Translate

Total de visualizações de página

sábado, 30 de abril de 2011

Crises de Histeria




Conhecem-se relatos de quadros de histeria desde os primórdios da humanidade, podendo-se citar como exemplo os relatos presentes em documentos egípcios, escritos há 4 mil anos. Esse documento descreve casos de mulheres que apresentavam diversos sintomas associados, geralmente dores por todo o corpo, associadas à incapacidade de caminhar e até mesmo abrir a boca. Na antiguidade, atribuía-se como causa alguma alteração uterina. Acreditava-se que, devido ao descaso por parte do parceiro ou por fatalidade do destino, o útero deslocar-se-ia no interior do corpo da mulher, afetando o funcionamento dos outros órgãos e causando os sintomas. Por isso o nome "histeria", derivado do grego "hyster", que quer dizer útero.

Hipócrates, o pai da medicina, já falava sobre a histeria, entre as doenças das mulheres. Ele também acreditava na hipótese da movimentação do útero pelo organismo feminino, e o tratamento que ele recomendava era o mesmo indicado pelos egípcios: inalação de vapores e fumaças produzidas pela queima de produtos exóticos (que exalavam mau cheiro) e manobras físicas com o objetivo de fazer o útero retornar ao local. Interessante notar que, naquela época, esses quadros eram muito associados à abstinência sexual, de forma que em casos mais complicados, era indicada a introdução de uma espécie de "consolo" embebido em substâncias perfumadas, na vagina da mulher. Para a prevenção da histeria, recomendava-se a prática de relações sexuais.

Durante a Idade Média, as pacientes com quadros histéricos começaram a ser identificadas como "bruxas", sendo que muitas pacientes foram assassinadas com base nessa suposição. O quadro de histeria era associado à conjunção com os demônios. Na época foi até publicado um livro (o "Martelo das Bruxas"), o qual orientava os inquisidores a diagnosticar e castigar tais mulheres.

Quando se fala em personalidade, refere-se à maneira como a pessoa vive e se relaciona com o meio ao seu redor. Existem características que, às vezes, podem ser destacadas como marcantes e específicas em cada pessoa, permitindo a classificação de sua personalidade. Quando existe apenas a característica, falamos em "traço de personalidade". Quando essa característica prejudica a forma como a pessoa age e reage frente ao mundo, falamos em "transtorno de personalidade".

O paciente histérico caracteriza-se, geralmente, por apresentar um traço denominado "histriônico". Essa palavra estranha significa teatralidade. Assim, esse paciente costuma ter comportamento afetado, exagerado e exuberante, como se estivesse representando um papel. A pessoa é extrovertida, dramática e eloqüente; busca sempre chamar a atenção e seu comportamento varia de acordo com as reações das pessoas ("a platéia").

Eles costumam apresentar emoções exageradas, apresentam acessos de mau humor, choro e acusações, quando deixam de ser o centro das atenções. No início as pessoas costumam se encantar por esse indivíduo, mas a necessidade de ser sempre o centro das atenções acaba minando essa admiração.

Como vimos, desde a origem da palavra histeria, a doença sempre foi considerada exclusiva das mulheres. Era um dos maiores absurdos falar em histeria masculina. Além disso, a histeria era ligada à fraqueza moral da mulher, à sua incapacidade de mentir, sua imaturidade e necessidade de chorar e chamar a atenção e aos seus caprichos. Chegou-se a escrever que a histeria seria um componente essencial da natureza feminina.

Atualmente, porém, a histeria deixou de ser encarada como desordem resultante de "irritação" uterina, passando a representar um distúrbio da mente. Por isso, pode-se falar em histeria masculina. No entanto, o estigma ainda existe, e o homem histriônico costuma apresentar quadros atípicos de histeria, de forma que muitas vezes o diagnóstico realizado é outro. Sabe-se que, nos homens, a existência de um evento traumático que desencadeie a crise é essencial.

O homem histriônico, além dos sintomas típicos apresentados pelas mulheres, costuma ter preocupações com doenças cardíacas, vertigens e dores pelo corpo, além de preocupação com a aparência, o modo de falar e de se vestir. Costuma ser tão sedutor quanto a mulher histriônica.

A histeria é encarada como uma neurose, podendo manifestar-se com sintomas diversos, estranhos, muitas vezes transitórios. Frequentemente, os pacientes apresentam alterações das sensações, como cegueira, surdez, perda da voz, dores ou perda de sensibilidade (anestesia) em determinados locais. Outras queixas comuns são: dores de cabeça (até mesmo crises de enxaqueca), contrações da musculatura, dificuldade para caminhar, abrir a boca, elevar os braços, etc.

De uma forma geral, os sintomas que o paciente apresenta são muito influenciados pelo seu meio cultural, já que esses indivíduos costumam ser muito sugestionáveis. Assim, embora a doença seja involuntária (o paciente não controla o surgimento dos sintomas), parece que existe um componente intencional inconsciente. Vale lembrar que esses pacientes não costumam aceitar que existe um componente emocional no surgimento do quadro, atribuindo os sintomas apenas a alterações orgânicas que ele acredita existirem de verdade.

Essa associação é cada vez mais reconhecida, e estima-se que aproximadamente 38% dos pacientes histéricos apresentem também o diagnóstico de transtorno depressivo. Sabe-se que os indivíduos histéricos, para desenvolver as crises, necessitam de vivências emocionais significativas, ou seja, precisam passar por situações/eventos que tragam grande ansiedade/estresse/sofrimento. Como os pacientes com depressão apresentam maior sensibilidade às dificuldades encontradas ao longo da vida, vivenciando os conflitos de forma mais dolorosa, eles tendem a reagir com sentimentos mais fortes. Assim, temos a combinação perfeita para o desenvolvimento das crises de histeria.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aprendendo um pouco de HOMEOPATIA - parte I





MATÉRIA MÉDICA

Thuya occidentalis


MENTE
- Baixa da auto-estima. Sensação de minusvalia.
- Sente que ninguém gostaria deles se os conhecessem realmente.
- Sente-se não atraente.
- Tem problemas em encontrar sua identidade.
- Tenta se ajustar,
Imita o comportamento de pessoas:
Populares e de sucesso, do seu conhecimento.
- Perdem o contacto consigo mesmo. Sensação de ser frágil.
Ilusão de que é feita de vidro.
- Sente-se separada das pessoas.
Distante nos relacionamentos.
Sente-se solitário e vazio. Depressões.
- Dissimulado, esconde o que acha que os outros não gostariam de si mesmo.
Mente, engana. Como se escondendo algo feio.
- Desconfiado do que as pessoas pensam dele. Não confia.
- Torna-se de coração duro (heardhearted).
- Manipulador, ditatorial para compensar os sentimentos interiores.
- Consciencioso sobre bagatelas. Idéias fixas. Fastidioso.
- Sensível à música, à música de igreja. Chorando pela música.
- Medo do vento (Cham., Puls.)
- Engole as palavras nos finas das frases. Esquecido enquanto fala.

GENERALIDADES
- Sicótico. Hipertrofia.
- Friorento.
- < Tempo frio úmido.
- < Tarde (5 p.m.)
- Lateralidade esquerda.
- Melhoria geral das queixas crônicas durante a coriza.
- Transtornos por gonorréia suprimida, verrugas.
- Transtornos por vacinação, especialmente varíola.
- Infecções catarrais crônicas.

COMIDA E BEBIDA
- Desejo: Cebolas (cruas), alho, Chá, doces.
- Aversão: Cebolas, chá.
- < Cebola.

CABEÇA
- Cabelo oleoso ou seco, como palha e espichados.
- Cefaléias esquerda, frontais e temporais, como uma agulha (Ign).

OLHO:
- Verrugas nas pálpebras.

FACE
- Tumores ou verrugas (Caust, Dulc, Nit-ac.).
- Acne com cicatrizes.
- Oleosa. A face parece cérea, brilhosa.
- Sobrancelhas muito finas, ausentes na parte esquerda.

NARIZ
- Sinusites.
- Secura do nariz. Secreção post-nasal.
- Nariz escorrendo ao defecar.

ESTÔMAGO
- Bulimia.

ABDOME
- Sensação de algo vivo no abdome (Croc.).
Sente como se estivesse grávida.
- Manchas marrons (Lyc, Sep).

RETO
- Condilomas.
- Fissuras.
- Constipação com fezes que retornam.
- Diarréia, < manhã, após o café.

BEXIGA
- Jato duplo.

PRÓSTATA
- Hipertrofia.

URETRA
- Uretrite.

APARELHO REPRODUTOR
- Condiloma.
- Herpes.
- Tumor, cistos, fibroma.
- Cistos do ovário, < esquerdo.
- Herpes.
- Dor no ovário esquerdo,
< menstruação, estende-se para a região inquinal esquerda.

RESPIRAÇÃO
- Asmática, < tempo frio, úmido.

EXTREMIDADES
- Sensação como se as pernas fossem de vidro ou madeira.
Como se elas fossem se quebrar.
- Unhas frágeis ou deformadas (Graph, Sil).
- Unhas encravadas nos pés. (Graph, M-aust, Sil).
- Dores reumáticas < tempo frio, úmido; repouso.

SONO
- Posição: lado esquerdo (Calc, Nat-m, Sulph).
- Acorda às 3-4 a.m.

SONHOS
- Caindo.

TRANSPIRAÇÃO
- Oleosa, odor adocicado. Fétida.
- Oleosa nas partes descobertas.
- Em todo o corpo, exceto a cabeça.

PELE
- Verrugas, tumores, neoplasias.
- Quelóides.
- Erupções herpéticas. Eczema. Psoríase.
- Erupções apenas nas partes cobertas.

Tratamento para doenças vasculares pode controlar o Mal de Alzheimer?




Idosos que sofrem de problemas cognitivos e de leve falta de memória podem ter menor propensão para contrair o Mal de Alzheimer caso recebam tratamentos médicos para estados clínicos como diabetes, pressão alta e colesterol alto, apontou um novo estudo.

