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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Alterações posturais


Postura é o conjunto de posições das articulações do corpo em um dado momento, em que o centro de gravidade de cada segmento corporal está alinhado verticalmente com o segmento abaixo. A postura normal é um estado de equilíbrio muscular e esquelético mantido com um mínimo de estresse ou tensão sobre o corpo.

Alterações posturais, ou desvios posturais, são alterações na coluna vertebral representadas por desvios anormais ou acentuação de curvaturas normais (nas regiões torácica e lombar) já existentes ou pelo aparecimento de curvaturas novas. Elas podem levar ao uso compensatório incorreto de outras articulações corporais ou causar enrijecimento e encurtamento dos músculos, uma vez que o corpo busca compensações para manter o equilíbrio do indivíduo.

As alterações (desvios) de postura podem ser causadas por maus hábitos posturais, desequilíbrios musculares e encurtamento de tecidos moles.

A coluna vertebral vista lateralmente sofre curvas no sentido convexo (lordose) ou côncavo (cifose), as quais podem ser acentuadas patologicamente. Na hiperlordose ocorre um aumento anormal da curva lombar, dando-nos a impressão de que as nádegas são mais salientes. Na hipercifose, há um aumento anormal da curvatura da região dorsal (costas), dando à pessoa um aspecto de "corcunda". Já quando abordada de uma posição ventral ou dorsal, as curvaturas observadas no sentido lateral (uma ou mais) são chamadas escolioses.

Pode-se falar de postura estática e postura dinâmica. A postura estática é considerada quando a pessoa se encontra parada. A postura dinâmica está presente quando a pessoa se movimenta. Os padrões posturais que as pessoas adotam durante o dia baseiam-se nos ajustes utilizados para responder às demandas ergonômicas e para manter certo nível de conforto para a coluna.

As deformidades posturais mais comuns são:

1.Cabeça deslocada para frente, ocasionando um posicionamento anterior do pescoço.

2.Hipercifose (curvatura da coluna torácica no sentido côncavo, quando olhada lateralmente) de determinado segmento vertebral.

3.Hiperlordose (curvatura da coluna torácica no sentido convexo, quando olhada lateralmente) de determinado segmento vertebral.

4.Escoliose, classificada como uma curvatura lateral dos segmentos vertebrais.

Estas anomalias podem gerar deformidades compensatórias nas estruturas periféricas (braços e pernas), porque o sistema músculo-esquelético está interligado e pode levar a alterações no tecido ósseo, fazendo com que grande parte dos pacientes apresentem quadros álgicos (de dor) associados à má postura.

Os desvios de coluna podem ser diagnosticados pelo exame físico e por meio de radiografias, tomografias computadorizadas ou ressonância magnética.

O tratamento deve consistir primeiramente em eliminar eventuais dores e desconfortos gerados pela má postura. Às vezes, tais alterações são leves e pouco perceptíveis, podendo ser corrigidas com medidas simples, como sessões de fisioterapia, musculação e/ou alongamento. Entretanto, em outros casos, é necessário um tratamento intensivo, uso de coletes ou mesmo cirurgias.

Quanto mais cedo a pessoa se tratar, maior a porcentagem de êxito da correção. Podem ser utilizadas também técnicas que mobilizem estruturas articulares e musculares para ganho de amplitude de movimento como, por exemplo, mobilizações articulares, massoterapia e alongamentos específicos.

O fortalecimento muscular é essencial para proporcionar maior sustentação da postura considerada ideal. A diminuição das curvaturas anatômicas (chamadas retificações) pode fazer com que o paciente perca mobilidade destes segmentos, tornando-os estruturas rígidas.

As alterações posturais podem ser prevenidas por meio de exercícios físicos que visem reforçar a musculatura paravertebral e buscando sempre manter a postura correta.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Controle alimentar do ácido úrico


Bons hábitos alimentares podem auxiliar bastante no controle do ácido úrico, componente orgânico que, em excesso, pode causar danos às articulações e aos rins.

Veja o que você deve evitar em sua dieta:

- Miúdos em geral;
- Alguns alimentos das águas, como sardinha, mexilhão, anchova, bacalhau, salmão, truta, atum, arenque, camarão, lagosta, ostra e caranguejo;
- Algumas aves, como ganso, peru, galinha e galeto;
- Carne de porco,embutidos, toucinho defumado, bacon;
- Caldo de carne e molhos prontos (industrializados);
- Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, trigo;
- Frutas oleaginosas, como coco, nozes, castanha, amêndoa, amendoim, pistache e avelã;
- Presunto, banha, extrato de tomate, chocolate e pão de centeio;
- Alho poró, aspargo, brócolis, cogumelo e espinfre;
- Cereja, nêspera e abacaxi;
- Café;
- Todos os grãos e sementes.

