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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Estenose de JUP ou Junção Ureteropélvica


A estenose de JUP é o estreitamento que ocorre na junção entre a pelve renal e os ureteres (Junção UreteroPélvica), o que impede o fluxo normal da urina, acumulando urina diretamente na pelve renal e podendo levar à hidronefrose.

A estenose de JUP na maioria dos casos é congênita, podendo também ser adquirida secundariamente a cálculos renais ou a cirurgias prévias. A estenose de JUP congênita pode dever-se à presença de vasos sanguíneos anômalos que comprimem o ureter, a alterações da musculatura do próprio ureter ou a malformações renais.

A urina filtrada pelo rim é coletada em cálices que se juntam para formar uma estrutura maior, conhecida como pelve renal, que tem uma forma assemelhada a um funil. Dela partem os ureteres, que conduzem a urina em direção à bexiga. A transição da pelve para o ureter é denominada junção ureteropélvica ou JUP, como é mais conhecida.

A estenose (estreitamento) dessa junção leva a uma obstrução do fluxo urinário nesta área, o que acarreta impedimento da saída da urina para fora do rim. Acumulando-se no rim, a urina acaba dilatando o órgão, prejudicando sua função e podendo levar à perda total do funcionamento renal.

A estenose de JUP geralmente está presente desde o nascimento, mas a forma adquirida pode ocorrer em qualquer idade. Dependendo de sua intensidade, pode não dar sintomas e só ser detectada em exames realizados de rotina ou por outros motivos.

A forma congênita, embora presente desde o nascimento, pode só vir a apresentar sintomas mais tarde na vida. Quando causa sintomas, os mais comuns são: dores lombares, presença de sangue na urina, hipertensão arterial e infecções urinárias ou renais recorrentes. Pode haver também a formação de cálculos renais.

A estenose de JUP pode ser diagnosticada no feto por meio da ultrassonografia pré-natal que detecta uma dilatação anormal dos rins. Mais tarde, ela pode ser diagnosticada por meio do uso de ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou cintilografia.

Para examinar o estado do funcionamento renal, bem como para ajudar a descartar outras condições mórbidas semelhantes, podem ser necessários também exames laboratoriais de sangue e de urina. Em adultos, deve-se excluir outras causas comuns de hidronefrose (dilatação dos rins): cálculos, tumores, fibrose retroperitoneal, endometriose ou outras doenças inflamatórias.

O tratamento da estenose de JUP depende de como esteja a anatomia do rim e seu funcionamento no momento do diagnóstico e pode variar desde um mero acompanhamento clínico até cirurgia de pieloplastia (reconstrução da pelve renal) ou pielotomia (remoção da pelve renal).

O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e preservar a função renal. Em fetos ou em bebês recém-nascidos, o tratamento deve ser de acompanhamento cuidadoso por um nefrologista pediátrico.

A estenose de JUP pode resultar em infeções urinárias, cálculos renais, hidronefrose e insuficiência ou falência renal.
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