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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pesquisa sobre o amor...

Os pesquisadores ainda se perguntam: a atividade sexual está desvinculada da reprodução no ser humano, ou este ainda é um imperativo biológico que impulsiona o nosso desejo? O sexo hoje adquiriu outras funções e papéis, que não apenas a procriação?

Existem determinadas teorias que procuram explicar e identificar um padrão de escolha de parceiros sexuais nos seres humanos. O acasalamento pode se dar de diferentes formas: na Poligamia, o homem tem múltiplas esposas, na Poliandria, as mulheres tem múltiplos maridos. A Endogamia ocorre quando parentes próximos se acasalam e na Exogamia, evita-se acasalamento entre parentes.

Charles Robert Darwin (1809-1882), evolucionista que identificou a seleção natural como o processo básico da evolução das espécies, foi um dos primeiros cientistas a questionar a Seleção Sexual. Descreveu a Seleção Intrasexual quando indivíduos de mesmo sexo competem entre si pelo sexo oposto e a Seleção Intersexual , quando há preferências de um sexo por outro, como a escolha discriminada da fêmea por um macho mais forte e vistoso.

Várias teorias surgiram tentando definir que características seriam mais importantes para chamar atenção do outro sexo. Algumas delas explicam que os indivíduos buscam similaridade de características, ao contrário do que se pensava, que a busca era por parceiros com características diferentes e opostas. Ou seja, quem tem nariz grande se atrairia por iguais: os "narigudos" se amam! Mas não é tão simples assim, não.

O que define quem acasala com quem é uma questão em aberto e ainda buscada por biólogos, geneticistas, psicólogos e sociólogos. Mais de 90% dos indivíduos casam ao longo de suas vidas, influenciando nas tendências sociais e na distribuição de riquezas.

O que faz a atração? O que é importante para a escolha de parceiros e que mudanças evolutivas podem decorrer de preferências sexuais? Como será a tendência genética?

Como ela varia?

Dois pesquisadores, Buss e Schmitt propuseram a Teoria das Estratégias Sexuais. Nela, relatam dados empíricos de uma extensa pesquisa realizada em vários países do mundo.

Acreditam que a escolha de parceiros pode ser feita de duas formas diferentes ou até mesmo, associadas. Descrevem a estratégia de curto prazo e a de longo prazo. Ambas se baseiam no imperativo biológico, ou seja, nossas escolhas e preferências de parceiros sexuais ainda são influenciadas pela busca de melhores genes para nossos futuros filhos. Por exemplo, os homens buscam mulheres jovens e atraentes, pois detectam na juventude a possibilidade ainda de gerar muitos filhos, e na atratividade, a saúde do corpo para enfrentar a gravidez e suas repercussões. Já a mulher buscaria um parceiro com dispositivos internos de força, poder e capacidade de proteção para ela e sua prole.

Acreditam que o homem tem uma tendência a seguir a estratégia de curta duração, pois é a menos onerosa para ele. Busca quantidade para tentar produzir maior número de filhos. Sua contribuição para a procriação é somente seu esperma e uma boa vontade.

Já para a mulher, há maior tendência de buscar a estratégia de longa duração, pois seu investimento é muito custoso: 9 meses de gestação, alguns outros de amamentação e vários anos de cuidados com seus bebês. Os filhotes humanos são extremamente dependentes de seus genitores para cuidados de higiene, alimentação e desenvolvimento. Para a mulher, a seleção é de extrema importância. Deve saber preferir e discriminar o macho de maior valor genético (mais força muscular, mais inteligência, por exemplo) para não perder tempo em investimentos que lhe serão custosos e de pouco retorno.

Algumas pesquisas no Brasil revelam que as mães que têm muitos filhos e que são muito pobres investem mais naqueles que podem sobreviver e que apresentam melhores características, deixando de lado os filhos mais fracos. Vendo desse ponto de vista, é realmente assustadora a nossa similaridade com os animais.

Mas os machos de nossa espécie cuidam de seus filhotes e seguem a estratégia de longo prazo também, inclusive com mulheres pós-menopáusicas. E as fêmeas humanas também buscam relacionamentos de curto prazo. Afinal, somos assim iguais aos animais? Selecionamos somente para ter filhos? Muitos nem querem! Pelo contrário, fogem e evitam filhos como quem foge de um leão!

Talvez as diferenças entre homens e mulheres de nossa espécie na busca de parceiros realmente existam, e talvez lembremos muito mais "nossos parentes" do reino animal do que gostaríamos de lembrar.

Todavia, é importante termos em mente que, apesar de sermos uma continuidade da natureza, temos características únicas comparando-se as espécies, e estamos ainda em evolução. Entender como processamos a seleção sexual e entender a sabedoria da evolução natural, talvez nos renda o compreender para onde estamos seguindo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Novidades da Nova Gripe

O Ministério da Saúde informou que começou nesta quinta-feira (30) a entregar aos estados o primeiro lote produzido no Brasil do fosfato de osetalmivir, usado no tratamento da influenza A (H1N1). O medicamento foi fabricado pelo Laboratório Farmanguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Segundo a instituição, o fosfato de oseltamivir foi registrado como similar do Tamiflu, também usado contra a doença.