Em 2004, pesquisadores do Daping Hospital, em Chongqing, na China, começaram a acompanhar 837 residentes com idades a partir de 55 anos que sofriam de deficiência cognitiva leve (MCI, na sigla em inglês), mas não de demência.

Deles, 414 apresentavam pelo menos um estado clínico que debilitaria a passagem do fluxo sanguíneo para o cérebro.

Depois de cinco anos, 298 participantes haviam desenvolvido o Mal de Alzheimer. Indivíduos que haviam tido pressão alta ou outros problemas vasculares no início do estudo tiveram duas vezes mais probabilidade de desenvolver demência, comparando-se com aqueles que não corriam qualquer tipo de risco, constataram os pesquisadores. Metade dos indivíduos que apresentavam riscos vasculares teve o Alzheimer evoluído, em comparação com apenas 36 por cento dos que não apresentavam.

Entre aqueles que sofriam de problemas vasculares, os que receberam tratamento tiveram uma propensão quase 40 por cento menor a desenvolver o Mal de Alzheimer do que aqueles que não estavam no mesmo estado clínico, relatou o estudo. Os pesquisadores sugeriram que os fatores de risco vascular podem afetar o metabolismo da placa beta-amiloide, que se acumula nos cérebros dos pacientes com Alzheimer e parece desempenhar um papel fundamental na doença.

O estudo foi publicado no jornal Neurology na semana passada.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Hipertensão atinge 23% dos brasileiros; os de baixa escolaridade são maioria...




Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que 23% da população tem hipertensão, uma doença crônica que se não for tratada pode levar ao derrame, insuficiência renal ou problemas cardiovasculares. O trabalho mostra que os índices da doença estão estáveis no País, quando comparado com 2006, mas nitidamente com ocorrência maior entre as pessoas com menos escolaridade.

O fosso fica evidente no grupo feminino: o índice da doença entre as menos escolarizadas é 2,5 vezes maior do que entre as mulheres que passaram mais tempo na escola. Entre aquelas com até oito anos de estudo, 34,8% dizem ter pressão alta. Entre as com 12 anos ou mais de escolaridade, 13,5% revelam ter a doença.

No grupo masculino, o fenômeno se repete. Entre aqueles que apresentam até oito anos de estudo, 30% dizem ser hipertensos. Já entre os que estudaram 12 anos ou mais, o percentual é de 16,2%. A pesquisa, feita com base em entrevistas feitas por telefone com 54.339 adultos nas 26 capitais e no Distrito Federal, está em sua quarta edição. Em 2006, primeiro ano avaliado, a diferença entre grupos também existia, mas em menor proporção.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atribui a diferença entre os grupos ao acesso à informação. "Engana-se quem acredita que hipertensão é doença de rico", afirmou. Diante dos números, ele diz ser necessário reforçar as medidas preventivas, como ênfase na necessidade de as pessoas adotarem uma dieta mais equilibrada e o incentivo à prática de exercícios físicos. [Bom, dizer isso é fácil, mas em um país como o nosso, de enormes dimensões e com a infra-estrutura que não temos, é DIFICÍLIMO colocar em prática. Para começar, seria MUITO importante reduzir o nível de analfabetismo funcional, de analfabetismo real, de acesso á Educação,de acesso REAL à Saúde Pública, de acesso à Medicina Funcional (Nutricionistas, Educadores em Saúde, Fiioterapeutas...), enfim,dá para MUDAR o que é o SUS de hoje, para aquilo que foi idealizado em sua criação? Dá. Mas é necessário MUDAR a MENTE de muitas pessoas encarregadas dele que "intermedeiam" os processos de gestão, de elaboração e finalização em toda a rede. Para começar, PAGAR decentemente os profissinais da Saúde - não só médicos - para que se sintam recompensados pelo que fazem. E por aí vai uma bela proposta para EDUCAR a população menos esclarecida e mudar o perfil de facilitação de doenças.] essa notação é minha!

Um das estratégias do ministério é auxiliar municípios na criação de infraestruturas para atividade física. A expectativa, de acordo com Padilha, é de que até o fim do ano 100 unidades deste tipo sejam criadas.

texto de Lígia Formenti, do Estadão.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Estudo diz que homens atraentes têm dedos anulares maiores...






Meça seu anular, aí, rapaz!

Quanto mais longo for o dedo anular de um homem em relação a seu dedo indicador, mais chances ele terá de ser considerado atraente pelas mulheres, afirma um estudo publicado pela revista Biological Sciences, da British Royal Society.

Os resultados revelam ligações intrincadas entre a exposição dos fetos masculinos aos hormônios, o desenvolvimento de alguns traços físicos e determinadas características que atraem o sexo oposto.

A pesquisa soma-se a uma grande quantidade de estudos recentes, abrigados sob o rótulo da psicologia evolucionária, que sugerem uma influência muito maior do que se pensava da natureza sobre o comportamento humano em relação aos fatores culturais.

Trabalhos anteriores já haviam sugerido que a proporção entre o quarto e o segundo dedo da mão, em especial da mão direita, é um indicador valioso do quanto um homem foi exposto à testosterona durante a gestação.

Quanto maior a diferença entre o anular (mais comprido) e o indicador (mais curto), maior o impacto do hormônio.

Para este novo estudo, Camille Ferdenzi, da Universidade de Genebra, conduziu uma experiência para descobrir se as mulheres são atraídas pelas características comumente associadas a altos níveis de testosterona - rosto simétrico, voz grave, um cheiro particular - em homens que apresentam esta proporção na mão.

Mais de 80% das mulheres entre 18 e 34 anos viram fotografias de 49 homens da mesma idade, a quem deveriam avaliar de acordo com sua masculinidade e atratividade.

Grupos menores de mulheres ouviram gravações de vozes masculinas, e cheiraram amostras de seu odor corporal, obtidas com a ajuda de chumaços de algodão posicionados durante 24 horas nas axilas dos voluntários (aaarrgh!).

Do ponto de vista evolutivo, esta preferência pode ser explicada pelo aumento das chances reprodutivas de uma mulher com um parceiro mais viril...

Entretanto, a proporção entre os dedos não apresentou relação com as amostras de odor e voz exibidas às mulheres - o que pode ser provocado, de acordo com a especialista, pelos níveis flutuantes de testosterona no homem ao longo da vida adulta, em contraste aos níveis mais estáveis durante a gestação.

Bom, então, ficamos na mesma: não há evidente certeza de nada... De qualquer modo, qual o tamanho do seu "anular"?

Saudações!

fonte: UOL

terça-feira, 26 de abril de 2011

Memórias



Um resumo de tipos de memória:

Processual: armazena o modo de fazer as coisas - por exemplo, dar um laço no cadarço.

Visual: registra imagens como rostos e lugares; assim, pode-se desenhar um objeto se que se esteja diante dele.

Episódica: guarda acontecimentos da vida - desde o que foi ingerido no café da manhã até a primeira paixão.

Topocinética:
grava a posição e o movimento do corpo no espaço; graças a ela pode-se caminhar automaticamente até a própria casa, por exemplo.

Semântica: guarda palavras, raciocínios e o sentido das coisas.

Um resumo dos tipos de amnésia:

Síndrome de Korsakoff: decorrente do alcoolismo, impossibiltando seu portador de reter novos acontecimentos.

Traumática: após traumatismo craniano; quanto maior o trauma maior pode ser a amnésia e refere-se aos momentos seguintes ao acidente.

Global: não se retém informações novas ou antigas; ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.

Global transitória: dura apenas algumas horas e a recuperação pode ser total ou parcial e é de causa desconhecida.

Psicogênica: temporária e devida a traumas psíquicos; pode ser retrógrada ou anterograda e raramente não deixa sequelas de perdas parciais ou totais.



Quer aprender mais? Leia "A arte de esquecer - Cérebro, Memória e Esquecimento" de Ivan Izquierdo, Vieira & Lent de 2010.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Embolia Pulmonar (EP)




A embolia pulmonar é definida como a obstrução das artérias dos pulmões por coágulos (trombos) que se desprendem das veias com trombose venosa. Com isso os pulmões perdem grandes áreas de oxigenação do sangue, levando a graves alterações do funcionamento do organismo por falta de oxigênio, chegando mesmo até a morte.

A principal causa da EP é a trombose venosa profunda dos membros inferiores, superiores e pélvica (80%). Outras causas incluem: embolia gordurosa, por trauma e/ou fratura de ossos longos; embolia aérea, causada por cateteres venosos centrais e câncer.

Os fatores de risco associados à EP são:

traumas (acidentes);
grandes cirurgias;
insuficiência cardíaca;
muito tempo imobilizado;
queimados;
câncer;
gravidez;
anticoncepcionais;
obesidade e
alterações sanguíneas da coagulação.
Os pacientes com embolia pulmonar apresentam como queixas principais:

a dor no tórax;
falta de ar;
respiração acelerada;
alteração da cor nas unhas (azulada, chamada de cianose de extremidades);
alterações da pressão sanguínea e
eventualmente a perda de conciência.
Existe um exame laboratorial muito importante para o diagnóstico da embolia pulmonar que se chama D-dímero. É um dos principais exames que se faz no Pronto-Socorro para identificar a embolia. Se ele vier positivo, outros exames serão necessários e o tratamento iniciado imediatamente.

O diagnóstico por imagem se faz através de um exame muito especializado, chamado scanning nuclear ventilação/perfusão, que estuda a circulação do sangue nas artérias dos pulmões e a passagem do oxigênio por todas as regiões pulmonares, procurando áreas onde existam alterações destas duas funções. A arteriografia pulmonar e a tomografia computadorizada espiral também são exames que podem ser utilizados no diagnóstico da embolia pulmonar.
O tratamento convencional para a EP continua a ser a heparinização sistêmica seguida de anticoagulação oral. As técnicas endovasculares de trombólise fármaco-mecânica são reservadas aos pacientes com graves alterações da circulação sanguínea e da pressão sanguínea, associadas a embolias de diversas regiões pulmonares (embolia maciça). Nestes casos, os índices de sucesso e sobrevida dos pacientes tratados com técnicas endovasculares são significativamente superiores ao tratamento tradicional.

