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terça-feira, 21 de junho de 2011
Inimigos ocultos
A produção de alimentos no mundo tem demandado muitas pesquisas por melhoras na produtividade, ainda que isso venha acontecendo há décadas, já desde o uso intensivo de defensivos agrícolas, que parecem ainda muito presentes nos alimentos, particularmente de origem vegetal.
A fiscalização do uso destes produtos é feita por órgãos governamentais, como a ANVISA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA).
Aplicam testes para verificar se o defensivo agrícola é tóxico ou não para o organismo humano e, em função destes testes, o produto poderá ser ou não utilizado na produção, venda e aplicação em culturas de vegetais para a alimentação.
Mas, por curiosidade, vamos aprender um pouquinho sobre estes "defensivos agrícolas" que eu citei?
Vamos lá, então:
O uso de defensivos agrícolas consiste hoje em dia no principal método de luta contra as doenças e pragas que além de atacarem as lavouras, criam grandes problemas para o agricultor, afetando tanto sua economia como sua saúde.
Atualmente a utilização de defensivos se faz presente também entre produtores de plantas ornamentais, ameaçando não só a saúde daqueles que os utilizam, mas também o meio ambiente. Os riscos de acidente provenientes da utilização desses produtos podem ser evitados mediante a observância das medidas corretas de segurança.
Os defensivos agrícolas são produtos químicos de utilidade, mas é preciso que você saiba utiliza-lo para não prejudicar sua saúde e de seus semelhantes.
Os cuidados a serem tomados começam ao comprar o produto, verifique se a embalagem não esta rasgada, furada ou com vazamento; verifique a data de validade do produto. Ao transportar o produto não coloque junto com outros embrulhos, não encoste em seu corpo. O produto deve ser guardado em lugar seguro longe do alcance de crianças, lugar fresco, bem arejado, nunca perto de vidros devido ao risco de aquecer.
Os defensivos devem ser usados quando houver necessidade, use apenas o produto necessário, no caso de fungicida ou inseticida evite a mistura de produtos, porque diminui a sua potencialidade.
Nunca ultrapasse a dosagem indicada, isso pode causar o estado efeito-tóxico nas plantas, causando dificuldade para fazer a fotossíntese.
Verificada a necessidade de usar inseticida ou fungicida, prepare o seu corpo para não correr riscos desagradáveis.
Medidas de Proteção
. ÓCULOS - Proteção para os olhos, porque alguns produtos causam ulcerações nas vistas, de preferência com as laterais fechadas.
. MÁSCARA - Proteção para a via respiratória, muitos dos produtos são de efeito cumulativo no organismo.
. LUVAS - Proteção para as mãos.
. CHAPÉU - Proteção do couro cabeludo onde há fácil penetração desses produtos.
. CAMISA DE MANGA COMPRIDA - Proteção dos braços.
. BOTA DE BORRACHA - Proteção para os pés, não use calçado de couro, retém o produto e pode surgir irritação na pele.
. Verifique se as janelas e portas não estão abertas, não permita que outra pessoas fiquem por perto.
. Qualquer inseticida líquido deve ser agitado por dois ou três minutos para haver uma mistura homogênea, porque 95% do litro é apenas veículo de transporte do produto. Não proceda a mistura do produto em lugar fechado, faça-a em lugar bem ventilado.
. Na hora de aplicar verifique a corrente de ar e aplique sempre a favor do vento. Terminada a aplicação tire toda a roupa e não misture com outras para lavar. Tome um banho de preferência frio para não haver dilatação dos poros, beba bastante líquido, não tome leite pois por ser gorduroso pode fixar o produto em seu organismo. Não envie plantas nas exposições em observar oi período de carência. Em ambiente fechado, mesmo dentro do carro, as plantas vão exalar os produtos.
E aí? Você acha que os defensivos agrícolas são "simpáticos" para a nossa saúde? Parece que não, concorda? Então, vamos pensar um pouco: como se pode determinar que um defensivo agrícola faz ou não faz mal para a saúde? Qual o limite de toxicidade de um produto destes para o nosso organismo?
Você sabia que os inseticidas têm "efeito cumulativo" em nosso organismo? Isto quer dizer o seguinte: entrou nas células, não sai mais. E, conforme entrem mais, ficam lá dentro... até a célula morrer! Passa a "fazer parte" de nós! Quanto romantismo!
Eu ainda fico pensando se a técnica de manipulação genética de alimentos é realmente perniciosa para a saúde humana! Mas só estou aqui pensando, "com meus botões"...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
As Superbacérias
O uso indiscriminado (abusivo) dos antibióticos desde sua industrialização promoveu uma seleção natural das bactérias patogênicas (causadoras de doenças). Por isso as populações atuais desses micróbios são bastante resistentes aos medicamentos. Muitas vezes torna-se quase impossível combatê-las e para tanto é preciso usar antibióticos tão poderosos que causam problemas ao próprio paciente, como danos ao fígado ou tecido ósseo.
Os dentes por serem de natureza óssea costumam ser muito afetados, principalmente nas crianças antes da mudança da dentição. Isso acontece porque os dentes definitivos ainda estão em formação, daí a maior sensibilidade aos antibióticos.
Mas por quê? O tempo de ação irá depender de vários fatores , normalmente não considerados pelo leigo. Se a pessoa ingere uma penicilina ou uma amoxilina por 3 ou 4 dias, quando normalmente passam os sintomas, não cumpriu o tempo necessário para "destruir" as supostas bactérias, logo se transformou num criadouro de superbactérias (aquelas da seleção natural). E esse mesmo cidadão sai espirrando por aí.
A ingestão indiscriminada de antibióticos é um dos maiores crimes que se pode cometer contra a humanidade. Cada vez que um de nós toma remédios por automedicação ou interrompe o tratamento está criando a oportunidade para novas doenças se desenvolverem na população.
