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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Coisas de trabalho!
Tirar dias de folga pagos por motivo de doença pode aumentar segurança no local de trabalho
Pessoas que tiram dias pagos de folga do trabalho quando estão doentes correm riscos 28% menores de sofrerem ferimentos e lesões no local de trabalho, quando comparados a trabalhadores que não recebem pagamento nessa situação.
Acidentes acontecem com mais frequência quando as pessoas estão doentes por elas poderem estar sonolentas e com menos capacidade de concentração, devido à própria doença ou a medicamentos.
“Muitos trabalhadores podem se sentir pressionados a trabalhar quando estão doentes, por medo de perderem sua renda. Se menos pessoas trabalham quando estão doentes, isso poderia levar a operações mais seguras e menos lesões no local de trabalho”, explica o pesquisador Abay Asfaw, do centro americano de controle e prevenção de doenças (CDC).
O estudo foi publicado no periódico American Journal of Public Health
sábado, 3 de setembro de 2011
Detectada nova variedade do vírus H5N1 da gripe aviária...
A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) informou nesta quarta-feira, 31, que recentemente foi identificado um foco do vírus H5N1 de gripe aviária, batizado como 2.3.2.1 e, embora não tenha sido considerado motivo de alerta, recomendou aumentar a vigilância.
"Quando surge qualquer nova variedade, se reforça a necessidade de manter o controle dos vírus na população animal para que qualquer mudança seja detectada o mais rápido possível e se possa iniciar a estratégia de controle mais adequada", indicou a OIE em comunicado.
A organização explicou que o tipo 2.3.2.1. faz parte das mutações que se produzem dentro da evolução natural do vírus, recomendou manter uma vigilância constante sobre as populações de aves e pediu aos serviços veterinários nacionais que informem rapidamente sobre qualquer doença incomum que detectem.
Informou também que, da mesma forma que as vacinas contra a gripe em humanos, as dirigidas ao meio animal devem ser revisadas a cada ano com o intuito de garantir que estejam combatendo de maneira eficaz os vírus.
O laboratório de referência da organização em Harbin (China) desenvolveu um tipo de vacina para proteger as aves dessa nova variedade do vírus e, quando estiver concluída a fase experimental e disponível para sua utilização, será aplicada nos países nos quais tenha sido detectado.
A OIE destacou que o programa de detecção precoce e resposta rápida às doenças animais são "cruciais" na prevenção e no controle de focos de gripe em animais.
Resta aguardar para ver se essa não vai dar um "presentinho" para os humanos, como aconteceu com a outra gripe H1N1!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Morte Súbita
O que é Morte súbita?
A morte súbita é um evento inesperado e dramático, sendo conceituada como a morte que ocorre no máximo em uma hora após início dos sintomas, em geral, em poucos minutos, não decorrente de trauma ou violência. A morte súbita cardíaca é a morte inesperada causada pela perda da função cardíaca. A morte súbita cardíaca é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, acometendo mais de 200.000 pessoas/ano só nos Estados Unidos e 712 pessoas/dia no Brasil, principalmente, na faixa etária mais produtiva.
Qual a diferença entre morte súbita cardíaca e ataque cardíaco (infarto do miocárdio)?
O infarto do miocárdio (doença das coronárias) é apenas uma das causas de morte súbita cardíaca. No infarto do miocárdio há uma obstrução nas artérias coronárias que diminuem o fluxo de sangue para o músculo cardíaco, fazendo com que falte oxigênio e ele sofra. Na morte súbita cardíaca, o mecanismo, na grande maioria dos casos, são arritmias cardíacas (taquicardia e fibrilação ventricular).
Todas as arritmias levam a uma queda do rendimento cardíaco, faltando sangue no cérebro, fazendo com que a pessoa desmaie, perdendo a consciência e o tônus postural (relaxamento muscular com queda). A fibrilação ventricular é um ritmo rápido, desorganizado e errático, que não produz contração cardíaca e necessita de imediata ressuscitação cardiopulmonar e desfibrilação (choque elétrico).
Quais são as causas de morte súbita?
