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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Celular

Estado americano considera colocar alerta em celulares sobre o risco de desenvolvimento de tumor cerebral, segundo notícia publicada pelo CNET News.

Embora não haja estudos conclusivos sobre o risco de celulares causarem tumores cerebrais, uma deputada do estado de Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que os celulares vendidos venham com um alerta dizendo que o uso pode causar tumores cerebrais e que as pessoas devem manter o aparelho o mais longe possível do seu corpo, segundo notícia publicada pelo CNET News.

A deputada democrata, Andrea Boland, disse à Associated Press que “vários estudos apontaram o risco de câncer1 para usuários de celulares”. Ela está elaborando sua proposta para o início de 2010. Andrea Boland usa o celular no modo de auto-falante quando precisa do aparelho e o mantém ligado somente quando sabe que alguém precisa contactá-la.

Se a proposta for aprovada, os celulares terão que vir com um aviso na embalagem sobre o risco do uso de celulares no desenvolvimento de câncer1 cerebral. Este alerta também deve incluir recomendações para que as pessoas mantenham seus celulares o mais distante possível do corpo.

Instituições que estudam as radiações eletromagnéticas; incluindo EM Radiation Research Trust, Powerwatch e EMR Policy Institute liberaram um estudo, em agosto de 2009, que diz que há um risco estatisticamente significativo de desenvolvimento de tumor2 cerebral em usuários de telefones móveis, assim como um risco aumentado para câncer1 nos olhos, tumores nas glândulas3 salivares, câncer1 de testículo, linfoma4 não Hodgkin's e leucemia5. Veja o documento original em Cellphones and Brain Tumors – 15 Reasons for Concern. Por outro lado, outras instituições como a Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) e o Instituto Nacional do Câncer1 (National Cancer Institute) dizem que não há evidências conclusivas de que celulares causam câncer1. Mas concordam que novas pesquisas devem ser realizadas.

Fontes consultadas:
CNET News

EM Radiation Research Trust

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Divórcio é um risco à saúde

Cientistas já sabiam que o casamento melhora a saúde do homem. Um novo estudo mostra agora que o divórcio ou a perda do cônjuge faz exatamento o inverso. Esse período da vida é extremamente estressante, diz a pesquisadora Linda Waite, socióloga do Centro do Envelhecimento no National Opinion Research Center da Universidade de Chicago, EUA. As pessoas ignoram sua própria saúde, e o próprio estresse é um risco para a saúde. Soma-se a isso o fato das pessoas irem menos ao médico, não se exercitarem e terem dificuldades para dormir. Casar novamente ajuda, mas não coloca a saúde masculina na linha novamente, diz a pesquisadora, pois as pessoas acabam demorando, em média, um ano para retornar com os hábitos saudáveis.
Divórcio ou a morte do companheiro impacta a pessoa da mesma forma que qualquer evento traumático. Mark Hayward, diretora do Population Research Center da Universidade do Texas, diz que esse tipo de separação funciona como um trauma repentino após anos de baixo estresse. Waite e Mary Hughes, da Faculdade de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, analisaram dados de quase 9 mil adultos com idades entre 51 e 61 anos que haviam participado de outra pesquisa. Desse número, 42% eram divorciados ou viúvos (20% haviam casado novamente e os outros 22% não).
A pesquisa comparou os problemas de saúde relatados pelo grupo e descobriu que o grupo que havia passado pelo trauma da separação indicava ter, em média, 20% mais problemas crônicos de saúde. Os resultados não significam que as pessoas devem aguentar um relacionamento a qualquer custo, mas que elas devem continuar a dar atenção à saúde, diz Waite. A sugestão é assegurar que a separação (ou viuvez) não seja acompanhado de um processo traumático. Mas, se for, as pessoas devem pensar em procurar apoio profissional.

com informações da University of Chicago

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Transtornos Alimentares

Ninguém se assusta quando ouve uma adolescente magricela recusar uma mordida no sanduíche da amiga dizendo estar de regime. O uso indiscriminado de inibidores de apetite, geralmente anfetaminas, tampouco gera reprimendas mais intensas (Jornal do Brasil, 14 de outubro de 2001). Esses comportamentos, porém, podem ser um sinal de alerta para um problema mundial que atinge 1% da população feminina entre 18 e 40 anos e pode levar à morte, mas que só agora começa a receber a atenção devida no Brasil.

Os Transtornos Alimentares constituem uma verdadeira "epidemia" que assola sociedades industrializadas e desenvolvidas acometendo, sobretudo, adolescentes e adultos jovens. Quais serão os sintomas dessa epidemia emocional?

De um modo geral, o pensamento falho e doentio das pessoas portadoras dessas patologias se caracteriza por uma obsessão pela perfeição do corpo. Na realidade, trata-se de uma "epidemia de culto ao corpo" que se multiplica em uma população patologicamente preocupada com a estética corporal e afetada por alterações psíquicas relacionadas ao esquema corporal. É assim que os Transtornos Alimentares vêem aumentando sua incidência perigosamente e já começa a alarmar especialistas médicos, sociólogos, autoridades sanitárias.

A busca obsessiva da perfeição do corpo tem várias formas de se manifestar e algumas delas diferem notavelmente entre si. Existem os Transtornos Alimentares mais tradicionais, que são a Anorexia e Bulimia mas, não obstante, existem outros quadros que se estimulam e desenvolvem na denominada "cultura do esbelto".

Os portadores da doença também desenvolvem uma obsessão pela forma física e distorcem a auto-imagem a tal ponto que se sentem gordos mesmo estando com 38 kg. O resultado é a paulatina deterioração física e mental, inicialmente com sintomas leves, tais como queda dos cabelos, até complicações cardiovasculares, renais e endócrinas tão graves que podem levar a morte.

Vejamos alguns fatores de risco que devem nortear uma hipótese de diagnóstico :

- Meninas adolescentes e adultas jovens de classe média e média-alta;
- Meninas que aspiraram trabalhar em atividades que enfatizam o estado de magreza do corpo (atores, modelos, bailarinas e desportistas);
- Ex-gordas ou com excesso de peso que se tornam obsessivas por práticas freqüente de dietas;
- História familiar de transtorno obsessivo-compulsivo;
- Baixa Auto-estima;
- Expectativa de grandes desempenhos (feitos);


- Perfeccionismo, insegurança no relacionamento social;

- Dificuldade em identificar e expressar sentimentos.

