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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Prevenção do câncer de mama
O câncer de mama é o que mais incide na população feminina, no Brasil, em 2016, são esperados 57.960 novos casos.
Apesar da maior parte dos casos acontecer por mutações genéticas causadas pelo envelhecimento, seguem algumas dicas para preveni-lo.
Apesar de não haver uma causa específica, existem fatores que estão ligados ao aumento do risco de desenvolvimento da doença. Como método de prevenção, confira a lista com dicas para prevenir o câncer de mama:
1. Varie a alimentação ao máximo. Frutas, legumes, verduras e leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e feijão branco, são alimentos de origem vegetal que ajudam a prevenir o câncer de mama. Além de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células, tais alimentos têm o poder de consertar o DNA danificado quando a agressão já estiver iniciada ou de pelo menos interromper a multiplicação desordenada, caso o conserto não seja possível;
2. Mulheres acima dos 40 anos já devem se preocupar mais com o câncer de mama e fazer a mamografia anualmente. Se houver algum histórico de caso na família, em parentes de primeiro grau como pai, mãe, irmãos e filhos o controle deve começar antes.
3. Não é aconselhável que mulheres na menopausa com histórico familiar de câncer de mama façam reposição hormonal. Caso necessite, faça sempre sob orientação estrita de um médico;
4. Não fume. Estudos científicos garantem que fumar, a longo prazo, aumenta o risco de incidência da doença em algumas mulheres;
5. Faça o auto-exame. O câncer de mama é silencioso, o que torna difícil a detecção de sintomas. Além de consultar um ginecologista, nunca dispense fazer o auto-exame, pois é através dele que mais de 80% dos tumores são descobertos;
6. Evite ingerir bebida alcoólica. O consumo de álcool, por menor que seja, pode aumentar o risco de desenvolvimento do câncer. A possibilidade se torna ainda maior quando a bebida alcoólica é associada ao tabaco;
7. Pratique uma atividade física regularmente que lhe dê prazer e saia do sedentarismo. Pessoas obesas produzem mais estrogênio, um hormônio feminino responsável pelo aparecimento do câncer de mama;
8. Um banho de sol de 10 minutos, antes das 10 horas ou após as 16 horas, não faz mal a ninguém. Pelo contrário. A leve exposição aumenta a produção de vitamina D, que ajuda a evitar a doença;
9. Amamente o máximo de tempo possível. As mães que amamentam seus bebês por pelo menos um ano reduzem o risco de desenvolver o câncer de mama futuramente.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Sarcoma de tecidos moles
O sarcoma é um tumor maligno formado pela proliferação de células que se desenvolvem a partir de certos tecidos como osso ou músculo. Os tipos mais comuns são os sarcomas ósseos e os de partes moles.
Existem vários tipos de tumores de tecidos moles, mas nem todos são cancerosos. O sarcoma, no entanto, é sempre um tumor é maligno. Alguns tumores de tecidos moles comportam-se de maneira entre um câncer e um não-câncer e são chamados intermediários.
O sarcoma de tecidos moles é um tumor que se desenvolve a partir de quaisquer tecidos moles, como gorduras, músculos, nervos, cartilagens, tecidos fibrosos, vasos sanguíneos, tecidos profundos da pele e outros tecidos moles do organismo. Eles podem ser encontrados em qualquer parte do corpo, mas a maioria se desenvolve nos braços ou nas pernas. Eles também podem afetar o tronco, a cabeça, o pescoço ou os órgãos internos e a área em volta da cavidade abdominal (retroperitôneo).
Os sarcomas mais frequentes são os osteossarcomas, sarcomas que ocorrem no mais das vezes em crianças. Os sarcomas são muito menos comuns que os tumores chamados carcinomas. Existem cerca de 50 diferentes tipos de sarcomas dos tecidos moles. Algumas condições de tecidos moles que se assemelham a sarcomas, mas que não são malignas, são causadas por inflamação ou lesão de órgãos ou tecidos. Ao contrário de um verdadeiro tumor, elas não vêm de uma única célula anormal e embora tenham a capacidade de crescer e se espalhar para os tecidos circundantes, nunca o fazem à distância, através do sistema sanguíneo ou linfático.
