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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Estado psicótico puerperal


A psicose puerperal (puerpério é a fase que vai até 45 dias após o parto) não é uma psicose à parte: é uma psicose desencadeada pelo parto, assemelhando-se clinicamente às psicoses de curta duração.

As psicoses iniciadas após essa fase recebem o diagnóstico de acordo com suas características específicas, não sendo mais classificadas como puerperais.

O pós-parto é uma fase crítica para a mulher por causa das violentas mudanças nas taxas hormonais, além de todo o estresse que o parto implica.

Verifica-se um aumento geral na incidência de distúrbios mentais nessa fase, principalmente para quem já sofreu algum problema psiquiátrico antes.

A psicose puerperal ocorre na freqüência de um ou dois partos para cada 1000.

Ocorrem mais nas primíparas e mães solteiras.

Não há relação dessa psicose com a idade da mãe nem com sua cor de pele.

Pacientes com transtorno bipolar ou pacientes que tiveram psicose no parto anterior devem tomar medidas preventivas.

O início é súbito dando-se em 1/3 dos casos na primeira semana após o parto e 2/3 no primeiro mês. A principal temática dos delírios da psicose puerperal está ligado ao bebê.

Os temas mais comuns dos delírios são achar que o bebê não nasceu, foi trocado, está morto ou defeituoso. Tentativas de homicídio contra o bebê podem acontecer.

A recuperação da psicose está diretamente ligada a história prévia da paciente.

Sendo ela bipolar a recuperação do transtorno se dará de forma natural ou abreviada pelo tratamento.

Sendo esquizofrênica o curso crônico prosseguirá com a possibilidade de certa acentuação durante o puerpério.

Sem nenhuma história prévia a maior probabilidade é de que a paciente se recupere completamente.

O tratamento realizado é o mesmo para as psicoses em geral e o aleitamento materno precisa ser suspenso.

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