Hábitos




Hábito significa costume ou agir de modo automático, repetitivo, sem reflexões. Na Terra há muitos hábitos em várias culturas, que não seriam absolutamente normais para nós, brasileiros, em qualquer parte do território nacional, ainda que considerando as imensas variações culturais que temos em nosso enorme país.

A título de exemplo, em alguns lugares do mundo é habitual comer-se carne de cachorro e em outros a vaca é um animal sagrado, intocável.

O que para nós é normal, para outras culturas pode ser não aceitável e vice-versa. Mas isso em âmbito cultural, pois os hábitos podem ser vistos, também, em nível pessoal, individual, de tal modo que o que seja adequado para você, pode não ser para mim.

Por exemplo, alguém pode ter o hábito de tomar banho somente 2 vezes por semana, enquanto outra pessoa o faça 2 vezes ao dia.

Os hábitos ficam, certamente, instalados em nossas mentes, em alguma região dela, e tomamos atitudes mecânicas, sem questionamento e isso pode ser o mesmo exemplo citado acima: tomar banho ou, ainda, escovar os dentes...

Quem se esclarece, quem se instrui, normalmente procura desenvolver hábitos saudáveis, para si e para os familiares, de tal modo que promova a saúde de todos ou, minimamente, de si mesmo.

Alguns hábitos sabidamente saudáveis, entretanto, são de difícil aplicabilidade para a maioria das pessoas, de tal modo que seja necessário algum tipo de imposição para que exista alguma aderência pela maioria, embora se saiba que uma minoria, mesmo diante da imposição, não se submeta a este determinado hábito, mesmo sabendo tratar-se de algo que seja saudável para todos.

Por exemplo: usar cinto de segurança para dirigir um veículo hoje é um hábito para a imensa maioria das pessoas, mas houve dificuldades para que se instalasse tal hábito, que por sinal assim se fez por conta de uma lei. E ainda há quem não se submeta a ela!

É preciso ter atenção para com os hábitos, para que eles nos façam o bem, tentando aprimorá-los sempre em sentido construtivo.

Ter o hábito de se alimentar adequadamente é saudável. Não se preocupar com a qualidade dos alimentos ingeridos pode ser prejudicial para a saúde. Mas os hábitos alimentares vêm dos hábitos familiares, constituindo algo que se nos impregna e acabamos por ter uma alimentação similar àquela que nossos familiares têm.

Há, também, uma interação muito acentuada da sociedade e da mídia com relação aos hábitos alimentares de todos.

Quem não se lembra da imagem da criança linda e de aparência muito saudável nas propagandas do Leite Ninho? Pois, então: esta imagem estimulou muitas mamães a parar de amamentar para dar o Leite Ninho, conscientemente ou não, por conta da aparência muito saudável do bebê que aparecia nas propagandas.

Após isso, uma imensa campanha de incentivo à amamentação tem sido feita para corrigir as distorções secundárias a erros como este, de que o leite materno poderia ser substituído sem problemas para a criança.

Os hábitos alimentares são, então, fruto do meio no qual vivemos, certamente.

Por isso, é importante ensinar para as crianças hábitos alimentares adequados, para que desde cedo elas se importem com a qualidade do que comem e sintam que uma boa dieta faz bem para a saúde, reduzindo riscos de doenças das mais variadas.

Pais que ingerem excessivamente bebidas alcoólicas diante dos filhos, ou mesmo mostrem para eles o resultado, com inadequação comportamental, permeiam facilidades para o hábito do álcool entre essas crianças no futuro, normalizando o alcoolismo inadequadamente e favorecendo para que esses futuros adultos sejam alcoólicos também.

Pitágoras já dizia que educando as crianças, não precisaríamos castigar os adultos. Os castigos não comparecem para os adultos, na forma da punição direta, como uma surra, mas muitas vezes no recurso da doença, que sempre tem um custo muito maior já que leva à dor e às despesas variadas e muitas vezes desmedidas, lembrando que poderiam ser desnecessárias.

Temos tido nas últimas décadas um imenso "massacre" em favor das dietas ricas em calorias, açúcares, gorduras e aditivos que em absoluto acrescentam algo de útil para quem quer que seja. Esta abordagem massificante leva à facilidade de comer em fast-food, sem a adequada apreciação da qualidade dos alimentos envolvidos no ato alimentar.

Entretanto, temos visto nas cidades mais acentuadamente urbanizadas um elevado número de jovens que apresentam elevado índice de aumento de peso prejudicial para a saúde, por conta de conseqüências diretas e indiretas destes erros alimentares sucessivos e persistentes.

Como nós somos sujeitos às pressões da mídia, é interessante observar o quanto nos deixamos conduzir por estas pressões e até que ponto.

Não estou propagando uma forma radical de alimentação, uma mudança daquelas que envolvem a passagem para o naturismo definitivo, até por conta de que isso não seria possível. Apenas estou resgatando as impressões mais racionais para nossos hábitos alimentares.

Ao procurar um alimento, buscar nele algo que nutra, que estimule o organismo a trabalhar em condições mais adequadas, que seja um alimento "pró-ativo", matéria prima para elementos essenciais em nosso metabolismo, afastando os "grudes" que encontramos com facilidade em muitas ofertas industrializadas facilmente encontradas nos mercados da vida.

Levar para casa alimentos que sirvam de exemplo para as crianças, sempre. Comer o que seja razoável, ainda que, ocasionalmente sejamos "obrigados" a "engolir algo que não tenhamos o hábito.

Por à mesa alimentos de boa aparência, coloridos, elaborados e especialmente nutritivos.

Criar hábitos saudáveis em aspectos de higiene alimentar.

Tenho tido cada vez mais casos de pacientes que adoecem por se alimentar frequentemente em restaurantes. Sangramentos retais, gases, má digestão, azia, gastrite, parasitores intestinais, enfim, uma leva de problemas que certamente poderiam se evitados se os hábitos alimentares fossem, digamos, mais adequados.

Não significa "fugir" dos restaurantes, mas escolher bem aqueles que venhamos a frequentar, assim como escolher melhor os alimentos.

Mas isso tudo tem por detrás uma série longa de debates. Estes, por sua vez, têm uma fenomenal biblioteca à nossa disposição: a internet.

Ao invés de procurar doenças na internet, proponho que procuremos SAÚDE.
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