolescentes entre 10 e 15 anos, estudantes de 43 escolas públicas e privadas de cinco regiões da cidade de São Paulo, identificou que eles estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima dos parâmetros internacionais, de acordo com a idade e sexo, e que os meninos estão mais obesos que as meninas.

O estudo apontou que, no total, 25,56% dos adolescentes estão com sobrepeso ou obesidade, sendo que a prevalência desse quadro em escolas públicas é de 23,13%, enquanto nas escolas particulares chega a 33,2%.

Segundo as pesquisas do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a obesidade atinge uma população cada vez mais jovem, e é grande o número de adolescentes brasileiros com IMC acima de 25 (entre 25 e 30, é considerado sobrepeso e, a partir de 30, já se atingiu um nível de obesidade).

No total, 9,89% dos alunos entrevistados são obesos; 15,67% apresentam sobrepeso; e 2,77% estão abaixo dos parâmetros ideais. Levando em conta que tanto sobrepeso e obesidade quanto um nível abaixo do saudável são desvios nutricionais, foi possível concluir que 28,33% dos adolescentes apresentam algum tipo de problema.

Entre os meninos, 27,80% são obesos ou estão com sobrepeso. No universo das escolas particulares, 21% deles apresentam sobrepeso e 18% já estão obesos. Esses índices caem um pouco quando é analisado o grupo das escolas públicas, no qual 14% dos meninos estão com sobrepeso e 10% com obesidade.

A vida moderna e o sedentarismo criaram hábitos alimentares que causam esses resultados. Hoje o estudante vai para a escola com dinheiro, e as lanchonetes oferecem uma quantidade enorme de frituras, refrigerantes e outros alimentos calóricos. O adolescente está sempre com um refrigerante ou um salgadinho na mão.

Mesmo em casa, a falta de tempo e a praticidade dos congelados e semiprontos, além de consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, favorecem que a alimentação das famílias seja desequilibrada.

A obesidade atinge também 8,12% das meninas avaliadas, que somadas às 15,57% com sobrepeso representam 23,69% da população feminina da pesquisa. Quando separadas por grupos, nas escolas particulares 20% delas têm sobrepeso e 8% são obesas. Nas instituições públicas de ensino, 15% estão com sobrepeso e 8% com obesidade.

Os dados foram coletados entre 2003 e 2004, comparados com padrões internacionais e publicados em 2010. O grupo foi avaliado de acordo com seu estado nutricional, levantamento de dados antropométricos - como relação de medidas entre cintura e quadril e circunferência dos braços -, peso e questionário sobre hábitos alimentares e sedentarismo.

A próxima etapa do trabalho será iniciada neste mês, quando o subgrupo dos mesmos adolescentes que apresentaram sobrepeso e obesidade voltarão a ser analisados. O acompanhamento incluirá um estudo longitudinal dessa população e contará com levantamento de histórico familiar de saúde, do período de amamentação e alimentação na primeira infância, além da aplicação de exames bioquímicos (como colesterol, triglicérides, insulina, glicemia e pressão arterial). O objetivo é apontar a evolução dos quadros desses adolescentes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vírus da hepatite E é detectado pela primeira vez no país.

O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, conseguiu detectar pela primeira vez a presença do vírus da hepatite E em um paciente brasileiro.

Até então, a confirmação da doença era feita pela testagem da presença de anticorpos específicos contra ela - de 1999 a 2009, foram 810 testes sorológicos positivos no país, segundo o governo.

Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a novidade permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil.

A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão no país esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada.

Quando comparamos [geneticamente] as amostras do paciente e do animal, vimos que são relacionadas.

Na Ásia e na África, regiões em que a hepatite E é endêmica, o contágio se dá através de consumo de água e alimentos contaminados com fezes - mesma forma de transmissão da hepatite A.

Já no caso das hepatites B, C e D, a transmissão ocorre pelo contato com sangue e outros fluidos corporais de pacientes infectados.

Com tantas possibilidades, alguns episódios da doença acabam não tendo suas causas reveladas.

Os pesquisadores partiram então para a comparação com vírus que já tinham sido encontrados em suínos criados no Estado, seguindo a linha de estudos internacionais que já traçaram essa relação. Os resultados confirmaram a possibilidade.

O Ministério da Saúde disse que a detecção do vírus não altera a política de enfrentamento da doença. O ministério já desenvolve ações para a hepatite A, que são eficientes contra a hepatite E, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa.