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terça-feira, 16 de abril de 2013

Ingestão de fibras na alimentação



Uma revisão sistemática e meta-análise de estudos sobre a ingestão de fibras e sua associação com o risco reduzido de acidente vascular cerebral (AVC) foi publicada no periódico Stroke. Os resultados mostraram que a maior ingestão de fibras está significativamente associada a um menor risco de acidente vascular cerebral.

Vários bancos de dados eletrônicos foram pesquisados e oito estudos de coorte, publicados entre janeiro de 1990 e maio de 2012, foram incluídos na análise. Dados sobre a ingestão de fibras em participantes saudáveis e a incidência de um primeiro evento de acidente vascular cerebral hemorrágico ou isquêmico foram analisados.

A maior ingestão de fibra alimentar está significativamente associada a um menor risco de acidente vascular cerebral.

Cada aumento de sete gramas de fibra por dia reduz o risco de um primeiro acidente vascular cerebral em cerca de 7%.

De forma geral, os resultados reforçam as recomendações dietéticas para aumentar a ingestão de fibra alimentar total.

No entanto, uma escassez de dados sobre os diferentes alimentos que contêm fibras impede conclusões a respeito da associação entre o tipo de fibra ingerida e o risco de acidente vascular cerebral. Há uma necessidade de estudos futuros para se concentrar no tipo de fibra e para examinar o risco para AVC isquêmico e hemorrágico separadamente.

Fonte: Stroke, publicação online de 28 de março de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tetraplegias: o que é isso?



As tetraplegias (ou quadriplegias) ocorrem quando as vias motoras e sensitivas que percorrem a medula espinhal em direção à periferia (e vice-versa) são interrompidas por um acidente ou outro motivo qualquer, no nível da coluna cervical, entre a primeira e a sétima vértebras cervicais ou em virtude de algumas doenças neurológicas.

Medicamente, é mais usual falar de tetraplegia quando se trata de lesão medular e de quadriplegia quando se trata de lesão encefálica com comprometimento dos quatro membros.

Essa interrupção dos estímulos nervosos pode ser completa ou incompleta, levando, assim, a diferentes repercussões e sintomas ou podendo, inclusive, causar a morte.

As tetraplegias levam à perda de controle motor e sensibilidade dos membros superiores e inferiores e do tronco, podendo afetar de maneira significativa a musculatura respiratória. Após uma lesão medular completa, os membros afetados deixam de receber qualquer tipo de estímulo.

A pessoa acometida perde também, na maioria dos casos, o controle das suas necessidades fisiológicas.

As tetraplegias são sempre sinal de uma doença grave do cérebro ou da medula espinhal cervical.

Elas podem ocorrer em razão de hemorragias cerebrais, insuficiência vertebrobasilar (acidente vascular isquêmico por insuficiência da irrigação sanguínea no território da artéria basilar), esclerose lateral amiotrófica avançada, lesões traumáticas da medula espinhal cervical ou compressões por causas extrínsecas à medula.

Duas causas muito comuns de lesões na medula espinhal são os acidentes automobilísticos e os mergulhos em águas não profundas, levando a batidas com a cabeça, como por exemplo quando alguém mergulha em uma piscina que não está totalmente cheia de água.

Também são significativas as lesões à medula ocasionadas por armas de fogo e outros acidentes vasculares cerebrais.

O sinal mais notório da tetraplegia é a paralisia dos membros superiores e inferiores. Há uma imensa gradação na perda desses movimentos, indo desde a perda de forças, até uma imobilidade completa dos membros, quase sempre levando à incontinência urinária, fecal e à impotência, obrigando os pacientes ao uso de dispositivos especiais.

A musculatura respiratória também pode ser mais ou menos afetada, ocasionando dificuldades respiratórias.

Com isso, os músculos do paciente se atrofiam visivelmente. Quase sempre a lucidez, a fala e a inteligência ficam preservadas.

As tetraplegias, em geral, são consequência de moléstias neurológicas graves e irreversíveis e muitas vezes mortais. O paciente que sobrevive a elas torna-se uma pessoa sem autossuficiência e passa a ter necessidade de assistência contínua e ininterrupta, durante toda a vida, às vezes até mesmo para respirar (respiração assistida).

Nas tetraplegias, o paciente tem pela frente a difícil tarefa de adaptar-se à sua nova modalidade de vida e aprender a usar os recursos (médicos e sociais) disponíveis e o médico deve cuidar das possíveis complicações que advenham dessa nova condição.