Um exemplo clássico é a TMR ou Tuberculose multirresistente, um tipo de tuberculose na qual o bacilo é tão resistente que nenhuma droga conhecida consegue atacá-lo com eficiência. Normalmente a doença se desenvolve porque a pessoa não ingeriu a medicação o tempo correto (oito meses). A interrupção do tratamento se dá quando cessam os sintomas, mas enquanto isso o bacilo vai se multiplicando com uma resistência muito maior...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Poluição do ar causa mais infarto que cocaína
Respirar ar poluído causa mais ataques cardíacos que usar cocaína, segundo revisão de estudos envolvendo 700 mil pessoas, publicada ontem no "Lancet".
O trabalho, feito pela Hasselt University, na Bélgica, cruzou fatores de risco para infarto e a exposição da população a esses fatores.
É por isso que a poluição ficou em primeiro lugar. Individualmente, aumenta apenas 2,9 vezes o risco de infarto, em comparação com a cocaína (23 vezes).
Mas, como a população toda é exposta à poluição, e apenas uma fração pequena usa a droga (0,04%), a poluição desencadeia muito mais infartos do que a cocaína.
O estudo também coloca em patamares semelhantes os riscos da poluição e de outros fatores mais conhecidos, como esforço físico e consumo de álcool e de café.
O estudo pode fazer com que os clínicos finalmente olhem para a poluição como fator de risco relevante para infarto. Não se pode mais menosprezar um risco de 7%, similar ao do álcool.
Os gatilhos fazem a doença preexistente piorar ou se manifestar. No caso da poluição, a piora da qualidade do ar pode causar um infarto poucas horas depois da exposição em quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares.
Mas mesmo pessoas saudáveis podem sofrer dano e ter o risco de infarto aumentado ao longo do tempo, principalmente se morarem em cidades como São Paulo.
domingo, 28 de novembro de 2010
Fumo passivo mata 600 mil por ano, diz OMS
Cerca de 1% das mortes mundiais se devem ao tabagismo passivo, o que significa estimados 600 mil óbitos anuais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.
No primeiro estudo mundial já feito sobre isso, os especialistas da OMS concluíram que as crianças são mais expostas ao fumo passivo do que qualquer outra faixa etária, e que cerca de 165 mil delas morrem por causa disso.
"Dois terços dessas mortes ocorrem na África e no sul da Ásia", escreveu a equipe liderada por Annette Pruss-Ustun.
A exposição das crianças à fumaça de cigarros é mais comum dentro de casa, e o problema é agravado pela maior incidência de doenças infecciosas nessas regiões.
Em comentário sobre o estudo na revista Lancet, Heather Wipfli e Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, disseram que as autoridades deveriam tentar motivar as famílias a pararem de fumar dentro de casa "Em alguns países, lares livres de fumaça estão se tornando a norma, mas isso está longe de ser universal", escreveram.
Os pesquisadores examinaram dados de 192 países, colhidos desde 2004, e empregaram um modelo matemático para estimar o número de mortes e o número de anos de vida saudável que são desperdiçados.
Em 2004, em nível mundial, estavam expostos ao fumo passivo 40 por cento das crianças, 33 por cento dos homens não-fumantes e 35 por cento das mulheres não-fumantes.
Isso teria provocado 379 mil mortes por doenças cardíacas, 165 mil por infecções respiratórias, 36,9 mil de asma e 21,4 mil de câncer de pulmão. A isso se somam 5,1 milhões de mortes anuais atribuídas ao uso direto do tabaco.
Entre crianças, as mortes pelo fumo passivo se concentram nos países de baixa e média renda. Entre adultos, elas se distribuem de forma mais homogênea.
Nos países mais ricos da Europa, por exemplo, foram registradas apenas 71 mortes infantis por causa do fumo passivo, e 35.388 mortes de adultos. Na África, foram 43.375 mortes infantis e 9.514 adultas.
Pruss-Ustun defendeu que os países cumpram a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que inclui maior taxação sobre cigarros, embalagens menos atraentes, proibição da publicidade e outras medidas.
Só 7,4 por cento da população mundial vive em áreas com leis rígidas contra o fumo, mas nem sempre elas são suficientemente fiscalizadas.
No primeiro estudo mundial já feito sobre isso, os especialistas da OMS concluíram que as crianças são mais expostas ao fumo passivo do que qualquer outra faixa etária, e que cerca de 165 mil delas morrem por causa disso.
"Dois terços dessas mortes ocorrem na África e no sul da Ásia", escreveu a equipe liderada por Annette Pruss-Ustun.
A exposição das crianças à fumaça de cigarros é mais comum dentro de casa, e o problema é agravado pela maior incidência de doenças infecciosas nessas regiões.
Em comentário sobre o estudo na revista Lancet, Heather Wipfli e Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, disseram que as autoridades deveriam tentar motivar as famílias a pararem de fumar dentro de casa "Em alguns países, lares livres de fumaça estão se tornando a norma, mas isso está longe de ser universal", escreveram.
Os pesquisadores examinaram dados de 192 países, colhidos desde 2004, e empregaram um modelo matemático para estimar o número de mortes e o número de anos de vida saudável que são desperdiçados.
Em 2004, em nível mundial, estavam expostos ao fumo passivo 40 por cento das crianças, 33 por cento dos homens não-fumantes e 35 por cento das mulheres não-fumantes.
Isso teria provocado 379 mil mortes por doenças cardíacas, 165 mil por infecções respiratórias, 36,9 mil de asma e 21,4 mil de câncer de pulmão. A isso se somam 5,1 milhões de mortes anuais atribuídas ao uso direto do tabaco.
Entre crianças, as mortes pelo fumo passivo se concentram nos países de baixa e média renda. Entre adultos, elas se distribuem de forma mais homogênea.
Nos países mais ricos da Europa, por exemplo, foram registradas apenas 71 mortes infantis por causa do fumo passivo, e 35.388 mortes de adultos. Na África, foram 43.375 mortes infantis e 9.514 adultas.
