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terça-feira, 31 de maio de 2011

Osteoporose não é privilégio de mulheres!




Até recentemente, os homens que sofriam de osteoporose ou osteopenia não recebiam esse diagnóstico e acabavam por receber tratamento não adequado ao seu quadro, ou pior, eram ignorados em suas queixas.

Embora um número importante de homens sofram desse mal e mais um número ainda maior seja suscetível à doença, ainda não se dá a devida importância para o problema, em termos de saúde pública ou mesmo em nível mais particularista.

Para que exista uma conscientização adequada do problema, vamos aprender alguns fatores de risco para a doença:

tomar alguns medicamentos por período prolongado, como esteróides, anticonvulsivantes e antiácidos que contenham alumínio;

alguns tratamentos para câncer predispõem à osteoporose;

doenças crônicas que afetam os rins, pulmões, estômago ou intestinos e altere os níveis hormonais;

tabagismo, alcoolismo;

vida sedentária;

Há, também, maior propensão para os homens de pele clara.

Mas não saia tomando cálcio a torto e direito, pois ele pode provocar problemas em sua próstata. Prefira pedir ajuda a um(a) nutricionista, para que você seja orientado sobre os alimentos que podem lhe ajudar na reposição desse mineral tão importante de modo natural.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tabagismo: algumas curiosidades!



Quanto mais cedo você parar de fumar, melhor para você!

Oito horas depois que você pára de fumar, os níveis sangüíneos de nicotina e monóxido de carbono caem pela metade!

Em vinte e quatro horas, ambos são eliminados do corpo e em quarenta e oito horas, o declínio no funcionamento dos pulmões e o risco excessivo de câncer (do pulmão) ficam estacionados.

Após um ano sem fumar, o risco de "ataques cardíacos" é reduzido pela metade, se comparado a um fumante habitual.

Depois de quinze anos sem fumar, esse risco passa a ser o mesmo de alguém que nunca fumou.

Isso mesmo! QUINZE anos para "limpar" seu organismo do tabaco!

Mas - e sempre há um "mas" - diferente do coração ou dos pulmões, o intestino não "esquece" da agressão sofrida com tanta facilidade.

Pesquisas científicas demonstram que o tabaco cria um dano genético conhecido como instabilidade de microssatélites (IMS), que leva ao intestino o câncer, por interferir na capacidade celular de reparar danos ao DNA (molécula que carrega consigo a carga genética do organismo), um processo importantíssimo para evitar que as células eventualmente danificadas se tornem cancerosas.

A pesquisa mostrou que nossas atitudes podem de fato causar mudanças genéticas nas células que têm a capacidade de iniciar um tumor.

Essa é, no mínimo, mais uma razão para parar de fumar e mais motivo para ficar atento aos exames preventivos desse câncer relativamente comum.

sábado, 28 de maio de 2011

Alergia e Intolerância Alimentar.




A alergia alimentar é o que se entende por uma reação imunológica a um determinado alimento, pois o organismo reconhece nesse alimento algo estranho, que ameaça o organismo, aí entra em ação para expulsá-lo.

Leite, ovos, amendoim, nozes, soja, trigo e peixe ou frutos do mar são responsáveis pela imensa maioria das reações alérgicas alimentares.

Ingerir um alimento ao qual se tem alergia faz com que o corpo libere uma série de substâncias químicas, como uma denominada histamina, para protegê-lo.

É essa a substância orgânica que provoca os variados sintomas de alergia, como, por exemplo, formigamento da boca, edema da língua, da garganta, dificuldade para respirar, reações de pele - chamada urticária, vômito, mal-estar digestivo, queda da pressão arterial, etc.

As alergias alimentares podem ser tratadas afastando o agente causador dela e, na fase imediata, aplicando epinefrina ou adrenalina sub-cutânea.

A intolerância alimentar é outro assunto: uma intolerância ao alimento! Não uma reação alérgica, mas apenas um desconforto, um mal-estar a um alimento ou um componente de um alimento.

Um grande exemplo é a chamada "intolerância à lactose", tão em voga atualmente.

Quem tem esse problema, simplesmente não possui uma enzima, uma substância capaz de decompor o açúcar do leite, para auxiliar na sua digestão.

Em função disso, apresentam alterações digestivas, ao ingerir o leite com lactose. Essas pessoas podem apresentar diarréia, má digestão e flatulência, nessa circunstância.

Pode parecer redundante dizer "leite com lactose", mas é necessário lembrar que atualmente há fabricantes que retiram a lactose do leite, justamente para "ajudar" essas pessoas que têm esse problema.

Há quem apresente intolerância à cafeína, outros à pimenta, a molhos condimentados, ao alho.

A intolerância alimentar não é tão grave como a alergia alimentar, mas é cheia de particularidades e pode prejudicar o desenvolvimento de uma criança, por exemplo, levando à desnutrição, perda de cálcio e alterações neuro-psico-motoras.

A Doença Celíaca é capaz de causar problemas dessa ordem. Ttambém conhecida como enteropatia glúten-induzida, é uma patologia que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten.

A doença causa atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Os sintomas podem incluir diarréia, dificuldades no desenvolvimento (em crianças) e fadiga, embora possam estar ausentes. Além disso, diversos sintomas associados em todos os sistemas do corpo humano já foram descritos.

A doença é muito comum, afetando aproximadamente 1% das populações Indo-européias, embora seja significativamente não-diagnosticada, já que na maioria dos portadores ela causa sintomas mínimos ou ausentes. Ocorre mais comumente em mulheres, na proporção de 2:1, e é mais comum em parentes de primeiro grau de portadores.

Já foi também chamada de espru celíaco, espru não-tropical ou enteropatia glúten sensível, nomes que ainda aparecem em algumas referências sobre o assunto.

É isso!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Alergias são problemas complicados!




A imensa maioria das alergias, sejam respiratórias ou de pele, não é uma maioria perigosa para a saúde, embora provoque desconforto.

Rinites, (Rinite é uma doença inflamatória das mucosas do nariz. Pode ser alérgica ou não-alérgica. Em ambos os casos, os sintomas são parecidos.As rinites alérgicas são enfermidades crônicas provocadas pelo contato com alérgenos (substâncias que o sistema imune considera estranhas), como os ácaros existentes na poeira doméstica, pêlos de animais, fungos, descamação de pele, mofo, pólen, perfume, alguns alimentos, medicamentos, bactérias, vírus, mudanças bruscas de temperatura, etc. A rinite alérgica tem características hereditárias. Entretanto, mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode manifestar-se numa pessoa, que não nasce alérgica, mas possui um sistema imune que desenvolve uma resposta exagerada, quando entra em contato com determinadas substâncias.) por exemplo, incomodam com seus sintomas, mas permitem que vivamos, que façamos nossas atividades rotineiras, sem que necessariamente corramos algum risco de perder a vida.

Dermatites de contato, (A Dermatite de Contato é uma doença bastante comum, afetando a pele de muitas pessoas, causando não só aquela coceira indesejável como provocando problemas estéticos, que muitas vezes deixam as pessoas envergonhadas, principalmente quando o problema é em locais visíveis. Em certos casos, a dermatite de contato pode até mesmo prejudicar certas profissões, como acontece para as pessoas que lavam roupas manualmente, ou até mesmo pintores, que estão frequentemente em contato com tintas e solventes. Como o nome já diz, a dermatite de contato é uma inflamação da pele, causada por uma substância que entra em contato com o corpo. é interessante notar que existem dois tipos de dermatite de contato. Um deles é causado por substâncias que irritam a pele, por isso chamados irritantes. Neste grupo, a pessoa não precisa ser alérgica para desenvolver a doença, pois o mecanismo de formação da doença não envolve uma reação imunológica, como acontece nas dermatites de contato alérgicas. Nestas, o individuo só começa a apresentar os sintomas de dermatite se ele for sensível àquele determinado alérgeno. Na verdade, os sintomas das duas dermatites são semelhantes e fica difícil muitas vezes diferenciar uma da outra.) é outro exemplo de quadro inconveniente, mas que permite vida rotineira.

Entretanto, há um quadro alérgico que necessita atenção e ele se chama anafilaxia. Cerca de 10% da população em geral tem potencial para esse grave quadro respiratório que pode até mesmo tirar uma vida.

Uma reação anafilática é uma reação alérgica grave, imediata, a uma picada de abelha ou de outro inseto, alimento ou outra situação. Os sintomas são:

- Respiração com ruído, tosse (parecida com a da difteria, seca e metálica), ou respiração difícil, pressão no peito ou garganta, enjôos ou desmaios, urticária, inchaço, ou prurido generalizados (se estes sintomas apresentarem-se sem os anteriores, a pessoa provavelmente não está tendo uma reação anafilática. Porém, a urticária, inchaço ou prurido freqüentemente se apresentam acompanhados de outros sintomas graves quando uma pessoa tiver uma reação alérgica grave).

- Uma reação alérgica grave à uma mesma substância anterior.

Primeiros socorros quando há suspeita de ocorrência de uma reação anafilática

1. Chame um serviço de emergência IMEDIATAMENTE.
Chame uma ambulância do grupo de resgate se a pessoa tiver dificuldade para respirar ou desmaiou. Faça com que ela se deite com os pés elevados para prevenir o choque.

2. Epinefrina ou Adrenalina
Se você tiver um estojo de primeiros socorros para reações anafiláticas (Epi-Pen ou Ana-Kit), administre uma injeção de epinefrina (adrenalina) imediatamente. A epinefrina pode salvar a vida da pessoa. Se você estiver em dúvida, administre-a injetando-a na gordura subcutânea na parte externa no alto do músculo.

3. Anti-histamínicos
Se você tem Benadryl, Allegra, Desalex, Fenergan em casa, dê uma dose a ele. Se não tem, verifique se tem outro anti-histamínico ou um medicamento contra resfriados que contenha anti-histamínicos. Se tiver, dê uma dose imediatamente após a epinefrina.

4. Tratamento das picadas de abelhas
Se o aguilhão ("ferrão") da abelha estiver na picada, remova-o com um movimento de raspar com uma faca ou cartão de crédito, ao invés de apertá-lo. A seguir, aplique um cubo de gelo no local, ou um algodão umedecido em uma solução de amaciante de carnes e água.

5. SAMU
Dependendo do caso, não tenha dúvida: chame uma ambulância imediatamente!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vitamina C realmente evita gripes e resfriados?




O ácido ascórbico ou vitamina C (C6H8O6, ascorbato, quando na forma ionizada) é uma molécula usada na hidroxilação de várias outras em reações bioquímicas nas células.

A sua principal função é a hidroxilação do colágeno, a proteína fibrilar que dá resistência aos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos.

Além disso, é um poderoso antioxidante, sendo usado para transformar os radicais livres de oxigênio em formas inertes. É também usado na síntese de algumas moléculas que servem como hormônios ou neurotransmissores.

Tem os seguintes efeitos no organismo em doses moderadas:

Favorece a formação dos dentes e ossos;
Ajuda a resistir às doenças.
Auxilia na prevenção de gripes, fraqueza muscular e infecções.

Este ponto é discutível, havendo estudos que não mostram qualquer efeito de doses aumentadas.

Ajuda o sistema imunológico e a respiração celular, estimula as glândulas supra-renais e protege os vasos sanguíneos.