Uma preocupação especial deve ser mantida com a pele, nos pontos de apoio do corpo, para que ela não se fira sem que isso seja notado.

Uma cadeira de rodas especial representa o único meio possível de locomoção, mas mesmo assim os pacientes dependerão de outra pessoa que lhes coloque ou retire dela. Alguns casos especiais podem exigir cirurgia, a ser realizada por um neurocirurgião.

sábado, 13 de abril de 2013

Atividades físicas para deixar as crianças mais calmas



Toda criança precisa de atividade física e podemos observar que as que têm mais atividades (bem direcionadas) têm melhor humor e menos sinais de depressão.

Um estudo recente descobriu mais um motivo para a prática de atividades físicas na infância: elas auxiliam a lidar com as situações de estresse.

Esta é a primeira pesquisa na área, a partir do periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, na qual foram acompanhadas mais de 250 crianças de cerca de 8 anos de idade durante quatro dias, nos quais meninos e meninas usaram acelerômetros, para registrar a qualidade e quantidade de exercícios físicos praticados, além de os pais ficarem responsáveis por colher amostras da saliva em diferentes momentos do dia, para que se pudesse avaliar os níveis de cortisol, um hormômio relacionado ao estresse.

Os resultados apontaram relativa igualdade entre os períodos de atividade e inatividade dos pequenos pacientes, mas, nos momentos em que foram submetidos a testes de aritmética ou outros problemas de nível intelectual, foi apontado que nesses momentos os níveis de cortisol ficavam mais elevados.

As crianças com maior atividade física tinham menor elevação dos níveis de cortisol, enquanto que os com maior tendência ao sedentarismo era o contrário.

Portanto, movimentar-se parece garantir, pelo menos para as crianças, melhor resposta fisiológica ao estresse.

Atividades como correr, pular, brincar em movimento são estimulantes para a mente e liberam hormônios que desencadeiam sensação de bem-estar.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Metrorragia



Metrorragia (hemorragia uterina, sangramento uterino) é o sangramento do útero, fora da época apropriada do ciclo menstrual. Ele se exterioriza como eliminação de sangue pela vagina e por isso é popularmente chamado de sangramento vaginal.

A presença de metrorragia em mulheres acima dos 40 anos deve sempre levantar a suspeita de carcinoma de endométrio, demandando o exame sob microscópio de parte do tecido do endométrio.

Contudo, na maioria dos casos, a metrorragia se deve às demais causas, não malignas.

A metrorragia pode ocorrer em qualquer idade, mas em cada fase da vida ela tem causas diferentes.

Na infância, a hemorragia vaginal é muito rara e ocorre principalmente por traumas ou introdução de objetos na vagina. Na adolescência, podem ocorrer menstruações excessivas ou ciclos menstruais irregulares.

Na fase reprodutiva, são comuns as hemorragias da gravidez, os pólipos, os miomas uterinos e as infecções. Após a menopausa, os tumores malignos são mais frequentes como causa de sangramento.

Assim, as causas mais comuns da metrorragia podem indicar situações simples, facilmente reversíveis e sanáveis, ou outras graves que implicam em maiores dificuldades.

No geral, a metrorragia pode se dever a situações disfuncionais ou a patologias como polipose, miomas, gravidez extrauterina ou carcinoma do endométrio.

Por isso, as metrorragias se classificam em funcionais e orgânicas, confome sejam suas causas. O sangramento uterino também pode ser causado pelo dispositivo intrauterino (DIU).

O sinal mais importande neste quadro é a perda de sangue pela vagina, fora do período menstrual, de características diferentes daquele sangramento fisiológico, tais como duração, quantidade e aspecto.

Conforme a causa, outros sintomas podem estar presentes, como dor no baixo abdômen, febre, crescimento do abdômen ou sinais de disfunções hormonais variadas.

Se o sangramento for intenso e duradouro, os sinais clínicos e laboratoriais de anemia também aparecerão.

O diagnóstico de metrorragia baseia-se nas queixas e no exame físico da paciente, mas alguns exames complementares podem ser necessários para definir as causas dela, como o exame de Papanicolau, a colposcopia e a biópsia endometrial.

Exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser necessários em alguns casos.

Outros exames laboratoriais, como o hemograma, por exemplo, podem ser úteis em casos de infecções ou anemias e podem ajudar na avaliação do estado geral da paciente.

O tratamento das metrorragias depende das causas do problema. Conforme o caso, podem ser prescritos hormônios, antibióticos ou a remoção do DIU.