Na maioria das vezes, a causa do sarcoma de tecido mole não fica clara. Em geral, o câncer ocorre quando as células desenvolvem erros (mutações) no seu DNA. Os erros fazem as células crescerem e se dividirem sem controle. Os tumores que acometem os tecidos moles do organismo se originam a partir da célula mesenquimal primitiva, um tipo de célula-tronco presente em todo corpo.
Cerca de 50% do peso do corpo humano é constituído pelas partes moles: músculos, gordura, tendões, nervos periféricos e outras estruturas. As células anormais desses órgãos podem se acumular para formar um tumor que pode crescer e invadir estruturas vizinhas e/ou se espalhar para outras partes do corpo.
O tipo de célula que desenvolve a mutação genética determina o tipo de sarcoma de tecido mole. Quando sofrem alterações, essas células reproduzem algum componente atípico das partes moles, provocando o surgimento dos tumores. Não foram ainda estabelecidos os fatores que tornam raros esses tumores, quando comparados a outros tipos de câncer, mas acredita-se que quanto a eles haja menor influência de fatores ambientais e agentes externos.
Em suas etapas iniciais, um sarcoma de tecido mole pode não causar quaisquer sinais e sintomas. À medida que cresce, ele pode causar um caroço ou inchaço visível e dor, se o tumor pressiona nervos ou músculos.
Os exames de imagem utilizados para diagnosticar um sarcoma de tecidos moles podem incluir radiografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons (PET). A remoção de uma amostra de tecido para exame ao microscópio (biópsia) constitui o exame mais decisivo e pode ser feita por meio de uma agulha longa e fina ou depois de uma cirurgia. Cabe ao médico selecionar a melhor técnica de biópsia e ao patologista examinar a amostra de tecido obtida para determinar se existe câncer e de que tipo ele é.
O tratamento do sarcoma de tecido mole depende do tamanho, tipo e localização do tumor. A cirurgia para remoção do tumor é o tratamento mais comum. Se o sarcoma acomete os braços ou pernas pode ser necessário amputar o membro afetado. Em seguida, podem ser feitas, antes ou depois da cirurgia, quimioterapia e/ou irradiação. Se feitas antes, elas diminuem as probabilidades de que seja necessária a amputação. A quimioterapia e a irradiação podem ser combinadas. Podem ser usadas também drogas para aliviar os sinais e sintomas que derivam do sarcoma.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Marcadores tumorais
Marcadores tumorais (ou marcadores biológicos) são substâncias encontradas no sangue, na urina, em fluidos e tecidos corporais, que normalmente estão elevados nos casos de câncer ou em outras condições. Existem muitos marcadores tumorais diferentes, cada um dos quais fornece indícios (às vezes não muito precisos) de uma ou algumas doenças particulares.
Os marcadores tumorais geralmente são detectados e quantificados por meio de técnicas de imunohistoquímica. Num marcador tumoral, como em outros exames de laboratório, deve-se avaliar especificidade e sensibilidade. Especificidade diz respeito à presença do marcador numa única condição ou num restrito número de condições. Sensibilidade diz respeito à correlação entre o grau evolutivo da doença e o nível encontrado do marcador.
Uma especificidade imperfeita resulta em resultados falso-positivos, isto é, o teste indica um resultado elevado na ausência de câncer. Uma sensibilidade imperfeita pode resultar em resultados falsos negativos, isto é, o resultado do teste pode ser normal, mas o câncer pode estar presente e ativo.
Os marcadores tumorais são usados em oncologia para detectar a presença de um câncer e para acompanhar a evolução dele. Existem várias dezenas de marcadores tumorais, cada um dos quais mais adaptados a um ou alguns tipos de câncer. Alguns são indicativos de um tipo específico de câncer, mas outros podem ser encontrados em vários tipos diferentes.
Mesmo doenças benignas podem aumentar os níveis de determinados marcadores tumorais. Por outro lado, nem todas as pessoas com câncer têm níveis aumentados de um marcador tumoral. Um nível elevado de um marcador de tumor pode indicar câncer, embora possa haver outras causas de elevação dos marcadores.
