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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Amor condicional traz obediência, mas tem um custo...

Há mais de 50 anos, o psicólogo Carl Rogers sugeriu que simplesmente amar seus filhos não era suficiente. Temos de amá-los incondicionalmente, dizia ele - pelo que eles são, não pelo que eles fazem. Como pai, sei que essa é uma tarefa difícil, mas ela se torna ainda mais desafiadora agora que grande parte dos conselhos que recebemos corresponde exatamente ao contrário.

As coisas de que as crianças precisam ou gostam devem ser oferecidas de forma contingencial, transformadas em recompensas a serem dadas ou retiradas, para que elas "se comportem de acordo com sua vontade".

Uma das moedas mais valorizadas por uma criança é a aceitação e a aprovação dos pais.

As melhores recompensas são atenção, elogios e amor, e isso deve ser retirado quando a criança se comporta mal, até que ela peça desculpas - nesse momento, o amor é novamente ativado.

A criação condicional não se limita a pessoas autoritárias e quadradas. Algumas pessoas que gostam da ideia de espancar seus filhos escolhem disciplinar suas crianças isolando-as forçadamente, uma tática que os técnicos da área preferem chamar de "pausa". De modo oposto, "o reforço positivo" ensina as crianças que elas são amadas, e amáveis, apenas quando elas fazem o que nós decidimos que é "um bom trabalho".

Isso levanta a intrigante possibilidade de que o problema com os elogios não é que eles sejam feitos da forma errada - ou feitos muito facilmente, como insistem os conservadores sociais. Em vez disso, pode ser apenas mais um método de controle, análogo à punição.

A principal mensagem de todos os tipos de criação condicional é que as crianças devem aprender a ganhar o amor dos pais. Uma regime contínuo desse e as crianças podem acabar precisando de um terapeuta para oferecer a aceitação incondicional que eles não receberam.

Em 2004, dois pesquisadores israelenses, Avi Assor e Guy Roth, se uniram a Edward L. Deci, um importante especialista americano sobre a psicologia da motivação, e perguntaram a mais de cem estudantes universitários se o amor que eles tinham recebido dos pais parecia depender de eles irem bem na escola, dedicarem-se aos esportes, mostrar consideração pelos outros ou suprimir emoções como raiva e medo.

Os resultados mostram que as crianças que receberam aprovação condicional realmente tinham maior tendência a agir da forma pretendida pelos pais. Porém, a obediência teve um preço muito alto. Primeiro, essas crianças tiveram tendência a nutrir ressentimentos pelos pais. Segundo, elas disseram que a forma como elas agiam era muitas vezes relacionada a "uma forte pressão interna", não "um verdadeiro sentimento de escolha". Além disso, a felicidade delas depois de ter sucesso em algo era geralmente curta, e elas muitas vezes se sentiam culpadas ou envergonhadas.

Num estudo comparativo, Assor e seus colegas entrevistaram mães de filhos já crescidos. Também com essa geração, a criação condicional se mostrou prejudicial. As mães que, quando crianças, sentiam ser amadas apenas quando atingiam as expectativas dos pais agora se valorizavam menos como adultas. Apesar dos efeitos negativos, essas mães tiveram maior tendência a usar a afeição condicional com seus próprios filhos.

No último mês de julho, os mesmos pesquisadores, agora acompanhados por dois colegas de Deci da Universidade de Rochester, publicaram duas replicações e extensões do estudo de 2004. Dessa vez, o alvo eram estudantes do último ano do ensino médio, e o fato de dar mais aprovação quando as crianças faziam o que os pais queriam foi cuidadosamente distinguido do fato de dar menos quando elas se comportavam mal.

Os estudos descobriram que tanto a criação condicional positiva quanto a negativa eram prejudiciais, mas de formas levemente diferentes. A versão positiva às vezes tinha sucesso em fazer com que as crianças trabalhassem mais duro em tarefas acadêmicas, mas ao custo de sentimentos pouco saudáveis de "compulsão interna". A criação condicional negativa não funcionou nem no curto prazo; apenas aumentou os sentimentos negativos dos adolescentes em relação aos pais.

O que esses e outros estudos nos dizem é que elogiar as crianças por terem feito algo certo não é uma alternativa significativa à punição quando elas fazem algo de errado. Ambos são exemplos de criação condicional, e ambos são contraproducentes.

O psicólogo infantil Bruno Bettelheim prontamente reconheceu que a versão negativa da criação condicional, conhecida como "pausa", pode causar "sentimentos profundos de ansiedade". "Quando nossas palavras não são suficientes", disse ele, "a ameaça da retirada do nosso amor e afeição é o único método são para causar a impressão de que é melhor a criança atender ao nosso pedido".

No entanto, os dados sugerem que a retirada do amor não é particularmente eficaz em obter obediência, muito menos promover o desenvolvimento moral. Mesmo quando conseguimos fazer com que a criança nos obedeça - digamos, usando o reforço positivo -, será que a obediência compensa o dano psicológico de longo prazo? O amor dos pais deve ser usado como uma ferramenta para controlar as crianças?

Questões mais profundas estão por trás de um tipo diferente de crítica. Albert Bandura, pai do ramo da psicologia conhecido como teoria da aprendizagem social, declarou que o amor incondicional "tornaria a criança sem direção e detestável" - uma afirmação da qual estudos empíricos discordam completamente.

A ideia de que crianças aceitas pelo que são não teriam direção diz muito mais sobre a visão pessimista daqueles que fazem esse tipo de alerta.

Na prática, segundo uma coletânea impressionante de dados feita por Deci e colegas, a aceitação incondicional por parte dos pais, assim como professores, deveria ser acompanhada pelo "apoio à autonomia": explicando razões para as solicitações, maximizando oportunidades para a criança participar de tomadas de decisão, motivando sem manipular, e imaginando ativamente como as coisas são do ponto de vista da criança.

A última dessas características é importante porque diz respeito à própria criação. A maioria de nós protestaria que, "claro, nós amamos nossas crianças, independente de qualquer coisa". Mas o que conta é como as coisas são sob a ótica da criança - se ela se sente tão amada quando faz bagunça ou comete falhas.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mensagens subliminares negativas são mais efetivas, diz estudo...

As pessoas são capazes de perceber mensagens subliminares, particularmente se seu teor é negativo, diz um estudo britânico.

Em três experimentos realizados por pesquisadores da University College London, de Londres, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.