Em alguns casos, como o de tumores, por exemplo, pode ser necessária a cirurgia e até mesmo a retirada do útero.

Atualmente existe uma nova técnica, de ablação de endométrio por histeroscopia, que tem evitado muitas retiradas de úteros desnecessárias.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Paralisia Facial



A paralisia facial acontece unilateralmente nos músculos da face de forma súbita, parcial ou completamente, acometendo cerca de 25 em cada grupo de 100.000 pessoas. Esse comprometimento pode ocorrer no trajeto do nervo facial ainda dentro do cérebro, por um acidente vascular cerebral, por exemplo, ou fora dele.

Quando ocorre fora, a paralisia é chamada de paralisia facial de Bell.

O nervo facial é um nervo misto, motor e sensitivo, que parte do tronco cerebral e segue em direção ao osso temporal, passando por um canal ósseo próximo à orelha interna, de onde emerge junto à glândula parótida.

Ele tem as funções de mobilidade dos músculos do rosto, de recolher a sensibilidade do canal do ouvido e de controlar as lágrimas e a saliva, além de ser responsável pelo sabor na parte dianteira da língua.

A paralisia facial é dita central ou periférica, conforme se origine respectivamente em doenças do sistema nervoso central ou em doenças do próprio nervo facial.

A paralisia facial pode ser causada por vários fatores, como mudanças bruscas de temperatura; estresse; traumatismos ou acidente vascular cerebral (AVC); cirurgias da glândula parótida (glândula da salivação); otites; infecções; alterações circulatórias ou tumores próximos ao nervo facial ou no próprio nervo, entre outras causas.

Na paralisia de Bell, assim chamada quando uma causa não é conhecida, acredita-se que haja um mecanismo inflamatório no nervo facial como resposta a uma infecção viral, uma compressão ou uma ausência de irrigação sanguínea. Este é o tipo mais comum de paralisia facial.

Os diabéticos têm uma probabilidade aumentada de desenvolver uma paralisia facial quando comparados à população geral, o que também ocorre com gestantes no último trimestre da gravidez ou em pacientes imunodeprimidos. Infecções virais ou bacterianas e doenças autoimunes também aumentam o risco de paralisia facial.

A paralisia facial, embora de surgimento geralmente súbito, pode desenvolver-se progressivamente. Antes do desenvolvimento da paralisia costuma aparecer uma dor no pescoço, ouvido ou região retroauricular, mas essas queixas não são reconhecidas como uma prévia da paralisia facial.

A paralisia de Bell afeta os músculos faciais, especialmente os inervados pelo oitavo par craniano, mas os doentes devem igualmente efetuar uma avaliação dos outros nervos cranianos.

Ela pode ser máxima desde o início ou instalar-se aos poucos, durante alguns dias. Alguns doentes queixam-se de uma sensação de “adormecimento” da face e outros de vertigens e otalgia (dor nos ouvidos).

Outros, ainda, queixam-se de um lacrimejamento aumentado (lágrimas de crocodilo, não acompanhadas de emoção) ou, inversamente, de diminuição do lacrimejamento.

Na paralisia estabelecida os sintomas mais comuns são:

•Boca torta, repuxada para o lado não paralisado.

•Boca seca.

•Falta de expressividade em um dos lados da face.

•Impossibilidade de fechar completamente um dos olhos e de franzir a testa.

•Dor de cabeça ou na região cervical.

•Dor na mandíbula.

•Ausência de sabor na ponta da língua.

•Hiperacusia (aumento da sensibilidade ao som) em um dos ouvidos.

•Dificuldades para assoviar ou para reter a saliva dentro da boca.

A paralisia facial central geralmente compromete somente a parte inferior da face, com preservação do olho e da fronte do lado acometido, mas também ocasionando desvio da boca para o lado contrário.

O diagnóstico da paralisia facial é essencialmente clínico, feito através da observação do paciente.

Contudo, para certificar-se de que não há nenhuma outra patologia subjacente, pode-se recorrer a exames de imagens neurológicas como, por exemplo, à ressonância magnética e a análises do líquor ou a outros exames laboratoriais.

A eletroneuromiografia pode dar uma ideia da afetação dos músculos e das fibras nervosas, ajudando no estabelecimento de uma estimativa prognóstica.

A não ser que haja outra patologia subjacente, caso em que ela deve ser tratada pelos meios adequados, o tratamento da paralisia facial é sintomático e deve ser feito com corticoides, uso de colírios, medicamentos antivirais e fisioterapia.

O uso de colírios é essencial para manter hidratado o olho afetado e diminuir o risco de lesões na córnea.