Importante também é a decisão de se implantar um filtro de veia cava, que "filtra" o sangue que vem dos membros inferiores/pelve, protegendo os pulmões de novos coágulos e, portanto de novo episódio de EP. Existem filtros permanentes e temporários.

domingo, 24 de abril de 2011

Ah, a Páscoa!




Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta , vem cá !

- Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido.

Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho...

Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado!

Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã !

Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade... Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?

- Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo ?

- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?

- Era... era melhor, sim... ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ? Que dia ele morreu ?

- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

- Que dia e que mês?

- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sabado de Aleluia.

- Um dia depois!

- Não três dias depois.

- Então morreu na Quarta-feira.

- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde !

- Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como ?

- Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?

- É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no Sábado ?

- Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só ?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai coitada

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

(Luiz Fernando Veríssimo)

Refrigerantes Light: vilões ou mocinhos?



Durante muito tempo essas bebidas foram apontados como responsáveis por aumentar o risco do Diabete.

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que as bebidas gasosas adoçadas artificialmente e as light, que utilizam substitutos do açúcar para reduzir as calorias, não causam diabetes. Durante muito tempo, refrigerantes lights foram apontados como responsáveis por aumentar o risco de a pessoa desenvolver diabetes, uma doença que afeta 25,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos.



O objetivo do estudo, publicado na revista The American Journal of Clinical Nutrition, era investigar a relação da ingestão de bebidas com açúcar e adoçadas artificialmente com a incidência do diabetes tipo 2. Os pesquisadores analisaram a evolução de 40 mil pessoas que consumiam este tipo de bebida por um período de 20 anos.

Os resultados indicaram que aqueles que tomaram bebidas gasosas e doces aumentaram a possibilidade de desenvolver diabetes em 16%, em comparação com as pessoas que não ingeriram essas bebidas. No entanto, o resultado não foi o mesmo no caso das pessoas que ingeriram bebidas light.

Apesar de alguns consumidores de bebidas light adoçadas artificialmente terem desenvolvido diabetes, após analisar fatores como a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e o peso, os pesquisadores perceberam que o desenvolvimento da doença estava vinculado a problemas como excesso de peso, dieta e índice de massa corporal e não às bebidas.

Há alternativas às bebidas gasosas e, embora as dietéticas não sejam a melhor opção, seu consumo moderado não tem os efeitos nocivos que se pensavam. O consumo de bebidas doces se associa a um risco significativamente elevado de desenvolver diabetes do tipo 2, enquanto a associação entre as bebidas adoçadas artificialmente e esse tipo de diabetes tipo se explica em grande parte pelo estado de saúde da pessoa.





O estudo também revelou que o consumo diário de café, tanto normal quando descafeinado, diminui o risco de a pessoa desenvolver diabetes. Os pesquisadores não têm certeza sobre o motivo para isso, mas acreditam que poderia ser por causa de antioxidantes, vitaminas e minerais presentes no café.

Por isso eu gosto TANTO do cafézinho!

sábado, 23 de abril de 2011

Novidades em pesquisa




"O seu cachorrinho pensa?"

As cachorrinhas Sofia e Laila, duas SDR (sem raça definida) estão ajudando a desvendar a "mente" canina.

Elas levaram em torno de cinco meses para aprender a usar um teclado com símbolos, "lexigramas", que indicava o que poderiam querer: água, comida, passear e carinho. Tocavam o teclado com o focinho ou com a pata.

O cão adquire na domesticação uma teoria da mente humana, quer dizer, a capacidade de ter uma compreensão do comportamento do outro; isso é o que basicamente significa viver em sociedade.




Viagra mastigável começa a ser testado.

A Pfizer começou a vender uma forma mastigável do Viagra no México. O produto é chamado Viagra Jet.

Com o final da patente, os genéricos começaram a ser vendidos, então, o Laboratório busca uma nova saída para manter suas vendas. Essa nova apresentação cai na circulação mais rapidamente e aumenta o fluxo sangüíneo em apenas quinze minutos.

A Universidade de Boston está pesquisando o Viagra com gel de testosterona para aplicação em homens de quarenta a setenta anos de idade.

Há um laboratório que testa uma outra apresentação de uma pastilha sub-lingual, cujo efeito se inicia em dez minutos.





Há maior risco de trombose com o uso dos novos anti-concepcionais.

Esse risco é duas vezes maior, de acordo com estudos publicados com 1,2 milhões de pacientes entre quinze e quarenta e quatro anos.

É consenso geral de que a pílula causa alterações na circulação sangüínea, mas dependendo do tipo de hormônio, esses efeitos colaterais podem ser maiores.

De acordo com as pesquisas, as fórmulas com drospirenona, um derivado da progesterona, trazem mais riscos do que com levonogestrel, outro derivado do mesmo hormônio.

Isso quer dizer que mulheres saudáveis podem ter complicações, ainda que com probabilidade mais baixa.

Há um pesquisador (Wolosker) que chega a dizer que é melhor usar a pílula antiga.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade




Tratamentos não medicamentosos:

Neurofeedback

O Neurofeedback é um tratamento no qual se aprende a controlar padrões de funcionamento cerebral. No caso do TDAH, há um excesso de neurônios pulsando nas frequências mais lentas. Com o treino constante, o cérebro passa a pulsar mais rápido em situações que exigem atenção concentrada. O Neurofeedback é equivalente a uma “musculação para o cérebro”.

Para o treino, a pessoa é conectada a eletrodos, colocados sobre o crânio. Estes eletrodos captam os sinais elétricos emitidos pelos neurônios e os enviam a um computador, que transforma estes sinais em telas semelhantes a video-games. Mais sobre Neurofeedback...


Psicoterapia Comportamental-Cognitiva

Ao longo da vida, aprendemos formas de agir e pensar que se tornam hábitos - maneiras padronizadas e cristalizadas de ser, que ocorrem de forma automatizada. Muitos destes padrões são positivos, contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Até mesmo prestar atenção é uma forma de comportamento.

O objetivo mais amplo da psicoterapia comportamental-cognitiva é auxiliar o cliente a desenvolver novos padrões de comportamentos e de pensamentos e a motivação para construir uma nova estória de vida, com mais autonomia, satisfação e qualidade de vida.

Os objetivos e as técnicas específicas variam de acordo com a faixa etária (crianças, adolescentes ou adultos) e com as demandas de cada caso. Ainda assim, há aspectos comuns a todos os casos.

Os problemas comportamentais e cognitivos podem ser divididos em dois grandes grupos: excesso de comportamentos indesejados, negativos ou pouco adaptativos (como desorganização pessoal, dificuldades com auto-controle, expressão pessoal ou de relacionamento, comportamentos explosivos, adiamento crônico, pessimismo e preocupações crônicas, etc.) ou ausência de comportamentos desejados (capacidade de planejar e realizar, cumprir tarefas, assumir responsabilidades e riscos, capacidade de manter equilíbrio emocional e relacionamentos com mais qualidade, entre outros). Mais...


Coach Comportamental

O Coach Comportamental é uma atividade para adultos ou adolescentes mais amadurecidos. Tem por objetivo orientar o cliente em questões específicas, através do planejamento e implementação de treinamentos comportamentais.

Para casos de TDAH, o coaching inclui desenvolver e aprimorar o gerenciamento do tempo, organização pessoal, capacidades de planejamento, análise de situações e tomada de decisões, manejo de stress e ansiedade, treino para assertividade, entre outros focos.

Dizer palavrões alivia a dor em pessoas que não xingam com frequência...




Dizer palavrões pode ajudar a aliviar a dor - mas apenas em pessoas que não xingam com frequência, concluíram pesquisadores de uma universidade britânica.

O estudo, da Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra, será apresentado na conferência anual da British Psychological Society em Glasgow, na Escócia, em maio.

Um estudo feito anteriormente já havia constatado que xingar pode reduzir a sensação de dor.

Quando diziam palavrões, participantes conseguiam manter suas mãos dentro de baldes contendo água gelada durante mais tempo.

O estudo atual examinou se pessoas que dizem palavrões com mais frequência sentem tanto alívio quanto aquelas que xingam menos frequentemente.

Um total de 71 voluntários com idades entre 18 e 46 anos preencheram um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões.

Mais uma vez, a tolerância à dor foi medida com base em quanto tempo cada participante conseguia manter suas mãos em um balde contendo água gelada.

Os resultados revelaram que, quando comparados os índices de tolerância à dor com e sem xingamentos, os participantes que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária conseguiram menos acréscimo de tempo ao xingar.

O estudo provou, portanto, que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física.

Ele ajuda a explicar por que a prática de dizer palavrões persiste na humanidade desde sempre...

terça-feira, 19 de abril de 2011

SP malha pouco e come acima da média...




São Paulo é a capital dos excessos. O paulistano está acima da média nacional no consumo de refrigerantes, carne gordurosa e cigarro. E se exercita menos do que a maioria dos outros brasileiros: na cidade, apenas 13,7% dos entrevistados pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, seguem as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a prática de exercícios.

A OMS recomenda como medida de saúde a prática de atividades físicas com intensidade leve ou moderada (a caminhada, por exemplo) por 30 minutos, em cinco ou mais dias da semana, ou exercícios com intensidade vigorosa (como é o caso da corrida), por 20 minutos diários, em três ou mais dias da semana. Seguindo esse critério, somente os habitantes de Boa Vista (RR) e Belo Horizonte (MG) se exercitam menos que o paulistano durante o tempo livre – com 13,1% e 13,5%, respectivamente.