As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.

No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.

Os autores do estudo, publicado na revista científica "Emotion", disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.

Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie, da University College, mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador.

Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo - tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.

As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).

Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.

Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.

sábado, 26 de setembro de 2009

Xingar alivia a dor, sugere estudo de psicólogo britânico...

Ai, se a moda pega!

De vez em quando, vale a pena esquecer o que os pais e as aulas de boas maneiras ensinaram: em momentos de dor, xingar pode ajudar, e muito.

A descoberta partiu de um estudo coordenado pelo psicólogo Richard Stephens, da Universidade Keele, na Inglaterra.

Intrigado com o uso automático de palavrões como reação imediata ao sofrimento físico, Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor.

Fez um experimento com 67 estudantes: mergulhou a mão deles em um recipiente com água extremamente gelada e deixou que proferissem todos os xingamentos que quisessem. Em um segundo momento, repetiu a experiência, mas não foi permitido que falassem palavrões. Quando xingaram, resistiram por 30 segundos a mais à baixa temperatura.

O estudo constatou que dizer palavrões aumenta os batimentos cardíacos e diminui a percepção da dor. Tais efeitos podem ocorrer porque praguejar induziria no corpo a anulação do vínculo entre medo e percepção da dor. Uma ressalva: recorrer a palavrões não amenizaria os padecimentos de homens acostumados a usar essa linguagem. Para se beneficiar da "boca suja", é necessário utilizá-la com moderação.

Antes de mergulhar no território do baixo calão, Richard Stephens, 41, já investigou os efeitos cognitivos da ressaca, das repetitivas cabeçadas realizadas por jogadores de futebol e até do hábito de mascar chicletes.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Consultas ao ‘Dr. Google’ sobre doenças preocupam médicos.

Que a internet modificou todo o sistema de comunicação do planeta, todos sabem. Mas um detalhe está deixando alguns médicos em alerta: são os internautas que buscam informações na área da saúde e chegam aos consultórios com opiniões já formadas ou até se automedicam.

Para esses pacientes, o site de pesquisa da internet Google vira a autoridade 'Dr. Google'. Por outro lado, pesquisadores acreditam que a web também pode melhorar a relação do médico com o paciente.

Essa discussão é o tema da tese de doutorado da médica Helena Garbin, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp): “Se a informação sobre saúde e doença está acessível na internet, muitas vezes ela é incompleta, contraditória, incorreta ou até fraudulenta”, afirmou ela, que nomeia o novo ator social como 'paciente expert'. “Ele é um paciente que busca informações sobre diagnósticos, doenças, sintomas, medicamentos e tratamentos”.

De acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, órgão responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre o uso da internet no Brasil, 33 % do total de usuários buscam informações relacionadas à saúde.

“É um fenômeno importante e é sem volta. Não tem retorno, esse processo vai continuar”, ressaltou a médica. Ela citou dois pontos positivos em ser um ‘paciente expert’: primeiro, ele tem mais informação sobre o seu estado de saúde e, com isso, pode se tratar melhor. “Ele compreende por que fazer determinadas coisas e vai fazer com mais naturalidade”. O segundo ponto a favor é que o diálogo não é mais de cima pra baixo: “Não é mais o médico mandou, você obedece”, afirma Garbin.

Porém, os pontos negativos estão em maior quantidade: “Você pode ter pessoas arrogantes que exigem que o médico receite determinado remédio; tem paciente que fica aborrecido porque acha que sabe mais do que o médico; existe o risco do automedicamento; e existe o risco do autodiagnostico, quando a pessoa se trata de forma incorreta e pode até morrer”.
Dr. Google já assustou muita gente

A publicitária Clarissa Ferreira, de 28 anos, é freqüentadora do ‘Dr. Google’ confessa: “O 'Dr. Google' é o que há! Sempre consulto por curiosidade, antes de ir ao médico, porque sou muito ansiosa”. Para ela, as informações encontradas na internet são mais exageradas do que o que o médico fala.

E foi numa dessas que ela passou por um susto grande. Adepta da corrida, a publicitária teve uma lesão no pé, mas não sabia ainda o que era. “Quando peguei a ressonância, tinha lá escrito ‘medula óssea’. Entrei na internet e a pesquisa começou a dar ‘leucemia’, fiquei em pânico, comecei achar que tinha algo muito sério e não era nada disso, era só uma fratura na fíbula. Eu chorei e tudo”, confessou.

“Já tomei muitos sustos com o 'Dr. Google', mas eu continuo consultando, não confio somente no médico”, disse Clarissa.

A consultora de Tecnologia da Informação (TI), Patrícia Shimizu, de 28 anos, contou que a irmã mais velha é outra viciada no 'Dr. Google': “Ela pesquisa tudo para todo mundo da família e tira as conclusões dela. Vai para o médico com toda a pesquisa feita na internet. Teve uma vez que ela me assustou muito, achando que a minha mãe estava com câncer de mama, e eu morava em outra cidade, sozinha. Fiquei com muita raiva. Para mim, não ajuda, eu me desespero sempre, não gosto nem de olhar exame”.

A irmã, a empresária Luciane Shimizu, se defende: “Eu pego qualquer resultado e já vou ver, palavra por palavra. Mas nunca me automedico. A internet me tranquiliza mais do que preocupa. Minha sogra está com um tumor, eu vi na internet que era benigno e ficamos mais calmos”.
Consultas médicas de hoje são mais curtas

A corretora de imóveis Ana Maria Parkinson Martins, de 67 anos, também já teve experiências boas e ruins com na busca por informação na área da saúde. Ela teve uma hérnia de disco e acabou descobrindo um médico, na internet, que falava de um novo tratamento, com uma agulha que fazia o disco crescer. Ana Maria pesquisou sobre o procedimento e chegou a mudar o plano de saúde para se consultar com o profissional. Não deu resultado.

“Um outro médico que eu fui depois disse que não ia adiantar nunca, porque além do disco tinha uma vértebra fora do lugar. Acabei operando e colocando parafuso”, afirmou ela.

“Eu não me automedico, mas descubro, nesses sites que tem fóruns, depoimentos de pessoas que têm o mesmo problema. Para isso é muito bom. Eu sinto que hoje em dia os médicos não têm interesse de pesquisar mais a fundo o que você tem. As consultas são muito rápidas, sinto que não tem mais aquele médico de antigamente que ia na sua casa, examinava você, hoje eles examinam seus exames”, contesta.

