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terça-feira, 25 de abril de 2017

Artrose de coluna


A artrose na coluna é uma patologia que afeta as articulações da coluna, sendo um problema muito comum em idosos, mas que pode acontecer em qualquer idade.

Ela também é conhecida como espondilose.

A artrose na coluna é uma doença degenerativa, seu sintoma principal é a dor na coluna, quadril e pescoço.

As articulações com o tempo ficam mais fracas e o indivíduo pode perder a estrutura espinhal, por isso o problema é muito comum em idosos.

A artrose pode afetar várias regiões da coluna como a lombar, a cervical, torácica e sacral, podendo afetar todos esses lugares ou apenas uma região.

Os sintomas gerais da artrose na coluna incluem a dor que já citamos, sendo que essa dor pode piorar com o movimento.

O paciente também sente dificuldade de mover a coluna, pode ter sensação de formigamento em algumas áreas como pescoço, braços e pernas se a artrose for lombar.

Artrose Cervical – A artrose na coluna cervical é bem comum, pois a degeneração é mais precoce e susceptível, pois existe uma grande amplitude de movimento. Nesse caso os sintomas variam bastante, a dor na região é muito comum, ela também pode irradiar para outros lugares como ombros, braços, escápulas e até mão, o paciente com artrose cervical também apresenta torcicolos e dificuldade ou dor ao engolir.

Artrose Torácica – A artrose torácica não é um local muito comum de artrose, além disso ele não costuma causar muitos sintomas. Essa área tem uma maior estabilidade e menor amplitude de movimento, o sintoma principal é a dor e ela pode irradiar para as costelas.

Artrose Lombar – Esse é o local mais frequente de artrose na coluna. A região lombar tem muita mobilidade e suporta todo o peso do corpo, ela ainda faz uma grande transferência de carga entre a coluna vertebral e a bacia, por isso é mais comum ter artrose nessa região. Mesmo assim é mais comum em pessoas idosas ou indivíduos que já passaram dos 40 anos. Os sintomas mais comuns são a dor e rigidez que muitas vezes aparece na parte da manhã, a dor irradia também algumas vezes para as pernas ou uma das pernas e o paciente não tem alteração na mobilidade das pernas.

Para fazer o diagnóstico o médico vai pedir alguns exames como radiografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Assim que o problema for diagnosticado o tratamento começa, é importante saber que a artrose na coluna não tem cura, essa é uma doença degenerativa e piora com o envelhecimento. Mesmo assim, existe tratamentos para amenizar os sintomas.

O paciente pode tomar medicamentos para aliviar a dor, pode ser necessário fazer exercícios físicos e acupuntura. Em alguns casos a cirurgia é indicada, principalmente quando a dor não passa com remédios e exercícios, na cirurgia o mais comum é fazer a descompressão dos nervos e estabilização da coluna.

Pode-se prevenir esse problema sabendo das causas. Uma das formas de prevenção mais fáceis e interessantes é o exercício de fortalecimento, dessa forma você vai conseguir manter a cartilagem funcionando bem e sem desgaste. Observar a postura e fazer exercícios para melhorar a postura também é importante, se você já está na idade de 40 anos e ainda não se preocupou com o fortalecimento dessa área e a postura, é melhor começar a prestar mais atenção nessa área.

Exercício físico como musculação e natação ajudam muito, esse tipo de exercício trabalha o corpo todo e ajuda a fortalecer a área da coluna. Mas lembre-se de fazer exercícios com acompanhamento de um profissional. Comece a prestar mais atenção também na sua postura, observe a forma que você se senta, levanta, como abaixa para pegar objetos no chão e até a forma que anda. Se você começar a adotar uma postura correta e evitar posições erradas e forçadas não vai sobrecarregar a articulação.

Sempre que fizer atividade física mais intensa tente descansar um pouco, a articulação pode ficar comprometida depois de uma atividade física e o repouso é muito importante. Evite também carregar peso ou fazer atividades de impactos repetitivos, esse cuidado é importante principalmente se você já tem mais de 40 anos.

Por último, use calçados confortáveis e que oferecem uma boa base de apoio e evite a obesidade. A obesidade pode gerar grandes problemas para a coluna, você precisa ficar atento para que seu peso não prejudique sua saúde, a obesidade pode acarretar inúmeros problemas como diabetes, pressão alta, câncer, infertilidade, doenças no coração e também problemas na coluna como a artrose.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Artrite Reumatoide


A artrite reumatoide (AR) é uma doença sistêmica crônica.

Por ser sistêmica, significa que ela pode afetar diversas partes do organismo (embora atinja principalmente as articulações); por ser crônica, não se consegue obter a sua cura (e sim o seu controle).

