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quinta-feira, 27 de março de 2008

Peso ao nascer e hipertensão estariam interligados?


Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP indica que o peso dos bebês no momento do nascimento pode influir no futuro desenvolvimento de problemas de hipertensão (pressão alta). O estudo foi realizado pela professora Joilane Pereira Alves em seu mestrado, defendido em outubro do ano passado. Os resultados da pesquisa apontaram que, quanto menor o peso do recém-nascido, maior é a probabilidade de que sua pressão seja alta.

"Apesar dos resultados, ainda não se pode dizer que peso ao nascer seja determinante para a ocorrência de problemas de pressão", observa a pesquisadora. Segundo ela, mais estudos ainda são necessários pois existem muitos outros fatores a serem levados em consideração.

A pesquisa foi realizada com crianças que já haviam participado de um estudo anterior feito pela orientadora de Joilane no mestrado, a professora Patrícia Helen de Carvalho Rondó. "Inicialmente, no trabalho da minha orientadora, eram 890 crianças que tiveram dados coletados no período pré-natal (antes de nascer) e logo após o nascimento. Para o meu estudo, conseguimos localizar 745 delas, mas apenas 472 participaram das três fases da pesquisa", conta. A idade dos avaliados atualmente está na faixa entre 5 e 8 anos.

Essas três fases consistiram basicamente numa pesquisa sócio-econômica, exames de sangue e antropométricos (que determinam a quantidade de gordura corporal) e, por fim, a medição de pressão arterial por meio de equipamentos de alta precisão. Segundo Joilane, para garantir a menor ocorrência de erros no processo, a coleta dos dados foi feita com pesquisadores especialmente treinados para o procedimento.

As alterações de pressão foram observadas apenas na pressão arterial sistólica. A pesquisadora explica: "Pressão arterial sistólica é a pressão 'maior'. Por exemplo: quando falamos que alguém está com a pressão 12 por 8 o primeiro número se refere à sistólica". Essa é a pressão "máxima", medida no exato momento do batimento cardíaco, quando o sangue exerce mais força sobre os vasos sangüíneos.

Teoria da Programação Fetal
A idéia do estudo surgiu, segundo a pesquisadora, a partir da Teoria da Programação Fetal desenvolvida pelo epidemiologista inglês David Barker, na década de 80. Ele observou que regiões pobres, onde os bebês nasciam com peso baixo devido a escassez de comida, havia maior incidência de doenças cardíacas entre os adultos. "A idéia principal é a de que as doenças crônicas são biologicamente 'gravadas' no indivíduo no período pré-natal e nos primeiros meses de vida quando há condições adversas", explica.

Segundo Joilane, discutir e testar hipóteses relacionadas a essa teoria é algo extremamente necessário dado o perfil de saúde da população brasileira. "Nas últimas décadas, a ocorrência de doenças crônicas não-transmissíveis tem aumentado em relação a doenças infecciosas e parasitárias", afirma. Por isso, diz ela, é necessário identificar as causas desse tipo de doença para estabelecer políticas públicas eficientes na área de saúde.

fonte Medical Services

sexta-feira, 21 de março de 2008

CONVULSÃO


Sinônimos e nomes populares:epilepsia, ter um ataque, finar-se; desmaio com tremor.

O que é?
Epilepsia é uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regiões do encéfalo e leva a uma alteração de toda a atividade cerebral. A convulsão é uma das tantas formas de epilepsias. Outros indivíduos apresentam alteração de comportamento, falando coisas sem sentido.

Para que haja epilepsia é necessário que haja um foco de descargas elétricas anormais. Essas descargas anormais podem ser causadas por neurônios (células cerebrais) doentes, tumores e cicatrizes cerebrais e por lesões das mais diversas causas (falta de oxigênio no parto, parasitose cerebral.).

Muitas pessoas desencadeiam crises epilépticas quando submetidas a um estímulo qualquer com luzes fortes, som e algum tipo específico de imagem. Nas crianças podem surgir convulsões quando apresentam febre alta, mas é de evolução benigna e muitas vezes não necessitam de tratamento.

Nos adultos a epilepsia tem de ser investigada, pois muitas vezes esses indivíduos apresentam uma lesão cerebral que pode necessitar de tratamento cirúrgico ou medicamentoso para curar.

Como se desenvolve?
Epilepsia pode surgir após várias doenças, entre elas: encefalite, meningite, tumores cerebrais, encefalopatia anóxica (asfixia), doenças do fígado (encefalopatia hepática), doenças do rim (uremia) e hemorragias cerebrais.