A vitamina C é importante para o funcionamento adequado das células brancas do sangue. Talvez, por isso, auxilie na prevenção de algumas doenças.

É eficaz contra doenças infecciosas e um importante suplemento no caso de câncer.

A carência desta vitamina provoca a avitaminose designada por escorbuto.

É importante observar que a vitamina C (ácido ascórbico) é extremamente instável.

Ela reage com o oxigênio do ar, com a luz e até mesmo com a água. Assim que é exposta têm-se início reações químicas que a destroem, daí o surgimento do gosto ruim no suco pronto.

Estima-se que, em uma hora, quase que a totalidade do conteúdo vitamínico já reagiu e desapareceu, por isso é importante consumir as frutas ou o suco fresco feito na hora, deste modo, temos certeza que o teor de vitaminas está garantido.

No caso das frutas, deve se levar em conta o estado das mesmas (cascas, cor e etc.), caso estejam 'feridas' pode ser que já se encontre em estado avançado de reação e não tenha o 'teor' vitamínico que se deseja.

Fontes alimentares
Acerola 1 copo (250 ml) = 3.872 mg
Mamão (ou papaia)100 gramas = 62 mg
Laranja 1 copo (250ml) = 124 mg
Limão (fresco) 100 ml = 46 mg
Melão
Brócolis
Morangos 100 gramas = 57 mg
Manga
Kiwi 100 gramas= 98 mg
Pimentão (vermelho ou verde)
Couve
Ervilha
Caju
Goiaba 100 gramas = 183 mg
Tomate

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vasos sanitáros: transmitem doenças?




Vamos por partes: se você "adquiriu" uma doença sexualmente transmissível (DST), lembre-se: esta doença é SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL e ponto final.

Elas são CONTRAÍDAS pelo contato direto com o micróbio (bactéria ou vírus) que causam doença através do sexo praticado por via vaginal, anal ou oral. E ponto final novamente.

Para que fosse possível contrair uma DST ao usar um vaso sanitário, seria necessário que houvesse o contato DIRETO da pele com os microorganismos responsáveis pela patologia.

E isso é ALTAMENTE IMPROVÁVEL de acontecer. Para não dizer IMPOSSÍVEL!

As bactérias e os vírus que causam as DSTs são MUITO sensíveis ao meio ambiente, isto é, eles não sobrevivem às condições ambientais, ou seja, fora do corpo humano, ainda mais em uma superfície como os assentos de vasos sanitários.

Entretanto, embora não se contraia uma DST por esse mecanismo, é possível se contrair uma infestação desagradável provocada pelo Pthirus pubis, conhecido como "chato", pois é chato mesmo, que na verdade é um tipo de pilho, que pula - isso mesmo, pula, de uma pessoa para o vaso sanitário e, depois, pode escolher você como sua próxima "refeição", pois se alimenta de sangue da região genital.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Onde ficam os germes?




Por acaso, você tem idéia do lugar do seu banheiro onde "residem" em maior número os micróbios? Não? Na escova de cabelo?

Errado: sua escova de dentes é onde há o maior número de micróbios, dentro de seu banheiro, acredite!

As escovas de dente guardam e trocam micróbios com as escovas de cabelo, com outras escovas de dente, com o proprio ar do local (aaaarrrrgh!)... Afinal, já imaginou quando você vai fazer suas necessidades e puxa a descarga, com a tampa do vaso aberta, quantos micróbios passam a flutuar no ar? Pensa que o odor desagradável é o quê? Só gases?

Está errado! Micróbios pululam no ar do banheiro! E, para os desavisados, eles "pousam" depois de algum tempo, pois têm massa e peso, e, uma vez atraídos pela gravidade, "pousam" também em sua escova de dentes.

O pior é que depois você irá escovar os dentes com eles ali, nas cerdas! Pois é! Desagradável, não? Também acho!

Eu sugiro que você adquira uma daquelas capas protetoras para escovas de dentes e a guarde ali. Assim, a escova fica isolada de outros objetos que também têm esses micróbios e do próprio ar. Antes de abrir a capa protetora, lave-a com água corrente, para tirar, ao menos uma boa parte, os micróbios da superfície da capa e boa escovação!

Outra medida possível é tirar a escova do banheiro. Guardá-la, ainda com a capa, em seu quarto e levá-la para o ritual da escovação somente na hora da escovação. Provavelmente assim você conseguirá reduzir muito mais o risco de contaminação com germes fecais em seus dentes!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fisioterapia para Alzheimer





Sendo o Alzheimer uma doença que aumenta sua prevalência com o aumento da idade e o mundo lidando com a fatídica situação de aumento da expectativa de vida, tem-se a tendência clara de um aumento ainda mais expressivo da doença de Alzheimer (DA) entre idosos.

A DA caracteriza-se, basicamente, pela perda neuronal e degeneração sináptica com acúmulo patológico de placas senis e emaranhados neurofibrilares no córtex cerebral.

As 3 fases desta demência (inicial, intermediária e avançada) caracterizam-se por sintomas cumulativos como a perda de memória recente, alteração de linguagem, desorientação temporal e espacial, alteração de atenção, delírio, dificuldade em resolver, planejar e realizar tarefas em etapas. Todos estes déficits contribuem para a perda da habilidade para realizar as atividades instrumentais e básicas de vida diária, ocasionando, além do declínio cognitivo, o declínio funcional (dificuldade em vestir-se, alimentar-se, perda da habilidade financeira, entre outros).

Justamente neste ponto ou até antes desta perda funcional propriamente dita, entra em ação o fisioterapeuta que tem como principais objetivos manter tais atividades pelo maior tempo possível evitando a instalação de contraturas e encurtamentos musculares bem como melhorando a qualidade de vida de ambos, paciente e familiar.

Terapias que visem à independência funcional através do fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e da capacidade aeróbia atrelados ao estímulo cognitivo, sensorial e treino de outras habilidades como planejamento e execução de tarefas em etapas, treino de velocidade de processamento e atenção que podem até serem realizados durante a execução dos exercícios fisioterapêuticos usuais, são essenciais para atingir os objetivos propostos.
Da mesma forma, é papel também do fisioterapeuta, porém não somente deste profissional, aconselhar e manter a família orientada a respeito do processo da demência (perdas funcionais e cognitivas, como agir perante as mesmas) sempre tendo em mente a importância do médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta para auxiliar a dinâmica familiar e melhorar o bem estar do paciente em questão.

fonte: Juliane de Lemos Armada Ramos, do site Cuidar de Idosos http://www.cuidardeidosos.com.br

sábado, 21 de maio de 2011

hGH - Hormônio do Crescimento




O Hormônio do Crescimento Humano é um dos muitos hormônios que tem sua produção diminuída com a idade, tal como acontece com o estrogênio, progesterona, testosterona, melatonina e DHEA. Segundo autores simpatizantes das terapias hormonais, enquanto muitos desses hormônios podem ser repostos para deter alguns dos efeitos do envelhecimento, o hGH pode ir além disso, adiando o envelhecimento biológico e mesmo revertendo uma série de sintomas associados com o envelhecimento.

O hGH, também conhecido como somatrofina, é secretado pela glândula hipófise e produzido numa taxa que alcança níveis máximos durante a adolescência, quando então o crescimento corporal é acelerado. Posteriormente sua secreção diária diminui com a idade, até quando, em torno dos 60 anos, a pessoa secretaria apenas 25% da quantidade liberada aos 20 anos.

Ao longo do dia, o Hormônio do Crescimento é liberado em maior quantidade em pulsos, durante as primeiras fases do sono, depois ele é rapidamente convertido no fígado para seu metabólito principal, o IGF-1, também conhecido como somatomedina - C. É esse IGF-1 quem promove, de fato, a maior parte dos efeitos atribuídos ao hGH.
O declínio fisiológico do Hormônio do Crescimento, com a idade, esta diretamente associado aos muitos dos sintomas do envelhecimento, tais como rugas, cabelos cinza, diminuição nos níveis de energia e função sexual, aumento no percentual de gordura corporal e doenças cardiovasculares, osteoporose, etc.

A Produção
Para que a hipófise produza o hormônio do crescimento é necessário que ela sofra a ação de um outro hormônio, chamado GHRF (growth hormone releasing factor - fator liberador do hormônio do crescimento), produzido no cérebro acima da hipófise, numa região conhecida como hipotálamo. Assim sendo, sob o estímulo do GHRF a hipófise libera o hormônio do crescimento.

Esse jogo hormonal tem origem cerebral. O hipotálamo controla a atividade de diversas glândulas e de diversos outros hormônios, e sempre através da interação com a hipófise. O hipotálamo é a região cerebral que recebe informações de todo organismo e dos acontecimentos externos. É assim, por exemplo, com relação à produção de TRF, um fator de liberação que estimula a hipófise a liberar o TSH, o qual, que por sua vez, irá estimular a tireóide a produzir o hormônio T4. Dependendo das informações recebidas o hipotálamo irá determinar a produção do GHRF que, por sua vez, desencadeará a produção e liberação do Hormônio do Crescimento pela hipófise.

O Hormônio do Crescimento, hGH ou somatotrofina como também é conhecido, é o mais abundante hormônio liberado pela hipófise. Sua produção ocorre em picos com maior intensidade à noite, durante a fase de movimentos rápidos dos olhos (REM) e em picos menores, durante o jejum e após exercícios físicos. É um dos chamados hormônios de antienvelhecimento ou de pró-longevidade, ao lado do estrógeno, da testosterona, da pregnenolona, da melatonina e do DHEA.

O que o diferencia dos o hGH dos outros hormônios é que, enquanto os outros agem principalmente de forma preventiva, detendo o avanço do envelhecimento, o Hormônio do Crescimento age principalmente revertendo alguns efeitos do envelhecimento, além de retardar o ritmo da evolução do processo de envelhecimento. Por isso se costuma dizer que o hormônio do crescimento atua atrasando o relógio biológico.

O Hormônio do Crescimento é uma substância produzida naturalmente pela hipófise, glândula situada no hipotálamo no Sistema Nervoso Central. Depois de produzido, o hormônio é levado pela corrente sanguínea para o fígado, que o utiliza para produzir os chamados fatores de crescimento, como o IGF-1 (Insulin-Like Growth Factor-1), um potente inibidor do envelhecimento.

A partir dos 21 anos, o Hormônio do Crescimento tem sua liberação reduzida e, acima dos 40 anos, apenas a metade dele estará disponível no organismo, com declínio progressivo de aproximadamente 14% por década. Aos 60 anos a produção diária de GH é reduzida em 50%.

Queda na concentração do hGH ao longo da idade

20 anos => 500 mcg
40 anos => 200 mcg
80 anos => 25 mcg

As pesquisas na área da geriatria sugerem que a terapia de reposição desse hormônio teria a capacidade de diminuir e até reverter vários processos biológicos do envelhecimento. Por causa disso surgiu o Pró-Hormônio do Crescimento, um substituto do hGH com as mesmas características do hormônio original, porém, com muito menos contra-indicações.