Pruss-Ustun defendeu que os países cumpram a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que inclui maior taxação sobre cigarros, embalagens menos atraentes, proibição da publicidade e outras medidas.
Só 7,4 por cento da população mundial vive em áreas com leis rígidas contra o fumo, mas nem sempre elas são suficientemente fiscalizadas.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ruído contínuo no local de trabalho dobra risco de doenças cardíacas!
O ruído contínuo no local de trabalho pode dobrar ou até triplicar o risco de doenças cardíacas, sugere um estudo publicado na última edição da revista médica British Medical Journal (BMJ).
A pesquisa foi feita a partir dos resultados de uma análise de saúde com 6 mil empregados maiores de 20 anos que participaram, entre 1999 e 2004, do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos.
O levantamento, coordenado por Qi Wen Gan, da Escola de Saúde Ambiental da Universidade de British Columbia, no Canadá, levou em conta entrevistas com funcionários, exames de sangue, o estilo de vida e o histórico médico deles.
Os voluntários foram separados em dois grupos, entre os que suportaram por três meses ruídos tão altos no trabalho a ponto de ser difícil falar normalmente e os que não tiveram esse problema.
Os pesquisadores concluíram que os funcionários que ficavam em um lugar barulhento tinham duas ou três vezes mais probabilidade de ter problemas cardíacos graves do que aqueles que trabalhavam em áreas com menos ruído.
Os exames de sangue, porém, não indicaram níveis elevados de colesterol, associado a doenças do coração. "Esse estudo sugere que a exposição ao ruído excessivo no ambiente de trabalho é uma questão de saúde laboral e merece atenção especial", avaliam os especialistas.
A pesquisa foi feita a partir dos resultados de uma análise de saúde com 6 mil empregados maiores de 20 anos que participaram, entre 1999 e 2004, do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos.
O levantamento, coordenado por Qi Wen Gan, da Escola de Saúde Ambiental da Universidade de British Columbia, no Canadá, levou em conta entrevistas com funcionários, exames de sangue, o estilo de vida e o histórico médico deles.
Os voluntários foram separados em dois grupos, entre os que suportaram por três meses ruídos tão altos no trabalho a ponto de ser difícil falar normalmente e os que não tiveram esse problema.
Os pesquisadores concluíram que os funcionários que ficavam em um lugar barulhento tinham duas ou três vezes mais probabilidade de ter problemas cardíacos graves do que aqueles que trabalhavam em áreas com menos ruído.
Os exames de sangue, porém, não indicaram níveis elevados de colesterol, associado a doenças do coração. "Esse estudo sugere que a exposição ao ruído excessivo no ambiente de trabalho é uma questão de saúde laboral e merece atenção especial", avaliam os especialistas.
sábado, 2 de outubro de 2010
Há risco de doença para crianças expostas à fumaça do cigarro.
A exposição à fumaça de cigarro para crianças, aumenta os índices de déficit de atenção, hiperatividade, de acordo com estudos publicados na Revista Pediatrics, em setembro de 2010.
Mas há variações da expressão desses problemas em função da etnia da criança (de acordo com o mesmo estudo).
O estudo foi efetuado em crianças que compreendem a faixa etária dos 4 ao 15 anos de idade, demonstrando que em certos grupos étnicos há maior propensão para o surgimento de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), assim, no estudo norte-americano, as crianças chamadas hispânicas apresentam cerca de 3% de elevação de chances para o problema, enquanto que as crianças de outras etnias apresentam cerca de 5%.
A análise foi feita com base em dosagem de cotinina (A cotinina é uma substância encontrada na saliva, através da qual se pode medir a quantidade de nicotina absorvida pelo fumante) e sua relação com TDAH (em inglês, ADHD), pela aplicação de testes psico-neurológicos que avaliam o índice de baixa atenção e hiperatividade da criança.
De qualquer modo, nota-se expressiva alteração do índice em função da exposição da fumaça do cigarro. Só a fumaça, não é que as crianças sejam fumantes ativos, mas fumantes passivos.
É uma caso para se pensar: fumar ou não fumar, eis a questão. O cigarro há um bom tempo se sabe prejudicar também a outrem, não somente o próprio fumante.
Mas há variações da expressão desses problemas em função da etnia da criança (de acordo com o mesmo estudo).
O estudo foi efetuado em crianças que compreendem a faixa etária dos 4 ao 15 anos de idade, demonstrando que em certos grupos étnicos há maior propensão para o surgimento de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), assim, no estudo norte-americano, as crianças chamadas hispânicas apresentam cerca de 3% de elevação de chances para o problema, enquanto que as crianças de outras etnias apresentam cerca de 5%.
A análise foi feita com base em dosagem de cotinina (A cotinina é uma substância encontrada na saliva, através da qual se pode medir a quantidade de nicotina absorvida pelo fumante) e sua relação com TDAH (em inglês, ADHD), pela aplicação de testes psico-neurológicos que avaliam o índice de baixa atenção e hiperatividade da criança.
De qualquer modo, nota-se expressiva alteração do índice em função da exposição da fumaça do cigarro. Só a fumaça, não é que as crianças sejam fumantes ativos, mas fumantes passivos.
É uma caso para se pensar: fumar ou não fumar, eis a questão. O cigarro há um bom tempo se sabe prejudicar também a outrem, não somente o próprio fumante.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Saúde em Sampa
Além de causar destruição e desastres, as mudanças climáticas vão afetar a nossa saúde, quase sempre de maneira negativa. O recém-lançado relatório sobre "Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas" traz um resumo detalhado de como será esse impacto para os paulistanos. Embora os pesquisadores não tenham conseguido ainda quantificar os danos, eles desenharam um cenário bem preocupante:
- aumento da concentração de poluentes – a fumaça dos carros e caminhões enche o ar de substâncias tóxicas. Além disso, essas partículas microscópicas flutuando no ar impedem a formação de nuvens e diminuem as chuvas – daí a garoa, que já foi marca registrada da cidade, estar desaparecendo. Sem garoas, o ar não limpa, e a concentração de poluentes aumenta mais ainda. A situação fica crítica nas estações mais frias, quando as condições meteorológicas da cidade impedem que os poluentes se dispersem. A mistura de frio com alta concentração de poluentes é especialmente letal, principalmente para pessoas mais frágeis, como bebês e idosos. Os mais pobres também tendem a ser mais impactados que os mais ricos, porque têm resistência mais baixa e, por usar transporte público, ficam mais expostos aos poluentes. "Quem emite mais é quem é menos impactado", diz Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP. Espera-se que milhares de pessoas a mais morram de pnemonia, bronquite e outras doenças respiratórias (mais sobre poluição e saúde aqui).