Só rindo!

Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:
- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.
A professora lhe perguntou:
- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?
A menina respondeu:
- Aí a senhora pergunta!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mudanças de comportamento por conta da sobrevivência!

Acesse o link e veja uma interessante reportagem sobre mudanças de comportamento humano pela sobrevivência.

http://terratv.terra.com.br/Discovery-Channel/4588-238642/Corpo-Humano-Testanto-os-limites-Cerebro-Pt2.htm

terça-feira, 28 de julho de 2009

Atividade Física Protegeria contra o Câncer...


Correr, nadar, pedalar ou jogar bola por pelo menos 30 minutos ao dia não só previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como reduz à metade o risco de câncer, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (27) pelo "British Journal of Sports Medicine".

A pesquisa indica que, quando uma pessoa pratica esportes de média ou alta intensidade, o consumo de oxigênio aumenta e ajuda o corpo a combater diversos tipos de doença, entre elas o câncer.

Para chegar a essa conclusão, uma equipe de pesquisadores das universidades finlandesas de Kuopio e Oulu acompanhou por quase 17 anos os hábitos de vida de mais de 2,5 mil homens adeptos de práticas esportivas e que tinham de 42 a 61 anos de idade.

Do total dos participantes do estudo, 181 morreram em decorrência de algum tipo de câncer. Os mais frequentes foram de pulmão, próstata, cérebro, na região gastrointestinal e nos nodos linfáticos.

Ao longo da pesquisa, os cientistas estudaram os hábitos esportivos dos voluntários para determinar, em unidades metabólicas (MET), qual a quantidade de oxigênio consumida durante a prática de exercícios segundo a intensidade do mesmo.

Ficou constatado, por exemplo, que a quantidade de oxigênio consumida numa caminhada normal, numa caminhada acelerada e durante o nado é de 4,2 MET, 10,1 MET e 5,4 MET, respectivamente.

Em média, a quantidade de oxigênio consumida por todos os voluntários em seus exercícios era de 4,5 MET. Por dia, eles dedicavam 66 minutos a atividades físicas.

No entanto, 27% deles sequer dedicavam meia hora de seu dia à prática de esportes.

Com esses dados na mão, os pesquisadores concluíram que um aumento de 1,2 MET na quantidade de oxigênio consumida durante exercícios reduz os riscos de câncer, especialmente de pulmão e na região gastrointestinal.

Durante o trabalho, os cientistas avaliaram outros fatores exógenos, como a idade, o consumo de álcool e tabaco, a alimentação e o índice de massa corpórea de cada um.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cuide de sua pele no inverno!


Pele ressecada e/ou descamativa


não tome banhos muito quentes, eles retiram a oleosidade natural da pele
evite se ensaboar demais e não use bucha, isso retira a hidratação natural da pele. prefira sabonetes suaves, "hidratantes"
se tomar 2 banhos por dia, ensaboe o corpo todo em apenas 1 deles. No outro, só ensaboe as áreas de dobra de pele (axilas, regiões inguinais e nádegas)
logo após o banho, com a pele ainda úmida, use um hidratante nas áreas ressecadas. procure um dermatologista para saber qual o hidratante mais indicado para sua pele
beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras


Aumento da oleosidade

evite usar hidratantes nas áreas de pele oleosa, eles raramente são necessários. mesmo se logo após o banho, a pele parece ressecada, em pouco tempo a oleosidade natural vai retornar
evite lavar a face com água quente, pois isso estimula a produção de mais oleosidade
evite alimentos gordurosos
beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras
só use filtros solares ou cosméticos com o rótulo oil free (livre de óleo)
se a pele descama ou fica avermelhada na região central da face, procure um dermatologista, você pode estar com dermatite seborréica

Rachaduras labiais

se você mora em locais de clima frio e seco, não espere os lábios racharem para então cuidar deles, previna-se seguindo as dicas abaixo:

em dias mais frios, use umectantes labiais várias vezes ao dia. As mulheres podem caprichar nos batons hidratantes
não passe a língua sobre os lábios para molhá-los, isso só vai piorar o ressecamento
beba bastante água

Proteção solar

o sol do outono e do inverno é uma delícia, mas não se deixe enganar, ele não é inofensivo. Nesta época, apesar de uma menor incidência dos raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, a radiação UVA, principal causadora do envelhecimento cutâneo, continua forte.

Portanto, apesar de você não se "queimar", o sol danifica a sua pele e você deve protegê-la com filtros solares de FPS 15 ou maior sempre que ficar exposto ao sol.

Análise encontra substâncias tóxicas em cigarros eletrônicos.

Cigarros eletrônicos contém traços de substâncias tóxicas e carcinogênicas, de acordo com uma análise preliminar dos produtos feitas pelo FDA (agência norte-americana que regula medicamentos e alimentos).

As descobertas, que foram anunciadas na quarta-feira (22), contradizem as afirmações dos fabricantes de cigarros eletrônicos de que seus produtos são alternativas seguras ao tabaco e contém pouco mais do que água e vapor, nicotina e propileno glicol, que é usado para criar a fumaça artificial nas produções teatrais.