Também podem ser traços característicos da personalidade inclinada à Anorexia Nervosa uma preocupação e cautela em excesso, medo de mudanças, hipersensibilidade e gosto pela ordem. Como se vê, são traços compatíveis com o Espectro Obsessivo-Compulsivo.

Para inclinação à Bulimia os traços característicos da personalidade seriam a impulsividade, desorganização, preferência pelo novo, fácil desmotivação, extroversão, preocupação com modismos.

Essa patologia, é significativamente agravada pela valorização desmedida que algumas culturas modernas emprestam à estética corporal, sugerindo à pessoas mais vulneráveis que seria praticamente impossível conciliar a felicidade com uma discreta "barriguinha". m países desenvolvidos, 93% das mulheres e 82 % dos homens entrevistados estão preocupados com sua aparência e trabalham para melhorá-la. De um modo geral, desejar ter uma imagem corporal melhor não implica sofrer de algum transtorno emocional, obviamente. Entretanto, desejar ardentemente ter uma imagem corporal perfeita aumenta muito as possibilidades de que apareça algum transtorno emocional.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Infecções intestinais aumentam 30% no verão

É no verão que bactérias, fungos e vírus encontram um ambiente mais propício para se reproduzirem. Do final de dezembro ao início de janeiro, há um aumento de 30% dos casos de infecções gastrointestinais, de acordo com Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da divisão de doenças de transmissão hídrica e alimentar da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

As causas são variadas: alimentos crus contaminados por bactérias, pratos preparados de forma inadequada e água contaminada.

Com o aumento do calor e da umidade, os micro-organismos se proliferam com mais facilidade e as pessoas ficam mais expostas a micoses, inflamações e doenças gastrointestinais. Crianças e idosos devem ter mais atenção, pois podem se desidratar facilmente e de forma mais grave.

Um estudo da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 27% dos surtos de intoxicação alimentar registrados no Estado de São Paulo estão relacionados ao consumo de alimentos preparados em casa.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Papai Noel é um perigo para a saúde pública, alerta especialista

Um recente estudo da Universidade Monash, na Austrália, sugere que a imagem do Papai Noel pode ser prejudicial para a saúde pública, por promover a obesidade, a condução de veículos sob efeito do álcool e em alta velocidade, e, de forma geral, estilos de vida pouco saudáveis. Em artigo publicado este mês no British Medical Journal, o pesquisador Nathan Grills destaca que “Papai Noel precisa afetar a saúde em apenas 0,1% para prejudicar milhões de vidas”.

Os pesquisadores realizaram uma revisão de literatura e de material da internet para avaliar o potencial impacto negativo do Papai Noel na saúde pública. E observaram que, entre as crianças americanas, esse personagem é o único mais conhecido do que Ronald McDonald, o palhaço da rede de fast foods. Porém, como este, Papai Noel costuma ser associado à venda de alimentos não saudáveis e, em alguns cartões de natal, ainda aparece fumando cachimbo, fora o fato de ser tradição, em alguns países, deixar um tipo de bebida alcoólica para desejar ao bom velhinho uma boa viagem.

Em tom de brincadeira, outro fator citado pelos pesquisadores é que Papai Noel tem grande potencial de propagar doenças infecciosas, pois, se ele espirrar ou tossir dez vezes por dia, todas as crianças que sentam em seu colo podem ganhar, como presente de Natal, uma gripe ou resfriado. Baseados em todas essas evidências, os especialistas defendem que a imagem do bom velhinho seja usada para promover um estilo de vida mais saudável.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Olhos vermelhos!

Pode ser conjuntivite.

O que é conjuntivite?

A conjuntivite1 é uma inflamação da conjuntiva, que é a membrana que cobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras.

Quais são os sintomas?

Olho vermelho na parte branca e irritado.
Sensação de que tem areia no olho, causando grande incômodo.
Edema e coceira nas pálpebras.
Secreções. O aspecto da secreção varia com o agente causador da conjuntivite, podendo ser amarelada e espessa ou transparente e aquosa. Durante o sono, estas secreções podem secar nos cílios levando a um desconforto ao acordar.

Quais são as causas?

Pode ser causada por uma infecção5 viral ou bacteriana, ser resultado de uma reação alérgica ou de uma irritação devido à fumaça, poluição ou raios ultravioleta.

A conjuntivite bacteriana é comum e pode ser causada por vários tipos de bactérias. A conjuntivite viral geralmente ocorre por epidemias causadas pelo vírus do resfriado comum ou pelo vírus Herpes simplex, que causa herpes labial.

É uma condição que pode ser muito contagiosa se causada por vírus ou bactérias.

A lesão geralmente aparece em um dos olhos, mas a contaminação do segundo olho é bastante comum, principalmente pelo contato da própria mão do indivíduo contaminado no olho.

Qual o tratamento?

Os sintomas podem ser aliviados com o uso de lágrimas artificiais.

O tratamento específico vai depender da causa e precisa ser avaliado por um oftalmologista, que é o médico responsável pela saúde dos seus olhos.

Geralmente são usados colírios antialérgicos, colírios ou pomadas de antibióticos, colírios antivirais ou corticoides tópicos, dependendo do agente etiológico.

Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem em 48 horas, mas o tratametno deve ser seguido durante todo o tempo de prescrição para garantir a erradicação da infecção.

O que fazer para evitar uma conjuntivite?

Lave as mãos antes de tocar nos olhos.
Não compartilhe toalhas ou qualquer outro objeto de uso ocular.
Evite a exposição a substâncias químicas que podem lhe causar alergias.
Cuidado com piscinas públicas.
Evite o contato com indivíduos que estão com conjuntivite. Caso toque a mão de uma pessoa que está com conjuntivite, lave suas mãos antes de colocá-las nos seus olhos.
Proteja seus olhos com óculos de sol com proteção contra raio ultravioleta.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Três a cada dez meninas usam métodos para emagrecer, diz IBGE

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 33% das meninas do 9º ano do ensino fundamental buscam emagrecer e que 6,9% delas vomitaram ou tomaram remédios de uso controlado para não ganhar peso.

A PeNSE foi feita pela primeira vez com 61 mil estudantes do 9º ano de 6.780 escolas públicas e particulares, entre março e junho. A maioria deles (90%) tinha entre 13 e 15 anos. Eles responderam anonimamente a questionário sobre o contexto social e familiar, uso de drogas, violência, saúde bucal e atitude corporal.