A morte súbita pode acometer desde recém- nascido até adultos. Nos adultos, as principais causas são as doenças do coração, sendo a doença das artérias coronárias (infarto agudo do miocárdio) a mais importante. Em pessoas abaixo de 35 anos, as principais causas são doenças congênitas (cardiomiopatia hipertrófica, respondendo por até um terço dos eventos fatais, seguido pela anomalia de artérias coronárias, síndrome do QT longo, síndrome de Brugada e outras).
Quais os sintomas de morte súbita?
Em mais de 50% dos casos, a parada cardíaca súbita ocorre sem sintomas prévios. Em alguns pacientes, pode ocorrer palpitações, falta de ar, desmaios prévios, tonturas.
Quais os fatores de risco para morte súbita?
O principal fator de risco é doença arterial coronariana e infarto miocárdico prévio (80% dos casos de morte súbita são relacionados a esta doença).
Outros fatores de risco são: insuficiência cardíaca (“coração crescido”), episódio prévio de morte súbita, história familiar de morte súbita, história pessoal ou familiar de certas doenças arrítmicas (Síndrome do QT longo, Síndrome de Brugada, Síndrome de Wolff-Parkinson-White), história de desmaios, diabetes, abuso de drogas e miocardiopatia hipertrófica.
Como proceder diante de uma pessoa com morte súbita?
A maioria das mortes ocorre fora do ambiente hospitalar, sendo necessário um atendimento rápido para que se evite a morte definitiva ou seqüelas decorrentes da parada cardíaca. Para isto, é necessário que realize-se manobras de ressuscitação imediatas. A cada minuto que se passa sem a desfibrilação a chance de uma vítima se recuperar diminui em 7 a 10 %. A morte cerebral e a morte permanente ocorrem em 4 a 6 minutos após a parada cardíaca. Poucas tentativas de ressuscitação são bem sucedidas após 10 minutos. Um conceito fundamental é que a morte súbita não é INEVITÁVEL, sendo reversível em muitas das vítimas, se tratada rapidamente com um choque elétrico aplicado no peito (o termo medico é desfibrilação), por um aparelho chamado desfibrilador.
Como tratar as pessoas sobreviventes da morte súbita?
O tratamento definitivo das pessoas que foram recuperadas de uma parada cardíaca inclui a investigação das causas e o seu tratamento, para prevenir futuros episódios. As principais causas tratadas são as obstruções das coronárias e as arritmias. Estas, muitas vezes, quando diagnosticadas como arritmias malignas e potencialmente letais, podem necessitar do implante de aparelhos tipo marcapassos cardíacos (desfibriladores internos). Os exames e o tratamento posterior incluem o cateterismo cardíaco, os testes eletrofisiológicos, as angioplastias e implantes de “stents”, as cirurgias de revascularização miocárdica e as drogas antiarrítmicas.
Como prevenir a morte súbita cardíaca?
A prevenção da morte súbita passa desde a prevenção da doença coronariana e seus fatores de risco (hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo), avaliação cardiológica de pessoas com história de desmaios (síncopes) ou história familiar de morte súbita, até a implantação de defibriladores externos automáticos em locais por onde passem mais de 2000 pessoas/dia, como aeroportos, shoppings, estádios. O desfibrilador externo automático (DEA) é auto-explicativo, podendo ser manuseado por qualquer pessoa.
fonte: site sobre arritmia cardíaca.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Herpes genital pode ser transmitida mesmo sem sintomas
Estudo mostra que transmissão não está ligada aos sinais clínicos da doença, mas à atividade do vírus.
Um estudo conduzido por Anna Wald, da Universidade de Washington, e Fred Hutchinson, do Centro de Pesquisa do Câncer de Seattle mostrou que há um alto risco de transmissão de herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que é mais comum na região genital, por aqueles que nem sabem que têm o vírus e não sentem os sintomas da doença.
Herpes simplex tipo 2 é uma das infecções mais frequentemente transmitidas sexualmente no mundo, com uma estimativa de 536 milhões de pessoas infectadas e uma incidência de 23,6 milhões de casos entre pessoas com idades entre 15 e 49 anos.
