Demências Senis: uma maneira de avaliar.






A nomeação é uma das habilidades de linguagem mais estudadas, tanto em sujeitos normais quanto naqueles com desenvolvimento atípico de linguagem e doenças neurológicas como afasia, lesões de hemisfério direito, demência e traumatismos craniencefálicos.

Muitos testes para diagnóstico de distúrbios de linguagem incluem tarefas de nomeação por confrontação visual.

Nelas, dois tipos de erros podem ser observados: verbais e visuais. Na tarefa de entrada visual, a qualidade do estímulo e o contexto de apresentação podem induzir falhas de percepção e interpretação.

A freqüência de ocorrência do item lexical (compreensão de linguagem), numa língua, assim como sua categoria gramatical e semântica, além de regularidade, idade de aquisição, imageabilidade, operatividade, extensão e familiaridade do estímulo, têm sido reconhecidos como fatores que podem interferir na realização da tarefa.

Outras variáveis sociodemográficas, como idade, educação e bilingüismo também podem influenciar o desempenho. A educação mesmo considerada isoladamente, influencia o desempenho de sujeitos em testes neuropsicológicos, particularmente os que envolvem linguagem.

Sabe-se que os analfabetos têm dificuldades visuoperceptuais e os estudiosos têm, recentemente, se interessado pelos efeitos da restrição de educação formal na percepção visual.

Além disso, estudos mostraram que o desempenho na nomeação por confrontação visual, não foi influenciado somente pela educação formal (incluindo o acesso e nível alcançado) mas também por hábitos de leitura, concluindo que leitores diferem nas tarefas de nomeação e recuperação de itens, de acordo com os hábitos de direcionar a varredura, em tarefas de leitura.

Em vários testes propostos para avaliar a nomeação de indivíduos com alterações neurológicas, especial atenção tem sido dada à verificação de freqüência do estímulo na língua, assim como de sua representação visual.

A freqüência da palavra tem sido relacionada à experiência, necessidades, ocupação, cultura e inúmeros outros fatores individuais, que determinam a relevância do estímulo para o indivíduo.

Um dos testes mais freqüentemente utilizados para avaliar a capacidade de nomeação por confrontação visual é o Teste de Nomeação Boston (TNB) (Boston Naming Test – BNT).

Foi inicialmente aplicado em 104 indivíduos cuja idade variou entre 18 e 59 anos, e 46 indivíduos com escolaridade maior e menor do que 12 anos (Kaplan et al., 1983).

Em 2001, a amostra estendeu-se a 15 idosos, porém não há menção à faixa etária e à procedência dos participantes (Kaplan et al., 2001). Atualmente, existem numerosas publicações com amostras que variam entre 100 a 300 indivíduos, de diferentes condições demográficas.

O TNB é composto de 60 itens desenhados em preto e branco, graduados segundo critério de dificuldade no inglês. As figuras foram selecionadas evitando-se aquelas que tivessem nomes alternativos aceitáveis.

Na aplicação do TNB em amostra brasileira, em estudo feito em 2000, identificou dez "problemas de ilustração". Atribuiu as dificuldades de nomeação desses itens a fatores culturais e propôs sua substituição.

Um aspecto a ser considerado no Brasil é a disparidade de oportunidades de acesso à instrução formal, com alta proporção de indivíduos que não freqüentaram a escola, senão por 4 anos, e sobre os quais não existem dados disponíveis publicados.

No caso de indivíduos pouco escolarizados com lesões cerebrais, corre-se o risco de considerar déficit o que na realidade é desconhecimento e privação cultural.

A aplicação destes testes moustrou-se relativamente importante para o entendimento e acompanhamento de pacientes com Demências Senis das mais variadas, como, por exemplo, a doença de Alzheimer.

A Terapia anti-TNF-alfa* produz rápida melhora em doença de Alzheimer, que pode ser obervado, na prática, pela aplicação do BNT.

Duas horas após o tratamento, o status do paciente apresentava melhoraras e ele pôde nomear corretamente nove das dez primeiras figuras do Boston Naming Test. Este estudo foi publicado online em 9 de janeiro no Journal of Neuroinflammation.

Embora os investigadores tenham notado uma melhora similar e imediata em vários dos indivíduos que receberam terapia uma vez por semana, o protocolo do estudo permitiu apenas um mês de avaliação, forçando os investigadores a documentarem a resposta rápida ao tratamento no único estudo de caso atual.

“Isto não é uma cura. Não traz os pacientes de volta ao normal, mas todas as indicações nos levam a acreditar que produz um efeito significativo que é claro e importante para os membros da família e mesmo para os pacientes”, cita o Dr. Tobinick, responsável pela pesquisa sobre esta nova terapia.

Bem, ao que se pode notar, as pesquisas para o tratamento e entendimento sobre as Demências Senis estão aceleradas;
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