O Pró-Hormônio do Crescimento é um complexo de glicoaminoácidos associados a substâncias de origem vegetal reguladoras da insulina e ativadoras do IGF-1. O IGF-1 (Insulin-Like Growth Factor-1), como vimos, é capaz de reverter alguns transtornos causados pela idade, como aumento de colesterol, perda muscular e enfraquecimento das funções mentais e neurológicas. A diferença entre o tratamento com Pró-Hormônio do Crescimento e com o próprio Hormônio do Crescimento, é que o pró-hormônio estimula a glândula a liberar o hormônio produzido pelo próprio organismo, enquanto o hGH puro inibiria a hipófise de produzi-lo.
Entre os benefícios propalados ao Pró-hGH estariam:

Aumento da massa muscular.
Redução da gordura corporal.
Melhora de todos os tecidos incluindo a pele através da redução de rugas.
Restauração do tecido capilar.
Restauração da cor do cabelo.
Aumento na energia.
Aumento na função sexual.
Melhora nos níveis de colesterol ldl/hdl.
Restauração do tamanho do fígado, pâncreas, coração e outros órgãos que encolhem com a idade.
Melhora na visão.
Melhora da memória.
Melhora no humor e no sono.
Normalização da pressão arterial.
Aumento da resistência e fluxo sanguíneo para o coração.
Melhora no sistema imunológico.

O Fator do Crescimento do Tipo Insulina, o IGF-1, estimulado pelo Pró-hGH, atualmente é mais seguro e tão potente quanto o próprio hGH. Algumas pesquisas têm mostrado que o Hormônio do Crescimento tem a capacidade de revertes algumas alterações do envelhecimento, tais como, fazer os cabelos voltarem a crescer e a recuperar sua cor normal, tornar a pele mais fina e delicada, diminuir as rugas e a flacidez da pele, tornar as unhas brilhantes e resistentes, recupera a musculatura, faz desaparecer massa gordurosa excedente, recalcifica os ossos, recupera os ligamentos e articulações.

Até recentemente, a terapia com hormônio do crescimento só estava disponível através de injeções muito caras e difíceis de usar. O hormônio usado por via oral era destruído pelos ácidos no estômago e não chegava a ser absorvido pelo organismo, devendo sua administração ser injetável. Mas já existem substâncias naturais capazes de aumentar os níveis de Hormônio do Crescimento em níveis bastante satisfatórios. Agora, com o Pró-hGH, há estimulação do IGF-1, chamado Pró-Hormônio do Crescimento, que pode ser usado por via oral.

Efeitos Indesejáveis
Para conduzir um tratamento de reposição do Hormônio do Crescimento é preciso vivência clínica e experiência. Quando bem conduzido o tratamento é completamente seguro, incapaz de causar mal ao paciente.

Parte dos efeitos ocasionados pelo hGH é produzida pela sua atuação direta, outra parte é devida à ação da IGF-1 como normalmente é conhecida. A IGF-1 é produzida no fígado a partir da metabolização do hGH e, ao contrário do próprio hGH, tem uma vida longa. Uma das mais importantes ações do hormônio do crescimento no organismo humano está ligada a sua capacidade de atuar como os anabolizantes ao nível muscular, isto é, promovendo o aumento da massa muscular.

As pessoas que se automedicam com Pró-hGH, podem sofrer efeitos colaterais decorrentes de doses mais altas. Entre esses efeitos observa-se a sobrecarga cardíaca por inchaço do músculo, crescimento de tumores já existentes, aumento das mamas, do queixo, das cartilagens, das orelhas, do nariz e até das mãos e dos pés. Outra prática perigosa e comum nos pacientes com Vigorexia é turbinar o efeito do Hormônio do Crescimento com doses extras de insulina. Isso pode acabar levando à morte.

Há fortes suspeitas de que doses imprudentes de Hormônio do Crescimento deflagrem quadros de diabetes, isso quando há predisposição genética para a doença. Há ainda suspeitas de que doses a mais desse hormônio estejam relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Como a droga estimula a multiplicação celular, também estimularia o crescimento de tumores malignos. Mas, até agora, nada disso é inquestionavelmente provado. São apenas suspeitas.

Tendo em vista o fato dos efeitos determinados pelo hGH serem permanentes, parece muito sensato que esta substância só deva ser utilizada por um médico especializado e experiente.

Alimente-se bem para combater um resfriado.




Há uma idéia curiosa, que já ouvi algumas vezes, que diz que "devemos alimentar o resfriado, mas fazer a febre morrer de fome".

Essa idéia estranha vem do século XVI, quando um dicionarista escreveu que "o jejum é o grande remédio para a febre".

Mas isso não é um "conselho médico", de modo algum! Entretanto, a idéia "pegou" e, muitas vezes passou a ser um hábito. Assim, muitas pessoas literalmente jejuam durante um resfriado ou uma gripe.

Mas, sinceramente, já chegou a hora de não acreditar mais em histórias desse tipo.

O resfriado comum é uma doença causada por um vírus (influenza) que ataca as vias respiratórias superiores e os sintomas mais comuns, todo mundo conhece: espirros, coriza intensa (secreção nasal), nariz entupido (congestão nasal), dor ou coceira na garganta, dores de cabeça e febre.

É fundamental que exista uma BOA alimentação durante esse processo, para que você adquira nutrientes e energia para combater esse invasor que lhe causa transtornos.

Quando sua temperatura sobre, o metabolismo acelera, o que quer dizer que seu corpo vai precisar de mais energia (calorias) para desempenhar as funções mais básicas, como respirar e bombear o sangue, por exemplo.

Parar de comer só vai tornar o combate à infecção mais difícil para o organismo.

"Ah, mas eu não tenho fome!"

Literalmente, "empurre" alimentos, mesmo que seja um caldo, uma sopa ou uma canja. Não gosta? Então coma algo que você goste, mas não permita que seu organismo fique mais exposto à infecção viral à qual ele está sendo submetido, pois a baixa imunidade aliada à própria infecção pode provocar complicações do resfriado e levar você a ter até mesmo uma pneumonia.

Boa refeição!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Síndrome das Pernas Inquietas

Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), também conhecida como Síndrome de Ekbom, é uma desordem neurológica associada a sensações anormais nas pernas.Cerca de 5% da população geral e 10% das pessoas acima de 65 anos têm esse problema.

Este quadro mostra-se em vigília e durante o sono, mas, muitas vezes, é mais evidente durante o sono.

Vídeos mostram cenas incríveis deste problema gravados em exames de polissonografias.

Por falar nelas, aí vão algumas informações básicas:

É o método mais objetivo para a avaliação do sono e de suas variáveis fisiológicas. Através do registro de três parâmetros mínimos que são o eletrencefalograma, o eletro-oculograma e do eletromiograma sub-mentoniano pode-se quantificar e qualificar o sono do indivíduo. O registro de parâmetros acessórios como o fluxo aéreo nasal, a oximetria, o esforço respiratório, o eletrocardiograma, o eletromiograma tibial anterior, dentre outros, são realizados conforme o objetivo do estudo, e contribuem para o diagnóstico de doenças relacionadas ao sono.

A polissonografia é realizada em um laboratório de sono sob a supervisão de técnico ou enfermeiro treinado para este fim. O paciente deve dormir com sensores fixados no corpo que permitem o registro do sono. Os sensores (ou eletrodos) são fixados de maneira a permitir ao paciente movimentar-se durante o exame, não atrapalhando assim o sono.

A polissonografia deve ser realizada em um laboratório de sono. O ambiente deve ser adequado para uma pessoa dormir. Sendo assim, o quarto deve ser limpo, escuro, silencioso e mantido em uma temperatura agradável. A cama, o colchão e o travesseiro devem ser confortáveis. O técnico/enfermeiro deve estar sempre presente, devendo o mesmo recepcionar o paciente, colar os eletrodos à noite e retirá-los pela manhã, acompanhar o registro durante toda a realização do exame e intervir sempre que necessário. Em resumo, a estrutura física e humana do laboratório são fundamentais para oferecer ao paciente o conforto e a segurança necessários para que o mesmo possa dormir em um ambiente estranho, permitindo-se assim a obtenção de um registro polissonográfico de qualidade.

O paciente chega ao laboratório de sono onde é recepcionado pelo técnico/enfermeiro. Este profissional deverá realizar uma entrevista pré-exame e colar os eletrodos no paciente. O paciente será então encaminhado para o quarto onde irá dormir e as luzes são apagadas, iniciando-se assim o registro polissonográfico. O técnico acompanha o registro, intervindo sempre que necessário. Pela manhã, encerra-se o registro, são retirados os eletrodos, o técnico realiza uma entrevista pós-exame, e o paciente é então liberado. O registro é então analisado pelo médico durante o dia. É então emitido um laudo que o paciente deverá pegar e levar ao seu médico.

A polissonografia é útil na investigação, no tratamento e no seguimento de pacientes com distúrbios do sono. As principais indicações de polissonografia são: 1-Sonolência Diurna Excessiva (Narcolepsia, Hipersonias Idiopática ou Recorrente, etc);
2-Distúrbios respiratórios durante o sono (Roncos, Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, Síndrome de Aumento de Resistência das Vias Aéres Superiores, etc); 3-Instalação de CPAP (suporte ventilatório com pressão positiva contínua em vias aéreas por meio de máscara nasofacial no tratamento da insuficiência respiratória aguda);
4-Controle pós-tratamento (cirurgia, sonoplastia, aparelhos bucais, etc) de Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono;
5-Distúrbios do ritmo cardíaco que ocorrem durante o sono;
6-Distúrbios de comportamento que ocorrem durante o sono (Sonambulismo, Distúrbio de Comportamento do Sono REM, Epilepsias, etc);
7-Síndrome de Pernas Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros;
8-Insônia. Em alguns casos a indicação é absoluta, e em outros é relativa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Beber água em abundância faz bem?




Algumas pessoas costumam beber até 8 copos de água ao dia! Mas esquecem que o tempo de permanência no banheiro aumenta bastante, também!

Ao ler um artigo do American Journal of Physiology, pude notar que não há nenhum estudo que possa sustentar a afirmação de que beber muita água fz bem para a saúde.

Há, inclusive, pessoas que tomam dois, três ou quatro copos de água, em jejum! Mas, para quê? Alguns afirmam que faz uma "limpeza" no corpo, ao carregar as impurezas para fora através da urina, mas isso pode não ser verdade. Aliás, são afirmações empíricas, sem sustentação científica e mais parecida com mito.

Pesquisadores fizeram uma exaustiva investigação por toda a literatura técnica (científica) e descobriram que, na verdade, grandes quantidades de água são desnecessárias e que a sede regula nossa ingestão de água com bastante eficiência.

A hidratação pode ser suprida por meio de uma variedade de fontes, além da água, como, por exemplo, sucos, leite, frutas, legumes e muitos outros alimentos e bebidas.

O café não é exatamente um diurético, como afirmam popularmente: seu efeito estimulante produz uma perda pequena de água e o volume total de água que se ingere bebendo o café compensa em muito a pequena quantidade de água "perdida" na urina.

Entretanto, não há dúvida de que a água é fundamental para nosso organismo, pois ela transporta nutrientes, hormônios e oxigênio para as células e leva embora resíduos através da corrente sangüínea e do sistema linfático.

Ela também lubrifica as articulações, o aparelho digestório - facilitando a eliminação de fezes e tudo isso nos causa bem-estar.

Assim, de modo geral, deixe que sua sede regule a sua necessidade de ingestão de água e observe sua urina, pois se ela estiver muito escura, pode ser que esteja acontecendo algum grau de desidratação, portanto, beba água suficiente apenas para manter a urina com cor clara.