O uso de álcool, como mostrado por estudos anteriores, continua alto. Do total, 71,4% haviam experimentado bebida alcoólica pelo menos uma vez. Entre as mulheres, o porcentual é mais alto (73,1%) que entre homens (69,5%). Um em cada cinco já se embriagou pelo menos uma vez e 27,3% bebeu nos últimos 30 dias.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Menos anos de estudo pode significar piores sintomas de asma

Pessoas com mais tempo de estudo sofrem menos de asma, segundo estudo canadense publicado na revista científica Respiratory Research. De acordo com os pesquisadores do Hospital do Sagrado Coração de Montreal, ter menos que 12 anos de educação formal está associado com piores sintomas da doença respiratória.

Avaliando a severidade da asma em um grupo de 871 pacientes, os pesquisadores descobriram que “o menor nível educacional estava associado com pior controle da asma, maior uso dos serviços de saúde de emergência e pior auto-eficácia da asma”. Segundo os especialistas, pacientes com menos de 12 anos de educação formal seriam 55% mais propensos a relatar uma visita ao setor de emergência motivada pela asma no ano anterior à pesquisa.

Os pesquisadores sugerem que uma menor escolaridade, frequentemente, é marcador de menor status socioeconômico, o que poderia explicar essa relação. Em nível individual, essas pessoas são mais propensas a ter comportamentos ruins para a saúde, como fumar e estar acima do peso, além de estarem mais expostos a alérgenos, como baratas, fumaça do cigarro, mofo e poluição urbana. Porém, os autores defendem que mais estudos são necessários para o desenvolvimento de abordagens que melhorem os sintomas de asma nesses pacientes.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Altas doses de vitamina C podem aumentar o risco de catarata entre as mulheres

Mulheres que tomam altas doses de vitamina C através de suplementos podem ter um maior risco de desenvolver catarata com o envelhecimento, indica estudo sueco publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Em pesquisa com cerca de 24,6 mil mulheres acompanhadas por mais de oito anos, aquelas que relataram suplementação regular ou ocasional de 1.000 mg por porção eram 25% mais propensas a ter de realizar a cirurgia de remoção da catarata.

Além disso, aquelas que tomaram a suplementação por dez anos ou mais, ou em combinação com o fato de ter mais de 65 anos de idade, ou junto com a terapia de reposição hormonal ou medicamentos corticosteroides tinham um risco ainda maior de ter o problema de vista. Porém os autores destacam que o mesmo risco não foi observado com o consumo de vitamina C através de frutas e vegetais, mas apenas na suplementação do nutriente.

Realizada na Suécia, a pesquisa registrou que cerca de 59% das mulheres com idades entre 49 e 83 anos no país usam algum tipo de suplemento alimentar. Dessas, 5% disseram tomar vitamina C, e 9% tomavam multivitaminas contendo cerca de 60 mg dessa vitamina. Entre as mulheres que tomavam suplementos exclusivo dessa vitamina, cerca de 13% fizeram cirurgia de catarata no período avaliado, contra apenas 9% daquelas que não tomavam suplementos e 11% daqueles que usavam multivitaminas.

Os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para confirmar os resultados, particularmente em relação a mulheres idosas que fazem terapia de reposição hormonal ou uso de esteroides. Além disso, é necessário mais esforços para desvendar os mecanismos que alimentam essa associação.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Características globais da esquizofrenia

Um estudo internacional sobre esquizofrenia evidencia similaridades impressionantes nos sintomas, medicações, emprego e problemas sexuais em 37 países.

O estudo observacional de 3 anos incluiu 17.384 pacientes que estavam iniciando o uso ou trocando sua medicação antipsicótica. Os resultados mostraram que os participantes apresentavam em média 38 anos de idade e 57% eram do sexo masculino.

A duração média da doença era de 7 anos, e 1 em cada 10 estava recebendo medicações antipsicóticas pela primeira vez.

Em média, apenas 19% estavam em um emprego remunerado, 69% viviam em habitações dependentes e 62% reportaram sofrer problemas sexuais no mês anterior.

O estudo está publicado na edição de novembro do International Journal of Clinical Practice e foi patrocinado pela Eli Lilly Canada Inc.

Segundo o trabalho, a maioria dos dados do ensaio randomizado controlado sobre esquizofrenia são baseados em pacientes norte-americanos, que contam por apenas 2% da população esquizofrênica global.

Além disso, o estudo apontou que existe um debate em andamento sobre se os países desenvolvidos e em desenvolvimento evidenciam desfechos diferentes e observaram que 21 dos 37 países incluídos no estudo são emergentes ou em desenvolvimento.

O objetivo da enquete foi avaliar os custos e desfechos do uso de antipsicóticos em pacientes ambulatoriais que iniciaram o uso ou mudaram o medicamento, com ênfase na olanzapina, comparada a outras medicações antipsicóticas.

As principais medidas de desfecho do estudo incluíram escores de gravidade do Clinical Global Impression–Schizophrenia (CGI-SCH), uso de medicação psicotrópica, eventos adversos, interação social, estado habitacional e profissional, auto-percepção do estado de saúde e razões para iniciar o uso ou para trocar as medicações antipsicóticas.

Os pacientes foram avaliados no início e aos 3, 6, 18, 24 e 36 meses. Todos os médicos que participaram do estudo estavam livres para determinar o tipo de tratamento que seus pacientes receberiam, e nenhum medicamento foi fornecido pelo patrocinador do estudo.

Resultados principais

O estudo evidenciou:

25,7% dos participantes do estudo faziam uso de mais de 1 antipsicótico e 73,6% recebiam prescrições concomitantes de medicamentos, incluindo anticolinérgicos, antidepressivos, ansiolíticos ou hipnóticos ou estabilizadores do humor;
10% estavam usando antipsicóticos pela primeira vez;

As principais razões para mudança da medicação foram as mesmas em todas as regiões pesquisadas, com dois terços dos pesquisadores citando a falta de efetividade, seguida por intolerância, solicitação do paciente e adesão incompleta à medicação;

Apenas mais de 34% dos pacientes foram admitidos em uma instalação ambulatorial devido à sua esquizofrenia nos últimos 6 meses. Com exceção da região latino-americana (40,8%), todas as outras mostraram taxas semelhantes, variando de 31,2% a 36,3%.

