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sábado, 8 de abril de 2017

Síndrome de Wolff-Parkinson-White


A Síndrome de Woll-Parkinson-White uma doença congênita (de nascimento) em que há uma conexão elétrica adicional entre os átrios e os ventrículos. Os portadores dessa doença podem ter episódios de batimentos cardíacos extremamente acelerados.

A maioria sente palpitações, e alguns sentem fraqueza ou falta de ar.

O diagnóstico é estabelecido em função do eletrocardiograma.

Geralmente, os episódios podem ser interrompidos por técnicas que estimulam o nervo vago, reduzindo a frequência cardíaca.

A síndrome de Wolff-Parkinson-White é a mais frequente das diversas perturbações que implicam em uma condução atrioventricular adicional (acessória).

Essas perturbações denominam-se taquicardias supraventriculares por reentrada atrioventricular.

Essa via de condução adicional aumenta as possibilidades de ocorrência de taquiarritmias.

As arritmias que a alteração congênita provoca apresentam-se, geralmente, durante a segunda década de vida ou no início da terceira.

No entanto, as arritmias podem surgir durante o primeiro ano de vida ou depois dos 60 anos.

É uma causa frequente da taquicardia paroxística supra­ventricular.

Em ocasiões muito raras, essa síndrome provoca uma frequência cardíaca muito rápida e potencialmente fatal durante a fibrilação atrial.

Quando crianças apresentam arritmias devido a essa síndrome, podem apresentar dificuldades respiratórias, letargia, perda de apetite ou ter palpitações rápidas e visíveis no tórax. Pode causar, também, insuficiência cardíaca.

Quando adolescentes ou pessoas no início dos 20 anos têm, pela primeira vez, um episódio de arritmia devido a essa síndrome, ela se apresenta caracteristicamente como um episódio de palpitações de início súbito, geralmente durante atividade física.

O episódio pode durar apenas alguns segundos ou persistir por várias horas. Para a maioria das pessoas, a frequência cardíaca extremamente acelerada é desconfortável e muito angustiante. Algumas pessoas desmaiam.

Em idosos, episódios de taquicardia paroxística supraventricular causados pela síndrome de Wolff-Parkinson-White, tendem a produzir outros sintomas, como desmaios, falta de ar e dor torácica.

Como a síndrome de Wolff-Parkinson-White altera o padrão cardíaco de ativação elétrica, pode ser diagnosticada por eletrocardiograma, ao registrar a atividade elétrica do coração.

Muitas vezes, os episódios de taquicardia paroxística supraventricular devido à síndrome de Wolff-Parkinson-White podem desaparecer por meio de uma ou várias técnicas de estímulo do nervo vago, que estimulam o nervo vago, reduzindo a frequência cardíaca.

Essas técnicas são mais eficazes se efetuadas logo no início do episódio de arritmia. Se essas técnicas não produzirem o efeito esperado, medicamentos como verapamila ou adenosina são usados por via intravenosa para interromper a arritmia.

Os medicamentos antiarrítmicos devem continuar em uso por tempo indeterminado para evitar os episódios da aceleração da frequência cardíaca.

Nos bebês e nas crianças menores de 10 anos, a digoxina pode ser utilizada para interromper episódios de taquicardia paroxística supraventricular causados pela síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Adultos com essa síndrome não devem, no entanto, usar digoxina, pois ela pode facilitar a condução pela via de condução elétrica adicional, aumentando as chances da fibrilação atrial se tornar um fibrilação ventricular.

Por essa razão, a administração da digoxina é geralmente suspensa em pessoas com essa síndrome antes de chegarem à puberdade.

A destruição da via de condução elétrica adicional por meio de ablação por radiofrequência (aplicação de energia em uma frequência específica por um cateter eletrodo inserido no coração) é eficaz em mais de 95% das pessoas.

O índice de mortalidade durante esse procedimento é inferior a 1 em 1.000.

A ablação (como se fosse uma retirada "cirúrgica") por radiofrequência é particularmente eficaz em jovens que, sem o procedimento, talvez precisem usar medicamentos antiarrítmicos por toda a vida.
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