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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Albinismo





O albinismo (acromia, acromasia ou acromatose) é um distúrbio congênito caracterizado pela ausência parcial ou total de melanina na pele, cabelos e olhos, conferindo a essas estruturas uma coloração excessivamente esbranquiçada. Se faltar pigmentação à pele, ela fica mais suscetível a queimaduras solares e ao câncer de pele. Quando afeta os olhos, o albinismo é associado a um número de defeitos de visão, como fotofobia, nistagmo e/ou estrabismo. Ele afeta por igual os homens e mulheres e também pode aparecer nos animais não humanos e nos vegetais, em que faltem alguns compostos corantes, como o caroteno.

Ele pode ser oculocutâneo, se todo o corpo for afetado; ocular, se afetar somente os olhos; parcial, se faltar melanina apenas em algumas partes do corpo, mas não em outras.

Normalmente, o organismo transforma a tirosina em melanina, pela ação de uma enzima, a tirosinase. Nos indivíduos que sofrem de albinismo este caminho metabólico está alterado. O albinismo é uma condição genética, hereditária, condicionado por um gene recessivo. Por isso, ele não aparece em todas as gerações.

As pessoas albinas têm muito pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele, cabelos, sobrancelhas e pestanas, despigmentação que não se modifica com a idade. Os albinos apresentam dificuldades para enxergar em lugares claros e podem facilmente sofrer queimaduras por radiação solar e desenvolver câncer de pele, porque a melanina não só dá cor, mas também proteção à pele, cabelos e íris dos olhos. Sem ela, o corpo fica mais vulnerável aos efeitos das temperaturas e das radiações solares.

Normalmente, o diagnóstico de albinismo baseia-se na aparência da pele, cabelo e olhos, mas os testes genéticos são a forma mais precisa de diagnosticar o albinismo. Um electroretinograma ajuda a detectar eventuais problemas de visão associados ao albinismo. O exame de potenciais evocados visuais pode ser muito útil, no caso de uma suspeita ainda inconclusiva.

Não existe como suplementar a melanina que falta às pessoas albinas ou induzir o organismo a produzi-la. Não há como corrigir a descoloração da pele e dos olhos. Os tratamentos visam minorar os efeitos das complicações decorrentes do albinismo.

Não há como prevenir o albinismo, mas é possível minorar ou mesmo evitar seus efeitos. As pessoas com albinismo devem adotar proteções especiais contra o sol. Isso não significa deixar completamente de tomar algum o sol, mas expor-se à luz solar com precauções. As pessoas albinas podem, por exemplo, frequentar a praia, desde que adotem certos cuidados, como menor tempo de exposição, horários adequados, protetores solares, etc. Caso não façam uma proteção adequada, os albinos têm grandes chances de desenvolverem lesões e câncer de pele.

Os problemas de visão, embora não possam ser totalmente corrigidos, podem ser minorados com óculos ou lentes, que corrijam a miopia, a hipermetropia ou o astigmatismo que por ventura existam, ou óculos escuros que aliviam os incômodos da fotofobia e protegem a retina. O estrabismo pode ser tratado com o uso de tampões ou de cirurgia.

Sendo devido a uma combinação de genes recessivos, o albinismo não se manifesta em todas as gerações.

A despigmentação verificada inicialmente permanece estável, não evoluindo ou regredindo, posteriormente.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Divulgação: Programa Eu Cuido






Conheça o Programa Eu Cuido, o programa de suporte ao tratamento da Leucemia Mieloide Crônica, para os profissionais de saúde e pacientes



O que é o Programa Eu Cuido?

É um portal de informações dedicado exclusivamente a Leucemia Mieloide Crônica, com ênfase na adesão ao tratamento escolhido pela equipe médica assistente, apoiado pela BMS.

Como acessar o Programa Eu Cuido?

Acesse o site Eu Cuido em www.programaeucuido.com.br
Na página inicial escolha a opção de acordo com o seu perfil (médicos, farmacêuticos, enfermeiros e outros profissionais, além de pacientes, cuidadores e familiares). Siga o passo a passo para o seu cadastramento.

Conteúdos

• Profissionais de saúde: vídeo aulas científicas, artigos comentados, materiais para download.

• Para pacientes, cuidadores e familiares: vídeos depoimentos de profissionais atuantes na área, matérias de bem estar e suporte ao tratamento, material para download.

Tratamento psicológico pode auxiliar pessoas com problemas de pele!




Pessoas que sofrem com problemas de pele, como a psoríase ou a dermatite atópica, podem se beneficiar de intervenções psicológicas. Pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, realizaram uma meta-análise de 22 estudos envolvendo mais de 900 participantes.

Foram selecionados quatro tipos de intervenção para análise: reversão de hábito, terapia comportamental cognitiva, redução excitação e técnicas combinadas. A reversão de hábito teve o maior efeito, seguido de terapia cognitivo-comportamental, redução de excitação e técnicas combinadas.

O estudo foi publicado no British Journal of Dermatology.

Dermatite atópica (ou eczema atópico) é um processo inflamatório crônico da pele caracterizado por lesões avermelhadas, que coçam muito e, às vezes, descamam. Geralmente, elas se localizam na face das crianças pequenas e nas dobras do joelho e cotovelo das crianças maiores e dos adultos. A dermatite atópica pode estar associada a outras atopias, como bronquite, asma e rinite, por exemplo.

Ainda não se conhecem as possíveis causas da dermatite atópica, mas há evidências de que predisposição genética e histórico familiar de atopias influenciam o aparecimento da enfermidade.

Sabe-se, também, que alguns fatores de risco funcionam como gatilho das crises. Entre eles destacam-se: substâncias irritantes (poeira domiciliar, conservantes, produtos de limpeza e usados na lavagem das roupas), tecidos de lã e sintéticos, frio intenso, ambientes secos, calor e transpiração, estresse emocional.

Sintomas

* coceira, que piora com a transpiração;

* lesões avermelhadas que podem apresentar vesículas e escoriações e funcionam como porta de entrada para bactérias.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta a coceira, a localização das lesões, a história familiar e a associação com outras atopias.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Transplante renal





Os rins recebem sangue arterial diretamente do coração e depois que o purificam das substâncias nocivas ao organismo, como a amônia, a ureia, o ácido úrico e outras, o devolvem pelas veias renais, enquanto a urina filtrada desce pelos ureteres, rumo à bexiga.

Além desse papel de “filtro”, os rins têm um papel ativo, secretando substâncias importantes para o organismo. Quando o processo de filtragem falha por algum motivo, a pessoa entra em insuficiência renal, que pode tornar-se crônica e que, ao atingir determinados limites, passa a exigir diálise ou transplante renal como solução para purificar o sangue.

O transplante renal é a substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador vivo ou cadavérico e é o tratamento de escolha para os pacientes com doença renal terminal ou para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, sendo o recurso mais próximo dos rins normais.

É necessário que o sangue e os tecidos do doador (vivo ou não) sejam compatíveis com os do receptor. Em geral os transplantes de rim de doadores vivos são mais bem-sucedidos do que aqueles de doadores falecidos. O doador que fica com apenas um dos rins não sofre qualquer desvantagem funcional, porque um só rim é suficiente para dar conta das necessidades orgânicas. Há pessoas que nascem com um único rim e que só descobrem isso num exame ocasional, ou nem mesmo chegam a descobrir. As pessoas que doam um dos rins, em geral vivem tanto quanto aquelas que conservam os dois rins.

Infelizmente, há menos doadores de rins do que pessoas necessitando de um transplante e, por isso, há uma Lista Única Nacional de espera. Não é simplesmente uma lista em que quem chega primeiro tem preferência, mas são levadas em conta as situações de emergência de cada caso.

Quais são os requisitos para ser um doador de rim?

• O rim pode ser transplantado de um doador vivo ou em morte cerebral.

• Ser compatível com o receptor, o que exige testes médicos exaustivos.

• Ser ou ter sido pessoa sadia e ter um rim igualmente sadio.

• O bom estado do órgão a ser doado é mais importante do que a idade do doador.

• De preferência, ser pessoa que esteja na faixa etária entre 30 e 70 anos.

• O doador deve ficar com o órgão que está em melhor estado.

• Em caso de morte cerebral, deve-se preferir o rim em melhores condições para o transplante.

Quais são os requisitos para poder receber um rim doado?

• Estar cadastrado na Lista Única Nacional de espera.

• Ser pessoa que possa suportar uma cirurgia de 4 a 6 horas de duração.

• Não ter lesões ou sequelas como cirrose, câncer ou acidentes vasculares.

• Ser pessoa que não tenha focos ativos de infecções.

• Ser pessoa que não tenha problemas imunológicos.

Como é o transplante e a rejeição?

Apesar do uso de medicamentos supressores, costumam haver episódios de rejeição após a cirurgia. A rejeição pode levar à retenção de líquidos e ao consequente aumento de peso, febre, dor e inflamação na região do transplante, por vezes levando o transplante a fracassar. Na maioria das vezes, os episódios de rejeição ocorrem num prazo de 3 a 4 meses depois do transplante. Em geral, as probabilidades de sucesso com o transplante de um novo rim são quase tão elevadas quanto com o primeiro transplante.

Esteja atento a possíveis sinais de rejeição e os comunique prontamente a seu médico, mas saiba que esses sintomas nem sempre significam rejeição:

• Dor ou inchaço do rim transplantado.

• Febre.

• Diminuição da urina.

• Ganho rápido de peso (devido à acumulação de líquido).

• Edema de pálpebras, mãos ou pés.

• Dor ao urinar.

• Urina fétida ou sanguinolenta.

• Aumento na pressão arterial sanguínea.

• Tosse ou falta de ar.

• Perda da sensação de bem-estar.

Quais são as complicações mais frequentes dos transplantes renais?

Dentro da categoria geral dos transplantes de órgãos, os transplantes de rins são dos mais simples. No entanto, ele também é passível de complicações, cirúrgicas (tromboses ou estenoses vasculares, fístulas e obstruções urinárias, ruptura das suturas, hematomas, linfocele, etc) ou não cirúrgicas (inflamações, infecções, abscessos, etc). A maioria dessas complicações pode ser identificada pela ultrassonografia ou pelo Doppler, um método muito eficiente para detecção de alterações vasculares. As complicações funcionais mais importantes são a rejeição hiperaguda, aguda ou crônica e a isquemia perioperatória.

Como evoluem os transplantes renais?

• Os transplantes só são recomendados a pessoas que tenham uma expectativa de vida de pelo menos 10 anos.

• A sobrevida do enxerto no primeiro ano é superior a 88 % e ele tem uma vida média de cerca de 15 anos.

• Na rejeição crônica existe uma deterioração lenta e progressiva da função renal.

• A causa mais frequente de morbidade e mortalidade (70 a 80%) são as infecções, facilitadas pelo período de máxima supressão imunológica, do segundo ao sexto mês após o transplante.

• Os rins transplantados funcionam, por vezes, mais de 30 anos e as pessoas com rins transplantados levam habitualmente uma vida normal e ativa.

• Quais são os cuidados especiais que devem ser observados pelos transplantados renais?

• Durante os primeiros 15 a 20 dias devem ser feitos exames clínicos e laboratoriais para diagnosticar e prevenir as rejeições.

• Após a alta, o transplantado deve fazer exames clínicos e laboratoriais semanalmente, por 30 dias. Após isso, duas vezes por mês, durante três meses.

