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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Infertilidade feminina 


O desejo de ter filhos existe de uma maneira ingente em praticamente todas as pessoas e ultrapassa a deliberação consciente de cada pessoa. 

Muitos casais engravidam “sem querer”, tanto fora quanto dentro do casamento. Reproduzir-se é um mandato da natureza e não uma mera decorrência da sexualidade.

As pessoas, homens ou mulheres, que não têm filhos, constituem raras exceções, e sabe-se lá a que preço. 

Mesmo casais homossexuais, embora satisfeitos em seus desejos libidinais, anseiam por um filho e procuram obtê-lo, ainda que por adoção.

Quando a reprodução natural encontra obstáculos por motivos orgânicos, geralmente as pessoas buscam fazê-la viável ou realizá-la por outros meios, a despeito dos grandes sofrimentos e gastos econômicos que isso implique. 

Não ter filhos é, para quase todas pessoas, principalmente para as mulheres, motivo de infelicidade e depressão.

Infertilidade é a dificuldade, mas não a impossibilidade total, de uma pessoa, homem ou mulher, em se reproduzir. 

Esterilidade, por seu turno, implica a noção de incapacidade absoluta de concepção. 

A infertilidade refere-se à situação em que um casal não consegue obter gravidez, sem o uso de qualquer método contraceptivo, após um ano de relações sexuais frequentes, ao menos 2 vezes por semana, no período fértil feminino.

A chance de um casal fértil engravidar é de 15 a 25% por mês (em um ciclo menstrual) e, assim, após um ano de tentativas essa taxa terá atingido pelo menos 80%. 

Por isso, deve-se esperar esse tempo para iniciar uma investigação médica sobre infertilidade, sendo que alguns médicos optam por esperar um ano e meio.

Em princípio, a infertilidade é do casal e só se pode falar em infertilidade feminina depois que alguma causa seja localizada na mulher. 

A dificuldade de engravidar devido a ambos os parceiros atinge aproximadamente 15% dos casais. 

Costuma-se também diagnosticar como infertilidade o caso de mulheres que chegam a engravidar, mas não conseguem manter a gestação até o final.

Há dois tipos de infertilidade: 

(1) primária, quando ainda não houve gestação anterior e 

(2) secundária, quando a mulher já teve uma gravidez anterior. 

O fato de que a mulher já seja mãe não garante que ela não tenha dificuldades de engravidar novamente.

As causas da infertilidade feminina são diversas, com problemas no organismo feminino que, frequentemente, permanecem desconhecidas. 

Uma das principais causas é a idade da mulher. 

Sabe-se que uma mulher já nasce com todos os óvulos que liberará durante a vida. 

Por isso, ao envelhecer, os gametas femininos “envelhecem” igualmente e apresentam maior probabilidade de serem incapazes de gerar uma gravidez.

Dentre os fatores mais comuns que podem gerar dificuldades de engravidar para a mulher estão os distúrbios da ovulação, ovários policísticos, problemas e obstruções nas trompas de Eustáquio (tubas uterinas), provocados por infecções ou cirurgias, endometriose, muco cervical que impede a passagem dos espermatozoides, infecção no colo do útero e idade avançada da mulher.

Os problemas no útero são os mais comuns: o muco cervical espesso dificulta ou impossibilita a passagem dos espermatozoides; a endometriose ou os leiomiomas também podem dificultar a gravidez. 

O fumo também pode interferir na infertilidade da mulher, interferindo na gametogênese, na fertilização, na implantação do óvulo ou na perda subclínica após a implantação. 

Para maior garantia da concepção a mulher deve parar de fumar no mínimo dois meses antes de iniciar as tentativas de engravidar.

Em se tratando de infertilidade, o importante é diagnosticar as suas causas e removê-las, quando possível. 

Como as causas da infertilidade são das mais diversas naturezas, os exames para diagnosticá-las são muito variados. 

A seleção deles deve partir de uma hipótese diagnóstica levantada a partir da história médica da paciente e do exame físico.

O tratamento depende do tipo e/ou causa da infertilidade e da idade da mulher e é, por isso, muito variado. 

A idade da mulher é um fator prognóstico de muita importância no sucesso de qualquer tratamento de infertilidade; quanto menor ela for, maiores são as chances de sucesso.

Há causas que podem ser removidas com o tratamento e outras que são definitivas.

Progressos nos desenvolvimentos de medicamentos, microcirurgias e técnicas de reprodução assistida têm tornado a gravidez possível para um grande número de casais com dificuldades de engravidar.

Alguns dados informativos sobre a infertilidade feminina

Cerca de 35% das infertilidades femininas são por causas hormonais, 35% obstruções tubárias de causas diversas, 20% endometriose e 10% permanecem desconhecidas.

As taxas naturais de gravidez dependem da idade da mulher. 

Em 12 meses de atividade sexual regular são de 86% entre os 20-24 anos; 75% entre 25-29 anos; 60% entre 30-34 anos; 50% entre 35-39 anos e continua diminuído drasticamente daí em diante, até cair a zero.

Os humanos são uma das espécies mais inférteis da natureza.

As chances de obter uma gravidez em um determinado ciclo ovulatório é muito pequena e cai muito rapidamente a partir dos 34 anos, segundo, mais ou menos a seguinte tabela: ela é de 25% antes dos 30 anos, de 20% entre 31 e 35 anos, 15% aos 36-37 anos, 10% aos 38-40 anos, 5% ou menor entre 41 e 44 anos e menor de 1% após os 45 anos.



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