Nos Estados Unidos, 16% dos adultos apresentam HSV-2, mas apenas de 10% a 25% dos infectados reconheceram a herpes genital. Mais ainda, a maioria das infecções de HSV-2 são de pessoas sem histórico clínico da doença.
Assim, fica claro que o risco de transmissão sexual não é correlacionado ao reconhecimento dos sinais clínicos e sintomas, mas sim com a atividade do vírus.
Para este estudo, a equipe de pesquisadores comparou, entre março de 1992 e abril de 2008, taxas e padrões da transmissão da doença na região genital em 498 pessoas infectadas. Cada participante coletou amostras da secreção genital pelo período mínimo de 30 dias. A taxa de transmissão foi medida por reação em cadeia de polimerase (um tipo de teste para DNA viral).
As descobertas sugerem que a "melhor prática" de gerenciamento da infecção em pessoas que souberam que têm o vírus por teste sorológico devem incluir uma orientação considerando os sintomas na região genital e o aconselhamento sobre o potencial de transmissão.
O problema da infecção é tanto uma questão de gerenciamento do pacientes quanto de interesse de saúde pública. A primeira preocupação dos infectados com HSV-2 é o risco de transmissão aos parceiros sexuais; nessa experiência esta é a principal fonte de angústia dos pacientes com herpes genital.
Os pesquisadores disseram que vários métodos que parcialmente reduzem o risco de transmissão para os parceiros sexuais já foram identificados. O uso de preservativo, terapia diária com valaciclovir e a revelação sobre a infecção diminui pela metade o risco de transmissão de HSV-2.
No entanto, estas abordagens atingem uma porção pequena da população. Uma das razões para um efeito tão limitado é que poucas pessoas sabem sobre sua infecção com HSV2...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Poluição do ar causa mais infarto que cocaína
Respirar ar poluído causa mais ataques cardíacos que usar cocaína, segundo revisão de estudos envolvendo 700 mil pessoas, publicada ontem no "Lancet".
O trabalho, feito pela Hasselt University, na Bélgica, cruzou fatores de risco para infarto e a exposição da população a esses fatores.
É por isso que a poluição ficou em primeiro lugar. Individualmente, aumenta apenas 2,9 vezes o risco de infarto, em comparação com a cocaína (23 vezes).
Mas, como a população toda é exposta à poluição, e apenas uma fração pequena usa a droga (0,04%), a poluição desencadeia muito mais infartos do que a cocaína.
O estudo também coloca em patamares semelhantes os riscos da poluição e de outros fatores mais conhecidos, como esforço físico e consumo de álcool e de café.
O estudo pode fazer com que os clínicos finalmente olhem para a poluição como fator de risco relevante para infarto. Não se pode mais menosprezar um risco de 7%, similar ao do álcool.
Os gatilhos fazem a doença preexistente piorar ou se manifestar. No caso da poluição, a piora da qualidade do ar pode causar um infarto poucas horas depois da exposição em quem tem hipertensão ou problemas cardiovasculares.
Mas mesmo pessoas saudáveis podem sofrer dano e ter o risco de infarto aumentado ao longo do tempo, principalmente se morarem em cidades como São Paulo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
SP paga por serviço de saúde não realizado...
Em votação unânime, o pleno do Tribunal de Contas do Município (TCM) julgou irregular o contrato firmado entre a Prefeitura e o Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci), organização social contratada para gerenciar unidades de saúde da zona leste. Auditores constataram que, dos R$ 27 milhões repassados pelo governo à entidade, R$ 18 milhões (67%) estavam parados em aplicações financeiras.
A decisão da Corte de contas é emblemática. A terceirização de unidades de atendimento é, desde 2008, a principal aposta da gestão Gilberto Kassab (DEM) para ampliar e melhorar a rede municipal de saúde na capital. Mas, segundo o TCM, o contrato assinado entre o Seconci a Secretaria Municipal da Saúde evidencia um "descontrole" na fiscalização do dinheiro público transferido para as organizações sociais (OSs).