Massagens nos músculos da face e outros recursos fisioterápicos são essenciais para prevenir hipotrofias musculares.

Ao dormir, pode-se usar uma venda e/ou aplicar uma pomada de maior duração.

Recomento, também, o tratamento com ACUPUNTURA E HOMEOPATIA!

A recuperação de uma paralisia facial depende da sua causa, mas a maioria (mais da metade) dos pacientes se recupera integralmente.

Outros se recuperam apenas parcialmente, ficando com sequelas residuais e há aqueles que não têm nenhuma recuperação.

A recuperação completa parece ocorrer mais frequentemente nas paralisias parciais e numa idade inferior a 40 anos.

Quando há restabelecimento da função, o tempo para isso é variável, de duas semanas a alguns meses. Normalmente, as crianças tendem a se recuperar bem.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eletroencefalograma: informações úteis!



O eletroencefalograma (EEG) ou eletroencefalografia é um exame que permite o estudo do registro gráfico das correntes elétricas espontâneas desenvolvidas no cérebro, através de eletrodos aplicados no couro cabeludo, na superfície encefálica ou até mesmo dentro da substância encefálica. Começou a ser usado após 1929, depois da descoberta de Hans Berger (psiquiatra alemão) de que o cérebro gera uma atividade elétrica capaz de ser registrada.

Um poderoso amplificador de corrente elétrica é capaz de aumentar milhares de vezes os sinais elétricos gerados no cérebro e, por meio de um dispositivo chamado galvanômetro, eles são registrados sobre uma tira deslizante de papel, em forma de ondas.

A eletroencefalografia vinha perdendo terreno para outros métodos de diagnóstico, mas a associação dela com a informática deu-lhe novo impulso, conquistando um lugar proeminente no diagnóstico de vários problemas cerebrais e contribuindo também com outras técnicas terapêuticas. Isso tornou possível, inclusive, o mapeamento cerebral colorido, eletricamente determinado, muito em voga atualmente.

O exame é simples, indolor, sem contraindicações e pode ser feito em qualquer idade.

As únicas condições que podem torná-lo difícil são lesões presentes no couro cabeludo, tais como dermatite seborreica intensa, infecções, infestações ou grandes ferimentos.

Geralmente o paciente estará acordado, sentado em uma poltrona confortável ou deitado, de olhos semi-serrados e num ambiente de penumbra. Será pedido a ele que fique imóvel, relaxe o máximo que consiga e, se possível, até durma. Em algum momento durante o exame será pedido ao paciente que respire aceleradamente, para obter-se um gráfico em hiperventilação, que pode potencializar algumas alterações.

O eletroencefalograma também poderá ser potencializado pelo sono ou por foto estimulação.

O sono pode ser obtido de modo espontâneo, mediante uma privação prévia ou ser induzido por uma sedação medicamentosa leve.

No caso de foto estimulação, são colocadas luzes extremamente brilhantes para piscar na frente do paciente, em diferentes velocidades, por um aparelho chamado estroboscópio.

Eletrodos são então fixados sobre o couro cabeludo do paciente com uma pasta aderente que contribui na condução elétrica, em geral, em posições pré-definidas internacionalmente.

Um amplificador de potenciais ajuda a elaborar um gráfico das ondulações cerebrais, analógico ou digital, dependendo do equipamento.

O procedimento dura em torno de 30 minutos e, terminado o exame, o paciente pode retornar às suas atividades normais.

Em crianças que não se adaptem bem ao exame, pode ser feita uma leve sedação. A partir de um padrão de normalidade, o médico especializado é capaz de medir as alterações existentes e fazer as correlações necessárias com os dados clínicos do paciente, obtendo um diagnóstico.

Geralmente se realiza o eletroencefalograma quando há suspeita de epilepsia ou, em casos em que ela já é conhecida, para diagnosticar o seu tipo.

Pode-se ainda usá-lo na avaliação de coma, morte encefálica, intoxicações, encefalites diversas, síndromes demenciais, crises não epilépticas devidas a distúrbios metabólicos e em tumores cerebrais.

Em casos diversos, o especialista pode observar descargas de ondas anormais em forma de pontas, por exemplo (picos de onda), complexos ponta-ondas ou atividades lentas focais ou generalizadas de diferentes significações clínicas.

As técnicas mais avançadas do Eletroencefalograma Quantitativo (mapeamento cerebral) permitem determinar a localização precisa de tumores cerebrais e de doenças focais do cérebro, como a epilepsia ou as alterações vasculares e derrames, por exemplo.