Aliás,o excesso de água pode causar vários problemas de saúde, tema que já abordamos nesse blog em publicação anterior.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Seroquel




O que é e para que serve ?

O Seroquel. é a Quetiapina, um neuroléptico do grupo dibenzotiazepina. Suas principais indicações são para o tratamento da esquizofrenia e do transtorno do humor bipolar tanto em fases maníacas como depressivas, principalmente para os pacientes que não se beneficiaram com os antipsicóticos clássicos. Sua principal indicação é para o tratamento das síndromes psicóticas, principalmente para os pacientes que não se beneficiaram com os antipsicóticos clássicos

Como é usado ?

A dose de início depende da patologia mental a ser considerada, conforme abaixo:
.. Esquizofrenia – dose inicial de 50 mg no primeiro dia, aumento para 100 mg no segundo dia, aumento para 200 mg no terceiro dia e assim sucessivamente até 600 mg; se necessário chegar até a dosagem de 750 mg ao dia, dividida em duas tomadas.
.. Transtorno do Humor Bipolar
• Mania – dose inicial de 100 mg no primeiro dia, aumento para 200 mg no segundo dia, aumento para 300 mg no terceiro dia e assim sucessivamente até 600 mg; se necessário chegar até a dosagem de 800 mg ao dia, dividida em duas tomadas.
• Depressão – dose inicial de 50 mg no primeiro dia, aumento para 100 mg no segundo dia, aumento para 200 mg no terceiro dia e, finalmente, 300 mg no quarto dia, em dose única noturna.

Principais efeitos colaterais
Os principais costumam ser sonolência, vertigem,prisão de ventre, tontura ao levantar-se e boca seca, principalmente no início do tratamento.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Enquanto estiver em tratamento com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina), não tome nenhum outro medicamento sem o consentimento de seu médico. Evite ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com SEROQUEL® (fumarato de quetiapina).

Contra- indicações e precauções: SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) é contra- indicado em todos os casos de hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula do produto.

SEROQUEL® (fumarato de quetiapina) pode provocar algum aumento de peso, especialmente no início do tratamento. Portanto, procure comer moderadamente neste período.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas:
Devido ao seu efeito primário no sistema nervoso central, a quetiapina pode interferir com atividades que requeiram alerta mental. Durante o tratamento não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem ser prejudicadas.

Considerações importantes
O risco de anomalias na formação fetal é desconhecido, e até o momento não há relatos de acontecimentos nesse sentido, contudo deve-se sempre pesar riscos versus benefícios.

Osteopenia?




Introduzida em 1988, a tecnologia chamada "absorciometria de feixe duplo de RX", tornou-se uma ferramenta amplamente utilizada para verificar a densidade óssea, ou seja, a quantidade de minerais presentes nos ossos de uma pessoa.

Teoricamente isso pode ser feito em qualquer região do corpo, mas, por estudos, duas regiões, mais ligadas a fraturas mais freqüentes, são as escolhidas: coluna lombo-sacra e fêmur.

Os resultados desses exames são empregados para diagnosticar a osteopenia e a osteoporose, que são níveis progressivamente mais profundos de perda de cálcio e os ossos tendem a ter maior probabilidade de fraturas.

Você recebe o diagnóstico de osteopenia se seu "T-score" for de 1,0 a 2,4 pontos menor que a densidade óssea considerada normal em um adulto de 30 anos. Qualquer valor abaixo do desvio padrão 2,5 (o desvio padrão é a medida mais comum da dispersão estatística) é considerado osteoporose.

Quando sua densidade mineral óssea é comparada com a média de densidade de sua faixa etárea, sexo, peso e origem étnica ou racial, isso é chamado de "Z-score".

Entretanto o chamado "padrão ouro" para o diagnóstico é o "T-score", que é mais exigente e isso significa que, com o tempo, todas as pessoas verãos seus "T-scores" se afastarem do normal e a pessoa com perda óssea natural relacionada à idade vai apresentar "osteoporose", quer dizer, não deveria ser, por conta da idade, mas é vista clinicamente como sendo...

Existem várias restrições aos exames de densitometria e uma delas é que o aparelho mede apenas o teor de mineral ósseo, mas não capta as informações sobre o colágeno e o cálcio. O excesso de minerais torna os ossos mais quebradiços e o excesso de colágeno, mais fracos.

Essa informação daria mais precisão ao diagnóstico.

Aparelhos de fábricas diferentes também dão informações diferentes, isto é, um exame pode ser normal em um aparelho e dar osteopenia em outro.

Há vários outros fatores em questão, mas acredito que esses, com relação aos aparelhos sejam os mais importantes.

Mas há uma coisa com relação às pessoas, que preocupa também: elas mudam de comportamento com facilidade quando ameaçadas, digamos, por uma "osteoporose", pois elas passam a se sentir frágeis e ficam naturalmente assustadas. Muitas param, por exemplo, de ter atividades físicas, como musculação, quando, na verdade, é exatamente disso que elas mais necessitam para fortalecer os ossos...

Embora eu trate as "osteoporoses", tenho comigo algumas dúvidas com relação a muitos casos, pór exemplo, de uma paciente de 92 anos de idade: é absolutamente normal que seu exame apresente falta de cálcio nos ossos! Será que deveria realmente prescrever os chamados "incorporadores de cálcio", como o alendronato, tão conhecido? Eu prescrevo somente o Cálcio, que é, na verdade uma "reposição" para uma pessoa que já não incorpora tão bem os minerais em seus tecidos, por conta de uma idade mais avançada, não sendo, portanto, uma doença, uma patologia...

Mas, de modo geral, siga as instruções de seu médico, pois, certamente ele está bem preparado para lhe ajudar nessa particularidade.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Nux vomica




MENTE:
- Justiçeiro.
- Ambicioso, competitivo a um grau patológico.
- Confiante em si mesmo. Verdadeiro.
- Ditatorial. Arrogante. Responsável. Eficiente.
- Fastidioso. Muito valor ao trabalho.
- Torna-se um maníaco pelo trabalho.
- O trabalho exerce domínio sobre ele.
- Não aceita limitações.
- Medo do casamento.
- Busca estimulantes como café, álcool, drogas, etc.
- Super estressado. Super sensível.
- Irritabilidade. Algumas vezes mantida interiormente.
- Chora por raiva.
- Impaciente. Apressado. Blasfema e xinga.
- Pode tornar-se agressivo. Impulsos violentos.
- Malicioso. Cruel.
- Disposição suicida ( tiro ou jogando-se), mas falta-lhe coragem.
- Alienação mental. Aversão a responder.

GENERALIDADES:
- Friorento.
- < frio, correntes de ar. - < Descobrindo uma parte. - < Manhã - < Tempo seco - < Comendo - > Calor moderado.
- > Tempo chuvoso (Caust, Hep)
- Anti-peristalse (vômitos, micções, evacuações)
- Convulsões, < raiva. - Apoplexia, com dores em picadas nos membros afetados. - Desfalecimento por odores, durante o parto. - Sensível a todas as impressões: odores, luz, ruídos, olfação, etc. COMIDA E BEBIDA: - Deseja: Condimento, gorduras, alcool, estimulantes. - Aversão: Carne. - < Estimulantes. VERTIGEM: - Acorda-o do sono à noite. CABEÇA: - Dores de cabeça e enxaquecas < Frio, álcool, esforço mental, cólera, ao levantar, < Antes das menstruações. > Calor
- Sensível a correntes de ar (Chin, Hep, Sil).

OLHO:
- Fotofobia, < manhã OUVIDO: - Prurido na Trompa de Eustáquio, compelindo-o a tossir ou deglutir. NARIZ: - Febre do feno, alergias - Coriza com espirros, < após comer, de manhã - Obstrução < noite, ao ar livre. - "Fungueira" de recém nascidos - Sensível ao odor das flores FACE: - Acne - Trismo - Transpiração unilateral. DENTES: - Rangendo . GARGANTA: - Sufoca ao adormecer. ESTÔMAGO: - Gastrite. Úlcera. Náusea e vômitos < raiva, vexação, estimulantes, dores abdominais. - Esforça mas não vomita. - Dor < raiva, vexação, roupas apertadas, > calor moderado, bebidas quentes.
- Sensação de pedra após comer muito.
Enfermidades por abuso de álcool.

ABDOME:
- Distensão. Flatulência.
- Dor e câimbra < após comer, antes de defecar, frio, > após defecar, calor moderado.
- Cólica em bebês com irritabilidade
e arqueamento das costas (Cham, Dios).
- Doença de Crohn. Hepatite. Hérnia: Inguinal, umbilical.

RETO:
- Constipação, urgência constante e ineficaz.
- Diarréia com constante urgência, alternando com constipação.
- Hemorróidas. Prolapso.
- Urgência para defecar enquanto urina (Mur-ac):
com cada contração do parto; durante menstruação.
- Espasmos durante orgasmo.

BEXIGA:
- Cistite, urgência constante, passam apenas poucas gotas.
> Calor, banho quente.
- Retenção de urina, > banho quente.

RINS:
- Cólica.

APARELHO REPRODUTOR:
- Desejo aumentado. Promíscuo.
- Emissões seminais durante o sono, com sonhos. Impotência.
- Desejo aumentado. Promiscuidade.
- Dismenorréia > calor moderado; com urgência para evacuar;
irradia para todo o corpo.
- Espasmos uterinos durante o orgasmo. Prolapso.
- Contrações do parto ineficazes, irradiam para o reto,
com urgência para defecar.

RESPIRAÇÃO:
- Asmática: < noite, 3-4 a.m., frio, manhã, após comer. TOSSE: - > Bebidas mornas. < De manhã na cama.

TÓRAX:
- Angina pectoris.
- Palpitações < por estimulantes,
raiva, vexação, excitação, após comer.

COSTAS:
- Dor, tem que se sentar para virar na cama (Kali-c, Kali-p);
< febre, urgência para defecar. Opistótono.

ESTREMIDADES:
- Contraturas, câimbras e espasmos musculares.
- Contrações. Sacudidas.

SONO:
- Insônia. Acorda às 3-4 a.m., pensando no trabalho, negócios.
Adormece novamente, justamente antes de levantar.
- Sonolência durante o dia.
Não revigora (Lach, Mag-c, Mag-m, Nit-ac).

SONHOS:
- Brigas. Amorosos.

PELE:
- Urticária com desordens estomacais.

Genética




Síndrome de Down ou Trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossoma 21 extra total ou parcialmente.

Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862. A sua causa genética foi descoberta em 1958 pelo professor Jérôme Lejeune, que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21.

A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.

Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno número de afetados possui retardo mental profundo. É a ocorrência genética mais comum, estimada em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.

Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco de sofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apneia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.

A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais.

A trissomia consiste na presença de três (e não duas, como seria normal) cromossomas de um tipo específico num organismo. Portanto, a presença de três cromossomas 21 é designada de trissomia 21. A maioria das trissomias resultam num número variável de deficiências à nascença (geralmente presentes na maioria dos indivíduos com cromossomas extra). Muitas trissomias resultam em mortes precoces.

Uma trissomia diz-se parcial quando parte de um cromossoma extra (e não todo) é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra.