É, a vida de quem tem problemas com ácido úrico não é fácil. Mas quem já teve uma crise de gota (foto acima) sabe o que dói! É bem melhor evitar chegar neste ponto.

Boa dieta!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hemoglobina glicada ou glicosilada: entenda um pouco sobre ela


A hemoglobina (Hb) é uma proteína normalmente presente nas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), cuja função é transportar oxigênio para os tecidos. Hemoglobina glicosilada ou glicada (HbA1c) é a fração da hemoglobina que se liga à glicose que ela incorpora a partir do sangue. Assim, quanto mais altas as taxas de glicose livre no sangue, maiores os valores da hemoglobina glicosilada.

A função da hemoglobina é transportar oxigênio no sistema circulatório para os tecidos. Durante o período de vida da hemácia, a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração de açúcar livre no sangue. Dessa forma, o exame de hemoglobina glicosilada consegue mostrar uma média das concentrações de glicose em nosso sangue durante aproximadamente sessenta a noventa dias, diferentemente da glicemia de jejum, que mede as concentrações de glicose no sangue apenas no momento da coleta. A hemoglobina glicosilada é, então, um parâmetro a mais, além da glicemia de jejum e da curva glicêmica, que permite avaliar os níveis de glicose circulantes, com a vantagem de refletir a concentração média de glicose em um tempo mais prolongado.

Não é necessário nenhum tipo de preparo para fazer o exame de hemoglobina glicosilada. A pessoa pode comer ou beber naturalmente. É colhida uma amostra de sangue, por meio de uma punção venosa, normalmente a mesma amostra que servirá para outros exames e que será analisada por meio de equipamentos automatizados. Se o exame for único, pode ser feito em uma gota de sangue obtida por uma lanceta de perfuração na polpa de um dedo. Não existem contraindicações para a realização do exame de hemoglobina glicosilada, podendo ser feito por qualquer pessoa. Normalmente o resultado já pode ser dado uma hora após a realização da coleta do sangue.

O exame da hemoglobina glicosilada é usado para diagnosticar e monitorar o controle mais em longo prazo do diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, mas ele também pode ser pedido como parte do checkup normal de uma consulta, porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo. Em casos mais raros, a hemoglobina glicosilada pode ser pedida para fazer o diagnóstico de anemia ou baixas contagens de hemoglobina ou de uma hipoglicemia. O nível de hemoglobina glicosilada é aumentado nas células vermelhas do sangue de pessoas com diabetes mellitus mal controlado. Uma vez que a glicose permanece ligada à hemoglobina por toda a vida da célula vermelha do sangue, normalmente entre 90 e 120 dias, o nível da hemoglobina glicosilada reflete o nível médio de glicose no sangue durante os últimos três meses. Enquanto os resultados da glicemia de jejum podem oscilar de um momento para outro, dependendo de fatores como a prática de atividade física ou o uso de medicações que o paciente esteja tomando, além do fato de que alguns indivíduos podem apresentar glicemia de jejum normal e ter picos hiperglicêmicos em outros instantes, o exame de hemoglobina glicosilada mostra a concentração média de glicose no sangue de uma pessoa durante um longo período.

Alguns outros motivos podem justificar o pedido da hemoglobina glicosilada:

•Glicemia de jejum acima do normal.
•Urinar várias vezes ao dia.
•Sede intensa.
•Perda de peso apesar da ingestão normal de alimentos.
•Desidratação.
•Tonteiras.
•Mal-estar.
•Fome intensa.
•Parente direto com diabetes mellitus.

Os valores de referência da hemoglobina glicosilada são diferentes se o paciente é ou não diabético. Para alguém que não seja diabético os níveis normais podem variar de 4,5 a 5,6%. Um resultado entre 5,7 e 6,4% é considerado como pré-diabetes. Níveis superiores a 6,5%, obtidos em dois testes separados, indicam diabetes mellitus. Para pessoas que sejam diabéticas, níveis de hemoglobina glicosilada entre 6,5 e 7,0% são considerados como indicativo de um bom controle da doença e de que o tratamento que vem sendo feito deve ser continuado. Se a medida estiver acima desse valor, indicam mau controle da doença e é recomendável uma mudança no plano de tratamento. Níveis acima de 12% indicam um controle muito pobre. Quanto mais elevado o nível de hemoglobina glicosilada, maior será o risco de o paciente ter complicações.

O exame da hemoglobina glicosilada pode ser falseado em algumas condições:

•Sangramento intenso ou crônico.
•Ferro insuficiente na corrente sanguínea.
•Presença de uma variante de hemoglobina A.
•Transfusão de sangue recente.
•Portador de anemia hemolítica.

As complicações possíveis com o exame da hemoglobina glicosilada são os mesmos inerentes a todos os exames de sangue, como hematomas ou lesões decorrentes de uma veia mal puncionada ou uma coleta difícil.