Somada à alimentação errada, a falta de exercícios ajuda a explicar o excesso de peso na cidade. A quantidade de pessoas nessa situação em São Paulo está acima da média nacional. Entre os homens paulistanos, os gordos já são a maioria: 51,1% deles têm excesso de peso, índice que acompanha a tendência nacional. Também no Brasil, a maioria dos homens tem quilos extras.

Apesar desse cenário, o número de paulistanos que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças está acima da média nacional. O problema é que essa boa atitude, sozinha, não é capaz de compensar todos os hábitos ruins dos moradores da capital, de acordo com os médicos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brasil: características particulares em estatísticas...




Brasileiro está fumando menos, mas ainda é sedentário e se alimenta mal.

A pesquisa Vigitel Brasil 2010 mostrou que quase metade da população do país é obesa.

A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010) indica que o brasileiro está fumando menos, mas permanece sedentário e tem alimentação pouco saudável. O estudo foi divulgado nesta segunda-feira, 18, pelo Ministério da Saúde.

De acordo com os dados, a proporção de fumantes na população caiu de 16,2% para 15,1% no período de 2006 a 2010, com redução entre os homens. Na população masculina, o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9%, enquanto as mulheres registraram um índice estável de 12,7%.

A queda na prevalência de fumantes no país é "lenta". A preocupação maior está no fato de que pessoas com menor escolaridade (até oito anos) fumam mais - 18,6% em relação às mais escolarizadas (12 anos ou mais).

Em relação aos hábitos alimentares dos brasileiros, a pesquisa mostra que a população está consumindo menos feijão (importante fonte de ferro e fibras) e mais leite integral, além de carne com gordura aparente. O índice de adultos que consomem feijão pelo menos cinco dias da semana, por exemplo, passou de 71,9% em 2006 para 66,7% em 2010.

Outro fator considerado preocupante pela pasta trata do consumo da quantidade recomendada de frutas e hortaliças - cinco porções diárias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os alimentos, nessas proporções, são consumidos por apenas 18,2% da população.

A Vigitel Brasil 2010 revela também que 14,2% dos adultos no país são sedentários e, portanto, não praticam nenhum tipo de atividade física durante o tempo livre, durante o deslocamento para o trabalho ou durante atividades como a limpeza da casa. Apenas 14,9% dos entrevistados declararam ser ativos em tempo livre.

Os dados indicam ainda que 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assistem à televisão mais de três vezes ao dia.

Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas - cerca de 2 mil para cada capital brasileira.

Obesidade.

O levantamento mostrou também que quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e que 15% dos brasileiros são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade.

A pesquisa indica que mais da metade (52,1%) dos homens está acima do peso. Entre as mulheres, a taxa é de 44,3%. Em 2006, os índices eram de 47,2% e 38,5%, respectivamente.

A grande preocupação é que o país tem registrado um aumento de quase 1% na proporção de pessoas com excesso de peso por ano, tanto entre homens quanto entre mulheres. No quesito obesidade, o aumento anual é de 0,5%.

Caso o Brasil mantenha os atuais índices, deverá alcançar em 13 anos os níveis de sobrepeso e obesidade registrados nos Estados Unidos. Mulheres brasileiras com menor escolaridade têm percentual mais elevado e são as maiores vítimas do problema.

Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas - cerca de 2 mil para cada capital brasileira.

Sarampo




O sarampo é um dos cinco exantemas da infância clássicos, com a varicela, rubéola, eritema infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e transmitido por secreções respiratórias por espirros e tosse.

Após o início de uso da vacina tornou-se raro nos países que a utilizam de forma eficaz, como Brasil e Europa. Contudo, ainda causa 40 milhões de casos e um a dois milhões de mortes por ano em países sem programas de vacinação eficientes. As epidemias tendem a ocorrer a cada dois ou três anos, necessitando do nascimento de novos bebês susceptíveis para se propagar.

Fases da doença:

Período Prodrômico (Corresponde ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base nos qual o diagnóstico pode ser estabelecido): coriza, mal-estar geral, febre alta, rinofaringoamigdalite, fotofobia, conjuntivite, tosse produtiva, dificuldade de ingestão e Sinal de Koplik (pequenos pontos brancos rodeados de uma zona vermelha, que se agrupam na mucosa interna das bochechas).

Período Exantemático: piora dos sintomas do período prodrômico, conjuntivite intensa acompanhada de secreção muco-purulento, aparecimento do exantema por todo corpo, secreção das vias respiratórias superiores e dos pulmões aumenta a produção de muco, voz rouca, faringe e boca
inflamadas.

Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e surge a descamação fina, febre e tosse diminuem sensivelmente.

O diagnóstico é clinico devido às características muito típicas (veja a foto acima), especialmente as manchas de Koplik - manchas brancas na mucosa da boca-parte interna da bochecha. Pode ser feita detecção de antigénios em amostra de soro.

A prevenção é por vacina de vírus vivo atenuado. O tratamento é sintomático, isto é, trata-se os sintomas, pois não há tratamento anti-viral para o vírus do sarampo.

sábado, 16 de abril de 2011

Sangramento Anal




A intensidade do sangramento anal pode variar de quase imperceptíveis manchas no papel higiênico ou na roupa íntima a uma significante perda de sangue que tinge de vermelho vivo a água do vaso sanitário. Como o trato digestivo é um tubo contínuo que vai da boca ao ânus, qualquer sangramento ao longo dele pode provocar o aparecimento de sangue nas fezes ou causar sangramento anal.

Quanto mais vermelho for o sangue, mais baixo se localiza o problema. Se o sangramento for na boca, na garganta ou no estômago, é mais provável que o sangue apareça nos vômitos e não nas fezes ou em sangramentos anais. Sangramento no intestino superior, freqüentemente associado a ulcerações, podem causar vômitos sanguinolentos e o aparecimento de fezes escuras com sinais de sangue (semelhantes à borra de café).

A presença de sangue vivo, não misturado às fezes, indica sangramento na parte inferior do sistema gastrointestinal e pode ser consequência de fissura anal, colite, doença diverticular ou hemorróidas. Recomendações O sangramento anal pode ser assustador, mas na maioria das vezes sua causa não é grave.

Recomendações
* Procure manter uma dieta saudável. Coma alimentos com muita fibra. Dê preferência a frutas frescas e a vegetais;
* Ingira bastante líquido, especialmente, muita água;
* Repouse e exercite-se de maneira adequada;
* Não faça esforço exagerado para evacuar e não permaneça sentado no vaso sanitário por muito tempo. Se não conseguiu evacuar, levante-se e tente noutra hora.
* Procure o médico se, além do sangramento, surgirem sintomas como dores abdominais ou cãibras.

Procure o médico imediatamente na ocorrência de qualquer sangramento anal repentino ou persistente acompanhado de ardor ou de outros sintomas. Hemorróidas são a causa mais frequente, todavia existem outras que precisam ser afastadas. Entre elas, a mais importante é o câncer do cólon e do reto. Esse diagnóstico deve ser pesquisado especialmente nas pessoas com sangramento vivo nas fezes, que estejam acima dos 50 anos e naquelas com histórico familiar desse tipo de doença.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Gorduras: vilãs ou "heroínas"?




Os amantes das frituras vão ficar felizes ao saber que o pastel,o bacon e o fast food podem não ser tão inimigos do coração como se pensa. Embora a combinação destes alimentos soe bombástica, pesquisas da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, sugerem que o prazer que a gordura traz estimula o músculo cardíaco, reduzindo danos à saúde, como divulgado no jornal britânico Daily Mail neste mês de abril de 2011.

Os cientistas alimentaram ratos com dietas normal e rica em gordura por períodos que iam de 24 horas a seis semanas e analisaram como os animais se comportavam ao ter um ataque cardíaco. Por incrível que pareça, os ratos que tiveram a dieta mais gordurosa por duas semanas seguidas foram os que se saíram melhor, sofrendo os menores danos, e aqueles que foram submetidos à alimentação gordurosa por um dia tiveram 70% menos dano do que os ratos com dieta normal.

"Isto mostra que, a curto-prazo, a ingestão de gorduras protege o coração", explicou a cientista Lauren Haar, que completou: "este estudo comprova que, além de comer corretamente, não é necessário banir do cardápio os alimentos considerados ruins".

Todavia, os pesquisadores ainda não sabem qual é o limite ideal entre a ingestão de gorduras para estimular o músculo cardíaco e o perigo de entupir as artérias. Por isso, os médicos são categóricos ao informar que os estudos estão em fase preliminar e ainda é cedo para substituir os alimentos saudáveis pelos gordurosos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Herpes genital pode ser transmitida mesmo sem sintomas



Estudo mostra que transmissão não está ligada aos sinais clínicos da doença, mas à atividade do vírus.

Um estudo conduzido por Anna Wald, da Universidade de Washington, e Fred Hutchinson, do Centro de Pesquisa do Câncer de Seattle mostrou que há um alto risco de transmissão de herpes simplex tipo 2 (HSV-2), que é mais comum na região genital, por aqueles que nem sabem que têm o vírus e não sentem os sintomas da doença.

Herpes simplex tipo 2 é uma das infecções mais frequentemente transmitidas sexualmente no mundo, com uma estimativa de 536 milhões de pessoas infectadas e uma incidência de 23,6 milhões de casos entre pessoas com idades entre 15 e 49 anos.

Nos Estados Unidos, 16% dos adultos apresentam HSV-2, mas apenas de 10% a 25% dos infectados reconheceram a herpes genital. Mais ainda, a maioria das infecções de HSV-2 são de pessoas sem histórico clínico da doença.

Assim, fica claro que o risco de transmissão sexual não é correlacionado ao reconhecimento dos sinais clínicos e sintomas, mas sim com a atividade do vírus.

Para este estudo, a equipe de pesquisadores comparou, entre março de 1992 e abril de 2008, taxas e padrões da transmissão da doença na região genital em 498 pessoas infectadas. Cada participante coletou amostras da secreção genital pelo período mínimo de 30 dias. A taxa de transmissão foi medida por reação em cadeia de polimerase (um tipo de teste para DNA viral).