61,5% dos participantes reportaram disfunção sexual, com a exceção dos pacientes situados na Ásia Oriental (33,5%); as outras regiões reportaram níveis semelhantes, variando de 57,9% a 67%.

Os escores do CGI-SCH foram impressionantemente similares, com uma média global de 4,4 e os escores regionais variando de 3,9 a 4,7. A média do escore positivo foi de 3,9; a do negativo de 4,0; o escore depressivo, 3,4; e o escore cognitivo, 3,7.
25,8% dos pacientes já tinham tentado suicídio, com escores regionais variando de 21,7% a 30,1%.

O estado de emprego remunerado foi semelhante, com uma média de 19% e variando de 16,2% a 22,6%; e

32,1% dos participantes encontravam-se em um relacionamento, variando de 25,1% a
38,6% em 5 das 6 regiões. As pessoas na Ásia Oriental apresentaram probabilidade muito mais alta de estarem em um relacionamento do que em qualquer outro lugar (47,4%).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mulheres podem ganhar medicamento para tratar falta de desejo sexual

Um novo tratamento pode ajudar mulheres com Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), que se caracteriza pela diminuição do desejo sexual associada à dificuldade de relacionamento. Estudos da fase III, apresentados em Lyon, na França, durante o 12º Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Sexual, mostraram que flibanserin aumenta o número de eventos sexuais satisfatórios e também o desejo sexual de mulheres na pré-menopausa. O novo tratamento não é hormonal e age no sistema nervoso central. As pesquisas com flibanserin foram realizadas com 5 mil mulheres.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dentes Doentes?

Um estudo recente da Universidade de Nova York indica que 93% das pessoas que apresentam doença periodontal – condição marcada por inflamação ou infecção nas gengivas e tecidos de suporte dos dentes – podem ser considerados de alto risco para o desenvolvimento de diabetes, e devem ser triados quanto aos níveis de glicose no sangue. Baseados em análises de dados de quase 3 mil pessoas que não tinham diabetes, os resultados indicaram que, entre aqueles sem os problemas bucais, 63% tinham risco aumentado de diabetes, contra 93% daqueles com a doença na gengiva.

As orientações da Associação Americana do Diabetes recomenda a triagem do diabetes para pessoas com mais de 45 anos que apresentam sobrepeso (índice de massa corporal de 25 ou mais) e para aquelas com menos de 40 anos que têm sobrepeso e pelo menos um fator de risco adicional para a doença. Na nova pesquisa, dois desses fatores de risco adicionais – pressão alta e ter um parente de primeiro grau (pais ou irmãos) com diabetes – foram relatados em um significativo número de pessoas com doença periodontal, em comparação com pessoas sem a doença bucal.

Publicados esta semana no Journal of Public Health Dentistry, os resultados aumentam as evidências que associam infecções periodontais a um aumento no risco de diabetes, além de indicar que metade desses pacientes com doença periodontal e alto risco de diabetes haviam visitado o dentista no ano anterior à pesquisa. "À luz dessas descobertas, a visita ao dentista poderia ser uma oportunidade para conduzir uma triagem inicial para o diabetes – um importante primeiro passo para identificar esses pacientes que precisam de acompanhamento para diagnóstico da doença", destacaram os autores.

Fonte: New York University. Research News. 14 de dezembro de 2009.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depressão pós-parto também pode acometer o homem!

A gravidez foi fácil, o parto foi tranquilo. Era o primeiro bebê do casal, eles estavam empolgadíssimos. Porém, em dois meses, a alegria de serem pais foi destruída pela depressão pós-parto.

Uma história triste, mas familiar. No entanto, essa história era diferente: o paciente que veio até mim para receber tratamento não era a mãe, mas seu marido.

Algumas semanas após a chegada do bebê, ele ficou atipicamente ansioso, triste e reservado. Ele apresentava dificuldades para dormir, embora sua mulher fosse a única a estar acordada à noite, amamentando o novo filho. O que a assustou de tal forma que a fez trazer o marido para o meu consultório foi que ele tinha pensamentos suicidas.

Até 80% das mulheres sentem uma pequena tristeza após dar à luz, e cerca de 10% caem em uma depressão pós-parto mais grave. No entanto, os homens também podem ter depressão pós-parto, e seus efeitos podem ser perturbadores – não só para o pai, mas para a mãe e o filho.

Não sabemos a predominância exata da depressão pós-parto em homens. Estudos têm usado métodos e critérios de diagnóstico diferentes. Dr. Paul G. Ramchandani, psiquiatra da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e autor de um estudo com 26 mil pais e mães relatou no The Lancet, em 2005, que 4% dos pais tinham sintomas depressivos clinicamente significativos em até oito semanas após o nascimento do filho. Entretanto, uma coisa é clara: não é algo que a maioria das pessoas, incluindo médicos, ouve muito a respeito.

Primeiro, meu paciente insistia que tudo estava bem. Ele e sua mulher tinham tentado conceber um filho por mais de um ano. Ele estava em êxtase com a ideia de ser pai, e não reconhecia sentimentos depressivos e suicidas.

Suspeitando de sua avaliação floreada, forcei um pouco.

Fiquei sabendo que ele tinha aceitado um novo emprego, de muita pressão, na área de finanças seis meses antes do nascimento do filho. Embora ele relutasse em admitir, o pai claramente se preocupava muito com o futuro financeiro da família.

Além disso, ele estava ansioso em relação ao seu casamento e sua nova vida. "Saíamos muitos com os amigos para jantar e ir ao cinema", disse ele, saudosamente, como eu bem me lembro. "Agora acho que tudo isso vai acabar".

Ele tinha passado os nove meses da gravidez em estado de empolgação com a ideia de ser pai, sem realmente perceber que aquele evento mudaria sua vida.

Ao contrário das mulheres, os homens geralmente não são criados para expressar suas emoções ou pedir ajuda. Isso pode ser especialmente problemático para pais de primeira viagem, pois a ideia de ser pai traz vários tipos de insegurança: Que tipo de pai eu serei? Como posso sustentar minha família? Será o fim da minha liberdade?

Provavelmente, há mais elementos por trás da depressão pós-parto em homens do que apenas estresse social ou psicológico; assim como a maternidade, a paternidade tem sua própria biologia e pode, de fato, modificar o cérebro.