Em relatório de 13 páginas, o conselheiro Maurício Faria, da Relatoria de Saúde do TCM, constatou que, depois de um ano, a entidade havia assumido apenas uma das 31 unidades da saúde que estavam na fila para ser encampadas pelo Seconci em Ermelino Matarazzo e Penha. "Não há na contratação um cronograma de assunção pelo Seconci", anotou o conselheiro.
Os auditores verificaram que os repasses do governo para a entidade "foram feitos de forma automática, seguindo mecanicamente um cronograma de desembolso estabelecido no contrato", o que, na avaliação do TCM, "foi feito sem o devido acompanhamento da realidade dos gastos e das correspondentes atividades desenvolvidas pela organização". Faria conclui que "isso fica evidente diante dos elevados valores excedentes que foram investidos".
Outra pendência descoberta durante a apuração do tribunal foi a falta de uma conta corrente específica para a movimentação dos recursos repassados à entidade. A existência da conta é, segundo TCM, "condição necessária para o pagamento, conforme previsão contratual".
O relatório do TCM também aponta terceirização da parceira na contratação de médicos fora da área de atuação do Seconci na zona leste. "Entendeu-se que isso caracterizaria duplicidade de remuneração por uma mesma atividade de gestão", assina o texto. Em resposta ao tribunal, a Secretaria da Saúde reconheceu o problema e argumentou que "já está em negociação com o Seconci para que esse quadro seja alterado e os profissionais que atuam nas unidades de saúde sejam formalmente contratados".
Modelo. A fiscalização do contrato do Seconci foi escolhida pelo TCM de forma aleatória. Os técnicos estão agora debruçados sobre os outros 27 contratos. Mas, diante do resultado da primeira inspeção, os conselheiros suspeitam que a falta de controle atinja também as demais parcerias com organizações sociais. Em três anos, as entidades contratadas para administrar a rede de saúde municipal já receberam R$ 3,4 bilhões - valor equivalente à soma dos orçamentos anuais de Campinas e Santos. Também preocupa o TCM a forma de escolha e acompanhamento das metas a serem cumpridas pelas OSs. A lei rege as parcerias entre o poder público e as OSs prevê a dispensa de licitação para assinatura dos contratos, o que o TCM também vê como falha do modelo.
A decisão da Corte de contas é emblemática. A terceirização de unidades de atendimento é, desde 2008, a principal aposta da gestão Gilberto Kassab (DEM) para ampliar e melhorar a rede municipal de saúde na capital. Mas, segundo o TCM, o contrato assinado entre o Seconci a Secretaria Municipal da Saúde evidencia um "descontrole" na fiscalização do dinheiro público transferido para as organizações sociais (OSs).
Em relatório de 13 páginas, o conselheiro Maurício Faria, da Relatoria de Saúde do TCM, constatou que, depois de um ano, a entidade havia assumido apenas uma das 31 unidades da saúde que estavam na fila para ser encampadas pelo Seconci em Ermelino Matarazzo e Penha. "Não há na contratação um cronograma de assunção pelo Seconci", anotou o conselheiro.
Os auditores verificaram que os repasses do governo para a entidade "foram feitos de forma automática, seguindo mecanicamente um cronograma de desembolso estabelecido no contrato", o que, na avaliação do TCM, "foi feito sem o devido acompanhamento da realidade dos gastos e das correspondentes atividades desenvolvidas pela organização". Faria conclui que "isso fica evidente diante dos elevados valores excedentes que foram investidos".
Outra pendência descoberta durante a apuração do tribunal foi a falta de uma conta corrente específica para a movimentação dos recursos repassados à entidade. A existência da conta é, segundo TCM, "condição necessária para o pagamento, conforme previsão contratual".
O relatório do TCM também aponta terceirização da parceira na contratação de médicos fora da área de atuação do Seconci na zona leste. "Entendeu-se que isso caracterizaria duplicidade de remuneração por uma mesma atividade de gestão", assina o texto. Em resposta ao tribunal, a Secretaria da Saúde reconheceu o problema e argumentou que "já está em negociação com o Seconci para que esse quadro seja alterado e os profissionais que atuam nas unidades de saúde sejam formalmente contratados".