• O maior número (75%) de rejeições e complicações infecciosas ocorre nos três primeiros meses, por isso os cuidados devem ser maiores nesse período. Depois do terceiro mês, os exames podem passar a ser mensais, durante seis meses, e o controle pode ir se espaçando conforme a evolução clínica e o estado do paciente.

• Nunca interromper ou modificar a medicação. A rejeição pode ocorrer a qualquer momento, mesmo após muitos anos.

• Segundo a revista portuguesa de enfermagem “SINAIS VITAIS”, os seguintes cuidados adicionais são ainda recomendados:

• Hábitos saudáveis de vida: devem incluir uma dieta alimentar adequada, a prática de exercícios físicos controlados e o reforço das medidas de higiene para que se evitem as infecções devido à imunossupressão.

• Planejamento da terapêutica e das consultas: o doente deve conhecer os nomes, as dosagens e os efeitos secundários de suas medicações, podendo informá-los a outros médicos que precise consultar, dando especial atenção à imunossupressão.

• Programa de vigilância continuada: visa fornecer ao paciente alguns sinais de alerta que requerem atenção imediata, tais como:

o Diminuição do débito urinário.

o Febre.

o Aumento súbito de peso.

o Hipertensão arterial.

o Edema.

o Dor ou sensibilidade exacerbada sobre o enxerto.

Esses fatores devem ser comunicados rapidamente ao médico.

Recursos disponíveis de assistência: estes doentes devem dispor de contatos permanentes com o serviço que tenha realizado o transplante ou com outros serviços especializados, para qualquer esclarecimento imediato.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Leucodistrofia Metacromática




A Leucodistrofia Metacromática (LDM), também conhecida como Sulfatidose, é uma doença genética causada por problemas no metabolismo da mielina, uma espécie de gordura que forma o revestimento protetor da maioria das células nervosas. Essa “capa” permite que estímulos elétricos sejam trocados entre as células. Por isso, danos neste revestimento interrompem a passagem do estímulo elétrico, o que leva ao surgimento de sinais e sintomas neurológicos no paciente.

Os problemas de metabolismo nas células nervosas são causados por falta da enzima arilsulfatase A ou, de forma mais rara, pela deficiência da proteína ativadora SAP 1.

Na falta de arilsulfatase A, ocorre o acúmulo de substâncias celulares no cérebro e nos nervos periféricos e, em menores quantidades, nos rins, vesícula biliar e órgãos viscerais.

Na maioria dos casos, a doença se manifesta ao redor dos dois anos de idade, mas também pode surgir aos três anos, por volta dos quinze e ainda em adultos. A doença pode ser classificada em tipo infantil, tipo juvenil e tipo adulto.

Um reduzido número de pacientes pode apresentar a doença por deficiência da proteína ativadora SAP 1, sendo que nestes casos, a atividade da enzima arilsulfatase A, cuja ausência causa a maioria dos casos da doença, é normal.

Podem ocorrer níveis baixos de atividade da enzima arilsulfatase em indivíduos clinicamente normais. Estes indivíduos não apresentam depósito de substâncias no cérebro e são considerados “pseudo-deficientes”.

A forma infantil da LDM é a mais freqüente e representa de 60% a 70% dos casos. A doença geralmente surge ao redor dos dois anos de idade e tem como principal sinal a dificuldade da criança para caminhar ou para permanecer em pé. Neste período inicial, os membros inferiores podem apresentar também alterações de tônus e de reflexos. Com o progresso da doença, ocorrem a incapacidade de ficar em pé ou sentar, perda do controle do sustento da cabeça, redução do tônus muscular, alteração motora involuntária, tremores em movimentos intencionais, dificuldade de articular a fala, dificuldade de engolir, choro constante, cegueira, convulsões e regressão neurológica. Nos estágios finais, o paciente apresenta rigidez, postura anormal, espasmos e choro. A sobrevida média fica ao redor de três a sete anos.

A forma juvenil e adulta da LDM também apresenta alterações de marcha, mas o comprometimento mental e comportamental tem uma importância maior no quadro clínico do paciente.

O diagnóstico laboratorial é feito pela determinação da eliminação de substâncias celulares na urina, pela medição da atividade da enzima arilsulfatase A em células de defesa do organismo, como os leucócitos ou em células da derme, a segunda camada de pele, os fibroblastos, e por análise molecular. Também devem ser consideradas alterações em exames eletrofisiológicos e de imagem cerebral.

Atualmente, não há um tratamento específico e curativo para os pacientes com esta doença. São indicadas medidas de suporte visando o controle das complicações e um adequado aporte nutricional. O transplante de medula óssea, se realizado precocemente ou ainda quando a criança é pré-sintomática, pode retardar o progresso da doença. Na Europa e nos Estados Unidos estão sendo realizados ensaios clínicos com terapia de reposição enzimática, mas seus resultados ainda não foram totalmente divulgados.

Graças a uma nova terapia gênica (Tiget), desenvolvida no Hospital San Raffaele de Milão, voltado ao tratamento de doenças raras, hoje é possível ter alguma esperança para a cura da doença, desde que o paciente ainda não tenha manifestado os sintomas da doença.

É necessário retirar a medula óssea do paciente, na qual são conservadas a células-tronco do sangue e expor estas últimas à ação de um lentivírus (que transporta no próprio genoma a forma sadia do gene ARSA). Os vírus têm de fato capacidade de infectar as células com as quais entram em contato , integrando o próprio genoma como "hóspede". Se o vírus for patogênico, isto é, potencial causador de doença, poderá levar ao desenvolvimento dela. Nos casos dos lentivírus usados na terapia gênica a infecção só tem efeitos benéficos: a cópia sadia do gene começa a produzir a enzima ausente e as células-tronco modificadas por esse processo cedem lugar a células "filhas" portadoras da cópia - o que, pelo menos teoricamente, torna o tratamento definitivo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ejaculação precoce





O site Ansiedade.Com tem artigo sério e didático sobre a EP, incluindo comentários sobre seu tratamento. Veja um trecho:

"O uso de ansiolíticos e de antidepressivos costumam ser muito úteis nestes casos. Existem inclusive antidepressivos que podem ser prescritos especificamente para problemas de ejaculação precoce A dessensibilização através de condicionamento é uma espécie de treino que o casal deve fazer para diminuir a hiper reatividade.

A parceira estimula o pênis até o homem dizer que sente que a ejaculação está chegando, ai ela para de estimular, espera as coisas acalmarem e depois inicia novamente. O sexo oral e a manipulação do pênis são essenciais neste método que exige paciência e a colaboração da parceira.

Segundo, a ansiedade do homem de impressionar sexualmente a mulher. Todos sabemos que vivemos em uma cultura machista, onde o homem tem a obrigação moral de ter um bom desempenho sexual, que ele deve manter o pênis ereto e satisfazer a mulher total e completamente.

Quanto maior a ansiedade do homem de impressionar a mulher, quanto mais ele valorizar emocionalmente o ato sexual e da conquista, maior a possibilidade de ter ejaculação precoce, ou seja, quanto mais quiser dar uma de gostosão, maior a sua chance de fracassar.

Esta é uma ocorrência muito comum entre os machões e homens que gostam de contar proezas sexuais. É fácil de entender, quanto mais ele se gaba, maior a sua responsabilidade ao ter um novo encontro sexual, afinal é sua fama e prestígio que estão em jogo, e com isto a sua ansiedade sobe, e você já sabe, quanto mais a ansiedade sobe, mais rápido o pênis desce.

Neste tipo de caso, o homem precisara mudar a sua postura de vida e se tornar uma pessoa mais humilde e menos gabola.

Veja em Ansiedade.Com

sábado, 25 de agosto de 2012

Dormir pouco aumenta o peso?




Muitas pessoas acreditam que as pessoas obesas são dorminhocas, mas os estudos têm revelado que na verdade as pessoas que têm seu peso em elevação, ou mesmo os obesos, apresentam insônia ou dificuldades para dormir em graus variados.

A falta de repouso noturno eficiente é um fator real para dificultar o emagrecimento e mesmo causador de obesidade.

Quais os mecanismos biológicos da relação entre os dois fatores?

Uma pesquisa efetuada na Universidade de Chicago em 2004 (oito anos atrás!) fez um experimento simples com um grupo de rapazes, pedindo a eles que dormissem por duas noites apenas quatro horas, enquanto um outro grupo poderia dormir por até nove horas.

Em seguida os pesquisadores fizeram avaliações bioquímicas em todos os voluntários com o objetivo de avaliar valores sanguíneos e constataram que a falta de sono faz aumentar em cerca de trinta por cento o índice de um hormônio chamado grelina, produzido principalmente no estômago e que é responsável pela sensação de fome.

Seriam, então, as poucas horas de sono responsáveis pela elevação do apetite?

Uma pesquisa feita em 2011, por um grupo de cientistas do Canadá descobriu que quem sentia sono consumia em média trezentas calorias a mais ao dia do que as pessoas que estavam descansadas. Além disso, quem dormia menos consumia trinta por cento a mais de gorduras saturadas, que são nocivas para a saúde.

Além dos hábitos alimentares, obviamente, a atividade fisica também influencia o peso.

Pesando nisso, um grupo de pesquisadores na Universidade de Lubëck, na Alemanha, registrou a intensidade de atividade física de alguns voluntários após o sono noturno, longo ou breve, usando acelerômetros, que registravam toda a atividade diária e não apenas o exercício físico propriamente dito.

As medições constataram que a pessoas com falta de sono tinham menor movimentação durante o dia, o que leva a pensar que a falta de sono leva à "preguiça" e ao menor consumo de calorias durante o dia de atividades.

Quando os participantes submetidos ao teste ficavam em pé a noite toda, emitiam menos calor corpóreo durante o dia, indício de que o organismo tende a preservar as energias após o estresse da noite.

Dormir pouco também altera a taxa glicêmica.

Pesquisadores pediram a alguns rapazes que dormissem apenas quatro horas por seis noites seguidas e nas seis noites seguintes poderiam dormir doze horas. No quinto dia de cada período foram realizados testes no qual os rapazes receberam uma solução açucarada.

Após a elevação importante da glicemia (índice de glicose no sangue), os níveis voltaram a diminuir aos poucos. Os pesquisadores perceberam que os valores de glicemia desciam mais lentamente após as poucas horas de sono. Qual a razão? O organismo produz menos insulina, hormônio que tem a tarefa de concentrar no fígado, nos músculos e tecido adiposo a glicose presente no sangue.

Além disso, as células não reagiam mais com a mesma sensibilidade à insulina, caindo de modo intenso.

Este fato, de o sono influir na glicemia, já havia sido demonstrado em um estudo realizado nos Estados Unidos, no qual foram examinadas em trinta anos, cerca de setenta mil enfermeiras. A diminuição da quantidade e da qualidade do sono aumentava o risco de ficarem doentes e de se tornarem diabéticas em mais de cinquenta por cento.

Para o equilíbrio energético do organismo o elemento decisivo é a qualidade do sono. Durante a fase profunda, que se instala nas primeiras horas da noite, o organismo produz muitos hormônios que agem sobre o metabolismo dos açúcares.

Em 2008 um grupo de estudiosos afirmou que a alteração deste sono (chamado delta) pode desorganizar o mecanismo de controle dos açúcares do sangue.

Durante o repouso noturno o cérebro supre a própria necessidade energética recorrendo quase que exclusivamente aos açucares, embora essas substâncias constituam apenas dois por cento da massa corpórea e o consumo cerebral de glicose e oxigênio corresponde a vinte por cento do total.