O curto tempo de consulta médica também preocupa a doutoranda Helena Garbin. “Esse é um problema grave. Com que tempo , com a estrutura sobrecarregada, você discute informação, diagnóstico, constrói um diálogo com o paciente? O médico de hoje tem uns cinco empregos, como ele ainda vai estudar e ficar na internet?”, indaga a doutoranda, alegando que a tendência, por conta disso, é as pessoas buscarem informações sobre saúde na internet. “Não é só a postura do médico que tem que mudar, é a estrutura da saúde”, afirmou.
Solução: orientações para uso de sites

André Pereira, médico e orientador da doutoranda Helena Garbin na Ensp, estuda a relação médico-paciente há 20 anos. Para ele, o grande perigo é que na internet não há controle na divulgação da informação.

“É um problema grave. O Pierre Lévy (filósofo francês e estudioso sobre a relação entre o virtual e o real) faz uma analogia entre a internet e o dilúvio da Arca de Noé. Estamos com a água já subindo e matando as informações. Temos que criar arcas, ou seja, lugares com informações boas e corretas. Nós vamos começar a fazer isso na Fiocruz, mas já temos pessoas realizando isso timidamente. São médicos que analisam sites e recomendam sites adequados, essa é a saída: criar orientações para uso de site”, afirmou.

Além dos profissionais, a idéia é que os pacientes também avaliem os sites, para que a linguagem seja acessível a todos. O laboratório de avaliação de sites da Fiocruz, segundo Pereira, deve funcionar até o fim de 2009.

Para Helena, a busca de informações ligadas à saúde na internet aproxima o médico do paciente, porque este passa a ter conhecimento para fazer perguntas e dialogar, o que, para ela, é importante: “Nos Estado Unidos e na Inglaterra isso está mais intenso. O governo tem um site para garantir que a informação seja de qualidade”, exemplifica.

Fonte G1

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vacina que reduz contágio da AIDS é apresentada por cientistas.

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e Tailândia apresentou hoje em Bangcoc uma vacina que reduz o risco de contágio da AIDS em 31,2% após haver realizado testes em 16 mil voluntários, no que supõe a primeira vez que se consegue frear a doença com este tipo de remédios.

Estes resultados indicam que a consecução de uma vacina para frear a AIDS eficaz e segura é possível.

O resultado se anunciou na capital tailandesa por membros do grupo que colabora na pesquisa: o Exército dos EUA, o Ministério da Saúde da Tailândia, o Instituto Fauci, Sanofi-Pasteur e Global Solutions for Infectious Diseases.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

álcool na adolescência

O abuso de bebidas alcoólicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Na pesquisa, ratos adolescentes ingeriram boa quantidade de álcool inserido em gelatinas. O consumo se deu durante 20 dias do período de crescimento dos animais, que tinham entre 30 e 49 dias, fase correspondente à adolescência em humanos.

Três semanas depois, os ratos foram colocados em um ambiente em que podiam escolher entre dois locais para se alimentar, ambos acionados por alavancas, um que tinha sempre duas balas de açúcar ou outro que poderia ter quatro balas ou nenhuma.

O grupo deu preferência para a área de alimentação incerta. Um segundo grupo, que não ingeriu álcool, foi colocado em ambiente semelhante e os animais preferiam escolher o local em que sabiam que sempre haveria as duas balas.

Os animais que ingeriram álcool na adolescência continuaram a optar pela incerteza na recompensa, mesmo quando as vezes em que eram colocadas mais balas diminuíram de 75% para 50% e, finalmente, para 25% do total. Ou seja, ainda que em apenas uma a cada quatro vezes o alimentador oferecesse mais balas, os ratos continuavam a optar por pressionar tal alavanca. O resultado é que os animais do outro grupo se alimentaram constantemente e melhor.

O objetivo do estudo, que teve apoio financeiro dos institutos nacionais de Abuso de Drogas e de Abuso de Álcool e Alcoolismo do governo norte-americano, foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados durante a adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.

De acordo com os autores, os animais que consumiram álcool enquanto jovens se mostraram mais propensos a tomar decisões arriscadas do que os demais.

O teste de recompensa, com a alimentação constante e com a desconhecida, foi repetido quando os animais atingiram os três meses de vida, com resultados semelhantes.

Sabemos que a exposição precoce ao álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas. Mas nosso modelo, que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento nas tomadas de decisões arriscadas. O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões, demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo abuso do álcool. Este é o discurso dos pesquisadores.

O artigo Long-term risk preference and suboptimal decision-making following adolescent alcohol use, de Ilene L. Bernstein e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.

Número de partos em adolescentes cai 30% em dez anos...

O número de partos em adolescentes atendidos pela rede pública de saúde caiu 30,6% no Brasil entre 1998 e 2008. A informação é de um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (22), que mostra que os 699.718 partos registrados em 1998 diminuíram e chegaram a 485.639 no ano passado.

Segundo o ministério, as principais causas desta redução são o acesso a políticas de prevenção à gravidez não planejada e a orientação sobre saúde sexual.

Quase todos os Estados brasileiros tiveram queda nos números de partos em adolescentes atendidos. A exceção foi o Amapá, que viu o índice crescer 39,26% no período, saltando de 2.379 partos em meninas de 10 a 19 anos para 3.313 em 2008.

Rondônia teve a maior redução proporcional: 51,67%. Se em 1998 foram feitos 8.217 partos pela rede pública, em 2008 o SUS (Sistema Único de Saúde) auxiliou em 3.971 nascimentos.

A maior redução absoluta foi verificada em São Paulo. De 108.393 partos, o número foi para 73.876, uma queda de 31,84% - acima da média brasileira.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Casos de Mal de Alzheimer irão "dobrar" em número nos próximos anos.

Mais de 35 milhões de pessoas sofrem do Mal de Alzheimer hoje em dia, e a previsão é de que o número de casos quase dobre a cada 20 anos.

O número é 10% maior do que as previsões de alguns anos atrás porque as estimativas não levaram em consideração o crescente impacto da doença sobre países em desenvolvimento.

A expectativa é de que se chegue a 115 milhões de pacientes em todo o mundo até 2050.

O estudo é parte do World Alzheimer Report, divulgado pela Alzheimer's Disease International.