- variações bruscas de temperatura – pessoas abaixo dos 5 anos e acima dos 65 são mais vulneráveis a variações de temperatura, quando saem da "zona de conforto térmico". Essa "zona" não é fixa para todos os humanos: depende da temperatura com a qual se está acostumado. Um dos efeitos das mudanças climáticas é que teremos variações mais bruscas e imprevisíveis na temperatura. Isso afeta a arquitetura do sono, desregula a produção de hormônios, afeta a pressão arterial e aumenta o estresse. No limite, pode matar – geralmente por enfarte. A cidade de Santos, a 80 quilômetros de São Paulo, enfrentou em fevereiro uma onda de calor letal: a temperatura chegou a 39 graus e 32 idosos morreram. Espera-se que episódios assim tornem-se cada vez mais comuns.
- chuvas e tempestades – além de provocar invernos mais secos (e poluídos), as mudanças climáticas estão tornando os verões mais chuvosos, com maior ocorrência de grandes tempestades. Os efeitos mais óbvios à saúde são os imediatos: mortes por afogamento, impactos de árvores que desabam e, principalmente, soterramento. Há também um outro risco grave que a cidade ainda não aprendeu a medir com precisão: o aumento nos atropelamentos, quedas de motocicletas, batidas de carros, tombos.
- doenças infecciosas – outro efeito das enchentes é a mair probabilidade de contrair doenças de veiculação hídrica nas semanas após as chuvas. Parasitoses intestinais, hepatites virais, leptospirose e enteroviroses devem se tornar mais frequentes. Além disso, a chuva e o calor criam condições perfeitas para a reprodução de mosquitos, que podem transmitir febre amarela, dengue e malária.
– alergias – o aumento na concentração de CO2 aumenta a liberação de pólen pelas plantas e a proliferação de fungos, fatores que disparam as alergias. As partículas provenientes do diesel, cuja concentração é cada vez maior no ar paulistano, agrava o problema, porque elas se ligam ao pólen e aos fungos e os levam aos pulmões. É de se esperar um aumento considerável nos casos de rinite alérgica e asma e na intensidade como essas doenças se manifestam.
– escassez e migrações – as mudanças climáticas deverão aumentar a aridez de várias regiões do Brasil, inclusive a do sertão nordestino, cuja precipitação pode cair abaixo do mínimo para sustentar vida. Quando isso acontecer, é de se esperar uma retomada das migrações para as periferias das grandes cidades, inclusive São Paulo (embora as capitais nordestinas devam ser mais afetadas). A chegada de uma população vulnerável deve colocar pressão no sistema de saúde de São Paulo.
Os autores do estudo também apontam para o fato de que a baixa qualidade do espaço público – muito trânsito, tempo demais se deslocando, falta de convívio, alto risco de desastres – podem afetar a saúde psicológica da população, aumentando a incidência de alcoolismo, depressão e suicídios.
- aumento da concentração de poluentes – a fumaça dos carros e caminhões enche o ar de substâncias tóxicas. Além disso, essas partículas microscópicas flutuando no ar impedem a formação de nuvens e diminuem as chuvas – daí a garoa, que já foi marca registrada da cidade, estar desaparecendo. Sem garoas, o ar não limpa, e a concentração de poluentes aumenta mais ainda. A situação fica crítica nas estações mais frias, quando as condições meteorológicas da cidade impedem que os poluentes se dispersem. A mistura de frio com alta concentração de poluentes é especialmente letal, principalmente para pessoas mais frágeis, como bebês e idosos. Os mais pobres também tendem a ser mais impactados que os mais ricos, porque têm resistência mais baixa e, por usar transporte público, ficam mais expostos aos poluentes. "Quem emite mais é quem é menos impactado", diz Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP. Espera-se que milhares de pessoas a mais morram de pnemonia, bronquite e outras doenças respiratórias (mais sobre poluição e saúde aqui).
- variações bruscas de temperatura – pessoas abaixo dos 5 anos e acima dos 65 são mais vulneráveis a variações de temperatura, quando saem da "zona de conforto térmico". Essa "zona" não é fixa para todos os humanos: depende da temperatura com a qual se está acostumado. Um dos efeitos das mudanças climáticas é que teremos variações mais bruscas e imprevisíveis na temperatura. Isso afeta a arquitetura do sono, desregula a produção de hormônios, afeta a pressão arterial e aumenta o estresse. No limite, pode matar – geralmente por enfarte. A cidade de Santos, a 80 quilômetros de São Paulo, enfrentou em fevereiro uma onda de calor letal: a temperatura chegou a 39 graus e 32 idosos morreram. Espera-se que episódios assim tornem-se cada vez mais comuns.
- chuvas e tempestades – além de provocar invernos mais secos (e poluídos), as mudanças climáticas estão tornando os verões mais chuvosos, com maior ocorrência de grandes tempestades. Os efeitos mais óbvios à saúde são os imediatos: mortes por afogamento, impactos de árvores que desabam e, principalmente, soterramento. Há também um outro risco grave que a cidade ainda não aprendeu a medir com precisão: o aumento nos atropelamentos, quedas de motocicletas, batidas de carros, tombos.
