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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Atividades físicas na terceira idade


Com o controle das doenças infecto-contagiosas e a melhora na qualidade de vida, a expectativa de vida e o número de pessoas que atingem a terceira idade tendem a aumentar.

Dentre os fatores que têm contribuído para este fenômeno estão, sem dúvida, a preocupação pelo estilo de vida e o incremento da atividade física.

O envelhecimento vem acompanhado de uma série de efeitos nos diferentes sistemas do organismo que, de certa forma, diminuem a aptidão e a performance física.

No entanto, muitos destes efeitos deletérios são secundários à falta de atividade física.

Por esta razão a prática do exercício físico regular torna-se fundamental nesta época da vida.

Todavia, a prescrição de exercício deve ser individualizada, já que as alterações morfológicas e funcionais que acontecem nesta época requerem atenção especial.

As atividades físicas mais recomendadas são as atividades aeróbicas de baixo impacto (caminhar, natação, ciclismo, hidroginástica), que estão associadas com menor risco de lesões.

Fundamental incrementar a força muscular, já que sua perda é associada com instabilidade, quedas, incapacidade funcional e perda de massa óssea.

Bem orientado, um programa de treinamento muscular adequado traz grandes benefícios para o idoso.

A atividade física regular na terceira idade proporciona múltiplos efeitos benéficos a nível antropométrico, neuromuscular, metabólico e psicológico, o que além de servir na prevenção e tratamento das doenças próprias desta idade (Hipertensão arterial, enfermidade coronariana, osteoporose, etc.), melhora significativamente a qualidade de vida do indivíduo e sua independência.

Além desses efeitos já conhecidos, pesquisas recentes mostram os efeitos benéficos da atividade física sobre a incidência de câncer (principalmente de cólon e do sistema reprodutivo na mulher) e na longevidade das pessoas. Iniciada precocemente, alguns autores reportam incremento de até 2,5 anos na expectativa de vida em função de participação em um programa de exercício físico regular.

Assim, provavelmente além de oferecer melhor qualidade de vida, a atividade física, proporciona mais anos de vida.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fisioterapia para Alzheimer





Sendo o Alzheimer uma doença que aumenta sua prevalência com o aumento da idade e o mundo lidando com a fatídica situação de aumento da expectativa de vida, tem-se a tendência clara de um aumento ainda mais expressivo da doença de Alzheimer (DA) entre idosos.

A DA caracteriza-se, basicamente, pela perda neuronal e degeneração sináptica com acúmulo patológico de placas senis e emaranhados neurofibrilares no córtex cerebral.

As 3 fases desta demência (inicial, intermediária e avançada) caracterizam-se por sintomas cumulativos como a perda de memória recente, alteração de linguagem, desorientação temporal e espacial, alteração de atenção, delírio, dificuldade em resolver, planejar e realizar tarefas em etapas. Todos estes déficits contribuem para a perda da habilidade para realizar as atividades instrumentais e básicas de vida diária, ocasionando, além do declínio cognitivo, o declínio funcional (dificuldade em vestir-se, alimentar-se, perda da habilidade financeira, entre outros).

Justamente neste ponto ou até antes desta perda funcional propriamente dita, entra em ação o fisioterapeuta que tem como principais objetivos manter tais atividades pelo maior tempo possível evitando a instalação de contraturas e encurtamentos musculares bem como melhorando a qualidade de vida de ambos, paciente e familiar.

Terapias que visem à independência funcional através do fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e da capacidade aeróbia atrelados ao estímulo cognitivo, sensorial e treino de outras habilidades como planejamento e execução de tarefas em etapas, treino de velocidade de processamento e atenção que podem até serem realizados durante a execução dos exercícios fisioterapêuticos usuais, são essenciais para atingir os objetivos propostos.
Da mesma forma, é papel também do fisioterapeuta, porém não somente deste profissional, aconselhar e manter a família orientada a respeito do processo da demência (perdas funcionais e cognitivas, como agir perante as mesmas) sempre tendo em mente a importância do médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta para auxiliar a dinâmica familiar e melhorar o bem estar do paciente em questão.

fonte: Juliane de Lemos Armada Ramos, do site Cuidar de Idosos http://www.cuidardeidosos.com.br

terça-feira, 6 de julho de 2010

Cientistas vinculam proteína sanguínea ao mal de Alzheimer

Níveis elevados de uma proteína sanguínea chamada clusterina estão ligados ao surgimento do mal de Alzheimer, disseram cientistas nesta segunda-feira, numa descoberta que pode no futuro permitir um diagnóstico precoce da doença.

Os pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, disseram que os médicos ainda vão levar cerca de cinco anos para conseguir aplicar a descoberta em um exame que identifique futuras vítimas do Alzheimer.

O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando cerca de 35 milhões de idosos no mundo. A doença é pesquisada há décadas, mas os médicos ainda têm poucas armas efetivas contra ela.

Existem drogas que atenuam temporariamente os sintomas, mas inexoravelmente os pacientes acabam perdendo a lembrança e a capacidade de cuidarem de si próprios e interagirem com o mundo.

A pesquisa usou uma técnica chamada proteômica, que analisa as proteínas, em 95 pacientes. O resultado foi publicado na revista Archives of General Psychiatry.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Terceira Idade...

A anorexia ou a falta de apetite pode estar relacionada a moléstia do aparelho digestivo ou a problemas psicológicos. Na terceira idade o estado depressivo é causa freqüente de inapetência, que se trata de desinteresse por alimentação.

Vários medicamentos podem também induzir a diminuição do apetite, destacando-se os digitálicos, medicamente utilizado em doenças do coração. O estado febril e as infecções em geral são sempre acompanhados de inapetência.

Na terceira idade há uma tendência a perda de massa. A mulher tem aumento progressivo de massa até os 50 anos, quando se estabiliza, passando a declinar após os 70 anos. Este também é o padrão do que ocorre com os homens, com a diferença que o ganho de massa passa a diminuir após os 40 anos.

O que ocorre é uma perda progressiva da massa muscular e da massa óssea com a idade. Por outro lado ocorre um aumento, também progressivo, da massa gordurosa. Há também uma diminuição das necessidades de energia que se acentua com a eventual diminuição da atividade física.

Por isso, atualmente, há sérias indicações para que as pessoas tenham algum tipo de atividade física, para reduzir a perda de massa muscular, a perda de massa óssea e o acúmulo desnecssário de gordura, pois esta combinação acentua os fatores de risco para várias doenças.

Certo que cada pessoa tem seus limites, mas é necessário que se tenha alguma atividade, "para não enferrujar" e para reduzir o risco de doenças chamadas degeneativas.