Segundo o relatório, o aumento da demência está sendo impulsionado pelo aumento da expectativa de vida em países mais pobres.

Apesar de a idade ser o principal determinante do Mal de Alzheimer, alguns outros fatores que causam doenças cardíacas - como obesidade, colesterol alto e diabetes - parecem aumentar também o risco de demência.

O custo de cuidar dos pacientes de demência não é só uma questão social, mas também econômica, aumentando a carga sobre a população economicamente ativa e os sistemas de saúde, afirma o relatório.

Os avanços nos tratamentos de saúde e nutrição vão ter maior impacto sobre países pobres e, como resultado, o número de idosos deve aumentar rapidamente nesses países.

Atualmente, calcula-se que apenas metade dos pacientes de demência vivam em países pobres ou de renda média, mas a expectativa é de que esta proporção suba para mais de 60% dos pacientes até 2050.

Além disso, o estudo sugere que a proporção de idosos que sofrem de demência é mais alta do que se imaginava em algumas partes do mundo, aumentando as estimativas.

O atual investimento em pesquisa, tratamento e cuidados é, na verdade, bastante desproporcional ao impacto geral da doença sobre os pacientes, seus enfermeiros e terapeutas, nos sistemas de cuidados sociais e de saúde e sobre a sociedade.

Segundo a Alzheimer's Disease International - uma organização que reúne grupos de vários países -, outros países deveriam seguir o exemplo de Austrália, França, Coréia do Sul e Grã-Bretanha e desenvolver planos de ação para combater o impacto da doença.

O relatório recomenda à Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a demência como uma prioridade no campo da saúde e ainda um aumento no investimento em pesquisas para tentar encontrar a cura, ou novos tratamentos para a doença.

Até hoje não há cura para o Mal de Alzheimer e os remédios apenas aliviam os sintomas temporariamente. Os cientistas não têm, sequer, certeza do que causa o Mal de Alzheimer.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Peste Negra



Peste negra é a designação por que ficou conhecida, durante a Idade Média, a peste bubónica (português europeu) ou bubônica (português brasileiro), pandemia que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas, sendo que alguns pesquisadores acreditam que o número mais próximo da realidade é de 75 milhões, um terço da população da época.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos (Rattus rattus) ou outros roedores. Os surtos de peste bubónica têm origem em determinados focos geográficos onde a bactéria permanece de forma endémica, como no sopé dos Himalaias e na região dos Grandes Lagos Africanos. As restantes populações de roedores infectados hoje existentes terão sido apenas contaminadas em períodos históricos.

As populações de alguns roedores das pradarias vivem em altíssimos números em enormes conjuntos de galerias subterrâneas que comunicam umas com as outras. O número de indivíduos nestas comunidades permite à peste estabelecer-se porque, com o constante nascimento de crias, há sempre suficiente número de novos hóspedes de forma contínua para a sua manutenção endémica. Naturalmente que as populações de ratos e de humanos nas (pequenas) cidades medievais nunca tiveram a massa crítica contínua de indivíduos susceptíveis para se manterem. Nessas comunidades de homens, a peste infecta todos os indivíduos susceptíveis até só restarem os mortos e os imunes. Só após uma nova geração não imune surgir e se tornar a maioria, pode a peste regressar. Nas comunidades humanas, portanto, a peste ataca em epidemias.

Sinais simples do câncer colorretal.

Sintomas simples e muitas vezes negligenciados, como mudanças nos hábitos intestinais, anemia e sangramento nas fezes, podem ser sinais do terceiro tipo de câncer mais comum no mundo: o colorretal.

O fato de muita gente não valorizar esses sintomas, aliado ao de que muitas vezes esse tipo de câncer é assintomático, faz com que esses tumores sejam descobertos muito tarde, como mostra um levantamento recém-concluído pela Secretaria de Estado da Saúde.

Os dados mostram que só 13% dos pacientes com câncer colorretal são diagnosticados na fase inicial da doença. Foram analisados 2.636 novos casos registrados no ano de 2007 -as informações mais novas disponíveis-, detectados e tratados em um grupo de hospitais públicos do Estado, o que corresponde a 6,9% do total de casos de câncer computados.

Quanto mais cedo esse tipo de câncer for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Até 90% das pessoas melhoram quando o tumor é descoberto no início. Segundo a pesquisa, 55% dos casos são diagnosticados na fase avançada.

Não há uma política pública nacional de rastreamento do câncer colorretal e isso está sendo estudado.

Pessoas que têm a síndrome de Lynch, um defeito genético, têm 80% de chance de ter câncer de intestino e deveriam fazer uma colonoscopia a cada dois anos a partir dos 25 ou 30 anos. A polipose familiar também aumenta o risco. Nos portadores, o exame deve ser feito por volta dos 12 anos e repetido a cada dois ou três anos.

Parentes de pacientes que tiveram câncer de intestino também têm risco maior -o ideal é que, se o pai ou a mãe tiver tido a doença, a pessoa faça o exame a partir dos dez anos a cada três ou cinco anos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Compulsão feminina por chocolate não depende de hormônio.



Grande parte das mulheres adora chocolate e 38% delas tendem a aumentar o consumo nos dias que antecedem a menstruação, o que sugere que isso se deva a uma influência da flutuação hormonal. Essa relação, porém, acaba de ser contestada por psicólogos da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em um artigo publicado na revista Appetite. Os autores partiram da hipótese de que, se a chocolatria feminina pré-menstrual dependesse dos hormônios, deveria ser observada uma redução proporcional desse interesse pelo alimento quando as mulheres atingissem a menopausa. E isso não foi observado. Com o término dos ciclos menstruais, a compulsão por chocolate caiu apenas 13%, o que, segundo os autores, não é uma redução significativa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Substância encontrada na maconha pode eliminar a dependência de morfina.



Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França aponta para mais uma aplicação terapêutica do princípio ativo da maconha, já usado em países como o Canadá, para tratar a dor crônica de pacientes terminais. Esperimentos mostraram que os sinais de dependência de morfina desapareceram depois de 13 dias de administração de THC (tetraidrocanabinol) em ratos jovens que haviam sofrido de privação do cuidado materno nos primeiros dias de vida.
A escolha desse modelo experimental se justifica porque os animais privados da presença da mãe desenvolvem estresse tão intenso que, uma vez expostos à droga, a dependência se instala muito rapidamente.
Analisando a região cerebral envolvida na dependência, o estriado, os autores observaram que o pricípio ativo da Cannabis restaurou a produção de encefalinas, afetadas pelo uso de opióides. O estudo foi publicado na revista Neuropsychopharmacology.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bacon e salame podem ser fatores causais para Alzheimer e Parkinson.