As descobertas sugerem que a "melhor prática" de gerenciamento da infecção em pessoas que souberam que têm o vírus por teste sorológico devem incluir uma orientação considerando os sintomas na região genital e o aconselhamento sobre o potencial de transmissão.

O problema da infecção é tanto uma questão de gerenciamento do pacientes quanto de interesse de saúde pública. A primeira preocupação dos infectados com HSV-2 é o risco de transmissão aos parceiros sexuais; nessa experiência esta é a principal fonte de angústia dos pacientes com herpes genital.

Os pesquisadores disseram que vários métodos que parcialmente reduzem o risco de transmissão para os parceiros sexuais já foram identificados. O uso de preservativo, terapia diária com valaciclovir e a revelação sobre a infecção diminui pela metade o risco de transmissão de HSV-2.

No entanto, estas abordagens atingem uma porção pequena da população. Uma das razões para um efeito tão limitado é que poucas pessoas sabem sobre sua infecção com HSV2...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Constipação intestinal e incontinência funcional




A constipação intestinal funcional, mais conhecida como intestino preso ou prisão de ventre é um problema que afeta grande parte da população brasileira, principalmente o público feminino. Além de gerar um desconforto na região abdominal, se não tratado corretamente pode favorecer o aparecimento de doenças do intestino.Os sinais para identificar a constipação (doença) são: freqüência evacuatória menor que três vezes por semana, fezes de calibre fino, endurecidas, em pequeno volume e esforço para evacuar.

Fezes muito duras e impactadas podem provocar escaras na parede interna do reto formando ferimentos. Deve-se observar se há sangramentos, pois diversas doenças apresentam essa característica, desde hemorroidas e fissuras anais, até inflamações intestinais mais sérias ou mesmo tumores malignos. Os sangramentos contínuos ou intermitentes requerem investigação pelo médico.

A ingestão de alimentos que contenham fibras como os funcionais, pré, pró e simbióticos é muito importante. Eles melhoram o desempenho, permitindo a formação de substâncias que atuam mais eficazmente na movimentação do intestino, embora produzam mais gases. O tratamento da constipação intestinal é específico para cada caso. Por isso, o diagnóstico médico correto e individualizado é imprescindível. S.Nurko e colaborador do Children Hospital de Boston afirma que pode existir a coexistência de incontinência fecal e constipação em populações pediátricas e geriátricas.

Em crianças, incontinência fecal funcional é geralmente associada com a constipação, retenção de fezes e de evacuação incompleta, e é freqüentemente aliada à incontinência urinária. Uma das causas desse conjunto de sintomas pode ser secundária à sobrecarga, em adultos à disfunção do assoalho pélvico e denervação da região. Incontinência tem um impacto importante na qualidade de vida e o funcionamento diário, e em crianças pode estar associada a problemas de comportamento.

O tratamento da constipação geralmente resulta em melhora na incontinência.


Fonte: Best Res Clin Gastroenterol. 2011 Feb;25(1):29-41.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vigorexia - Síndrome de Adonis




A adicção ou dependência ao exercício, chamada de Vigorexia ou Overtraining, em inglês, é um transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas. Uma outra patologia solidamente associada à Vigorexia e já presente nas classificações internacionais é o Transtorno Dismórfico Corporal

É bastante curioso observar como as patologias mentais ou, no mínimo, os sintomas mentais evoluem e se transformam ao longo do tempo ou entre as diversas culturas, mostrando-se sensíveis às mudanças sócio-culturais. Observa-se que a prevalência das Doenças Mentais está absolutamente associada a uma época determinada e a determinados valores culturais.

A Vigorexia está nascendo no seio de uma sociedade consumista, competitiva, frívola até certo ponto e onde o culto à imagem acaba adquirindo, praticamente, a categoria de religião. A Vigorexia e, em geral os Transtornos Alimentares exemplificam bem a influência sociocultural na incidência de alguns transtornos emocionais.

Com toda certeza, a Vigorexia é uma das mais recentes patologias emocionais estimuladas pela cultura, e nem foi ainda catalogada como doença específica pelos manuais de classificação (CID.10 e DSM.IV).

A Vigorexia, mais comum em homens, se caracteriza por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Apesar dos portadores desses transtornos serem bastante musculosos, passam horas na academia malhando e ainda assim se consideram fracos, magros e até esqueléticos. Uma das observações psicológicas desses pacientes é que têm vergonha do próprio corpo, recorrendo assim aos exercícios excessivos e à fórmulas mágicas para acelerar o fortalecimento, como por exemplo os esteróides anabolizantes.

As pesquisas sobre dependência (ou adicção) a quaisquer coisas caminham, hoje em dia, através da Psiquiatria, da Psicologia Experimental e da Neurobiologia no sentido de se identificar elementos emocionais e biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio do prazer (homeostasia hedonista), levando assim à dependência ou adicção. A palavra "adicção", em português, é um neologismo técnico que quer dizer, de fato, "drogadicção".

O termo Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, foi primeiramente assim denominado pelo psiquiatra americano Harrisom G. Pope, da Faculdade de Medicina de Harvarde, Massachusetts. Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine com a observação de que cerca de um milhão de norte-americanos entre os nove milhões adeptos à musculação podem estar acometidos pela patologia emocional. As duas rexias, Anorexia e Vigorexia foram consideradas por Pope como doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas.

Apesar de todas as características clínicas da Vigorexia, vários autores não a consideram uma nova doença ou uma entidade clínica própria mas sim, uma manifestação clínica de um quadro já amplamente descrito; o Transtorno Dismórfico Corporal. Essa manifestação clínica separada seria o chamado Transtorno Dismórfico Muscular (ou Vigorexia).

A escravização que as pessoas das sociedades civilizadas se submetem aos padrões de beleza tem sido um dos fatores sócio-culturais associados ao incremento da incidência dos Transtornos Dismórficos, sejam Corporais (associados à Anorexia e Bulimia) ou Musculares (Vigorexia).

O habitual desejável ao ser humano moderno é estar moderadamente preocupado com seu corpo, sem que essa preocupação se converta numa obsessão. O ideal desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários mas sim, estar satisfeito consigo mesmo e aceitar-se como é. Mas quem, na adolescência não se sentiu complexado alguma vez, ao menos pelo tamanho de seu nariz? Quem não sofreu com a acne na puberdade?

Tais complexos acabam gerando insegurança social, podem agravar a introversão e timidez. A atitude mais habitual, apesar de inocente, é acreditar que a timidez e insegurança sociais seriam resolvidas caso a pessoa fosse bela, forte, um modelo de homem perfeito, um corpo escultural. Nasce aí a obsessão de beleza física e perfeição, os quais se convertem em autênticas doenças emocionais, acompanhadas de severa ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas (olhadas seguidas no espelho) e que conduzem ao chamado Transtorno Dismórfico Corporal.

O termo Dismorfia Corporal foi proposto em 1886 pelo italiano Morselli. Freud descreveu o caso "Homem Lobo", uma pessoa que, apesar de ter um excesso de pelos no corpo, centrava sua excessiva preocupação na forma e tamanho de seu nariz. Ele o via horrível, proeminente e cheio de cicatrizes.

Embora exista um grande número de pessoas mais ou menos preocupadas com sua aparência, para ser diagnosticado Dismorfia, deve haver sofrimento significativo e uma reiterada obsessão com alguma parte do corpo que impeça uma vida normal. Quando esse quadro todo se fixa na questão muscular, havendo uma busca obsessiva para uma silhueta perfeita, o transtorno se chamará Vigorexia ou Transtorno Dismórfico Muscular.

A busca de um corpo perfeito e musculoso a qualquer preço começa, então, a ser tratada como uma patologia. A Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, é um transtorno emocional assim denominado pelo psiquiatra americano Harrison G. Pope da Faculdade de medicina de Harvard, Massachusetts (veja a entrevista com Pope em Notícias PsiqWeb).

Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine, e constaram da observação de adictos à musculação, e comprovaram que entre mais de 9 milhões de norte-americanos que freqüentam regularmente academias de ginástica, cerca de um milhão poderia estar acometido por este transtorno emocional.

A Vigorexia, como vimos pode ser sinônimo de Dismorfia Muscular (ou Transtorno Dismórfico Muscular) e não é casualidade que o nome Vigorexia rime com Anorexia.

As duas doenças promovem a distorção da imagem que os pacientes têm sobre si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os Vigoréxicos nunca se acham suficientemente musculosos. Ambas podem ser consideradas como "patologias do narcisismo". Alguns autores já estão atribuindo o aparecimento da Vigorexia à moda e à um estilo de vida tipo "vigilante da praia".

Não se trata, simplesmente, de fazer exercícios para receber o diagnóstico de Vigorexia. Os exercícios orientados, com indicação médica ou terapêutica, recreativos e/ou de condicionamento continuam sendo muito bem vindos na medicina e na psiquiatria.

Entretanto, as pessoas que treinam exaustivamente, não apenas para se sentirem bem, mas para ficarem estupendos e perfeitos, são sérios candidatos ao diagnóstico de Vigorexia. Normalmente essas pessoas estão dispostas a manter uma dieta rigorosa, a tomar fármacos e a treinar duro para conseguir seu objetivo. Elas perdem a noção de sua própria corporeidade e nunca param ou ficam satisfeitos.

Os sintomas da Vigorexia se evidenciam pela obsessão em tornar-se musculosos. Essas pessoas olham-se constantemente no espelho e, apesar de musculosos, podem ver-se enfraquecidos ou distantes de seus ideais. Sentirem-se assim "incompletos", faz com que eles invistam todas as horas possíveis em exercícios e ginásticas para aumentar sua musculatura.