Quando aquecido, o líquido produz um vapor que os usuários inalam através do mecanismo, que funciona à pilha.

domingo, 26 de julho de 2009

Mil pênis são amputados por ano no país devido a câncer, diz estudo.



Clique sobre a imagem, para ampliá-la.

Ao menos mil pênis são amputados por ano no Brasil em razão do câncer, revela levantamento da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), com base nos dados do DataSUS. A entidade iniciou ontem uma campanha de esclarecimento sobre a doença e a importância de o homem visitar um urologista em todas as fases da vida.

Muitas pessoas preocupam-se com o famigerado câncer de próstata e o câncer de pênis acaba por ficar esquecido. Estou divulgando esta informação, para que os homens tomem consciência de que o pênis precisa de auto-exame. assim como as mamas nas mulheres.

Ah, mais uma coisa: homem também pode ter câncer de mamas, certo?

Saudações!

sábado, 25 de julho de 2009

Tratamentos com plantas.

Uma reportagem do jornal The New York Times, publicada em abril de 2008, conta que o odontologista norte-americano Richard A. Nathan, da cidade de São Francisco, recebeu certo dia em seu consultório uma paciente que precisava extrair o dente, uma pequena cirurgia. Ela avisou que estava tomando dois tipos de medicamentos, um para controlar o colesterol e o outro para pressão alta. Nenhum deles, pensou o profissional, interferiria no tratamento.

Porém ele se surpreendeu quando a paciente retornou dias depois com um sangramento severo e uma infecção. Segundo Nathan, ela aparentava ter diabetes não controlado ou um sistema imune gravemente comprometido, para sofrer tais efeitos. Nem uma coisa nem outra. A paciente admitiu que tomava diversos suplementos alimentares, totalizando nada mais, nada menos, do que 43 pílulas e cápsulas por dia.

Cinco desses suplementos - cháverde, ginkgo biloba, óleo de salmão, açafrão e vitamina E - são conhecidos por aumentar sangramentos porque inibem a agregação de plaquetas, que formam os coágulos. Depois de uma semana de suspensão dos suplementos, a boca da paciente finalmente começou a cicatrizar.

Essa história, ainda que extrema, exemplifica um problema mais comum do que imaginamos: o risco das interações medicamentosas negativas, ou seja, quando dois ou mais remédios ou substâncias como os fitoterápicos, ingeridos concomitantemente, aumentam a quantidade ou a gravidade das reações adversas dos medicamentos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Atualidades com relação ao câncer.

Médicos e empresas farmacêuticas estão se movendo em direção ao tratamento contínuo com drogas de pacientes de câncer, mesmo quando eles não precisem urgentemente dos medicamentos. Isso seria algo bem diferente da prática atual, de interromper o tratamento quando o câncer está sob controle e reiniciá-lo em caso de piora da doença.

A estratégia é chamada de terapia de manutenção - como se fossem ajustes periódicos com o objetivo de evitar falhas num veículo. Médicos afirmam que isso poderia prolongar o período em que os tumores ficam sob controle, ajudando o câncer a se transformar numa doença crônica que pode ser acompanhada, mesmo se não for curada.

Apesar de a terapia de manutenção não ser algo completamente novo, seu uso está crescendo, em parte porque algumas das drogas mais recentes de combate ao câncer são mais toleráveis que os medicamentos tóxicos do passado, e podem ser tomadas por períodos mais longos.

Por exemplo, no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, ocorrido recentemente, médicos encheram um enorme auditório para um debate sobre se é hora de adotar a terapia de manutenção para o câncer de pulmão, a maior causa de morte por câncer do país. Outros tipos da doença para qual a terapia de manutenção está sendo usada ou experimentada incluem câncer de ovário, mieloma múltiplo e linfoma não-Hodgkin.

No entanto, alguns especialistas afirmam que, em muitos casos, o uso prolongado de drogas não tem sido comprovadamente associado ao prolongamento da vida.

Em vez disso, pode ser que pacientes de câncer fiquem mais sujeitos a efeitos colaterais e dezenas de milhares de dólares em gastos adicionais. Também existe a preocupação de que os tumores possam se tornar resistentes a uma droga usada por um longo período.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Gripe H1N1



A Secretaria da Saúde do Rio confirmou nesta quarta-feira mais quatro mortes causadas pela gripe suína - como é chamada a gripe A(H1N1). Entre elas estão duas crianças. Com isso, o número de mortes no Estado chega a cinco; em todo o país são 29, desde 28 de junho.

A Secretaria da Saúde de São Paulo também confirmou novas mortes causas pela doença, elevando para 12 o número de vítimas no Estado.

Só para lembrar:

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe suína é causada pelo vírus influenza A (H1N1) que não havia circulado antes entre seres humanos. Não há informações de pessoas que foram infectadas pelo vírus ao ter contato com porcos ou outros animais, e não se sabe qual a localidade de origem do vírus.

O influenza A da gripe suína já se espalhou por todas as regiões do mundo, atingindo principalmente a América do Norte. Os Estados Unidos concentram o maior número de casos e de mortes, seguido pelo México --considerado o epicentro da doença.

No dia 11 de junho, a OMS anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alopécia Androgênica (Calvície)



A alopécia androgênica ou calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, não sendo considerada uma doença. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno.