Modelo. A fiscalização do contrato do Seconci foi escolhida pelo TCM de forma aleatória. Os técnicos estão agora debruçados sobre os outros 27 contratos. Mas, diante do resultado da primeira inspeção, os conselheiros suspeitam que a falta de controle atinja também as demais parcerias com organizações sociais. Em três anos, as entidades contratadas para administrar a rede de saúde municipal já receberam R$ 3,4 bilhões - valor equivalente à soma dos orçamentos anuais de Campinas e Santos. Também preocupa o TCM a forma de escolha e acompanhamento das metas a serem cumpridas pelas OSs. A lei rege as parcerias entre o poder público e as OSs prevê a dispensa de licitação para assinatura dos contratos, o que o TCM também vê como falha do modelo.
Médicos credenciados elegem os piores planos de saúde...
Pesquisa divulgada ontem revela quais são os piores planos de saúde na opinião dos médicos credenciados. Mais de 90% dos 2.184 entrevistados em todo o País disseram sofrer interferência das operadoras em sua autonomia profissional. Para esses médicos, os principais problemas são a recusa de pagamento de consultas e procedimentos realizados (78%), pressão para reduzir o número de exames (75%) e restrições a doenças pré-existentes (70%).
Citada em todas as sete categorias, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se destacou como a operadora que mais interfere na autonomia do médico. A Amil, mencionada em cinco aspectos, é a segunda marca com maior presença. Bradesco Saúde é lembrado entre os planos que mais interferem em período de internação pré-operatório, restrições para doenças pré-existentes e atos diagnósticos e terapêuticos mediante a designação de auditores. Já a Sul América está na primeira posição em recusa de pagamento de procedimentos, ao lado de Cassi e Amil.
Tendo como referência uma escala de 0 a 10, os médicos atribuíram, em média, nota 5 para as operadoras. O levantamento foi feito pelo Datafolha a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Foram entrevistados médicos que tenham trabalhado com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cinco anos. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos.
Os resultados são similares aos de uma pesquisa feita no Estado de São Paulo e divulgada pela APM em setembro. Até as operadoras citadas são as mesmas. Parece haver uma conduta generalizada de algumas empresas. Os dados revelados na pesquisa e a mobilização de diversas especialidades médicas para reivindicar reajustes na remuneração paga aos médicos são sinais de que o sistema de saúde suplementar está entrando em colapso.
Criou-se a prática da consulta rápida. Como o médico não conversa direito com o paciente, precisa pedir mais exames. O paciente não se sente acolhido, procura outro médico e faz nova consulta. Esse processo eleva o custo do sistema e dificulta a resolução do problema. Fica todo mundo insatisfeito e, muitas vezes, o paciente acaba tendo de recorrer ao SUS.
A solução é uma revisão na legislação que regulamenta o setor de forma a dar poderes à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para modular a relação entre as operadoras e os médicos.
Hoje, a agência interfere apenas na relação da empresas com seus consumidores.
Os médicos também podem entrar com processo judicial contra os planos ou denunciar os responsáveis médicos aos conselhos de medicina. Mas eles vivem com a espada do descredenciamento sobre suas cabeças. E boa parte do faturamento deles depende dos planos. Segundo a pesquisa, oito em cada dez consultas são provenientes de convênios médicos.
A FenaSaúde, representante dos planos, afirma que suas afiliadas não restringem procedimentos desde que estejam previstos nas coberturas contratuais e nas diretrizes da ANS. Assim como a Sul America, a FenaSaúde diz que participa dos debates liderados pela ANS sobre os modelos de remuneração dos prestadores de serviços.
A Cassi diz estar surpresa com os resultados, pois, segundo relatório da ANS, os valores pagos por ela aos médicos estão alinhados com a média de mercado. Ressalta ainda que pesquisa realizada com usuários apontou 88% de satisfação. Amil e Medial dizem oferecer os melhores recursos na gestão da saúde de seus beneficiários e cumprir as determinações da ANS.
A Geap - Fundação de Seguridade Social conta que em 2009 não mediu esforços e reduziu em 62% as dívidas de mais de 90 dias com hospitais, médicos e fornecedores.
Procurado, Bradesco Saúde não se manifestou.
...
