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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tosse seca persistente


Existem várias causas para tosse persistente, ou seja, aquela que continua por semanas ou meses. Entre as causas pode ser uma alergia causada pela exposição a algum elemento presente no ar.A tosse persistente é o sinal da presença de alguma doença, sendo as causas alérgicas as principais e mais comuns: a asma brônquica, a rinite alérgica e a sinusite alérgica.

Pessoas portadoras de algum tipo de alergia podem desenvolver tosse persistente quando expostas aos fatores que provocam o desencadeamento da crise alérgica, chamados de “gatilhos”. Entre os gatilhos mais comuns encontram-se exposição a poeiras, ácaros domiciliares, animais, variações bruscas de temperatura, poluição ambiental ou poluição domiciliar, tais como o tabagismo dentro de casa ou a queima da lenha de fornos ou lareiras.

O diagnóstico que diferencia uma tosse alérgica de outra causa pode ser muito difícil. A história que o paciente conta sobre quando se iniciou a tosse, o que estava fazendo naquele momento, onde se encontrava, quais os tipos de alergia que possui, se estava dormindo, se havia comido ou não, se estava deitado ou de pé, se é mais freqüente pela manhã ou à noite e tudo o mais que julgar ser importante e relacionado podem fornecer pistas para o diagnóstico. É importante o paciente fazer um diário com anotações sobre essas informações para apresentar durante a consulta médica e ajudar na investigação da causa da tosse.

As doenças respiratórias alérgicas se manifestam de maneira mais freqüente nos meses frios, isto é, nos meses de outono e inverno.

Além das doenças alérgicas citadas existem outras doenças que apresentam tosse seca persistente. A Doença do Refluxo Gastroesofágico é uma causa importante de tosse persistente e o paciente nem imagina, pois em grande parte das vezes não ocorrem sintomas digestivos.Além disso, doenças como Fibrose Pulmonar, Bronquiectasias e DPOC, entre outras, são causas de tosse persistente. Doenças infecciosas, tais como pneumonia ou tuberculose, também são causas de tosse. Na pneumonia a tosse ocorre de maneira aguda. Na tuberculose, a tosse costuma ser mais prolongada, geralmente durando mais de 4 semanas e o paciente pode expectorar catarro e, algumas vezes, também sangue.

Existe uma série de exames que podem ser realizados para se esclarecer a causa da tosse. Entre eles, os principais são os Raios-X de tórax e dos seios da face, dosagem de anticorpos alérgicos no sangue (IgE total e IgE-RAST) e as provas de função de função pulmonar (espirometria). Caso esses exames não apontem o diagnóstico, há exames mais invasivos que podem ser feitos na investigação da tosse persistente, tais como tomografia de tórax, broncoscopia, endoscopia digestiva, ph-metria do esôfago de 24h e manometria do esôfago.

Não existe tratamento específico para a tosse e sim para a doença que está causando o problema. Por isso é importante realizar a consulta médica e a investigação das causas da tosse. Afastar-se dos fatores conhecidos que causam alergia é o melhor e mais eficaz método de prevenção.

É importante ressaltar que muitas pessoas utilizam medidas caseiras para o alívio da tosse, tais como xaropes cuja base é o mel ou preparações com leite, mas caso a tosse seja causada pelo refluxo gastresofágico essas medidas podem agravar o problema.

Xaropes vendidos sem receita médica possuem uma série de combinações de substâncias que podem provocar o alívio, no entanto, podem levar a efeitos colaterais sobre o sistema cardiovascular ou nervoso.

A tosse não é uma doença e sim o sintoma de alguma doença que precisa ser investigada e tratada adequadamente. É a cura, ou o controle, da doença que está causando a tosse que pode resolver o problema.

A tosse persistente pode acarretar complicações em longo prazo às cordas vocais e a pessoa sente rouquidão e até mesmo afonia (perda da voz), além de cansaço muscular do diafragma e dos músculos do tórax. Em casos extremos, pode ocorrer até fraturas de costelas ou perfuração da traquéia, dos brônquios e dos pulmões, levando a complicações sérias e de risco de vida chamadas de pneumomediastino e pneumotórax.







Fonte: Dr.Mauro Gomes
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