A alopécia androgênica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT).

É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.

A característica principal é a queda continuada dos cabelos com substituição por fios cada vez mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefação e ao afastamento da linha de implantação para trás.

A progressão do quadro leva à calvície, caracterizada pela ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posterior.

Produção aumentada de oleosidade e descamação no couro cabeludo (caspa) também podem estar presentes acompanhando o processo de queda, mas não são responsáveis pela calvície.

As mulheres com níveis hormonais normais também podem ser atingidas, porém não chegam à calvície total, apresentando um quadro de rarefação difusa dos pêlos que também tornam-se mais finos. Geralmente as manifestações agravam-se após a menopausa.

tratamento visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo o processo de queda dos cabelos. Pode ser feito através do uso de substâncias aplicadas diretamente no couro cabeludo ou com medicamentos por via oral.

A finasterida revolucionou o tratamento da alopécia androgênica, pois bloqueia a ação da enzima que dá origem à DHT. A medicação tem eficácia no controle da queda dos cabelos na grande maioria dos pacientes tratados e até mesmo na reversão de pêlos velus (finos e pequenos) para pêlos normais, caracterizando a repilação (fotos abaixo).

terça-feira, 21 de julho de 2009

Medicina, legal!

A Medicina Legal é uma especialidade médica e jurídica que utiliza conhecimentos técnico-científicos da Medicina para o esclarecimento de fatos de interesse da Justiça. Seu praticante é chamado de médico legista ou simplesmente legista.

Variam as definições, conforme os autores. Algumas delas:

"É a aplicação dos conhecimentos médicos aos problemas judiciais" (Ambroise Paré);
"Arte de pôr os conceitos médicos a serviço da administração da Justiça" (Lacassagne)
"A aplicação dos conhecimentos médico-biológicos na elaboração e execução das leis que deles carecem" (Flamínio Fávero).
"É o conjunto de conhecimentos médicos e para-médicos, destinados a servir ao direito e cooperando na elaboaração, auxiliando na interpretação e colaborando na execução dos dispositivos legais no seu campo de ação de medicina aplicada." (Hélio Gomes).
Para muitos, é uma especialidade médica, embora seja um corpo próprio de conhecimentos, que reúne o estudo não somente da medicina, como também do Direito, paramédicos, da Biologia - uma disciplina própria, com especializações, que serve mais ao Direito que propriamente à Medicina.

Para a consecução dos seus misteres, a Medicina Legal relaciona-se com vários dos ramos do Direito, tais como o Civil, Penal e ainda Constitucional, do Trabalho, Desportivo, etc.

Está, ainda, ligada a outras ciências, como a Química, Física, Balística, Sociologia, etc

Na Antiguidade já se fazia presente a Medicina Legal,até então uma arte como a própria Medicina. No Egito, por exemplo, mulheres grávidas não podiam ser supliciadas - o que implicava o seu prévio exame. Na Roma Antiga, antes da reforma de Justiniano a Lex Regia de Numa Pompílio prescrevia a histerectomia quando a gestante morresse - e da aplicação desta lei, segundo a crença de muitos - refutada por estudiosos, como Afrânio Peixoto - teria advindo o nascimento de Júlio César (quando o nome César, assim como Cesariana, advêm ambos de cœdo → cortar).

O próprio César, após seu assassinato, foi submetido a exame tanatológico pelo médico Antístio, que declarou que apenas um dos ferimentos fôra efetivamente o causador da morte. Este exame, entretanto, ainda era superficial, posto que a necropsia constituía-se em violação ao cadáver. Também foram casos históricos de exame post-morten Tarquínio e Germânico, ambos assassinados.
No Digesto justiniano tanto a Medicina como o Direito foram dissociadas, e vê-se no primeiro caso intrínseca a Medicina Legal, na disposição que preconizava que "Medici non sunt proprie testes, sed magis est judicium quam testimonium". Outras leis romanas dispunham sobre assuntos afeitos à perícia médico-legal.

Durante a Idade Média ressalta-se o período carolíngio, onde diversos exames eram referidos na legislação, desde aqueles que determinavam os ferimentos em batalha, até que os julgamentos submetiam-se ao crivo médico - prática que foi suprimida com a adoção do direito germânico.

Na Baixa Idade Média e Renascença ocorre a intervenção do Direito Canônico, e a prova médica retoma paulatinamente sua importância. É na Alemanha que encontra seu verdadeiro berço, com a Constituição do Império Germânico, que tornava obrigatória a perícia em casos como ferimentos, homicídios, aborto, etc.

Caso exemplar foi a necropsia feita no Papa Leão X, suspeito de haver sido envenenado, em 1521.

Considera-se que o período moderno, propriamente científico da Medicina Legal, dá-se a partir de 1602, com a publicação na Itália da obra de Fortunato Fidelis, à qual se seguiram estudos sobre este ramo da Medicina.

No século XIX a ciência ganha finalmente os foros de autonomia, e sua conceituação básica, evoluindo concomitantemente aos expressivos progressos do conhecimento humano, a invenção de novos aparelhos e descobertas de novas técnicas e padrões, cada vez mais precisos e fiéis.