Citada em todas as sete categorias, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se destacou como a operadora que mais interfere na autonomia do médico. A Amil, mencionada em cinco aspectos, é a segunda marca com maior presença. Bradesco Saúde é lembrado entre os planos que mais interferem em período de internação pré-operatório, restrições para doenças pré-existentes e atos diagnósticos e terapêuticos mediante a designação de auditores. Já a Sul América está na primeira posição em recusa de pagamento de procedimentos, ao lado de Cassi e Amil.
Tendo como referência uma escala de 0 a 10, os médicos atribuíram, em média, nota 5 para as operadoras. O levantamento foi feito pelo Datafolha a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Foram entrevistados médicos que tenham trabalhado com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cinco anos. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais para mais ou para menos.
Os resultados são similares aos de uma pesquisa feita no Estado de São Paulo e divulgada pela APM em setembro. Até as operadoras citadas são as mesmas. Parece haver uma conduta generalizada de algumas empresas. Os dados revelados na pesquisa e a mobilização de diversas especialidades médicas para reivindicar reajustes na remuneração paga aos médicos são sinais de que o sistema de saúde suplementar está entrando em colapso.
Criou-se a prática da consulta rápida. Como o médico não conversa direito com o paciente, precisa pedir mais exames. O paciente não se sente acolhido, procura outro médico e faz nova consulta. Esse processo eleva o custo do sistema e dificulta a resolução do problema. Fica todo mundo insatisfeito e, muitas vezes, o paciente acaba tendo de recorrer ao SUS.
A solução é uma revisão na legislação que regulamenta o setor de forma a dar poderes à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para modular a relação entre as operadoras e os médicos.
Hoje, a agência interfere apenas na relação da empresas com seus consumidores.
Os médicos também podem entrar com processo judicial contra os planos ou denunciar os responsáveis médicos aos conselhos de medicina. Mas eles vivem com a espada do descredenciamento sobre suas cabeças. E boa parte do faturamento deles depende dos planos. Segundo a pesquisa, oito em cada dez consultas são provenientes de convênios médicos.
A FenaSaúde, representante dos planos, afirma que suas afiliadas não restringem procedimentos desde que estejam previstos nas coberturas contratuais e nas diretrizes da ANS. Assim como a Sul America, a FenaSaúde diz que participa dos debates liderados pela ANS sobre os modelos de remuneração dos prestadores de serviços.
A Cassi diz estar surpresa com os resultados, pois, segundo relatório da ANS, os valores pagos por ela aos médicos estão alinhados com a média de mercado. Ressalta ainda que pesquisa realizada com usuários apontou 88% de satisfação. Amil e Medial dizem oferecer os melhores recursos na gestão da saúde de seus beneficiários e cumprir as determinações da ANS.
A Geap - Fundação de Seguridade Social conta que em 2009 não mediu esforços e reduziu em 62% as dívidas de mais de 90 dias com hospitais, médicos e fornecedores.
Procurado, Bradesco Saúde não se manifestou.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Veja o que propõem os principais candidatos à Presidência para a área da saúde.
Agora é hora de olhar BEM as propostas dos candidatos para a Saúde, para a Educação e para a Segurança.
Vamos ver para a Saúde, incluindo a muito votada Marina Silva, que será o "fiel da balança" no segundo turno:
Conheça, abaixo, as propostas dos três principais candidatos à Presidência na área da saúde. As promessas foram extraídas dos planos de governo registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dos debates veiculados pela imprensa e dos sites oficiais dos candidatos.