Assim, podemos entender que os principais fatores de risco que podem comprometer o equilíbrio orgânico são a redução e a alteração da fase de sono profundo, visto que nesse período o organismo se esforça para garantir o máximo de energia para determinadas regiões cerebrais.

Talvez seja justamente essa a razão pela qual a insônia crônica e excesso de peso guardam tanta relação entre si.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aula de música beneficiam crianças mesmo após o abandono da prática






Crianças que fazem aulas de música durante a infância podem colher benefícios do aprendizado mesmo anos depois de abandonarem a prática.

De acordo com uma nova pesquisa, apenas alguns anos de treinamento musical na infância podem melhorar a forma como o cérebro processa sons na vida adulta, ajudando a pessoa a desenvolver melhores habilidades auditivas e de aprendizado.

“Baseado no que nós já sabemos sobre as formas como a música ajuda na formação do cérebro, o estudo sugere que sessões curtas de aula de música podem melhorar a audição e o aprendizado durante toda a vida”, explica a pesquisadora Nina Kraus, da Universidade Northwestern. Pesquisas anteriores desenvolvidas por Kraus também mostram que “alguns anos de aulas de música também fornecem vantagens para a forma como a pessoa percebe e aborda sons em situações cotidianas de comunicação, como restaurantes barulhentos ou o uso do transporte público”, completa a cientista.

O estudo foi publicado no periódico Neuroscience.

Pterígio





O pterígio, termo originário do grego (pterygion= asinha), caracteriza-se pela presença de uma massa fibrovascular da conjuntiva, triangular e elevada, que cresce a partir do ângulo interno do olho em direção à córnea. Embora comumente o pterígio encontra-se localizado no canto interno dos olhos, ele pode aparecer no canto externo, mais raramente.

A conjuntiva é a membrana encontrada sobre a esclera e a parte interna das pálpebras.

A córnea, por sua vez, é uma membrana transparente que normalmente não contém vasos sanguíneos, o que possibilita a passagem da luz através dela. Já no pterígio, a membrana que se alastra em direção à córnea pode recobri-la com vasos sanguíneos e tecido fibroso, dificultando a visão.

As causas exatas do pterígio ainda não são conhecidas, mas sabe-se que fatores genéticos e ambientais se combinam para favorecer o seu surgimento. Entre os fatores ambientais contam-se a exposição à poeira, ao vento e à radiação ultravioleta. Por isso, o pterígio tem maior incidência nas populações que vivem em regiões mais próximas à linha do Equador, onde a iluminação solar é mais direta.

O quadro clínico do pterígio depende de seu estágio de evolução. Em sua fase inicial, observa-se um crescimento pouco vascularizado da conjuntiva em direção à córnea e ele, por vezes, nem chega a ser notado pelas demais pessoas. Posteriormente, os vasos sanguíneos tornam-se mais dilatados e congestos e a córnea torna-se irregular. Nesse estágio ele já é claramente perceptível para quem observa. Se o pterígio atingir o centro da córnea, pode haver comprometimento da visão e sintomas como olhos vermelhos, fotofobia, irritação ocular, ardência, prurido (coceira) e sensação de areia nos olhos.

O pterígio é uma afecção benigna e pode conservar-se inócua. O tratamento inicial deve ser clínico e o paciente deve proteger seus olhos com óculos escuros e lubrificá-los para evitar ressecamento. Corticosteroides de baixa concentração e vasoconstritores podem ser prescritos por curto período de tempo, conforme o caso. A cirurgia pode ser feita por razões cosméticas ou funcionais, quando há risco à visão ou limitação da mobilidade ocular. A recorrência após a cirurgia é frequente e geralmente mais agressiva do que a lesão primária.

Não há como prevenir completamente o pterígio, no entanto, algumas medidas podem torná-lo mais brando:

• Proteger os olhos com óculos escuros.

• Evitar condições ambientais secas e empoeiradas.

• Aplicar lágrimas artificiais para umedecer os olhos

Em alguns casos, o pterígio pode estabilizar-se, ficando inalterado durante anos. Na maioria das vezes ele evolui lentamente, ao longo de meses ou anos, em direção à superfície da córnea, podendo prejudicar a visão e gerar desconforto. A progressão pode também ser rápida.

A recorrência após a cirurgia é muito frequente.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pé chato





O pé é uma estrutura complexa destinada a suportar o peso do corpo. Em condições normais, a planta do pé é curva, tendo a forma de uma hemicúpula aberta internamente, de modo a permitir a repartição do peso do corpo pelos vários pontos de apoio. Assim, a sola do pé não se apoia integralmente no solo.

A ortopedia usa o termo pé chato (ou pé plano) para designar uma deformidade oriunda do achatamento de um ou mais arcos do pé. Este achatamento faz com que quase toda a sola dos pés entre em contato com o chão. O arco do pé desaparece quando o pé apoia no chão e reaparece quando a criança levanta os artelhos ou fica na ponta dos pés. É uma condição que normalmente acomete a maioria das crianças até os 3 ou 4 anos de idade, quando começa a ocorrer o desenvolvimento normal do arco do pé, mas que geralmente não ocasiona sintomas.

Muitos adultos com pé chato desde a infância nunca se deram conta disso.

O pé da criança não é apenas uma miniatura do pé do adulto, mas é diferente dele, tanto estrutural como funcionalmente. Os recém-nascidos geralmente têm a sola do pé plana, resultante do acúmulo de gordura nesta região. Seus joelhos normalmente são arqueados para fora e, posteriormente, para dentro, sob a forma de X. Com a idade, o pé vai sofrendo modificações que o tornam semelhante ao pé adulto, tendo nisso uma forte influência genética. As crianças das quais se diz terem pés chatos demoram mais a fazer essas modificações ou nem chegam a fazê-las.

Na maioria das vezes o pé chato não gera sintomas e, portanto, a criança não apresenta queixas. Quando ocorre dor, ela não tem uma localização específica. Como o arco plantar é o primeiro a absorver o impacto do pé com o solo, sua deformidade prejudica essa função e transmite vibrações anormais aos joelhos, quadris e coluna vertebral, podendo gerar sintomas nessas estruturas. Podem aparecer dores nos pés após longas caminhadas.

Outras manifestações clínicas mais sutis do pé plano podem ser: atraso para começar a engatinhar e a andar; quedas frequentes; deformidades ostensivas; claudicações; cansaço físico; dores lombares; etc.

O diagnóstico é feito através da observação direta e de sinais clínicos específicos, durante certas manobras. Um ortopedista deve ser consultado em caso de dúvidas.

Antigamente achava-se que a correção devia ser feita precocemente por meio de palmilhas e botas ortopédicas. Atualmente sabe-se que a maioria dos casos de pés chatos corrige-se espontaneamente, com o tempo, e não exige tratamento, embora três situações mereçam atenção especial:

• Quando a criança se queixa de dores importantes.

• Quando a deformidade é muito acentuada.

• Quando uma deformidade leve começa a se acentuar aos 8 ou 9 anos de idade.

A conduta atual consiste em um monitoramento constante da evolução do problema. Deve-se estimular a criança a caminhar descalça na areia ou na grama para assim desenvolver a musculatura do pé e a formação normal do arco. Nos pés planos graves, dolorosos ou de início tardio, a necessidade de cirurgia deve ser considerada.

Como prevenir o pé chato?

• Estimular que a criança ande descalço, principalmente em solos diferentes como areia, terra, grama, tapetes de texturas variadas, etc.

• Estimular a criança a andar nas pontas dos pés.

• Natação e outras atividades físicas podem prevenir ou aliviar as dores.

• Usar calçado de sola macia e flexível.

Como evolui o pé chato?

Os pés chatos levam a uma estática e a um caminhar instável, o que resulta em movimentos excessivos e anormais das articulações que podem causar fadiga, tensão e mesmo dores. Ao longo da vida, as consequências dos pés chatos podem ser: artrites, joanetes, joelhos valgos, esporões de calcâneo e deformidades da coluna vertebral.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Síndromes das Deficiências Mentais






São várias as situações onde a função cerebral está A educação especial é necessária para a maioria dos indivíduos com Deficiência Mental, e nesse esquema pode haver bons avanços e realizações terapêuticas, assim como, boas possibilidades de desenvolvimentos satisfatório da função comprometida. Vejamos algumas dessas deficiências.


Esclerose Tuberosa e Síndrome de Rubinstein-Taybi

Esclerose Tuberosa ou Doença de Bourneville, é uma doença genética de caráter autossômico dominante com manifestações neurocutâneas, classificada como uma Hamartose ou Facomatose. Os hamartomas e lesões neoplásicas benignas da Esclerose Tuberosa invariavelmente acometem o Sistema Nervoso Central. Levanta-se a hipótese de Esclerose Tuberosa, quando o caso apresenta simultaneamente Retardo Mental, epilepsia e lesões faciais.

Embora o primeiro relato de caso identificado hoje como Síndrome de Rubinstein-Taybi tenha sido em 1957, foi em 1963 que Jack H. Rubinstein & Hooshang Taybi descreveram o quadro de sete crianças com polegares e hálux largos e grandes, anormalidades faciais e Retardo Mental. Daí em diante foram informados centenas de casos no mundo todo.

Esclerose Tuberosa

Inicialmente a Esclerose Tuberosa foi descrita no sistema nervoso central por Bourneville, em 1880. Posteriormente foi demonstrado por Vogt et al. o acometimento generalizado e sistêmico com a clássica tríade de Retardo Mental, epilepsia e adenomas sebáceos.

As manifestações clínicas da doença podem variar dependendo do grau de acometimento dos órgãos afetados. Podem surgir lesões na pele, nos ossos, dentes, rins, pulmões, olhos, coração e sistema nervoso central.

As lesões dermatológicas se apresentam sob a forma de nódulos de cor vermelha ou cereja geralmente na região facial. As lesões retinianas afetam as camadas superficiais da retina e as lesões cerebrais podem ser tumores e calcificações na região dos ventrículos cerebrais.

SÍNDROME DE RUBINSTEIN-TAYBI

As características da Síndrome de Rubinstein-Taybi incluem estatura baixa, nariz bicudo, orelhas ligeiramente malformadas, um palato altamente curvado, fendas antimongolóides dos olhos, sobrancelhas grossas ou altamente curvadas, cabeça pequena, polegares largos e/ou dedos dos pés grandes.

Outras características típicas incluem uma marca de nascença plana e vermelha na testa, articulações hiperextensíveis, pelve inclinada e pequena, e excesso de cabelos. Meninos com Síndrome de Rubinstein-Taybi normalmente apresentam testículos que não descem para a bolsa escrotal (criptorquidia).

O Retardo Mental está associado à Síndrome de Rubinstein-Taybi e sua extensão varia em cada paciente. Muitos podem estar moderadamente afetados, alguns mais e outros com intensidade mais grave.

Uma pessoa com Síndrome de Rubinstein-Taybi não precisa ter todas as características da síndrome, mas uma combinação entre elas(?). Individualmente, muitas das características acontecem em pessoas sem a síndrome.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Astigmatismo





Astigmatismo é uma forma de anomalia da visão que consiste na formação de vários focos da imagem percebida, em vários eixos diferentes. Nos casos de astigmatismo a curvatura da córnea é ovalada, e não redonda como normalmente, e esta alteração faz com que a luz se refrate em vários pontos da retina, em vez de se focar em apenas um ponto, como é normal. As imagens percebidas ficam embaçadas e, tanto os objetos próximos como os distantes, aparecem como distorcidos, como se estivessem sendo vistos através de um vidro ondulado.