Divisões
Na variada temática objeto da Medicina Legal, pode-se traduzir sua divisão, da seguinte forma:

Antropologia forense - Procede ao estudo da identidade e identificação, como a datiloscopia, papiloscopia, iridologia, exame de DNA, etc., estabelecendo critérios para a determinação indubitável e individualizada da identidade de um esqueleto ;
Traumatologia forense - Estudo das lesões e suas causas;
Asfixiologia forense - analisa as formas acidentais ou criminosas, homicídios e autocídios, das asfixias, sob o prisma médico e jurídico (esganadura, estrangulamento, afogamento, soterramento, etc.);
Sexologia forense - Trata da Erotologia, Himenologia e Obstetrícia forense, analisando a sexualidade em seu tríplice aspecto quanto aos efeitos sociais: normalidade, patológico e criminológico;
Tanatologia - Estudo da morte e do morto;
Toxicologia - Estudo das substâncias cáusticas, venenosas e tóxicas, efeitos das mesmas nos organismos. Constitui especialidade própria da Medicina, dada sua evolução.
Psicologia e Psiquiatria forenses - Estudo da vontade, das doenças mentais. Graças a elas determina-se a vontade, as capacidades civil e penal;
Polícia científica - atua na investigação criminal.
Criminologia - estudo da gênese e desenvolvimento do crime;
Vitimologia - estudo da participação da vítima nos crimes;
Infortunística - estudo das circunstâncias que afetam o trabalho, como seus acidentes, doenças profissionais, etc.
Química forense - estudo de materiais como tintura, vidros, solos, metais, plásticos, explosivos e derivados do petróleo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Peso da Insônia

A privação do sono pode estar associada a uma série de desordens, como síndrome metabólica, obesidade, distúrbios respiratórios, cognitivos e comportamentais em crianças e jovens.

A associação entre mudanças de hábito de sono e o ganho de peso tem chamado a atenção da ciência nos últimos tempos. Estudos recentes demonstram que crianças e jovens com privação de sono ou tempo reduzido de sono apresentam uma tendência ao aumento de peso, o que, por sua vez, provoca outros problemas de saúde.

Há uma tentantiva, por parte dos pesquisadores, para tentar esclarecer os mecanismos orgânicos que provocam esta situação, mas há controvérsias sobre o assunto, inclusive com relação à importância dada ao fato em si.

Nas últimas décadas, vários fatores colaboram para a redução do período de sono das crianças e jovens, em particular o uso de computadores, a televisão e os costumes familiares. Em estudos, verificou-se que na década dos anos 60 as pessoas dormiam, em média, 8,9 horas/dia e que na década dos anos 90 esta média cai para 6 horas/dia.

É uma redução importante, que pode influenciar em vários setores da saúde humana, de acordo com pesquisadores, que afirmam, por exemplo, que há alterações na produção de hormônios, com reflexos no crescimento e na formação da obesidade, como já citado anteriormente.

Segundo alguns cientistas, pode estar relacionado com estes fenômenos uma substância produzida no sistema nervoso, de nome peptina, que teria por função enviar sinais inibitórios para um grupo de neurônios, inibindo a fome. A diminuição do período de sono reduz a produção de peptina, gerando problemas relacionados à obesidade e outras perturbações metabólicas.

A grelina, hormônio produzido no estômago, que tem a função de estimular a captação de alimentos e a síntese de hormônio do crescimento, a leptina, hormônio produzido pelas células de gordura (adipócitos) e a adipocetina, que modula o catabolismo (degradação) de ácidos graxos e possui efeito sobre a síntese de insulina, estão todos com a produção alterada pela redução do período de sono, levando o organismo a um desequilíbrio progressivamente maior.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mitos e Verdades da Psicoterapia.

Na atual sociedade competitiva e exigente, muitas das doenças são psicossomáticas (alguém ainda não crê nisso?). Fazer terapia, portanto, pode ser o caminho para enfrentar dificuldades diárias e buscar o autoconhecimento e equilíbrio.

Para muitas pessoas aceitar a ajuda terapêutica é sinônimo de vergonha, estar doente ou assumir algum tipo de distúrbio psíquico. Já para muitas outras, contudo, é a oportunidade para encontrar a solução de algum problema ou uma saída para resolver conflitos pessoais, mágoas e angústias. Mas, enfim, o que é terapia? Quando é a hora certa de começar? Essas e outras indagações são comuns na mente das pessoas que querem conquistar o autoconhecimento, mas encontram resistência.

A terapia é uma ótima oportunidade para se autoconhecer. A vergonha de manifestar o desejo de fazer o tratamento, entretanto, ainda é a grande dificuldade por conta de preconceito. A figura do psicólogo é tida como um auxílio para pessoas com problemas mentais, e não para pessoas normais. A psicoterapia vem para ajudar a resolver questões que não conseguimos sanar sozinhos.

Muitos pacientes acham que o terapeuta nunca dará alta para não perder a sua remuneração. De fato, há terapêutas que ainda agem assim, mas isso já diminui drasticamente nas últimas décadas, felizmente!

Na verdade, é até possível estimar um período para o período de tratamento, justamente para estabelecer um compromisso entre o profissional e o próprio paciente, que fará de tudo para conseguir atingir o seu próprio objetivo. Esse tipo de tratamento é chamado de terapia focal.

