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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sondas vesicais


Sonda urinária ou cateter urinário é um tubo de látex, poliuretano ou silicone que pode ser inserido na bexiga do paciente através da uretra ou por um pertuito artificial no abdômen, para que a urina drene livremente ou para injetar líquidos usados para tratamento ou para diagnóstico das condições da bexiga.

A sonda pode ser permanente (sonda de demora) ou intermitente, removida após cada operação. Existem sondas reutilizáveis e outras que são de uso em uma única vez.

Quais são os tipos de sondas vesicais?

Sondas urinárias intermitentes

As sondas urinárias intermitentes são recomendadas na maioria dos casos. Essas sondas são inseridas e retiradas várias vezes ao dia, apenas o suficiente para drenar a bexiga. Nesse caso, o paciente deve aprender a inserir a sonda sozinho. A sonda estéril deve ser pré-lubrificada para reduzir o risco de desconforto ao ser inserida. Uma extremidade dela é deixada em aberto para permitir a drenagem em um vaso sanitário ou anexada a uma bolsa para coletar a urina. A outra extremidade é guiada pela uretra até entrar na bexiga e a urina começar a fluir. Quando o fluxo de urina é interrompido, a sonda pode ser removida. Uma sonda nova deve ser usada a cada vez.

Sondas urinárias de demora

Uma sonda urinária de demora (cateter de Foley) é inserida da mesma forma que uma sonda intermitente, mas ela é mantida na bexiga por meio de um balão cheio de água, que impede a sua saída. A urina é drenada através de um tubo conectado a uma bolsa de coleta, que pode ser amarrada na parte interna da perna. As sondas de demora são às vezes equipadas com uma válvula que pode ser aberta para permitir que a urina seja drenada para um vaso sanitário e fechada para permitir que a bexiga se encha, até que a drenagem seja conveniente. A maioria das sondas de demora precisa ser trocada pelo menos a cada três meses.

Sondas suprapúbicas

Uma sonda suprapúbica é um tipo de sonda permanente. Em vez de ser inserida através da uretra, a sonda é inserida através de um orifício feito no abdômen e, em seguida, diretamente na bexiga. Este procedimento pode ser realizado sob anestesia geral, anestesia peridural ou anestesia local. Geralmente, uma sonda suprapúbica é usada quando a uretra é danificada ou bloqueada ou quando alguém é incapaz de usar uma sonda intermitente. A sonda pode ser presa ao lado do corpo e presa a uma bolsa colocada na perna. Também nesse caso, uma válvula pode ser colocada para se abrir, permitindo que a urina seja drenada para um vaso sanitário, ou se fechar, permitindo que a bexiga se encha, até que a drenagem seja conveniente. Esse tipo de sonda é trocada a cada seis a oito semanas.

Por que motivos usar a sonda vesical?

A sonda vesical é utilizada naquelas situações em que o fluxo da urina é interrompido, visando permitir que ele flua normalmente ou para injetar medicações diretamente na bexiga. Além disso, a sondagem também pode coletar material para análise diagnóstica e ajuda na mensuração do volume diário de urina. As razões pelas quais o paciente pode não conseguir urinar espontaneamente podem incluir obstrução do fluxo de urina devido a cálculos nos rins ou na bexiga, coágulos sanguíneos na urina, aumento grave do volume da próstata, cirurgia de próstata, qualquer outra cirurgia na área genital, histerectomia nas mulheres, lesão nos nervos da bexiga, lesão da medula espinhal, medicamentos e espinha bífida.

Como é feita a passagem da sonda vesical?

Nos homens, a sonda é inserida na uretra através do pênis, até a bexiga. Há também uma sonda tipo preservativo que se encaixa ao redor da ponta do pênis, em vez de ser inserida. Nas mulheres, a sonda é inserida pelo meato uretral, através da uretra, até a bexiga. Nelas, o procedimento pode ser algo mais complicado que nos homens, devido a diferentes disposições da genitália, idade, obesidade, corte genital feminino, parto ou outros fatores.

Antes da introdução da sonda, deve ser feita uma limpeza rigorosa da área ao redor do meato uretral masculino ou feminino, com solução de cloreto de sódio a 0,9%. Uma vez aplicada a sonda, deve-se ter o cuidado de verificar periodicamente sua permeabilidade porque ela pode ser bloqueada por sangue, sedimento espesso, torção na tubulação de drenagem ou espasmos da bexiga, próstata ou pênis. Tais espasmos podem ser controlados com medicação, embora a maioria dos pacientes se ajuste à irritação e os espasmos desapareçam.

Indicações comuns para passar sonda em um paciente incluem retenção urinária aguda ou crônica, procedimentos ortopédicos que podem limitar a movimentação do paciente, necessidade de monitoramento preciso da entrada e saída de líquidos, hiperplasia benigna da próstata, incontinência urinária e efeitos de várias intervenções cirúrgicas envolvendo a bexiga e a próstata.

Em alguns pacientes, a inserção e remoção de uma sonda pode causar dor, por isso, um anestésico tópico deve ser usado. O cateterismo deve ser um procedimento estéril e realizado por pessoal treinado e qualificado, usando equipamentos projetados para este fim. No caso do autocateterismo intermitente, os pacientes devem ser instruídos e treinados a realizar corretamente as manobras por conta própria. Pacientes com retenção urinária por lesões na medula espinhal e disfunção neurogênica da bexiga devem fazer o cateterismo intermitente para esvaziamento da bexiga de 4 a 6 vezes ao dia.


A técnica incorreta pode causar traumas na uretra ou na próstata (masculina), infecção do trato urinário ou parafimose no homem não circuncidado. Além dessas, podem ocorrer outras complicações, como reação alérgica ao material utilizado no cateter, pedras na bexiga, sangue na urina, lesão na uretra e septicemia.

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