Como se preparar para o exame?

•Lavar bem os cabelos, mas com tempo suficiente para que estejam bem secos ao início do procedimento.

•Não utilizar nenhum produto no cabelo (laquê, gel, cremes, óleos, tinturas, etc.).

•Não é necessário suspender os medicamentos de uso contínuo, mas eles devem ser informados ao médico.

•Para conseguir-se o sono espontâneo, o paciente deve fazer uma restrição de sono na noite anterior ao exame, dormindo no máximo três horas. Bebês podem ser alimentados durante a colocação dos eletrodos para facilitar a indução do sono.

•Não há restrições alimentares.

Normalmente não ocorrem complicações, no entanto, pode acontecer (raramente) que pacientes epilépticos tenham uma crise durante o exame, principalmente quando feita a foto estimulação. Se ocorrer, isto já é uma indicação diagnóstica e ele estará num ambiente mais protegido e com maior assistência do que nas crises que acontecem aleatoriamente. Com as pessoas não epilépticas, em geral, nada ocorre.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Prótese coclear ou "ouvido biônico"



O implante coclear é um dispositivo eletrônico implantado na orelha e projetado para produzir sensações auditivas úteis para uma pessoa com surdez neurossensorial severa ou profunda (total).

Esses implantes cocleares consistem basicamente de um microfone, usado externamente, um processador de som e um sistema de transmissão.

O sistema implantado é o eletrodo receptor que contém os circuitos eletrônicos que recebem os sinais, a partir do sistema externo, e envia correntes elétricas para a orelha interna.

Os implantes cocleares podem ajudar adultos e crianças com surdez neurossensorial severa ou profunda, os quais recebem pouco ou nenhum benefício a partir de aparelhos auditivos ou amplificadores.

Este tipo de surdez é causado por uma lesão grave na cóclea ou no nervo auditivo, que ficam na orelha interna.

Isso faz com que a pessoa não consiga mais captar e transformar as vibrações mecânicas, mesmo de sons muito amplificados, em impulsos elétricos para o nervo auditivo.

O implante coclear estimula eletricamente o nervo auditivo, o qual conduz esses estímulos ao cérebro.

Implantes cocleares bilaterais estão cada vez mais sendo aceitos como terapêutica padrão para o tratamento da perda auditiva severa.

Isto é particularmente verdadeiro para os bebês e crianças que estão adquirindo a fala e a linguagem.

O sucesso dos implantes depende de uma série de fatores, alguns deles são:

•Tempo de surdez do paciente.

•Idade em o paciente se tornou surdo.

•Idade em que o implante foi colocado. Pacientes mais jovens respondem melhor do que os mais velhos.

•Tempo de utilização do implante.

•Dedicação do paciente e apoio de uma equipe multidisciplinar para que a pessoa aprenda a lidar com o dispositivo.

•Motivação para participar de sessões de reabilitação.

•Saúde e estrutura da cóclea, ou seja, como estão as estruturas nervosas ou as células ciliadas que foram lesadas e causaram a surdez.

•Inteligência e comunicabilidade do paciente.

•Compreensão clara sobre o que os implantes cocleares podem e não podem fazer pela “audição” do paciente.


Um implante coclear recebe o som do meio ambiente externo, processa-o e envia pequenas correntes elétricas para perto do nervo auditivo.

Essas correntes ativam o nervo, que, em seguida, envia um sinal para o cérebro. O cérebro aprende a reconhecer este sinal e a pessoa experimenta isso como "algo que está ouvindo".

Ele simula um pouco a audição natural, em que o som cria uma corrente elétrica que estimula o nervo auditivo. No entanto, o resultado não é o mesmo que a audição normal.

Os implantes cocleares modernos são versáteis, podendo ser ajustados para responder a uma grande diversidade de sons.

Fonoaudiólogos experimentam uma variedade de ajustes para ver o que funciona melhor com um paciente em particular.

A cirurgia é realizada com o paciente sob anestesia geral e dura cerca de uma a três horas. O cirurgião (otorrinolaringologista) faz uma incisão por detrás da orelha e forma uma ligeira depressão no osso mastoide, onde repousa o dispositivo interno.

O cirurgião então cria um pequeno orifício na cóclea e coloca o conjunto de eletrodos do dispositivo interno através deste orifício.

A incisão é fechada de modo que o dispositivo interno esteja debaixo da pele.

A maioria das pessoas se sente bem o suficiente para voltar para casa no mesmo dia da cirurgia.