Embora a trissomia possa ocorrer com qualquer cromossoma, os tipos mais comuns (em humanos) são:

Trissomia 21 (Síndrome de Down)
Trissomia 18 (Síndrome de Edward)
Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
Trissomia 8 (Síndrome de Warkany)

Trissomia relacionada com cromossomas sexuais:

Trissomia X (Síndrome Triplo X)
Síndrome de Klinefelter (XXY)
XYY


Algumas informações sobre alterações cromossômicas mais freqüentes, além da trissomia do 21, ou Síndrome de Down:

Trissomia do 18, ou Síndrome de Edwards: foi a segunda trissomia autossômica relatada na espécie humana; a inicidência é de 1:7.000 nascidos vivos e as malformações cardiovasculares estão presentes entre 75% a 100% dos casos; há, também alterações gastrointestinais e renais (57% dos fetos). Geralmente há perda gestacional espontânea, quando não, 55 a 65% dos recém-nascidos morrem na primeira semana de vida e90% vão a óbito ao redor de 6 meses de idade. Apenas 5 - 10% dos portadores permanecem vivos até completarem 1 ano de vida.

Trissomia do 13, ou Síndrome de Patau: é a terceira trissomia autossòmica mais freqüente, com incidência estimada em 1:12.000 nascidos vivos; podem apresentar a tríade característica, composta de microftalmia, fissura labial/palatina e polidactilia. As malformações cardíacas ocorrem em mais de 80% dos fetos; já as gastrintestinais são observadas em 50% a 80% dos casos; malformações renais são observadas em 60% a 80% dos casos. A mortalidade perinatal é igualmente elevada, sendo rara a sobrevivência após o primeiro ano de vida.

45,X ou Síndrome de Turner: esta associada a alta mortalidade intraútero, do contrário a criança não adquire boa estatura, embora, atualmente, com uso de hormônio de crescimento, esse problema possa ser corrigido. Na monossomia do X, pode haver algumas anomalias congênitas, como pescoço aladado e coractação da aorta. Geralmente não ocorre deficiência mental.

47,XXY ou Síndrome de Klinefelter: o portador é estéril e tem genitais menores; como não há produção de testosterona apropriada nessa síndrome, o indivíduo acomentido pode ser beneficiado pela reposição desse hormônio desde os 11 a 12 anos de idade.

47,XXX: ocorre em 1:1.000 recém-nascido do sexo feminino, não existindo padrão de anomalias associado a essa condição. As mulheres são geralmente mais altas que a média, com estatura média de 1,72 m. Alterações comportamentais, como depressão leve e inadaptação social, estão presentes em 30% dos casos; pode haver compromentimento no aprendizado verbal. Existe possibilidade de a fertilidade não ser acometida.

Duplo Y ou 47,XYY: pacientes com crescimento acelerado na infância e altura mais elevada; a maioria dos homens é fértil e pode gerar conceptos normais.

Rearranjos estruturais: estão presentes em 1:1.000 diagnósticos pré-natais; nesses situações, deve-se distinguir se o evento é familial ou de novo no feto; se um dos pais tiver a mesma alteração aparentemente balanceada, cmoo a criança, não haverá risco fetal aumentado, ainda que não totalmente excluído, uma vez que podem existir alterações cromossõmicas submicroscópicas não detectáveis ao cariótipo com bandamento G.

Cromossomos marcadores anormais: representam uma situação peculiar e são observados em 1:2.500 casos de diagnósticos pré-natais, alguns sem significado clínico e em tais situações o achado deve ser complementado com análises dos pais e outros testes apropriados.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vitamina E pode ser benéfica contra bronquite e enfisema




Mulheres com mais de 45 anos que tomam suplementos de vitamina E parecem ter um menor risco de doença pulmonar obstrutiva crônica - incluindo bronquite crônica e enfisema pulmonar -, segundo estudo apresentado esta semana na Conferência Internacional da American Thoracic Society.

De acordo com especialistas, a vitamina E pode ser encontrada naturalmente nos óleos vegetais, gérmen de trigo, nozes e vegetais de folhas verdes, e têm propriedades antioxidantes.

Com o desenvolvimento da doença pulmonar, ocorrem danos aos tecidos sensíveis através de diversos processos, incluindo inflamação e danos pelos radicais livres. A vitamina E pode proteger o pulmão contra tal dano.

Revisando dados de um estudo sobre os efeitos da aspirina e da vitamina E na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer em 40 mil mulheres com mais de 45 anos, os pesquisadores descobriram que aquelas que haviam recebido 600mg de vitamina E em dias alternados durante o estudo apresentavam menos probabilidade de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica. Porém os suplementos do nutriente não tiveram o mesmo efeito sobre os riscos de asma.

Se os resultados deste estudo forem confirmados por outras pesquisas, os médicos poderão recomendar que mulheres tomem suplementos de vitamina E para prevenir doença pulmonar obstrutiva crônica. Os especialistas destacam, porém, que é arriscado tomar a vitamina sem indicação e acompanhamento médico.

Os suplementos de vitamina E são conhecidos por terem efeitos negativos para algumas pessoas; por exemplo, a suplementação de vitamina E aumenta o risco de insuficiência cardíaca congestiva em pacientes com doença cardiovascular. Recomendações mais amplas seriam necessárias para equilibrar benefícios e riscos.

sábado, 14 de maio de 2011

Novo teste para detectar câncer de próstata.




Um novo método para diagnosticar câncer de próstata promete ser mais preciso do que o teste usado hoje, o PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês).

O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida pela próstata. É um indicativo de câncer, mas é criticado por dar falsos-positivos.

Uma dosagem alta de PSA pode significar também infecção ou crescimento benigno exagerado da próstata.

O novo teste, chamado de 4PLA, foi desenvolvido pela Universidade Uppsala, na Suécia. O estudo com os resultados do exame foi publicado nesta semana no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".

O exame detecta, no sangue, a quantidade de prostassomas, microvesículas produzidas na próstata.

Normalmente, essas estruturas são liberadas no sêmen para aumentar a mobilidade dos espermatozoides. Se há câncer, a produção das microvesículas aumenta, e elas caem na corrente sanguínea.

No estudo, o teste detectou níveis até sete vezes maiores dessas estruturas no sangue de 20 pacientes com câncer, em comparação com outras 20 pessoas sem câncer.

O exame conseguiu ainda distinguir a gravidade da doença. A diferença foi vista em 59 pacientes com câncer de próstata com graus de 5 a 9 na escala de Gleason. A graduação vai de 2 a 10 e mostra a agressividade da doença.

A primeira versão do teste foi mais precisa para detectar cânceres de média e alta gravidades do que tumores menos agressivos.

Hoje, dependendo da dosagem do PSA e do exame de toque, além de fatores como história familiar, o paciente pode ser submetido a uma biópsia para saber se tem ou não câncer de próstata.

O procedimento pode causar sangramento e, mais raramente, infecções, além de angústia, é evidente.

Como o novo teste determina a gravidade do câncer, ele também pode ser usado para saber se é necessário ou não fazer o tratamento.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Código genético do câncer de mama e de cólon


Cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, em Baltimore (Estados Unidos), anunciaram ter decifrado o código genético completo do câncer1 de mama e de cólon, o que pode abrir caminho para novos tratamentos mais personalizados.

Por meio da análise de 13 mil genes em 11 mamas e 11 cólons (porção maior do intestino grosso2), o mapeamento genético obtido identificou 189 genes que sofreram mutação. A maioria deles não havia sido relacionada com o câncer em estudos anteriores, mas constatou-se que afetam várias funções celulares, incluindo o surgimento, crescimento e disseminação dos tumores.

A descoberta pode permitir que novos medicamentos atuem nesses genes melhorando os tratamentos, também pode levar a um diagnóstico mais precoce da doença e lança as bases para novos estudos sobre os cânceres, avalia Victor Velculescu, um dos autores do estudo.

No artigo publicado na revista Science, os pesquisadores dizem ainda que, de acordo com o mapeamento, o câncer1 é mais complexo do que a comunidade científica acreditava. O estudo constatou que, além de haver mais genes mutantes envolvidos no câncer do que se imaginava, os tipos de tumor são muito diferentes entre si. Entre os quase 200 genes mutantes encontrados nos tumores de mama e de cólon, foram detectadas apenas duas mutações em comum.

Agora a equipe pretende determinar os efeitos dos genes mutantes no interior das células cancerígenas, tanto no câncer de mama quanto no de cólon, para priorizar a busca de novos tratamentos. Descobertas anteriores sobre a genética do câncer já haviam levado a estratégias de diagnósticoe tratamento em estágios mais precoces da doença. Exemplo disso é o Herceptin, nome comercial da droga trastuzumabe, que atinge um receptor em células do câncer1 de mama formado pelo gene HER2.

Um dos objetivos a longo prazo é planejar métodos personalizados de prevenção e tratamento que atendam ao perfil genético de cada pessoa.

Fonte: Science

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Gravidez e Medicamentos (psicotrópicos)




Diante de um profissional (ou o que é pior, um curioso ou parente ‘bem intencionado’) o qual recomenda enfática e empafiamente que “não se deve consumir nenhum medicamento durante a gravidez e lactação”, experimente perguntar em qual categoria de classificação de riscos se enquadra o medicamento em questão. Pergunte em qual época da gestação “não se deve consumir nenhum medicamento”, pergunte ainda, qual a poprcentagem da substância que atravessa a placenta ou aparece no leite materno, pergunte, enfim, de onde essa pessoa tirou tais informações.

Você vai ver que ninguém, ou poucas dessas pessoas, entende sobre o assunto ou têm alguma autoridade científica sobre ele. Essa negligência por omissão ou por ignorância científica, infelizmente, é bastante observada entre ginecologistas, obstetras e pediatras. É muito mais fácil proibir tudo quando não se conhece nada.

A gravidez é um momento de importante mudança emocional para a mulher, havendo um grande aumento do estresse e da ansiedade. Com freqüência a medicação psicotrópica adequada pode ser indispensável para o tratamento desses transtornos (McGrath, 1999), a despeito de a paciente estar grávida.

O tratamento dos distúrbios psiquiátricos manifestados neste período pode apresentar dilemas difíceis, devendo sempre envolver uma análise cuidadosa dos riscos e dos benefícios do tratamento. Por isso o intercâmbio continuado entre obstetras e psiquiatras deve ser incentivado fortemente, a fim assegurar o melhor resultado possível para a mãe e para o bebê.

Uma avaliação do Serviço de Saúde Pública Francês sobre o uso de medicamentos durante a gravidez em 1.000 mulheres no sudoeste de França, mostrou que durante sua gravidez, 99% das mulheres receberam pelo menos uma prescripção médica. A média foi de 13,6 medicamentos por mulher, sendo que 1,6% receberam uma ou mais prescrições de medicamentos catalogados pela FDA (agência americana para controle de drogas e alimentos)como sendo da categoria X, na qual os riscos para o feto são maiores que os benefícios.

Nessa mesma pesquisa viu-se que 59% das mulheres receberam prescrições de medicamentos catalogados na categoria D (aqueles que têm riscos para o feto, mas os benefícios podem ser aceitáveis e justificar o uso). Finalmente, 79% das mulheres estiveram expostas a medicamentos dos quais não se dispõe informação sobre seu uso seguro durante a gravidez em animais ou em humanos.

Os dados mostraram que as grávidas francesas (acreditamos que, como as grávidas dos demais países) estão freqüentemente expostas a medicamentos dos quais não se conhecem exatamente os efeitos colaterais sobre o feto.

