Para pessoas que não têm ou não conhecem o problema, a questão intrigante é: o que leva a pessoa a ficar horas e horas envolvida com a mesma atividade de forma tão obsessiva? O que leva a pessoa a postar-se incansavelmente, durante horas, diante da uma mesa de cartas, da roleta, do bingo ou na frente de uma máquina eletrônica? Que força misteriosa é essa que parece obrigar pessoas a analisarem seus sonhos para jogar no bicho, ou estudar o comportamento de cavalos nos diferentes tipos de terreno para fazer a melhor aposta possível?
Neste sentido o jogador compulsivo pode ser comparado a um viciado em trabalho, ou em comprar compulsivamente, na obsessão pelo sexo, ou pela internet, ou em tantas outras atividades comportamentais que fogem ao controle. O jogador compulsivo tem reações parecidas aos alcoolistas ou dependentes químicos, tanto na sensação de prazer como no comportamento. Jogar, para essas pessoas, ativaria circuitos cerebrais que provocam um prazer semelhante ao das drogas, e a atitude geral do dependente do jogo, tal como nos casos de alcoolismo e drogas, acaba promovendo a exclusão de outras áreas da vida.
O tratamento envolve psicoterapia e medicamentos psiquiátricos...
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