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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Escleroterapia


A escleroterapia é um procedimento médico realizado para o tratamento de vasos sanguíneos dilatados (em geral veias varicosas dos mais diversos tamanhos) ou malformações vasculares (telangiectasias).

A escleroterapia pode ser feita quimicamente, por meio de injeções de substâncias químicas ou de espuma (forma mais comum), ou por métodos físicos, com o uso do laser e radiofrequência, por exemplo.

Na mente popular, a escleroterapia é conhecida como destinada unicamente ao tratamento de varizes, baseada em injetar nelas uma substância química que "esclerosa" o vaso enfocado. A escleroterapia frequentemente é feita nos membros inferiores, mas também pode ser realizada em outras áreas do corpo.

Além das varizes, a escleroterapia é aplicada como uma opção para tratamento de veias reticulares superficiais, telangiectasias e também pelos proctologistas para o tratamento de hemorroidas. Ela pode também ser aplicada em veias colaterais das safenas. Em geral, os pacientes têm objetivo estético, porém a escleroterapia pode ser o tratamento de várias doenças venosas, sobretudo varizes.

No dia anterior ao procedimento, o paciente não deve fazer depilação das pernas ou aplicar cremes. A escleroterapia química consiste na injeção de certas sustâncias dentro de um capilar venoso ou de uma veia de maior tamanho, diretamente no interior das varizes. Esse procedimento "seca" os vasos, lenta e progressivamente, impedindo que o sangue circule por eles.

É uma prática simples, mas exige perícia de quem a pratica e, por isso, só deve ser feita por alguém com experiência profissional. Pode ser realizada em consultório, sem anestesia, e cada aplicação dura cerca de uma hora.

O tratamento é feito em sessões e é preciso retornar ao consultório do médico algumas vezes após a primeira aplicação. Assim que esses medicamentos entram no vaso, eles provocam uma irritação que os faz contrair.

Com o tempo, geram um processo inflamatório no endotélio vascular (camada mais profunda dos vasos sanguíneos) que, ao cicatrizar, origina a oclusão do vaso. Dessa forma, impedem a circulação local e a formação de novas varizes naquela área.

Embora haja substâncias específicas, a mais frequentemente usada é a glicose hipertônica a 50 ou 75%, que não tem muitos efeitos colaterais e é facilmente absorvida pelo organismo. Depois de realizada a escleroterapia, o paciente deve usar meias de compressão por alguns dias, evitar exercícios físicos exaustivos e evitar expor-se ao sol forte.

Apesar de um tratamento bem feito, as varizes podem ressurgir em áreas próximas ou distantes, demandando novas aplicações.

A escleroterapia pode provocar leve dor e queimação locais, inteiramente suportáveis.

Com o uso de produtos químicos, têm sido descritos acidentes tromboembólicos graves, mas a maioria das complicações com a escleroterapia estão relacionadas a falhas técnicas e aplicação incorreta do produto.

Em geral, podem aparecer alergias, hiperpigmentação no trajeto da vênula injetada, aparecimento de uma "nuvem" de pequenos capilares, no caso de oclusão abrupta da vênula de drenagem da telangiectasia, necroses, tromboflebite superficial ou profunda e embolia pulmonar.

O uso da glicose hipertônica a 50% ou 75% para produzir a esclerose, constitui uma alternativa bastante segura para o paciente. O paciente deve procurar um profissional habilitado e experiente (geralmente um angiologista) para fazer tais aplicações.
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