A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que é autoimune, ou seja, os tecidos são atacados pelo próprio sistema imunológico do corpo.

A doença afeta entre 0,5% e 1% da população mundial adulta e cerca de três vezes mais mulheres do que homens. Um estudo de 2004 mostrou que a incidência da AR no Brasil é de 0,46%. Além disso, pessoas com histórico familiar de artrite reumatoide têm mais risco de desenvolvê-la, devido a uma maior predisposição genética.

Os principais sintomas são: dor, inchaço, rigidez e inflamação nas membranas sinoviais e nas estruturas articulares. Com a progressão da doença – e se esta não for tratada adequadamente –, os pacientes podem desenvolver incapacidade para a realização de suas atividades cotidianas.

Na artrite reumatoide, o sistema imunológico, responsável por proteger o nosso organismo de vírus e bactérias, também ataca os tecidos do próprio corpo –especificamente a membrana sinovial, uma película fina que reveste as articulações.

O resultado desse ataque é a inflamação das articulações e consequente dor, inchaço e vermelhidão, principalmente nas mãos e nos pés. É importante lembrar que, por ser sistêmica, ela pode ocorrer em outras articulações, tais como joelhos, tornozelos, ombros e cotovelos, além de outras partes do organismo (pulmão, olhos, coluna cervical). Em outras palavras, embora a principal característica da artrite reumatoide seja a inflamação das articulações, várias regiões do corpo também podem ser comprometidas.

Se não for tratada adequadamente, a inflamação persistente das articulações pode levar ao comprometimento das juntas, provocando deformidades e limitações nas atividades do dia a dia.

Apesar dos avanços nas pesquisas, a causa da artrite reumatoide ainda é desconhecida. Porém, a maioria dos cientistas concorda que a combinação de fatores genéticos e ambientais é a principal responsável.

Foram identificados marcadores genéticos que provocam uma probabilidade dez vezes maior de manifestar a doença. Entretanto, há quem possua esses genes e não desenvolva a AR, assim como nem todas as pessoas com a doença têm esses genes.

Pesquisas sugerem que agentes infecciosos, como vírus ou bactérias, podem provocar a doença em quem tem propensão genética para desenvolvê-la. Além da resposta do organismo a eventos estressantes, como trauma físico ou emocional, outra possibilidade são os hormônios femininos, uma vez que a incidência é maior nas mulheres.

Fumar também pode ser um causador, pois há um alto risco de pessoas com um gene específico desenvolverem artrite reumatoide, além de ser um vício que pode aumentar a gravidade da doença e reduzir a eficácia do tratamento.

sábado, 22 de abril de 2017

Tratamento de ferimentos no corpo


Uma ferida é uma interrupção na continuidade de um tecido corpóreo, geralmente a pele. As feridas podem ser classificadas de diversas maneiras:

•Quanto à profundidade: feridas superficiais, quando atingem apenas as camadas mais superficiais da pele (derme e epiderme), ou feridas profundas, quando atingem níveis mais profundos.

•Quanto à complexidade: feridas simples, que, em geral, são superficiais e livres de sinais de infecção, demandando apenas cuidados com curativos ligeiros e menos frequentes, e feridas complexas, mais profundas, comprometendo tipos diferentes de tecidos além da pele (ossos, cartilagens, tecido adiposo, fáscias musculares, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos, tecido nervoso, etc.), muitas vezes infectadas ou com algum grau de necrose.

•Quanto ao formato: ◦Ferida puntiforme, geralmente causada por instrumento perfurante de pequena área de secção transversal, como espinhos, pregos, agulhas, etc.
◦Ferida incisa, de formato linear e bordas regulares, quase sempre causada por lâminas como facas, lâminas de barbear, etc.
◦Ferida cortocontusa, de formato irregular, com diversos segmentos ulcerados e áreas de equimoses adjacentes, normalmente causadas por objetos que tanto produzem lesões por corte e por impacto, como machados, foices, aresta de um tijolo, etc.
◦Ferida perfurocontusa, de formato quase regular e bordas ligeiramente irregulares. Possibilidade de se observar áreas de equimoses e hematomas adjacentes, normalmente causadas por objetos que penetram a pele mediante impacto, como um projétil de arma-de-fogo, por exemplo.
◦Ferida perfuroincisa, de formato e bordas habitualmente regulares, normalmente causada por objetos que penetram a pele com pouco impacto mas com bom potencial de divulsão de tecidos, como uma lâmina de um punhal, por exemplo.