Um estudo realizado em 2006 com macacos, publicado no jornal Nature Reviews Neuroscience, relatou que novos pais experimentavam um rápido aumento nos receptores para o hormônio vasopressina no córtex pré-frontal do cérebro. Junto com outros hormônios, a vasopressina está envolvida no comportamento parental em animais, e sabe-se que a mesma área cerebral nos humanos é ativada quando os pais visualizam fotos de seus filhos.

Há ainda algumas evidências de que níveis de testosterona tendem a cair nos homens durante a gravidez da parceira, talvez para tornar os futuros pais menos agressivos e com maior tendência a se apegar aos recém-nascidos. Dada a conhecida associação entre a depressão e o baixo nível de testosterona em homens de meia-idade, é possível que isso também coloque alguns homens em risco de desenvolver depressão pós-parto.

De longe, o sinal mais forte de depressão pós-parto paternal é ter uma parceira em depressão. Em um estudo, os pais cujas parceiras também estavam deprimidas tinham quase duas vezes e meia mais riscos de desenvolver depressão. Essa foi uma descoberta importante, pois clínicos tendem a deduzir que os homens podem facilmente entrar em ação e ajudar a substituir uma mãe em depressão. Na verdade, eles também podem estar estressados e vulneráveis à depressão.

Temos de pensar também na criança. Pesquisas mostram claramente que a depressão pós-parto pode prejudicar o desenvolvimento emocional e cognitivo dos bebês. Um pai poderia aliviar alguns efeitos adversos da depressão da mãe sobre a criança – mas isso é difícil se ele também está deprimido.

Ramchandani, que também acompanhou crianças por três anos e meio após o nascimento, relatou que elas foram afetadas de forma diferente, dependendo se era o pai ou a mãe que estava em depressão. A depressão pós-parto maternal estava associada a efeitos adversos emocionais e comportamentais em crianças, independente do sexo; a depressão dos pais estava ligada apenas a problemas comportamentais nos meninos (o estudo não relatou possíveis efeitos quando ambos os pais estavam em depressão).

Voltando ao meu paciente. Ele se recuperou em dois meses com a ajuda de psicoterapia e antidepressivo. Mais tarde, ele resumiu a situação em poucas palavras: "E eu que achava que só as mulheres tinham esse tipo de coisa".

Muitos médicos também pensam assim.

fongte: The New York Times

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pessoas com aparência jovem tendem a viver mais

Pessoas com rostos de aparência jovem - que não refletem sua verdadeira idade - tendem a viver mais do que as que aparentam ser mais velhas do que sua idade real, diz um estudo.

Cientistas dinamarqueses estudaram 387 casais de gêmeos e concluíram que a aparência é um indicador de probabilidade de longevidade.

Como parte do estudo, enfermeiras, professores estagiários e colegas foram convidados a tentar adivinhar a idade dos gêmeos com base em fotografias.

De maneira geral, os indivíduos tidos como mais jovens viveram mais do que o irmão ou irmã de aparência mais velha.

O estudo foi detalhado em artigo publicado na revista científica British Medical Journal.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tratamento contra o câncer com óleos vegetais

Pode vir dos óleos vegetais um novo aliado no combate ao glioma, tumor do sistema nervoso central que afeta principalmente o cérebro. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) confirmaram em testes com ratos a eficiência da aplicação de um ácido graxo extraído de plantas na redução desse tipo de câncer. O estudo pode dar origem no futuro a uma nova forma de combate à doença.

O glioma não está entre os tipos mais comuns de câncer. Seu tratamento é difícil e atualmente inclui radioterapia e remoção cirúrgica do tumor. Os pesquisadores da USP testaram a eficácia do ácido gama linolênico (AGL), um ácido graxo essencial do tipo ômega-6 encontrado primariamente em óleos vegetais, contra o tipo de tumor cerebral mais comum e agressivo em humanos, o glioblastoma multiforme. O resultado foi animador: o tamanho dos tumores foi reduzido em 75% durante o tratamento.

As propriedades anticancerosas do ácido gama linolênico já eram conhecidas. O diferencial da pesquisa da equipe da USP foi a quantidade de AGL usada para tratar o tumor: foi instalada uma bomba na cabeça dos ratos que inseria em média 0,5 microlitro desse ácido graxo por hora. A duração total do tratamento foi de 14 dias.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ácido palmítico inibe a liberação de hormônios que sinalizam a hora de parar de comer

Pesquisadores da Universidade do Texas descobriram um tipo de gordura que age diretamente no cérebro e parece explicar por que é tão difícil reprimir a gula. O estudo mostrou que o ácido palmítico, um tipo comum de gordura saturada, é extremamente eficaz em inibir a liberação de leptina e insulina, hormônios que sinalizam para as células do corpo que é hora de parar de comer.
Abundante na carne vermelha, no leite e seus derivados, o ácido palmítico foi testado em roedores e comparado ao ácido oleico, um tipo de gordura insaturada encontrada no óleo de oliva, por exemplo, e considerado mais saudável. As duas substâncias foram injetadas diretamente no cérebro dos animais, aos quais, em seguida, foi oferecido um pequeno banquete. Os que receberam o ácido palmítico comeram mais e durante mais tempo. Além de reforçarem a ideia de que as pessoas devem diminuir o consumo de gordura saturada, os pesquisadores ressaltam a importância da descoberta para a compreensão dos mecanismos neurais da obesidade. O resultado da pesquisa foi publicado no Journal of Clinical Investigation.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tomar café não corta efeitos do álcool

Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que tomar café não acaba com os efeitos de uma bebedeira, diferentemente do que diz a crença popular.

Segundo os cientistas responsáveis pela pesquisa, o que o café parece fazer é tornar mais difícil para o alcoolizado perceber que está bêbado.

No estudo, da Universidade de Temple, na cidade de Filadélfia, camundongos foram submetidos a ruídos altos e luzes brilhantes, ficando assustados e sendo forçados a seguir por um labirinto para fugir.

Os animais receberam doses de bebidas alcoólicas e cafeína em várias combinações diferentes, e o desempenho deles no labirinto foi comparado ao desempenho de outros ratos que receberam apenas uma solução salina neutra.

Os camundongos que receberam doses de álcool aparentaram estar mais relaxados, porém menos capazes de se moverem pelo labirinto para fugir dos sustos.