Es difícil estabelecer limites entre um exercício saudável e um exercício obsessivo, mas é bom lembrar que os vigoréxicos, além da musculação continuada, comem de forma atípica e exagerada. Esses pacientes se pesam várias vezes por dia e fazem continuadas comparações com outros companheiros de academia. A doença vai derivando num quadro obsessivo-compulsivo, de tal forma que eles se sentem fracassados, abandonam suas atividades e se isolam em academias dia e noite.

Alguns anoréxicos podem chegar a ingerir mais de 4.500 calorias diárias (o normal para uma pessoa é 2.500), e sempre acompanhado por numerosos e perigosos complementos vitamínicos, hormonais e anabolizantes. Tudo isso é feito com o propósito de aumentar a massa muscular, mesmo tendo sido alertados quanto aos graves efeitos colaterais desse estilo de vida.

A Vigorexia deve ser considerada um transtorno da linhagem obsessivo-compulsiva, tanto pela obsessão em musculatura, pela compulsão aos exercícios e ingestão de substâncias que aumentam a massa muscular, quanto pela fragrante distorção do esquema corporal.

Todavia, apesar de ser clinicamente característica, a Vigorexia não está ainda incluída nas classificações tradicionais de transtornos mentais (CID.10 e DSM.IV), embora possa ser considerada uma espécie de Dismorfia Corporal, já que também é conhecida com o nome de Dismorfia Muscular.

Atividade sexual ocasional eleva risco de ataques cardíacos...





A atividade sexual ocasional pode provocar uma elevação no risco de ataques cardíacos no curto prazo em pessoas que fazem poucas atividades físicas, segundo indica um estudo de pesquisadores americanos recém-publicado.

O estudo, que analisou resultados de 14 estudos prévios sobre o tema, concluiu que há um aumento de 2,7 vezes nas chances de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual em comparação àqueles que não fazem sexo.

Apesar disso, os autores do estudo observam que o risco absoluto de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual ainda é muito baixo – de 2,7 para 1 milhão, comparado com 1 em 1 milhão em situações normais.

Relação semelhante foi verificada para as pessoas durante outros tipos de atividades físicas, segundo a pesquisa publicada na revista de divulgação científica Journal of American Medical Association (Jama).

Segundo os autores, pessoas com atividades físicas mais frequentes são menos suscetíveis aos riscos relacionados à atividade física episódica.

A análise indicou que a cada período semanal de atividade física que a pessoa tem por semana, há uma redução de 45% no risco de um ataque cardíaco e de 30% no risco de uma morte cardíaca súbita.

“Apesar dos amplamente estabelecidos benefícios da atividade física regular, as evidências relatadas sugerem que a atividade física, assim como outras exposições agudas, como atividade sexual ou estresse psicológico, podem agir como catalisadores de eventos cardíacos agudos”, observam os autores da pesquisa.

Os pesquisadores envolvidos na pesquisa são da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, do Centro Médico Tufts, também de Boston, e da Tufts University, de Medford, em Masachusetts.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Médicos não seguem as próprias recomendações





Vai entender...

Uma pesquisa publicada na revista Archives of Internal Medicine mostrou que os médicos tomam decisões diferentes das recomendações que fazem aos pacientes. A pesquisa foi conduzida por Peter A. Ubel e colegas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. O objetivo do estudo era saber se a recomendação de um certo tratamento poderia ser diferente das decisões médicas tomadas pelos profissionais em relação à própria saúde.

Em um dos cenários mostrados pela pesquisa, foi pedido para um grupo de médicos dizer o que recomendaria a um paciente diagnosticado com câncer de cólon. As opções eram cirurgias com taxa de cura de 80%, mas uma delas tinha uma taxa de mortalidade mais alta, que, no entanto, apresentava poucos efeitos colaterais. Por outro lado, a outra cirurgia tinha uma taxa de mortalidade menor, mas um certo número de pessoas que a escolheu teve que enfrentar colostomia, diarreia crônica, obstrução intermitente do intestino ou uma infecção. Cerca de 24,5% responderam que aconselharia o paciente a fazer a cirurgia com a taxa de mortalidade maior, com menos efeitos colaterais.

Outros médicos tiveram que responder o questionário que apresentava a mesma história, com a diferença de que a pessoa diagnosticada com a doença eram eles mesmos. Neste caso, a escolha pelo procedimento com a maior taxa de risco de morte foi de cerca de 37%.

Ou seja, quando médicos fazem recomendações de tratamentos, eles pensam diferentemente de quando fazem decisões para eles mesmos.

Em algumas circunstâncias, fazer recomendações pode reduzir a qualidade das decisões médicas. Ao menos em algumas circunstâncias, no entanto, quando as emoções interferem com a tomada de decisões, esta mudança pode levar à escolha da decisão ideal.

Quando discutirmos se é apropriado aos médicos fazerem recomendações de tratamentos para seus pacientes, nós devemos reconhecer que o ato de recomendar muda a forma como os médicos pesam as alternativas.

Esquizofrenia



Em acordo com a Wikipédia:

A esquizofrenia (do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma, literalmente significa "diafragma"[1]) é um transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente pelos seguintes sintomas: alterações do pensamento, alucinações (visuais, sinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contato com a realidade. Junto da paranoia (transtorno delirante persistente, na CID-10) e dos transtornos graves do humor (a antiga psicose maníaco-depressiva, hoje fragmentada na CID-10 em episódio maníaco, episódio depressivo grave e transtorno bipolar), as esquizofrenias compõem o grupo das Psicoses[2]
É hoje encarada não como doença, no sentido clássico do termo, mas sim como um transtorno mental, podendo atingir diversos tipos de pessoas, sem exclusão de grupos ou classes sociais.
De acordo com algumas estatísticas, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial,[3] manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, com proporção semelhante entre homens e mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade.
Algumas pessoas acometidas da esquizofrenia se destacaram e se destacam no meio acadêmico, artístico e social. Um exemplo famoso é o do matemático norte-americano John Forbes Nash, que, apesar do desafio de conviver por toda a vida com os sintomas psicóticos típicos, é um intelectual importante, deixando grandes contribuições às áreas de economia, biologia e teoria dos jogos.


Prepare-se para ler, pois o texto é longo:

Embora a tendência de deterioração tenha sido a característica definidora da Demência Precoce para Kraepelin, este reconhecia que 13% dos seus pacientes se recuperavam do estado agudo. Mayer Gross e col, há mais de 20 anos, afirmavam que as condições agrupadas sob o termo Esquizofrenia estavam associadas à uma tendência geral para desintegração da personalidade, sublinhando a inclinação para um resultado desfavorável no curso da doença.

Suas minuciosas observações levaram-no a reconhecer que esquizofrênico poderia ficar decididamente pior até que, depois de alguns anos, apresentaria uma deterioração de tal forma que jamais pudesse deixar o hospital ou, por outro lado, que o processo da doença poderia chegar à um ponto morto, deixando um defeito de personalidade desde leve, subclínico até grave.

Mesmo assim Mayer-Gross reconhecia que, freqüentemente, o defeito não era tão grave ao ponto de impedir o paciente de partilhar a vida na comunidade, mas em geral reduzia sua capacidade de trabalho e de gozar a vida completamente.

São também de Mayer-Gross as observações de que a cicatriz da personalidade pode manter-se estacionária ou progredir muito lentamente, mostrando que o processo da doença nunca para completamente.

Constatou que um segundo ataque da doença, depois de alguns ou muitos anos, poderia obrigar a readmissão no hospital, talvez para sempre.Sobre o curso da Esquizofrenia, dizia que a doença pode mostrar agravamento e remissões desde o início e que tais flutuações podem continuar pela vida afora, mas isso é raro. Via de regra, achava que mesmo o paciente ficando bom no primeiro e segundo surtos, no terceiro a perspectiva de recuperação ficava muito reduzida.

Observações de Mayer-Gross baseadas em amostras de pacientes antes do advento do tratamento biológico para esquizofrenia resultaram na constatação de que as perspectivas de remissão espontânea duradoura são maiores durante os dois primeiros anos da doença. Após 5 anos de doença contínua essas possibilidades se tornam desprezíveis.

As evidências sugeriam que a cada surto sucessivo da doença as chances de danos permanentes aumentavam e que após a terceira recaída a chance de remissão tornava-se menor.

Esta visão clássica sobre o curso e evolução da esquizofrenia é ainda prevalente na psiquiatria. As pesquisas da década de 90 não mostram diferenças muito significativas daquelas de Mayer-Gross. Nos anos 70 foram publicados 3 trabalhos que estudaram o curso da esquizofrenia a longo prazo (por mais de 20 anos).

As principais conclusões que podem ser tiradas desses trabalhos podem ser resumidas da seguinte maneira:

1- Não existe um curso típico ou próprio para a Psicose Esquizofrênica. Talvez o mais característico da esquizofrenia seja, exatamente, a grande variabilidade de cursos encontrados, independentemente da sintomatologia apresentada no início da doença. Dois grupos de pesquisas (Manfred Bleuler e Ciompi & Müller) conseguiram sistematizar oito cursos possíveis para a esquizofrenia. Huber e cols. apresentaram 12 cursos como os mais freqüentes. Com essa variedade não há como estabelecer-se um determinado modelo de curso que possa ser considerado característico da doença.

2- Apesar da diversidade de cursos que a Psicose Esquizofrênica pode seguir, a tão comentada tendência inexorável no sentido de uma deterioração progressiva das faculdades mentais não foi verificada em nenhum desses trabalhos. Ao contrário, apesar de remissões e reagudizações, o mais freqüente era que, após 5 anos de evolução se observasse uma tendência a estabilização.

Em nenhum trabalho observou-se tendência dos esquizofrênicos idosos de desenvolverem síndromes demenciais propriamente ditas, com característica psicorgânicas, como já havia sido suspeitado há tempos.

3- Nos três estudos houve uma tendência a se atingir um estado de relativa estabilização. A este estado, digamos, estacionário que a esquizofrenia apresentava depois de algum tempo, Bleuler denominou de "end state". Bleuler tomou o cuidado de colocar o termo "end state" entre aspas por não se tratar, absolutamente, de uma situação irreversível imutável.

