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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Unha encravada 



A unha encravada, chamada em medicina de onicocriptose, é uma inflamação causada pelo crescimento de parte da unha em direção à pele, provocando lesão da mesma. A unha encravada costuma surgir no primeiro dedo, conhecido como dedão do pé.

A onicocriptose surge toda vez que a unha não cresce de forma correta, permitindo que a extremidade lateral cresça em direção à pele, causando feridas, inflamação e eventualmente, infecção do dedo.

A unha normal deve crescer de forma vertical em relação ao dedo. A unha com forma normal não deve roçar, ferir ou empurrar a pele ao seu redor.

Alguns fatores facilitam o surgimento da unha encravada, entre os mais comuns podemos citar:

– Uso de sapatos apertados, fazendo com que os dedos dos pés fiquem se espremendo.

– Cortar as unhas de forma errada. O erro mais comum é deixar as extremidades laterais arrendondadas.

– Cortar a unha em excesso, mantendo-as muito pequenas, a ponto de ferir a pele.

– Variações anatômicas da unha, como no caso de unhas curvadas.

– Lesões traumáticas da unha.

– Infecção fúngica da unha (onicomicose)

Na maioria dos casos, a unha encravada ocorre no primeiro dedo do pé, o chamado dedão. Os sintomas iniciais da unha encravada são leve dor, vermelhidão e inchaço no canto do dedo. Conforme a unha vai crescendo, a pele ao redor se expande e pode cobrir totalmente o canto da unha que está a feri-la. Com o tempo, a ferida provocada se torna mais intensa, havendo agravamento dos sintomas e drenagem de pus. A presença de secreção purulenta não indica necessariamente uma infecção em curso, ela pode ser apenas uma reação do organismo contra a agressão da unha sobre a pele. Todavia, se não tratada adequadamente, quanto mais tempo a unha encravada permanece ferindo a pele, maior o risco de uma infecção surgir no local.

A unha encravada não costuma causar maiores problemas além do desconforto e da dor. Porém, em alguns indivíduos ela pode ser o gatilho para infecções mais graves, como nos casos dos pacientes com diabetes, problemas circulatórios ou imunossuprimidos. Estes paciente têm dificuldades de cicatrização e possuem o sistema imunológico mais fraco que o habitual. Neles, a unha encravada pode provocar úlceras, celulites ou erisipelas.

O tratamento para unha encravada depende da gravidade da lesão. O ideal é tratar antes de uma grande inflamação surgir, pois sem dor é mais fácil manusear a unha. Nos casos leves, o tratamento pode ser feito em casa pelo próprio paciente, sendo fácil curar a unha encravada sem a necessidade de remédios, pomadas ou cirurgias.

Uma opção simples é usar um cotonete fino, pinça ou fio dental para tentar levantar cuidadosamente a parte lateral da unha de forma a retirá-la debaixo da pele, desencravando-a. Para evitar que a unha volte a encravar, tente colocar uma pequena bolinha de algodão por baixo do canto da unha para ajudá-la a crescer na direção correta. Se esse tratamento for feito bem no início do quadro, como ainda não há inflamação importante ao redor, o processo é praticamente indolor.

Se a inflamação da unha estiver sendo muito incômoda, outra opção é mergulhar o pé em água morna por 10 minutos enquanto se tentar puxar suavemente com os dedos a pele úmida e amolecida no canto do dedão, de forma a libertar a unha. Esse processo deve ser feito 3 vezes por dia por pelo menos 1 semana. Do mesmo modo, após secar o dedo, coloque um pedacinho de algodão por baixo da unha para ajudar a direcionar o seu crescimento. Troque o algodão a cada vez que ele ficar molhado.

Em ambos os tratamentos, a unha costuma desencravar após 1 ou 2 semanas, conseguindo crescer sem causar lesão à pele. Neste meio tempo, se não houver grande inflamação, não corte a unha, permita que ela cresça o suficiente para ultrapassar a região da pele que estava sendo ferida. Por outro lado, se já houver alguma inflamação e dor, após levantar a ponta da unha, você pode cortá-la, para interromper o processo de lesão da pele. Dias depois, quando a pele já não estiver mais inflamada, use as dicas acima para impedir que a unha cresça novamente em direção à pele, voltando a encravar.

Nos casos mais severos, com intensa inflamação e secreção purulenta, a dor costuma ser muito forte, dificultado a manipulação da pele e da unha. Se você não suporta a dor, esse processo pode ser feito no consultório médico com anestesia local. Se houver suspeita de infecção ou se o paciente tiver fatores de risco para complicações, o ideal é remover cirurgicamente a parte lateral da unha que está encravada. A cirurgia para unha encravada é muito simples e pode ser feita em alguns minutos no próprio consultório. No pós-operatório, aconselha-se o paciente a usar pomadas com antibióticos, geralmente à base de mupirocina.

Se a unha encrava com alguma frequência, o tratamento cirúrgico pode ser um pouco mais abrangente, removendo toda a parte lateral da unha, de forma a obrigá-la a crescer verticalmente, sem encostar na pele ao lado. Nos casos mais graves, indica-se a destruição química, por Laser ou cauterização de parte da unha e seu leito para evitar que a mesma volta a crescer.

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