A córnea, que geralmente tem uma superfície esférica, torna-se ovalada no astigmatismo, como uma bola de futebol americano. Em geral, o astigmatismo existe desde o nascimento e quase não varia durante a vida, mas pode surgir também depois de um trauma, uma cirurgia ocular ou após doenças oculares. Essa deformidade quase sempre é hereditária e pode ocorrer em conjunto com a hipermetropia ou com a presbiopia. Com o passar dos anos, pode desenvolver-se um astigmatismo ligeiro, porque os milhares de pestanejamentos diários podem levar a uma alteração da curvatura da córnea.

O astigmatismo leve pode ser assintomático, mas o astigmatismo mais severo causa visão borrada, astenopia (fadiga visual provocada por um esforço para acomodar a visão), fadiga e dores de cabeça.

Além da anamnese e do exame físico, o oftalmologista utiliza diversos aparelhos para visualizar e medir as alterações oculares.

Pode-se corrigir o astigmatismo com óculos, lentes de grau ou cirurgia. Cabe ao oftalmologista fazer a opção entre as diversas possibilidades, levando em conta considerações que envolvem a saúde ocular, o status refrativo e o estilo de vida dos pacientes. Os óculos em geral são a opção mais segura; lentes de contato rígidas de gás permeável geralmente permitem que o paciente atinja uma melhor acuidade visual que os óculos, nas pessoas com ceratocone (doença na qual a córnea se torna mais fina e tem seu formato modificado); a cirurgia deve ser usada para pessoas que têm condições que contraindiquem o uso de lentes corretivas.

Alguns alimentos ajudam a retardar o astigmatismo:

• Zinco (sementes de girassol, lentilhas e ricotta).

• Selênio (castanha-do-pará, salmão, fígado bovino, camarão cru, ostras cruas, farelo de trigo).

• Vitamina A (cenouras, batata doce e espinafre).

• Vitamina C (guava e todos os sumos de citrinos).

• Vitamina E (germe de trigo, óleo de milho, amendoim e pepino).

O astigmatismo evolui com o tempo, mais ou menos até os 23 anos, quando se estabiliza. Mas, nesse ponto, há controversias...

domingo, 19 de agosto de 2012

Vitiligo




A palavra latina, da qual deriva "vitiligo" significa mancha branca na pele; a palavra vitium, defeito físico ou "falta" - aliás, do ponto de vista psicológico, esta última associação é bastante compatível com os sentidos dessa doença autoimune.

Afinal, é consenso que os sinais aparecem vinculados a situações de estresse, ligadas a vivências de ameaças ou perda de algo ou de alguém muito querido.

A alteração na pigmentação da pele é clinicamente caracterizada pela acromia (aparecimento de pontas claras). Segundo dermatologistas, experiências estressantes, que parecem excessivas para o psiquismo, aniquilam as defesas orgânicas, fazendo com que apareça uma espécie de falha do mecanismo de enfrentamento.

Esse processo ativa "medidas de emergências", transmitidas neurologicamente, que alteram o equilíbrio biológico, fazendo com que surja a doença de pele.

Para controle do vitiligo são utilizados são utilizados atualmente tratamento à base de laser, combinados com técnicas de relaxamento e acompanhamento psicológico (que ajude a pessoa a lidar não apenas com a patologia em si, mas com fatores que possam ter contribuído para o seu aparecimento).

Quando se indica o tratamento e/ou medicamentoso em questões emocionais ?




Antigamente dizia-se que todos os quadros de natureza "neurótica", ou seja, aqueles que eram conseqüência de algum problema vivencial, alguma experiência traumática, alguma fase de estresse, deveriam ser tratados exclusivamente com psicoterapia, ou seja, sem medicamentos.
Dizia-se ainda, que todos os quadros ditos "endógenos", ou seja, que apareciam independentemente das vivências, como as psicoses e as depressões graves, deveriam ser exclusivamente tratados com medicamentos.

Hoje, entretanto, sabemos que a indicação para terapia ou para tratamento medicamentoso deve ser avaliada caso-a-caso. De um modo geral, a associação medicamento-psicoterapia parece ser mais eficiente para os transtornos emocionais do que qualquer um desses tratamentos isoladamente.

Muitas vezes os medicamentos são indispensáveis e insuficientes (sem eles não dá para tratar e só com eles também).
Excluindo-se os surtos agudos, onde o juízo crítico está seriamente prejudicado, portanto, possivelmente imune à argumentaçào psicoterápica, nos demais estados emocionais a psicoterapia é bem vinda.

Acontece que, por razões práticas (e econômicas), o tratamento medicamentoso parece ser uma das únicas opções para um grande número de pacientes e, felizmente, com os avanços tecnológicos da ciência farmacêutica, os medicamentos estão ficando cada vez mais isentos de efeitos indesejáveis.

Quanto tempo pode durar o tratamento psiquiátrico ?

Para responder adequadamente esssa pergunta há necessidade de saber se o paciente ESTÁ "nervoso", ou se ele É "nervoso". Também é igualmente importante, no caso da pessoa ESTAR "nervosa", saber se a situação existencial que a levou ao transtorno ora tratado, continuará indefinidamente ou se pretende resolver-se.

Evidentemente, SER "nervoso", corresponde a SER hipertenso, SER míope, SER reumático, SER diabético, SER epiléptico e assim por diante, ou seja, são pessoas para as quais a medicina encontrou recursos capazes de controlar suas doenças de modo a viverem o mais próximo possível do normal. Portanto, o tratamento será crônico, na exata proporção da cronicidade de sua doença.

Caso a pessoa ESTEJA atravessando uma fase ruim, doentia, alterada, com início bem delimitado na vida (há 1 ano, há 1 mês, há seis anos, etc), há enorme probabilidade da pessoa tomar esse medicamento por um período definido.

Normalmente os tratamentos psiquiátricos de quem ESTÁ passando por uma fase ruim gira em torno de 1 ano. Apesar do alívio dos sintomas aparecerem já no segundo mês de tratamento, interrompendo-se o tratamento precocemente há probabilidade dos sintomas retornarem.

sábado, 18 de agosto de 2012

Experiências do sexo frágil!




Embora as questões da sexualidade sejam conversadas abertamente na atualidade, ainda há jovens que apresentam constrangimento quando o assunto é menstruação. A própria menstruação, em seus primeiros episódios, particularmente.

Uma estudante chamada Rachel Kauder, de dezoito anos escreveu um livro entitulado "Meu livo vermelho", que relata sua primeira experiência com esse fenômeno natural que ainda dá para as jovens uma certa dificuldade.

Aos doze anos e idade ela se sentiu envergonhada por conta de uma mancha vermelha que surgiu em sua roupa de banho, enquanto brincava na água em um passeio com a família. Para agravar a situação, seu pai e sua irmã espalharam a novidade para a família toda.

Após alguns anos, em uma oportunidade na qual ela deveria fazer uma redação, ela experimentou escrever sobre sua experiência e percebeu que aconteceu algo de construtivo com relação às outras jovens.

Decidiu, então, colher o depoimento de parentes, amigas e professoras sobre o assunto.

As narrativas, algumas engraçadas e outras até mesmo trágicas, mostram que a menarca pode marcar profundamente a mente do ser feminino.

Um exemplo foi o depoimento de sua tia-avó, que teve seu primeiro sangramento aos treze anos de idade, quanto fugia com os pais da Polônia, durante a segunda grande guerra. Com nojo do sangue que marcava sua roupa, um oficial nazista deixou de revistá-la.

Ela criou um site para que as internautas compartilhem suas experiências nesse ponto, digamos, tão feminino.

O site está no endereço: www.lylittleredbook.net

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Psoríase





A psoríase é uma doença dermatológica benigna, autoimune, genética e não contagiosa, de etiologia ainda desconhecida. A doença tem um curso crônico, para toda a vida, imprevisível, praticamente único para cada caso e que evolui por surtos de pioras e melhoras ou remissões temporárias. Esse curso, contudo, permite ao paciente levar uma vida relativamente normal, desde que ele aprenda a conviver adequadamente com a enfermidade.

A causa última da psoríase ainda é desconhecida, mas sabe-se de alguns fatores que interferem na melhora, piora ou remissão da doença, tais como fatores genéticos e psicológicos, estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e ingestão de bebidas alcoólicas.

A psoríase é mais frequente na faixa etária entre 20 e 40 anos, embora possa surgir em qualquer fase da vida. Incide igualmente nos dois sexos e com maior frequência em pessoas de raça branca, sendo bem mais rara nas outras raças.

Na maioria dos casos, apenas a pele é acometida. Em alguns poucos casos pode haver uma artrite associada, a qual muitas vezes é confundida com gota (doença articular caracterizada por inflamações doloridas).

As lesões são uma inflamação das células da pele, formando placas avermelhadas, que produzem uma descamação em placas esbranquiçadas ou prateadas. Podem ocorrer lesões lineares em áreas de trauma cutâneo, como arranhões. Estas lesões são geralmente assintomáticas, mas pode haver um prurido (coceira) discreto.

A psoríase incide principalmente nos lugares em que os traumas são mais comuns, como nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e região lombossacra.

Esta condição pode apresentar-se de muitas maneiras:

• Formas mínimas: com pouquíssimas lesões.

• Psoríase eritrodérmica: toda a pele está comprometida.

• Psoríase em placas: lesões avermelhadas e descamativas, bem limitadas.

• Psoríase ungueal: lesões que aparecem nas unhas.

• Psoríase pustulosa: formação de pústulas, principalmente nas mãos e nos pés.

• Artrite psoriásica: inflamação articular que pode causar destruição da articulação.

• Psoríase gutata: pequenas lesões circulares, associadas com infecções de garganta.

• Psoríase palmoplantar: lesões apenas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Nem sempre o diagnóstico é fácil. Muitas vezes a psoríase pode ser equivocadamente confundida com outras doenças durante muito tempo.

Por ser uma doença hereditária, é necessário que se faça um estudo minucioso do histórico de doenças de familiares do paciente, para ajudar a alcançar o diagnóstico correto. A observação direta das lesões, combinada ao histórico de aparecimento das mesmas, é o elemento clínico mais fundamental.

A psoríase não tem cura, mas tem tratamento paliativo. Não há também como prevenir a enfermidade, mas há como controlar a sua reincidência.

Para casos leves ou moderados são recomendadas medicações locais, hidratação da pele, exposição moderada ao sol e banhos de ultravioleta. As pomadas de alcatrão, apesar de seu odor desagradável, parecem ter alguma eficácia no controle da doença. Os medicamentos orais só devem ser usados em casos graves e refratários a outros tratamentos, em virtude de seus potenciais efeitos colaterais graves (hepato e nefrotoxidade, efeitos teratogênicos e câncer de pele).

A escolha da terapia deve levar em conta a severidade e localização das lesões, eficácia, tempo de uso e efeitos colaterais do medicamento. Atualmente é consenso entre os médicos que o melhor resultado se obtém quando se combina os tratamentos e se faz rodízio deles em cada nova crise.

Por ser uma doença que afeta a aparência, os efeitos psicológicos devem ser levados em conta, além de que se pensa que os fatores estressantes desencadeiam ou agravam as crises.

