Hipertrofia de amígdalas


Hipertrofia das amígdalas é um tamanho exagerado delas o que, em geral, ocorre em conjunto com um excessivo crescimento das adenoides. As amígdalas e as adenoides normalmente crescem até os 5-6 anos de idade e a partir daí ocorre uma diminuição natural do tecido linfoide que as forma, até que, próximo à adolescência, há apenas uma quantidade residual delas na maioria das pessoas.

Em algumas crianças, o tamanho exagerado das amígdalas e sua infecção frequente torna aconselhável retirá-las por cirurgia, em virtude dos problemas que ocasionam e das complicações que podem gerar.

As amígdalas se hipertrofiam em razão de infecções bacterianas, virais ou fúngicas. Uma causa comum de amigdalites é a amigdalite estreptocócica. Entre os vírus, se incluem o adenovírus, os vírus da gripe, os enterovírus, os vírus do herpes simples e outros. Entre os fungos, destaca-se a candidíase oral. Também a faringite afeta as amígdalas e pode provocar o seu crescimento.

As amígdalas são constituídas de tecido linfoide, responsável por ajudar o organismo a produzir anticorpos e células de defesa. Quando infectadas, elas crescem exageradamente e podem causar dores e dificuldades respiratórias. Note-se que tanto as amígdalas quanto as adenoides se situam nas principais portas de entrada do organismo, a boca e o nariz.

As amígdalas (e adenoides) crescidas e obstrutivas são mais frequentes entre os 3 e 11 anos de idade. Os principais sintomas dessas hipertrofias são o ronco noturno e a respiração pela boca.

A respiração crônica pela boca pode causar alterações no crescimento da face e predispor a inflamações frequentes da garganta. Além disso, a hipertrofia das amígdalas (e adenoides) pode causar a síndrome da apneia obstrutiva do sono, trazendo prejuízos para a criança, como: qualidade ruim do sono, déficit de atenção, hiperatividade e risco aumentado de doenças cardiovasculares, entre outros. Quando hipertrofiadas, as amígdalas podem também:

•Causar obstrução da respiração nasal, levando o indivíduo a respirar pela boca, trazendo vários prejuízos para a pessoa.

•Causar vermelhidão e dor.

•Muitas vezes pode haver pus, o que é um sinal de emergência da amigdalite.

•A hipertrofia pode ocorrer também como resultado de um abscesso. Às vezes, a hipertrofia das amígdalas leva a uma alteração na voz do paciente, sem que haja o mau hálito que ocorre quando há danos ao tecido.

•Os pacientes também podem ter o apetite reduzido e uma fadiga excessiva.

A hipertrofia das amígdalas é tão ostensiva que pode ser diagnosticada por sua visão direta. Quando for necessário determinar o fator etiológico que causa uma infecção nas amígdalas, pode-se fazer cultura do material colhido nelas.

O tratamento depende do tamanho que tenham adquirido e da intensidade dos sintomas que causem. Em alguns casos, a inflamação das amígdalas pode ser tratada com medicamentos anti-inflamatórios e nos casos de infecções bacterianas, com antibióticos. A terapia medicamentosa costuma ser suficiente para o alívio dos sintomas e da hipertrofia.

Quando o tratamento falha, pode ser aplicada a amigdalectomia (retirada cirúrgica das amígdalas) às vezes conjuntamente com as adenoides.

Na ausência de tratamento da hipertrofia das amígdalas, pode haver frequentes infecções do ouvido e sinusite, devido ao fato de que a hipertrofia pode interferir com a expectoração de seios nasais e das tubas de Eustáquio.

A infecção das amígdalas pode espalhar para outras partes do pescoço e da garganta e, à distância, causar danos aos rins, válvulas cardíacas e pneumonia.
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