Devido a não terem uma especificidade rigorosa eles não devem ser tomados como testes diagnósticos definitivos, embora contribuam muito para o diagnóstico de vários tipos de tumor, em casos em que a biópsia não é praticável. Os marcadores tumorais são mais usados para acompanhar a evolução de um câncer já reconhecido e para avaliação da resposta a uma determinada terapêutica. Se os níveis do marcador tumoral no sangue diminuírem, é sinal de que o tratamento está dando certo; se o nível do marcador aumentar, significa que a doença não está respondendo ao tratamento.
Eles também podem fornecer uma ideia sobre a intensidade evolutiva do câncer, porque níveis muito altos dos marcadores indicam uma maior agressividade do tumor. Os marcadores tumorais podem ainda ser usados na detecção e controle de eventuais recidivas de um câncer já tratado.
Eles podem ser produzidos pelo próprio tumor ou por células não tumorais, como resposta à presença de um tumor. A maior parte dos marcadores de tumores são antígenos de tumores, proteínas ou pedaços de proteínas, enzimas ou hormônios, embora nem todos os antígenos tumorais possam ser utilizados como marcadores tumorais.
Para se detectar e quantificar a presença de um marcador tumoral, deve-se colher uma amostra de sangue ou urina do paciente e enviá-la para análise em um laboratório de patologia clínica. Às vezes, pode ser enviada uma amostra do próprio tumor, quando acessível.
O marcador tumoral mais utilizado é o antígeno prostático específico (PSA), que é usado para detectar a presença do câncer de próstata. Nesse tipo de câncer geralmente ele está elevado, mas em alguns casos um nível alto de PSA pode existir por outros motivos, em homens sem câncer. Um PSA normal também pode existir em homens com câncer de próstata.
Outros marcadores bem utilizados são:
•CA 125: um nível elevado deste marcador sugere câncer de ovário.
•AFP: altos níveis de alfafetoproteína (AFP) sempre indicam câncer de fígado, embora esse marcador possa aumentar moderadamente em algumas doenças benignas do fígado.
•CEA: é usado em casos de câncer colorretal.
•CA 15-3: é usado principalmente em pacientes com câncer de mama, mas níveis elevados podem ser encontrados em outros tipos de câncer, como o de pulmão, cólon, pâncreas e ovário.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Hormonioterapia antineoplásica
Hormônios são substâncias químicas específicas fabricadas pelas glândulas do sistema endócrino ou por neurônios especializados e liberados em pequenas doses na corrente sanguínea.
Eles agem à distância regulando funções vitais como crescimento, desenvolvimento, reprodução, processos metabólicos dentre outras funções.
O termo hormônio provém do grego ormao, que significa evocar ou excitar e foi primeiramente utilizado, em 1905, pelo fisiologista inglês Ernest Staling.
Ele definiu os hormônios como mensageiros químicos, carregados do órgão em que são produzidos para o órgão de destino pela corrente sanguínea.
A hormonioterapia antineoplásica é uma manipulação do sistema endócrino para tratar algumas neoplasias malignas e seu objetivo é impedir que os hormônios se liguem a seus receptores e atuem como fator de crescimento das células malignas.
Ela é a terapia mais eficiente para tratar os tumores malignos que tenham os chamados receptores hormonais para o estrogênio ou para a progesterona.
Se houver a presença de receptores de um desses hormônios, a manipulação deles pode ser feita para tratar algumas neoplasias, em qualquer fase da doença, mesmo no caso de doença metastática.
A hormonioterapia pode estar indicada no tratamento pré-operatório com o intuito de diminuir o tamanho do tumor e de permitir uma cirurgia menor ou no tratamento pós-operatório com intuito de eliminar células que porventura estejam circulando ou tenham escapado à ressecção cirúrgica ou, ainda, na doença metastática.
Utilizada isoladamente a hormonioterapia não tem o objetivo de cura, mas quando associada ao tratamento cirúrgico, à quimioterapia e/ou à radioterapia tende a aumentar em muito as chances de cura.