O que se sente?
Algumas pessoas que sofrem de epilepsia sentem um sinal antes de cada crise. A isso se dá o nome de "aura" e pode ser um som estranho, luzes coloridas, diarréia súbita, dormência no corpo e até mesmo alucinações visuais e sonoras.
A grande maioria dos pacientes dá-se conta de que sofreu uma crise epiléptica após acordar com cefaléia, fotofobia, confuso, sonolento e muitas vezes tendo se urinado e mordido a própria língua.

Como o médico faz o diagnóstico?
O médico neurologista faz o diagnóstico com o auxílio da história do paciente e de pessoas que observaram o episódio. Muitas vezes o diagnóstico é difícil em crianças e somente após observação atenta é possível chegar ao diagnóstico de epilepsia.

Além do diagnóstico pela história do paciente e da observação clínica é necessário um eletro-encefalograma para avaliar as descargas elétricas cerebrais. Nos pacientes com epilepsia há uma desorganização dessa atividade elétrica cerebral que é identificada pelo especialista.

Como se trata e como se previne?
O tratamento da epilepsia é feito com medicações que diminuem as descargas elétricas cerebrais anormais. Existem remédios de baixo custo e com poucos riscos de toxicidade. O neurologista muitas vezes lança mão de múltiplas medicações na tentativa de controlar as crises convulsivas.

Caso não se obtenha controle das crises com a terapia medicamentosa, após cuidadosa avaliação, é indicada a cirurgia para epilepsia que consiste na retirada de parte da lesão ou das conexões cerebrais que levam à propagação das descargas anormais. A cirurgia pode levar à cura, ao controle das crises ou à diminuição da freqüência e intensidade das mesmas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Síndrome de Prader-Willi


Esta síndrome descrita em 1956 é de origem genética localizada no cromossomo 15 ocorrendo no momento da concepção. Afeta meninos e meninas em um complexo quadro de sintomas, durante todas suas vidas, estes variando em presença e intensidade de indivíduo para indivíduo.

Um diagnóstico precoce, antes da manifestação dos sintomas, principalmente a obesidade, tem trazido uma melhora na qualidade de vida dos portadores nos últimos anos. Mas ainda em caso de diagnósticos tardio, uma série de cuidados pode ser iniciados, retornando na qualidade de vida dos portadores.

Bebês com Síndrome de Prader Willi (PWS) apresentam baixo Apgar ao nascer, dificuldade de sugar, choro fraco e são muito pouco ativos, dormindo a maior parte do tempo. Raramente conseguem ser amamentados. Seu desenvolvimento neuro-motor é lento, tardam a sentar, engatinhar e caminhar.

Os sintomas da síndrome variam de individuo para individuo e estão também associados ao ambiente em que este vive, aos estímulos e ao acompanhamento terapêutico e educacional que recebe, os principais sintomas são:

• Hiperfagia - constante sensação de fome e interesse com comida, que pode surgir entre os 2 e 5 anos de idade e levar a obesidade ainda na infância.
• Hipotonia - atraso nas fases típicas do desenvolvimento psicomotor quando bebês. Mais tarde fraco tônus muscular, dificuldades com alguns movimentos, equilíbrio, escrita, uso de instrumentos, lentidão.
• Dificuldades de aprendizagem e fala.
• Instabilidade emocional e imaturidade nas trocas sóciais.
• Alterações hormonais - atraso no desenvolvimento sexual.
• Baixa estatura.
• Diminuição da sensibilidade à dor.
• Mãos e pés pequenos.
• Pele mais clara que os pais.
• Boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca.
• Fronte estreita.
• Olhos amendoados e estrabismo.

A obesidade manifestada por muitos portadores é conseqüência de um consumo excessivo de calorias, pelo comportamento compulsivo em relação a comida, somado a fatores metabólicos e pouca atividade física.A fome constante é provavelmente causada por uma desordem do hipotálamo, no cérebro: durante uma refeição, a "mensagem" de saciedade não é processada.

E se não controlado esse acesso a quantidade/composição da comida, o ganho de peso é rápido. Portadores desta síndrome, em geral, necessitam algum nível de assistência ou supervisão em sua alimentação, mesmo quando bem informados de sua condição de saúde. Diferentemente por exemplo de portadores de diabetes.

Muitos efeitos relacionados aos sintomas podem ser amenizados com um diagnóstico, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais; pelo conhecimento e compreensão da síndrome pela família que deve buscar estruturar um ambiente inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o individuo se desenvolver; e por um acompanhamento de saúde e educação adequada.

terça-feira, 11 de março de 2008

Protozoários e Esquizofrenia


A toxoplasmose, doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e que tem como vetor (agente de transmissão) os gatos, poderia estar relacionada com a elevação do risco de que os portadores possam desenvolver esquizofrenia em uma razão 24 vezes maior que o habitual.