Doenças neurovegetativas como Alzheimer e Parkinson podem ter como fatores auxiliares causais alimentos enriquecidos com nitratos e nitritos, além de fertilizantes, encontrados nos mais variados tipos de alimentos, particularmente em bacon e salame, que são compostos alimentares curados que recebem, em sua fabricação, os componentes já citados.
Segundo autores do Rhode Island Hospital, de Providence, Estados Unidos, através de publicação do Journal of Alzheimer’s Disease, estes produtos podem danificar o DNA humano e provocar envelhecimento precoce, sendo potencialmente, também, agentes importantes no surgimento de outras doenças degenerativas, como o Diabetes tipo 2.
Embora não exista estudos populacionais comprovando tal associação, os pesquisadores observaram uma correlação positiva entre o aumento no uso desses compostos nos Estados Unidos e o número de casos de Alzheimer, Parkinson e Diabetes tipo 2, desde a década de 60 do século XX, o que não se relacionou com o aumento da longevidade da população americana no mesmo período.
Portanto, há fortes evidências de que estes alimentos possam ser fatores predisponentes para tais doenças embora não exista, ainda, comprovação.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Governadores de 16 estados deixam de investir R$ 3,6 bilhões em saúde.



Um relatório do Ministério da Saúde revela que ao menos R$ 3,6 bilhões deixaram de ser investidos no sistema público de saúde em 2007. O dinheiro foi utilizado em áreas que não têm vínculo direto com a saúde. Os governadores de 16 estados aproveitaram uma brecha na lei, que apesar de determinar que os estados invistam 12% da receita em saúde, não especifica quais devem ser os investimentos.

Fico pensando até quando um País aguenta ser relegado a segundo plano nos dois setores mais importantes na estrutura social: Saúde e Educação. Dói ver o descaso de responsáveis pelo Executivo, no Brsil, com relação a estes dois setores. Dói, por conta de ver a população sofrendo, ignorante, adoecendo sem ter perspectivas em médio prazo para seus males. Quando falo ignorante, certamente quero falar no sentido de que o povo não é esclarecido, não é educado, é ignorado (perdão pelo trocadilho)!

sábado, 12 de setembro de 2009

Prática de ioga pode ajudar contra dores lombares, aponta estudo.



A prática de uma forma terapêutica de ioga, enfatizando o alinhamento adequado do corpo, pode ajudar a amenizar dores nas costas, segundo novo estudo publicado na revista médica Spine. Avaliando 90 adultos com idades entre 18 e 70 anos e que apresentavam dores lombares, os pesquisadores observaram que o grupo que praticou ioga por 24 semanas teve melhores resultados em relação à dor e à mobilidade, além maior redução nos sintomas de depressão, comparados àqueles que fizeram tratamento convencional.

Os resultados não indicam que qualquer tipo de ioga pode ajudar contra as dores nas costas. No estudo foi utilizada uma ioga terapêutica chamada lyengar, que foi monitorada por um profissional certificado para esse tipo de abordagem contra lombalgias. Por isso, os autores recomendam que os interessados nesse tipo de terapia procurem profissionais com experiência em ajudar os pacientes a ajustar as posturas às suas necessidades.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

TROMBOEMBOLISMO VENOSO

Epidemiologia :

2 milhões de casos a cada ano nos EEUU

doença silenciosa...>>> após 50 anos de idade, infarto do miocárdio,derrame cerebral

fatores risco : cirurgias(ortopédicas) , alterações na coagulação, doenças auto-imunes, doenças cardiocirculatórias, tumores, imobilidade , fármacos ( estrógenos )

Trombo formado – conseqüências:

assintomático => a pessoa não percebe que tem um trombo em algum lugar (particularmente nos membros inferiores), mas se estabelece um fator de risco "invisível"

lise espontânea => o trombo formado na veia, se rompe e pode migrar, causando obstrução da circulação em um ou mais órgãos(pulmões, por exemplo), levando a sérios problemas de saúde

Como o paciente pode desconfiar?

Mais comum: inchaço e dor na panturrilha (parte posterior da perna ou panturrilha)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bulas de remédios terão letras maiores para facilitar leitura.

As dificuldades para ler a bula do remédio que o médico receitou podem acabar em breve. Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que todos os laboratórios terão de fornecer bulas com letras maiores do que o tamanho atual nas caixas dos medicamentos. As novas regras foram publicadas nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da União e já começaram a valer hoje.

O objetivo da resolução é facilitar a leitura dos pacientes e obrigar as empresas a darem informações mais claras sobre quantidade, características, composição e apresentação dos medicamentos. As bulas também devem explicar qual deve ser a idade mínima do paciente para tomar o medicamento com segurança. Além disso, versões das bulas em Braille e em áudio terão de ser fornecidas para pessoas que têm deficiência visual.

A indústria farmacêutica tem até janeiro de 2011 para se adequar. O fabricante que não estiver de acordo com as regras até esta data será autuado por infração sanitária. A empresa poderá ser notificada ou interditada, e condenada a pagar multa de R$ 2.000 a R$ 1,5 milhão, de acordo com a Anvisa.

Essas mudanças não bastam: é preciso reavaliar o texto, o objetivo e o teor das informações nas inúmeras bulas impressas no País. Há muitas informações desnecessariamente incluídas e que precisariam ser discutidas, para verificar se é o caso de ser mantidas ou não.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Siringoma.

Tumor benigno derivado dos ductos de glândulas sudoríparas. A tendência ao surgimento é genética e atinge principalmente as mulheres.

A doença caracteriza-se pela formação de lesões pequenas (2 a 5 mm), da cor da pele ou amareladas, um pouco elevadas e de consistência levemente endurecida. Localizam-se preferencialmente nas pálpebras e regiões ao redor dos olhos. Não apresentam qualquer sintoma associado. Podem ser poucas ou em grande número.

Não existe uma forma de se evitar o surgimento das lesões. O tratamento pode ser feito através de cauterização química, eletrocoagulação, dermoabrasão ou retirada cirúrgica das lesões. (Veja informações sobre estes procedimentos). Estes são tratamentos médicos que devem ser realizados pelo dermatologista.