Os que receberam doses de cafeína ficaram mais alertas e se movimentaram melhor na fuga pelo labirinto.

Mas a combinação entre cafeína e bebida alcoólica, embora tenha resultado em camundongos um pouco mais alertas, não garantiu que eles conseguissem fugir pelo labirinto, evitando os sustos.

Os pesquisadores acreditam que, em humanos, a combinação faz com que as pessoas sintam que não estão bêbadas, quando, na verdade, elas ainda estão sob efeito do álcool.

É importante acabar com o mito sobre o poder do café de cortar o efeito do álcool, pois o consumo de cafeína e álcool pode na verdade levar a decisões erradas com resultados desastrosos.

Pessoas que se sentem cansadas e embriagadas depois de consumir bebidas alcoólicas podem ter maior probabilidade de admitir que estão bêbadas.

Por outro lado, pessoas que consumiram bebidas alcoólicas e cafeína podem sentir que estão em condições de lidar com situações potencialmente perigosas, como dirigir sob efeito da bebida.

A pesquisa foi publicada na publicação especializada Behavioural Neuroscience.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Vacina contra HPV: eficácia e segurança comprovadas em estudo publicado no The Lancet

Eficácia, imunogenicidade e segurança da vacina contra o HPV foram comprovadas em estudo randomizado, controlado com placebo, ao longo de mais de seis anos de seguimento e publicado no periódico The Lancet.

A vacina1 para profilaxia do HPV comprovou proteção sustentada. Foram estudadas a eficácia, a imunogenicidade e a segurança da vacina1 em estudo controlado, randomizado e duplo-cego envolvendo mulheres de 15 a 25 anos, com citologia cervical normal, soronegativas para HPV sorotipos 16 e 18 e que tinham exame oncogênico de DNA de HPV negativo para 14 sorotipos do vírus. Dos 1113 participantes, 560 receberam a vacina1 e 553 fizeram parte do grupo controle. As amostras cervicais foram testadas a cada 6 meses para DNA de HPV. O manejo de citologias anormais foi previamente especificado e os títulos de anticorpos de HPV 16 e 18 foram avaliados.

Os resultados mostram que a eficácia da vacina contra novas infecções pelo HPV 16 e 18 foi de 95,3%. A eficácia da vacina contra neoplasia intraepitelial grau 2 ou acima foi de 100% para lesões associadas ao HPV 16 e 18, e de 71,9% para lesões independentes do HPV.

Os achados mostram uma eficácia excelente da vacina a longo prazo, imunogenicidade alta e sustentada, além de segurança favorável para HPV 16 e 18 ao longo de mais de 6 anos de seguimento.

Fonte consultada: The Lancet

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Depressão na gravidez

A gravidez é vista como o período que protege as mulheres das doenças psiquiátricas, mas nem sempre isso é verdade. Cerca de uma em cada dez gestantes apresenta depressão. E das que ficam deprimidas durante a gestação, 50% apresentam depressão no pós-parto.

O aumento dos níveis hormonais no início da gravidez pode alterar a bioquímica cerebral e estar associado ao desencadeamento da depressão nesta fase de vida. Estas alterações hormonais podem aumentar a ansiedade nas mulheres grávidas, o que precisa ser observado e tratado quando necessário.


Existem fatores que aumentam o risco de depressão em grávidas?

Algumas situações podem aumentar o risco de depressão em grávidas. São elas:

História prévia de depressão, ansiedade ou desordem disfórica pré-menstrual (DDPM)
Idade da gestação – quanto mais jovem, maior o risco de depressão na gravidez
Morar sozinha ou ser mãe solteira
Apoio social deficiente
Conflitos de relacionamentos com os companheiros, amigos ou familiares
Incertezas sobre a gravidez
Gravidez1 não planejada
Uso de tratamentos para infertilidade
História pregressa de abortos
Problemas durante a gestação, principalmente se for necessário repouso na cama por várias semanas
Eventos estressantes da vida como dificuldades financeiras, mudanças na rotina do trabalho, perda de controle em relação às mudanças corporais durante a gestação
História passada de abusos sexuais, físicos ou verbais

Caso você esteja apresentando três ou mais desses sintomas por pelo menos duas semanas, procure ajuda médica.

Sensação de que nada está agradável ou traz alegria
Sensação de vazio a maior parte do dia, todos os dias
Dificuldade de concentração
Irritabilidade extrema, agitação ou choro fácil
Problemas para dormir ou sonolência excessiva
Fadiga crônica
Desejo de comer o tempo todo ou ausência de apetite
Sentimentos de culpa, desesperança ou inutilidade

O impacto potencial da depressão em grávidas inclui:

A depressão pode interferir na habilidade da mulher cuidar de si mesma durante a gestação. Ela pode ser menos capaz de seguir as recomendações médicas do pré-natal e também não dormir ou comer de maneira adequada.
A depressão pode levar as mulheres a abusarem do álcool, cigarro ou drogas ilícitas; todas elas substâncias que podem prejudicar o feto e a mãe.
A depressão, quando não tratada, pode prejudicar a ligação da mãe com o filho e dificultar a amamentação dos recém-nascidos.
As pesquisas mostram que a depressão e a ansiedade podem aumentar o risco de parto prematuro.
O impacto da gravidez na depressão é:

O estresse da gestação pode causar depressão, recorrência ou piora dos sintomas depressivos.
Depressão durante a gravidez1 pode aumentar o risco de apresentar depressão no pós-parto.

Preparar-se para o nascimento de um bebê demanda trabalho, mas a gestante deve ter em mente que a sua saúde e de seu bebê devem vir em primeiro lugar.

Por isso as gestantes devem:

Resistir a querer fazer tudo e deixar tudo pronto para a chegada do bebê.
Tentar reduzir suas obrigações rotineiras.
Fazer atividades que sejam relaxantes. Se possível, tirar férias.
Falar sobre as coisas que a preocupam é muito importante. Fale com amigos, companheiros e familiares.
Não permitir que os sentimentos de frustração tomem conta da vida, tentar pensar positivo.
Dormir bem.
Fazer exercícios físcos com a orientação de um médico.
Procurar por ajuda, caso precise.
Se essas tentativas falharem e você ainda estiver se sentindo triste ou ansiosa, considere a possibilidade de procurar uma terapia. Pergunte ao seu médico uma referência para procurar um profissional de saúde mental.