Isso pode significar que o uso indiscriminado desses medicamentos pode estar causando malefícios, mas, igualmente grave, pode significar que a recusa generalizada e preconceituosa em prescrever tratamentos pode ser igualmente ruim ou pior ainda.

“Não se deve consumir nenhum medicamento durante a gravidez e lactação” – Isso é mentira, omissão e comodidade de alguns médicos despreparados. É muito mais fácil proibir tudo quando não se conhece nada. Na realidade é uma informação extremamente demagógica, já que existe uma simpatia cultural pelo natural, principalmente em se tratando de gravidez. Mas como fica o eventual sofrimento da mãe portadora de qualquer transtorno médico simultâneo à gravidez? E se esse transtorno da mãe repercutir diretamente sobre a saúde do feto e, posteriormente, da criança? Como fica a mãe esquizofrênica, que apresenta sérios riscos de ferir ou mesmo matar seu filho?

Como fica a mãe depressiva que pode desenvolver Psicose Puerperal ou Depressão Pós-Parto e igualmente prejudicar irreversivelmente seu filho? Nessas questões os “naturalistas” não se aventuram com a mesma arrogância demagógica com que dizem “não se deve consumir nenhum medicamento durante a gravidez e lactação”. Alguns medicamentos não são indicados durante a gravidez e amamentação, outros são indiferentes e, outros ainda, são extremamente necessários. Hoje em dia convivemos com algumas tiranias culturais. Uma delas e, parece, a mais incômoda para a psiquiatria, tem sido o culto ao "natural". Trata-se de uma postura tão hipócrita quanto atraente. Não fosse hipócrita, todos andaríamos à pé, muito natural, e não de automóveis. Não usaríamos óculos, telefones celulares, televisão, perfume... e assim por diante.

Um dos tipos de "tirania do natural" é a contra-indicação absoluta de medicação em geral e, em particular, de qualquer psicotrópicos para grávidas e mães que amamentam. Acontece que, para grande número de obstetras e clínicos, tem sido muito trabalhosa a tarefa de informar-se e atualizar-se continuadamente a respeito das relações de produtos farmacêuticos e gravidez (ou lactação). Então é muito mais fácil contra-indicar tudo. Essa postura é facilitada pelo discurso agradável e politicamente correto de apelar ao "natural", ao "fora drogas!" e assim por diante.

Mas, o que esses profissionais pouco esclarecidos e muito opinantes não sabem e não querem saber, é sobre os efeitos extremamente danosos que os transtornos emocionais proporcionam para a qualidade de vida da gestante, do cônjuge, da família e/ou do bebê depois do parto.

Apesar da alta freqüência da depressão em mulheres grávidas, as informações das pessoas, pacientes e, infelizmente, dos médicos generalistas e obstetras sobre o tratamento psiquiátrico durante a gravidez são muito limitadas (Wisner, 1999).

Atualmente já dispomos de significativos dados de pesquisa para o uso de antidepressivos tricíclicos (ADT) e de alguns inibidores seletivos de recaptação da serotonina mais novos (ISRS) - mais freqüentemente para a fluoxetina – em pacientes grávidas e amamentando. A maioria dos autores tem concluído que a exposição a estes agentes não aumenta o risco para a morte intra-uterina ou para defeitos congênitos ao nascimento. Medicamentos usuais que devem ser evitados.

A natureza foi, como sempre, extremamente sábia em relação à chamada Fase Embrionária da gravidez, que corresponde aos 20 primeiros dias da concepção. Os medicamentos administrados nessa fase podem causar apenas 2 efeitos; ou matam o feto ou não o afetam em absoluto.

Isso pode aliviar as gestantes que estão em uso de algum medicamento mas não sabem ainda que estão grávidas. Há tempo suficiente para interromper o uso de algum medicamento, reconhecidamente danoso à gestação, sem que tenha havido tempo para causar malformações.

Depois dessa fase embrionária vem a Fase da Organogênese, que vai da 3ª à 8ª semana. Esse sim é um período crítico em relação às possibilidades de malformações. Os medicamentos administrados depois da Fase da Organogênese, ou seja, durante ol 2º e o 3º trimestres, pouco provavelmente produzirão malformações, ainda que alguns possam alterar o crescimento normal de órgãos fetais.

De modo geral, pelo que se sabe atualmente, os medicamentos (ou fármacos) que devemos evitar na gravidez, especialmente durante o chamado período da organogênesis (entre a 3ª e a 8ª semana de gestação), sob o risco de produzir malformações graves ou outros problemas de crescimento e desenvolvimentos fetais.

Medicamentos quimioterápicos (para o câncer)
Talidomida (para enjoo)
Isotretinoína e etretinato (contra a acne).
Hormônios: androgênios e tiroideanos.
Medicamentos antitiroideanos.
Anticonvulsivantes (alguns).
Vacinas com vírus vivos (por exemplo para rubéola)
Antidiabéticos orais
Alguns analgésicos.
Alguns antibióticos (tetraciclinas, estreptomicina, gentamicina, cloramfenicol, sulfas). As penicilinas parecem ser seguras.
Anticoagulantes orais. A heparina, por sua vez, não atravessa a placenta e é o anticoagulante de escolha durante a gravidez.

Os medicamentos e substâncias foram, de modo geral, classificados pela FDA (Federal Drugs and Foods Administration) em 5 categorias (A, B, C, D e X), crescentemente, de acordo com o grau de riscos à gestação, tomando por base, predominantemente, o primeiro trimestre da gestação. São elas:

Categoria A – A categoria A se refere à medicamentos e substâncias para as quais os estudos controlados em mulheres não têm mostrado risco para o feto durante o primeiro trimestre e a possibilidade de dano fetal é bastante remota.

Categoria B – Na categoria B, os estudos realizados em animais não indicam que a substância oferece riscos para o feto, mas não há estudos controlados em humanos que mostrem efeitos adversos sobre o feto. Também se aplica aos medicamentos nos quais os estudos em animais mostraram efeitos adversos sobre o feto, mas os estudos controlados em humanos não demostraram riscos para o feto. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídos nessas duas categoria de prescrição com Cautela.

Categoria C - Os estudos em animais têm demonstrado que esses medicamentos podem exercer efeitos teratogênicos ou é tóxico para os embriões, mas não há estudos controlados em mulheres ou não há estudos controlados disponíveis em animais nem em humanos.

Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídos nessas duas categoria de prescrição com Risco.

Categoria D – Na categoria D já existe evidência de risco para os fetos humanos, mas os benefícios em certas situações, como por exemplo, nas doençass graves ou que põem em risco a vida e para as quais não existe outra alternativa terapêtica, podem fazer com que o uso durante a gravidez esteja justificado, apesar dos riscos. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídos nessas duas categoria de prescrição como sendo de Alto Risco.

Categoria X – Finalmente vem essa categoria X, onde os estudos em animais ou humanos têm demonstrado que o medicamento causa alterações fetais ou há evidência de aumento no risco para o feto com base na experiência em humanos ou ambos. O risco supera claramente qualquer possível benefício. Podemos considerar os medicamentos e substâncias incluídos nessas duas categoria de prescrição como sendo de Perigo. Assim sendo, diante de um profissional (ou o que é pior, um curioso ou parente ‘bem intencionado’) o qual recomenda enfática e empafiamente que “não se deve consumir nenhum medicamento durante a gravidez e lactação”, experimente perguntar em qual categoria se enquadra o medicamento em questão. Verá que ninguém, ou poucas dessas pessoas, entende sobre o assunto ou têm alguma autoridade científica sobre ele. Essa negligência por omissão ou por ignorância científica, infelizmente, é bastante observada entre ginecologistas, obstetras e pediatras.

É isso... tem muito mais, mas eu acho que você já nem está mais lendo direito de tão longo que é o texto...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Memórias




A organização do corpo humano é, realmente, fascinante e mostra isso cada vez mais conforme a ciência avança em seus estudos e entendimentos sobre nossa própria natureza.

A evolução, por exemplo, foi "construindo" um organismo escalar, isto é, progressivo em evolução, em camadas cada vez mais complexas, em função da necessidade que a própria Natureza cobra para a sobrevivência.

Os sistemas cerebrais são, talvez, o mais importante exemplo disso, pois nota-se claramente que são "módulos" sobrepostos evolutivamente e capazes de registrar e utilizar informações progressivamente mais complicadas.

A memória, como é entendida atualmente, mostra isso com evidências. Vamos dar um esboço para compreender as várias "faces" da memória humana:

Memória de longa duração é a percepção de alguns instantes a vários anos; ela se desdobra em duas, a saber:

1. Memória declarativa, ou explícita, que tem a ver com o "saber que" e que se desdobra em:

a. fatos, como passar em um exame;
b. eventos, como por exemplo, o ato terrorista de 11 de setembro de 2001;

2. Memória não declarativa, ou implícita, que implica em "saber como" e se desdobra em:

a. memória procedural, como "saber" andar de bicicleta;
b. memória de início, como a influência da apresentação inconsciente de elementos;
c. condicionamento clássico pavloviano [Ivan Petrovich Pavlov (em russo: Иван Петрович Павлов) (Ryazan, 14 de Setembro de 1849 — Leningrado, 27 de Fevereiro de 1936) foi um fisiólogo russo. Foi premiado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1904, por suas descobertas sobre os processos digestivos de animais. Ivan Pavlov veio, no entanto, a entrar para a história por sua pesquisa em um campo que se apresentou a ele quase que por acaso: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento (reflexo condicionado)], que se desdobra em duas formas de memória:

c1. resposta emocional, como, por exemplo, medo de cobra;
c2. resposta muscular, como, por exemplo, piscar os olhos;

d. aprendizado não associativo, ou hábito e sensibilização, por vias reflexas.

Como se vê, as estruturas são complexas e muito bem adaptadas para as nossas necessidades e atividades.

Mais algumas coisas sobre memória, que são interessantes:

é incontestável que a memória é intensificada pela atenção; portanto, faça um esforço consciente para pensar sobre o que você faz, até mesmo dizendo em voz alta suas atitudes, para registrar o que faz e não esquecer, por exemplo, onde deixou as chaves de casa...

memórias são como correspondência, isto é, é necessário pouco esforço para abri-las e jogar sobre a mesa, entretanto, para recuperar as informações, já não é tão simples, por isso, é necessário fazer "conexões" com algo "forte" para que se possa recordar do fato em si; por conta disso, os fatos ligados a emoções mais intensas, são aqueles que não "conseguimos" esquecer...

assim o estímulo emocional intensifica as memórias, por isso situações são marcantes quando associadas a circunstâncias emocionantes... eu não consigo me esquecer do dia da morte de Ayrton Sena, por exemplo, pois foi um fato de muita emoção para mim...

recuperar ítens da memória aumenta a chance de se recordar deles no futuro e impedir que sejam removidos e substituídos por novas memórias, já que registramos seletivamente os fatos, nos nomes, as imagens, em termos de "prioridade", assim como, também, em termos de interesse, isto é, aquilo que é de nosso interesse, tem mais facilidade de ficar registrado do que qualquer coisa pela qual não guardemos interesse...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mais uma para o dedo anular...




Tamanho do dedo anelar pode ajudar a revelar doença motora.

