Moscas volantes ou "floaters"


Você talvez não saiba o nome oficial, mas já deve ter visto pequenas formas flutuando em seu campo de visão.

A percepção dessas formas, também conhecidas como "moscas volantes" (do latim Muscae volitantes) ou floaters (flutuadores, em inglês), é chamada miodesopsia.

Elas podem aparecer como pontos escuros, filamentos ou teias – e não são ilusões de ótica.

Estão lá, vagando dentro de seus olhos.

Para entender a origem dessas "moscas", vale relembrar um pouco de anatomia ocular.

Na parte da frente do olho fica a córnea (um tecido transparente), e atrás você tem a pupila (o centro escuro do olho) e a íris (a franja colorida ao redor da pupila).

Entre a córnea e a pupila há um pequeno reservatório de líquido chamado humor aquoso.

Uma camada de células sensíveis à luz no fundo de seu olho é chamada retina.

Quando os neurônios que formam a retina são estimulados pela luz, eles enviam uma mensagem pelo nervo ótico até o cérebro, entregando informações sobre o que você está vendo.



Mas entre as lentes e a retina há um "oceano" de líquido conhecido como humor vítreo ou apenas vítreo.

O vítreo é uma massa gelatinosa formada principalmente por água.

Diferentemente do humor aquoso, o humor vítreo nunca é reabastecido.

Você irá morrer, basicamente, com o mesmo vítreo com o qual nasceu.

Isso significa que se algum objeto externo entrar no vítreo (sangue ou outras células, por exemplo), ele irá ficar por lá.

E quando esses pequenos pedaços de detritos oculares tampam a passagem da luz pelo olho, eles podem lançar sombras na retina.

Essas são as sombras que percebemos como as moscas volantes.

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