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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Dacrioadenite


Dacrioadenite é a inflamação aguda ou crônica das glândulas lacrimais, que se localizam no canto lateral superior de cada órbita e produzem as lágrimas que vertem nos olhos por meio de 8 a 10 canalículos. As lágrimas são drenadas no ângulo interno de cada olho, pelos canais lacrimais, para o interior das fossas nasais.

As dacrioadenites agudas são causadas por uma infecção viral (principalmente) ou bacteriana. O vírus Epstein-barr e as bactérias estafilococos e gonococos são os agentes mais frequentes. As dacrioadenites crônicas quase sempre são devidas a transtornos inflamatórios não infecciosos como a sarcoidose, a doença de Graves e o pseudotumor orbitário.

As dacrioadenites são unilaterais na maioria dos casos e só excepcionalmente bilaterais. Trata-se de um processo inflamatório localizado na porção lateral da pálpebra superior, com dor, calor, inchaço, hiperemia (vermelhidão), ptose palpebral homolateral em “S” (a metade externa da pálpebra superior está mais caída que a metade interna), lacrimejamento e inflamação dos gânglios pré-auriculares.

O quadro pode estar associado com diminuição da secreção lacrimal e comprometimento das glândulas salivares. A infecção por vírus acompanha muito frequentemente os casos de mononucleose infecciosa, já que nas duas situações o vírus causador é o mesmo.

As dacrioadenites podem ser diagnosticadas por meio de exame oftalmológico realizado no próprio consultório. Num exame de sangue, pode-se encontrar elevação da amilase sérica e alterações na velocidade de hemossedimentação e do hemograma. Em alguns casos crônicos, pode ser necessário uma Tomografia Computadorizada de Órbitas para melhor avaliação e detecção das causas. Em casos selecionados, a biópsia pode também ser necessária.

Nos casos agudos, o tratamento das dacrioadenites deve ser feito com anti-inflamatórios sistêmicos, associados ou não a antibióticos, conforme o agente infeccioso seja viral ou bacteriano. Nos casos crônicos, o tratamento pode ser variado e dependerá da causa apurada.

O prognóstico é bom, principalmente para os casos agudos e virais que se curam completamente sem deixar sequelas.

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