Dilma Rousseff (PT)
- Priorizar a regulamentação e fiscalização da aplicação da Emenda Constitucional 29/2000
- Propiciar financiamento suficiente e estável para hospitais da rede pública e credenciada do SUS
- Ampliar as equipes de Saúde da Família, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Salas de Estabilização e o SAMU
- Criar a Rede Cegonha, para acompanhamento de gestantes, incluindo o SAMU Cegonha
- Garantir equidade no atendimento prestado pelos hospitais públicos, proibindo-se o credenciamento dessas instituições pelo sistema de planos e seguros de saúde
- Assegurar direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores do setor, reconhecendo as diversidades regionais e implantando novas carreiras estratégicas
- Construir uma rede de atendimento, organizada com enfermarias especializadas nos Hospitais Gerais, clínicas para usuários e comunidades terapêuticas, credenciadas pelo Ministério da Saúde
- Credenciar mais farmácias da rede privada para o programa “Aqui tem Farmácia Popular”; universalizar a gratuidade dos remédios usados no tratamento de hipertensão e diabetes; fortalecer a produção de medicamentos genéricos
José Serra (PSDB)
- Regulamentar a Emenda Constitucional 29/2000
- Investir R$ 15 bilhões em saúde em quatro anos (R$ 12 bilhões em hospitais e R$ 3 bilhões em saneamento)
- Melhorar a remuneração da tabela do SUS
- Retomar os mutirões de saúde
- Construir 150 AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) com médicos especialistas, exames de média e alta complexidade e até pequenas cirurgias, para desafogar os hospitais
- Criar o programa Mãe Brasileira de assistência a gestantes
- Criar Clínicas Públicas de Tratamento de Dependentes de Drogas; repassar recursos do SUS para pagar internação de dependentes; capacitar equipes do Programa Saúde da Família (PSF) para identificar casos de dependência e dar orientação
- Criar a Cesta de Remédios com 80 remédios gratuitos
- Criar o Ministério Extraordinário para Pessoas com Deficiência
- Criar a rede de hospitais Zilda Arns, para atender pessoas com deficiência
- Criar programa de vacinação permanente para crianças contra gripe
Marina Silva (PV)
- Articular a regulamentação da Emenda Constitucional 29/2000 e exigir que os governos cumpram o que está previsto
- Fortalecer e aprimorar o Programa Saúde na Família (PSF), assim como promover a formação de profissionais de saúde nesse sentido; inserir profissionais de nutrição nas equipes de apoio do PSF; investir em tecnologia da informação e comunicação para modernizar o trabalho das equipe
- Garantir o acesso universal e integral à saúde aos povos indígenas e aos portadores de deficiência
- Apoiar Estados e municípios em ações integradas a desospitalização dos transtornos mentais
- Criar e executar uma Política de Assistência Farmacêutica priorizando a rede básica de saúde, com ênfase na modernização e adequação laboratórios farmacêuticos públicos, na produção de fármacos, medicamentos genéricos e fitoterápicos; expandir as Farmácias Populares
- Incentivar o uso de tratamentos e métodos mais simples, baratos e tradicionais, como fitoterapia, acupuntura e reeducação alimentar
- Organizar um plebiscito para definir a questão do aborto
Vamos ver para a Saúde, incluindo a muito votada Marina Silva, que será o "fiel da balança" no segundo turno:
Conheça, abaixo, as propostas dos três principais candidatos à Presidência na área da saúde. As promessas foram extraídas dos planos de governo registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dos debates veiculados pela imprensa e dos sites oficiais dos candidatos.
