Grávidas que se alimentam mal passam este hábito para os filhos




Um estudo da Universidade australiana de Adelaide indicou que as mães podem ser as maiores culpadas pelas escolhas por comidas gordurosas e cheias de açúcar de seus filhos. De acordo com pesquisa feita em ratos, o feto da fêmeas que seguiam este tipo de dieta apresentaram uma alteração no cérebro, o que fez com que eles dessem preferência para este tipo de comida.

A descoberta foi feita a partir da observação de dois grupos de ratos. Durante o período de gestação e lactação, um grupo de fêmeas foi alimentado com ração e outro com comida humana comum, cheia de gordura e açúcar. Após o nascimento, os filhotes de ambos grupos puderam escolher o que iriam comer. O grupo que escolheu a opção menos saudável com mais frequência pertencia ao grupo de mães com o mesmo hábito. Analisando o cérebro dos animais, os pesquisadores verificaram que estes ratos, após o término do período de amamentação, apresentavam níveis maiores de receptores de opióides.

Embora a experimentação tenha ocorrido em ratos, o estudo sugere que o mesmo possa ocorrer com seres humanos, ou seja, mães que seguem uma dieta rica em gordura e açúcar durante a gravidez e na amamentação têm mais chances de terem filhos que darão preferência para este tipo de alimento no futuro. Os pesquisadores acreditam que os avanços neste tipo de pesquisa poderão ajudar a convencer mulheres grávidas a adotarem um dieta mais saudável, priorizando o consumo de vegetais, verduras e frutas em detrimento de guloseimas.
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