Nem sempre que o paciente procura a ajuda especializada é porque ele já está no momento ideal para resolver o problema. O terapêuta, no entanto, tem condições d orientá-lo em suas dificuldades, desde que, é claro, o paciente o permita.

Uma das questões mas importantes na questão da ligação paciente-terapeuta, é que este último não pode ser encarado como juíz de um caso. Aliás, o terapêuta não pode sequer pensar em fazer julgamentos e precisa se desvincular de idéias pré-concebidas antes de qualquer movimento terapêutico, para não se envolver equivocadamente com seus pacientes.

O paciente que é "convocado" a fazer psicoterapia, nem sempre alcança resultados satisfatórios. Ainda assim, em algumas circunstãncias, o resultado poderá ser favorável.

sábado, 11 de julho de 2009

Software pela internet quer ajudar a solucionar crises de insônia.

Um novo estudo promete resultados para aqueles que têm dificuldades para dormir, a partir de uma terapia radicada na internet, cuja duração total seria de nove semanas. O trabalho foi publicado na segunda-feira (6), no periódico "Archives of General Psychiatry".

Nenhum terapeuta está envolvido, contudo: um software de internet daria os conselhos e acertaria horários específicos de ir para a cama --tudo baseado no sono diário dos usuários. Pacientes aprendem a melhorar os hábitos do sono (como evitar sonecas, por exemplo), a partir de histórias, questionários e jogos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uso de analgésicos e antitérmicos para gripes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou ontem aos pais e profissionais de saúde o alerta sobre a utilização de medicamentos contendo ácido acetilsalicílico em crianças e adolescentes, em especial, para casos de gripe. Segundo a agência, estes medicamentos podem aumentar o risco da Síndrome de Reye, doença que afeta principalmente em crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade. Os princípios ativos ácido acetilsalicílico (AAS), acetilsalicilato de lisina e salicilamida estão disponíveis como analgésicos e antitérmicos.

A Síndrome de Reye afeta todos os órgãos, mas pode ser mais prejudicial ao cérebro e ao fígado. A síndrome pode ocorrer durante a recuperação de uma infecção viral ou pode desenvolver-se 3 a 5 dias após o início da virose. Seus sintomas incluem, de acordo com informações da Anvisa, vômito persistente, letargia, mudanças de personalidade como irritabilidade ou agressividade, desorientação ou confusão, delírio, convulsões e perda da consciência, exigindo assistência médica imediata.

A causa da doença ainda é desconhecida e não existe cura, segundo informe do National Institute of Neurological Disorders and Stroke, órgão do governo norte-americano. No entanto, estudos demonstraram que o uso de medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico no tratamento de doenças virais aumenta o risco de desenvolvimento da Síndrome de Reye.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Minimizando...

Gripe comum

No dia de julho de 2009, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, minimizou a situação da transmissão da gripe suína no Brasil. "Tem muita gente que pensa 'a doença tem nome diferente' e então pensa que é diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum", disse.

Temporão ressaltou que a gripe comum preocupa muito mais o ministério devido ao número de mortes que causa.

"Em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de mortes do que essa nova gripe que começou agora. Mas, como é uma doença nova, tudo pode acontecer, nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade", disse o ministro.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estudo sugere que cafeína pode combater Alzheimer



Os amantes do café podem ter uma nova desculpa para tomar uma xícara extra, depois que um experimento realizado na Flórida (EUA) mostrou que uma dose de cafeína equivalente a cinco xícaras diárias de café fez com que ratos com sintomas de Alzheimer recuperassem a memória.

A cafeína reduziu de forma significativa os níveis anormais de proteína beta-amilóide - um dos principais responsáveis do Alzheimer - no cérebro e no sangue dos ratos, segundo cientistas da Universidade do Sul da Flórida, que publicam hoje os resultados de seu estudo na versão digital do "Journal of Alzheimer's Disease".

"Este é um dos experimentos mais promissores sobre o Alzheimer em ratos até o momento", disse Huntington Potter, diretor do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer (ADRC, em inglês) da Flórida.

Segundo o autor principal do estudo, o neurocientista Gary Arendash, do ADRC, "a descoberta é uma evidência de que a cafeína pode ser um tratamento viável para o Mal de Alzheimer, e não simplesmente uma estratégia protetora".

Agora, os cientistas do ADRC e do Centro Byrd da Universidade da Flórida esperam poder realizar testes clínicos para avaliar se a cafeína pode beneficiar pessoas com transtornos cognitivos leves ou em uma fase adiantada do Alzheimer.

Humor "negro" prá vocês!



Direto da redação do UOL, "Monkey News" apresenta:

Mas a grande atração da semana vai ser o funeral do Michael Jackson: vai ser o showneral! Sabe o que ele vai fazer? Levantar e dançar "Thriller" com os zumbis. Nunca vi velório em estádio! Podia ter transmissão com narração do Galvão Bueno. A arbitragem ficaria com o Steve Wonder e as bandeirinhas poderiam ser a Diana Ross, Elizabeth Taylor e Liza Minelli. Rararará.