A psoríase não tem cura, mas algumas providências podem melhorar as manifestações da doença, controlar a reincidência e oferecer uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Infelizmente ainda não é possível afirmar que a doença não voltará novamente, após o desaparecimento dos sintomas.

Alguns cuidados podem ser de importância:

• Mantenha a pele sempre bem hidratada.

• Tome sol todo dia, moderadamente.

• Não faço uso de bebidas alcoólicas.

• Procure não se desgastar emocionalmente.

• Não é necessário evitar contato com as pessoas. A psoríase não é contagiosa.


Abaixo uma foto de Dermatite atópica, que pode ser confundida com a psoríase (foto acima)



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Terminando o assunto sobre frutas!





Coco: o coco é originário do arquipélago malaio e entre nós é conhecido como coco da Bahia, por ter melhor se adaptado ao clima daquele estado, que é hoje o principal produtor brasileiro. É uma planta típica de regiões tropicais. O solo ideal para o coco é alcalino e úmido; o clima deve ser quente; o coco não gosta de temperaturas frias (abaixo de 17º). Os solos mais propícios para ele são os de textura arenosa e arenoargilosa. O coco é excelente substituto da carne, do queijo, do ovo e do leite. Como nutriente, o coco verde é equivalente ao leite materno. No Havaí algumas mães costumam amamentar os recém-nascidos com leite de coco. É rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C e tem um bom teor de sais minerais (potássio, sódio, fósforo e cloro) e de fibras, importantes para regularizar a atividade intestinal. Em virtude de conter sais de potássio e sódio, torna-se um alimento adequado contra a aterosclerose, além de ser um bom alimento para diabéticos. Pode ser consumido in natura ou em doces, bolos, bebidas, sorvetes, picolés, óleos, gorduras, margarina, “leite” e como condimento na culinária. É um alimento muito calórico. Cem gramas de coco maduro têm 290 kcal e 100 miligramas de água de coco têm 22 kcal. A água de coco tem uma composição parecida com a do soro fisiológico e é muito saborosa, geralmente tomada gelada como refresco. Tem várias aplicações na terapêutica caseira e, juntamente com o leite de coco, é indicada nos casos de rugas da pele. Pode ser empregada como diurético e em casos de diarreias, vômitos ou desidratação. Também usada em casos de câimbras, astenia e dores de cabeça. Contribui no combate ao colesterol. O coco maduro, por sua vez, é contraindicado para pessoas com altas taxas de colesterol. Da fruta, no seu total, se faz também sabão, fluidos para avião, cordas, cumbucas, chapéus, ornamentos, etc.

Limão: o limão é uma fruta da família dos citrinos, originário do sudeste da Ásia, cujo sumo é pleno de perfume e sabor. Há mais de 70 variedades de limão, das quais as mais conhecidas no Brasil são o limão-galego, limão-cravo, limão-siciliano e limão-tahiti. Sua cor pode variar entre o verde e o amarelo. É reconhecido como um ativador do sistema imunológico. O limão pode ser consumido sob a forma de doces, suco, sorvetes, picolés, temperos e até remédios, além se ser respingado sobre determinados alimentos e bebidas para ativar o sabor deles. O limão contém uma boa dose de minerais, como potássio, magnésio, cálcio, fósforo e vitamina C. Como acontece com a maioria das frutas, a maior concentração desses elementos situa-se na casca e não na polpa da fruta. Atua como estimulante do apetite, diurético, combate a febre e o reumatismo e diversos males inflamatórios da boca, garganta e intestinos. Combate também o vômito e a acidez estomacal. O ácido cítrico contido no limão confere a ele seus poderes emagrecedores. Além disso, dissolve gordura e toxinas, ajudando na digestão. Seu sabor azedo transmite a ideia de aumentar a acidez no organismo, mas isso não é o que acontece: o limão é alcanilizante, tendo efeito benéfico sobre o metabolismo orgânico como um todo, fazendo baixar o pH do sangue e de outros líquidos corporais. Por ter ação antisséptica combate os microrganismos que provocam fermentação gastrointestinal, evitando a formação de gases.

Morango: o morango é originário da Europa. No Brasil tem mostrado melhor adaptação desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, onde as temperaturas são menos elevadas. Sua melhor safra está compreendida entre junho e outubro. O morango é um fruto suculento, saboroso, bastante versátil e pouco calórico. Pode ser consumido em sua forma natural ou como geleia, bolos, tortas, musses, cremes, bombons, sorvetes, picolés, etc. Cada 100 gramas de morango contém, em média, 30 kcal; 7,0 g de hidrato de carbono; 1 g de proteína; 1,7 g de fibras; 56,3 mg de vitamina C; 2,86 mg de vitamina A; 14 mg de cálcio; 18,9 mg de fósforo e 165,7 mg de potássio, além de vitaminas do complexo B. O morango ajuda nas dietas de emagrecimento, na prevenção do câncer e de algumas doenças cardíacas e contribui para reduzir o colesterol. Por conter potássio, auxilia no equilíbrio do sódio no organismo. Colabora ainda no tratamento da gota e dos reumatismos; aumenta a resistência a infecções e tem ação anti-inflamatória e anticancerígena; possui muitas fibras, o que ajuda a regularizar o funcionamento intestinal.

Melão: o melão é uma fruta originária do Oriente Médio, onde inúmeras variedades são cultivadas em regiões semiáridas. As maiores produções no Brasil estão na região nordestina. Todas as variedades apresentam frutos mais ou menos esféricos, de casca espessa e polpa carnosa e suculenta e com muitas sementes no centro. A abundância de água que contém e o sabor suave tornam o melão uma fruta muito apreciada na forma de refrescos. Pode ser consumido ao natural ou como refresco e suco. É uma fruta pouco calórica e cada 100 g da fruta contém, em média, 31 kcal; 0,85 g de proteínas; 0,15 g de gorduras; 2.800 UI de vitamina A, além de vitaminas C e do complexo B. O melão também contém cálcio, fósforo e ferro, que contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue. O melão maduro atua como calmante, diurético e laxativo. Sua polpa contém papaína, uma enzima que ajuda na decomposição de proteínas. Além disso, o melão contém peptidase e protease, que também ajudam na digestão dos alimentos. Suas sementes, tostadas e salgadas, podem ser consumidas, porque elas contêm óleos como lisina e histidina (óleos graxos poli-insaturados). Sua casca contém potássio e pode ser usada como adubo.
Melancia: a melancia é uma fruta originária da Índia, que vive bem em áreas secas e solo arenoso. Existe uma modalidade de melancia, rara entre nós, de polpa amarela. A melancia é rica em fósforo e cálcio, vitaminas A, C e complexo B, ácido fólico, ácido pantotênico e biotina. As sementes são utilizadas em algumas regiões do país para fazer uma bebida diurética e vermífuga. A melancia é recomendada na obesidade, acidez gástrica, dispepsia, pressão alta, além de ajudar na eliminação do ácido úrico. Da polpa e da casca trituradas faz-se uma pasta que tem bom efeito sobre a erisipela e das sementes (ricas em lipídios) pode extrair-se um suco com propriedades antivermífugas e levemente diuréticas. Tendo uma ação diurética e muito poucas calorias, a melancia ajuda nas dietas para emagrecer. Pode ser consumida ao natural, principalmente no verão, devido à sua grande percentagem de água (cerca de 90%), como suco ou como compota, de sabor muito agradável. Da parte branca, entre a casca e a polpa, pode-se fazer um excelente doce, semelhante ao que é feito com o mamão verde.

Caqui: o caqui é originário da China. Existem diversas variedades de caqui, todas próprias de clima tropical e subtropical. As mais conhecidas no Brasil são o caqui-chocolate e o caqui rama forte. É um fruto alaranjado ou vermelho de consistência macia e sabor muito doce, mas o tanino (percebido sobretudo nos frutos mais verdes) pode dar aquela sensação de “travar” a língua. Cerca de 70 a 80% do caqui é composto por água, mas também contém açúcares, amido, proteínas, cálcio, ferro, licopeno, vitaminas E, A, B1 e B2. Cada 100 gramas de caqui (equivalente, mais o menos, a uma unidade) possui, em média, 75 calorias. Em geral, o caqui é consumido como fruta, em sua forma natural. O caqui tem um alto poder antioxidante, mas o seu consumo deve ser bem controlado porque a fruta contém grande concentração de açúcares (cerca de 60% do seu peso). Possui propriedades calmantes, antieméticas e laxativas. Também combate a febre. Seu consumo é indicado para os que sofrem de anemia, descalcificação, transtornos intestinais e afecções do estômago. Das folhas do caquizeiro pode-se fazer uma infusão utilizada em gastralgias, gastrites, náuseas, vômitos, insônia e irritabilidade.

Jaboticaba: a jaboticabeira, a árvore que produz a jaboticaba, é uma planta tipicamente brasileira, nativa da Mata Atlântica. Há diversas variedades: jabuticaba-açu-paulista; jabuticaba-ponhema; jabuticaba-precoco; jabuticaba-vermelha. Sua origem é desconhecida. É característica pela sua demora em crescer e frutificar (às vezes até 20 anos). A jaboticabeira floresce na primavera e no verão. A jaboticada é um fruto escuro (variando do vermelho-vinho ao preto) que contém uma polpa branca, líquido-pastosa e uma única semente em cada fruto. Devem ser consumidas principalmente in natura ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre. Na polpa da jabuticaba pode ser encontrado ferro, fósforo, vitamina C e vitamina B (niacina), que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Na casca existem teores de pectina, peonidina e antocianina. Tem uma potente ação antioxidante, o que ajuda a prevenir a incidência de tumores e problemas cardíacos e a estabilizar o nível de açúcar dos diabéticos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Arginina




A arginina é um aminoácido condicionalmente essencial, ou seja, em condições normais, o organismo consegue sintetizá-la, porém, em determinadas situações, como períodos de rápido crescimento celular (na infância e em certas doenças), é necessário adquiri-la por meio da dieta. É comumente utilizada pelos atletas com intuito de incrementar a massa muscular, encurtar o período de recuperação entre os treinos, aumentar a força e o desempenho na atividade física.

A arginina pode ser encontrada em alimentos genericamente ricos em proteínas, como a carne, peixe, leite e derivados.

É comumente utilizada pelos atletas com intuito de incrementar a massa muscular, encurtar o período de recuperação entre os treinos, aumentar a força e o desempenho na atividade física.

A administração oral de arginina tem sido relacionada com a melhora do desempenho físico por provável diminuição da fadiga muscular. Esse efeito seria associado à vasodilatação promovida pelo óxido nítrico, resultando no aumento da perfusão muscular, e pela diminuição do consumo de glicose pelos músculos esqueléticos em atividade.

O óxido nítrico (NO) é um gás (molecular) que consiste na ligação co-valente entre um átomo de nitrogênio e um átomo de oxigênio. A sua produção no organismo humano ocorre quando o aminoácido L-arginina é convertido em L-citrulina numa reação catalisada pela enzima óxido nítrico sintetase (NOS). Como a administração prolongada de arginina aumenta a produção de óxido nítrico, sua suplementação tem sido relacionada à melhora da função contráctil do músculo esquelético. Estudo realizado por Santos et al. demonstraram melhora da resistência à fadiga em indivíduos submetidos a suplementação oral de arginina (3g por dia) durante 15 dias.