Uma pesquisa publicada esta semana sugere que o comprimento dos dedos da mão pode ser um dos componentes para revelar o risco de doenças neuromotoras.

Os pesquisadores britânicos mediram o tamanho do dedo de 110 pessoas, incluindo 47 com esclerose lateral amiotrófica (ELA).

O estudo - publicado na revista científica Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry - sugere que há uma relação entre doenças motoras e o tamanho do dedo anelar, quando comparado ao comprimento do dedo indicador.

Alguns especialistas acreditam que o tamanho dos dedos da mão poderia identificar diversas características, como agressividade ou habilidade para praticar esportes.

Uma teoria afirma que o tamanho do dedo anelar é definido, entre outros fatores, pela quantidade do hormônio masculino testosterona a qual o bebê é exposto ainda na fase de gestação.

Em geral, homens possuem dedos anelares mais compridos do que os indicadores, enquanto o contrário é observado na maioria das mulheres.

Esta relação entre o comprimento dos dedos é, acredita-se, um sinal de altos níveis de testosterona na fase pré-natal, e nossos resultados são, portanto, consistentes com a hipótese de que os níveis de testosterona durante o desenvolvimento alteram o risco de ELA.

Lembram quando postei essa história de relação de dedo anular com testosterona? Então, tudo a ver, mas há, também, maior risco de esclerose lateral amiotrófica (ELA).

A pesquisa foi conduzida pela equipe pelo professor de neurologia Ammar Al-Chalabi da universidade britânica King's College London.

O diretor da Associação de Doenças Neuromotoras da Grã-Bretanha, Brian Dickie, afirma que o estudo levanta questões interessantes, mas recomenda mais pesquisa no campo.

fontes: BBC e Estadão.

Maior ingestão de leite?




O novo guia alimentar lançado nos EUA traz recomendações sobre alimentação e prática de exercícios físicos. Feito para ser utilizado pelo poder público e pelos profissionais da saúde, o estudo estabelece as metas de consumo de cada um dos grupos de alimentos, orienta como melhorar a alimentação das pessoas e, consequentemente, reduzir a obesidade.

O guia alimentar foi produzido pelos Departamentos de Agricultura e Saúde e Serviços Humanos norte-americanos com o objetivo de incentivar o consumo saudável de alimentos. Ele é dividido em três tópicos: Balanceamento de calorias, aumento de consumo e redução de consumo.

O guia também traz considerações sobre as escolhas alimentares, destacando que ela não é só responsabilidade do indivíduo ou do governo, mas também os profissionais de saúde, de comunicação, entre outros.

Um ponto que ganhou destaque foi a recomendação de aumento no consumo de derivados do leite com baixa porcentagem de gordura. A média de consumo dos derivados do leite na população americana é de uma porção e meia e a recomendação do guia é de três porções para adultos. São consideradas porções, por exemplo: 250 ml de leite desnatado, 200g de iogurte light ou 40g de queijo com baixa porcentagem de gordura.

O Guia reforça o cálcio como um nutriente importante para a saúde óssea e que contribui para o sistema nervoso, vasos sanguíneos e movimento muscular. Com baixa massa óssea, o indivíduo é mais propenso a ter osteoporose ou outras fraturas. O Guia destaca que crianças a partir de nove anos até a adolescência, mulheres adultas e adultos em geral com idade a partir de 51 anos devem estar ainda mais atentos às recomendações.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Retinoblastoma




Ativistas querem que pais sejam alertados sobre uma forma rara de câncer que pode ser detectada através de sinais no olho da criança.

O retinoblastoma, um tumor maligno da retina que afeta crianças com menos cinco anos de idade, pode levar à remoção do olho se houver demora no tratamento.

Detectar a presença do tumor o mais rápido possível pode acabar sendo decisivo - o que pode ser feito com ajuda de uma mera fotografia.

O sinal mais claro do retinoblastoma é um tipo de brilho branco na pupila do olho, causado pelo reflexo da luz do tumor na parte posterior do olho do bebê. Ele pode ser detectado em fotos do rosto da criança, especialmente quando a cor branca de um olho contrasta com a cor do outro olho.

domingo, 8 de maio de 2011

Retirar tatuagens?




Tatuagens podem ser removidas com o laser.

Carregadas de significados, as tatuagens perpetuam na pele um momento especial, um amor e até uma convicção política. Mas o tempo passa, a vida muda e, em alguns casos, elas podem perder o significado que antes possuíam, passando a se tornar indesejáveis. O que fazer então?

Até há alguns anos atrás a saída era apenas a retirada cirúrgica ou a dermoabrasão. Métodos ainda utilizados em alguns casos, apresentam limitações de acordo com o tamanho da tatuagem e a sua localização.

Além disso, como em qualquer cirurgia, há o problema das cicatrizes, que em locais como ombros e tórax, podem se tornar bastante inestéticas, inclusive com risco de formação de cicatrizes hipertróficas (elevadas).

Atualmente, já é possível apagar tatuagens sem deixar as cicatrizes do passado, utilizando-se o laser, método mais moderno para esta finalidade. O tratamento é feito em várias sessões, cujo número vai depender do tamanho da tatuagem, da profundidade do pigmento na pele e, também, da cores utilizadas nos desenhos.

A tinta negra é a cor mais utilizada, seguida pela azul, verde e vermelha e, depois, amarela e laranja. Tatuagens mais recentes apresentam uma maior variedade de cores, incluindo tons de rosa, roxo e cores fluorescentes. Nestes casos, para destruir seletivamente todas as cores da tatuagem pode ser preciso utilizar mais de um tipo de laser, pois cada laser atinge uma gama de cores específica.

As sessões não são totalmente indolores, mas o tratamento é bem suportado. Para atenuar o incômodo das aplicações pode ser utilizado um creme anestésico, que é aplicado no local uma hora antes da sessão.

No entanto, o tratamento não é mágico. Muitas vezes, não é possível remover toda a tatuagem, pois pigmentos mais profundos persistem deixando uma sombra do que foi a tatuagem. Em outros casos, após a remoção completa, a pele tratada fica mais clara do que a pele ao redor, como uma mancha esbranquiçada, que pode ser transitória ou não. Hiperpigmentação também pode acontecer, deixando a pele mais escura que a pele não tratada.

A grande vantagem do laser, é que a pele que não foi tatuada não é atingida pelo tratamento, pois a luz emitida pelo aparelho é atraída seletivamente pelas cores da tatuagem. Em alguns casos, pode ser utilizado um laser ablativo (que destrói as camadas superficiais da pele) antes do tratamento final, para expor melhor os pigmentos ao laser que vai destruí-los.

Cuidado com o pigmento vermelho e marrom. Se foi utilizado o óxido de ferro como pigmento, muito comum em pigmentações de sobrancelhas, ele pode escurecer, tornando-se negro após o uso do laser.

Câimbras




A câimbra ou cãibra é um espasmo ou contração involuntária dos músculos, normalmente muito dolorosa, que pode durar de alguns segundos até vários minutos. A câimbra pode atingir um ou mais músculos de uma vez. Qualquer músculo de controle voluntário pode apresentar essas contrações.

Os mais comuns são:
- Panturrilhas ou gemelares (batata da perna)
- Músculos anteriores e posteriores da coxa
- Pés
- Mãos
- Pescoço
- Abdômen

Acredita-se que a causa básica da câimbra seja uma hiperexcitação dos nervos que estimulam os músculos. Esta normalmente é causada por:

- Atividade física vigorosa (câimbra pode ocorrer durante ou após o esforço)
- Desidratação (atenção para quem usa diuréticos)
- Alterações hidreletrolíticas, principalmente depleção de cálcio e magnésio.
- Gravidez (normalmente secundário a magnésio baixo)
- Como autoproteção após uma fratura óssea, por exemplo.
- Alterações metabólicas como diabetes, hipotireoidismo, alcoolismo e hipoglicemia
- Doenças neurológicas com Parkinson, doenças do neurônio motor e doenças primárias dos músculos (miopatias)
- Insuficiência venosa e varizes nas pernas (leia: VARIZES | Causas e Tratamento)
- Longos períodos de inatividade, sentado em posição inadequada.
- Alterações estruturais como pé chato e o genu recurvatum (hiperextensão do joelho)
- Insuficiência renal em hemodiálise e cirrose hepática.
- Deficiência de vitamina B1, B5 e B6 (leia: MITOS E VERDADES SOBRE VITAMINAS)
- Anemia

Muito se comenta sobre depleção de potássio como causa de câimbras. Na verdade, a hipocalemia (baixos níveis sanguíneos de potássio) pode até causar contrações involuntárias, mas seu principal sintoma é fraqueza ou paralisia muscular. O cálcio e o magnésio são causas mais importantes e comuns de câimbras.

Algumas drogas podem ser a causa:

- Diuréticos, principalmente a furosemida (Lasix®)
- Donepezila (usado na doença de Alzheimer)
- Neostigmina (usada na miastenia gravis)
- Raloxifeno (usado para osteoporose e câncer de mama)
- Remédios para hipertensão, principalmente a nifedipina (Adalat®)
- Broncodilatadores para asma como Salbutamol
- Remédios para colesterol como o clofibrato e lovastatina.

Em pessoas acima dos 60 anos, câimbras frequentes podem ser sinais de aterosclerose, com diminuição da circulação sanguínea para determinado grupamento muscular por obstrução do fluxo por placas de colesterol (leia: COLESTEROL BOM (HDL) E COLESTEROL RUIM (LDL))

Como evitar as câimbras ?

Para se evitar a câimbra deve ser realizada uma boa sessão de alongamento antes e após exercícios, principalmente para sedentários, boa hidratação antes, durante e depois do esforço e evitar exercícios em dias muito quentes.

Existe um grupo de pessoas que apresentam câimbras noturnas, principalmente nos membros inferiores (panturrilha e pés em geral). Em geral apresentam a chamada câimbra noturna idiopática (sem causa aparente). São pessoas normalmente com história familiar e que não se consegue detectar nenhum tipo de alteração que justifique o quadro.

Nesse grupo, recomenda-se um programa de alongamento 15 minutos antes de dormir, dar preferência para alimentos ricos em cálcio e magnésio, manter uma boa hidratação ao longo do dia e evitar o sedentarismo. Algumas pessoas precisam de sapatos especiais que evitam contrações involuntárias.

Os alongamentos parecem ser o melhor método para prevenir câimbras, principalmente quando ocorrem nas pernas. É importante salientar que não vai ser de um dia para o outro que o alongamento trará resultados. É preciso pelo menos algumas semanas com alongamentos diários para o músculo ter mais resistência às contrações involuntárias.

Hidratação adequada e alongamentos frequentes, resolvem os problemas das maiorias das pessoas com câimbras idiopáticas, ou seja, aquelas que não são causadas por nenhuma doença específica. O melhor modo de controlar o grau de hidratação do corpo é através da cor da urina. Pessoas desidratadas apresentam urina muito amarelada e normalmente com cheiro forte, enquanto que um corpo hidratado produz urina clara e sem cheiro. (leia: URINA COM CHEIRO FORTE)

Existem alguns medicamentos com vitamina E, complexo B, verapamil, cloroquina e gabapentina que podem ajudar em casos específicos, mas que só devem ser tomados após avaliação médica.

Água tônica possui pequenas quantidades de quinina uma substância que também parece prevenir câimbras. Existem relatos de melhora das câimbras noturnas após alguns dias ingerindo água tônica à noite.

