SP malha pouco e come acima da média...




São Paulo é a capital dos excessos. O paulistano está acima da média nacional no consumo de refrigerantes, carne gordurosa e cigarro. E se exercita menos do que a maioria dos outros brasileiros: na cidade, apenas 13,7% dos entrevistados pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, seguem as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a prática de exercícios.

A OMS recomenda como medida de saúde a prática de atividades físicas com intensidade leve ou moderada (a caminhada, por exemplo) por 30 minutos, em cinco ou mais dias da semana, ou exercícios com intensidade vigorosa (como é o caso da corrida), por 20 minutos diários, em três ou mais dias da semana. Seguindo esse critério, somente os habitantes de Boa Vista (RR) e Belo Horizonte (MG) se exercitam menos que o paulistano durante o tempo livre – com 13,1% e 13,5%, respectivamente.

Somada à alimentação errada, a falta de exercícios ajuda a explicar o excesso de peso na cidade. A quantidade de pessoas nessa situação em São Paulo está acima da média nacional. Entre os homens paulistanos, os gordos já são a maioria: 51,1% deles têm excesso de peso, índice que acompanha a tendência nacional. Também no Brasil, a maioria dos homens tem quilos extras.

Apesar desse cenário, o número de paulistanos que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças está acima da média nacional. O problema é que essa boa atitude, sozinha, não é capaz de compensar todos os hábitos ruins dos moradores da capital, de acordo com os médicos.
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