Dilma Rousseff (PT)
- Priorizar a regulamentação e fiscalização da aplicação da Emenda Constitucional 29/2000
- Propiciar financiamento suficiente e estável para hospitais da rede pública e credenciada do SUS
- Ampliar as equipes de Saúde da Família, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Salas de Estabilização e o SAMU
- Criar a Rede Cegonha, para acompanhamento de gestantes, incluindo o SAMU Cegonha
- Garantir equidade no atendimento prestado pelos hospitais públicos, proibindo-se o credenciamento dessas instituições pelo sistema de planos e seguros de saúde
- Assegurar direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores do setor, reconhecendo as diversidades regionais e implantando novas carreiras estratégicas
- Construir uma rede de atendimento, organizada com enfermarias especializadas nos Hospitais Gerais, clínicas para usuários e comunidades terapêuticas, credenciadas pelo Ministério da Saúde
- Credenciar mais farmácias da rede privada para o programa “Aqui tem Farmácia Popular”; universalizar a gratuidade dos remédios usados no tratamento de hipertensão e diabetes; fortalecer a produção de medicamentos genéricos
José Serra (PSDB)
- Regulamentar a Emenda Constitucional 29/2000
- Investir R$ 15 bilhões em saúde em quatro anos (R$ 12 bilhões em hospitais e R$ 3 bilhões em saneamento)
- Melhorar a remuneração da tabela do SUS
- Retomar os mutirões de saúde
- Construir 150 AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) com médicos especialistas, exames de média e alta complexidade e até pequenas cirurgias, para desafogar os hospitais
- Criar o programa Mãe Brasileira de assistência a gestantes
- Criar Clínicas Públicas de Tratamento de Dependentes de Drogas; repassar recursos do SUS para pagar internação de dependentes; capacitar equipes do Programa Saúde da Família (PSF) para identificar casos de dependência e dar orientação
- Criar a Cesta de Remédios com 80 remédios gratuitos
- Criar o Ministério Extraordinário para Pessoas com Deficiência
- Criar a rede de hospitais Zilda Arns, para atender pessoas com deficiência
- Criar programa de vacinação permanente para crianças contra gripe
Marina Silva (PV)
- Articular a regulamentação da Emenda Constitucional 29/2000 e exigir que os governos cumpram o que está previsto
- Fortalecer e aprimorar o Programa Saúde na Família (PSF), assim como promover a formação de profissionais de saúde nesse sentido; inserir profissionais de nutrição nas equipes de apoio do PSF; investir em tecnologia da informação e comunicação para modernizar o trabalho das equipe
- Garantir o acesso universal e integral à saúde aos povos indígenas e aos portadores de deficiência
- Apoiar Estados e municípios em ações integradas a desospitalização dos transtornos mentais
- Criar e executar uma Política de Assistência Farmacêutica priorizando a rede básica de saúde, com ênfase na modernização e adequação laboratórios farmacêuticos públicos, na produção de fármacos, medicamentos genéricos e fitoterápicos; expandir as Farmácias Populares
- Incentivar o uso de tratamentos e métodos mais simples, baratos e tradicionais, como fitoterapia, acupuntura e reeducação alimentar
- Organizar um plebiscito para definir a questão do aborto
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
UE critica controle do Brasil sobre toxinas em frutas secas...
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), criticou os controles do Brasil sobre toxinas em suas frutas secas, pois considera que eles não garantem que as exportações ao mercado europeu cumpram os limites que exige a UE, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira, 8.
Trata-se de conclusões de uma missão de especialistas do Escritório Veterinário e Alimentar (FVO, na sigla em inglês) da Comissão ao Brasil, realizada em março, para examinar a vigilância contra a contaminação de aflatoxinas - toxinas naturais que atingem amendoins, amêndoas e outros frutos secos e podem contribuir para o desenvolvimento de câncer.
Os especialistas europeus consideram que, com os sistemas de controle das autoridades brasileiras, não está garantido que o envio de frutos secos do Brasil cumpra as exigências da UE. Para a comissão, o País deve fazer "mais esforços" na cadeia de produção alimentícia.
Nos últimos anos, as exportações brasileiras de frutos secos ao mercado europeu caíram. A mercadoria entra principalmente pela Holanda, Alemanha, Itália e pelo Reino Unido.
De nossa parte, o Natal está chegando... As frutas secas serão vendidas às pencas, por isso, tenha cuidado!
Trata-se de conclusões de uma missão de especialistas do Escritório Veterinário e Alimentar (FVO, na sigla em inglês) da Comissão ao Brasil, realizada em março, para examinar a vigilância contra a contaminação de aflatoxinas - toxinas naturais que atingem amendoins, amêndoas e outros frutos secos e podem contribuir para o desenvolvimento de câncer.
Os especialistas europeus consideram que, com os sistemas de controle das autoridades brasileiras, não está garantido que o envio de frutos secos do Brasil cumpra as exigências da UE. Para a comissão, o País deve fazer "mais esforços" na cadeia de produção alimentícia.
Nos últimos anos, as exportações brasileiras de frutos secos ao mercado europeu caíram. A mercadoria entra principalmente pela Holanda, Alemanha, Itália e pelo Reino Unido.
De nossa parte, o Natal está chegando... As frutas secas serão vendidas às pencas, por isso, tenha cuidado!
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