Pernas inquietas podem ser uma manifestação de doença intestinal, diz estudo.

A síndrome das pernas inquietas – doença neurológica marcada pela insistente "necessidade" de movimentar as pernas – pode ser manifestação de uma doença inflamatória intestinal chamada doença de Crohn, segundo estudo americano publicado este mês na revista Inflammatory Bowel Disease.

De acordo com os autores, não havia evidências de que distúrbios no sistema nervoso central, como a síndrome das pernas inquietas, poderiam ser manifestações extraintestinais da doença de Crohn. Porém a nova pesquisa, que incluiu 272 pacientes, indicou uma associação significativa entre as duas condições.

As análises indicaram uma incidência de síndrome das pernas inquietas em pacientes com a doença inflamatória intestinal de 43%. A prevalência do problema neurológico foi de 30% nos pacientes, e de apenas 9% nos esposos. E, comparados àqueles que não tinham pernas inquietas, os pacientes com o distúrbio neurológico tinham maior média de idade (46,8, contra 42,6 anos), maior comprometimento do intestino delgado (78%, contra 66,7%), mais anemia anterior (49%, contra 33%) e menos comprometimento do cólon.

Os resultados indicaram que em quase 92% dos pacientes a síndrome das pernas inquietas começou durante ou após o diagnóstico da doença inflamatória intestinal. E mais de 44% daqueles que apresentavam as duas condições afirmaram que havia uma relação entre a melhora dos sintomas das pernas e dos sintomas da doença e Crohn.

Embora o estudo não tenha apontado os mecanismos dessa relação, e os autores destaquem que mais pesquisas são necessárias, eles acreditam que a explicação possa incluir os mecanismos comuns entre as duas condições – "ambas estão associadas à deficiência de ferro, inflamação e crescimento bacteriano excessivo".

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brasileiros criam tratamento para enfisema com células-tronco.

Pesquisadores do IMC (Instituto de Moléstias Cardiovasculares), de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - campus de Assis - anunciaram nesta terça-feira a realização de uma terapia com a aplicação de células-tronco adultas para tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o enfisema pulmonar, em pacientes que adquiriram a doença com o cigarro. A terapia, que é totalmente financiada pelo IMC, é inédita no País e no mundo, algo semelhante, com outros tipos de cultura de células e outros grupos de pacientes, está sendo feito nos Estados Unidos e no Rio.

O objetivo dos pesquisadores é restaurar o tecido pulmonar dos pacientes que perderam a capacidade respiratória por causa da doença. Estima-se que o enfisema, que é incurável em 90% dos casos, atinja de 6% a 7% da população com mais de 40 anos. Causada pelo cigarro, a doença gera inflamação nos brônquios e destrói os alvéolos e o tecido pulmonar. Com o tempo, o paciente não consegue fazer a troca gasosa, ou seja, reter oxigênio e eliminar gás carbônico e por isso sente dificuldade para respirar.

Quatro pacientes foram submetidos à terapia. Eles receberam nos últimos meses aplicação de 30 ml (mililitros) cada um de células-tronco adultas, extraídas da medula e os resultados verificados nas avaliações clínicas em três deles animaram a equipe. As aplicações foram feitas nos dias 11 de maio, 7 de julho e 13 de agosto e as avaliações clínicas em 30 e 60 dias após as aplicações.

Estoque de Tamiflu do Brasil não atende recomendação da OMS, diz fabricante do remédio...

Em situações de pandemia como a da gripe suína, ou influenza A (H1N1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um país tenha medicamento suficiente para tratar pelo menos 25% da população. No Brasil, porém, os estoques disponíveis até agora dariam para suprir apenas 5% dos brasileiros. A informação foi divulgada pela fabricante do antigripal Tamiflu (oseltamivir), a Roche, em uma conferência internacional organizada pela empresa nesta segunda-feira (7) na Basileia, na Suíça, onde fica a sede do laboratório.

A empresa recebeu até agora um pedido do Ministério da Saúde para entregar 9 milhões de tratamentos até maio de 2010. Só depois disso é que os estoques das farmácias serão repostos para venda regular. Isso significa que, para os brasileiros, ainda é distante a possibilidade de adquirir o remédio nas drogarias com uma receita do médico.

Até o ultimo mês, 800 mil tratamentos foram distribuídos no Brasil. Segundo o Ministério, não há proibição da venda do medicamento nas farmácias. "O único laboratório fabricante do remédio deu prioridade total aos pedidos de compra", informa a pasta em seu site, "medida necessária para que o governo federal cumpra a missão de oferecer o medicamento gratuitamente a população".

O Reino Unido é a região onde está o maior estoque do remédio, uma quantidade que daria para tratar mais de 80% da população. Em seguida estão França, Austrália, Áustria e Japão, respectivamente. Países como Malásia e Coreia do Sul já apresentam uma capacidade para tratar a população proporcionalmente maior que o Brasil - esses países têm tratamento suficiente para 10% dos habitantes.

"A OMS diz que o estoque deve ser de aproximadamente 25%, mas cada país decide quanto comprar. Não cabe a nós dizer se a conduta de determinado governo está correta ou não", comentou David Reddy, líder do grupo de trabalho global da Roche contra a pandemia de gripe, após o evento.

Em relação a uma possível parceria para produção do Tamiflu no Brasil, como já foi feito com China, Índia e África do Sul, Reddy limitou-se a afirmar que a possibilidade existe. A patente do medicamento expira em 2016.

O Tamiflu é atualmente o quarto medicamento que traz mais dinheiro para a companhia. Segundo os resultados do primeiro semestre deste ano, as vendas do produto triplicaram no período em relação ao ano anterior, gerando uma receita de 1 bilhão de francos suíços (equivalente a R$ 1,7 bilhão).

Devido a pandemia, a companhia anunciou que vai aumentar sua capacidade de produção para 400 milhões tratamentos por ano já no início de 2010. Até agora, 96 governos receberam um total de 270 milhões de tratamentos.

O balanço mais recente da OMS mostra que a doença já atingiu 254.206 pessoas no mundo e causou a morte de 2.837. No Brasil, a gripe causou pelo menos 657 mortes até semana passada. A taxa de mortalidade no país é a sexta maior do mundo - 0,34 a cada 100 mil habitantes -, segundo o Ministério da Saúde.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Barriga de chope" não depende do quanto, mas de como se bebe, diz estudo.