O termo "end state" teve grande aceitação. Foram propostos 4 tipos de "end state"; 1- grave; 2- moderado; 3- leve e; 4- "recuperado". Por recuperação entendia-se os quadros com remissão completa da sintomatologia e os estado psicopatológicos remanescentes muito sutis e discretos. estes últimos só seriam percebidos por um psiquiatra treinado e não chegavam a influenciar em nada a vida cotidiana (profissional e familiar) dos pacientes.

Se os quadros de recuperação e os déficit leve são reunidos sob a rúbrica de curso favorável, 53% dos pacientes de M. Bleuler, 53% dos pacientes de Ciompi & Müller, 57% dos pacientes de Huber e cols. e Ogawa e cols. foram considerados como tendo seguido um curso favorável. As cifras para percentagem de pacientes que evoluíram mau com quadro crônico grave também foi compatível entre estes estudos.

Pesquisa anterior de Manfred Bleuler (1941) já havia sugerido as seguintes conclusões:

a- os casos muito graves, de início agudo e evoluindo para estado crônico grave (a chamada esquizofrenia catastrófica) estão desaparecendo.

b- a percentagem de "recuperação"e de casos muito graves não foi alterado do início para a metade deste século, independentemente de medidas terapêuticas globais que foram instituídas neste período, tais como a convulsoterapia, insulinoterapia, psicoterapia ou praxiterapia (exceto a famacoterapia).

c- durante esse período a principal mudança verificada foi uma diminuição dos casos com defeito moderado e um aumento dos casos com defeito leve.

d- o posterior papel dos neurolépticos na evolução da esquizofrenia não pode ainda ser adequadamente avaliado, a não ser no trabalho de Huber e col., que aponta para um aumento dos quadros residuais sem sintomas característicos da psicose (denominados de "reiner Defekt") em detrimento dos estados residuais que apresentavam sintomas característicos da Psicose Esquizofrênica.

Ogawa (1987) acrescenta uma observação à respeito do curso da esquizofrenia diante da recente utilização dos neurolépticos: a melhora no ajustamento social dos pacientes.

Os critérios inicialmente propostos por Bleuler acerca do grau leve, moderado e severo para o "end state" se resumem da seguinte forma: 1- Leve são aqueles casos onde o paciente consegue integrar-se e automanter-se sócio-economicamente; 2- Graves são os casos onde o paciente é incapaz de manter um convívio social e; 3- Moderados aqueles que não se encaixam em nenhum desses outros dois.

Os fatores tradicionalmente considerados preditivos (que indicam) mau prognóstico para a Esquizofrenia são, segundo a Organização Mundial de Saúde (World Health Organisation. Schizophrenia: An lnternational Follow-up study; Chichester: John Wiley & Sons, Inc.; 1979) os seguintes:

Início precoce Início insidioso
Personalidade pré-mórbida pobre
Período longo entre o surgimento dos sintomas e o tratamento
Sexo masculino
Falta de componente afetivo importante
Falta de fatores precipitantes claros
Histórico familiar de esquizofrenia
Q.I. baixo
Classe social baixa
Isolamento social
Histórico psiquiátrico anterior

Já foi relatado com freqüência que o início da Esquizofrenia em idade precoce, em geral de menos de 20 anos, e insidioso (paulatinamente), em oposição ao início agudo da doença, sugere um mau prognóstico para esses pacientes (Stephens, Jablensky).

Tendo em vista o agravante seguinte ou seja a Personalidade Pré-mórbida problemática, faz sentido supor que um paciente tenha maior prejuízo no caso do início da doença ocorrer antes ou durante a fase do amadurecimento emocional.
O bom funcionamento pré-mórbido (Personalidade pré-mórbida) tem sido constantemente associado a uma evolução mais favorável, especialmente nos primeiros dez anos após a primeira alta (Stephens, McGlashan ).

Há também fortes indícios de que deixar a doença sem tratamento por mais tempo é bastante prejudicial ao futuro desses pacientes. Wyatt revisou urna série de 19 estudos, principalmente de pacientes no início da doença, que comparavam a evolução daqueles tratados antes do aparecimento da clorpromazina com a dos tratados depois. Ele observou que o uso do medicamento aumentava a possibilidade de evolução favorável a longo prazo. Esta conclusão foi confirmada por Opjordsmoen, que comparou a primeira internação de pacientes em estado delirante, dos quais metade foi internada antes do tratamento neuroléptico e a outra metade depois. Opjordsmoen descreveu a evolução significativamente menos favorável dos pacientes que não receberam neurolépticos em seu primeiro tratamento.

Tipos de Evolução mais comuns da Esquizofrenia
As pesquisas sobre evolução da Esquizofrenia, mediante tratamento medicamentoso ou não, têm se multiplicado ao longo do tempo. Há uma profusão de números que chega a confundir. Vejamos o esquema abaixo, didaticamente representado por um desenho sobre os quatro tipos mais comuns de evolução da esquizofrenia, com tratamento medicamentoso.

De um modo geral alguns parâmetros, devidamente reconhecidos, podem ser tomados como referência para o curso e evolução da Esquizofrenia. Em relação aos medicamentos antipsicóticos podemos dizer que:

- São eficazes em mais de 80% das esquizofrenias
- Atuam mais nos sintomas produtivos (alucinações, delírios)
- Atuam muito menos nos sintomas negativos (apatia, embotamento e desinteresse), com excessão da proposta de alguns antipsicóticos de última geração
- Os antipsicóticos típicos são de baixo custo
- Os antipsicóticos típicos têm muitos efeitos colaterais
Em relação às perspectivas do tratamento, alguns outros parâmetros são universalmente reconhecidos:
- Cerca de 50% dos pacientes com doença durando 1 ano apresenta remissão
- Cerca de 45% dos pacientes com doença durando 2 anos apresenta remissão
- Depois de 2 anos de doença as possibilidades de remissão caem vertiginosamente
- Após o 3o. surto as possibilidades de remissão da doença são mínimas

Existem quatro possibilidades para evolução da Esquizofrenia. A mais comum (no.1), representada por 32,6% dos casos, é aquela que apresenta aumento da seqüela a cada novo surto psicótico agudo.

Em segundo lugar, (no.2) com 28,4% dos casos, vem o tipo onde as seqüelas aparecem no segundo episódio psicótico agudo e permanecem do mesmo grau após os episódios agudos subseqüentes.

O terceiro tipo, (no.3) com 24,3% dos casos, não mostra seqüelas após o primeiro episódio agudo mas, após o segundo há seqüelas de forma constante e igual após os episódios agudos subseqüentes.

Finalmente, o quarto tipo mais comum, (no.4) com 8,4% dos casos, não mostra seqüelas nem após o primeiro episódio agudo, nem após os episódios agudos subseqüentes. Entretanto, de acordo com nossa opinião, talvez esse tipo possa tratar-se de Depressão Grave com Sintomas Psicóticos.

De um modo geral, felizmente, há uma tendência bastante favoráveis para resultados do tratamento. Uma vez tratada esta psicose, pode não haver prejuízo à vida social, porém, não tratada há maior chance de prejuízo social, ocupacional, pessoal e familiar. A cicatriz na personalidade depois dos episódios agudos da psicose (seqüela) pode se manter estacionária e definitiva.

Por outro lado, a recuperação plena após o terceiro surto é muito mais difícil que após o primeiro e, de modo geral, quanto menos surtos, menores são as possibilidades de seqüelas. Quanto ao tipo de seqüelas dos surtos psicóticos agudos podemos encontrar na literatua o seguinte:

1- Síndrome apática-paranóide ... 35%
2- Embotamento-Inibição............. 21%
3- Adinamia................................. 20%
4- Traços de Psicose Crônica ..........7%
5- Astenia leve ..............................7%

domingo, 10 de abril de 2011

Cerca de 10% dos casos de câncer em homens são atribuíveis ao álcool...




Cerca de 1% dos casos de câncer em homens e de 3% em mulheres é atribuível à ingestão de álcool, revela um estudo realizado em oito países europeus.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista científica British Medical Journal (BMJ), revelam também que pelo menos 40% dos casos de câncer atribuíveis à ingestão de álcool se dão em indivíduos que superam habitualmente os limites recomendados de consumo diário de bebidas alcoólicas.

A pesquisa, dirigida pelo epidemiologista alemão Madlen Schütze, foi realizada em França, Itália, Espanha, Reino Unido, Holanda, Grécia, Alemanha e Dinamarca.

Os resultados estão baseados nas estimativas de risco de um estudo sobre câncer e nutrição, o Epic, realizado entre 1992 e 2000 com 520 mil pessoas com idades entre 35 e 70 anos escolhidas ao acaso em dez países europeus e nos dados sobre consumo de álcool da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa se centrou em 363.988 homens e mulheres incluídos no Epic, que responderam a um questionário sobre sua alimentação e seu estilo de vida.

A enquete incluía perguntas específicas sobre o consumo de álcool como a quantidade, a frequência e o tipo de bebida consumida no momento em que foram consultados e nos 12 meses anteriores.

sábado, 9 de abril de 2011

Dependência de cafeína está mais ligada ao fígado que ao cérebro?




Ai, meu fígado!

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgado nesta quinta-feira revela que a dependência de cafeína está mais vinculada ao fígado e à capacidade do órgão para processar a substância que ao efeito que o consumo da substância provoca no cérebro.

Os autores da pesquisa, que foi publicada na revista Public Library of Science, encontraram variantes dos dois genes que intervêm na decomposição da cafeína no fígado, e que são determinantes no momento de fazer com que uma pessoa seja mais propensa ou não a tomar café.

O estudo minimiza a importância do efeito da cafeína no cérebro, o que até agora se considerava um fator decisivo na dependência, e aponta que a quantidade da substância consumida pelas pessoas é determinada por sua maior ou menor tolerância a seu componente ativo.