- doenças infecciosas – outro efeito das enchentes é a mair probabilidade de contrair doenças de veiculação hídrica nas semanas após as chuvas. Parasitoses intestinais, hepatites virais, leptospirose e enteroviroses devem se tornar mais frequentes. Além disso, a chuva e o calor criam condições perfeitas para a reprodução de mosquitos, que podem transmitir febre amarela, dengue e malária.
– alergias – o aumento na concentração de CO2 aumenta a liberação de pólen pelas plantas e a proliferação de fungos, fatores que disparam as alergias. As partículas provenientes do diesel, cuja concentração é cada vez maior no ar paulistano, agrava o problema, porque elas se ligam ao pólen e aos fungos e os levam aos pulmões. É de se esperar um aumento considerável nos casos de rinite alérgica e asma e na intensidade como essas doenças se manifestam.
– escassez e migrações – as mudanças climáticas deverão aumentar a aridez de várias regiões do Brasil, inclusive a do sertão nordestino, cuja precipitação pode cair abaixo do mínimo para sustentar vida. Quando isso acontecer, é de se esperar uma retomada das migrações para as periferias das grandes cidades, inclusive São Paulo (embora as capitais nordestinas devam ser mais afetadas). A chegada de uma população vulnerável deve colocar pressão no sistema de saúde de São Paulo.
Os autores do estudo também apontam para o fato de que a baixa qualidade do espaço público – muito trânsito, tempo demais se deslocando, falta de convívio, alto risco de desastres – podem afetar a saúde psicológica da população, aumentando a incidência de alcoolismo, depressão e suicídios.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Mudanças bruscas de temperatura
Do inverno quente dos últimos dias, boa parte do Brasil amanheceu nesta terça-feira (13) com um dia frio e chuvoso. Para aqueles que já possuem doenças respiratórias, a mudança brusca de temperatura é perigosa.
Esta mudança afeta quem tem problemas de saúde, principalmente asma e rinite. Quem não está se tratando pode até parar em um pronto socorro em decorrência de uma crise. É comum aumentarem os casos de asma, crises de falta de ar e pneumonia, em especial em idosos e crianças.
O muco protetor das vias respiratórias está desprotegido por causa do tempo seco e, então, as doenças crônicas podem se agravar. a temperatura mais baixa gera maior aglomerado de pessoas o que facilita a circulação de vírus e uma maior ocorrência de infecções.
Para se prevenir, além da vacinação contra gripe e outras viroses, é importante manter a ventilação de locais fechados, fazer higiene nasal, manter uma boa hidratação e se agasalhar bem - sem passar calor. Quem já tem uma doença crônica como asmas e rino-sinusites deve manter o tratamento e medicações para evitar crises.
A poluição das grandes cidades também é um fator que contribui para as doenças respiratórias. Por este lado a chuva veio em boa hora. A suspensão das partículas no ar estava muito elevada por causa do tempo seco. As pessoas estavam com as mucosas do nariz e garganta ressecadas o que também provoca problemas de saúde. A chuva aumenta a umidade e deposita as partículas de poluição.
Esta mudança afeta quem tem problemas de saúde, principalmente asma e rinite. Quem não está se tratando pode até parar em um pronto socorro em decorrência de uma crise. É comum aumentarem os casos de asma, crises de falta de ar e pneumonia, em especial em idosos e crianças.
O muco protetor das vias respiratórias está desprotegido por causa do tempo seco e, então, as doenças crônicas podem se agravar. a temperatura mais baixa gera maior aglomerado de pessoas o que facilita a circulação de vírus e uma maior ocorrência de infecções.
Para se prevenir, além da vacinação contra gripe e outras viroses, é importante manter a ventilação de locais fechados, fazer higiene nasal, manter uma boa hidratação e se agasalhar bem - sem passar calor. Quem já tem uma doença crônica como asmas e rino-sinusites deve manter o tratamento e medicações para evitar crises.
A poluição das grandes cidades também é um fator que contribui para as doenças respiratórias. Por este lado a chuva veio em boa hora. A suspensão das partículas no ar estava muito elevada por causa do tempo seco. As pessoas estavam com as mucosas do nariz e garganta ressecadas o que também provoca problemas de saúde. A chuva aumenta a umidade e deposita as partículas de poluição.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Observações sobre a Dengue: um refresquinho para a memória!

Transmissão:
A doença é transmitida ao homem pelo sangue, através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti contaminado com um dos quatro subtipos de vírus da dengue.
Prevenção:
Como ainda não há vacina, a melhor forma é afastar o mosquito, que se reproduz em água limpa e parada. Para isto, deve-se cobrir caixas-d´água e piscinas, esvaziar pneus e não deixar acumular água em vasos de plantas.
Sintomas:
Os sintomas da dengue clássica se parecem com os de uma gripe: dor no corpo, na cabeça, nas articulações e olhos, além de febre. Raramente há óbito nesta forma da doença. Já a hemorrágica, junte-se aos sintomas acima possíveis sangramentos, que podem levar a óbito.
Tratamentos:
Repouso, reposição de líquidos e medicamentos para alívio dos sintomas. A procura por um médico é essencial desde o aparecimento dos primeiros sintomas.
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que até 100 milhões de pessoas se infectam anualmente. No Brasil, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) teve registros de 93.463 casos entre janeiro e setembro de 2004, contra 329.844 no mesmo período no ano anterior. O estado com maior número de casos foi Minas Gerais, com 19.225.
sábado, 17 de novembro de 2007
Excesso de TV pode aumentar o risco de hipertensão em crianças

Pesquisadores norte-americanos alertam que o excesso de televisão está não apenas ligado à obesidade infantil, mas também à hipertensão em crianças, de acordo com um estudo publicado na edição de dezembro de 2007 do "American Journal of Preventive Medicine".
Estima-se que 17% das crianças e adolescentes americanos sejam obesos, e essa é a maior preocupação em saúde nos EUA, pois a obesidade aumenta o risco de problemas cardiovasculares.
