Hipnose os dois tipos mais importantes


A hipnose, segundo o dicionário, é um estado semelhante ao do sono, resultado de um processo de indução. Porém, diferentemente do sono, a pessoa nesse estado possui certo grau de consciência, sendo assim mais suscetível à sugestões.

O uso da hipnose para fins terapêuticos ficou conhecido como hipnoterapia, e consiste em induzir o paciente a ter hábitos mais saudáveis, especialmente no quesito mental.

O hipnólogo, por meio de técnicas específicas, pode ajudar a construir a autoestima, modificar problemas comportamentais, eliminar medos, fobias e ansiedade, tratar a depressão e aumentar a concentração, por exemplo. 

O tratamento é feito por meio de comandos que ficam gravados no subconsciente do paciente e difere de acordo com os tipos de hipnose existentes.

A HIPNOSE CLÁSSICA DE DAVE ELMAN (acima)

Dave Elman é conhecido como o pai da hipnose médica, além de ser o autor de obras importantes que servem de referência para o desenvolvimento da técnica, como Hypnotherapy, lançado em 1970.

Nesta abordagem, o hipnólogo aplica uma técnica de relaxamento muscular e mental em seu paciente para induzi-lo a um estado de transe visualmente parecido com o do sono.

Normalmente esse processo é feito em um grupo muscular de cada vez, sendo os das pálpebras primeiro, seguidos pelos músculos maiores como o do braço e depois um relaxamento mental.

Para relaxar a mente, o hipnoterapeuta também pode pedir a seu paciente para contar de 100 até 1, inspirando e expirando profundamente, por exemplo.

Outra possibilidade para conseguir acessar níveis mais profundos de consciência é por meio da imaginação do paciente, o que permite que vários fenômenos hipnóticos aconteçam. Quando o paciente se encontra completamente em transe, é possível sugestionar conselhos, visto que a hipnose altera a percepção e deixa o paciente mais aberto a novas ideias.

A HIPNOSE ERICKSONIANA DE MILTON H. ERICKSON

A Hipnose Ericksoniana foi desenvolvida pelo psiquiatra Milton Erickson, profissional especializado em terapia familiar. Graças a ele foi possível revolucionar os tratamentos hipnóticos, pois seu modelo, diferentemente dos outros da época, proporcionava uma maior interação entre o terapeuta e o paciente.

O método é personalizado, ou seja, respeita as características individuais de seus pacientes, o que proporciona um maior foco na resolução de problemas. Segundo Erickson, os próprios pacientes são responsáveis por sua cura, sempre considerando que “não há pacientes resistentes, e sim maus terapeutas”.

Desse modo, o papel do hipnoterapeuta nessa abordagem é instruir o paciente para que ele entre em profunda concentração, a fim de colocá-lo em contato consigo mesmo. A ideia é usar os recursos de seu próprio subconsciente para tratar o que tem causado aflição.

Assim, a Hipnose Ericksoniana tem sido de grande valia para pacientes que desejam alcançar um maior nível de autoconhecimento e autocontrole. Além disso, é uma maneira natural e não invasiva de cura.

Podemos concluir, então, que ambos os tipos de hipnose são opções de tratamento interessantes, e que cada técnica deve ser utilizada respeitando a individualidade do paciente. 

Além disso, é possível associar ambas para a obtenção de uma abordagem mais completa ou adaptada à determinada situação.

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