Talvez as pessoas pensem que tomam cafeína para se sentir bem, ou para não se sentir mal, mas a verdade é que o nível de consumo é determinado pela rapidez com que o fígado decompõe a cafeína... Bom, isso ainda é teórico, não dá para fazer uma afirmação categórica e me parece uma daquelas vertentes que explicam uma coisa com outra...

De acordo com o Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura, o consumo de café nos EUA atingiu o auge em 1946, com cerca de 170 litros por pessoa por ano (!) e diminuiu gradualmente até chegar a cerca de 95 litros em 2005.

Mas essa diminuição foi acompanhada com um aumento no consumo de bebidas gaseificadas (Ah, Coca-Cola!), muitas das quais têm cafeína: de 41 litros por pessoa em 1947, chegou-se a 195 litros em 2005. então, na verdade, o consumo foi mantido...

Consumida com moderação, a cafeína pode combater a diminuição cognitiva, por cansaço, doença ou envelhecimento, mas muita cafeína também pode prejudicar a função cognitiva, interfere no sono e pode causar alucinações...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Melatonina




A Melatonina é um neuro-hormônio produzido pelas glândula pineal e, acredita-se, apresenta como principal função regular o sono. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos. Na presença de luz, entretanto, é enviada uma mensagem neuro-endócrina bloqueando a sua formação, portanto, a secreção dessa substância é quase exclusivamente determinada por estruturas fotossensíveis, principalmente a noite.

A Melatonina é uma substância classificada como indolamina e tem como precursora a serotonina, um importante neurotransmissor. Especula-se que a as estruturas fotoreceptivas, da retina e da glândula pineal, produzem a Melatonina, modificando a via de síntese da serotonina através de uma enzima, a serotonina-N-acetiltransferase. A Melatonina circulante atuaria nos diversos sistemas do organismo preparando e induzindo o sono. Este aparato de produção da Melatonina esta presente nos vertebrados em geral.

Acredita-se, também, que a Melatonina materna possa ajudar no controle do ciclo do sono do lactente. Pesquisas feitas mostraram que os bebês apresentavam sincronia com a mãe. Como a Melatonina está presente no leite materno e sua concentração é maior a noite, os bebês dormem mais com o leite oferecido a noite.

Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se que outras funções sejam exercidas pela Melatonina, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.

Assim como acontece com a serotonina, a Melatonina também é produzida a partir de um aminoácido chamado Triptofano, normalmente ingerido numa alimentação equilibrada. Dessa forma a seqüência seria o Triptofano se transformar em Serotonina, e esta em Melatonina. É por isso que a concentração de Serotonina fica aumentada na glândula pineal durante o dia, enquanto há luz, inversamente ao que ocorre com a Melatonina.

Como vimos, a produção da Melatonina está diretamente ligada à presença da luz. Quando a luz incide na retina o nervo óptico e as demais conexões neuronais levam até a glândula pineal essas informações inibindo a produção da Melatonina. A maior produção da Melatonina ocorre à noite, entre 2:00 e 3:00 horas da manhã, num ritmo de vida normal, e esta produção aumentada produz sono.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aumenta o uso de antibióticos de última geração




Estudo indica que houve um aumento no uso de carbapenemas [para os pacientes "médicos", de plantão: os antimicrobianos carbapenêmicos constituem um arsenal terapêutico importante contra as infecções causadas por bactérias Gram-negativas (é bom pesquisar o que é isso) como as Enterobacteriaceae (isso também), e os bacilos Gram-negativos (isso também) não fermentadores como o Acynetobacter spp (mais isso) e a Pseudomonas aeruginosa (e isso...)] em clínicas.

Essa classe de antibióticos é usada apenas em último caso, quando medicamentos mais fracos não são suficientes para vencer a bactéria.

O estudo desenvolvido ao longo de cinco anos mostra que esse aumento foi de 102%: 79% de aumento de vancomicina (mais uma cisa para pesquisar) intravenosa e 41% de uma combinação de penicilina e inibidores de beta lactamase (olha aí mais uma!).

Também houve um aumento no uso do medicamento fluoroquinolonas (viche! ainda tem mais para pesquisar no Dr. Google!), o mais frequentemente usado em clínicas.

O uso desses antibióticos ajuda o paciente recebendo tratamento, mas tem futuras conseqüências para espectadores inocentes.

O quanto mais esses medicamentos são usados, mais resistência nós vemos.

O estudo foi apresentada na reunião anual da Society for Healthcare Epidemiology of America.

Tenho muito receio de farmácias que vendem esses medicamentos - antibióticos - no "câmbio negro", favorecendo pessoas que acreditam ter condições de se auto-medicar, sem qualquer parâmetro, sem qualquer conhecimento, baseados na "experiência de vida" e no "conhecimento de bulas"!

Nada, mas nada, justifica esse comportamento, tanto de farmácias (leia-se balconistas, farmacêuticos...) como de "pacientes" (que de pacientes, nada têm) que mantêm e propagam o risco de geração cada vez mais intensa de SUPER-BACTÉRIAS (gosto desse nome!) que tirarão vidas, como já tiraram...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ritalina, de novo...




O uso da Ritalina não se restringe a um único quadro clínico, como pode parecer para a maioria das pessoas.

A ritalina é o nome comercial do metilfenidato, um estimulante comumente usado para tratar pessoas hiperativas com transtorno de déficit de atenção.

A ritalina também é um dos principais remédios usados para tratar sintomas de sonolência diurna decorrente de narcolepsia (condição neurológica na qual há episódios irresistíveis de sono) e síndrome de fadiga crônica.

Ela também vem sendo começada a ser usada no tratamento de fadiga relacionada a câncer.

É indicada no tratamento de pessoas que sofrem ou de narcolepsia, ou de déficit de atenção e hiperatividade.

O metilfenidato é um estimulante do sistema nervoso central, que reduz o comportamento impulsivo e facilita a concentração no trabalho e outras tarefas.

Adultos que têm hiperatividade com transtorno de déficit de atenção dizem que a ritalina melhorou sua capacidade de concentração em tarefas e capacidade de "organizar a vida".

Uma pesquisa de 2006 para avaliar a segurança do metilfenidato sobre o cérebro em desenvolvimento descobriu que animais com capacidade psicomotora prejudicada melhoraram com o tratamento.

Isso indicaria que em pacientes com hiperatividade com transtorno de déficit de atenção a ritalina poderia ajudar positivamente no desenvolvimento cerebral.

Quando usada sob prescrição médica nas dosagens corretas a ritalina geralmente é bem tolerada pelos pacientes.

Os efeitos colaterais reportados da ritalina incluem: psicose, dificuldade de dormir, alterações e oscilações no humor, nervosismo, dor estomacal, diarréia, dor de cabeça, diminuição do desejo sexual (libido), sangramento na gengiva e pele (muito raros), falta de apetite que ocasiona perda de peso (como qualquer anfetamina), e boca seca.

Internacionalmente o metilfenidato é classificado como substância controlada pela Convenção de Substâncias Psicotrópicas pois, apesar do seu valor médico, apresenta grande probabilidade de abuso por causa do seu potencial de dependência.

Nos Estados Unidos a ritalina vêm sendo usada ilegalmente sem prescrição médica por estudantes para ajudar no desempenho acadêmico.

No Brasil estudantes estão usando a ritalina para aumentar a concentração e diminuir o cansaço visando elevar o desempenho escolar. Executivos também vêm abusando da ritalina para melhorar a performance no trabalho.

Além disso, muitas pessoas que desejam emagrecer usam a ritalina indevidamente por causa do seu possível efeito colateral de provocar perda de apetite que poderia ocasionar emagrecimento. Todas as pessoas que usam a ritalina indevidamente sem orientação médica estão colocando risco sobre a saúde e relacionamentos sociais.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gene estaria ligado ao consumo de álcool?




De acordo com estudo inglês, pessoas que têm a versão mais comum do gene AUTS2 tendem a beber mais.

Cientistas identificaram um gene que aparentemente influencia no quanto alguém consome de álcool, aponta estudo com mais de 47 mil pessoas publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O achado poderá ajudar no entendimento do comportamento das pessoas que bebem e têm dificuldade em deixar o álcool.

O gene, chamado "candidato 2 de suscetibilidade autista" (AUTS2), foi anteriormente, como o nome sugere, ligado ao autismo e ao distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade, mas não se sabe ao certo qual é a sua função.

Este estudo, conduzido por cientistas do Imperial College London e da King's College London, revelou que há duas versões do gene AUTS2, um deles é três vezes mais comum que o outro. Pessoas com a versão menos comum bebe cerca de 5% menos bebida alcoólica do que as demais. O gene é mais ativo em partes do cérebro associados com o mecanismo neuropsicológico de recompensa.

Já se sabia que os genes tinham um papel neste processo, mas único conhecido por fazer uma contribuição no quanto as pessoas bebem era o gene de codificação da desidrogenase, enzima que quebra as moléculas de álcool no fígado.

Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de mais de 26 mil voluntários procurando pelo gene que aparentemente afeta o consumo de álcool, e depois verificaram os achados com as descobertas em outras 21 mil pessoas. Os voluntários reportaram o quanto beberam por meio de questionários.

Uma vez identificado o AUTS2, foi examinado o quanto do RNA mensageiro, uma cópia do código genético usado na produção de proteína, estava presente em amostras de tecido cerebral doados para a pesquisa. A equipe então descobriu que aqueles que tinham a versão do gene associada com o baixo consumo de álcool produz mais RNA mensageiro, o que significa que o gene é mais ativo.

Os pesquisadores também investigaram cepas de camundongos que foram escolhidos de acordo com o quanto de álcool consumiam voluntariamente. Eles descobriram que havia diferenças nos níveis de atividade dos genes AUTS2 entre as diversas raças que ingerem mais ou menos álcool. Uma observação em gene relacionado em moscas das frutas também foi levado em consideração e mostrou que o AUTS2 influencia o consumo de álcool em várias espécies.