Por outro lado, a suplementação de arginina pode também estar associada à melhora da força contráctil através de uma maior síntese de proteínas musculares em períodos de administração mais prolongados quando realizada concomitantemente a um programa de exercícios resistidos. Pode-se considerar a hipótese de que o próprio efeito de melhora de perfusão da musculatura esquelética venha a contribuir para melhor qualidade do treinamento com pesos, tendo como resultado ao longo do tempo uma potencialização dos efeitos do treino com maior aumento de massa muscular e força contráctil.

A utilização de suplementos deve ser criteriosamente avaliada por profissionais de saúde.

A Arginina parece ter algum efeito na redução da memória e capacidade de concentração, dificuldade de aprendizagem, fadiga, na astenia física (muscular) e mental, intelectual e sexual, nas insuficiências do fígado, das supra-renais e das gônadas.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

A L-Arginina. é precursora na gênese do Óxido Nítrico. O Óxido Nítrico é uma molécula, que apresenta múltiplas funções no organismo. Dentre estas, temos a estimulação da resposta imunológica mediada por linfócitos e macrófagos; a redução da hiperagregabilidade plaquetária e a manutenção do tônus vascular na regulação da pressão arterial, que envolve um equilíbrio dinâmico entre o Óxido Nítrico e as endotelinas.

O Óxido Nítrico, produzido nas células endoteliais a partir da L-Arginina, determina uma vasodilatação. A L-Arginina aumenta a liberação do hormônio do crescimento, que se encontra diminuída em indivíduos idosos. Existem evidências, também, demonstrando a ação benéfica da L-Arginina nos processos de cicatrização. O aspartato de L-Arginina age como defatigante e nos diversos tipos de astenia. Age, também, como coadjuvante no tratamento dos processos infecciosos em geral, inclusive nos causados pelo estresse. O aspartato de L-Arginina reforça, ainda, a capacidade muscular.

PRECAUÇÕES

Pacientes portadores de doença renal ou em anúria, doenças hepáticas ou diabetes mellitus devem utilizar o produto com cautela. Durante a gravidez e lactação, o produto deve ser utilizado sob estrita orientação médica. Como qualquer outro medicamento, não se recomenda sua utilização no primeiro trimestre da gravidez.

Mais frutas!




As frutas têm grande valor nutritivo, além de certos efeitos sobre a fisiologia1 e até mesmo atuam beneficamente sobre determinadas enfermidades. Elas, contudo, não devem ser vistas como tratamento para nenhum quadro clínico, mas apenas como medidas coadjuvantes, de efeitos limitados.

Elas não substituem as medicações, quando necessárias, e seus efeitos só se referem aos sintomas, não às causas das doenças. As propriedades aqui apontadas só valem para o consumo regular e prolongado da fruta e não para o uso esporádico delas.


Pera: há diversos tipos de pera. No Brasil as variedades mais conhecidas são a pera willians, a pera-d'água, a pera de pé curto e a pera red (casca vermelha). Dependendo da espécie, ela pode ser de cor amarela, verde ou vermelha. A polpa varia, podendo ser macia, dura ou granulosa. A pera é uma fruta própria de climas temperados, que contém muita água, sendo, portanto, ideal para pessoas que estejam fazendo dieta. É rica em sais minerais (potássio, sódio, ferro, magnésio e cálcio) e em vitaminas A, C, E e do complexo B, com efeito laxativo e diurético, que atua reduzindo a pressão arterial. Em virtude de não conter sal, proteínas e gorduras, pode ser usada nos tratamentos da obesidade. É uma fruta rica em fibras, ajudando a regularizar o funcionamento intestinal. Pode ser consumida ao natural ou usada na fabricação de geleias, compotas, sorvetes e outros doces.

Kiwi: o kiwi é uma fruta originária do sudeste da China. No Brasil, os maiores produtores são os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O país importa do Chile grande parte das suas necessidades. No hemisfério Sul a safra maior é concentrada nos meses de abril, maio e junho. A introdução do kiwi na dieta brasileira é recente, mas a fruta vem ganhando cada vez mais espaço. Em razão da grande quantidade de clorofila, mantém a coloração verde, mesmo quando maduro. O kiwi contém vitamina C, E, B6, niacina, potássio, magnésio, cobre, fosfato e fibras dietéticas. A vitamina C é encontrada no kiwi em quantidades maiores que nas laranjas, o grande depositário dela. Não contém colesterol. É uma fruta com muitas fibras, ajudando a regularizar o funcionamento intestinal e evitar o câncer de cólon. Combate o estresse e a depressão, corrige as disfunções digestivas e fortalece o sistema imunológico, além de possuir propriedades antianêmicas e estimular o apetite. Das sementes, é feito o óleo de kiwi, o qual contém o ácido linoleico, essencial para o aporte de ômega-3 ao organismo. Ele é consumido cru, em sua forma natural, sendo de muito baixa caloria, ou com sanduíches, saladas (tanto hortícolas, como de frutas), sobremesas finas, purês e bebidas. Em resumo, cada 100 gramas de kiwi contém, em média: calorias: 66; hidrato de carbono: 13 g; fibra dietética: 3,3 g; açúcares: 12 g; proteínas: 1,3 g; vitamina C: 107 mg; vitamina E: 4 mg; cálcio: 36 mg.

Goiaba: a goiaba é uma fruta nativa da América Tropical (principalmente Brasil), de aroma e sabor inconfundíveis. Há vários tipos de goiaba. Conforme o tipo, a casca apresenta-se verde ou amarela, segundo o estado de maturação da fruta a polpa pode ser branca, rosada ou vermelha. Pode ser encontrada em qualquer época do ano, mas sua produção maior se dá entre janeiro e maio. A goiaba pode ser consumida em sua forma natural ou como suco, compota, doce e geleia. A goiabada é um dos doces mais populares do Brasil. A goiaba é rica em vitaminas A, B e C, carboidratos e alguns sais minerais (fósforo, ferro e cálcio). Além de não conter muito açúcar, gordura ou calorias, a goiaba ajuda na redução do colesterol e nas dietas de emagrecimento. Auxilia no combate a infecções e hemorragias, melhora a cicatrização, retarda o envelhecimento e confere maior resistência física.

Pêssego: o pêssego é uma fruta de origem Chinesa, introduzida no Brasil logo após o descobrimento. Trata-se de fruta médio-calórica, que contém muitas fibras (cerca de 1,5 grama para cada 100g da fruta), vitaminas A, C, K e E e do complexo B e oligoelementos como potássio, ferro, fósforo, magnésio, zinco e cálcio. Cerca de 90% da sua massa é constituída de água. Como em quase todas as frutas, a maior concentração dos nutrientes do pêssego está em sua casca. O pêssego pode ser consumido em sua forma natural, espremido como suco ou sob a forma de geleia, bolos, doces e compotas. O caroço, depois de triturado e deixado de molho em água pode ser usado para ajudar a regularizar o fluxo menstrual; as folhas bem amassadas têm efeito sedativo; a infusão das flores funciona como um laxativo infantil. O pêssego (polpa) ajuda a manter o bom funcionamento do intestino, combate o reumatismo e contribui para evitar problemas da pele e do sistema nervoso, além de ajudar a diminuir o colesterol. O pêssego pode ser consumido in natura ou como preparações em caldas, conservas, doces, geleias, sucos, licores ou sorvetes. Cada 100 g de pêssego contém, em média, 36 kcal; 0,8 g de proteínas; traços de lipídios; 9,3 g de carboidratos, 1,4 g de fibras alimentares.

Maracujá: o maracujá cresce e frutifica melhor em climas tropical e subtropical. O Brasil é o maior produtor mundial de maracujás. Existem várias espécies, das quais as mais comuns são: maracujá mirim, maracujá melão, maracujá guaçu e maracujá do iguapó. O maracujá é fonte de vitaminas A, C e do complexo B e apresenta boa quantidade de sais minerais (ferro, sódio, cálcio e fósforo). Cada 100 gramas de maracujá corresponde, aproximadamente, a 70 calorias. O maracujá pode ser consumido na sua forma natural, mas também é muito utilizado em sucos, musses, pavês, xaropes, óleos, farinha e sorvetes e funciona como calmante natural no organismo humano. No geral, o maracujá tem efeitos sedativos sobre o sistema nervoso central. Tradicionalmente, tem efeitos benéficos sobre a ansiedade, epilepsia, dores de cabeça, insônia, irritação, taquicardia. Hoje em dia existem várias medicações à base de maracujá, de efeitos sedativos. A casca, transformada em farinha, diminui o açúcar no sangue e impede a absorção de gordura. O óleo é rico em ácidos graxos, que auxilia na restauração da pele, conferindo emoliência a ela e deixando-a macia. Os extratos de folhas e raízes têm efeitos parecidos aos da polpa da fruta.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Frutas: importantes para a "economia" do organismo!





As frutas têm grande valor nutritivo, além de certos efeitos sobre a fisiologia1 e até mesmo atuam beneficamente sobre determinadas enfermidades. Elas, contudo, não devem ser vistas como tratamento para nenhum quadro clínico, mas apenas como medidas coadjuvantes, de efeitos limitados.

Elas não substituem as medicações, quando necessárias, e seus efeitos só se referem aos sintomas, não às causas das doenças. As propriedades aqui apontadas só valem para o consumo regular e prolongado da fruta e não para o uso esporádico delas.


Laranja: a laranja é uma fruta híbrida, pouco calórica, criada a partir do cruzamento do pomelo e da tangerina. Pode ser descascada e comida ao natural, espremida para obter suco ou usada para fazer doces, bolos ou geleias. O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Os pequenos caroços duros, habitualmente não comidos, podem ser usados em algumas receitas. Igualmente, a casca pode ser usada em diversos pratos, seja como ornamentação, seja para acrescentar sabor a eles. A camada branca entre a casca e os gomos, raramente é utilizada. A laranja é muito conhecida como importante fonte de vitamina C, mas também contém outros nutrientes, como proteínas, gorduras, outras vitaminas (A, B1, B2, B3) e sais minerais (cálcio, potássio, fósforo, sódio, enxofre, magnésio, cloro, silício e ferro).

Banana: embora pareça uma fruta banal, devido à sua abundância, a banana é essencial à boa alimentação e ao combate de uma série de condições fisiológicas alteradas (câimbras, hipertensão arterial, diarreias, anemias, enjoos, entre outras). As bananas geralmente são comidas ao natural, mas podem ser fritadas, cozidas em água, assadas ou usadas sob as formas de doces, bolos, tortas, sorvetes, etc. As espécies de bananas mais comuns no Brasil são a nanica, a prata, a banana-terra e a banana maçã. Embora em 70% seja composta de água, a banana contém três açúcares naturais (sacarose, frutose e glicose) e é rica em fibras, potássio, vitaminas A e C. A banana também é muito rica em outros minerais (cálcio, ferro, magnésio) e outras vitaminas (B6, B12), sendo indicada para crianças anêmicas, mulheres grávidas e pessoas alérgicas. A banana é ótima para combater a diarreia infantil e deve ser dada à criança nesta ocasião.

