Terror Noturno


O pavor noturno (ou pânico noturno ou terror noturno) é uma parassonia (distúrbio do sono) que começa com manifestações de intenso medo ainda durante o dormir, culminando em um despertar abrupto com um grito de pânico e respiração rápida, como se a pessoa estivesse vendo algo terrorífico.

Cada episódio habitualmente se inicia durante a primeira parte do sono e dura poucos minutos. Depois de acordar, a pessoa de nada se recorda ou apenas se recorda de alguns poucos fragmentos do episódio. Pode acontecer que mesmo o intervalo em que a pessoa fica acordada pode ser apagado junto com o pesadelo e, assim, é comum que no dia seguinte a pessoa não lembre do evento ocorrido.

O terror noturno é diferente do pesadelo, uma vez que este acontece a qualquer pessoa, nas últimas horas do sono e a permite se lembrar do que estava sonhando. O terror noturno, ao contrário, ocorre nas primeiras fases do sono, é mais comum nas crianças e, apesar de mais dramático, geralmente não se lembra do acontecido.

As causas do terror noturno ainda não são bem conhecidas. Contudo, sabe-se que a ansiedade extrema, o estresse e os conflitos conscientes ou inconscientes são fatores facilitadores. Em crianças, a precipitação de eventos traumáticos, a febre e os distúrbios emocionais podem ter um papel fundamental no desencadeamento do problema.

Há algumas teorias biológicas do terror noturno que postulam uma imaturidade do sistema nervoso como uma possível causa, mas ela ainda não foi comprovada.

O pavor noturno consiste em ataques de terror agudo emergindo do sono profundo após o primeiro período de sono REM, acompanhado por violentos movimentos corporais, agitação extrema, gritos, gemidos, falta de ar, suor, confusão mental, fuga da cama ou do quarto em alguns casos, comportamento destrutivo e agressão dirigida a objetos ou contra si próprio ou outras pessoas, podendo resultar em ferimentos, fraturas e lesões.

Durante um ataque de terror noturno, existe uma superativação do sistema nervoso simpático, incluindo dilatação das pupilas, sudorese, grande aumento da frequência respiratória e cardíaca e aumento da pressão arterial. Há uma baixa ou nenhuma responsividade relativa aos esforços para confortar a pessoa durante o episódio.

Em momentos mais estressantes os episódios podem ocorrer com maior frequência, várias vezes por semana.

O diagnóstico do terror noturno é realizado pela descrição comportamental dos episódios feita por outras pessoas e pelos sintomas queixados pelo próprio paciente.

Geralmente o pavor noturno não demanda tratamento medicamentoso. Neste, como todos os outros distúrbios do sono, a regularidade nos horários de dormir e despertar contribui muito para a solução do problema. Por outro lado, os alimentos gordurosos ou os de difícil digestão e as bebidas ou medicamentos que causem estimulação do sistema nervoso devem ser evitados.

Uma psicoterapia de longo prazo frequentemente é necessária. O tratamento também deve ter como objetivo proteger o paciente de possíveis danos contra ele mesmo e contra as demais pessoas.

O pavor noturno é mais comum nas crianças e pode levar anos para desaparecer, podendo mesmo não desaparecer completamente. No entanto, o mais comum é que os episódios de terror noturno desapareçam à medida que a criança cresce.

Não há como prevenir absolutamente a ocorrência do pavor noturno, mas sua ocorrência pode ser diminuída por meio de uma boa higiene do sono e seus efeitos danosos podem ser evitados ou diminuídos por meio de algumas providências: o quarto de dormir deve ficar desobstruído, as grades na cama devem ser acolchoadas, as janelas devem estar firmemente fechadas e é importante que a pessoa tenha fácil acesso à iluminação.
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