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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Adenite mesentérica


Adenite é o termo geral empregado para se referir à inflamação de uma glândula, mas muitas vezes o termo é usado para se referir à linfadenite, que é a inflamação de um linfonodo, que faz parte do sistema linfático.

Os linfonodos são pequenos órgãos em forma de feijão que contêm células brancas do sangue, chamadas linfócitos.

Os linfonodos desempenham um papel importante no sistema imunológico, porque funcionam como uma barreira que filtra bactérias e outros germes do fluido linfático, para que o corpo possa remover essas substâncias nocivas.

Nesse sentido, a adenite é uma condição que faz com que os gânglios linfáticos se tornem inchados e sensíveis.

Quase sempre ela é consequente a uma infecção causada por bactérias. A adenite pode ser constatada pelo encontro de gânglios crescidos e sensíveis à palpação. O risco de adenite fica aumentado pelo uso de drogas, esportes violentos, mordidas ou arranhões de animais, cirurgia recente ou internação hospitalar.

A história clínica ajudará o médico a descobrir a causa da adenite. Em alguns casos, uma biópsia do gânglio inchado pode ser necessária.

A adenite mesentérica, ou linfadenite mesentérica, é uma condição que causa inflamação e inchaço dos gânglios linfáticos no interior do abdômen e que afeta mais frequentemente crianças e adolescentes até 16 anos.

Mais especificamente, a adenite mesentérica afeta os gânglios linfáticos no tecido chamado mesentério, membrana que liga os intestinos à parede abdominal.

Uma infecção estomacal ou qualquer outra infecção abdominal pode causar inflamação e inchaço dos gânglios linfáticos do mesentério.

Quando a pessoa contrai uma infecção por bactérias, vírus ou outros germes, parte deles se infiltra nos gânglios linfáticos, causando inflamação e inchaço. Outra parte é retida nos linfonodos e isso faz com que eles inchem e fiquem dolorosos.

Os linfonodos procuram eliminar esses germes, para que possam evitar que a pessoa adoeça.

Os sintomas de adenite mesentérica incluem dor na parte inferior direita do abdome ou em outras partes da barriga, febre, náuseas e vômitos, diarreia, mal-estar e perda de peso. Esses sintomas podem aparecer depois de uma infecção abdominal.

Um diagnóstico diferencial deve ser estabelecido com a apendicite. Ambas as condições têm sintomas muito semelhantes e podem ser difíceis de distinguir.

Na adenite mesentérica, ao contrário da apendicite, a dor também pode estar em outras partes do abdômen e os sintomas podem começar após um resfriado ou outra infecção viral.

A apendicite, por sua vez, ocorre de repente, sem qualquer outra doença anterior. Uma das diferenças é que a adenite mesentérica é menos grave que a apendicite e geralmente melhora por conta própria, enquanto a apendicite requer cirurgia para remover o apêndice. Também no exame físico, comumente há dados diferenciais entre as duas condições.

O médico se baseará ainda nos sintomas relatados pelo paciente e na sua história médica: se teve um resfriado, um problema no estômago ou outra infecção. Palpando a barriga do paciente, o médico verificará qualquer ponto sensível ou inchado e sentirá algum gânglio linfático aumentado. Pode também pedir um exame de sangue para verificar se há alguma infecção e exames de imagem para procurar por linfonodos aumentados no abdômen (tomografia computadorizada e ultrassonografia, por exemplo).

A adenite mesentérica melhora em poucos dias na maioria dos casos, mesmo sem tratamento, tão logo desapareça a doença de base. Pacientes que tenham uma infecção bacteriana precisam tratar essa condição com antibióticos. Se forem necessários, podem ser dados analgésicos.

Em geral, a adenite mesentérica não é grave e se reverte ao normal por conta própria. No entanto, às vezes, pode causar complicações, como abscessos, desidratação em crianças, se elas tiverem diarreia grave ou vômitos, artralgias (dores nas articulações), peritonite e sepse (infecção generalizada).
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