Dizem que São Pedro levou o maior susto quando o Michael chegou. Porque ele estava lá com a ficha "um senhor negro de 50 anos", aí chega o Michael Jackson! Rararará. São Pedro disse: "O senhor não pode entrar porque cantou um menino de 9 anos". E ele respondeu: "Ah, mas ele me disse que tinha 12!".

Tem estas piadas que estão rolando há mais de uma semana, é piada-Hebe: velha, mas divertida! Diz que o Michael Jackson chegou no céu e já foi logo perguntando: "Cadê o menino Jesus?", "A Madonna já levou", responderam. E a única coisa preta que ele ainda tinha era o remédio tarja preta!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ALCOOLISMO E ADIÇÕES

Sinônimos:
alcoolismo, dependência química, drogadições
O uso de substâncias que modificam o estado psicológico tem ocorrido em todas as culturas conhecidas desde a Antigüidade. Em sociedades modernas, especialmente as ocidentais, o uso descontrolado destas substâncias tornou-se um dos principais problemas de saúde pública. Praticamente todos já tiveram algum tipo de contato com cafeína ou nicotina (cigarros) e a grande maioria já experimentou álcool e boa parte dos jovens já experimentou canabinóis (maconha).
É considerada substância psicoativa (drogas) qualquer substância que, utilizada por qualquer via de administração, altera o humor, o nível de percepção ou o funcionamento cerebral, podendo ser legalmente usadas, prescritas ou ilícitas (ilegais).
No entanto, não existe uma fronteira nítida entre o que seja um simples uso de drogas, um abuso ou mesmo uma dependência severa pois tudo isto se desenvolve em um continuum. A droga vai assumindo um papel progressivamente mais importante na vida do usuário, suas atividades e seu círculo social vão ficando cada vez mais associados ao uso, surgindo, então, problemas de natureza familiar, sociais, legais, financeiros e físicos, entre outros causados pela droga.
Considera-se abuso de drogas quando o uso ultrapassa qualquer padrão social ou médico aceitos para o uso desta substância e isso está causando prejuízos a vida do usuário em um ou mais dos aspectos citados acima. Já a dependência ou uso compulsivo implica uma necessidade ("fissura") pela droga, seja de natureza psicológica ou física. Neste último caso, o organismo da pessoa adaptou-se à droga e apresenta sintomas quando de sua abstinência.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ministro anuncia novas orientações para confirmação de casos e atendimento aos pacientes da nova gripe.

O objetivo das modificações é evitar a resistência do vírus aos medicamentos e também atender de forma ainda mais eficaz os casos suspeitos
O Ministério da Saúde ampliou os cuidados para reduzir o potencial de resistência do vírus Influenza A (H1N1) ao tratamento da doença e para agilizar ainda mais a confirmação dos casos no Brasil. Em entrevista no final da tarde desta sexta-feira (26) à imprensa, em Brasília, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou essas mudanças nas regras, que passam a valer de imediato. No país, há 522 casos confirmados da doença.
“Estamos selecionando o medicamento para aqueles casos efetivamente necessários: 1. aqueles que cursem de forma mais grave desde o início, em que os sinais e sintomas apontem para uma maior gravidade; 2. um conjunto de pacientes portadores de situações crônicas, principalmente, onde a indicação de uso imediato da medicação é total”, acrescentou Temporão.
A Organização Mundial da Saúde vem alertando as autoridades sanitárias e a população de todos os países para o fato de que o uso indiscriminado do medicamento para tratar pessoas infectadas pelo vírus Influenza A (H1N1) poderá tornar o vírus mais resistente e abrir caminho para o surgimento de novas cepas, ampliando os riscos à saúde pública.
“A doença cresce de forma intensa no mundo inteiro. Estamos em período de inverno no Hemisfério Sul e este é um período que facilita a propagação de doenças respiratórias. E também estamos num período de férias, quando muita gente entra e sai do país”, ressaltou o ministro. Segundo ele, há uma expectativa de crescimento do número de casos nos próximos dias, sendo necessária a adoção dessas novas medidas.
As novas regras somam-se às precauções que o Ministério vem tomando desde que a Organização Mundial da Saúde fez o alerta sobre a doença, em 24 de abril. Hoje há 9 milhões prontos para serem encapsulados no Brasil, caso necessário. A rede de tratamento da doença organizada no país ainda conta com 800 leitos disponíveis e 53 centros de referência para atender a população – esses números podem ser ampliados, conforme a necessidade.
ENTENDA QUAIS SÃO AS NOVAS MEDIDAS
Medida 1: Os estados e municípios passaram a contar com parâmetros básicos, para orientar eventuais suspensões de atividades em locais públicos ou coletivos. É o caso de creches, escolas, empresas, por exemplo. A recomendação é que se evite fechamentos desnecessários desses locais, o que poderia aumentar essa sensação de intranqüilidade entre a população. O que o ministro reiterou é que não sejam tomadas medidas sem a consulta prévia aos órgãos de vigilância sanitária e de saúde pública de cada município.
Medida 2: Houve ampliação dos cuidados para se reduzir o potencial de resistência do vírus ao tratamento e para se evitar que uma maior quantidade de pessoas desenvolva reações à medicação aplicada para os casos de Influenza A (H1N1). Isso significa uma mudança de protocolo no atendimento dos pacientes.
“A preocupação é dar medicamento nos casos clínicos onde não é necessário dar medicamento, onde o próprio organismo vai dar um andamento natural a essa doença sem nenhum tipo de risco à pessoa. Estou impedindo um contato excessivo do vírus com o medicamento e uma futura possibilidade de desenvolvimento de resistência”, observou Temporão. “A grande maioria das pessoas que estão contraindo esse vírus desenvolvem um quadro brando de doença, com recuperação sem a necessidade de tratamento medicamentoso”.
Medida 3: O processo de confirmação dos casos, em parte, também muda. Até agora, eram utilizadas amostras de material biológico individual para confirmar a doença em cada paciente. A confirmação era sempre laboratorial e individual. Agora, quando houver ocorrência de infectação comprovada laboratorialmente em alguém, as pessoas com vínculo epidemiológico com aquele paciente, em uma mesma instituição – como escolas, creches e empresas –, e que apresentem sintomas do Influenza A (H1N1), passam a consideradas infectadas. O vínculo epidemiológico, então, tornar-se suficiente para a confirmação.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Emoções Primárias