Doentes em hemodiálise apresentam câimbras frequentemente. A câimbra é um sinal de redução do fluxo sanguíneo para o músculo acometido. Em geral ocorre por retirada (ultrafiltração) em excesso de líquidos durante as sessões ou por doses elevadas de anti hipertensivos. Doente com câimbras que não usam anti hipertensivos devem aumentar seu peso seco (peso após a sessão de hemodiálise). Doentes com câimbras mas que usam remédios para hipertensão, devem suspendê-los ou reduzir a dose, mesmo que a pressão ainda esteja mal controlada.

Banana evita câimbras?

Essa história da banana é um pouco confusa. A fruta é rica em potássio, carboidratos (glicose) e água. Durante o esforço físico existe uma grande demanda dos músculos por energia (glicose). Depois de algum tempo de exercício o músculo depleta suas reservas de glicose e passa a utilizar outros meios para gerar energia. Uma das causas de câimbras é o acumulo de ácido láctico, que é o "lixo" metabólico após a geração de energia com baixa utilização de glicose. Uma boa hidratação ajuda a "lavar" esse excesso de ácido láctico da circulação e evita as câimbras.

Portanto, teoricamente a banana ajuda porque repõe os níveis de potássio, hidrata e fornece energia para os músculos. Isso é verdade para câimbras induzidas por exercício. Porém, esse truque não funciona com muita gente. A resposta parece ser individual, mas como banana não faz mal a ninguém, não custa testar.

sábado, 7 de maio de 2011

Sêmen um antidepressivo natural?




O buchicho que de tempos em tempos vem à tona voltou a circular na internet: “Você sabia que o sêmen tem propriedades antidepressivas?”. Segundo uma pesquisa do psicólogo Gordon G. Jr. Gallup, publicada na revista Archieves of Sexual Behavior (Arquivos do Comportamento Sexual), tem sim.

O professor da Universidade Estadual de Nova York em Albany acompanhou 293 estudantes americanas em 2002 e concluiu que aquelas que faziam sexo sem camisinha apresentavam menores níveis de depressão do que aquelas que usavam o preservativo sempre ou geralmente e também daquelas que não faziam sexo.

Como a diferença entre quem não fazia sexo e aquelas que usavam proteção não foi significativa, atribuir a felicidade ao sexo estava excluído.

Gordon Gallup conta em entrevista à Jennifer Abbasi do Popsci veiculada nesta quinta-feira (05) que “o plasma seminal deve controlar e manipular o sistema reprodutivo feminino para trabalhar de acordo com o melhor interesse do doador, o homem”. É possível encontrar no plasma hormônios como estrogênio, prostaglandinas e ocitocina. Os dois primeiros têm sido associados a menores níveis de depressão, enquanto a ocitocina é conhecida por hormônio do amor, por favorecer o contato social.

Ele conta ainda que em um recente estudo, não publicado, descobriu que as mulheres podem sofrer quando ficam sem sêmen. De acordo com o pesquisador, as mulheres em relacionamentos estáveis que tinham relações sexuais desprotegidas foram muito mais devastadas e negativamente afetadas depois de um rompimento do que aquelas que faziam uso de preservativos.

Tirei essa do UOL! Não deu para resistir! O que você acha?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais um pouco sobre cirurgia bariátrica (redução de estômago)...




A redução do estõmago não só pode ser uma boa opção de tratamento, como um ótimo preparo para mulheres obesas que desejem engravidar, pois a gordura corporal excessiva pode acarretar desequilíbrio dos hormônios do sistema reprodutor, podendo, inclusive, levar a mulher à esterilidade.

Com menor percentagem de gordura corpórea, a mulher pode voltar a ovular! Mas, as facilidades de procriar, aumentam a necessidade de se controlar doenças paralelas, como o diabete e a hipertensão, doenças associadas frequentemente presentes em pessoas obesas.

Além disso, quem passa por uma cirurgia bariátrica, deverá fazer reposição nutricional pelo resto da vida. Complementação de vitaminas e sais minerais será sempre necessária, já que esses componentes da alimentação serão menos absorvidos, por conta da menor quantidade de alimentos ingeridos.

É necessário levar em conta que há um grande potencial de se desenvolver uma desnutrição. Por isso, o acompanhamento com equipe multidisciplinar é fundamental.

Essa cirurgia é oferecida no SUS e atualmente cinqüenta hospitais brasileiros realizam-na. A fila de espera gira em torno de dois a três anos. Quem recebe indicaçã para ser submetido a ela, poderá se informar melhor em um site da SBCBM: www.sbcbm.org.br, para verificar as variadas técnicas e cirurgiões em condições de aplicá-las.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ansiedade




Há autores que definem a era moderna como a Idade da Ansiedade, associando a este acontecimento psíquico a agitada dinâmica existencial da modernidade; sociedade industrial, competitividade, consumismo desenfreado e assim por diante.

Diz-se que a simples participação da pessoa na sociedade contemporânea já preenche, por si só, um requisito suficiente para o surgimento da Ansiedade. Portanto, viver ansiosamente passou a ser considerado uma condição do homem moderno ou um destino comum ao qual todos estamos, de alguma maneira, atrelados.

Com certeza, até por uma questão biológica, podemos dizer que a Ansiedade sempre esteve presente na jornada humana, desde a caverna até a nave espacial. A novidade é que só agora estamos dando atenção à quantidade, tipos e efeitos dessa Ansiedade sobre o organismo e sobre o psiquismo humanos.

Nosso potencial ansioso sempre se manteve fisiologicamente presente e sempre carregando consigo o sentimento do medo, sua sombra inseparável. É muito difícil dizer se era diferente o estresse (esta revolução orgânica e psíquica) que acometia o homem das cavernas diante de um urso invasor de sua morada, daquilo que sente hoje um cidadão comum diante do assaltante que invade seu lar. Provavelmente não.

Faz parte da natureza humana certos sentimentos determinados pelo perigo, pela ameaça, pelo desconhecido e pela perspectiva de sofrimento. A Ansiedade passou a ser objeto de distúrbios quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, com o amplo leque de circunstâncias quantitativas e qualitativas desta existência.

Assim, o estresse passou a ser o representante emocional da Ansiedade, a correspondência psíquica de toda movimentação que o estresse causa na pessoa. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas da natureza do mesmo, como acontece no mundo animal, mas do significado atribuído à este evento pela pessoa, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento.

Isso tudo diz respeito mais à personalidade que aos eventos do destino em si. Isso quer dizer que no mundo animal, um cachorro representa para o gato um estímulo estressante preciso e definido: um cachorro realmente. No ser humano, um elevador pode representar um elevador mesmo, se a pessoa não tem ansiedade patológica, ou um estímulo bastante estressor, se a pessoa tiver claustrofobia.

Em nossos ancestrais o mecanismo da ansiedade-estresse foi destinado à sobrevivência da espécie diante dos perigos próprios da luta pela vida, como acontece com qualquer animal acima dos répteis na escala filogenética. Era um mecanismo útil no caso das ameaças de animais ferozes, das guerras tribais, das intempéries climáticas, da busca pelo alimento, da luta pelo espaço geográfico, etc.

No ser humano moderno, apesar dessas ameaças não mais existirem em sua plenitude, tal como existiram outrora, o equipamento biológico da ansiedade-estresse continuou existindo. Apesar dos perigos primitivos e concretos não existirem mais com a mesma freqüência, persistiu em nossa natureza a capacidade de reagirmos ansiosamente diante das ameaças.

Com a civilidade do ser humano, outros perigos apareceram e ocuparam o lugar daqueles que estressavam nossos ancestrais arqueológicos. Hoje em dia tememos a competitividade social, a segurança, a competência profissional, a sobrevivência econômica, as perspectivas futuras e mais uma infinidade de ameaças abstratas e reais. Enfim, tudo isso passou a ter o mesmo significado de ameaça e de perigo que as questões de pura sobrevivência à vida animal que assombravam nossos ancestrais.

Na antigüidade tais ameaças eram concretas e a pessoa tinha um determinado objeto real à combater (fugir ou atacar), localizável no tempo e no espaço, hoje em dia esse objeto de perigo vive dentro de nós. As ameaças vivem, dormem e acordam conosco.

Se, em épocas primitivas o coração palpitava, a respiração ofegava e a pele transpirava diante de um animal feroz a nos atacar, se ficávamos estressados diante da invasão de uma tribo inimiga, hoje em dia nosso coração bate mais forte diante do desemprego, dos preços altos, das dificuldades para educação dos filhos, das perspectivas de um futuro sombrio, dos muitos compromissos econômicos cotidianos e assim por diante. Como se vê, hoje nossa Ansiedade é contínua e crônica. Se a adrenalina antes aumentava só de vez em quando, hoje ela está aumentada quase diariamente.

A Ansiedade aparece em nossa vida como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, ela representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem começamos. Desse jeito, nosso domingo têm uma apreensão de segunda-feira e a pessoa antes de dormir já pensa em tudo que terá de fazer quando o dia amanhecer. É a corrida para não deixar nada para trás, além de nossos concorrentes. É um estado de alarme contínuo e uma prontidão para o que der e vier.

No ser humano o conflito parece ser essencial ao desenvolvimento da Ansiedade. Em nosso cotidiano, sem termos plena consciência, experimentamos um sem-número de pequenos conflitos, interpessoais ou intrapsíquicos; as tensões entre ir e não ir, fazer e não fazer, querer e não poder, dever e não querer, poder e não dever, a assim por diante. Portanto, motivação fisiológica para o aparecimento da Ansiedade existe de sobra.

A Ansiedade pode se manifestar em três níveis: neuroendócrino, visceral e de consciência. O nível neuroendócrino diz respeito aos efeitos da adrenalina, noradrenalina, glucagon, hormônio anti-diurético e cortisol. No plano visceral a Ansiedade corre por conta do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), o qual reage se excitando o organismo na reação de alarme (sistema simpáticoto) ou relaxando (sistema vagal) nas fase de esgotamento.

Cognitivamente a Ansiedade se manifesta por dois sentimentos desagradáveis:

1- através da consciência das sensações fisiológicas de sudorese, palpitação, inquietação e outros sintomas autossômicos (do sistema nervoso autônomo);
2- através da consciência de estar nervoso ou amedrontado.

Os padrões individuais de Ansiedade variam amplamente. Alguns pacientes têm sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, sudorese ou opressão no peito, outros manifestam sintomas gastrointestinais como náuseas, vômito, diarréia ou vazio no estômago, outros ainda apresentam mal-estar respiratório ou predomínio de tensão muscular exagerada, do tipo espasmo, torcicolo e lombalgia. Enfim, os sintomas físicos e viscerais variam de pessoa para pessoa. Psicologicamente a Ansiedade pode monopolizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória, até a interpretação fiel da realidade.

Assim sendo, considerando a nossa necessidade fisiológica de nos adaptarmos às diversas circunstâncias através da Ansiedade, falamos em Ansiedade Normal. Por outro lado, falamos também da Ansiedade Patológica como uma forma de resposta inadequada, em intensidade e duração, à solicitações de adaptação. Um determinado estímulo (interno ou externo) funcionando como uma convocação de alarme continuamente, por exemplo, pode favorecer o surgimento da Ansiedade Patológica.