Existem medicamentos que podem ser usados para tratar a depressão em grávidas. Procure ajuda médica. Não use medicamentos por conta própria. Eles podem causar mal a você e ao seu bebê.

Algumas evidências sugerem que existem antidepressivos que são seguros para uso durante a gestação. Pelo menos em termos dos efeitos potenciais de curto prazo para o bebê. Os efeitos no longo prazo ainda não foram corretamente estudados.

Toda gestante deve discutir os possíveis riscos e benefícios com o seu médico.

Depressão pós-parto, ou depressão após o nascimento de um bebê, pode ser tratada como as outras formas de depressão. Ou seja, com medicação e/ou psicoterapia. Se a mãe está amamentando, a decisão de usar antidepressivos deve ser criteriosamente avaliada por um médico.

Fontes consultadas:
National Institute of Mental Health
National Institutes of Health

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Novo estudo descarta ligação de celular com tumor cerebral

Um amplo estudo feito ao longo de 30 anos com praticamente todos os habitantes da Escandinávia demonstrou que não há correlação entre o uso de telefones celulares e o surgimento de tumores cerebrais, disseram pesquisadores na quinta-feira.

Embora o uso dos celulares tenha disparado a partir da década de 1990, os tumores cerebrais não se tornaram mais comuns nesse período, segundo o artigo publicado na Revista do Instituto Nacional do Câncer dos EUA.

Alguns grupos de ativistas e uns poucos pesquisadores já demonstraram preocupação com uma possível ligação entre os celulares e vários tipos de câncer, inclusive tumores cerebrais, embora ao longo dos anos as pesquisas não tenham comprovado isso.

"Não detectamos nenhuma mudança clara nas tendências de longo prazo na incidência de tumores cerebrais entre 1998 e 2003 em qualquer subgrupo", escreveram Isabelle Deltour, da Sociedade Dinamarquesa do Câncer, e seus colegas.

A equipe analisou a incidência anual de dois tipos de tumores cerebrais - glioma e meningioma - entre adultos de 20 a 79 anos na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, entre 1974 e 2003. Esses países têm registros detalhados sobre os casos conhecidos de câncer.

A amostra, portanto, representou quase toda a população adulta de 16 milhões de pessoas da região. Ao longo de 30 anos, quase 60 mil pacientes foram diagnosticados com tumores cerebrais.

"Na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, o uso de telefones celulares aumentou fortemente em meados da década de 1990; portanto, as tendências temporais na incidência do tumor cerebral depois de 1998 podem fornecer informações sobre possíveis riscos de tumores associados ao uso de telefones celulares", escreveram os pesquisadores.

Eles notaram um ligeiro aumento contínuo na incidência de tumores cerebrais, mas iniciado em 1974, bem antes da existência dos celulares.

Fonte: Reuters Limited

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ortotanásia: Senado aprova lei que exclui de ilicitude a ortotanásia

O Senado Federal encerrou a votação do projeto do senador Gerson Camata (PMDB-ES), que exclui de ilicitude a ortotanásia. De acordo com o relatório do projeto "Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão".

A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava em tramitação na Casa há nove anos e seguirá, agora, para análise da Câmara dos Deputados. O objetivo é acrescentar dois parágrafos ao artigo 121 do Código Penal (Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), com a seguinte redação:

"Exclusão de ilicitude

§ 6º Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou em sua impossibilidade, de cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão.

§ 7º A exclusão de ilicitude a que se refere o parágrafo anterior faz referência à renúncia ao excesso terapêutico, e não se aplica se houver omissão de meios terapêuticos ordinários ou dos cuidados normais devidos a um doente, com o fim de causar-lhe a morte".

Cabe ressalvar que a ortotanásia distingue-se da eutanásia, pois esta última se caracteriza pelo fato de que a morte do doente terminal advém do cometimento de ato que a provoca, enquanto na ortotanásia não há a prática de um tal ato, resultando a morte da abstenção de procedimentos médicos considerados invasivos.

O Código Penal brasileiro em vigor considera tanto a eutanásia, quanto a ortotanásia como crime. A ortotanásia foi regulamentada no Brasil em 2006 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e suspensa em 2007 por iniciativa do Ministério Público Federal (MPF) de Brasília.

Fonte consultada: Projeto de Lei do Senado Federal n° 116 de 2000.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

EUA autorizam pesquisa com células-tronco embrionárias de humanos

Em decisão inédita, a administração de Barack Obama aprovou 13 pesquisas com células-tronco embrionárias de humanos para experimentos científicos. Pesquisadores serão financiados pelo governo dos EUA, sob uma nova política designada para expandir o apoio governamental para um dos mais promissores --e controversos-- campos da pesquisa biomédica. As informações são da edição on-line do jornal "Washington Post" desta quarta-feira.

Em março, Obama já havia revertido a medida de seu antecessor, George W. Bush (2001-2008), por meio de um decreto liberando o uso de dinheiro público para o estudo.

Finalmente alguém se movimenta a favor de Darwin!! Cada um crê no que quer, mas obliterar a evolução é sinal do fim dos tempos!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Meningite: cenário atual da doença no país.

Você sabia que somente a meningite bacteriana meningocócica tem potencial epidêmico? E que ela é transmita por pessoas sadias, portadoras assintomáticas do meningococo, bactéria normalmente encontrada na garganta? O médico especialista em doenças infecciosas e parasitárias David Barroso, pesquisador do Laboratório de Sistemática e Bioquímica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica como ocorre a transmissão e a melhor forma de prevenção desta doença, com casos recentes no país, na região Nordeste. Qual o cenário atual da meningite no país?

Nesta década, a doença meningocócica tem sido registrada no Brasil na forma de casos esporádicos (1 a 5 casos por 100.000 habitantes), surtos localizados ou aglomerados de casos. Epidemias de grandes proporções (mais de 20 casos por 100.000 habitantes) não têm sido observadas. Atualmente, há em vários estados do país um aumento ou predomínio do número de casos decorrentes do sorogrupo C, o qual pode ser prevenido pelo uso de vacina.