São assim chamadas por serem inatas e por estarem diretamente ligadas à vida instintiva, à sobrevivência. Entre elas temos a Emoção de Choque - é a chamada reação catastrófica de Goldstein, caracterizada por espanto ou susto e desencadeadas por situações que representam ameaça evidente.

Haverá grande participação física, como por exemplo, a concomitante contração generalizada dos músculos flexores, sendo possível adotar-se uma atitude regressiva fetal, vasoconstrição periférica, palidez da face e esfriamento das extremidades, brevíssima parada dos movimentos respiratórios e batimentos cardíacos, logo seguida de acele-ração compensadora.

Pode haver atitude de pânico, ora com tendência à fuga desatinada, ora com imobilidade.Temos ainda, entre as primárias, a Emoção Colérica. Acontece como uma atitude dirigida à anulação de um objeto representado como incômodo, contrário à nossa inclinação natural ao prazer. Há, neste caso, reação agressiva contra o estímulo externo responsável pelo desconforto ou contrariedade.Finalmente temos a Emoção Afetuosa.

Trata-se de uma expressão de tranqüilidade e bem-estar, com tendência à lassidão, seguida de ampliação dos movimentos respiratórios e redução numérica dos batimentos cardíacos, desencadeada em reação ao apreço para com algum objeto ou situação que representa o prazer. É uma inclinação de fusão do eu com o mundo, ou no mundo.

Essas são três primárias, integrantes do patrimônio afetivo básico ou original. As duas primeiras se acham a serviço da sobrevivência individual e, portanto, ligadas ao instinto de conservação, ao passo que a última relaciona-se com a inclinação ao prazer.

Como deduz-se, essas Emoções Primárias têm uma íntima relação com a modalidade material de valorizar a realidade. São primitivas e denotam uma surpreendente vulnerabilidade do sujeito aos objetos.

Na interação interpessoal, tomando-se por base o ditado já citado e segundo o qual "quem está bem consigo não se deixa incomodar pelos demais", percebemos que as Emoções Primárias podem refletir algum desconforto da pessoa em relação à si mesmo.

Excluindo-se a Emoção Afetuosa e não havendo provas irrefutáveis de ameaça à sobrevivência, as Emoções Primárias normalmente dizem respeito à baixa auto-estima, insegurança, algum complexo íntimo...

Há quem diga que "atacar é a melhor defesa", entretanto, a questão que se coloca aqui é a avaliação se, de fato, está havendo um ataque ou se, pelo contrário, é a pessoa que se sente atacada. Normalmente as pessoas mais inseguras são aquelas que mais se sentem atacadas, humilhadas, ofendidas... sentir-se assim costuma ser uma postura do sujeito que representa sua realidade dessa forma. Muitas vezes o defeito está nele e não na realidade.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O tratamento clínico da osteoartrite/artrose (OA) está sempre indicado e baseia-se no autocuidado feito pelo paciente e orientado pelo médico. O uso de medicamentos é complementar às medidas de emagrecimento, ganho de força, de propriocepção, de flexibilidade e de amplitude de movimento. Entre os medicamentos disponíveis para o tratamento da OA há os que são essencialmente analgésicos e que não interferem no curso da doença; bem como os anti-inflamatórios, controversos por seus efeitos colaterais e pelo seu papel na OA, porém, com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias indiscutíveis; e, por fim, as drogas modificadoras de estrutura, que retardam a evolução da OA. As medicações ainda podem ser de uso tópico, intra-articular, oral e injetável (sistêmico). As várias apresentações de ácido hialurônico (AH) mostram o poder analgésico da droga e há indícios de poder modificador de estrutura da cartilagem pela medicação. Há nível de evidência IA, para diacereína e para a glucosamina, de que retardam a evolução da OA. Mais tecnologia para diagnóstico e controle de tratamento da OA, bem como mais estudos multicêntricos são necessários para consolidar o poder do tratamento medicamentoso de outras drogas.

Revista Brasileira de Ortopedia; vol.44 no.1 São Paulo jan./fev. 2009