Além dessas, há as feridas não traumáticas: ◦Ferida causada por queimadura de formato irregular e extensão variável, seja causada por radiação ionizante, fonte de calor, abrasão ou produto químico. A queimadura é dita de primeiro grau se há apenas "avermelhamento" do local, sem produção de ferimento; de segundo grau quando há formação de bolhas que se ulceram e formam feridas superficiais; de terceiro grau quando há necrose da derme e tecido adiposo ou de quarto grau quando há necrose de tecidos profundos como ossos, cartilagens, músculos, etc e formação de lesões ulceradas.
◦Ferida causada pelo frio, cujo formato irregular depende da área de pele exposta à baixa temperatura. Muitas vezes pode assumir as mesmas características das queimaduras, apenas com "avermelhamento" local ou com a formação de bolhas ou necrose de tecidos mais superficiais ou profundos.
◦Ferida causada por fatores endógenos como pênfigo, vasculites, psoríase, xeroderma, etc. Têm formatos diversos, na dependência da patologia causadora. Variam de "rachaduras" em determinadas áreas de pele até lesões evolutivas que surgem como pequenos pontos avermelhados ou escurecidos e se desenvolvem em feridas de dificílima cicatrização.

Cada ferida exigirá uma preparação específica, mas há alguns princípios básicos:

•Lavar as mãos antes e depois do procedimento.

•Comunicar previamente ao paciente o procedimento que será realizado.

•Limpar a ferida com soro fisiológico 0,9%.

•Usar técnica estéril ou limpa.

•Aplicar a medicação prescrita.

•Não secar o leito da ferida.

•Utilizar coberturas que favoreçam a cicatrização.

•Preencher as cavidades.

•Proteger as bordas da ferida.

•Ocluir com material hipoalergênico.

•Desbridar quando necessário.

O médico ou o enfermeiro deve registrar em prontuário o procedimento realizado e a evolução da ferida, descrevendo seus aspectos principais.

O tratamento das feridas depende da natureza de cada uma delas e pode ser tão simples como apenas colocar uma cobertura sobre elas ou tão complexo que requeira conhecimentos especializados. Em geral, essa atividade cabe à equipe de enfermagem. Cerca de 80% dos casos são atendidos em nível ambulatorial, mas outros casos tornam necessários conhecimentos teóricos mais aprofundados para um tratamento eficaz, o que faz do tratamento de feridas uma área especializada da enfermagem. Alguns casos têm mesmo de ser tratados por médicos, em hospitais.

Alguns fatores atuam de modo a favorecer o desenvolvimento de uma ferida e a dificultar seu tratamento: diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade. Esses fatores comprometem a perfusão tecidual, aumentando o risco de desenvolver lesões e dificultando a cicatrização quando as mesmas ocorrem.

Nos pacientes acamados ou em uso de cadeira de rodas, os cuidados devem ser redobrados para evitar o surgimento de lesões por pressão que normalmente surgem nos pontos de proeminências ósseas. E, paralelamente, o paciente pode apresentar problemas que interferem no processo de cicatrização como idade e seu estado nutricional.

A cicatrização é um processo sistêmico, que depende do organismo como um todo e, portanto, tanto dos cuidados de enfermagem quanto do tratamento médico das condições subjacentes à ferida e do estado nutricional, emocional, psicossocial e ambiental do paciente.

Numa ferida pode-se encontrar diversos tipos de tecidos, alguns bons que fazem parte do processo normal de cicatrização (tecido de granulação, tecido de epitelização, fibrina, etc.) e outros ruins e que devem ser retirados (tecido macerado, tecido esfacelado, tecido de necrose, etc.).

Por um processo natural, chamado desbridamento autolítico, o organismo realiza a desintegração das células desvitalizadas. Porém, nas feridas crônicas, este mecanismo muitas vezes é insuficiente e a retirada desses tecidos ruins tem de ser feita artificialmente, porque esses tecidos desvitalizados aumentam o risco de infecção e dificultam o processo de cicatrização. Nesses casos, pode ser necessário fazer um desbridamento artificial.

O desbridamento cirúrgico é realizado em centro cirúrgico, pelo cirurgião, e está indicado para casos de necrose. O desbridamento instrumental consiste na remoção do tecido desvitalizado em diversas sessões e pode ser realizado a beira do leito ou em sala de curativos com a utilização de material como bisturi, tesouras e pinças. Esta técnica pode ser realizada por enfermeiro devidamente capacitado com conhecimento e formação específica. O desbridamento enzimático consiste na aplicação tópica de substâncias enzimáticas e proteolíticas que atuam como desbridantes diretamente em tecidos necróticos.

Feito isso, um cuidado especial deve ser dado às coberturas específicas para cada tipo de lesão. O profissional deve escolher a cobertura mais adequada para cada caso, com o objetivo de facilitar o processo de cicatrização.