Maçã: há diversas espécies de maçãs. Dependendo da espécie, a maçã pode ter casca verde, amarela ou vermelha e seu sabor pode variar de adocicado até o levemente ácido. No Brasil, as modalidades mais consumidas são a fuji, a gala, a red, a verde e a melrose. A maçã pode ser consumida em sua forma natural ou ser utilizada na fabricação de sucos, doces, tortas e bebidas (bebida alcoólica). Da sua casca seca pode-se fazer um chá que tem propriedades diuréticas. O melhor, no entanto, é consumi-la ao natural e com casca, pois aí se concentram seus principais nutrientes. Frutifica melhor em locais de clima frio. A maçã é um fruto com tantas propriedades salutares que um ditado inglês diz: “An apple a day keeps the doctor away” (uma maçã por dia mantém o médico afastado). A maçã é um fruto cuja casca contém pectina (que ajuda a reduzir o colesterol) e, além disso, é rica em vitaminas B1, B2, niacina, ferro, fósforo, sódio e magnésio. Ajuda, entre outras coisas, no controle do colesterol, da diarreia, da hipertensão arterial, da anemia, além de contribuir na prevenção do câncer do cólon, próstata e pulmão. Cada 100 gramas de maçã tem, em média, 55 calorias e 1,5 grama de fibras.

Manga: a manga é uma fruta típica de regiões quentes (tropicais), rica em vitaminas A, B e C e em elementos como cálcio, fósforo, ferro, potássio e carboidratos. A manga contém elementos que fazem parte das enzimas digestivas e da absorção dos nutrientes e que são auxiliares dos movimentos peristálticos intestinais. A manga possui, ainda, boa quantidade de potássio (embora menor do que o abacate, a banana, a laranja e o mamão), fósforo, magnésio e ferro. Esses últimos elementos contidos nessa fruta, entram na composição dos músculos, do sangue, dos ossos, dos dentes e dos hormônios. A manga “limpa” os radicais livres do organismo, além de ser um excelente antioxidante. Seu uso é recomendado em casos de bronquite e escorbuto e como depurativa do sangue. Ela pode ser consumida ao natural, espremida como suco, utilizada em doces, sorvetes, etc. Cada 100 gramas de manga fornecem, em média, 64,3 calorias.

Abacaxi: o abacaxi, fruta própria de regiões e épocas quentes, é rico em vitaminas A, B e C, fosfatos, ferro e magnésio. Cerca de 86% de sua composição é de água, mas ele também possui bromelina, uma enzima capaz de degradar certas proteínas, sendo útil para favorecer a expectoração e a eliminação de germes que se agarram à luz intestinal por meio de mucos. O abacaxi parece contribuir com a destruição das células cancerosas, além de evitar enjoos e vômitos (inclusive os causados pela cinetose), a prisão de ventre e a má digestão. Pode ser consumido em sua forma natural, espremido como suco, levado ao forno ou usado sob a forma de doces, de bebidas, sorvetes ou picolés. Soluções feitas a partir do abacaxi, quando aplicadas ao couro cabeludo, ajudam a evitar a caspa (dermatite seborreica). As propriedades do abacaxi desaparecem quando a fruta é submetida a temperaturas muito altas, como as que são necessárias para o cozimento e, por isso, é melhor que ele seja consumido cru.

Mamão: o mamão é originário da América Tropical. Existem muitas modalidades de mamão. As variedades de mamão mais conhecidas e usadas no Brasil são o mamão papaia, o mamão formosa, o mamão-da-baía, o mamão-macho e o mamão-da-índia. Quando maduro, o mamão apresenta um sabor doce e suave e é rico em vitaminas A, C e E, carboidratos, cálcio, ferro e potássio. Funciona como laxante, calmante, diurético e digestivo e ajuda no combate às inflamações e na coagulação do sangue. O mamão contém fibrina, uma substância raramente encontrada fora do corpo, especialmente valiosa na coagulação do sangue. Na dermatologia, tem efeito cicatrizante. Pode ser consumido maduro, em sua forma natural ou como suco, ou verde, sob a forma de doce. Da espécie papaia aproveita-se quase tudo: da parte interna do tronco pode-se retirar e comer a polpa, que depois de ralada e seca, assemelha-se ao coco; das raízes cozidas extrai-se um tônico para os nervos; das folhas prepara-se um chá digestivo; do suco extraído das folhas faz-se um vermífugo, usado também como digestivo e para tratar eczemas, verrugas e úlceras; das flores prepara-se um xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite e gripe. Além disso, a casca pode ser esfregada sobre a pele para tirar manchas, suavizar a cútis áspera e eliminar rugas. As sementes frescas, quando mastigadas, eliminam vermes intestinais e são eficazes contra câncer e tuberculose. Cada 100 gramas de mamão tem, em média, 50 calorias.

Abacate: o principal produtor mundial de abacate é o México. O abacate é uma fruta rica em vitamina E (embora contenha também vitaminas A, B e C), gordura monoinsaturada, sais minerais (fósforo, cálcio, ferro, potássio, magnésio) e glutationa (um poderoso antioxidante). Além disso, contém açúcar, lecitina, tanino, fitosterol, ácidos oleico, linoleico e palmítico e mais proteína que qualquer outra fruta. A gordura do abacate, a mesma do óleo de oliva, por ser de origem vegetal, não aumenta o colesterol LDL (“mau” colesterol), mas aumenta o colesterol HDL (colesterol “bom”). Pode ser consumido em sua forma natural (a polpa), em saladas, espremido sob a forma de suco ou de maionese e creme para aplicação sobre a pele (amaciante, hidratante) ou o couro cabeludo (para eliminar a caspa ou para amaciar os cabelos). Tem efeitos benéficos, entre outras condições, na osteoporose, eliminação de gases, reumatismo e gota. Contribui para o bom estado das artérias, dilata os vasos sanguíneos, abaixa a pressão arterial e tem ação anti-inflamatória.

Uva: existem várias espécies de uva. As mais conhecidas no Brasil são a uva itália, a niágara, a branca e a rosada. De acordo com a espécie, a uva pode ser de cor preta, rosada ou verde. A uva é uma fruta rica em sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio e potássio), vitaminas C e do complexo B e tem, entre outros, efeitos calmantes, diuréticos, laxativos, antirreumáticos e antibronquíticos. As modalidades vermelhas têm efeitos antioxidantes e anticancerígenos, além de evitar o envelhecimento precoce e as uvas verdes têm efeitos antivirais e antibacterianos. Quanto mais escuras, mais as uvas contêm flavonoides e resveratrol (um poderoso antioxidante). Para se usufruir de todos os benefícios que elas podem dar, as uvas devem ser integralmente consumidas, incluindo cascas e sementes. As cascas das uvas contribuem para aumentar o HDL (colesterol “bom”) e diminuem o LDL (“mau” colesterol). As uvas protegem contra doenças cardíacas e cânceres. Podem ser consumidas ao natural ou como doces, saladas, geleias, farinhas, espremidas como sucos e como componentes de vinhos.


AMANHÂ TEM MAIS!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ácido úrico





O ácido úrico é uma substância produzida normalmente pelo organismo. Ele é um produto que resulta do metabolismo da purina (uma proteína contida em vários alimentos e no próprio organismo) e é eliminado principalmente pela urina e, em menores quantidades, pela bile e pelas fezes. O nível de ácido úrico no sangue depende do ritmo da sua produção e eliminação, mas a concentração excessiva ou o déficit dele causam sintomas. Seu excesso provoca o depósito de cristais em vários órgãos do corpo, principalmente articulações, causando gota, e rins, causando cálculos. Níveis baixos de ácido úrico indicam a possibilidade de doença de Wilson ou câncer, bem como o uso de certos fármacos. A dosagem sanguínea do ácido úrico é usada também para fornecer uma noção indireta do estado da filtração renal.

O excesso de ácido úrico, por ingestão excessiva ou produção aumentada, ocasiona o depósito de cristais de urato de sódio nas articulações, sob a pele, nos rins e em vários outros órgãos do corpo. O depósito de ácido úrico nas articulações ocasiona uma artrite dolorosa que pode afetar todas as articulações, mas que predomina nas dos membros inferiores. O depósito nos rins ocasiona a formação de cálculos renais (litíase renal) ou leva à insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).

Níveis altos de ácido úrico podem ser indicativos de gota, insuficiência renal, anorexia, leucemias, infecções agudas, eclampsia, choque, cetose diabética, intoxicação por chumbo, acidose metabólica, estresse, alcoolismo, exercício vigoroso, policitemia, psoríase. Contudo, a enfermidade mais típica do excesso de ácido úrico é a gota, em que os cristais de ácido úrico são depositados nas articulações ou nos rins. Aproximadamente 90% dos pacientes com gota são homens acima dos 40 anos de idade.

A medida da concentração de ácido úrico pode ser feita no sangue e na urina e só deve ser realizada após um jejum prévio de 8 horas. Os valores normais da concentração de ácido úrico no sangue humano variam entre 2,4 e 6 mg/dl, nas mulheres; e entre 3,4 e 7,0 mg/dl, nos homens. Na urina, entre 0,24 e 0,75 g/dia. Esses valores podem ser mais baixos nos vegetarianos, que ingerem menos proteína animal.

Como diminuir a concentração sanguínea do ácido úrico?

• Beber bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico.

• Ingerir bastante leite e derivados, que melhoram a eliminação do ácido úrico.

• Evitar o estresse físico.

• Evitar alimentos industrializados e ter uma dieta rica em frutas e verduras.

• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja, que é rica em purina.

• Evitar o uso de diuréticos e anti-inflamatórios.

• Evitar alimentos ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar e miúdos).

• Usar, quando indicado por um médico, medicamentos que inibem a produção ou aumentam a excreção de ácido úrico.

domingo, 12 de agosto de 2012

Doença De Sandhoff (Gangliosidose G(M2) Tipo II; Doença da Deficiência de Hoxosaminidase A e B)

Imagem retirada a pedido.


Doença hereditária autossômica causada por deficiência das enzimas hexosaminidase A & B (v. BETA-N-ACETILHEXOSAMINIDASE) que leva ao acúmulo de gangliosídeo GM2 e globosídeo esfingolipídeo em neurônios e outros órgãos.

As manifestações clínicas assemelham-se à doença de tay-sachs, mas a doença não se limita aos judeus asquenazi e pode caracterizar-se por hepatosplenomegalia.

A forma infantil se apresenta nos primeiros 4 meses de vida com atraso psicomotor, hipotonia seguida de espasticidade e manchas vermelho-cereja na mácula. Foram relatados raros casos das formas juvenil e adulta. (Tradução livre do original: Menkes, Textbook of Child Neurology, 5th ed, p92)

Doença de Tay-Sachs

Gangliosidose hereditária recessiva autossômica, caracterizada pelo início nos primeiros 6 meses de vida por uma resposta alarmante exagerada, atraso no desenvolvimento psicomotor, hipotonia (seguida de espasticidade), perda visual e mancha vermelho-cereja macular.

A enzima hexosaminidase A (v. beta-n-acetil-hexosaminidase) é deficiente, levando ao acúmulo de gangliosídeo GM2 em neurônios do sistema nervoso central e retina. Esta condição está fortemente associada com ancestrais judeus asquenazis. (Tradução livre do original: Menkes, Textbook of Pediatric Neurology, 5th ed pp89-96).

Uma doença autossômica recessiva é caracterizada por atingir homens e mulheres na mesma proporção e induzida pelo gene recessivo originado do cruzamento dos pais do indivíduo.




Os gangliosídios são os esfingolipídios com extremidades ("cabeças") polares muito grandes formadas por unidades de oligossacarídeos carregadas negativamente, e que possuem uma ou mais unidades de ácido N-acetilneuramínico ou ácido siálico que têm uma carga negativa a pH 7. Os gangliósidos diferem de outros glicoesfingolipídios por possuirem este ácido.

Eu sei que não resolve muito ficar explicando essas coisa, mas, certamente, se você quiser, poderá encontrar todas as definições na internet.