De início, a hormonioterapia foi utilizada para tratar o câncer de mama, mas foi sendo subsequentemente aplicada a outros tumores hormônio-sensíveis, como os carcinomas de endométrio, de próstata e certos tumores tireoidianos.
Até poucos anos atrás a hormonioterapia era experimental, mas novos subsídios foram trazidos pela determinação da dosagem de receptores celulares específicos para estrogênio e progesterona em amostras tumorais, pelo conhecimento da relação entre positividade do receptor e resposta terapêutica e pelos avanços verificados no conhecimento das interações entre receptores hormonais e processos bioquímicos intracelulares.
A hormonioterapia pode ser indicada também para tratamento paliativo de metástases ósseas de tumores hormônio-sensíveis e até preventivamente para pessoas com alto risco de desenvolver câncer.
Os medicamentos utilizados agem suprimindo ou aumentando os níveis de hormônios circulantes ou bloqueando os receptores à ação deles.
A supressão de hormônios pode ser realizada também por meio de procedimentos cirúrgicos ou com o emprego de radiações.
Além da atuação antineoplásica, os hormônios podem ser usados com outras finalidades, tais como tratar enfermidades endócrinas, fazer reposições hormonais na menopausa, conferir ao corpo certas características desejadas, como nas mudanças de sexo, por exemplo, ou para induzir o desenvolvimento de músculos, como nos fisioculturistas.
Algumas células do corpo humano e algumas células tumorais são dotadas de receptores de hormônios responsáveis por estimular o seu crescimento normal.
Quando uma célula tumoral é dotada desses receptores, os hormônios atuam como estimulantes do crescimento das células doentes.
A hormonioterapia faz o processo inverso e promove uma interferência na produção dos hormônios ou no efeito deles sobre os tumores, impedindo que recebam nutrientes e “matando-os de fome”. Em geral, a hormonioterapia antineoplásica é realizada juntamente com outras modalidades de terapia como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
As hormonioterapias antineoplásicas podem ser medicamentosas ou ablativas e estas últimas podem ser cirúrgicas ou actínicas (por radiações).
As hormonioterapias medicamentosas são feitas pela estimulação ou supressão dos hormônios ou dos seus efeitos.
A próstata, as mamas, os ovários e o endométrio são exemplos de órgãos que dependem dos hormônios para crescer e funcionar.
Por isso, a hormonioterapia é indicada principalmente para tumores nesses órgãos, embora possa ser usada também em outros.
Dessa forma, podem ser indicados, em diversas circunstâncias, estrogênios e similares sintéticos, antiestrogênios, progestágenos e similares sintéticos, corticosteroides, inibidores das suprarrenais, androgênios, antiandrogênios, inibidores da ação hipofisária e hormônios tireoidianos.
Como os hormônios usados no tratamento do câncer exercem seus efeitos citotóxicos tanto sobre as células tumorais como sobre as normais é inevitável a existência de efeitos colaterais indesejáveis.
Entre as hormonioterapias ablativas pode-se citar a ooforectomia (retirada dos ovários), que pode ser utilizada nos casos de câncer de mama.
A forma cirúrgica deve ser preferida à actínica, pois com o tempo, os ovários podem voltar a produzir hormônios.
Obviamente, a ooforectomia (retirada de ovários) é restrita às mulheres antes da menopausa, devendo ser baseada, sempre que possível, nas dosagens positivas de receptores hormonais.
A orquiectomia (retirada dos testículos) pode ser feita como alternativa de tratamento do carcinoma de próstata.
A adrenalectomia (retirada de uma ou de ambas as glândulas adrenais) pode ser indicada nos casos de metástases ósseas dolorosas, rebeldes a outros tratamentos e em mulheres na pré-menopausa com carcinoma de mama, no entanto, deve ter indicação limitada, devido à alta taxa de mortalidade pós-operatória.
A hipofisectomia (retirada da hipófise - veja imagem acima), seja cirúrgica ou actínica, só é indicada em mulheres com metástases ósseas dolorosas de câncer de mama rebeldes a outros métodos analgésicos.
É um método terapêutico quase que totalmente abandonado atualmente.
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