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terça-feira, 28 de maio de 2013

Tumores cerebrais



Tumores cerebrais são crescimentos anormais, "benignos" ou malignos, de células dentro do crânio, levando à compressão e lesão das células normais do cérebro.

Pode ser um tumor primitivamente do crânio ou um tumor metastático que tem origem em outro órgão e que se espalhou pelo corpo, atingindo o cérebro.

Os tumores primitivos do cérebro frequentemente localizam-se na fossa craniana posterior (crianças) ou nos dois terços anteriores do cérebro (adultos).

Eles representam cerca de 1,4% de todos os cânceres e cerca de 2,4% das mortes causadas por câncer.

Existem mais de 100 tipos diferentes de tumores cerebrais, de acordo com o tipo de células que os constituem. Os principais são:

Meningiomas: representam uma grande parcela dos tumores cerebrais (cerca de 25%), normalmente provenientes das meninges do cérebro e medula espinhal. Alguns meningiomas são especialmente agressivos e podem retornar após a sua remoção.

Gliomas: mais da metade dos tumores cerebrais em adultos são gliomas, que estão divididos em três tipos:

1. Astrocitoma: desenvolvem-se a partir de células denominadas astrócitos. Alguns são bem delimitados enquanto outros são mais difusos. Nesses primeiros, a remoção cirúrgica completa é possível se o tumor estiver no início do seu desenvolvimento.

2. Ependimoma: desenvolvem-se a partir das células ependimais e do quarto ventrículo. Os ependimomas podem apresentar metástases dentro do próprio sistema nervoso central, pelo contato com o líquor.

3. Oligodendroglioma: desenvolvem-se a partir das células da oligodendroglia, um tipo de células de sustentação do tecido cerebral.

Meduloblastoma: são tumores que podem se desenvolver rapidamente e se espalhar para outras partes do sistema nervoso através do líquor.

Tumores da hipófise: geralmente os tumores da hipófise são benignos e secretam quantidades excessivas de hormônios estimulantes, mas também podem destruir tecidos secretores e provocar níveis insuficientes de hormônios.

Craniofaringioma: os craniofaringiomas são tumores que crescem na base do cérebro. Eles não costumam se espalhar, mas estão perto de estruturas importantes no cérebro e podem causar problemas sérios por compressão à medida que se desenvolvem.

Hemangioblastoma: tumores que crescem a partir de células dos vasos sanguíneos e podem se desenvolver no tronco cerebral.

Neuroma acústico: tumor que cresce no nervo acústico. A perda de audição em um dos ouvidos pode ser o primeiro sintoma do neuroma acústico.

Tumores da região pineal: são tumores raros da glândula pineal.

Tumores da medula espinhal: tumores raros, localizados na medula. Dependendo da localização, são capazes de comprometer várias funções orgânicas.

As causas dos tumores cerebrais são variadas e muitas vezes desconhecidas. O cérebro é uma sede frequente de metástases de tumores de outras origens.

Embora a grande maioria dos casos ocorra ao acaso, há alguns fatores relacionados a um risco aumentado para o câncer do sistema nervoso central (SNC), são eles:

•Mais comum em homens do que em mulheres.

•Incide mais acima de 65 anos, embora possa desenvolver-se em qualquer idade.

•Pessoas que anteriormente tenham sido submetidas à radioterapia na cabeça.

•Crianças que tenham passado por tratamento de leucemia durante a infância.

•Também ocorrem com maior frequência em pessoas que tenham se exposto ao cloreto de vinil (utilizado na produção de plástico).

•Pacientes com baixa imunidade ou com infecções pelo vírus da AIDS.

Os principais sinais e sintomas dos tumores cerebrais dependem da sua localização e tipo. Eles podem afetar diferentes funções e causar os mais diferentes sintomas, mas os mais comuns e gerais são:

•Dores de cabeça (o cérebro, em si, não dói, mas as dores podem advir das meninges, dos vasos sanguíneos ou de outras estruturas endocranianas. Pode também não haver dores de cabeça).

•Náuseas e vômitos.

•Distúrbios visuais e/ou auditivos.

•Convulsões (principalmente se ocorrem pela primeira vez em pessoas com 18 anos ou mais).

•Agitação psicomotora.

•Alterações da contratilidade, força muscular ou sensibilidade.

•Deficiência de coordenação muscular.

•Dificuldade de falar ou entender.

•Esquecimentos.

•Movimentos involuntários, etc.

Pela multiplicidade de funções do sistema nervoso, os demais sintomas que o paciente apresentará dependem substancialmente da função acometida.

Tumores menos agressivos, de crescimento relativamente lento, quase nunca retornam após remoção completa e geralmente não se espalham para outras regiões; os mais agressivos, por sua vez, são de crescimento relativamente rápido, tendem a retornar mesmo após serem completamente removidos e a apresentar metástases.

O diagnóstico de suspeita dos tumores cerebrais deve começar pelo histórico médico do paciente e por um minucioso exame neurológico que permita uma avaliação das diversas funções nervosas e de suas eventuais alterações.

Em seguida, o médico deverá pedir exames complementares, tais como: radiografia do crânio, eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros.

A tomografia computadorizada e a ressonância magnética, sobretudo, permitirão determinar a exata localização e as dimensões do tumor.

Uma biópsia, realizada antes (biópsia estereostática) ou durante a cirurgia permitirá determinar em definitivo, se o tumor é benigno ou maligno.

Como o crânio é uma "caixa fechada", todos os tumores cerebrais, sejam benignos ou malignos, causam um aumento de pressão no seu interior e podem comprimir estruturas vitais, impondo um pronto tratamento cirúrgico.

O tratamento cirúrgico, contudo, depende, essencialmente, da localização e do tipo do tumor.

Alguns tumores cerebrais podem ser removidos sem causar lesão no tecido cerebral normal, mas alguns outros se situam em áreas que tornam difícil a remoção, pelo risco de comprometer estruturas essenciais.

Por outro lado, a ressecção do tumor cerebral pode ser necessária mesmo que a cirurgia não seja curativa, se o seu crescimento afetar estruturas nervosas importantes. Muito frequentemente, o tratamento tem de ser acompanhado de radioterapia e quimioterapia.

A radioterapia pode ser usada isoladamente ou em combinação com a cirurgia, a quimioterapia ou com ambas.

A quimioterapia ataca as células tumorais, mas também as células normais e por isso é frequente aparecerem efeitos colaterais sérios.

Atualmente, tem-se usado medicações que inibem o crescimento dos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

A combinação individualizada das diversas modalidades de tratamento (cirurgia, radioterapia, tratamento sistêmico) oferece as melhores possibilidades terapêuticas aos pacientes.
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