A chamada “barriga de chope” não depende tanto da quantidade de álcool que você consome, mas de como você bebe, segundo estudo apresentado esta semana no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. De acordo com os autores, quem bebe muito em um só dia no mês parece ter maior circunferência de cintura do que aqueles que bebem em maior quantidade no mês, mas dividindo em vários dias. Em pesquisa com 28,5 mil pessoas na meia-idade, os voluntários que bebiam 80 gramas de álcool de uma só vez pelo menos uma vez por mês tinham circunferência da cintura maior do que aqueles que tomavam a mesma quantidade no decorrer de uma semana.

Os pesquisadores destacam que o tipo de bebida não afetaria os riscos de ter maior circunferência da cintura, ou seja, tomar cerveja não aumentaria mais a barriga do que o consumo de vinho ou licor. A quantidade consumida não teria influência no peso do homem, além de ter pouco efeito sobre o peso das mulheres. E, apesar de aqueles que bebem em excesso de uma só vez terem maior circunferência da cintura, isso não significa que eles sejam mais pesados do que pessoas que não costumam exagerar.

Baseados nos resultados, os autores alertam que a obesidade abdominal é um fator de risco para diabetes e doença cardiovascular. “As descobertas de que a bebedeira é associada à obesidade abdominal é importante para nosso entendimento da relação entre o excesso de bebida e essas doenças”.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Por dentro do negócio global de partes do corpo...




O negócio de partes do corpo da companhia alemã Tutogen é tão secreto quanto lucrativo. Ela extrai ossos de corpos na Ucrânia para fabricar produtos médicos para um mercado global que movimenta bilhões e está centrado nos Estados Unidos.

O engenheiro aposentado Anatoly Korzhak morreu em Kiev em 5 de agosto de 2004. Seu corpo foi recolhido às 2h e levado para o instituto de medicina legal da capital ucraniana. Na mesma noite, a filha de Korzhak, Lena Krat, recebeu um telefonema no qual pediram para que ela fosse para o instituto logo de manhã, onde receberia mais informações.

Foi a primeira vez que Krat recebeu a notícia da morte de um parente próximo. "Eu fiquei tão triste que não conseguia pensar com clareza", lembra-se. Quando ela chegou ao instituto de manhã, um homem disse alguma coisa para ela sobre transplantes de pele. Tratava-se de um funcionário de uma companhia ucraniana que trabalha lado a lado com os especialistas em medicina legal. Ela disse ao homem: "Deixe-me em paz. Eu não sei do que você está falando e não quero ouvi-lo."

Mas o funcionário foi persistente e eventualmente deu a ela um formulário para assinar. Ele disse que se ela consentisse com a remoção da pele, estaria ajudando vítimas pediátricas de queimaduras, que precisavam de transplante. Krat assinou o formulário. "Foi como se eu tivesse sido hipnotizada", disse ela.

Mas agora Krat, mãe de duas filhas pequenas, ficou sabendo através da "Spiegel" que a companhia ucraniana em questão enviava as partes de corpos para a companhia alemã Tutogen Medical GmbH, que por sua vez fornece aparentemente um grande número de partes de corpos para o mercado norte-americano de tecidos.

Além de faixas de pele, tendões, ossos e cartilagem são removidos dos corpos. "Isso me chocou", disse Krat. "Se eu soubesse que tudo isso seria retirado, eu jamais teria dado meu consentimento."

O incidente na capital ucraniana faz parte da rotina diária secreta de um ramo pouco conhecido, mas altamente lucrativo do setor médico, no qual companhias usam corpos para produzir suprimentos médicos. Ao fazer isso, eles reutilizam quase tudo que o corpo humano tem a oferecer: ossos, cartilagem, tendões, fáscia muscular, pele, córneas, saco pericárdico e válvulas do coração. No jargão da profissão, tudo isso é chamado de "tecido".

Ossos e tendões, as partes que mais interessam à Tutogen, são submetidos a um processamento complexo. A companhia retira a gordura e limpa os ossos, corta, serra ou os tritura nos tamanhos desejados, depois esteriliza, embala e vende o produto final para mais de 40 países em todo o mundo. Com uma prescrição médica é até mesmo possível pedir os produtos da Tutogen através de farmácias online.

O mercado para os tecidos ainda é pequeno na Alemanha. No que diz respeito aos ossos, por exemplo, os especialistas estimam que cerca de apenas 30 mil transplantes por ano são feitos em hospitais de todo o país, principalmente para reconstrução óssea durante cirurgias de quadril e coluna vertebral.

Nos Estados Unidos, a história é completamente diferente. De acordo com a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, mais de um milhão de partes de ossos são usadas em transplantes todos os anos. Em nenhum outro país é possível ganhar tanto dinheiro com partes de corpos. Se um corpo for separado em partes avulsas, depois processado e vendido, o procedimento total poderia chegar a US$ 250 mil (cerca de R$ 470 mil). Por apenas um corpo! O setor de tecidos dos EUA gera um lucro total de cerca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,88 bi) por ano, diz a jornalista Martina Keller, coautora deste artigo e autora do livro "Cannibalized: The Human Corpse as a Resource" [algo como "Canibalizado: O Corpo Humano Como Matéria-Prima"], publicado na Alemanha.

Questões éticas e legais
Isso levanta questões sobre a legalidade do processo de obter a matéria-prima. E será que os produtos ósseos feitos a partir de corpos são medicamente necessários? De acordo com Klaus-Peter Günther, presidente da Sociedade Alemã de Ortopedia e Cirurgia Ortopédica, eles normalmente "não são a primeira escolha" nas cirurgias. "Para nós, a regra de ouro ainda é o tecido retirado diretamente do paciente em questão."

As demais alternativas só são uma opção quando o material do corpo do paciente é insuficiente, disse Günther. Essas alternativas incluem ossos de animais e substitutos artificiais feitos de material cerâmico, por exemplo - ou ossos de doadores humanos.

Muitos hospitais coletam e reutilizam fragmentos de ossos removidos de pacientes que receberam quadris artificiais. "Por esse motivo", diz Günther, "não tivemos de recorrer a doadores mortos até agora."

Nos Estados Unidos, os médicos têm menos escrúpulos em relação a usar partes de corpos de mortos do que seus colegas alemães - em áreas como cirurgia de coluna, lesões esportivas e cirurgia cosmética. Por exemplo, os médicos usam partículas pulverizadas de pele para aumentar os lábios e atenuar rugas.