Os pesquisadores avaliaram dados de 546 pessoas obesas com idades entre 4 e 17 anos.
E observaram que quanto mais tempo em frente à TV, maiores os riscos de desenvolver hipertensão.
Aquelas que assistiam de duas a quatro horas diárias de televisão, por exemplo, apresentavam 2,5 vezes mais propensão à hipertensão do que aqueles que assistiam menos de duas horas, enquanto que mais de quatro horas aumentava os risco em mais de três vezes.
domingo, 24 de junho de 2007
Fazendo pneus com fumaça de diesel...
Dois brasileiros desenvolveram filtros que retém até 70% dos poluentes gerados a partir da queima do óleo diesel em ônibus.
Agora, encontraram um destino para a poeira que fica retida nos filtros.
Os pesquisadores constataram que o resíduo tóxico eliminado pelos ônibus pode virar matéria-prima para pneus.
Daqui para a frente, estudam o uso dos resíduos em outros produtos, já testando, inclusive, para fabricar peças de borracha para automóveis.
Isso é que é criatividade! A humanidade tem saída! É só pesquisar e se esforçar!
Agora, encontraram um destino para a poeira que fica retida nos filtros.
Os pesquisadores constataram que o resíduo tóxico eliminado pelos ônibus pode virar matéria-prima para pneus.
Daqui para a frente, estudam o uso dos resíduos em outros produtos, já testando, inclusive, para fabricar peças de borracha para automóveis.
Isso é que é criatividade! A humanidade tem saída! É só pesquisar e se esforçar!
sábado, 23 de junho de 2007
Poluição Silenciosa
Um estudo da universidade espanhola de Granada demonstrou que a placenta de todas as mulheres grávidas examinadas apresentava substâncias químicas contaminantes, o que poderia gerar defeitos nas crianças, além de distúrbios endócrinos.
Em média, as mulheres eram apresentavam oito substâncias químicas, e foram detectados 17 diferentes tipos de pesticidas. Estas substâncias tóxicas não se originam de uma única fonte. Segundo os cientistas, elas estão presentes desde os alimentos até a água e o ar.
Os chamados pesticidas apresentam um problema muito sério: têm efeito cumulativo, isto é, onde eles "entram" não "saem" mais. E vão "passando" de geração para geração, cumulativamente. Ouço isso há décadas e acho impressionante que as indústrias químicas persistam na produção e distribuição desses venenos, que eliminam as pestes, mas que também eliminam a todo o ecossistema da Terra. Parece-me que os níveis de poluição são mais preocupantes do que podemos imaginar...
Em média, as mulheres eram apresentavam oito substâncias químicas, e foram detectados 17 diferentes tipos de pesticidas. Estas substâncias tóxicas não se originam de uma única fonte. Segundo os cientistas, elas estão presentes desde os alimentos até a água e o ar.
Os chamados pesticidas apresentam um problema muito sério: têm efeito cumulativo, isto é, onde eles "entram" não "saem" mais. E vão "passando" de geração para geração, cumulativamente. Ouço isso há décadas e acho impressionante que as indústrias químicas persistam na produção e distribuição desses venenos, que eliminam as pestes, mas que também eliminam a todo o ecossistema da Terra. Parece-me que os níveis de poluição são mais preocupantes do que podemos imaginar...
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Microrganismo é substituído por proteína em processos de limpeza
O horizonte se abre para a industria farmacêutica e hospitais. Num futuro próximo eles poderão usar um potencial indicador biológico, a proteína verde fluorescente (GFP), nos processos de desinfecção e esterilização de equipamentos, ambientes e materiais médico-hospitalares, em substituição a microorganismos. Presente naturalmente em águas-vivas, a GFP é produzida no microorganismo geneticamente modificado Escherichia. Coli e pode atuar como um indicador de eficácia em processos anti-microbianos.
Esse novo tipo de indicador biológico foi proposto no estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP desenvolvido por Priscila Gava Mazzola para seu doutorado. "A GFP selvagem é resistente a temperaturas elevadas, a meios ácidos e básicos, à presença de detergentes, solventes orgânicos e outros agentes sanitizantes, por isso, mostra-se um ótimo indicador da eficácia de experimentos anti-microbianos", afirma a pesquisadora. A redução ou perda total da emissão de fluorescência da GFP pode ser relacionada à resistência microbiana a um determinado processo químico ou térmico. Quando a fluorescência é perdida significa que a desinfecção ou a esterilização foi bem sucedida.
Priscila testou a proteína frente a soluções de cloro diluídas, relacionando a perda de fluorescência e o valor final desta em cada solução estudada. "A proteína verde fluorescente desnaturada não é capaz de emitir fluorescência, portanto, a perda de intensidade de fluorescência foi empregada como parâmetro para avaliar a concentração de GFP desnaturada", conta a farmacêutica Priscila.
A proteína apresentou um comportamento muito semelhante a alguns microrganismos, utilizados atualmente como indicadores biológicos, em contato com agentes sanitizantes. Além disso, sua utilização apresenta algumas vantagens frente ao uso de indicadores biológicos microrganismos. Primeiramente, seu tempo de resposta é menor. Depois, no caso da GFP, a incidência de luz UV faz com que a proteína emita fluorescência, permitindo que visualmente (qualitativamente) haja a avaliação da presença ou ausência da proteína. Caso a proteína esteja emitindo fluorescência, esta pode ser quantificada, determinando-se a quantidade de proteína desnaturada. No entanto, ainda se mostra um método alternativo já que, apesar de valer academicamente, na prática ainda possui algumas restrições. De acordo com a farmacêutica, há riscos como a proteína ser desnaturada pelo desinfetante ou permanecer no material esterilizado podendo afetar a saúde humana.
Método de extração
Priscila aponta que "para possibilitar a utilização desta proteína como indicador biológico é fundamental que os processos de produção, extração e purificação ocorram em grande escala e tenham seus custos reduzidos". Para tanto, em sua estadia no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambrigde, EUA, onde parte da pesquisa foi desenvolvida, ela também avaliou um processo de extração e purificação da proteína que representa o primeiro esforço de desenvolvimento de um processo de boa relação custo-benefício na separação e purificação da GFP.