Há risco do surto ocorrido recentemente na Bahia chegar a outras regiões do país?
Surtos como atualmente em curso na cidade de Porto Seguro, causados pelo sorogrupo C, têm sido registrados em outras regiões, como aqueles que ocorreram nas cidades de Corupá (SC, 2001), Parati (RJ, 2004), Rio de Janeiro (RJ, 2006), Petrópolis (RJ, 2007) e o balneário de Búzios (RJ, 2008). Com o deslocamento rápido de pessoas, a disseminação do meningococo, que é uma bactéria normalmente encontrada na garganta de pessoas sadias, se faz de uma maneira eficaz e muito dificilmente contida, pois os portadores sadios não adoecem e nada sentem durante semanas ou meses.

Como a meningite é transmitida?
O doente não é a fonte de contágio, a não ser em condições excepcionais, como respiração boca-a-boca, mas sim os portadores sadios, que apesar de estarem infectados pelo meningococo não apresentam sintomas. Isto é verdadeiro mesmo durante epidemias de grandes proporções. A transmissão é feita de pessoa a pessoa por meio das secreções eliminadas pela boca, durante uma conversação, respiração, tosse, espirros ou troca de saliva.

Qual o período de incubação?
É um período curto, de 1 a 2 dias (variando de 1 a 14 dias), acarretando doença grave e rapidamente progressiva, de 12 a 24 horas, o que exige logo a internação do doente.

Qual a melhor forma de prevenção da doença?
A única forma eficaz de prevenção da doença é a vacinação, o que precisa ser realizado o mais rápido possível durante situações emergenciais, para atingir o máximo de proteção e benefício para a comunidade. No entanto, a melhor forma de controle da doença pelo sorogrupo C, atualmente, é por meio da utilização de rotina da vacina conjugada, a única com eficácia em crianças menores de 2 anos e aquela que confere proteção duradoura, independente da faixa etária. Deste modo a vacina conjugada, que possui alta eficácia e segurança de uso em larga escala, protege contra a doença na sua forma esporádica ou epidêmica.

Quais são os primeiros sintomas?
A doença meningocócica, normalmente, começa com mal estar geral, febre e vômitos. Após o início da febre e sintomas de infecção do trato respiratório superior (dor de garganta), surgem dores nas articulações e nos músculos. Entre o primeiro e o segundo dia de doença, surgem lesões hemorrágicas com rápida disseminação por toda a pele.

Existe tratamento para meningite? Como ele é feito?
Sim. O tratamento envolve internação hospitalar, pela necessidade de terapia com antibiótico por via venosa e outras medidas de suporte. Nos casos mais graves, há necessidade também de tratamento de terapia intensiva. É preciso frisar que o sucesso do tratamento depende do diagnóstico rápido e a imediata administração de antibiótico parenteral. O tratamento é feito durante sete dias, sendo que a alta é autorizada no oitavo dia de internação.

Que tipos de pesquisas sobre meningite estão em andamento no IOC?
Atualmente, estamos investigando a origem da bactéria meningocócica, mapeando sua sensibilidade aos antibióticos e pesquisando alternativas vacinais. Padronizamos um ensaio de PCR (sigla para Reação em Cadeia da Polimerase) para o diagnóstico das principais causas de meningite bacteriana (meningococo, pneumococo e hemófilos), o que permite um aumento do número de casos confirmados e um melhor acompanhamento do agravo.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dez produtos de fator 30 foram analisados; cinco perderam até 50% da proteção depois de 1 hora de sol

Cinco das dez principais marcas de protetor solar em loção vendidas no País não são resistentes à radiação, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste). Os produtos, entre eles Nivea e Sundown, perdem até 50% do FPS (fator de proteção aos raios UVB, responsáveis pelo câncer de pele) quando expostos
a uma hora de sol. Na avaliação global, oito marcas das dez analisadas foram reprovadas por também não resistir à água ou não bloquear raios UVA, ligados ao envelhecimento da pele.

Apenas os protetores L’Oréal Solar Expertise e o Cenoura & Bronze foram aprovados.

A avaliação global dos produtos é uma média das notas em cada umdos quesitos.
O FPS é responsável por bloquear os raios UVB, que são mais fortes entre 10 horas
e 16 horas, período não recomendado para exposição prolongada ao sol. São os principais responsáveis por câncer de pele, queimaduras e vermelhidão.

No teste de foto instabilidade,oFPS dos produtos foi medido antes e depois da exposição a uma temperatura de 40ºC. As marcas Avon, La Roche-Posay, Nivea,BananaBoat e Sundown foram reprovadas. Alguns produtos, como o da Nívea, perderam 50% do seu FPS. Todos os protetores analisados são de fator 30. Após uma hora de uso, eles caíam para FPS 15. “O segundo pior foi o La Roche Posay,que manteve só 62% de sua proteção indicada no rótulo”, afirma Marina Jakubowski, química da Pro Teste.

Isso não quer dizer que os produtos não oferecem proteção aos raios UVB, explica a pesquisadora, e sim que têm pouca resistência à luz e ao calor.

Além de instável à exposição solar, o Coppertone declarou um fator de proteção(30),maior do que o medido (25).

Todos as embalagens mencionavam resistência à água,mas após imersão de meia hora,
a proteção do produto da Natura caiu para 30% do FPS inicial, por exemplo. O Sundown caiu para 55%.

Para o especialista em foto proteção e professor da Faculdade de Medicina da USP, Sérgio Schalka, a diminuição do FPS é natural. “Mesmo os produtos que se declaram resistentes à água perdem, após 40 minutos de imersão na água até 50% do FPS.”

A presença de substâncias bloqueadoras dos raios UVA – que têm incidência constante
durante o dia todo – é indicada nos rótulos dos 10 produtos. Mas só três embalagens mostram o grau de proteção: Cenoura & Bronze, L’Oréal Solar Expertise e Natura Fotoequilibrio.

Não há regulamentação no Brasil que obrigue a presença de substâncias bloqueadoras
dos raios UVA, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, especialistas dizem que os produtos devem oferecer no mínimo um terço do FPS em proteção UVA.

“É uma radiação que penetra nas camadas mais profundas da pele, provoca rugas mais
profundas, manchas, endurecimento da derme e aparência ressecada, pois destrói as fibras colágenas e elásticas”, diz a dermatologista Selma Cernea, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Coppertone, Episol, Natura e Banana Boat foram reprovados por oferecerem proteção
aos raios UVA inferior a 1/3. Sete produtos tiveram nota ruim na composição, o que quer dizer que possuíam substâncias não recomendadas, mas não proibidas no Brasil.

fonte: Jornal da Tarde