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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Arterite temporal


A arterite temporal (por vezes chamada de arterite de células gigantes ou vasculite necrotizante) é uma vasculite (inflamação dos vasos) que afeta principalmente o revestimento interno das artérias do sistema carotídeo, as quais se dirigem à cabeça, especialmente às têmporas.

O nome vem do vaso frequentemente mais envolvido, a artéria temporal que, no entanto, não é o único. O nome alternativo reflete o tipo de célula inflamatória que é envolvida, conforme vista na biópsia.

Não se conhecem inteiramente as razões pelas quais essas artérias se tornam inflamadas. Certos genes e variações genéticas parecem aumentar a susceptibilidade à doença. Raramente a arterite temporal afeta pessoas com menos de 50 anos; a maioria delas tem mais de 70 anos. As mulheres são afetadas cerca de duas vezes mais que os homens e a condição é mais comum entre os povos brancos do norte da Europa. As pessoas que sofrem de polimialgia reumática têm um maior risco de desenvolver arterite temporal concomitantemente.

As paredes das artérias afetadas pela arterite temporal ficam inflamadas e incham, causando um estreitamento delas, o que reduz a quantidade de sangue e, portanto, de oxigênio e nutrientes para os tecidos irrigados por essas artérias. Embora qualquer média ou grande artéria seja susceptível a ser afetada por uma inflamação de células gigantes, na maioria das vezes, o inchaço ocorre em ramos emergentes da artéria temporal, donde seu nome.

Os sintomas mais comuns da arterite temporal são dores de cabeça, sensibilidade aumentada no couro cabeludo e dor na mandíbula, que normalmente afeta ambos os lados. Pode haver febre, fadiga, perda de peso, distúrbios da visão (visão dupla ou borrada), particularmente em pessoas que também têm uma repentina perda permanente da visão em um dos olhos.

Cerca de metade das pessoas com arterite temporal têm polimialgia reumática e, em razão dessa última condição, pode ocorrer dor e rigidez no pescoço, ombros ou quadris.

Pode não ser fácil diagnosticar a arterite temporal porque os seus primeiros sintomas se assemelham aos de muitas outras doenças comuns. De início, o médico deve examinar a história médica, os sintomas do paciente e realizar um exame físico completo, com especial foco nas artérias temporais de ambos os lados. Muitas vezes, uma ou ambas as artérias podem mostrar um pulso reduzido e sensibilidade aumentada, assumindo uma aparência tubular rígida.

Um exame de sangue pode verificar a taxa de sedimentação, a qual pode indicar a inflamação. Igualmente, verificará a presença da proteína C-reativa. Esses exames também podem ser usados para acompanhar o curso do tratamento.

A maneira mais definitiva de confirmar o diagnóstico de arterite temporal é fazer uma biópsia da artéria temporal. Os possíveis exames de imagem para o diagnóstico são a angiografia por ressonância magnética, a ultrassonografia com Doppler e a tomografia por emissão de pósitrons.

De início, o tratamento da arterite de células gigantes deve ser feito com elevadas doses de corticoides e deve ser iniciado antes mesmo do resultado da biópsia, em virtude do risco de perda da visão. Posteriormente, essas doses deverão ser ajustadas pelo médico. Os corticoides costumam apresentar significativos efeitos colaterais, os quais, no entanto, podem desaparecer quando o tratamento se tornar menos intenso ou for interrompido.

A arterite temporal é considerada uma emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes. Provavelmente, o paciente tratado começará a se sentir melhor dentro de poucos dias após o início da terapêutica. A menos que haja perda completa da visão, que pode ser permanente, os sintomas visuais tendem a desaparecer dentro de três meses. A medicação pode continuar a ser necessária por um a dois anos ou mais. Mesmo com o tratamento, as recaídas são comuns.

A arterite temporal pode causar complicações como diminuição do fluxo sanguíneo para os olhos com diminuição ou perda de visão em um ou, raramente, em ambos os olhos e aneurisma da aorta, se afetar essa artéria. Se não tratada, a arterite temporal pode levar ainda a acidentes vasculares cerebrais ou à cegueira permanente.
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