O método chama-se extração líquido-líquido em sistemas micelares de duas fases aquosas. Ele é capaz de formar espontaneamente duas fases distintas variando somente parâmetros simples, como temperatura, por exemplo. A proteína foi inserida nesse sistema ligada a um domínio de celulose e, assim, acabou migrando para uma das fases, sendo então purificada. A GFP purificada poderá então ser avaliada frente a diferentes sistemas (térmicos, químicos e físico-químicos) quanto a sua potencialidade de ser utilizada como indicador biológico.
Segundo a pesquisadora, o método de extração apresentou-se versátil, podendo ser aplicado inclusive na extração de outras proteínas ou biomoléculas de interesse, e de fácil ampliação de escala, reduzindo as etapas de extração, concentração e purificação.
Esse novo tipo de indicador biológico foi proposto no estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP desenvolvido por Priscila Gava Mazzola para seu doutorado. "A GFP selvagem é resistente a temperaturas elevadas, a meios ácidos e básicos, à presença de detergentes, solventes orgânicos e outros agentes sanitizantes, por isso, mostra-se um ótimo indicador da eficácia de experimentos anti-microbianos", afirma a pesquisadora. A redução ou perda total da emissão de fluorescência da GFP pode ser relacionada à resistência microbiana a um determinado processo químico ou térmico. Quando a fluorescência é perdida significa que a desinfecção ou a esterilização foi bem sucedida.
Priscila testou a proteína frente a soluções de cloro diluídas, relacionando a perda de fluorescência e o valor final desta em cada solução estudada. "A proteína verde fluorescente desnaturada não é capaz de emitir fluorescência, portanto, a perda de intensidade de fluorescência foi empregada como parâmetro para avaliar a concentração de GFP desnaturada", conta a farmacêutica Priscila.
A proteína apresentou um comportamento muito semelhante a alguns microrganismos, utilizados atualmente como indicadores biológicos, em contato com agentes sanitizantes. Além disso, sua utilização apresenta algumas vantagens frente ao uso de indicadores biológicos microrganismos. Primeiramente, seu tempo de resposta é menor. Depois, no caso da GFP, a incidência de luz UV faz com que a proteína emita fluorescência, permitindo que visualmente (qualitativamente) haja a avaliação da presença ou ausência da proteína. Caso a proteína esteja emitindo fluorescência, esta pode ser quantificada, determinando-se a quantidade de proteína desnaturada. No entanto, ainda se mostra um método alternativo já que, apesar de valer academicamente, na prática ainda possui algumas restrições. De acordo com a farmacêutica, há riscos como a proteína ser desnaturada pelo desinfetante ou permanecer no material esterilizado podendo afetar a saúde humana.
Método de extração
Priscila aponta que "para possibilitar a utilização desta proteína como indicador biológico é fundamental que os processos de produção, extração e purificação ocorram em grande escala e tenham seus custos reduzidos". Para tanto, em sua estadia no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambrigde, EUA, onde parte da pesquisa foi desenvolvida, ela também avaliou um processo de extração e purificação da proteína que representa o primeiro esforço de desenvolvimento de um processo de boa relação custo-benefício na separação e purificação da GFP.
O método chama-se extração líquido-líquido em sistemas micelares de duas fases aquosas. Ele é capaz de formar espontaneamente duas fases distintas variando somente parâmetros simples, como temperatura, por exemplo. A proteína foi inserida nesse sistema ligada a um domínio de celulose e, assim, acabou migrando para uma das fases, sendo então purificada. A GFP purificada poderá então ser avaliada frente a diferentes sistemas (térmicos, químicos e físico-químicos) quanto a sua potencialidade de ser utilizada como indicador biológico.
Segundo a pesquisadora, o método de extração apresentou-se versátil, podendo ser aplicado inclusive na extração de outras proteínas ou biomoléculas de interesse, e de fácil ampliação de escala, reduzindo as etapas de extração, concentração e purificação.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Vamos falar sobre a saúde do Planeta?
Você certamente usa pilhas em algum aparelho eletrônico. As pilhas que você utiliza não devem ser jogadas no lixo comum, após seu uso. É necessário que elas tenham um fim diferente e há empresas que já estão colaborando com a eliminação mais adequada dessas fontes de energia que são muito utilizadas em nossa vida moderna.
As pilhas que vão para o aterro sanitário acabam contaminando o solo e que acabam prejudicando o meio ambiente.
As pilhas e baterias apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio. Dentre esses metais os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio.
Uma maneira de reduzir o impacto ambiental do uso de pilhas e baterias é a substituição de produtos antigos por novos que propiciem um maior tempo de uso, como por exemplo o uso de pilhas alcalinas ou de baterias recarregáveis no lugar de pilhas comuns.
Mas a correta inutilização desses materiais certamente colaboram muito mais para proteger o meio ambiente.
Há uma lei que indica o tratamento especial para as pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, acima dos níveis estabelecidos pela mesma lei.
Elas devem ser entregues, após seu esgotamento energético, pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas indústrias.
A obrigatoriedade entrou em vigor a partir de 22 de julho de 2000.
É dos fabricantes a responsabilidade pelo tratamento final dos produtos que deverá ser ecologicamente correta e obedecer a legislação.
Mas é do consumidor a responsabilidade de vigiar e colaborar para poupar o Planeta de mais um fator agressivo. É nossa a responsabilidade.
Um lembrete: no início do século XXI, dizia-se que as pilhas comuns eram inócuas para o meio ambiente. Hoje já se pensa de modo bem diferente. Portanto, é melhor procurarmos onde descarregar nossas pilhas. A Drogaria São Paulo é uma das empresas que tem em cada uma de suas lojas um recepiente apropriado para recolher nossas pilhas usadas.