O texto é mais para explicar sobre a doença...

sábado, 11 de agosto de 2012

Vista embaçada





A hipermetropia é uma alteração na focalização das imagens dos objetos percebidos, a qual passa a se formar para além da retina. Isso acontece ou porque o globo ocular é um pouco menor do que o normal ou porque a córnea ou o cristalino têm o seu poder refrativo diminuído. A pessoa hipermétrope geralmente enxerga melhor de longe que de perto. Se um objeto situado longe do olho for se aproximando pouco a pouco, será visto cada vez mais embaçado. Ao tentar enxergar de perto (para ler, por exemplo) a pessoa não consegue focalizar a imagem e sente desconforto visual, geralmente referido como cansaço ou dor de cabeça.

Grande número de crianças apresenta uma hipermetropia fisiológica que se compensa com o tempo, uma vez que os seus olhos normalmente são menores do que o que deveriam ser.

Contudo, como as crianças têm um maior poder de acomodação do que os adultos, elas suportam graus elevados de hipermetropia sem sintomas. O grau de hipermetropia geralmente diminui com o crescimento do olho e por isso é comum assistir-se a pessoas que necessitavam de óculos durante a infância deixar de usá-los depois de adultas.

Destacam-se como causas da hipermetropia:

• O fato de que o eixo axial do olho seja mais curto que o normal ou que haja uma diminuição da curvatura das faces do cristalino.

• Diminuição do índice de refração do cristalino ou do humor aquoso.

• Aumento do índice de refração do vítreo.

• Distância excessiva entre o cristalino e a córnea.

• Ausência do cristalino (afacia).

• Perda da capacidade de acomodação do olho com a idade (vista cansada).

O principal sintoma da hipermetropia é uma visão mais embaçada de perto e mais nítida de longe, mas também podem ocorrer:

• Dores de cabeça.

• Cansaço ocular.

• Sensação de peso ao redor dos olhos.

• Ardor.

• Vermelhidão e lacrimejamento dos olhos.

Quase todos esses sintomas são causados pelos esforços constantes de acomodação.

Para diagnosticar a presença, as causas e as consequências da hipermetropia, o médico deve proceder a um exame oftalmológico completo, o que implica na utilização de vários aparelhos: testes de movimentação dos olhos, teste para a detecção de glaucoma, exame de refração, exame de fundo de olho e exame da acuidade visual.

Em muitos casos a hipermetropia não exige correção porque a pessoa hipermétrope tem uma grande capacidade de acomodação visual. Uma exceção a isso são as crianças que também apresentam algum grau de estrabismo, nas quais a correção deve ser feita tão prontamente quanto possível. Nos casos mais severos, em que haja acentuado desconforto visual e o paciente não consiga focalizar a imagem, são aconselhadas lentes corretoras, por meio de óculos ou de lentes de contato. Em adultos pode ser feita uma cirurgia refrativa, a critério do oftalmologista assistente. Na cirurgia, geralmente feita a laser, a curvatura da córnea é alterada e trazida ao normal.

Os resultados esperados dos tratamentos em geral são bons.

A hipermetropia é um fator de risco para o glaucoma (hipertenção ocular) e para a ambliopia (olho preguiçoso).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Omeprazóis da vida..






Interação de alguns medicamentos com os que tratam seu estômago:

Omeprazol

+ Carbamazepina = lentificação renal

+ Dizepan = lentificação renal

+ Digoxina = aumento de absorção

+ Nifedipina = aumento de absorção e lentificação renal


Lansoprazol

+ Contraceptivos = resultados dúbios no tratamento


Esomeprazol

+ Diapepan = lentificação renal

+ Fenitoína = lentificação renal


Rabrepazol

+ Digoxina = aumento de absorção


Pantoprazol

parece não apresentar interação com outros medicamentos

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ansiedade de Separação na Infância




As crianças com Ansiedade de Separação podem ser incapazes de permanecer em um quarto sozinhas, podem exibir um comportamento muito adesivo à pessoa de forte vínculo afetivo (normalmente a mãe), costumam andar juntos como uma sombra atrás dos pais, não só fora do lar como até por toda a própria casa e sofrem muito diante da possibilidade de ficarem separadas.

Sintomas de ansiedade são relativamente comuns em crianças e adolescentes, e a ansiedade patológica, incluindo o Transtorno de Separação na Infância é um problema clínico freqüente nesta faixa etária. Por estas razões, todos os profissionais que lidam com crianças e adolescentes devem estar conscientizados sobre as possíveis manifestações de ansiedade nesta faixa etária.

Esse apelo é especialmente dirigido aos pediatras, inegavelmente os primeiros a tomarem contacto com a criança ansiosa e, infelizmente, os maiores responsáveis pelo não tratamento da ansiedade nesses pacientes. Exceto alguma coisa do tipo maracujá, dificilmente são capazes (normalmente por ignorarem) de recomendar o tratamento correto.

O problema fica mais grave na medida em que as famílias jamais contestam a conduta do pediatra de seus filhos e, quando eles acham que criança não deve tomar nenhum medicamento adequado, o assunto está definitivamente encerrado.

As diretrizes a seguir podem auxiliar os pediatra ou médico da família médicos a determinar se há justificativa para um encaminhamento para serviço de saúde mental:

1. A criança apresenta sintomas que excedem o que seria esperado no desenvolvimento.

2. A ansiedade cria comprometimento significativo em alguma área das funções da criança.

3. Os sintomas de ansiedade persistem por um tempo inadequado.

Os transtornos ansiosos podem ser debilitantes para crianças e adolescentes e estressantes para as famílias, podem comprometer significativamente o desenvolvimento e o equilíbrio emocional. Por isso, o tratamento rápido e apropriado pode ser efetivo em aliviar os sintomas e ajudar o jovem a retornar à função normal.

A Ansiedade de Separação é, provavelmente, o transtorno ansioso mais comum em crianças. A característica essencial do Transtorno de Ansiedade de Separação é a ansiedade excessiva envolvendo o afastamento de casa ou de pessoas com forte vínculo afetivo, normalmente a mãe.

O medo é uma emoção humana universal e, tanto as crianças e adolescentes, quanto os adultos podem (e devem) experimentá-lo fisiologicamente. O medo até é benéfico na conservação da espécie, na medida em que serve de resposta adaptativa em muitas situações adversas.

Portanto, a simples presença de medo de separar-se da mãe, pai ou qualquer outra figura de forte ligação afetiva não é um sinal de patologia emocional, é um fenômeno normal no desenvolvimento infantil, existindo naturalmente dos 10 meses de idade até a idade pré-escolar. Mas, em outros casos, as reações de medo e ansiedade diante da separação ou perspectiva de separação podem comprometer a adaptação e o desenvolvimento infantil.

Para o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade de Separação há necessidade de que a ansiedade diante da separação ou perspectiva de separação da figura de mais contacto afetivo (normalmente a mãe) seja exagerada, que a criança apresente algum sofrimento significativo ou algum prejuízo social, escolar ou de outra área importante de sua vida. Portanto, para o diagnóstico é importante que as crianças com ansiedade de separação tenham dificuldades em realizar suas atividades cotidianas normais, freqüentar a escola, ficar na casa de amigos, ir à excursões e, até, manter hábitos de sono normais.

As crianças com este transtorno experimentam um sofrimento excessivo quando separados de casa ou de pessoas de vinculação afetiva importante, bem como podem sofrer antecipadamente diante da simples possibilidade de futura separação. Quando os pacientes são separados da casa ou dessas pessoas de vinculação afetiva, precisam insistentemente saber de seu paradeiro e sentem necessidade de permanecer em contato constante, como por exemplo, através de telefonemas repetidos.

Embora teoricamente a Ansiedade de Separação possa ocorrer em qualquer idade, o transtorno é mais freqüentemente diagnosticado na pré-puberdade. Isso porque, possivelmente, em idades anteriores o problema possa ser menos valorizado pela família. A proporção entre meninos e meninas para a Ansiedade de Separação é pouco conhecida, embora alguns estudos epidemiológicos relatem mais casos femininos.

Dos 9 aos 12 anos as crianças com costumam suportar mais a angústia excessiva no momento da separação. Os adolescentes com o transtorno entre 13 e 16 anos podem recusar ir à escola e apresentar queixas físicas. Pesadelos sobre separação também são freqüentemente em crianças mais jovens.

Algumas crianças com Transtorno de Ansiedade de Separação sentem saudade extrema e chegam a sentir-se doentes (com febre, diarréia, vômito, etc.) devido ao desconforto por estarem longe de casa ou quando a pessoa de maior vínculo afetivo está ausente (viagens, trabalho...). Outros sintomas incluem preocupação fora da realidade com algo de mal que possa acontecer a si mesma ou aos pais, recusa em ir à escola, relutância em dormir sozinha ou longe dos pais, pesadelos repetidos com temas de separação e queixas físicas (cefaléias, dores de estômago, náuseas, vômitos) nos momentos de separação ou antecipadamente, diante da possibilidade de separação.

Esses pacientes freqüentemente expressam o medo anormal de se perderem e jamais reverem seus pais. Devido ao desconforto que sentem quando se ausentam de casa, costumam evitar de ir a qualquer lugar sozinhas. Pode, inclusive, haver relutância ou recusa a irem à escola ou outro tipo de atividade fora de casa, assim como, visitar ou pernoitar em casa de amigos.

Outro sinal marcante do transtorno de separação que essas crianças apresentam é a freqüente dificuldades para dormir sozinhas, sendo habitual a insistência para que alguém (normalmente a mãe) permaneça ao lado até adormecerem. Durante a noite podem ir à cama dos pais ou de outra pessoa significativa, como um irmão. Também pode haver pesadelos cujo conteúdo expressa os temores fantasiosos da criança, como por exemplo, a destruição da família, assassinato ou outra catástrofe.

Quando essas crianças com Transtorno de Ansiedade de Separação estão fora de casa, elas podem exibir um certo retraimento social, apatia, tristeza ou dificuldade para concentrar-se no trabalho, estudo ou em brincadeiras. Dependendo da idade, elas podem ter medo de animais, monstros, do escuro, de ladrões, bandidos, seqüestradores, acidentes automobilísticos, viagens aéreas e outras situações percebidas como perigosas para a integridade, sua própria ou da família. Preocupações com a morte e o morrer são comuns.

A recusa de irem à escola pode acarretar dificuldades escolares e até evitação social. As crianças podem queixar-se de que ninguém gosta delas e, muitas vezes, até afirmar que desejariam estar mortas. Quando extremamente perturbadas frente à perspectiva de separação, podem apresentar raiva ou às vezes agredir fisicamente a pessoa que está forçando a separação. Quando sozinhas, especialmente à noite, as crianças pequenas podem relatar experiências perceptivas incomuns, tais como, ver pessoas dentro do quarto, criaturas assustadoras que tentam pegá-las, sensação de olhos que as vigiam.

As excessivas exigências da criança em relação à atenção, carinho e amor freqüentemente se transformam em uma fonte de frustração para os pais, provocando ressentimento e conflito na família. Às vezes, as crianças com o transtorno são descritas como excessivamente meticulosas, obedientes e ávidas por agradar. Um humor depressivo em geral está presente nos portadores de Transtorno de Ansiedade de Separação, justificando um diagnóstico adicional de Transtorno Distímico ou Transtorno Depressivo Maior. O transtorno pode preceder o desenvolvimento de Transtorno de Pânico.