A informação foi publicada em um estudo publicado no American Journal of Psychiatry, que comparou as amostras de sangue de cerca de 200 esquizofrênicos e um número de mais que o dobro de pessoas consideradas saudáveis.

Estes dados mostram, também, que o tratamento dessa infecção com drogas antiparasitárias possivelmente poderia diminuir a evolução do quadro psiquiátrico.

Parece ser a primeira vez que se demonstrou que uma infecção por protozoários precederia uma doença psiquiátrica, de acordo com a publicação.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Deficiência em X-Frágil


A nome desta síndrome se dá ao fato de o cromossomo X de um indivíduo apresentar uma falha na porção subterminal de seu braço longo, quando suas células são cultivadas em condições de deficiência de ácido fólico ou que afetem o metabolismo das bases nitrogenadas necessárias para a síntese do DNA. A esse cromossomo se dá o nome de X frágil – detectando-se essa falha no exame dos cromossomos diz-se que o indivíduo com retardo mental tem a síndrome e do cromossomo X frágil.

A síndrome afeta tanto o sexo feminino quanto o masculino, sendo de maior freqüência nos meninos e nas meninas o quadro clínico em geral é menos grave.
Esta síndrome é uma condição genética herdada que estes associados a problemas de conduta, de aprendizagem e diversos graus de deficiência mental.
Sintomas:

Os sintomas da Síndrome do X Frágil são diferentes entre os sexos.

Sexo masculino

• Região frontal algo protuberante.
• Face alongada
• Orelhas grandes e, freqüentemente, de implantação baixa.
• Mandíbula projetada para frente.
• Aumento do tamanho dos testículos.
• Desenvolvimento retardado da linguagem.
• Graves problemas de atenção.
• Conduta instável com momentos de carinho e momentos de violência.
• Diminuição quanto ao padrão de personalidade, aparecendo logo na primeira infância.
• Olhar evasivo.
• Comer unhas desde muito cedo.
• Flacidez muscular.
• Retardamento intelectual.
• Convulsões.

Sexo feminino

É freqüente encontrar esta síndrome no sexo feminino sendo que a maioria é assintomática apresentando um quadro clínico dentro da normalidade. Normalmente a causa da procura ao médico seja pela dificuldade de aprendizagem ou desvios de condutas.

Características

• As crianças portadoras de Síndrome do X Frágil apresentam alterações da fala e da linguagem não conseguindo elaborar frases curtas.A fala é rápida em ritmo desordenado, com volume alto e dificuldade na relação semântica.
• O aprendizado das crianças acometidas desta síndrome com retardo mental dá-se, por estimulação visual e a maioria deles têm dificuldades variáveis para a solução de problemas. O aprendizado está comprometido na maioria dos casos.
• Tanto os adultos quanto as crianças portadores da Síndrome do X Frágil apresentam freqüentemente problemas comportamentais.
• Oscilação do humor e momentos de agressividade são mais comuns em meninos. Esta agressividade predomina nos pacientes adolescentes e adultos jovens, incluindo aqui também as meninas.
• A ansiedade é também uma característica comum nos pacientes. Quando estes se deparam com novas situações a ansiedade se manifesta podendo chegar a ataques de pânico.

sábado, 1 de março de 2008

Dente implantado em olho ajuda cego a voltar a enxergar


Robert McNichol tinha perdido a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton.

Liu realizou a cirurgia conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês), que consiste em implantar na cavidade ocular uma prótese criada com a raiz viva do dente acoplada a um cilindro ótico. Esta prótese funciona como uma nova "ponte", capaz de sustentar a lente intra-ocular, que substitui a córnea danificada do paciente.

Para realizar a prótese, Liu usou um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente, considerado o melhor doador depois de vários exames.

Desde a cirurgia, que durou 16 horas e foi realizada em dezembro de 2007, ele já recuperou parte da visão direita. Segundo os médicos, a visão esquerda não poderá ser recuperada pois foi muito danificada.

"Eu saí da escuridão para a luz", disse o paciente. "Eu posso ver televisão, andar na rua sozinho, ver meus filhos e minha esposa. É inacreditável", afirmou McNichol.

Olho por dente

Realizada pela primeira vez na década de 60 na Itália, a OKPP é indicada em casos nos quais o transplante de córnea convencional não soluciona o problema de visão do paciente.

Estima-se que o custo do procedimento cirúrgico na Grã-Bretanha seja de aproximadamente 40 mil euros (R$100 mil).

Antes da operação, McNichol foi alertado pelos médicos que ele teria 65% de chances de voltar a enxergar depois da cirurgia.

"A aparência não é muito boa, na verdade. Eu pareço o 'Exterminador do Futuro', mas não me importo", afirmou o paciente.