Mais algumas informações legais:
Classificação dos Resíduos (CONAMA - Cons. Nacional do Meio Ambiente)
CLASSE 1 - Resíduos Perigosos: são os que apresentam periculosidade ou uma das seguintes características - inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade ou patogenicidade.
CLASSE 2 - Resíduos Não Inertes: são os que podem ter propriedades tais como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. Os resíduos domésticos são assim classificados.
CLASSE 3 - Resíduos Inertes: são aqueles que submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não têm nenhum de seus componentes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.
Destino Final dos Resíduos Sólidos
Disposição a céu aberto (LIXÃO)
96% dessas 200.000 ton. de resíduos domésticos são lançadas diariamente no meio ambiente sem nenhum cuidado especial, ou seja, terão seu destino final em algum lixão. Isto acontece em 60% das cidades do país.A maioria dos municípios do Brasil possui áreas comprometidas por causa dessa prática. Sem nenhum controle sanitário ou ambiental o lixo acarreta graves problemas de saúde pública, relacionados com a proliferação de vetores de doenças.Segundo o Laboratório de Engª Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Viçosa (UFV) de Minas Gerais, a má gestão destes resíduos é responsável por 65% das doenças no Brasil.
Aterro Sanitário (Resíduos de Classe II)O chamado aterro simples, a curto prazo, é o mais barato. Já o aterro sanitário, acompanhado do tratamento e reciclagem, é uma das mais corretas e lucrativas formas de se resolver o problema. Exige tratamento do chorume e monitoramento permanente.
Aterro Industrial (Resíduos de Classe I)- Maior exigência de controle ambiental- Capas impermeabilizantes mais fortes e seguras- Compartimentalização e dreno sentinela- Não pode emanar gases nem produzir chorume- Drenagem superficial da água
Resíduos Considerados Perigosos - Classe I
- Baterias de veículos- Embalagens de produtos tóxicos , corrosivos, inflamáveis e venenosos- Lâmpadas fluorescentes- Lixo de banheiro- Lixo hospitalar, odontológico, veterinário, farmacêutico, curativos e similares- Material radioativo- Restos de remédios: vencidos ou não- Pilhas e baterias
As pilhas que vão para o aterro sanitário acabam contaminando o solo e que acabam prejudicando o meio ambiente.
As pilhas e baterias apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente como mercúrio, chumbo, cobre, zinco, cádmio, manganês, níquel e lítio. Dentre esses metais os que apresentam maior risco à saúde são o chumbo, o mercúrio e o cádmio.
Uma maneira de reduzir o impacto ambiental do uso de pilhas e baterias é a substituição de produtos antigos por novos que propiciem um maior tempo de uso, como por exemplo o uso de pilhas alcalinas ou de baterias recarregáveis no lugar de pilhas comuns.
Mas a correta inutilização desses materiais certamente colaboram muito mais para proteger o meio ambiente.
Há uma lei que indica o tratamento especial para as pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, acima dos níveis estabelecidos pela mesma lei.
Elas devem ser entregues, após seu esgotamento energético, pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas indústrias.
A obrigatoriedade entrou em vigor a partir de 22 de julho de 2000.
É dos fabricantes a responsabilidade pelo tratamento final dos produtos que deverá ser ecologicamente correta e obedecer a legislação.
Mas é do consumidor a responsabilidade de vigiar e colaborar para poupar o Planeta de mais um fator agressivo. É nossa a responsabilidade.
Um lembrete: no início do século XXI, dizia-se que as pilhas comuns eram inócuas para o meio ambiente. Hoje já se pensa de modo bem diferente. Portanto, é melhor procurarmos onde descarregar nossas pilhas. A Drogaria São Paulo é uma das empresas que tem em cada uma de suas lojas um recepiente apropriado para recolher nossas pilhas usadas.
Mais algumas informações legais:
Classificação dos Resíduos (CONAMA - Cons. Nacional do Meio Ambiente)
CLASSE 1 - Resíduos Perigosos: são os que apresentam periculosidade ou uma das seguintes características - inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade ou patogenicidade.
CLASSE 2 - Resíduos Não Inertes: são os que podem ter propriedades tais como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. Os resíduos domésticos são assim classificados.
CLASSE 3 - Resíduos Inertes: são aqueles que submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não têm nenhum de seus componentes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.
Destino Final dos Resíduos Sólidos
Disposição a céu aberto (LIXÃO)
96% dessas 200.000 ton. de resíduos domésticos são lançadas diariamente no meio ambiente sem nenhum cuidado especial, ou seja, terão seu destino final em algum lixão. Isto acontece em 60% das cidades do país.A maioria dos municípios do Brasil possui áreas comprometidas por causa dessa prática. Sem nenhum controle sanitário ou ambiental o lixo acarreta graves problemas de saúde pública, relacionados com a proliferação de vetores de doenças.Segundo o Laboratório de Engª Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Viçosa (UFV) de Minas Gerais, a má gestão destes resíduos é responsável por 65% das doenças no Brasil.
Aterro Sanitário (Resíduos de Classe II)O chamado aterro simples, a curto prazo, é o mais barato. Já o aterro sanitário, acompanhado do tratamento e reciclagem, é uma das mais corretas e lucrativas formas de se resolver o problema. Exige tratamento do chorume e monitoramento permanente.
Aterro Industrial (Resíduos de Classe I)- Maior exigência de controle ambiental- Capas impermeabilizantes mais fortes e seguras- Compartimentalização e dreno sentinela- Não pode emanar gases nem produzir chorume- Drenagem superficial da água
Resíduos Considerados Perigosos - Classe I
- Baterias de veículos- Embalagens de produtos tóxicos , corrosivos, inflamáveis e venenosos- Lâmpadas fluorescentes- Lixo de banheiro- Lixo hospitalar, odontológico, veterinário, farmacêutico, curativos e similares- Material radioativo- Restos de remédios: vencidos ou não- Pilhas e baterias
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