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sábado, 1 de abril de 2017

Quando uma criança começa a falar?


O momento em que a criança começa a falar é um dos marcos mais importantes do seu desenvolvimento. No entanto, a função da fala se instala gradativamente e com o seu desenvolvimento e aquisição de diferentes palavras a criança vai ganhando maior autonomia e vai deixando aos poucos de ser um bebê.

A fala é precedida pelo choro, como a primeira forma de comunicação tematizada do bebê. A mãe geralmente sabe quando ele chora por estar com fome, com frio ou com dor, sendo que, em cada caso, seu choro é diferente. Aos 3 meses, ocorrem os primeiros balbucios de sons, como ”aah!” e “ooh!”, seguidos por sílabas como “da-da”, “ma-ma”, que prenunciam as primeiras palavras e que são um enorme passo a caminho da socialização e da independência.

Por volta dos 7 meses, a criança já começa a articular “baba”, “papa” ou “mama”. A articulação de palavras integrais, propriamente, começa um pouco antes ou um pouco depois do primeiro aniversário. Ao fim de 12 meses, o bebê já pode estar articulando pelo menos quatro palavras, já compreende e responde uma ordem.

Ao término do segundo ano, é capaz de formar uma frase com duas ou três palavras e tem um vocabulário de cerca de 50 palavras. Aos 3 anos de idade, esse estoque verbal aumenta para 200 palavras e a criança já é capaz de manter uma conversação básica. Contudo, esses são apenas números médios e num caso particular podem ser um pouco maiores ou um pouco menores, sem que isso signifique problema. Muitas crianças normais falam um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde.

É importante estimular o bebê nas suas tentativas de falar, mas é igualmente importante não ser apressado. A fala ocorrerá naturalmente, sob o comando da natureza de cada criança. Depois de algum tempo, as crianças se igualam nessa função e falarão igualmente, quer tenham começado mais cedo ou mais tarde. Paralelamente, outras funções estão se desenvolvendo e colaboram com a fala, como a coordenação motora, a aquisição de força e equilíbrio, a apuração da sensibilidade e das percepções, etc.

Os atrasos na fala do bebê podem se dever apenas à falta de estímulo pelos pais e cuidadores, como costuma acontecer em orfanatos e outras instituições de abrigo de crianças ou como resultado de uma doença, tais como surdez ou autismo, por exemplo. É comum também ver pais atendendo muito prontamente aos pedidos da criança, sem dar-lhes tempo suficiente para colocarem em palavras o que desejam.

No entanto, demorar para falar pode significar que a criança tenha algum transtorno neste processo. Pode haver também: causas genéticas ou cognitivas; dificuldades na motricidade oral em crianças que respiram mal ou que tem adenoides aumentadas, por exemplo; autismo; mutismo seletivo; distúrbio específico de linguagem; apraxia da fala, etc.

Nestes casos, é importante observar se o bebê apresenta apenas pouco desenvolvimento da fala ou se tem outros sintomas, correspondentes àquelas condições.

Além do atraso, pode ocorrer também dificuldades ou defeitos na fala, mesmo sem uma doença subjacente, como uma dificuldade na aquisição do próprio processo. É, pois, tão importante estimular o bebê a falar como ajudá-lo a falar bem e corretamente.

Os pais podem ajudar a criança a falar bem adotando alguns comportamentos como:

(1) Comunicar-se com o bebê desde cedo, falando e cantando para ele. Os pais devem fazer perguntas, explicar o que estão fazendo, cantando ou apontando para os objetos dizendo o seu nome, por exemplo.

(2) Ler para o bebê é uma ótima forma de aumentar o vocabulário dele e ajudá-lo a entender o sentido das palavras.

(3) Responder ao que o bebê fala, pois isso faz com que ele fique mais estimulado para continuar conversando.

(4) Usar uma linguagem correta ao falar com o bebê, evitando diminutivos ou palavras ditas ou repetidas ao modo infantil como, por exemplo, “papato” no lugar se sapato, “aca” no lugar de água, etc.
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