Será que os corpos devem ser cortados para tornar os procedimentos cosméticos possíveis? Ingrid Schneider é decididamente contra essa prática. Durante os últimos 15 anos, a cientista política de Hamburgo, ex-integrante da Comissão Investigativa sobre Lei e Ética na Medicina Moderna do parlamento alemão, esteve envolvida no assunto da reciclagem de material corporal. Schneider argumenta que o corpo não é uma fonte de materiais que podem ser vendidos à vontade. Por causa dessas preocupações, não surpreende que muitas pessoas sejam profundamente contra permitir que o corpo de um familiar seja reusado, mesmo para fins médicos.

Mesmo que seja pouco realista esperar que toda a comercialização de partes de corpos seja proibida na medicina moderna, diz Schneider, é importante estabelecer limites. Por esse motivo, ela insiste que os tecidos humanos devem ser usados com restrições - ou seja, apenas quando seu uso é medicamente necessário e evidentemente superior a outras formas de tratamento.

A convicção de que o corpo é muito mais do que um objeto também influenciou as políticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, instituição da UE que representa os líderes e ministros do bloco de 27 países. Todas essas instituições condenam a prática do comércio de partes do corpo humano para obter lucro.

Na Alemanha, a lei de transplantes de órgão regulamenta a remoção de tecidos. Apenas aqueles que consentiram com a coleta de órgãos e tecidos são considerados doadores. Se uma pessoa morre e não é uma doadora, seus parentes próximos podem consentir com a doação. O parágrafo 17 da lei de transplantes define explicitamente: "É proibido comercializar órgãos ou tecidos para uso em tratamentos médicos e outros fins." Médicos que removem tecidos só podem receber uma compensação correspondente ao seu trabalho. A lei determina sentenças de prisão de até cinco anos por violação à proibição de comércio.

fonte: Der Spiegel (Jornal alemão)

IBGE constata que cesarianas são quase metade dos partos no país

O número de cesarianas no Brasil representa 43% dos partos no país, índice considerado alto e distante do ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta o parto normal como opção mais saudável para a mãe e o bebê.

De acordo com a OMS, as cesarianas deveriam se limitar a situações de risco.

O dado foi apresentado dia 2 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consta da publicação Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil.

Segundo o documento, nas regiões Sul e Sudeste foram realizados, percentualmente, o maior número de cesarianas, em 2006. Na Região Norte, foi registrado o menor percentual.

Embora mais arriscado para a saúde da mulher e da criança, segundo os médicos, os partos cesáreos são mais comuns entre as mulheres mais instruídas, alcançando 70% entre as mães com mais de 12 anos de estudo e 80% dos partos feitos pelos planos de saúde.

No sistema público de saúde, as cesáreas são 26% dos partos, ainda acima da recomendação da Organização Mundial de Saúde, que defende o percentual de 15% para este procedimento entre o total de partos.

Segundo a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, os dois tipos de parto apresentam vantagens e desvantagens e a opção por um determinado procedimento deve ser da gestante.

Eu discordo: a gestante opta pelo caminho aparentemente menos traumático: a cesárea. É exatamente por isso que há grande número de cesáreas nas regiões sul e sudeste. O obstetra DEVE conscientizar a parturiente de que o parto normal é o mais indicado, menos arriscado e de mais fácil recuperação para ambos, o bebê e a mãe. Se deixar por conta das mamães...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Gripe suína: estudo minimiza poder de mutação do vírus.

Coloque o vírus da gripe suína numa sala com outras versões do causador da influenza e eles não se juntarão para formar uma nova superdoença. Em vez disso, a gripe suína simplesmente derrotará as outras, diz um estudo publicado ontem no site PLoS Currents: Influenza (www.ploscurrents.org), criado pela "Public Library of Science" para compartilhar informações científicas sobre a enfermidade.

Os pesquisadores da Universidade de Michigan infectaram furões com várias versões da gripe para investigar os temores de que a suína poderia se fundir às outras e gerar um vírus mais letal. Mas o vírus da gripe suína, o H1N1, não sofreu mutações - análise da secreção nasal dos furões mostrou que não houve troca genética.

No entanto, os animais que receberam os dois tipos de vírus foram os que ficaram pior. E eles também transmitiram facilmente a gripe suína para os vizinhos - com muito mais facilidade do que transmitiram a gripe sazonal. Por enquanto, ela não sofre pressão evolucionária para desenvolver mutações, pois tem uma clara vantagem biológica sobre os vírus concorrentes, concluiu a equipe do virologista Daniel Perez. No entanto, o estudo, financiado pelo NIH, órgão americano responsável pela pesquisa em saúde, comprova a facilidade de disseminação do vírus, reforçando a preocupação das entidades internacionais em relação à pandemia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dermatite atópica ou eczema atópico.

Vamos retomar o assunto:

A atopia é uma doença adquirida por herança genética que, na pele, causa lesões inflamatórias: a dermatite atópica ou eczema atópico. A pessoa que sofre de atopia, além da dermatite atópica pode apresentar asma ou rinite alérgica. É frequente encontrar histórico de uma destas doenças nos familiares.

O principal sintoma é a coceira, que pode começar antes mesmo das lesões cutâneas se manifestarem. Na infância as lesões são avermelhadas e descamativas. Podem atingir a face, tronco e membros. Com o ato de coçar, tornam-se escoriadas e podem sofrer infecção secundária.

Nos adolescentes e adultos, as lesões localizam-se preferencialmente nas áreas de dobras da pele, como a região posterior dos joelhos, pescoço e dobras dos braços. A pele destes locais torna-se mais grossa, áspera e escurecida. Usualmente localizada nestas áreas, a dermatite atópica pode se generalizar, atingindo grandes áreas corporais.

Passada a infância, pode ocorrer o desaparecimento total das lesões mas, geralmente, a doença tem curso crônico (longa duração), apresentando períodos de melhora e de piora. É comum, após o desaparecimento da dermatite atópica, ocorrer a substituição desta por uma das outras formas de apresentação da atopia (asma ou rinite).

Outra característica da pele do atópico é a sua tendência maior ao ressecamento que, por si só, pode dar origem à sensação de coceira e descamação. O estresse emocional pode desencadear períodos de piora e não deve ser menosprezado.